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Carta de Pedro subsidio ebd 2019 jovens
Carta de Pedro subsidio ebd 2019 jovens

   INTRODUÇÃO DA CARTA DE PEDRO N.1 SUBSIDIO EBD 2019 JOVENS

 

                    

 

Esta Epístola foi evidentemente endereçada àqueles que estavam passando por severoPrimeira e Segunda Carta de Pedro. O novo nascimento para uma esperança viva por intermédio de Cristo (1:1-25). Logo de início, Pedro dirige a atenção de seus leitores ao “novo nascimento para uma esperança viva” e a esperança imarcescível reservada para eles nos céus. Isto é segundo a misericórdia de Deus mediante a ressurreição de Jesus Cristo. Por conseguinte, os “escolhidos” se regozijam grandemente, embora contristados por várias provações, a fim de que a qualidade provada de sua fé “seja achada causa para louvor, e glória, e honra, na revelação de Jesus Cristo”. Os profetas da antiguidade, e até mesmo anjos, investigaram a respeito desta salvação. Assim, os escolhidos devem avigorar as suas mentes para atividades e fixar a sua esperança nessa benignidade imerecida, tornando-se santos em toda a sua conduta. Não é isso apropriado, em vista de terem sido livrados, não com coisas corruptíveis, mas “com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo”? Seu “novo nascimento” é por intermédio da palavra do Deus vivente e permanecente, Yehowah, que permanece para sempre, o que lhes foi declarado como boas novas. — 1:1, 3, 7, 19, 23.

 

Tema: O apóstolo Pedro dirige-se a você

Não é fácil ser cristão hoje em dia. Há muitas pressões. Em alguns países, o Estado tenta obrigar-nos a fazer coisas que vão de encontro à consciência cristã. Muitas esposas cristãs têm marido descrente. Os jovens são atraídos pelo resplendor e pela “sabedoria” do mundo. E, após diversas décadas de espera, alguns podem até mesmo estar-se perguntando: ‘Virá algum dia o Armagedom?’Caso enfrente problemas como esses — e qual é o cristão que não os enfrenta? — as duas cartas, na Bíblia, escritas pelo apóstolo Pedro dirigem-se diretamente a você. Pedro escreveu a congregações dos seus dias, provavelmente pouco mais de 30 anos após a morte de Jesus. Mas, os problemas enfrentados pelos cristãos não mudaram muito no decorrer dos séculos. O conselho dado por Pedro é hoje tão válido como o foi naquele tempo. E ele estava bem habilitado para dar tal conselho.

 

Data: Cerca de 60 dC

 

Autor

 

A carta parece ser do apóstolo Pedro, e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. Silvano, que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.12), o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.

 

Ocasião e Data

 

Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor, os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.1-4, 12-16). Ele, portanto, relembra-os de que têm uma herança celeste (1.3-5)

 

Pedro soube das tentações deles e, portanto, refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1.1), uma frase que lembra o exílio de Israel no AT, mas também apropriada para estes cristãos (1.17; 2.11). Eles são, em sua maioria gentios convertidos. Em um momento eles não eram povo (2.10). Sua antiga vida era de obscenidades, bebedeira e idolatria (4.3), que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. I . Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.4). Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.12), aparentemente não há a vinculação do martírio. Além do mais, a perseguição é normalmente a exceção (3.13,14; 4.16).

 

A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro, mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2.17). O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.

 

Conteúdo

 

Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia, a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1.3-13). Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1.3, 13, 21; 3.15. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado, os cristãos deveriam antever a glória porvir, embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1.6-7; 4.12-13). A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.20).

 

Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. Eles, portanto, proclamam os louvores de Deus (2.9), silenciam os homens loucos realizando boas obras (2.15); ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3.1); envergonham os críticos ímpios (3.15-16) e confundem antigos companheiros (4.4). Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo, apesar do sofrimento.

 

Cristo Revelado

 

Em quatro passagens separadas. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1.11; 3.18; 4.13; 5.1). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo, incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.3,18-19; 3.18). A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.4-7). De outras maneiras, Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos; eles o amam (1.8); eles vêm até ele (2.4); eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2.5); eles são censurados por causa dele (4.14); eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.4).

 

O Espírito Santo em Ação

 

O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1.11); Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3.18); os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito; os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1.2,22); um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4.14 com o v. 13 e 5.1).

 

Esboço de 1º Pedro

 

Introdução 1.1-2

  1. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.3-2.10

 

regozijando na esperança da volta de Cristo 1.3-12

Vida Justa devido à esperança 1.13-2.3

Renovação para o povo de Deus 2.4-10

 

  1. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.11-5.11

 

Submissão e respeito pelos outros 2.11-3.12

Sofrimento em nome de Cristo 3.13-4.19

Servindo humildemente enquanto sofre 5.1-11

 

Conclusão 5.12-14

 

Silvano, co-autor desta carta 5.12

Saudações 5.13

Exortações finais com bênção 5.14

 

PASTOR HABILITADO

 

Por lermos os relatos evangélicos e o livro de Atos, aprendemos muito a respeito do pescador da Galiléia, que se tornou o apóstolo Pedro. Ele parece animadoramente humano. Nunca houve qualquer dúvida de sua lealdade a Jesus, mas era impulsivo e às vezes cometia erros. Talvez possamos reconhecer algo de nós mesmos em Pedro em algumas de suas desventuras.

 

Por exemplo, lembre-se da reação de Pedro, quando viu Jesus andar sobre a água. Ele emocionadamente quis andar também sobre a água. Mas, quando se deu conta de onde estava, ficou assustado e teve de ser socorrido. Lembre-se também da ocasião em que Pedro insistiu teimosamente em que ele nunca tropeçaria. Mas, algumas horas depois, negou a Jesus três vezes. — Mateus 14:23-34; 26:33, 34, 69-75.

 

Entretanto, o escritor dessas duas cartas canônicas mudara desde a ocasião em que Jesus lhe dirigiu as seguintes palavras firmes: “Para trás de mim, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço.” (Mateus 16:23) Esse é o apóstolo a quem Jesus comissionou: “Apascenta as minhas ovelhinhas.” (João 21:17) Nas cartas de Pedro, encontramos um homem que foi refinado por mais de 30 anos de experiência em ‘apascentar as ovelhas’.

 

Destarte, quando lemos sua admoestação: “Amai-vos uns aos outros intensamente de coração”, podemos lembrar-nos de que foi esse o apóstolo que perguntou a Jesus: ‘Quantas vezes preciso perdoar a meu irmão?’ A essa altura, Pedro sabia que não há limite para o amor que os cristãos demonstram uns pelos outros. (1 Pedro 1:22; Mateus 18:21) E, quando ele exortou seus companheiros cristãos a permanecer “vigilantes, visando as orações”, notamos que aprendeu uma poderosa lição desde aquela terrível noite em Getsêmani, quando Jesus deixou os apóstolos orando, e, ao retornar, encontrou-os dormindo. — 1 Pedro 4:7; Lucas 22:39-46.

 

Sim, o pescador da Galiléia tornara-se um pastor bem habilitado. E, inspirado por espírito santo, seu pastoreio é hoje tão valioso como o foi nos seus dias. Considere alguns dos seus conselhos.

 

APRECIE A FÉ

 

No primeiro século, o mundo judeu-romano era resplandecente e poderoso. Era importante os cristãos não se deixarem seduzir pelo esplendor do mundo, ou se deixarem intimidar por suas pressões, de modo a desistirem. Portanto, Pedro começa por exortar seus leitores a ‘avigorar suas mentes para atividade, mantendo inteiramente os seus sentidos’. (1 Pedro 1:13) Como? Por terem vivo apreço pelos privilégios que usufruíam.

 

Pedro lembrou-lhes que os profetas da antiguidade e até mesmo os anjos estavam intensamente interessados nas coisas que Deus havia revelado aos cristãos. Mostrou-lhes quão abençoados eles realmente eram: foram comprados com o sangue de Jesus Cristo, nasceram duma semente incorruptível, por meio da Palavra eterna de Deus e foram constituídos em “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial”. (1 Pedro 2:9) Deviam lembrar-se quem eles eram: residentes forasteiros num mundo ímpio — pessoas que gozavam da grande misericórdia de Yehowah. Hoje, aquele mundo antigo não passa duma lembrança. Mas, ainda vivemos num mundo ímpio, cujas tentações nos engodam ou cujas pressões desviam a nossa atenção. O conselho de Pedro ainda é válido. Nunca devemos perder de vista aquilo que temos. Para evitarmos ser sobrepujados pelo cinismo e pelo secularismo do mundo atual, precisamos ‘ansiar o leite não adulterado pertencente à palavra, para que, por intermédio dela, cresçamos para a salvação’. — 1 Pedro 2:2.

 

REGOZIJO APESAR DE PROBLEMAS

 

Estarmos vivendo num mundo ímpio ocasiona muitas vezes problemas, assim como se deu nos dias de Pedro. Três situações mencionadas por ele são (1) a responsabilidade do cristão para com o Estado, (2) o relacionamento do servo doméstico cristão com o seu amo e (3) a ajuda que a esposa cristã submissa pode dar ao marido descrente.

 

Naquele tempo, tais questões eram assuntos de vida ou morte. Os governantes tinham amiúde autoridade para torturar ou executar cidadãos não-romanos. Os escravos domésticos tinham poucos recursos caso fossem tratados cruelmente por seus donos. As esposas eram propriedade dos maridos, tendo poucos direitos legais.

 

Hoje, os cristãos ainda têm dificuldades nos seus tratos com “César” ou com seus patrões, embora essa situação não corresponda exatamente ao relacionamento amo/escravo. E muitas mulheres cristãs, que têm marido incrédulo, enfrentam grandes problemas. Por isso o conselho do apóstolo Pedro é de inestimável valor. O que diz ele?

 

Em síntese, ele nos aconselha lembrar-nos de três coisas. Primeiro, precisamos ter um conceito correto sobre a sujeição — todos devem estar sujeitos ao governo, os empregados devem obedecer ao patrão, e as esposas devem obedecer ao marido e respeitá-lo. Daí, o nosso comportamento deve mostrar aos incrédulos que o cristianismo é o melhor modo de vida. (1 Pedro 3:1; 4:15) Por fim, devemos manter uma boa consciência perante Jeová Deus, estando sempre prontos para explicar de maneira branda a razão de nossas ações. — 1 Pedro 3:15, 16.

 

Será que isso resolverá todos os nossos problemas? Pedro sabia que não. Há ocasiões em que o mundo faz exigências que o cristão não pode aceitar. Portanto, talvez tenhamos de sofrer pela causa da justiça. Mas, Pedro diz: “Se alguém, por causa da consciência para com Deus, aguenta coisas penosas e sofre injustamente, isto é algo agradável.” — 1 Pedro 2:19.

 

De fato, o sofrimento pela justiça, quando encarado de modo correto, é motivo de regozijo. Pedro sabia isso por experiência própria. Muitos anos antes, ele fora chicoteado por causa de sua fé. Depois disso, ele e os demais que receberam o mesmo tratamento “retiraram-se . . . , alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele”. (Atos 5:41) Portanto, ele escreve aos cristãos que sofrem perseguição: “Prossegui em alegrar-vos por serdes partícipes dos sofrimentos do Cristo.” — 1 Pedro 4:12, 13.

 

Pedro disse aos irmãos que, na realidade, eles estavam sendo treinados por Deus. Disse: “Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus.” Disse que amassem uns aos outros, e que os pastores espirituais deviam pastorear as congregações com motivação correta. E logo, prometeu ele, “o próprio Deus de toda a benignidade imerecida . . . completará o vosso treinamento; ele vos fará firmes, ele vos fará fortes”. — 1 Pedro 5:1-3, 6, 10.

 

Não é esse conselho tão oportuno hoje como o foi naquele tempo? Não é como se Pedro se dirigisse diretamente a você? Imagine como isso fortaleceu os cristãos lá nos dias de Pedro. Mas, logo o idoso apóstolo teve de escrever uma segunda carta, para advertir duma ameaça sinistra para seus irmãos.

 

CONFRONTO COM UMA AMEAÇA SINISTRA

 

Em sua segunda carta, Pedro disse que a necessidade de advertir seus companheiros cristãos era mais urgente, porque ele não tinha muito mais tempo de vida. Alistou as qualidades que os cristãos precisavam desenvolver, a fim de permanecer fortes, e falou de forças que surgiriam dentro da congregação para enfraquecê-los. — 2 Pedro 1:5-8, 14, 16.

 

“Haverá falsos instrutores entre vós”, advertiu ele. (2 Pedro 2:1, 2) Esses falsos instrutores promoveriam a conduta desenfreada e seriam peritos no uso de “palavras simuladas”. Mas, eles se esqueceriam de um ponto vital: “Yehowah sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia do julgamento, para serem decepados.” (2 Pedro 2:3, 9) Talvez prosperassem por algum tempo, mas seu julgamento era certo.

 

Outros diriam em tom de zombaria: “Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.” Estes também se esqueceriam convenientemente de que o tempo de Yehowah não é como o tempo do homem. E ele é paciente. Mas, tão certo como o fim veio nos dias de Noé, assim virá o fim deste sistema. — 2 Pedro 3:4-10.

 

Por fim, até mesmo nos dias de Pedro, alguns dentro da congregação estavam ‘deturpando as Escrituras’. Mas isso resultaria em sua própria destruição. — 2 Pedro 3:16.

 

Em vista dessas ameaças, Pedro queria ‘acordar as claras faculdades de pensar’ dos irmãos. (2 Pedro 3:1) Não deviam esquecer-se das provas históricas de que Yehowah é capaz de destruir os iníquos e salvar os justos, e deviam ter “bem em mente a presença do dia de Yehowah”. (2 Pedro 3:12) Esse dia é real. Está chegando. Esse fato devia afetar tudo o que faziam ou planejavam fazer. — 2 Pedro 1:19-21.

 

Visto que vivemos agora tão perto desse dia, as exortações de Pedro assumem uma força ainda maior: “Fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” (2 Pedro 3:14) Deveras, tais palavras aplicam-se a nós. O apóstolo Pedro dirige-se a todos cuja esperança se baseia nos “novos céus e uma nova terra” prometidos por Yehowah. Portanto, sua exortação final tem ressoado no decorrer dos séculos com toda a força de sua autoridade apostólica: “Guardai-vos para que não sejais desviados com eles pelo erro dos que desafiam a lei e não decaiais da vossa firmeza. Não, mas prossegui crescendo na graça imerecida e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” — 2 Pedro 3:13, 17, 18.s julgamentos, e provavelmente àqueles que estavam, naquele tempo, sofrendo perseguição, 1 Pedro 1: 6-7 ; 1 Pedro 3:14 ; 1 Pedro 4: 1 , 1 Pedro 4: 12-19 . O objetivo principal deste capítulo é consolá-los em suas provações; Sugerir considerações que lhes permitam suportá-los com o espírito correto e mostrar o poder de sustentação, elevação e purificação do evangelho. Ao fazer isso, o apóstolo adverte para as seguintes considerações:

 

(1) Ele lembra-lhes que eles eram os eleitos de Deus; que eles haviam sido escolhidos de acordo com sua presciência, pelo arbítrio santificador do Espírito Santo, e para que pudessem ser obedientes, 1 Pedro 1: 1-2 .

 

(2) ele os lembra da viva esperança para a qual eles foram gerados, e da herança que estava reservada para eles no céu. Essa herança foi incorruptível, imaculada e gloriosa; certamente seria deles, pois seriam mantidos pelo poder de Deus, embora agora fossem submetidos a severas provações, 1 Pedro 1: 3-6 .

 

(3) mesmo agora eles podiam se alegrar na esperança daquela herança, 1 Pedro 1: 6 sua provação era de grande importância para eles mesmos, a fim de testar a genuinidade de sua piedade 1 Pedro 1: 7 , e no meio de todos os seus sofrimentos eles poderiam regozijar-se no amor de seu Salvador invisível 1 Pedro 1: 8 e eles certamente obteriam o grande objetivo pelo qual eles haviam crido - a salvação de suas almas 1 Pedro 1: 9 . Por essas considerações, o apóstolo os reconciliaria com seus sofrimentos; pois assim demonstrariam a genuinidade e o valor da piedade cristã, e seriam finalmente admitidos em honra superior.

 

(4) o apóstolo procede, a fim de reconciliá-los ainda mais aos seus sofrimentos, para dizer que a natureza da salvação que eles receberiam tinha sido objeto de séria indagação pelos profetas. Eles haviam procurado diligentemente para saber exatamente o que o Espírito pelo qual eles eram inspirados significavam as revelações dadas a eles, e eles entenderam que eles ministravam para o bem-estar daqueles que deveriam vir atrás deles, 1 Pedro 1: 10-121 Pedro 1: 10-12 . Aqueles que assim sofreram devem, portanto, regozijar-se em uma salvação que lhes foi revelada dessa maneira; e no fato de que eles tinham conhecimento que não havia sido concedido aos profetas; e, nessas circunstâncias, devem estar dispostos a suportar as provações que lhes foram trazidas por uma religião assim comunicada a eles.

 

(5) em vista dessas coisas, o apóstolo 1 Pedro 1: 13-171 Pedro 1: 13-17 exorta-os a serem fiéis e perseverantes até o fim. Antecipando o que lhes seria revelado no último dia, deveriam estar sóbrios e obedientes; e como aquele que os chamara para o seu reino era santo, assim também os tornava santos.

 

(6) esta consideração é aplicada 1 Pedro 1: 18-211 Pedro 1: 18-21 por uma referência ao preço que foi pago por sua redenção. Eles devem lembrar que eles foram redimidos, não com prata e ouro, mas com o precioso sangue de Cristo. Ele havia sido designado desde a eternidade para ser seu Redentor; ele havia se manifestado naqueles tempos por eles; ele havia sido ressuscitado dos mortos por eles, e sua fé e esperança estavam através dele. Por estas razões, eles devem ser firmes no seu apego a ele.

 

(7) o apóstolo impõe a eles o dever especial do amor fraterno, 1 Pedro 1: 22-231 Pedro 1: 22-23 . Eles purificaram seus corações obedecendo a verdade, e como todos eles eram uma família, eles deveriam amar um ao outro fervorosamente. Assim, eles mostrariam a seus inimigos e perseguiriam a natureza transformadora de sua religião e forneceriam uma prova impressionante de sua realidade.

 

(8) para confirmar todos esses pontos de vista, o apóstolo lembra-lhes que toda a carne deve morrer em breve. A glória do homem desapareceria. Nada habitaria senão a Palavra do Senhor. Eles próprios logo morreriam e seriam libertados de seus problemas, e por isso deveriam estar dispostos a suportar provações por algum tempo. Os grandes e os ricos, e aqueles aparentemente mais favorecidos nesta vida, logo desapareceriam e todo o esplendor de sua condição desapareceria; e não devem invejá-los, nem repugná-los com o seu próprio tremor e dor, 1 Pedro 1: 24-251 Pedro 1: 24-25. Os maiores sofrimentos aqui são breves, e as mais altas honras e esplendores da vida aqui logo desaparecem; e nossa principal solicitude deve ser pela herança eterna. Tendo a perspectiva disso, e construindo a firme palavra de Deus, que permanece para sempre, não precisamos nos afastar dos julgamentos designados para nós aqui abaixo.

 

Verso 1

Pedro, um apóstolo de Jesus Cristo - Sobre a palavra apóstolo, veja a nota de Romanos 1: 1 Romanos 1: 11 Coríntios 9: 1 ; 1 Coríntios 9: 1 e notas.

 

Para os estranhos - No grego, a palavra “eleitos” (veja 1 Pedro 1: 2 1 Pedro 1: 2 ) ocorre aqui: ἐκλεκτοῖς παρεπιδήμοις eklektois parepidēmois “para os estrangeiros eleitos”. Ele aqui os aborda como eleitos; no versículo seguinte, ele mostra-lhes de que maneira eles foram eleitos. Veja as notas lá: A palavra traduzida “estranhos” ocorre apenas em três lugares no Novo Testamento; Hebreus 11:13 e 1 Pedro 2:11 , onde é feito peregrinos e no lugar antes de nós. Veja as notas em Hebreus 11:13Hebreus 11:13 1 Pedro 2:11 Hebreus 11:13 Mateus 23:15 . A palavra significa, literalmente, um morador, um peregrino entre um povo que não é seu - Robinson. Tem havido muita diversidade de opiniões quanto às pessoas aqui mencionadas: alguns supondo que a Epístola foi escrita para aqueles que haviam sido judeus, que foram agora convertidos, e que eram conhecidos pela denominação comum entre seus compatriotas como “os dispersos no exterior”. "Ou" dispersão ", isto é, aqueles que eram estranhos ou peregrinos longe de sua terra natal; outros, que a referência é para aqueles que foram chamados, entre os judeus, "prosélitos da porta", ou aqueles que foram admitidos a certos privilégios externos entre os judeus, (ver as notas em Mateus 23:15 ) e outros, que a alusão é para os cristãos como tais, sem referência à sua origem, e de quem se fala como estranhos e peregrinos.

 

Que o apóstolo não escreveu apenas para aqueles que haviam sido judeus, está claro em 1 Pedro 4: 3-4 1 Pedro 4: 3-4 (compare a introdução), e parece provável que ele quer dizer aqui os cristãos como tais, sem referência à sua origem, que eram espalhadas pelas várias províncias da Ásia Menor. Ainda parece também provável que ele não usou o termo como denotando que eles eram "estrangeiros e peregrinos na terra", ou com referência ao fato de que a terra não era sua casa, como a palavra é usada em Hebreus 11:13Hebreus 11:13.; mas que ele usou o termo como judeu naturalmente o usaria, acostumado, como ele era, a empregá-lo como denotando seus próprios compatriotas morando em terras distantes. Ele os consideraria ainda como o povo de Deus, embora disperso no exterior; como aqueles que estavam longe do que era propriamente a casa de seus pais. Então Pedro se dirige a esses cristãos como o povo de Deus, agora disperso no exterior; como semelhante em sua condição para os judeus que tinham sido dispersos entre os gentios. Compare a introdução, seção 1. Não está necessariamente implícito que essas pessoas eram estranhas a Pedro, ou que ele nunca as tinha visto; embora isso não fosse improvável o fato em relação à maioria deles.

 

Espalhados - grego, "da dispersão", ( διασπορᾶς diásporas) um termo que um judeu usaria provavelmente que falava de seus conterrâneos habitando entre os pagãos. Veja a nota de João 7:35 João 7:35 e Tiago 1: 1Tiago 1: 1 , onde a mesma palavra grega é encontrada. Não ocorre em outro lugar no Novo Testamento. Aqui, no entanto, é aplicado aos cristãos como dispersos ou dispersos no exterior.

 

Ao longo do Pontus… - Estas eram províncias da Ásia Menor. Sua posição pode ser vista no mapa prefixado aos Atos dos Apóstolos. Sobre a situação de Pontus, veja as notas em Atos 2: 9Atos 2: 9 .

 

Galácia - Sobre a situação desta província e sua história, veja a introdução das notas em Gálatas, seção 1.

 

Capadócia - Veja as notas em Atos 2: 9Atos 2: 9 .

 

Ásia - Significa uma província da Ásia Menor, da qual Éfeso era a capital. Veja as notas em Atos 2: 9Atos 2: 9 .

 

E Bithynia - Veja as notas em Atos 16: 7Atos 16: 7 .

 

Verso 2

Eleito - isto é, "escolhido". O significado aqui é que eles foram de fato escolhidos. A palavra não se refere ao propósito de escolher, mas ao fato de que eles foram escolhidos ou selecionados por Deus como Seu povo. É uma palavra comumente aplicada ao povo de Deus como sendo escolhido para fora do mundo e chamado para ser Dele. O uso da palavra não determina se Deus teve um propósito eterno anterior de escolhê-las ou não. Isso deve ser determinado por algo diferente do mero uso do termo. Esta palavra tem referência ao ato de selecioná-las, sem lançar luz sobre a questão de por que foi feita. Veja Mateus 24:22 Mateus 24:22Mateus 24:24 Mateus 24:31 Marcos 13:20 Lucas 18: 7 Romanos 8:33 Colossenses 3:12 João 15:16 Efésios 1: 4-5 , Mateus 24:24 , Mateus 24:31 ; Marcos 13:20 ; Lucas 18: 7 ; Romanos 8:33 ; Colossenses 3:12 . Compare as notas em João 15:16. O significado é que Deus teve, de certa forma, uma preferência por eles acima dos outros como seu povo, e os escolheu do meio dos outros para serem herdeiros da salvação. A palavra deve ser entendida apropriadamente como aplicada ao ato de escolhê-las, e não ao propósito de escolhê-las; o fato de ele selecioná-los para ser dele, não a doutrina de que ele os escolheria; e é uma palavra, portanto, que deve ser usada livremente e gratamente por todos os cristãos, pois é uma palavra freqüentemente usada na Bíblia, e não há nada pelo qual as pessoas devam ser mais gratas do que o fato de que Deus as escolheu para salvação. Em outros lugares, aprendemos que o propósito de escolhê-los era eterno e que a razão disso era o seu próprio prazer. Veja as notas em Efésios 1: 4-5. Também estamos aqui informados de que estava de acordo com “a presciência de Deus Pai”.

 

Segundo a presciência de Deus, o Pai - O Pai é considerado, nas Escrituras, como o Autor do plano de salvação, e como tendo escolhido o Seu povo para a vida, e dado a Seu Filho para redimir e salvar, João 6:37 João 6: 37 , João 6:65 João 6:65 ; João 17: 2 João 17: 2 , João 17: 6 João 17: 6 , João 17:11 João 17:11 . Afirma-se aqui que o fato de que eles eram eleitos estava em certo sentido de acordo com a “presciência de Deus”. Sobre o significado da frase, veja as notas em Romanos 8:29Romanos 8:29.. A passagem não afirma que a coisa que Deus “conheceu”, e que foi a razão de eles terem sido escolhidos, era que eles mesmos estariam dispostos a abraçar a oferta da salvação. A presciência referida pode ter sido de muitas outras coisas como constituindo a razão que operou no caso; e não é apropriado supor que poderia ter sido só isso. Pode significar que Deus previu todos os eventos que ocorreriam e que Ele viu razões pelas quais eles deveriam ser selecionados em vez de outros; ou que Ele sabia de antemão tudo o que poderia ser feito para suportar sua salvação; ou que Ele previu tudo o que Ele mesmo faria para assegurar sua salvação; ou que Ele os conheceu como tendo sido designados por seus próprios conselhos eternos; ou que Ele previu tudo o que poderia ser realizado por sua instrumentalidade; ou que Ele viu que eles acreditariam; mas não se deve presumir que a palavra significa necessariamente qualquer uma dessas coisas.

 

O simples fato aqui afirmado, que ninguém pode negar, é que houve presciência no caso da parte de Deus. Não foi o resultado da Ignorância ou da chance cega de terem sido selecionados. Mas se for conhecido de antemão, não deve ser certo? Como poderia uma coisa que é conhecida ser contingente ou duvidosa? A ideia essencial aqui é que a escolha original era da parte de Deus, e não da parte deles, e que essa escolha se baseava no que Ele antes sabia ser o melhor. Ele, sem dúvida, viu boas e suficientes razões pelas quais a escolha deveria recair sobre eles. Não sei se as razões pelas quais ele fez isso são reveladas, ou se poderiam ser totalmente compreendidas por nós, se fossem. Estou certo de que não se afirma que é porque eles estariam mais dispostos a abraçar o Salvador do que os outros; porque as Escrituras ensinam abundantemente O que toda pessoa regenerada sente ser verdade, que o fato de estarmos dispostos a abraçar o Salvador deve ser rastreado a uma influência divina em nossos corações, e não a nós mesmos. Vejo João 6:65 João 6:65 ; Romanos 9:16 Romanos 9:16 ; Tito 3: 5 Tito 3: 5 ; Salmo 110: 2-3Salmo 110: 2-3 .

 

Através da santificação do Espírito - o Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade. O grego é, “por ( ἐν en) santificação do Espírito”, isto é, foi por essa influência ou agência. A eleição que foi proposta pelo Pai foi efetivada pela ação do Espírito em torná-los santos. A palavra traduzida “santificação” ( ἁγιασμός hagiasmos) não é usada aqui em seu sentido usual e técnico para denotar “a progressiva santidade dos crentes”, mas em seu sentido mais primitivo e usual de “santidade”. Compare as notas em 1 Coríntios 1:301 Coríntios 1 : 30. Significa aqui o ser feito santo; e a idéia é que nos tornemos de fato os escolhidos ou eleitos de Deus por uma obra do Espírito em nossos corações nos tornando santos; isto é, nos renovando na imagem divina. Somos escolhidos pelo Pai, mas é necessário que o coração seja renovado e santificado por uma obra de graça, a fim de que possamos realmente nos tornar Seu povo escolhido. Apesar de sermos pecadores, Ele propõe nos salvar; mas nós não somos salvos em nossos pecados, nem podemos nos considerar como filhos de Deus até que tenhamos evidências de que nascemos de novo. O propósito de Deus para nos salvar nos encontrou profanos e nos tornamos de fato Seus amigos sendo renovados no temperamento de nossa mente. Um homem tem razão para pensar que ele é um dos eleitos de Deus, apenas na medida em que ele tem evidência de que ele foi renovado pelo Espírito Santo,

 

À obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo - Isto expressa o desígnio para o qual eles foram escolhidos pelo Pai e renovados pelo Espírito. Era para que eles pudessem obedecer a Deus e levar vidas santas. Na frase “à obediência”, veja as notas em Romanos 1: 5 Romanos 1: 5 . A frase “aspersão do sangue de Jesus Cristo” significa purificar-se do pecado ou da santidade, pois foi pela aspersão daquele sangue que eles deveriam ser santificados. Veja isso explicado nas notas em Hebreus 9: 18-23 Hebreus 9: 18-23 ; Hebreus 12:24Hebreus 12:24 .

 

Graça e paz sejam multiplicadas - Veja as notas em Romanos 1: 7Romanos 1: 7. A frase “ser multiplicado” significa, “que seja abundante”, ou “possa ser conferido abundantemente a você”. Deste versículo podemos aprender que os escolhidos devem ser santos. Apenas na proporção em que têm evidência de que Deus os escolheu, eles têm evidência de que Ele os escolheu para serem santos; e, de fato, toda a evidência que qualquer homem pode ter de que ele está entre os eleitos, é que ele é praticamente um homem santo, e deseja tornar-se cada vez mais. Nenhum homem pode penetrar nos conselhos secretos do Todo-Poderoso. Ninguém pode subir ao céu e inspecionar o Livro da Vida para ver se seu nome está lá. Ninguém deve presumir que seu nome esteja lá sem provas. Ninguém deve depender de sonhos, arrebatamentos ou visões, como prova de que seu nome está lá. Ninguém deve esperar uma nova revelação declarando a ele que ele está entre os eleitos. Toda a prova que qualquer homem pode ter de que ele está entre os escolhidos de Deus, deve ser encontrada nas evidências da piedade pessoal; e qualquer homem que esteja disposto a ser um verdadeiro cristão pode ter todas essas evidências em seu próprio caso. Se alguém, então, deseja resolver a questão de saber se ele está entre os eleitos ou não, o caminho é simples. Que ele se torne um verdadeiro cristão, e toda a questão é determinada, pois é toda a prova que alguém tem de que ele é escolhido para a salvação. Até que um homem esteja disposto a fazer isso, ele não deve se queixar da doutrina da eleição. Se ele não está disposto a se tornar um cristão e a ser salvo, seguramente ele não deve se queixar daqueles que pensam que eles têm evidência de que eles são os escolhidos de Deus. e qualquer homem que esteja disposto a ser um verdadeiro cristão pode ter todas essas evidências em seu próprio caso. Se alguém, então, deseja resolver a questão de saber se ele está entre os eleitos ou não, o caminho é simples. Que ele se torne um verdadeiro cristão, e toda a questão é determinada, pois é toda a prova que alguém tem de que ele é escolhido para a salvação. Até que um homem esteja disposto a fazer isso, ele não deve se queixar da doutrina da eleição. Se ele não está disposto a se tornar um cristão e a ser salvo, seguramente ele não deve se queixar daqueles que pensam que eles têm evidência de que eles são os escolhidos de Deus. e qualquer homem que esteja disposto a ser um verdadeiro cristão pode ter todas essas evidências em seu próprio caso. Se alguém, então, deseja resolver a questão de saber se ele está entre os eleitos ou não, o caminho é simples. Que ele se torne um verdadeiro cristão, e toda a questão é determinada, pois é toda a prova que alguém tem de que ele é escolhido para a salvação. Até que um homem esteja disposto a fazer isso, ele não deve se queixar da doutrina da eleição. Se ele não está disposto a se tornar um cristão e a ser salvo, seguramente ele não deve se queixar daqueles que pensam que eles têm evidência de que eles são os escolhidos de Deus. porque esta é toda a prova que alguém tem de que ele é escolhido para a salvação. Até que um homem esteja disposto a fazer isso, ele não deve se queixar da doutrina da eleição. Se ele não está disposto a se tornar um cristão e a ser salvo, seguramente ele não deve se queixar daqueles que pensam que eles têm evidência de que eles são os escolhidos de Deus. porque esta é toda a prova que alguém tem de que ele é escolhido para a salvação. Até que um homem esteja disposto a fazer isso, ele não deve se queixar da doutrina da eleição. Se ele não está disposto a se tornar um cristão e a ser salvo, seguramente ele não deve se queixar daqueles que pensam que eles têm evidência de que eles são os escolhidos de Deus.

 

Verso 3

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo - Veja as notas em 2 Coríntios 1: 32 Coríntios 1: 3 .

 

Que de acordo com sua abundante misericórdia - Margem, como em grego, "muito". A idéia é que houve grande misericórdia mostrada no fato de que eles foram renovados. Eles não tinham direito ao favor e o favor era grande. As pessoas não são geradas para a esperança do céu porque têm alguma reivindicação sobre Deus, ou porque não seria correto que ele retivesse o favor. Veja as notas em Efésios 2: 4Efésios 2: 4 .

 

Nos gerou novamente - O significado é que, como Deus é o Autor de nossa vida em um sentido natural, ele é o Autor de nossa segunda vida pela regeneração. O Salvador disse, João 3: 3 João 3: 3 que “a não ser o homem nascer de novo” ou “gerado de novo” ( γεννηθῆ ἄνωθεν gennēthē anōthen “ele não pode ver o reino de Deus”. Pedro aqui afirma que essa mudança ocorreu em relação a A palavra usada aqui como um composto ( anναγεννάω anagennaō) não ocorre em outro lugar no Novo Testamento, embora corresponda inteiramente às palavras usadas pelo Salvador em João 3: 3 , João 3: 5 , João 3: 7João 3: 3 João 3: 5 João 3: 7 . Talvez a frase “gerado de novo” seja melhor em cada caso em que a palavra ocorre, sendo o sentido antes de ser gerado de novo, do que de nascer de novo.

 

Para uma esperança viva - A palavra animada que agora usamos comumente no sentido de ativa, animada, rápida; a palavra usada aqui, entretanto, significa viver, em contraste com o que está morto. A esperança que eles tinham, tinha poder vivo. Não estava frio, inoperante, morto. Não foi uma mera forma - ou uma mera especulação - ou um mero sentimento; era aquilo que era vital para o bem-estar deles, e que era ativo e poderoso. Sobre a natureza da esperança, veja as notas em Romanos 8:24 Romanos 8:24 . Compare Efésios 2:12Efésios 2:12 .

 

Pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos - A ressurreição do Senhor Jesus é o fundamento da nossa esperança. Foi uma confirmação do que ele declarou como verdade quando ele viveu; foi uma prova da doutrina da imortalidade da alma; Foi uma promessa que todos os que estão unidos a ele serão ressuscitados. Veja o 2 Timóteo 1:10 2 Timóteo 1:10 nota; 1 Tessalonicenses 4:141 Tessalonicenses 4:14Nota. Neste versículo, podemos observar que o fato de que os cristãos são escolhidos para a salvação deve ser motivo de gratidão e louvor. Todo homem deve regozijar-se para que qualquer um da raça possa ser salvo, e o mundo deve ser grato por cada novo exemplo de favor divino em conceder a qualquer um uma esperança de vida eterna. Especialmente, isso deve ser uma fonte de alegria para os verdadeiros cristãos. Bem, eles sabem que, se Deus não os tivesse escolhido para a salvação, eles teriam permanecido tão irrefletidos quanto os outros; se ele não tivesse nenhum propósito de misericórdia para com eles, eles nunca teriam sido salvos. Certamente, se há algo pelo qual um homem deve ser grato, é que Deus o amou tanto a ponto de lhe dar a esperança da vida eterna; e se ele tiver um propósito eterno para fazer isso, nossa gratidão deve ser proporcionalmente aumentada.

 

Verso 4

Para uma herança - Através da ressurreição do Senhor Jesus, agora apreciamos a esperança dessa futura herança no céu. Na palavra herança, veja a nota de Atos 20:32 20:32 de Atos ; Efésios 1:11 Efésios 1:11 , Efésios 1:14 Efésios 1:14 , Efésios 1:18 Efésios 1:18 notas; Colossenses 1:12Colossenses 1:12 nota. Os cristãos são considerados os filhos adotivos de Deus, e o céu é mencionado como sua herança - como o que o Pai lhes confere como prova de seu amor.

 

Incorruptível - Não irá desaparecer e desaparecer, como o que nós herdamos neste mundo. Veja a palavra explicada nas notas em 1 Coríntios 9:251 Coríntios 9:25 . O significado aqui é que a herança será imperecível ou durará para sempre. Aqui, para o que quer que sejamos herdeiros, devemos logo nos separar da herança; lá será eterno.

 

E incontaminado - Veja os Hebreus 7:26 Hebreus 7:26 ; Hebreus 13: 4 Hebreus 13: 4 notas; Tiago 1:27Tiago 1:27Nota. A palavra não ocorre em outro lugar no Novo Testamento. Aplicado a uma herança, significa que será puro. Não terá sido obtido por desonestidade, nem será detido por fraude; não será tal que corrompa a alma, ou tente a extravagância, a sensualidade e a luxúria, como uma rica herança freqüentemente faz aqui; será tal que seu eterno desfrute nunca tenderá a contaminar o coração. “Quantas propriedades”, diz Benson, “foram obtidas por métodos fraudulentos e injustos; envenenando, ou de algum outro modo assassinando o herdeiro certo; por trapaça de órfãos desamparados; arruinando os órfãos e as viúvas; oprimindo seus vizinhos, ou moendo os rostos dos pobres, e tirando deles suas vestes ou vinhas! Mas esta futura herança dos santos não é manchada por nenhum desses vícios; não é nem foi detido por nenhum desses métodos; nem as pessoas contaminadas com o vício têm alguma participação nele. ”Aqui ninguém pode ser herdeiro de uma herança de ouro ou casas sem perigo de logo afundar em indolência, efeminação ou vício; lá a herança pode ser desfrutada para sempre, e a alma avança continuamente em conhecimento, santidade e no serviço ativo de Deus.

 

E isso não desaparece - Greek amarμάραντον amarantonEsta palavra não ocorre em nenhum outro lugar do Novo Testamento, embora a palavra ἀμαράντινος amarantinosoccurs in 1 Pedro 5: 41 Pedro 5: 4, aplicado a uma coroa ou guirlanda. A palavra é aplicada corretamente àquilo que não se desvanece ou murcha, em contraposição a uma flor que se desvanece. Pode então denotar qualquer coisa que seja duradoura, e é aplicada à futura herança dos santos para descrever sua perpetuidade em todo o seu brilho e esplendor, em contraste com a natureza enfraquecida de tudo o que é terrestre. A ideia aqui, portanto, não é exatamente a mesma que é expressa pela palavra “incorruptível”. Ambas as palavras, de fato, denotam perpetuidade, mas que se refere à perpetuidade em contraste com a decadência; isso denota perpetuidade no sentido de que tudo será mantido em seu brilho e beleza originais. A coroa da glória, embora usada por milhões de eras, não será obscurecida; as ruas de ouro não perderão nada do seu brilho;

 

Reservado no céu para você - Margem, "nós". A diferença no texto e na margem decorre das várias leituras em mss. A leitura comum é "para você". O sentido não é materialmente afetado. A idéia é que é uma herança designada para nós, e mantida por alguém que possa assegurar-nos e que certamente nos concederá. Compare a nota de Mateus 25:34 Mateus 25:34 ; João 14: 2 João 14: 2 nota; Colossenses 1: 5Colossenses 1: 5 nota.

 

Verso 5

Quem é mantido pelo poder de Deus - Isto é, “guardado” ou preservado na fé e esperança do evangelho; que são preservados da apostasia, ou então mantidos que você finalmente obterá a salvação. A palavra que é usada aqui, e traduzida como “guardada” ( renderedρουρέω phroureō, traduzida em 2 Coríntios 11:32 2 Coríntios 11:32 , mantida com uma guarnição; em Gálatas 3:23 Gálatas 3:23 e aqui mantida, em Filemom 4: 7 Filemom 4: 7)., deve manter. Não ocorre em outro lugar no Novo Testamento. Significa manter, como numa guarnição ou fortaleza; ou como com um relógio militar. A idéia é que havia uma tutela fiel exercida sobre eles para salvá-los do perigo, como um castelo ou guarnição é vigiado para protegê-lo contra a aproximação de um inimigo. O significado é que eles eram fracos em si mesmos e estavam cercados por tentações; e que a única razão pela qual eles foram preservados foi que Deus exerceu seu poder para mantê-los. A única razão que qualquer cristão tem para supor que algum dia alcançará o céu é o fato de que Deus o mantém por seu próprio poder. Compare a nota de Filemom 1: 6 Filemom 1: 6 ; 2 Timóteo 1:12 2 Timóteo 1:12 ; 2 Timóteo 4:182 Timóteo 4:18notas. Se fosse deixado à vontade do homem; à força de suas próprias resoluções; ao seu poder de enfrentar as tentações e a qualquer probabilidade de que ele continuasse a andar no caminho da vida, não haveria certeza de que alguém seria salvo.

 

Através da fé - isto é, ele não nos mantém pelo mero esforço do poder, mas ele estimula a fé em nossos corações e torna isso o meio de nos manter. Enquanto tivermos fé em Deus e em suas promessas, estaremos seguros. Quando isso falha, somos fracos; e se falhar completamente, não poderíamos ser salvos. Compare as notas em Efésios 2: 8Efésios 2: 8 .

 

Unto salvação - Não preservado por um pequeno período, e então sofreu a cair, mas tão guardado a ponto de ser salvo. Podemos observar aqui que Pedro, assim como Paulo, acreditava na doutrina da perseverança dos santos. Se ele não o fizesse, como ele poderia ter se dirigido a esses cristãos dessa maneira, e dito que eles foram “guardados pelo poder de Deus para salvação?” Que evidência ele poderia ter tido de obter salvação, a menos que ele acreditasse no geral? verdade que foi o propósito de Deus manter todos os que foram verdadeiramente convertidos?

 

Pronto para ser revelado na última vez - isto é, quando o mundo se fechar. Então será manifestado aos mundos reunidos que tal herança foi “reservada” para você, e que você foi “mantido” para herdá-la. Compare Mateus 25:34Mateus 25:34 . Este verso, então, ensina que a doutrina de que os santos perseverarão e serão salvos, é verdadeira. Eles são “mantidos pelo poder de Deus para a salvação” e, como Deus tem todo o poder e os guarda com referência a esse fim, não pode ser senão que serão salvos. Pode ser adicionado:

 

(a) que é muito desejável que a doutrina seja verdadeira. O homem é tão fraco e fraco, tão sujeito a cair, e tão exposto à tentação, que em si mesmo é desejável que sua salvação seja em algumas mãos mais seguras do que a dele.

 

(b) Se é desejável que seja verdade, é justo inferir que é verdade, pois Deus fez todos os arranjos para a salvação de seu povo que são realmente desejáveis ​​e apropriados.

 

(c) A única segurança para a salvação de alguém é fundada nessa doutrina.

 

Se fosse inteiramente entregue às mãos das pessoas, até mesmo das melhores pessoas, que garantia poderia haver de que alguém pudesse ser salvo? Adão não caiu? Os santos anjos não caíram? Alguns dos melhores homens não caíram em pecado? E quem tem tanta força de santidade que ele certamente poderia confiar nela para garantir sua própria salvação? Qualquer homem deve conhecer pouco de si mesmo, e do coração humano, que supõe que ele tem uma força de virtude tal que ele nunca cairia se fosse deixado para si mesmo. Mas se for assim, então sua única esperança de salvação está no fato de que Deus pretende “manter seu povo pelo seu próprio poder através da fé para a salvação”.

 

Verso 6

Em que muito nos regozijamos - Em que esperança de salvação. A ideia é que a perspectiva que tinham da futura herança era para eles uma fonte da mais alta alegria, mesmo em meio aos seus muitos sofrimentos e provações. Sobre os fundamentos gerais para regozijo, veja as notas de Romanos 5: 1-2 Romanos 5: 1-2 ; Filemom 3: 1 Filemom 3: 1 ; Notas de Filemom 4: 4 Philemon 4: 4 ; 1 Tessalonicenses 5:16 1 Tessalonicenses 5:16 note. Veja também as notas em 1 Pedro 1: 81 Pedro 1: 8. O significado particular aqui é que a esperança que eles tinham de sua herança futura permitiu que eles se regozijassem mesmo no meio de perseguições e provações. Isso não apenas os sustentou, mas os fez felizes. Essa deve ser uma religião valiosa que fará as pessoas felizes em meio a perseguições e calamidades pesadas.

 

Embora agora por uma temporada - Um curto período - olλίγον oligonIt seria, de fato, apenas por um breve período, mesmo que continue durante toda a vida. Compare as notas em 2 Coríntios 4:172 Coríntios 4:17 ; “Nossa aflição leve, que é apenas por um momento.” É possível, no entanto, que Pedro supusesse que as provações que eles experimentaram logo passariam. Eles podem ter sofrido perseguições que ele esperava que não durassem muito tempo.

 

Se necessário, Esta frase parece ter sido lançada aqui para dizer que havia necessidade de suas aflições, ou que havia “necessidade” de passar por essas provações. Havia algum bem a ser realizado por eles, o que tornava desejável e adequado que eles fossem assim afligidos. O sentido é, “desde que há necessidade”, embora o apóstolo a expresse com mais delicadeza, sugerindo a possibilidade de que possa haver necessidade, em vez de dizer absolutamente que havia necessidade. É o tipo de linguagem que usaríamos em relação àquele que estava muito aflito, sugerindo a ele, da maneira mais terna, que poderia haver coisas em seu caráter que Deus planejou corrigir por meio de provações, em vez de dizer mais ou menos. e sem rodeios que tal foi, sem dúvida, o fato. Nós não diríamos a tal pessoa,

 

Você está com o peso pesado - grego: "Vocês estão tristes " ( λυπηθέντες lupēthentes você está triste, ou entristecido, Mateus 14: 9 Mateus 14: 9Mateus 17:23 ; Mateus 17:23) .

 

Através de múltiplas tentações - Através de muitos tipos de provações, pois assim a palavra traduzida “tentação” ( πειρασμος peirasmos) significa, Tiago 1: 2 Tiago 1: 2Tiago 1:12 Mateus 4: 1 Mateus 6:13 Isaías 28: 23-29 , Tiago 1:12 . Veja as notas em Mateus 4: 1 ; Mateus 6:13 . O significado aqui é que eles agora suportaram muitas coisas que eram adequadas para testar ou testar sua fé. Estes poderiam ter consistido em pobreza, perseguição, doença, ou os esforços dos éteres para levá-los a renunciar à sua religião, e voltar ao seu antigo estado de incredulidade. Qualquer um deles ou todos eles experimentariam e mostrariam se a religião deles era genuína. Nas várias maneiras que Deus tem de provar seu povo, compare as notas em Isaías 28: 23-29 .

 

Verso 7

Que o julgamento de sua fé - A colocação de sua religião à prova, e mostrando qual é a sua verdadeira natureza. Compare Tiago 1: 3 Tiago 1: 3 , Tiago 1:12Tiago 1:12 .

 

Ser muito mais precioso do que o ouro - Isso não significa que a fé deles era muito mais preciosa do que o ouro, mas que o teste disso ( δοκίμιον dokimionthe processo de mostrar se era ou não era genuíno, era muito mais importante e valioso processo de teste de ouro no incêndio, mais resultados importantes foram alcançados por ele, e era mais desejável que isso fosse feito.

 

Que perece - Não que o ouro pereça pelo processo de ser provado no fogo, pois este não é o fato, e a conexão não exige essa interpretação. A ideia é que o ouro, por mais valioso que seja, é uma coisa perecível. Não é uma coisa duradoura, imperecível e indestrutível, como a religião. Pode não perecer no fogo, mas de algum modo, porque não durará para sempre.

 

Embora seja tentado com fogo - Isto se refere ao ouro. Veja o grego. O significado é que o ouro, apesar de suportar a ação do fogo, ainda é uma coisa destrutível, e não durará para sempre. É mais desejável testar a religião do que o ouro, porque é mais valioso. Refere-se àquilo que é eterno e indestrutível e, portanto, é mais importante mostrar sua verdadeira qualidade e libertá-la de toda mistura imprópria.

 

Pode ser encontrado para louvor - Isto é, pode ser encontrado para ser genuíno, e tal que satisfaça o louvor ou elogio do juiz final.

 

E honra - Essa honra pode ser feita antes dos mundos reunidos.

 

E glória - Que possa ser recompensado com aquela glória que será então conferida a todos os que mostraram, nas várias provações da vida, que eles tinham verdadeira religião.

 

Ao aparecimento de Jesus Cristo - Para julgar o mundo. Compare Mateus 25:31 Mateus 25:31Atos 1:11 1 Tessalonicenses 4:16 2 Tessalonicenses 2: 8 1 Timóteo 6:14 2 Timóteo 4: 1 2 Timóteo 4: 8 Tito 2:13 1 Pedro 1: 6-7 ; Atos 1:11 ; 1 Tessalonicenses 4:16 ; 2 Tessalonicenses 2: 8 ; 1 Timóteo 6:14 ; 2 Timóteo 4: 1 , 2 Timóteo 4: 8 ; Tito 2:13 . Destes dois versículos 1 Pedro 1: 6-7 podemos aprender:

 

  1. Que é desejável que a fé dos cristãos seja julgada:

 

(a) É desejável saber se o que parece ser religião é genuíno, pois é desejável saber se o que parece ser ouro é genuíno. Para o ouro, aplicamos a ação do calor intenso, para que possamos saber se é o que parece ser; e como a religião é mais valiosa que o ouro, então é mais desejável que ela seja submetida aos testes apropriados, que sua natureza possa ser determinada. Há muita coisa que parece ser ouro, que não tem valor, pois há muita coisa que parece ser religião, que não tem valor. Um não vale mais que o outro, a menos que seja genuíno.

 

(b) É desejável para mostrar seu verdadeiro valor. É de grande importância saber o que vale a pena reivindicar o ouro para os propósitos aos quais o ouro é normalmente aplicado; e assim é em relação à religião. A religião afirma ser mais valiosa para o homem do que qualquer outra coisa. Ela afirma seu poder de fazer isso pelo intelecto e pelo coração que nada mais pode fazer; para conceder consolo nas várias provações da vida que nada mais pode transmitir; e dar um apoio que nada mais pode no leito da morte. É muito desejável, portanto, que nestas várias situações mostre seu poder; isto é, que seus amigos devem estar nessas várias condições, a fim de que possam ilustrar o verdadeiro valor da religião.

 

(c) É desejável que a verdadeira religião seja separada de todas as ligas. Muitas vezes há muita liga em ouro, e é desejável que seja separado dela, para que ela seja pura. Então é na religião. Muitas vezes é combinado com muito do que é profano e impuro; muito que ofusca seu brilho e estraga sua beleza; muito que impede a produção do efeito que, de outro modo, produziria. O ouro é, na verdade, muitas vezes melhor, para alguns propósitos, por ter alguma liga misturada com ele; mas não é assim com religião. Nunca é melhor ter um pouco de orgulho, vaidade, egoísmo, mesquinharia, mundanismo ou sensualidade misturada com isso; e aquilo que removerá essas coisas da nossa religião será um favor para nós.

 

  1. Deus toma vários métodos de tentar o seu povo, com um design para testar o valor de sua piedade, e separá-lo de todas as misturas impuras:

 

(1) Ele tenta seu povo pela prosperidade - freqüentemente como um teste decisivo de piedade que pode ser aplicado a ele. Há muita pretensa piedade, que suportará a adversidade, mas que não trará prosperidade. A piedade de um homem é decisivamente testada pela popularidade; pelas lisonjas do mundo; por um súbito aumento de propriedade; e em tais circunstâncias é freqüentemente mostrado conclusivamente que não há religião verdadeira na alma.

 

(2) ele tenta seu povo na adversidade. Ele coloca a mão sobre eles pesadamente, para mostrar:

 

(a) se suportarão suas provações e perseverarão em seu serviço;

 

(b) para mostrar se a religião deles os impedirá de murmurar ou reclamar;

 

(c) para mostrar se está adaptado para confortar e sustentar a alma.

 

(3) ele tenta o seu povo por transição repentina de um para o outro. Acostumamo-nos a um curso de vida uniforme, seja alegria ou tristeza; e a religião que é adaptada a um curso uniforme pode ser pouco adequada às transições de uma condição de vida para outra. Na prosperidade, podemos ter mostrado que éramos gratos, benevolentes e dispostos a servir a Deus; mas nossa religião será submetida a um novo teste, se de repente formos reduzidos à pobreza. Na doença e na pobreza, aprendemos a ser pacientes e resignados, e talvez até felizes. Mas a religião que então cultivamos pode ser pouco adaptada a uma transição repentina para a prosperidade; e em tal transição, haveria uma nova provação de nossa fé. Essa piedade que brilhou tanto em um leito de doença pode ser pouco adequada para brilhar em circunstâncias de súbita prosperidade. O corpo humano pode se acostumar com o intenso frio das regiões polares ou com os calores em chamas do equador; mas em nenhum dos casos pode levar uma transição de um para o outro. É uma transição que é um teste mais decisivo de seus poderes de resistência do que o calor intenso ou o frio, se for constantemente prolongado.

 

III A religião suportará qualquer julgamento que possa ser aplicado a ela, assim como o ouro suportará a ação do fogo.

 

  1. A religião é imperecível em sua natureza. Até o ouro mais puro perecerá. O tempo o corroerá, ou será desgastado pelo uso, ou será destruído na conflagração universal; mas o tempo e o uso não desgastarão a religião, e viverá através dos fogos que consumirão todo o resto.

 

  1. Os cristãos devem estar dispostos a passar por julgamentos:

 

(a) Eles purificarão sua religião, assim como o fogo removerá impurezas do ouro.

 

(b) Eles farão brilhar mais intensamente, assim como o ouro quando sai do forno.

 

(c) Eles divulgarão mais completamente seu valor.

 

(d) Eles fornecerão uma evidência de que seremos salvos; pois aquela religião que suportará os testes que Deus aplica a ela na vida presente, suportará o teste final.

 

Verso 8

Quem não viu, vós amais - Esta epístola foi dirigida àqueles que eram “estrangeiros dispersos” (veja as notas em 1 Pedro 1: 11 Pedro 1: 1 ) e é evidente que eles não tinham pessoalmente visto o Senhor Jesus. No entanto, eles tinham ouvido falar de seu caráter, sua pregação, seu sacrifício pelo pecado e sua ressurreição e ascensão, e aprenderam a amá-lo:

 

(1) É possível amar alguém que não vimos. Assim, podemos amar a Deus, a quem nenhum “olho viu” (compare 1 João 4:201Jo 4:20 ) e assim podemos amar um benfeitor, de quem recebemos benefícios importantes, a quem nunca vimos.

 

(2) podemos amar o caráter de alguém que nunca vimos e de quem nunca recebemos quaisquer favores particulares. Podemos amar sua retidão, seu patriotismo, sua benignidade, como nos é representado. Podemos amá-lo mais se nos tornarmos pessoalmente familiarizados com ele e se recebermos importantes favores dele; mas é possível sentir uma forte admiração por tal caráter em si mesmo.

 

(3) que pode ser um amor muito puro que temos por alguém que nunca vimos. Pode basear-se na simples excelência de caráter; e, nesse caso, há a menor chance de qualquer mistura de egoísmo ou qualquer emoção imprópria de qualquer tipo.

 

(4) podemos amar um amigo tanto como realmente e tão fortemente quando ele está ausente, como quando ele está conosco. O largo oceano que rola entre nós e uma criança, não diminui o ardor de nossa afeição por ele; e o amigo cristão que foi para o céu, podemos amar não menos do que quando ele se sentou conosco na lareira.

 

(5) Milhões, até mesmo centenas de milhões, foram levados a amar o Salvador, que nunca o viu. Eles viram - não com o olho físico, mas com os olhos da fé - a inimitável beleza de seu caráter, e foram levados a amá-lo com um ardor de afeição que nunca tiveram por qualquer outro.

 

(6) há todas as razões pelas quais devemos amá-lo:

 

(a) Seu caráter é infinitamente amável.

 

(b) Ele fez mais por nós do que qualquer outro que já tenha vivido entre os homens.

 

Ele morreu por nós, para redimir nossas almas. Ele se levantou e trouxe vida e imortalidade à luz. Ele vive para interceder por nós no céu. Ele é empregado na preparação de mansões de descanso para nós nos céus, e ele virá e nos levará para si mesmo, para que possamos estar com ele para sempre. Tal Salvador deve ser amado, amado e será amado. Os apegos mais fortes que já existiram na terra foram para este Salvador invisível. Tem havido um amor por ele mais forte do que por um pai, ou mãe, ou esposa, ou irmã, ou lar, ou país. Tem sido tão forte que milhares de pessoas estão dispostas, por conta disso, a suportar a tortura da estante ou da estaca. Tem sido tão forte que milhares de jovens das melhores mentes e as mais lisonjeiras perspectivas de distinção estiveram dispostas a deixar o conforto de uma terra civilizada. e ir entre os pagãos ignorantes, para lhes contar a história da vida e morte de um Salvador. Tem sido tão forte que multidões inumeráveis ​​desejaram, mais do que possuíam por todas as outras coisas, que pudessem vê-lo e estar com ele e permanecer com ele para todo o sempre. Compare as notas em Filemon 1:23Filemon 1:23 .

 

Em quem, embora agora você não o veja, mas acreditando - Ele está agora no céu, e aos olhos mortais agora invisíveis, como seu pai. A fé nele é a fonte e a fonte da nossa alegria. Torna as coisas invisíveis reais, e nos permite sentir e agir, em vista delas, com o mesmo grau de certeza como se as tivéssemos visto. De fato, a convicção para a mente de um verdadeiro crente de que há um Salvador, é tão certa e tão forte quanto se ele o visse; e o mesmo pode ser dito de sua convicção da existência do céu e das realidades eternas. Se for dito que a fé pode nos enganar, podemos responder:

 

(1) Não podem nossos sentidos físicos também nos enganar? O olho nunca engana? Não há ilusões de ótica? O ouvido nunca engana? Não há sons que estão errados? O gosto e o cheiro nunca enganam? Nunca nos enganamos no relatório que eles nos trazem? E a sensação de sentimento nunca engana? Nunca nos enganamos com o tamanho, a dureza, a figura dos objetos com os quais lidamos? Mas,

 

(2) para todos os propósitos práticos da vida, os sentidos são guias corretos e, em geral, não nos desencaminham. Assim,

 

(3) há objetos de fé sobre os quais nunca somos enganados, e onde agimos e devemos agir com a mesma confiança como se os tivéssemos visto pessoalmente. Estamos enganados sobre a existência de Londres, Paris, ou Canton, embora talvez nunca tenhamos visto? Não pode um comerciante embarcar com propriedade perfeita em um empreendimento comercial, supondo que exista um lugar como Londres ou Cantão, embora ele nunca os tenha visto? Não seria ele reputado louco, se ele se recusasse a fazê-lo neste terreno? E assim, não pode um homem, acreditando que existe um céu, e na formação de seus planos para ele, embora ele ainda não tenha visto, agir tão racionalmente e tão sabiamente quanto aquele que forma seus planos na suposição de que existe tal lugar como Cantão?

 

Você se alegrar - Você se alegra; não meramente você deve se alegrar. Pode-se dizer dos cristãos que, de fato, se alegram; eles estão felizes. As pessoas do mundo muitas vezes supõem que a religião faz seus professores tristes e melancólicos. Que existem aqueles que não têm grande consolo em sua religião, ninguém pode duvidar; mas isso surge de várias causas inteiramente independentes de sua religião. Alguns têm temperamentos melancólicos e não são felizes em nada. Alguns têm pouca evidência de que são cristãos, e sua tristeza não surge da religião, mas da falta dela. Mas a verdadeira religião faz seus possuidores felizes, qualquer um pode facilmente se satisfazer perguntando a qualquer número de cristãos sinceros, de qualquer denominação, a quem ele possa encontrar. De comum acordo, dirão a ele que eles têm uma felicidade que nunca encontraram antes; por mais que possuam a riqueza, as honras e os prazeres do mundo - e aqueles que são agora cristãos, nem todos têm sido estranhos a essas coisas - nunca conheceram uma paz sólida e substancial até encontrá-la em religião E por que eles não deveriam ser acreditados? O mundo acreditaria em outras coisas; por que não quando declaram que a religião não os torna sombrios, mas felizes?

 

Com alegria indescritível - Uma expressão muito forte, e ainda verificada em milhares de casos entre os jovens convertidos, e entre aqueles nos dias mais maduros da piedade. Há milhares de pessoas que podem dizer que sua felicidade quando tiveram provas de que seus pecados foram perdoados, que o fardo da culpa foi removido e que eram filhos de Deus era indescritível. Eles não tinham palavras para expressá-lo, era tão completo e tão novo:

 

“A língua nunca pode expressar.

 

O doce conforto e paz

 

De uma alma em seu primeiro amor.

 

E assim tem havido milhares de cristãos maduros que podem adotar a mesma linguagem, e que não encontraram palavras para expressar a paz e a alegria que encontraram no amor de Cristo e na esperança do céu. E por que nem todos os cristãos são capazes de dizer constantemente que "se regozijam com a alegria indizível?" Não é um privilégio que eles possam possuir? Existe alguma coisa na natureza da religião que proíba isso? Por que não se deve ser cheio de alegria constante, que tem a esperança de habitar em um mundo de glória para sempre? Compare João 14:27 João 14:27 ; João 16:22João 16:22 .

 

E cheio de glória

 

(1) De glória antecipada - da perspectiva de desfrutar da glória do céu.

 

(2) da glória presente - com uma alegria mesmo agora que é da mesma natureza que a do céu; uma felicidade a mesma em espécie, embora não em grau, como a que será nossa em um mundo mais brilhante.

 

Os santos da terra partilham do mesmo tipo de alegria que terão no céu; pois a felicidade do céu será apenas uma expansão, um prolongamento e uma purificação daquilo que eles têm aqui. Compare as notas em Efésios 1:14Efésios 1:14 .

 

Versículo 9

Recebendo o fim de sua fé, até mesmo a salvação de suas almas - O resultado ou objeto de sua fé; isto é, o que sua fé é projetada e adaptada para garantir. Compare as notas em Romanos 10: 4Romanos 10: 4 . A palavra processada em recebimento é usada aqui como indicando que eles certamente obteriam isso. Eles até agora tinham tanta paz e alegria em acreditar, que forneceu provas indubitáveis ​​de que seriam salvos; e tal que poderia ser dito que mesmo agora eles foram salvos. A condição de alguém que é um verdadeiro cristão aqui é tão segura que pode até agora ser chamada de salvação.

 

Verso 10

Da qual salvação - Da certeza que este sistema de religião, assegurando a salvação da alma, seria revelado. O objetivo dessa referência aos profetas parece ser levá-los a valorizar a religião que professavam mais e encorajá-los a suportar suas provações com paciência. Eles estavam em uma condição, em muitos aspectos, muito superior à dos profetas. Eles tinham a plena luz do evangelho. Os profetas a viram apenas à distância e vagamente, e foram obrigados a procurar ansiosamente para que pudessem entender a natureza do sistema de que foram designados para fornecer as intimações proféticas comparativamente obscuras.

 

Os profetas - Esta linguagem implicaria que este tinha sido um desejo comum e prevalente dos profetas.

 

Indaguei - Esta palavra é intensiva. Isso significa que eles procuraram, ou examinaram com cuidado as revelações feitas a eles, para que pudessem entender exatamente o que estava implícito naquilo que eles foram designados para registrar em relação à salvação que deveria ser dada a conhecer através do Messias. Veja os seguintes lugares onde a mesma palavra é usada que ocorre aqui: Lucas 11: 50-51 Lucas 11: 50-51 ; Atos 15:17 Atos 15:17 ; Romanos 3:11 Romanos 3:11 ; Hebreus 11: 6 Hebreus 11: 6 ; Hebreus 12:17Hebreus 0:17 .

 

E procurou diligentemente - ἐξερευνάω exereunaōCompare Daniel 9: 2-3 Daniel 9: 2-3 . A palavra usada aqui significa procurar, traçar, explorar. Não é usado em outro lugar no Novo Testamento, embora uma das palavras a partir das quais isso é composto ( ἐρευνάω ereunaō) ocorra. Veja João 5:39 , (Notas) João 7:52 ; Romanos 8:27 ; 1 Coríntios 2:10 ; Apocalipse 2:23João 5:39 João 7:52 Romanos 8:27 1 Coríntios 2:10 Apocalipse 2:23 . A idéia é que eles perceberam que em suas comunicações havia algumas grandes e gloriosas verdades que eles não compreendiam completamente, e que diligentemente empregavam suas faculdades naturais para entender aquilo que foram designadas para transmitir às gerações seguintes. Eles se tornaram, assim, estudantes e intérpretes para si próprios de suas próprias previsões. Eles não eram apenas profetas, mas homens. Eles tinham almas para serem salvas da mesma maneira que os outros. Eles tinham corações para serem santificados pela verdade; e era necessário, para isso, que a verdade fosse aplicada aos seus próprios corações da mesma maneira que aos outros. O mero fato de que eles eram os canais ou órgãos para transmitir a verdade aos outros não os salvaria, mais do que o fato de que um homem agora prega a verdade para os outros se salvará,

 

Quem profetizou a graça que deveria vir a você - Do favor que deve ser mostrado a você no evangelho. Embora as previsões que eles proferiram parecessem ao povo de seu próprio tempo, e talvez a si mesmas, obscuras, ainda assim eram na verdade profecias do que estava por vir, e dos favores que, sob outra dispensação, seriam concedidas ao povo de Deus. O apóstolo não quer dizer que eles profetizaram particularmente sobre as pessoas a quem ele estava escrevendo, mas que suas profecias eram de fato para o seu benefício, pois as coisas que eles previram tinham realmente terminado nelas. O benefício era tão real como se as previsões tivessem sido exclusivamente por conta deles.

 

Verso 11

Pesquisando o que - isto é, examinando suas próprias previsões com cuidado, para verificar o que elas significavam. Eles os estudaram conforme fazemos as previsões que outros fizeram; e embora os profetas fossem o meio através do qual a verdade se tornasse conhecida, ainda assim suas próprias previsões se tornaram um assunto de cuidadosa investigação para si mesmos. A expressão usada aqui no original, traduzida como "o quê" ( εἰς τίνα eis tinaliteralmente, “até que”, pode significar, no que diz respeito ao grego, “a que horas” ou “que pessoas” ou “que pessoa”, ou seja, com referência a que pessoa as profecias foram realmente proferidas . O último, parece-me, é a interpretação correta, significando que eles perguntaram a respeito dele, quem ele seria, qual seria seu caráter e qual seria a natureza do trabalho que ele executaria. Não pode haver dúvida de que eles entenderam que suas previsões relacionadas ao Messias; mas ainda assim não é impróprio supor que foi com eles uma investigação interessante que tipo de pessoa ele seria, e qual seria a natureza do trabalho que ele executaria.

 

Esta interpretação da frase εἰς τίνα eis tina (até o que ou quem) deve ser observada, no entanto, não é aquela que é comumente dada da passagem. Bloomfield, Rosenmuller, Doddridge, Whitby, Benson e Grotius supõem que se referem ao tempo, o que significa que eles perguntaram a que horas, ou quando essas coisas ocorreriam. Macknight acha que se refere "às pessoas" ( λαον laonmeaning que eles diligentemente perguntou o que as pessoas iria colocá-lo à morte. Mas a interpretação mais óbvia é a que sugeri acima, o que significa que eles fizeram uma investigação particular a quem suas profecias se relacionavam - qual era sua posição e caráter, e qual seria a natureza de sua obra. Qual seria uma pergunta mais natural para eles do que isso? O que seria mais importante? E quão interessante é o pensamento de que quando Isaías, por exemplo, deu expressão às sublimes predições que temos agora do Messias, em suas profecias, ele se sentou com o espírito de uma criancinha, para aprender pela oração e estudo. , o que estava totalmente implícito nas palavras incríveis que o Espírito lhe ensinara a gravar!

 

Ou que tipo de tempo - Esta frase, em grego, ( ποῖον καιρὸν poion kairon deveria relacionar-se adequadamente, não com a época exata em que essas coisas ocorreriam, mas com o caráter ou condição da época em que elas ocorreriam; talvez referindo-se à estado do mundo naquele período, o preparo para receber o evangelho e a provável maneira pela qual a grande mensagem seria recebida. ”Talvez, no entanto, a investigação em suas mentes tenha relação com a época em que as previsões seriam cumpridas, bem como quanto à condição do mundo quando o evento acontece.O significado da frase grega não exclui este último sentido.Não há indicações pouco freqüentes de tempo nos profetas, (compare Daniel 9:24 Daniel 9:24ff) e estas indicações eram de caráter tão claro, que quando o Salvador realmente apareceu, havia uma expectativa geral de que o evento ocorreria então. Veja as notas em Mateus 2: 9Mateus 2: 9 .

 

O Espírito de Cristo que estava neles - Isto não prova que eles sabiam que este era o Espírito de Cristo, mas é apenas uma declaração de Pedro que realmente era assim. Não é provável que os profetas entendessem claramente que o Espírito de inspiração, pelo qual foram levados a predizer acontecimentos futuros, era especialmente o Espírito de Cristo. Eles entenderam que eles eram inspirados; mas não há intimação, com a qual eu esteja familiarizado, em seus escritos, que eles se consideravam inspirados pelo Messias. Não foi impróprio, entretanto, que Pedro dissesse que o Espírito pelo qual eles foram influenciados era de fato o Espírito de Cristo, assim chamado porque o Espírito que sugeriu esses eventos futuros a eles foi dado como o grande Meio de toda verdade revelada. o mundo. Comparar Hebreus 1: 3 Hebreus 1: 3; João 1: 9 João 1: 9 ; João 14:16 João 14:16 , João 14:26 João 14:26 ; João 16: 7 João 16: 7 ; Isaías 49: 6Isaías 49: 6 . Está claro nesta passagem:

 

(1) que Cristo deve ter tido uma existência antes de sua encarnação; e,

 

(2) que ele deve ter entendido o que lhe ocorreria quando ele se tornasse encarnado; isto é, deve ter sido arranjado ou determinado de antemão,

 

Significaram - significou intimar ou manifestar a eles, ēδήλου edēlouor o que estava implícito nas comunicações feitas a eles.

 

Quando testificou de antemão os sofrimentos de Cristo - Como Isaías, Isaías 53: 1-12 Isaías 53: 1-12 ; Daniel, Daniel 9: 25-27Daniel 9: 25-27. Eles viram claramente que o Messias iria sofrer; e, sem dúvida, essa era a doutrina comum dos profetas e a expectativa comum da parte piedosa da nação judaica. No entanto, não é necessário supor que eles tinham claras apreensões de seus sofrimentos, ou foram capazes de reconciliar tudo o que foi dito sobre esse assunto com o que foi dito de sua glória e seus triunfos. Havia muito sobre aqueles sofrimentos que eles desejavam aprender, pois ainda há muito o que desejamos saber. Não temos razão para supor que houvesse qualquer visão dos sofrimentos do Messias comunicados aos profetas, exceto o que temos agora no Antigo Testamento; e para ver a força do que Pedro diz, devemos imaginar quais seriam nossas visões dele se tudo o que conhecemos de Cristo como história fosse obliterado, e tínhamos apenas o conhecimento que poderíamos extrair do Antigo Testamento. Como já foi sugerido, é provável que eles estudassem suas próprias previsões, da mesma forma que os estudávamos se não tivéssemos a vantagem de aplicar a eles os fatos que realmente ocorreram.

 

E a glória que deve seguir - Isto é, eles viram que haveria glória que seria o resultado de seus sofrimentos, mas eles não viram claramente o que seria. Eles tinham algum conhecimento de que ele seria ressuscitado dentre os mortos ( Salmo 16: 8-11 Salmos 16: 8-11 ; compare com Atos 2: 25-28 Atos 2: 25-28 ) eles sabiam que ele “veria o trabalho da sua alma e ficaria satisfeito”, Isaías 53:11 Isaías 53:11 eles tinham algumas grandes visões dos efeitos do evangelho nas nações da terra, Isaías 25: 7-8Isaías 25: 7-8 ; 60 ; 66. Mas havia muitas coisas a respeito de sua glorificação, que não se pode supor que compreendessem claramente; e é razoável presumir que eles fizeram comparativamente poucas e obscuras sugestões em seus próprios escritos em relação a isso, o assunto da profunda e orante indagação.

 

Versículo 12

A quem foi revelado - Não lhes foi permitido conhecer plenamente a importância das previsões sobre as quais foram feitos os instrumentos de comunicação com a humanidade, mas entenderam que se destinavam ao benefício de eras futuras.

 

Isso não é para si mesmos - não devemos supor que eles não tenham obtido benefícios de suas próprias previsões; pois, até onde eles entendiam a verdade, era tão adaptada a santificá-los e consolá-los como somos agora: mas o significado é que suas mensagens tinham referência principalmente a tempos futuros, e que o benefício total deles seria experimentado apenas em idades distantes. Compare com Hebreus 11: 39-40Hebreus 11: 39-40 .

 

Para nós eles ministraram as coisas, que agora são relatadas a você - Não para nós pelo nome, mas suas ministrações tinham referência aos tempos do Messias; e aqueles a quem Pedro escreveu, em comum com todos os cristãos, eram aqueles que deveriam apreciar os frutos das comunicações que eles faziam. A palavra relatada significa anunciada ou divulgada.

 

Por aqueles que vos pregaram o evangelho - Os apóstolos, que fizeram saber a você, em seu verdadeiro sentido, as coisas que os profetas predisseram, a importância de que eles próprios eram tão desejosos de compreensão.

 

Com o Espírito Santo enviado do céu - Acompanhado pelas influências do Espírito Santo levando essas verdades ao coração, e confirmando-as à alma. Foi o mesmo Espírito que inspirou os profetas que transmitiram essas verdades às almas dos primeiros cristãos, e que as revela aos verdadeiros crentes em todas as épocas. Compare com João 16: 13-14 João 16: 13-14 ; Atos 2: 4 Atos 2: 4 ; Atos 10: 44-45 Atos 10: 44-45. O objeto de Pedro, referindo-se assim aos profetas, e ao interesse que eles tomaram nas coisas que aqueles a quem ele escreveu agora desfrutavam, parece ter sido, para lhes imprimir um profundo senso do valor do evangelho, e dos grandes privilégios de que desfrutavam. Eles estavam colhendo o benefício de todos os trabalhos dos profetas. Eles foram autorizados a ver claramente a verdade, que os próprios profetas viram apenas obscuramente. Eles eram, em muitos aspectos, mais favorecidos do que aqueles homens sagrados tinham sido. Foi para eles que os profetas falaram a palavra do Senhor: por eles e pela salvação deles, que uma longa linhagem dos santíssimos que o mundo já viu vivera, labutara e sofrera; e enquanto eles mesmos não tinham sido autorizados a entender a importância da queda de suas próprias previsões, O crente mais humilde teve permissão para ver o que o profeta mais distinto nunca viu. Vejo Mateus 13:17Mateus 13:17 .

 

Quais coisas os anjos desejam examinar - O objeto desta referência aos anjos é o mesmo que para os profetas. É para imprimir nos cristãos um senso do valor daquele evangelho que eles receberam, e para mostrar-lhes a grandeza de seus privilégios em serem feitos participantes dele. Havia despertado o mais profundo interesse entre os homens mais santos da terra e até entre os habitantes dos céus. Eles estavam aproveitando a revelação completa do que até mesmo os anjos desejavam mais plenamente compreender e compreender quais haviam empregado seus grandes poderes de investigação. As coisas que são aqui referidas, εἰς ἅ eis ha- qual) são aqueles que os profetas estavam tão desejosos de entender - as grandes verdades a respeito dos sofrimentos de Cristo, a glória que se seguiria, e a natureza e os efeitos do evangelho. Em todos os eventos relativos à redenção de um mundo, eles sentiram um profundo interesse.

 

A palavra que é traduzida como “olhar para” ( παρακύψσαι parakupsaiis traduzida “rebaixando-se” e “curvada para baixo” em Lucas 24:12 Lucas 24:12 ; João 20: 5 João 20: 5 ; João 20:11 João 20:11 ; em Tiago 1:25 Tiago 1:25); e olha, no lugar antes de nós. Não ocorre em outro lugar no Novo Testamento. Significa corretamente abaixar-se perto de qualquer coisa; para se inclinar para a frente, para ver algo mais de perto - Robinson, Lexicon. Isso denotaria aquele estado em que alguém, que antes estava tão longe a ponto de não ver claramente um objeto, deveria se aproximar, inclinando-se para poder observá-lo mais distintamente. É possível, como supõe Grotius, que ali possa haver uma alusão à postura dos querubins sobre o propiciatório, representada como olhando para baixo com um olhar intenso, como se visse o que havia na arca. Mas não é necessário supor que esta é a alusão, nem é absolutamente certo que essa fosse a postura dos querubins. Veja as notas em Hebreus 9: 5Hebreus 9: 5. Tudo o que está necessariamente implícito na linguagem é que os anjos tinham um desejo intenso de olhar para essas coisas; que os contemplaram com interesse e atenção fixa, como alguém que se aproxima de um objeto, e olha estreitamente para ele. Em ilustração deste sentimento, podemos fazer as seguintes sugestões:

 

  1. Os anjos, sem dúvida, desejam examinar todas as manifestações do caráter de Deus, onde quer que essas manifestações sejam feitas:

 

(1) Não é desarrazoado supor que, em grande medida, eles adquirem o conhecimento de Deus como todas as outras criaturas. Eles não são oniscientes e não podem compreender de imediato todos os seus feitos.

 

(2) eles, sem dúvida, empregam suas faculdades, substancialmente como fazemos, na investigação da verdade; isto é, das coisas conhecidas eles procuram aprender aqueles que são desconhecidos.

 

(3) não é irracional supor que há muitas coisas em relação ao caráter e aos planos divinos, que eles ainda não entendem. Eles sabem, sem dúvida, muito mais do que nós; mas existem planos e propósitos de Deus que ainda não são conhecidos de nenhuma de suas criaturas. Ninguém pode duvidar que esses planos e propósitos devem ser objeto do estudo atento de todas as mentes sagradas criadas.

 

(4) eles, sem dúvida, sentem grande interesse pelo bem-estar de outros seres - de seus semelhantes, onde quer que estejam. Existe no universo uma grande irmandade, abraçando todas as criaturas de Deus.

 

(5) eles não podem deixar de sentir um profundo interesse no homem - uma criatura caída, tentada, sofrendo, morrendo e exposta à morte eterna. Isso eles mostraram em todos os períodos da história do mundo. Veja as notas em Hebreus 1:14Hebreus 1:14 .

 

  1. É provável que, em cada um dos mundos que Deus criou, haja alguma manifestação singular de sua glória e caráter; algo que não pode ser encontrado em nenhum outro mundo, ou, se encontrado, não em tão grande perfeição; e que os anjos sentiriam um profundo interesse em todas essas manifestações e desejariam investigá-las:

 

(1) Isso é provável a partir da natureza do caso e da variedade que vemos na forma, tamanho, movimentos e glória dos orbes celestes. Não há razão para supor que, em qualquer um desses mundos, toda a glória do caráter divino seria manifestada, a qual ele pretende dar a conhecer ao universo.

 

(2) isso é provável a partir do que podemos ver agora dos mundos que ele criou. Conhecemos ainda, comparativamente, pouco dos corpos celestes e das manifestações da Deidade ali; e, no entanto, até onde podemos ver, deve haver exposições muito mais impressionantes do poder, sabedoria e glória de Deus, em muitos ou na maioria dos mundos que rolam acima de nós, do que em nossa terra. No corpo do sol - nos planetas Júpiter e Saturno, tão vastos em comparação com a Terra - deve haver exposições muito mais impressionantes da glória do Criador, do que há em nosso pequeno planeta. Saturno, por exemplo, tem 82.000 milhas de diâmetro, 1.100 vezes maior que nossa terra; move-se a uma velocidade de 22.000 milhas por hora; é cercada por dois anéis magníficos, a 5.000 milhas de distância, o mais interno dos quais está a 21.000 milhas do corpo do planeta, e 22.000 milhas de largura, formando um vasto arco iluminado sobre o planeta acima do brilho da nossa lua, e dando uma aparência mais bonita aos céus lá. É também, sem dúvida, verdade em todos os mundos que Deus criou, que em cada um deles pode haver alguma manifestação única da glória da Deidade.

 

(3) o universo, portanto, parece adequado para dar emprego eterno à mente ao contemplá-lo; e, nos mundos que Deus criou, há o suficiente para empregar o estudo de suas criaturas para sempre. Em nosso próprio mundo, o mais diligente e piedoso estudioso das obras de Deus poderia passar muitos milhares de anos, e então deixar muito, muito, o que ele não compreendia; e ainda pode ser o emprego eterno de mentes santas para variar de mundo para mundo, e em cada novo mundo para encontrar muito para estudar e admirar; muito do que deve proclamar a sabedoria, poder, amor e bondade de Deus, que não havia sido visto em outra parte.

 

(4) nosso mundo, portanto, embora pequeno, um mero fragmento na criação, pode ter algo para manifestar a glória do Criador que pode não existir em qualquer outro. Não pode ser sua magnitude; pois, nesse aspecto, está entre os menores que Deus criou. Pode não ser a altura e a majestade de nossas montanhas, ou a extensão e beleza de nossos rios, ou a fragrância de nossas flores, ou a claridade de nosso céu; pois, nesses aspectos, pode haver muito mais para admirar em outros mundos: é a exibição do caráter de Deus na obra da redenção; a ilustração da maneira pela qual um pecador pode ser perdoado; a manifestação da Divindade como encarnada, assumindo permanentemente uma união com uma de suas próprias criaturas. Isso, até onde sabemos, não é visto em nenhuma outra parte do universo; "E isso é honra suficiente para um mundo." Para ver isso, os anjos podem ser atraídos para a terra. Quando eles vêm, eles vêm para não contemplar nossas obras de arte, nossa pintura e nossa escultura, ou ler nossos ganchos da ciência ou da poesia: eles se reúnem em volta da cruz, para ministrar ao Salvador, para acompanhar seus passos enquanto vivendo e vigiando seu corpo quando morto; para testemunhar sua ressurreição e ascensão, e para abençoar, com seus ofícios de bondade, aqueles a quem ele morreu para redimir, Hebreus 1: 4Hebreus 1: 4 .

 

III O que, então, existe em nosso mundo que podemos supor que atrairia sua atenção? O que há que eles não veriam em outros mundos? Eu respondo que a manifestação do caráter divino no plano da redenção é aquilo que atrairia especialmente a atenção deles aqui, e os conduziria do céu à terra:

 

(1) O mistério da encarnação do Filho de Deus seria para eles um objeto do mais profundo interesse. Isso, tanto quanto sabemos, ou temos motivos para supor, não ocorreu em nenhum outro lugar. Não há evidência de que em qualquer outro mundo Deus tenha assumido a forma de uma de suas próprias criaturas habitando ali, e tenha se inclinado a viver e agir como uma delas; misturar-se com eles; compartilhar seus sentimentos; e submeter-se a labutar e querer e sacrificar-se pelo seu bem-estar.

 

(2) o fato de que os culpados poderiam ser perdoados atrairia sua atenção, para:

 

(a) é em outro lugar desconhecido, nenhum habitante do céu tendo a necessidade de perdão, e nenhuma oferta de perdão foi feita a um anjo rebelde.

 

(b) Há grandes e difíceis questões sobre todo o assunto do perdão, que um anjo poderia facilmente ver, mas que ele não poderia tão facilmente resolver. Como isso poderia ser feito de forma consistente com a justiça e a verdade de Deus? Como ele poderia perdoar e ainda manter a honra de sua própria lei e a estabilidade de seu próprio trono? Não há assunto mais difícil em uma administração humana do que o do perdão; e não há nenhum que confunda tanto aqueles que são confiados ao poder executivo.

 

(3) a maneira pela qual o perdão foi mostrado aos culpados aqui despertaria sua profunda atenção. Tem sido de uma maneira inteiramente consistente com a justiça e a verdade; mostrando, através do grande sacrifício feito na cruz, que ambos os atributos de justiça e misericórdia podem ser exercidos: que, enquanto Deus pode perdoar em qualquer extensão, ele não o faz em nenhum caso às custas da justiça e da verdade. Esta mistura dos atributos do Todo-Poderoso em bela harmonia; esta manifestação de misericórdia para com o culpado e o perdido; isto levantando uma corrida caída e rebelde ao favor e amizade de Deus; e essa abertura diante de uma criatura agonizante a esperança da imortalidade, era o que os anjos podiam ver em outro lugar: e, portanto, não é de admirar que apressem-se com tanto interesse para o nosso mundo, para aprender os mistérios do amor redentor. Cada passo no processo de recuperar um pecador deve ser novo para eles, pois não é visto em outro lugar; e toda a obra, a expiação, o perdão e a renovação do pecador, o conflito do filho de Deus com seus inimigos espirituais, os apoios da religião no tempo da doença e da tentação, o leito da morte, o sono no túmulo , a fuga separada da alma para a sua morada final, a ressurreição do corpo e as cenas solenes do julgamento, todos devem abrir novos campos de pensamento para uma mente angélica, e atrair os habitantes celestiais para o nosso mundo, para aprender aqui o que eles não podem aprender em suas próprias residências, por mais brilhantes que sejam, onde o pecado, o sofrimento, a morte e a redenção são desconhecidos. Em vista dessas verdades, podemos acrescentar: o perdão e renovação do pecador, o conflito do filho de Deus com seus inimigos espirituais, o apoio da religião no tempo da doença e da tentação, o leito da morte, o sono no túmulo, o vôo separado da alma para sua morada final, a ressurreição do corpo e as cenas solenes do julgamento, todos devem abrir novos campos de pensamento para uma mente angélica, e atrair os habitantes celestiais para o nosso mundo, para aprender aqui o que eles não podem aprender em suas próprias moradas , por mais que seja brilhante, onde o pecado, o sofrimento, a morte e a redenção são desconhecidos. Em vista dessas verdades, podemos acrescentar: o perdão e renovação do pecador, o conflito do filho de Deus com seus inimigos espirituais, o apoio da religião no tempo da doença e da tentação, o leito da morte, o sono no túmulo, o vôo separado da alma para sua morada final, a ressurreição do corpo e as cenas solenes do julgamento, todos devem abrir novos campos de pensamento para uma mente angélica, e atrair os habitantes celestiais para o nosso mundo, para aprender aqui o que eles não podem aprender em suas próprias moradas , por mais que seja brilhante, onde o pecado, o sofrimento, a morte e a redenção são desconhecidos. Em vista dessas verdades, podemos acrescentar: a fuga separada da alma para a sua morada final, a ressurreição do corpo e as cenas solenes do julgamento, todos devem abrir novos campos de pensamento para uma mente angélica, e atrair os habitantes celestiais para o nosso mundo, para aprender aqui o que eles não podem aprender em suas próprias residências, por mais brilhantes que sejam, onde o pecado, o sofrimento, a morte e a redenção são desconhecidos. Em vista dessas verdades, podemos acrescentar: a fuga separada da alma para a sua morada final, a ressurreição do corpo e as cenas solenes do julgamento, todos devem abrir novos campos de pensamento para uma mente angélica, e atrair os habitantes celestiais para o nosso mundo, para aprender aqui o que eles não podem aprender em suas próprias residências, por mais brilhantes que sejam, onde o pecado, o sofrimento, a morte e a redenção são desconhecidos. Em vista dessas verdades, podemos acrescentar:

 

(1) O trabalho de redenção é digno do estudo das mentes mais profundas. Maior talento do que qualquer talento terreno foi empregado no estudo; pois, para os intelectos mais exaltados do céu, tem sido um tema do mais profundo interesse. Nenhuma mente na terra é exaltada demais para se envolver neste estudo; Nenhum intelecto aqui é tão profundo que não encontraria neste estudo uma gama de investigação digna de si mesma.

 

(2) este é um estudo especialmente adequado ao homem. Os anjos não têm outro interesse nisso do que o que surge do desejo de conhecer a Deus e de uma consideração benevolente pelo bem-estar dos outros; temos um interesse pessoal nele do mais alto tipo. Refere-se principalmente a nós. O plano foi formado para nós. Nosso eterno tudo depende disso. Os anjos estariam seguros e felizes por não terem entendido completamente; se não entendermos, estamos perdidos para sempre. Reivindica a atenção deles como uma exibição maravilhosa do caráter e propósitos de Deus, e como eles estão interessados ​​no bem-estar dos outros; reclama nossa atenção porque nosso bem-estar eterno depende de aceitarmos a oferta de misericórdia feita por meio do sangue de um Salvador.

 

(3) quão surpreendente, então, quão maravilhosa é a indiferença do homem a esta grande e gloriosa obra! Quão maravilhoso, que nem por uma questão de especulação, nem de preocupação pessoal, ele possa ser induzido a “olhar para essas coisas!”. Quão maravilhoso é que todos os outros assuntos atraiam sua atenção e estimulem a investigação; mas que por isso ele não se preocupa, e que aqui ele não encontra nada que o interesse! Não é irracional supor que, em meio a todos os outros tópicos de admiração desse plano, vistos pelos anjos, não é o menos importante - que o homem, por natureza, não se interessa por ele; que em um trabalho tão estupendo, realizado em seu próprio mundo, ele não sente preocupação; que ele é indiferente quando lhe é dito que até mesmo Deus encarnou e apareceu na terra onde ele mesmo habita; e que, ocupado e interessado como ele é em outras coisas, muitas vezes de natureza mais insignificante, ele não se preocupa com aquilo sobre o qual está suspensa sua própria felicidade eterna. Se o céu foi tomado em mudo espanto quando o Filho de Deus deixou as cortes da glória para ser pobre, para ser perseguido, para sangrar e morrer, não menos deve ser o espanto do que quando, daquelas alturas elevadas, as hostes angélicas olham em uma corrida despreocupada em meio a maravilhas como as da encarnação e da expiação!

 

Versículo 13

Portanto, prepare os lombos de sua mente - A alusão aqui é à maneira como os orientais estavam acostumados a se vestir. Eles usam vestes largas e soltas, de modo que, quando desejam correr, lutar ou se dedicar a qualquer negócio, são obrigados a amarrar suas vestes ao redor deles. Veja as notas em Mateus 5: 38-41Mateus 5: 38-41 . O significado aqui é que eles deveriam ter suas mentes em constante preparação para cumprir os deveres, ou suportar as provações da vida - como aqueles que estavam preparados para o trabalho, para uma corrida ou para um conflito.

 

Fique sóbrio - veja 1 Timóteo 3: 2 1 Timóteo 3: 2 ; Tito 1: 8 Tito 1: 8 ; Notas de Tito 2: 2Tito 2: 2 .

 

E espere até o fim - Margem, “perfeitamente”. A tradução no texto é a mais correta. Isso significa que eles não deveriam se tornar fracos ou cansados ​​em suas provações. Eles não deviam abandonar as esperanças do evangelho, mas deveriam nutrir essas esperanças até o fim da vida, qualquer que fosse a oposição com a qual pudessem se encontrar e por mais que pudesse ser feito por outros para induzi-los a apostatar. Compare as notas em Hebreus 10: 35-36Hebreus 10: 35-36 .

 

Para a graça que deve ser trazida até você - para o favor que será então concedido a você; a sagacidade, salvação. A palavra trazida aqui significa que esse grande favor que eles esperavam seria suportado pelo Salvador ao retornar do céu.

 

Na revelação de Jesus Cristo - Quando o Senhor Jesus será revelado do céu em sua glória; isto é, quando ele vem para julgar o mundo. Veja as notas em 2 Tessalonicenses 1: 72 Tessalonicenses 1: 7 .

 

Verso 14

Como filhos obedientes - isto é, comportem-se como se tornam filhos de Deus, obedecendo a seus mandamentos; submetendo-se à Sua vontade; e manifestando inabalável confiança nele como seu Pai em todos os momentos.

 

Não se moldando - Não formando ou modelando sua vida. Compare as notas em Romanos 12: 2Romanos 12: 2 . A idéia é que eles deveriam ter algum modelo ou exemplo, de acordo com o qual eles deveriam moldar suas vidas, mas que eles não deveriam fazer seus próprios princípios anteriores e conduzir o modelo. O cristão deve ser tão diferente do que ele era antes da conversão como ele é de seus semelhantes. Ele deve ser governado por novas leis, objetivar novos objetos e moldar sua vida de acordo com novos princípios. Antes da conversão, ele era:

 

(a) extremamente egoísta;

 

(b) ele viveu para gratificação pessoal;

 

(c) ele deu indulgência livre aos seus apetites e paixões, restringido apenas pelo respeito pelas decências da vida, e por uma referência à sua própria saúde, propriedade ou reputação, sem considerar a vontade de Deus;

 

(d) ele se conformou com os costumes e opiniões ao seu redor, ao invés das exigências de seu Criador;

 

(e) ele viveu para o crescimento mundano, seu objeto supremo sendo riqueza ou fama; ou,

 

(f) em muitos casos, aqueles que são agora cristãos, deram indulgência a toda paixão que desejavam satisfazer, independentemente de reputação, saúde, propriedade ou salvação.

 

Agora eles devem ser governados por uma regra diferente, e seu próprio padrão anterior de moral e de opiniões não é mais seu guia, mas a vontade de Deus.

 

De acordo com as antigas luxúrias em sua ignorância - Quando você ignorava as exigências do evangelho, e se entregou à indulgência irrestrita de suas paixões.

 

Versículo 15

Mas como aquele que vos chamou é santo - Sobre a palavra chamada, veja as notas em Efésios 4: 1 Efésios 4: 1 . O significado aqui é que o modelo ou exemplo de acordo com o qual eles deveriam moldar suas vidas, deveria ser o caráter daquele Deus que os chamou para seu reino. Eles deveriam ser como ele. Compare as notas em Mateus 5:48Mateus 5:48 .

 

Então seja santo em todos os tipos de conversação - Em toda a sua conduta. Na palavra “conversa”, veja as notas em Filemon 1:27Filemom 1:27 . O significado é que, uma vez que Deus é santo e professamos ser seus seguidores, também devemos ser santos.

 

Versículo 16

Porque está escrito: Sede santos; porque eu sou santo - Levítico 11:44 Levítico 11:44 . Esta ordem foi dirigida primeiramente aos israelitas, mas é com propriedade igual dirigida aos cristãos, como o povo declarado de Deus. O fundamento do comando é que eles professavam ser seu povo e que, como seu povo, deveriam ser como seu Deus. Compare Miquéias 4: 5Miquéias 4: 5. É uma grande verdade que as pessoas em todos os lugares imitarão o Deus a quem elas adoram. Eles formarão seu caráter de acordo com o seu. Eles vão considerar o que ele faz como certo. Eles tentarão não subir mais em virtude do que o Deus a quem eles adoram, e praticarão livremente o que ele deveria fazer ou aprovar. Assim, sabendo quais são as características dos deuses que são adorados por qualquer pessoa, podemos formar uma estimativa correta do caráter das próprias pessoas; e, portanto, como o Deus que é objeto da adoração do cristão é perfeitamente santo, o caráter de Seus adoradores também deve ser santo. E, portanto, também podemos ver que a tendência da verdadeira religião é tornar as pessoas puras. Como a adoração dos deuses impuros do pagão molda o caráter dos adoradores em sua imagem,

 

Versículo 17

E se vocês invocam o Pai - isto é, se são cristãos verdadeiros, ou se a verdadeira piedade é representada nas Escrituras como invocação de Deus ou como adoração a Deus. Compare Atos 9:11 Atos 9:11Gênesis 4:26 1 Reis 18:24 Salmo 116: 17 2 Reis 5:11 1 Crônicas 16: 8 Joel 2:32 Romanos 10:13 Sofonias 3: 9 1 Coríntios 1: 2 Atos 2:21 1 Pedro 1:14 Salmos 103: 13 ; Gênesis 4:26 ; 1 Reis 18:24 ; Salmo 116: 17 ; 2 Reis 5:11 ; 1 Crônicas 16: 8 ; Joel 2:32 ; Romanos 10:13 ; Sofonias 3: 9 ; 1 Coríntios 1: 2 ; Atos 2:21 . A palavra “Pai” aqui é usada evidentemente não para denotar o Pai em oposição ao Filho, mas como se referindo a Deus como o Pai do universo. Veja 1 Pedro 1:14- “Como crianças obedientes”. Deus é freqüentemente mencionado como o Pai dos seres inteligentes que ele criou. Os cristãos O adoram como um Pai - como alguém que tem todos os sentimentos de um pai gentil e gentil em relação a eles. Compare Salmos 103: 13 , seguindo.

 

Quem sem respeito de pessoas - Imparcialidade. Aquele que não é influenciado em Seu tratamento das pessoas por uma consideração de posição, riqueza, beleza ou qualquer distinção externa. Veja a nota de Atos 10:34 Atos 10:34Romanos 2:11 e Romanos 2:11 .

 

Judges segundo o trabalho de cada homem - Ele julga cada um de acordo com seu caráter; ou para o que ele fez, Apocalipse 22:12 Apocalipse 22:122 Coríntios 5:10 . Veja as notas em 2 Coríntios 5:10 . O significado é: “Você adora um Deus que julgará cada pessoa de acordo com seu caráter real, e você deve, portanto, levar uma vida que ele possa aprovar”.

 

Passe o tempo da sua permanência - “Da sua residência temporária na terra. Este não é o seu lar permanente, mas vocês são estranhos e peregrinos. ”Veja as notas em Hebreus 11:13Hebreus 11:13 .

 

Com medo - Veja o Filemom 2:12 Filemom 2:12Hebreus 12:28 Deuteronômio 6: 2 Deuteronômio 6:13 Deuteronômio 6:24 Provérbios 1: 7 Provérbios 3:13 Provérbios 14: 26-27 nota; Hebreus 12:28 nota. Com verdadeira reverência ou veneração por Deus e Sua lei. A religião é freqüentemente representada como o temor reverente de Deus, Deuteronômio 6: 2 , Deuteronômio 6:13 , Deuteronômio 6:24 ; Provérbios 1: 7 ; Provérbios 3:13 ; Provérbios 14: 26-27 , et saepe al.

 

Versículo 18

Porquanto você sabe - este é um argumento para uma vida santa, derivada do fato de que eles foram redimidos, e da maneira pela qual sua redenção foi efetuada. Não há maneira mais eficaz de induzir os verdadeiros cristãos a consagrar-se inteiramente a Deus, do que referir-se ao fato de que eles não são seus, mas foram comprados pelo sangue de Cristo.

 

Que vocês não foram redimidos - Na palavra traduzida “redimidos”, ( λυτρόω lutroōsee as notas em Tito 2:14 Tito 2:14 . A palavra ocorre no Novo Testamento somente em Lucas 24:21 Lucas 24:21 ; Tito 2:14 Tito 2:14 , e neste lugar. substantivo ( λύτρον lutron) é encontrado em Mateus 20:28 , Marcos 10:45 , rendeu resgate.Para o significado da palavra semelhante, ( ἀπολύτρωσις apolutrōsissee as notas em Romanos 3:24 . Esta palavra ocorre em Lucas 21:28 ; Romanos 3:24 , Romanos 8:23 , 1 Coríntios 1:30 ; Mateus 20:28 Marcos 10:45 Romanos 3:24 Lucas 21:28 Romanos 3:24 Romanos 8:23 1 Coríntios 1:30 Efésios 1: 7 Efésios 1:14 Efésios 4:30 Colossenses 1:14 Hebreus 9:15 Hebreus 11:35 Efésios 1: 7 , Efésios 1:14 ; Efésios 4:30 ; Colossenses 1:14 ; Hebreus 9:15 , em todos os lugares onde é feita redenção; e em Hebreus 11:35, onde é traduzida como “libertação”. A palavra aqui significa que eles foram resgatados do pecado e da morte pelo sangue de Cristo, como a consideração valiosa pela qual foi feita; isto é, o sangue, ou a vida de Cristo oferecida como sacrifício, efetuou o mesmo propósito em relação à justiça e à manutenção dos princípios do governo moral, que a punição do próprio pecador teria feito. Foi o que Deus se agradou em aceitar no lugar do castigo do pecador, como respondendo aos mesmos grandes fins em sua administração. Os princípios de sua verdade e justiça poderiam, com certeza, ser mantidos dessa maneira, como pela punição dos próprios culpados. Se sim, então não havia obstáculo para a salvação deles; e eles poderiam, com arrependimento, ser consistentemente perdoados e levados para o céu.

 

Com coisas corruptíveis, como prata e ouro - Sobre a palavra “corruptível”, como aplicável ao ouro, veja as notas em 1 Pedro 1: 71 Pedro 1: 7 . Prata e ouro geralmente constituem o preço ou a valiosa retribuição paga pelo resgate de cativos. É claro que a obrigação de alguém que é redimido, de amar seu benfeitor, é proporcional ao preço que é pago por seu resgate. A idéia aqui é que um preço muito mais valioso do que qualquer quantia de prata ou ouro foi pago para a redenção do povo de Deus, e que eles estavam sob obrigação proporcionada de se dedicar ao seu serviço. Eles foram redimidos pela vida do Filho de Deus oferecido em favor deles; e entre o valor daquela vida e prata e ouro não poderia haver comparação.

 

De sua conversa vã - Sua "conduta vã, ou modo de vida". Veja as notas em 1 Pedro 1:15 1 Pedro 1:15 . A palavra “vão”, aplicada à conduta, ( ματαίας mataiasmeans propriamente “vazia, infrutífera”. É uma palavra freqüentemente aplicada à adoração de ídolos, como sendo nada, sem valor, incapaz de ajudar, Atos 14:15 ; 1 Reis 16 : 13 ; 2 Reis 17:15 ; Jeremias 2: 5 , Jeremias 2: 8 , Jeremias 2:19 e provavelmente é usado num sentido semelhante neste lugar. O apóstolo refere-se a sua antiga adoração de ídolos e a todas as abominações. ligado a esse serviço, como sendo vaidoso e não-lucrativo, como a adoração de nada real (comparar Atos 14:15 1 Reis 16:13 2 Reis 17:15 Jeremias 2: 5 Jeremias 2: 8 Jeremias 2:19 1 Coríntios 8: 4 1 Coríntios 8: 4: “Sabemos que um ídolo não é nada no mundo”, e como resultado de um curso de vida que não correspondia a nenhum dos fins apropriados da vida. De que eles foram redimidos pelo sangue de Cristo.

 

Recebido pela tradição de seus pais - O modo de culto que havia sido transmitido de pai para filho. A adoração de ídolos não depende de uma razão melhor do que a que foi praticada nos tempos antigos; e é mantido agora em todas as terras, em grande parte, apenas pelo fato de que teve a sanção do povo venerado de outras gerações.

 

Verso 19

Mas com o precioso sangue de Cristo - Sobre o uso da palavra sangue, e a razão pela qual a eficácia da expiação é dita estar no sangue, veja as notas em Romanos 3:25 Romanos 3:25 . A palavra "precioso" ( τίμιος timios) é uma palavra que seria aplicada àquilo que vale muito; que é caro. Compare para o uso do substantivo ( τιμή timē) nesse sentido, Mateus 27: 6 , “O preço do sangue”; Atos 4:34 ; Atos 5: 2-3 ; Atos 7:16 . Veja também para o uso do adjetivo, ( τίμιος timios Apocalipse 17: 4 , "ouro e pedras preciosas" Apocalipse 18:12Mateus 27: 6 Atos 4:34 Atos 5: 2-3 Atos 7:16 Apocalipse 17: 4 Apocalipse 18:12 Apocalipse 21:11 “Vasos de madeira preciosa”. Apocalipse 21:11 , “uma pedra muito preciosa”. O significado aqui é que o sangue de Cristo tinha um valor acima da prata e ouro; valeu mais, a saber:

 

(1) em si - sendo uma coisa mais valiosa - e,

 

(2) ao efetuar nossa redenção. Cumpriu o que prata e ouro não puderam fazer. O universo não tinha nada mais valioso a oferecer, do que podemos conceber, do que o sangue do Filho de Deus.

 

Como de um cordeiro - isto é, de Cristo considerado como um cordeiro oferecido para o sacrifício. Veja as notas em João 1:29João 1:29 .

 

Sem mácula e sem mancha - Tal cordeiro só podia ser oferecido em sacrifício, Levítico 22: 20-24 Levítico 22: 20-24Malaquias 1: 8 ; Malaquias 1: 8 . Isso foi necessário:

 

(1) porque era apropriado que o homem oferecesse aquilo que era considerado perfeito em sua espécie; e,

 

(2) porque somente isso seria um símbolo apropriado do grande sacrifício que seria feito pelo Filho de Deus. A ideia foi assim mantida de era para era que ele, de quem todas essas vítimas eram os emblemas, seria perfeitamente puro.

 

Versículo 20

Quem, na verdade, foi preordenado antes da fundação do mundo - isto é, foi preordenado, ou predeterminado, que ele deveria ser o grande sacrifício de apedrejamento pelo pecado. Sobre o significado da palavra “preordenada”, ( προγινώσκω proginōskōsee Romanos 8:29 Romanos 8:29 . A palavra é traduzida que conhecia, Atos 26: 5 Atos 26: 5 ; conheceu e previu, Romanos 8:29 Romanos 8:29 ; Romanos 11: 2 Romanos 11: 2 ; preordenada, 1 Pedro 1:20 1 Pedro 1: 20 e conhecer antes, 2 Pedro 2:172 Pedro 2:17 Não ocorre em outro lugar no Novo Testamento.O sentido é que o plano foi formado, e os arranjos feitos para a expiação, antes que o mundo foi criado.

 

Antes da fundação do mundo - isto é, desde a eternidade. Foi antes do homem ser formado; antes que a terra fosse feita; antes que qualquer universo material fosse criado; antes dos anjos serem criados. Compare a nota de Mateus 25:34 Mateus 25:34João 17:24 Efésios 1: 4 ; João 17:24 nota; Efésios 1: 4 nota.

 

Mas foi manifesto - foi revelado. Veja as notas em 1 Timóteo 3:161 Timóteo 3:16 .

 

Nestes últimos tempos - Nesta, a última dispensação das coisas na terra. Veja as notas em Hebreus 1: 2Hebreus 1: 2 .

 

Para você - para seu benefício ou vantagem. Veja as notas em 1 Pedro 1:121 Pedro 1:12 . Segue-se do que é dito neste verso:

 

(1) que a expiação não foi uma reflexão tardia da parte de Deus. Entrou em seu plano quando ele fez o mundo, e foi revolvido em seus propósitos desde a eternidade.

 

(2) não era um dispositivo para fornecer um defeito no sistema; isto é, não foi adotado porque o sistema não funcionou bem, ou porque Deus ficou desapontado. Foi arranjado antes que o homem fosse criado, e quando ninguém, a não ser Deus, pudesse saber se ele ficaria de pé ou cairia.

 

(3) a criação da terra deve ter alguma referência a este plano de redenção, e esse plano deve ter sido considerado tão glorioso e tão desejável que foi considerado o melhor para trazer o mundo à existência que o plano poderia ser desenvolvido, embora envolvesse a certeza de que a raça cairia e que muitos morreriam. Era, no todo, mais sábio e benevolente que a raça fosse criada com a certeza de que eles apostatariam, do que a raça não deveria ser criada, e o plano de salvação ser desconhecido para mundos distantes. Veja as notas em 1 Pedro 1:121 Pedro 1:12 .

 

Versículo 21

Quem por ele acredita em Deus - A fé é algumas vezes representada particularmente como exercitada em Deus, e às vezes em Cristo. É sempre uma característica da religião verdadeira que um homem tenha fé em Deus. Compare as notas em Marcos 11:22Marcos 11:22 .

 

Isso o ressuscitou dos mortos - Veja Atos 2:24 Atos 2:24 ; Atos 3:15 Atos 3:15 , Atos 3:26 Atos 3:26 ; Atos 4:10 Atos 4:10 ; Atos 5:30 Atos 5:30 ; Atos 13:30 Atos 13:30 notas; Romanos 4:24 Romanos 4:24 ; Romanos 6: 4 Romanos 6: 4 notas; 1 Coríntios 15:151 Coríntios 15:15 nota.

 

E deu-lhe glória - Exaltando-o à sua direita no céu, Filemom 2: 9 Filemom 2: 9 ; 1 Timóteo 3:16 1 Timóteo 3:16 ; Efésios 1: 20-21Efésios 1: 20-21 .

 

Que sua fé e esperança possam estar em Deus - Isto é, levantando o Senhor Jesus e exaltando-o ao céu, ele estabeleceu o fundamento de confiança em suas promessas e na esperança da vida eterna. Compare as notas em 1 Pedro 1: 3 1 Pedro 1: 3 . Compare com Colossenses 1:27 Colossenses 1:27 ; 1 Tessalonicenses 1: 3 1 Tessalonicenses 1: 3 ; 1 Timóteo 1: 11 Timóteo 1: 1 .

 

Verso 22

Vendo que você purificou suas almas - grego ", tendo purificado suas almas." Os apóstolos nunca tiveram medo de se referir ao arbítrio humano como tendo um papel importante em salvar a alma. Compare 1 Coríntios 4:151 Coríntios 4:15. Ninguém é purificado sem intenção ou esforço pessoal - mais do que se torna realizado ou aprendido sem esforço pessoal. Um dos principais efeitos da ação do Espírito Santo é nos excitar para nos esforçarmos por nossa própria salvação; e não há verdadeira piedade que não seja o resultado justo da cultura, tanto quanto o aprendizado de uma pessoa ou a colheita do fazendeiro. A quantidade de esforço que fazemos “em purificar nossas almas” é geralmente também a medida de nossas realizações na religião. Ninguém pode esperar ter qualquer piedade verdadeira além da quantidade de esforço que faz para se conformar a Deus, mais do que se pode esperar riqueza, ou fama, ou aprendizado, sem esforço.

 

Ao obedecer à verdade - isto é, você está cedendo às exigências da verdade e à sua influência justa em suas mentes, tem sido o meio de você se tornar puro. A verdade aqui referida é, sem dúvida, aquilo que é revelado no evangelho - o grande sistema da verdade a respeito da redenção do mundo.

 

Através do Espírito - Pela agência do Espírito Santo. É seu ofício aplicar a verdade à mente; e por mais preciosa que seja a verdade, e por mais adaptada que seja para assegurar certos resultados na alma, nunca produzirá esses efeitos sem as influências do Espírito Santo. Compare com Tito 3: 5-6 Tito 3: 5-6 ; as notas em João 3: 5João 3: 5 .

 

Para o amor não fingido dos irmãos - O efeito da influência do Espírito Santo na aplicação da verdade tem sido produzir amor sincero a todos os que são cristãos verdadeiros. Compare a nota João 13:34 13:34 de João ; 1 Tessalonicenses 4: 9 1 Tessalonicenses 4: 9 nota. Veja também 1 João 3: 14-181 João 3: 14-18 .

 

Veja que vocês se amam com um coração puro fervorosamente - Compare a nota de Hebreus 13: 1 Hebreus 13: 1 ; João 13: 34-35 João 13: 34-35 notas; Efésios 5: 2Efésios 5: 2 nota. A frase “com um coração puro fervorosamente” significa:

 

(1) que deve ser amor genuíno procedendo de um coração no qual não há engano ou hipocrisia; e,

 

(2) que deveria ser uma intensa afeição, ( τκτενῶς ektenōs não é fria e formal, mas ardente e forte.

 

Se existe alguma razão pela qual devemos amar verdadeiramente os cristãos verdadeiros, existe a mesma razão pela qual o nosso apego a eles deve ser intenso. Este versículo estabelece os seguintes pontos:

 

(1) Essa verdade estava na base de sua piedade. Eles não tinham nenhum dos quais esta não era a base adequada; e em que a fundação não era tão ampla quanto a superestrutura. Não há religião no mundo que não seja o desenvolvimento justo da verdade; qual a verdade não é adequada para produzir.

 

(2) eles se tornaram cristãos como resultado da obediência à verdade; ou cedendo a sua influência justa na alma. Suas próprias mentes cumpriam suas reivindicações; seus próprios corações se renderam; houve o exercício de suas próprias volições. Isso expressa uma doutrina de grande importância:

 

(a) Há sempre o exercício dos poderes da mente na religião verdadeira; sempre uma entrega à verdade; sempre uma recepção voluntária dela na alma.

 

(b) A religião é sempre da natureza da obediência. Consiste em ceder ao que é verdadeiro e certo; deixando de lado os sentimentos de oposição e permitindo que a mente siga aonde a verdade e o dever conduzem.

 

(c) Isso sempre ocorreria quando a verdade fosse apresentada à mente, se não houvesse resistência voluntária. Se todas as pessoas estivessem prontas para ceder à verdade, elas se tornariam cristãs. A única razão pela qual todas as pessoas não amam e servem a Deus é que elas se recusam a ceder ao que sabem ser verdadeiro e correto.

 

(3) a agência pela qual isso foi realizado foi a do Espírito Santo. A verdade é adaptada em si mesma a um certo fim ou resultado, pois a semente é adaptada para produzir uma colheita. Mas ela própria não produzirá mais seus efeitos apropriados na alma, do que a semente produzirá uma colheita sem chuvas, nem orvalho, nem sóis. Em todos os casos, portanto, o efeito apropriado da verdade sobre a alma deve ser traçado à influência do Espírito Santo, pois a germinação da semente na terra é para a causa estrangeira que age sobre ela. Nenhum homem jamais foi convertido pelo mero efeito da verdade sem a ação do Espírito Santo, assim como a semente germina quando colocada sobre uma rocha dura.

 

(4) o efeito dessa influência do Espírito Santo na aplicação da verdade é produzir amor a todos os que são cristãos. O amor aos irmãos cristãos surge na alma de todos que são verdadeiramente convertidos: e esse amor é uma evidência tão certa de que a semente da verdade germinou na alma, como a lâmina verde e delicada que espreita através da terra é evidência de que a semente semeada foi acelerada para a vida. Compare a nota de 1 Tessalonicenses 4: 9 1 Tessalonicenses 4: 9 ; 1 João 3:141 João 3:14 nota. Podemos aprender daí:

 

(a) essa verdade é de valor inestimável. É tão valioso quanto a própria religião, pois toda a religião do mundo é o resultado disso.

 

(b) O erro e a falsidade são perniciosos e malignos no mesmo grau. Não há religião verdadeira que seja o justo resultado do erro; e toda a religião fingida que é sustentada pelo erro é inútil.

 

(c) Se um sistema de religião, ou uma medida ou doutrina religiosa, não puder ser defendido pela verdade, deve ser imediatamente abandonado. Compare as notas em Jó 13: 7Jó 13: 7 .

 

(d) Devemos evitar os lugares onde o erro é ensinado. Provérbios 19:27Provérbios 19:27 , “cessa, meu filho, ouvir a instrução que faz errar das palavras do conhecimento”.

 

(e) Devemos nos colocar sob os ensinamentos da verdade, pois há verdade suficiente no mundo para ocupar todo o nosso tempo e atenção; e é somente pela verdade que nossas mentes podem ser beneficiadas.

 

Verso 23

Nascer de novo - Veja as notas em João 3: 3João 3: 3 .

 

Não de semente corruptível - "Não em virtude de qualquer descida de pais humanos" - Doddridge. O resultado de tal nascimento, ou de ser gerado dessa maneira - pois assim a palavra traduzida “nascer de novo” significa mais apropriadamente - é apenas corrupção e decadência. Nós somos gerados apenas para morrer. Não há vida permanente e duradoura produzida por isso. É nesse sentido que isso é chamado de “semente corruptível”, porque resulta em decadência e morte. A palavra aqui traduzida por “semente” - σπορά spora- não ocorre em nenhum outro lugar no Novo Testamento.

 

Mas de incorruptível - Pela verdade, comunicando um princípio vivo à alma que nunca pode decair. Compare 1 João 3: 91 João 3: 9 ; “Sua semente permanece nele; e ele não pode pecar, porque ele é nascido de Deus ”.

 

Pela palavra de Deus - Veja a nota em Tiago 1:18 Tiago 1:18 ; "De sua própria vontade nos gerou com a palavra da verdade, que devemos ser uma espécie de primícias de suas criaturas." Compare as notas em João 1:13João 1:13 . É a doutrina uniforme das Escrituras que a verdade divina é feita o instrumento de vivificar a alma na vida espiritual.

 

Que vive e permanece para sempre Essa expressão pode se referir a Deus, como viver para sempre, ou à palavra de Deus, como sendo para sempre verdade. Os críticos estão igualmente divididos na interpretação. O grego suportará a construção. A maioria dos críticos recentes se inclina para a última opinião - que se refere à palavra de Deus, ou à sua doutrina. Então Rosenmuller, Doddridge, Bloomfield, Wolf, Macknight, Clarke. Parece-me, no entanto, que a construção mais natural do grego é referir-se a Deus, como sempre vivo ou duradouro; e esta interpretação concorda bem com a conexão. A idéia então é que, como Deus está sempre vivo, o que é produzido diretamente por ele na alma humana, pela instrumentalidade da verdade, pode ser esperado também para durar para sempre. Não será como a descendência de pais humanos, eles mesmos mortais, sujeitos a decadência precoce e certa,

 

Verso 24

Pois toda carne é como grama Isto é, todos os seres humanos, todos os homens. A conexão aqui é esta: O apóstolo, no verso anterior, havia contrastado o que é gerado pelo homem com aquilo que é gerado por Deus, em referência à sua permanência. A outra era corruptível e decadente; o último permanecendo. Este último foi produzido por Deus, que vive para sempre; o primeiro pela ação do homem, que é ele próprio corruptível e moribundo. Não era antinatural, então, insistir na natureza débil, frágil e decadente do homem, em contraste com Deus; e o apóstolo, portanto, diz que “toda a carne, todo ser humano, é como a erva. Não há estabilidade em nada que o homem faça ou produza. Ele mesmo se parece com grama que logo desaparece e murcha; mas Deus e sua palavra perduram para sempre o mesmo. ”A comparação de um ser humano com a grama, ou com flores, é muito bonita, e é bastante comum nas Escrituras. A comparação gira em torno do fato de que a grama ou a flor, por mais verde ou bela que seja, logo perde sua frescura; está murchando; é abatido e morre. Assim, em Salmo 103: 15-16Salmos 103: 15-16 ;

 

“Quanto ao homem, seus dias são como a erva;

 

Como flor do campo, ele floresce;

 

Porque o vento passa sobre ele e se vai,

 

E o seu lugar não mais o saberá.

 

Assim em Isaías 40: 6-8Isaías 40: 6-8 ; uma passagem que é evidentemente referida por Pedro neste lugar:

 

“A voz disse, Cry.

 

E ele disse: O que eu vou chorar?

 

Toda carne é grama

 

E toda a sua bondade é como a flor do campo.

 

A erva seca

 

A flor murcha,

 

Quando o vento do Senhor assopra sobre ele:

 

Certamente o povo é grama,

 

A erva seca

 

A flor murcha,

 

Mas a palavra do nosso Deus permanecerá para sempre ”.

 

Veja também Tiago 1: 10-11Tiago 1: 10-11 . Este sentimento é lindamente imitado pelo grande dramaturgo no discurso de Wolsey:

 

“Este é o estado do homem; hoje ele expõe.

 

As tenras folhas de esperança, as flores de amanhã

 

E carrega suas honras coradas sobre ele.

 

O terceiro dia vem uma geada, uma geada assassina,

 

E - quando ele pensa, bom homem fácil, cheio com certeza.

 

Sua grandeza é um amadurecimento - belisca sua raiz,

 

E então ele cai.

 

Compare as notas em Isaías 40: 6-8Isaías 40: 6-8 .

 

E toda a glória do homem - Tudo o que o homem se orgulha - sua riqueza, posição, talentos, beleza, aprendizado, esplendor de equipamento ou vestuário.

 

Como a flor da grama - A palavra traduzida “grama” ( χόρτος chortosproperly denota herbage; aquela que fornece alimento para animais - pasto, feno. Provavelmente o profeta Isaías, de quem essa passagem é tirada, se refere mais à aparência de um prado ou um campo, com grama e flores mescladas, constituindo uma bela paisagem, do que a mera grama.Em tal campo, a grama logo seca com calor, e com a aproximação do inverno, e as flores logo desaparecem e caem.

 

A grama se esvai, e a flor dela cai - Isso é repetido, como é comum nos escritos hebraicos, por uma questão de ênfase, ou forte confirmação.

 

Verso 25

Mas a palavra do Senhor - Em Isaías Isaías 40: 8Isaías 40: 8 “a palavra do nosso Deus”. O sentido não é materialmente variado.

 

Endureth forever - é indiferente, fixo, permanente. Em meio a todas as revoluções na Terra, as glórias desvanescentes dos objetos naturais e a força devastadora do homem, sua verdade permanece inalterada. Sua beleza nunca se desvanece; seu poder nunca é enfraquecido. O sistema do evangelho é tão adorável agora como foi quando foi revelado ao homem pela primeira vez, e tem tanto poder para salvar como quando aplicado pela primeira vez a um coração humano. Vemos a erva murchar no outono; vemos a flor do campo decair; vemos o homem, embora confiante em sua força e regozijando-se no rigor de sua estrutura, reduzido num instante; vemos cidades declinando, e reinos perdem seu poder: mas a palavra de Deus é a mesma agora que era a princípio, e, em meio a todas as mudanças que podem ocorrer na Terra, permanecerá a mesma.

 

E esta é a palavra que pelo evangelho é pregada a você - isto é, esse evangelho é a “palavra” a qual foi mencionada por Isaías na passagem que foi citada. Em vista, então, da verdade afetiva declarada no final deste capítulo, 1 Pedro 1: 24-25 1 Pedro 1: 24-25, vamos aprender habitualmente a refletir sobre nossa fraqueza e fragilidade. “Todos nós desbastamos como folha”, Isaías 64: 6 Isaías 64: 6 . Nossa glória é como a flor do campo. Nossa beleza desaparece, e nossa força desaparece, tão facilmente quanto a beleza e o vigor da flor que cresce pela manhã, e que à noite é cortada, Salmo 90: 6Salmo 90: 6.. A rosa que floresce na face da juventude pode murchar assim que qualquer outra rosa; o brilho do olho pode tornar-se ofuscante, tão facilmente quanto a beleza de um campo coberto de flores; as trevas da morte podem vir sobre a testa da masculinidade e inteligência, tão prontamente quanto a noite se estabelece na paisagem e nossas vestes de adorno podem ser postas de lado, assim que a beleza se desvanece em um prado cheio de flores antes da foice do cortador .

 

Não há um objeto de beleza natural do qual nos orgulhemos que não se decompõe; e logo todo o nosso orgulho e pompa será colocado no túmulo. É triste olhar um lindo lírio, uma rosa, uma magnólia e pensar em quanto tempo toda essa beleza desaparecerá. É mais triste olhar uma bochecha rosada, um olho brilhante, uma forma adorável, uma sobrancelha expressiva, um semblante aberto, sereno e inteligente, e pensar em quanto tempo toda essa beleza e brilho desaparecerá. Mas em meio a essas mudanças que a beleza sofre e às desolações que a doença e a morte espalham pelo mundo, é animador pensar que nem tudo é assim. Há aquilo que não muda, que nunca perde sua beleza. “A palavra do Senhor” permanece. Suas promessas animadoras, suas garantias de que há um mundo melhor e mais brilhante, permanecem no meio de todas essas mudanças. Os traços que são traçados no caráter pela religião de Cristo, mais amável do que a mais delicada cor do lírio, permanecem para sempre. Lá eles permanecem, aumentando em beleza, quando a rosa desaparece da face; quando o brilho se afasta do olho; quando o corpo se desfaz no sepulcro. A beleza da religião é a única beleza permanente na terra; e aquele que tem isso não precisa se arrepender de que aquilo que neste quadro mortal encanta o olho desaparecerá como a flor do campo. A beleza da religião é a única beleza permanente na terra; e aquele que tem isso não precisa se arrepender de que aquilo que neste quadro mortal encanta o olho desaparecerá como a flor do campo. A beleza da religião é a única beleza permanente na terra; e aquele que tem isso não precisa se arrepender de que aquilo que neste quadro mortal encanta o olho desaparecerá como a flor do campo.