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ETICA CRISTÃ A INFIDELIDADE CONJUGAL
ETICA CRISTÃ A INFIDELIDADE CONJUGAL

ETICA CRISTÃ A INFIDELIDADE CONJUGAL

 

INTRODUÇÃO

 

A prática do adultério tem aumentado no meio evangélico. E sinal do esfriamento do amor e do aumento da iniquidade. Como vemos no texto bíblico acima, os adúlteros estão na lista dos tipos de pecadores que não entrarão no Reino de Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. A sociedade sem Deus, relativista e hedonista, não o vê como algo pecaminoso, e sim, como tendência natural do ser humano, que, segundo interpretação da teoria da evolução, o homem é polígamo por natureza, seguindo o exemplo de certos animais. No entanto, a visão cristã passa pelas lentes fortes e cristalinas da Palavra de Deus, que considera a infidelidade conjugal como vergonhosa traição aos princípios sagrados, estabelecidos por Deus para o casamento.

Quando havia a poligamia, tolerada por Deus, no Antigo Testamento, só ocorria o adultério quando um homem ou uma mulher ultrapassavam todos os limites da liberdade concedida pela lei e pelos costumes daquela época. Era permitido ao homem ter mais de uma esposa, e era aceitável que, além de suas mulheres, tivesse concubinas, ao seu redor, para lhes atender às suas alegadas necessidades sexuais. Mas tal permissibilidade contrariava o plano original do Criador: a união conjugal entre um homem e uma mulher (como já foi visto em reflexão anterior). Assim, só adulterava, no Antigo Testamento quem perdia todo o senso de ética, de domínio próprio, e de santidade.

No Novo Testamento, percebe-se que Deus mudou o seu tratamento para com a questão da fidelidade conjugal. Nos Evangelhos, não há uma só referência à poligamia, à bigamia, ou a qualquer outro tipo de arranjo para o casamento, com aprovação do Senhor Jesus Cristo.

Quando ele responde aos fariseus, acerca do divórcio (Mt 19.1-12), o Mestre vai buscar, na origem de tudo, a base para a união conjugal, reafirmando o plano original do Criador (Gn 2.24). Uma só carne não é uma união emocional, espiritual, em que com as orações um santifica o outro. É a relação sexual entre o esposo e a esposa. Deus vê, no ato conjugal, uma união tão completa, que a define como sendo “uma só carne”. Através desta é que o cônjuge crente santifica o outro, mesmo que este não seja um cristão (1 Co 7.14). O texto refere-se à santificação do corpo apenas.

Em sua doutrina sobre o divórcio, no mesmo texto, Ele mostra a monogamia, a união heterossexual, e o valor da fidelidade conjugal: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9 — grifo nosso). A expressão sublinhada “sua mulher” e casar “com outra” é a reafirmação de Cristo quanto ao casamento monogâmico. Ele não diz “suas mulheres”, ou casar com “outras mulheres”, o que reforça a visão sobre a união conjugal.

Mesmo havendo o divórcio, Ele confirma que aquele que “casar com outra” comete adultério, se não for por infidelidade.

Esse texto mostra, de igual modo, o efeito espiritual, moral, ético e social do adultério. E uma quebra tão terrível da aliança do casamento, que destrói os laços espirituais e morais do matrimônio. Quando há infidelidade, quando há adultério, se não houver o perdão, se não houver o arrependimento sincero do cônjuge infiel, se não houver condição emocional para a convivência, o casamento acaba; a aliança é rompida. Só um milagre no coração do cônjuge traído pode fazer com que aceite a restauração dos laços emocionais e espirituais, estraçalhados por um ato (ou muitos) de infidelidade por parte do seu cônjuge.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 67-68.

E Se Você Cometeu Um Erro?

Quando se trata de sexo, as pessoas cometem erros, tanto pré-nupcial como extraconjugal. Às vezes, após cometer um erro sexual, as pessoas pensam que, uma vez já cometido o pecado, pode muito bem continuar a fazer isso. Esta é uma ideia falsa, porque continuar a praticar sexo antes do casamento ou seguir adulterando perpetua um pecado e isso pode levar a uma consciência cauterizada e apática. O caminho bíblico para purificar a consciência é se arrepender—isto é, parar de transgredir a lei de Deus.

Pelo fato de o sexo ser prazeroso e ser um vínculo emocional, criado entre duas pessoas através deste ato, acabar com uma relação sexual ilícita pode ser difícil. Aqui estão alguns pontos a considerar se você precisa terminar ou já terminou recentemente um relacionamento pecaminoso: Arrepender-se. O arrependimento significa parar o que estamos fazendo errado e mudar de direção. E também inclui admitir o nosso pecado a Deus e pedir Seu perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). O arrependimento é obrigatório para ser perdoado.

Ter coragem para fazer o que é certo. Deus respeita as pessoas de coragem, que fazem o que Ele diz, e Ele nos promete força quando buscamos fazer isso. Salmo 31:24 diz: “Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!”. Peça a Deus a coragem que você precisa para deixar sua conduta errada.

Esforce-se para fazer o que é certo e peça a ajuda de Deus, porque “qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista” (1 João 3:22).

Aceitar o perdão de Deus. Quando nos arrependemos, Deus não apenas remove os nossos pecados completamente como também deixa de pensar de nós como pessoas que tenhamos cometido esses pecados (Salmo 103:12, Hebreus 8:12). Apesar de que as consequências podem permanecer (perda da virgindade, uma DST ou um coração temporariamente partido), Deus nos perdoa completamente quando nos arrependemos. Creia em Deus— não em suas emoções instáveis!

“Não peques mais”. Isto é o que Cristo disse a um homem e a uma mulher que haviam cometido pecados (João 5:14; 8:11). Para seguir esta instrução, pode ser necessário mudança de hábitos e, em alguns casos, até mesmo de amigos. Ser responsável perante Deus através da oração diária e do estudo da Bíblia, bem como assistir aos cultos todos os sábados são excelentes meios para cumprir o mandamento de Cristo. Ouvir a Palavra de Deus regularmente nos cultos do sábado também aumentará sua fé (Romanos 10:17).

Embora seja sempre difícil deixar a conduta pecaminosa por causa do prazer temporário a ela associado (Hebreus 11:25), porém, o esforço vale muito a pena. Lembre-se da promessa de Deus em Provérbios 11:18: “Quem faz o que é direito na certa será recompensado” (BLH).

Casamento e Família: A Dimensão Perdida. pag. 34-35.

A Vulnerabilidade de Homens e Mulheres

Quando se trata das tentações para fazer sexo, homens e mulheres, em geral, enfrentam desafios diferentes. A respeito dos homens, Stephen Arterburn e Fred Stoeker, escrevem: “Nós temos um interruptor de ignição visual quando se trata de ver a anatomia feminina” (A Batalha de Todo Homem: Vencer a Guerra da Tentação Sexual Significa Uma Vitória Por Vez, 2000, pág. 57).

A resposta divina para os homens é controlar o que veem. Ao reconhecer essa característica masculina, Jesus ensinou que “qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5:28).

Para se proteger contra essa vulnerabilidade, Jó disse: “Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças” (Jó 31:1, NVI). Os homens de Deus precisam evitar a pornografia e nunca olhar para as mulheres com desejo sexual. “Enquanto a batalha de um homem começa com o que capta através de seus olhos, uma mulher começa com o seu coração e seus pensamentos.”

Dirigindo-se às mulheres, Shannon Ethridge explica: “Enquanto a batalha de um homem começa com o que capta através de seus olhos, uma mulher começa com o seu coração e seus pensamentos. Um homem deve guardar seus olhos para manter sua integridade sexual, mas porque Deus fez as mulheres para serem emocional e mentalmente estimuladas, [nós, mulheres,] temos de guardar estritamente nossos corações e mentes, assim como nossos corpos se queremos experimentar o plano de Deus para a satisfação sexual e emocional” (A Batalha de Cada Mulher: Descobrindo o Plano de Deus Para a Satisfação Sexual e Emocional, 2003, pág. 13).

Continuando, Ethridge diz que estas diferenças explicam “porque dizem que os homens dão amor para conseguir sexo e as mulheres dão sexo para conseguir amor”. Provérbios 4:23 diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (ARA). As mulheres piedosas devem evitar entregar seus corações até o momento apropriado, ou seja, no casamento.

Casamento e Família: A Dimensão Perdida. pag. 39.

O ADULTÉRIO E A DISCIPLINA DA IGREJA

A lei contra o pecado de adultério era extremamente severa no Antigo Testamento. Esses infratores deviam ser punidos com a morte (Lv 20.10; Dt 22.22). Alguns princípios da lei de Moisés jamais foram observados, como, por exemplo, o ano do jubileu (Lv 25.8-55) que, à luz de 2 Crônicas 36.21, o povo havia esquecido. Com relação ao adultério, parece que nos primeiros séculos da história de Israel essa punição foi-se afrouxando e aos poucos deixou de ser observada, salvo em casos esporádicos. No livro do profeta Oseias tem-se a impressão de que essa prática estava abandonada no reino do Norte, mas o profeta Ezequiel ainda menciona essa sanção da lei mosaica (16.38-40). No período Inter bíblico, segundo a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, essa prática deixou de ser observada (p. 482). O episódio da mulher adúltera, registrado em João 8.1-11, foi uma anomalia. A lei existia, mas ninguém ousava colocá-la em prática. Os escribas e fariseus pressionaram a Jesus, com o único objetivo de atingi-lo. A aplicação dessa lei era algo anormal, e, além disso, eles trouxeram apenas a mulher, ignorando o seu parceiro, o que também contrariava os princípios legais.

Quando essa disciplina foi totalmente abandonada, é assunto obscuro. Guy Duty, em sua obra, Divórcio e Novo Casamento, afirma que procurou descobrir na Biblioteca Pública de Nova Iorque, na seção judaica, a data exata em que a pena de morte para os adúlteros foi abolida, e tudo o que conseguiu do bibliotecário foi que o Talmude afirma que isso ocorreu 40 anos antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C. Essa afirmação, segundo o próprio Guy Duty, não pode ser consubstanciada em outra literatura antiga (p. 34). William L. Coleman afirma, em seu livro Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, que o adultério já não era uma questão de vida ou morte nos dias de Cristo. Por causa da influência pagã, os judeus não executavam os adúlteros (p. 119).

No Novo Testamento essa pena foi abolida, pois predomina a lei do amor: "Vai-te e não peques mais" (Jo 8.11). Esse princípio é válido para os pecadores que estão na ignorância e precisam de perdão e de um encontro pessoal com o Senhor Jesus (Jo 6.37). William L. Coleman apresenta, como alternativa, que o divórcio mencionado em Mateus 5.32 foi uma espécie de válvula de escape, para livrar os culpados desse pecado da morte (p. 119). O perdão de Jesus, aplicado à mulher adúltera, não isenta da disciplina os crentes que caem em adultério.

O Senhor Jesus Cristo delegou à Igreja a autoridade para excluir do rol de membros os que praticam esses e outros tipos de pecado. Delegou também autoridade para reconciliar com a Igreja os que se arrependem (Mt 16.19; 18.18). O apóstolo Paulo identifica exclusão como "entregar a Satanás" (ICo 5.5; lTm 1.20), e Jesus fala de "considerar gentio e publicano" (Mt 18.17) .O que as autoridades eclesiásticas não devem nem podem anunciar no púlpito é o pecado de imoralidade sexual, como o adultério de qualquer membro; isso é crime e pode terminar em processo nos tribunais. Ninguém tem o direito de tomar pública a intimidade dos outros; isso é violação de privacidade. Não há necessidade disso para resolver um problema de pecado na Igreja.

O infrator deve, sim, e precisa ser cortado da comunhão, mas o Novo Testamento não obriga ninguém a tornar público o seu pecado.

SOARES. Esequias. CASAMENTO, DIVÓRCIO E SEXO A LUZ DA BÍBLIA. Editora CPAD. pag. 61-61.

O que podemos, então, concluir do que discutimos até aqui?

  1. O sexo foi criado por Deus e é bom. Este é o ponto de partida para qualquer discussão sobre sexualidade. Deus criou a espécie humana com corpos de macho e fêmea, com capacidade de ter intimidade sexual, incluindo o orgasmo. Assim como fez com o restante da criação, Deus disse que os seres humanos sexuados eram algo “muito bom” e mandou que nos multiplicássemos. Quando o homem pecou, a criação de Deus foi desfigurada e o potencial para uma sexualidade errada passou a existir. Adão e Eva, que antes não tinham vergonha de sua nudez, de repente ficaram constrangidos com seu corpo.
  2. O sexo fora do casamento é um comportamento pecaminoso. Isso está expresso mais claramente em I Coríntios 6, onde o pecado sexual é descrito como algo que afeta o corpo, a morada do Espírito Santo. “O corpo não é para a impureza, mas para o Senhor,” lemos na Bíblia. “Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer, é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.” Portanto, somos exortados com estas palavras: “Fugi da impureza!” Repetidas vezes, a Bíblia nos adverte contra a influência escravizam-te do sexo fora do casamento. Não há nem uma sombra de sugestão de que pessoas sexualmente excitadas estejam livres para praticar atos sexuais, mesmo que tenham a intenção de se casarem. Se você não consegue se refrear, escreve o apóstolo Paulo, que se case, porque é melhor casar do que arder de paixão. Hoje em dia, esse pensamento é amplamente rejeitado, até mesmo dentro da igreja. Há evidências de que jovens evangélicos são quase tão ativos sexualmente quanto seus colegas do mundo. Muitas pessoas violam as leis de Deus sobre o comportamento sexual e não parecem sofrer muito com sua imprudência, de modo que, aparentemente, não existe nenhuma razão lógica para a abstinência - principalmente quando todo mundo está “fazendo” e parece estar se dando muito bem. "Alguns autores argumentam que essa filosofia estimula o surgimento de grandes problemas sociais, inclusive o colapso da família, o aumento do número de casos de AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST s), o aumento do número de famílias de pais solteiros, a explosão dos casos de adolescentes grávidas, e o grande número de abortos, para citar apenas os mais comuns. O salmo 73 descreve o que acontece na vida pessoal quando não obedecemos às leis de Deus, e I Coríntios 6 parece sugerir que o sexo imoral impede que se alcance a unidade que pode ser obtida no casamento. Alan Bloom escreve como educador quando observa que a liberdade sexual ensina o erotismo, mas, de certa maneira, deixa as pessoas com a “alma entorpecida” - levando a vida sem imaginação, com poucos ideais, com medo do isolamento e do afastamento, e sem nenhuma habilidade de assumir compromissos duradouros.
  3. O sexo fora do casamento envolve pensamentos pecaminosos. Algumas pessoas têm afirmado que não há adultério enquanto o homem não introduz seu pênis na vagina da mulher. Essa visão legalista foi contestada por Jesus no Sermão do Monte. “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”, disse Jesus. É claro que o adultério, a luxúria e a fornicação podem ocorrer na mente sem qualquer contato genital. “Luxúria” é um termo difícil de definir com precisão. Certamente, ele não se refere aos desejos sexuais normais e à atração por pessoas sexualmente estimulantes, que são sentimentos dados por Deus. Não teria sentido Deus nos dar necessidades e interesses sexuais e depois condená-los como luxúria. A palavra luxúria às vezes é traduzida como “desejar ansiosamente” e aparece com sentidos positivos e sem conotação sexual em outros trechos da Bíblia. Ao comentar sobre o adultério mental, talvez Jesus estivesse se referindo não a fantasias, mas ao desejo mental.

Segundo um escritor, o Senhor poderia ter usado a seguinte frase: “Desejar o que é errado, sexualmente, é tão ruim quanto fazê-lo.” Num livro polêmico, um autor cristão defende a ideia de que as fantasias sexuais, a excitação na presença de uma pessoa sexualmente estimulante e até a visão de imagens ligadas a sexo não constituem, necessariamente, luxúria, a menos que a excitação nos leve a imaginar ou planejar um envolvimento sexual com a pessoa em quem estamos pensando. Nem todos os cristãos concordariam com essa opinião. Fantasias sexuais obsessivas podem ser nocivas, mesmo que não ocorra um contato físico subsequente, principalmente quando os pensamentos envolvem fantasias sobre atos proibidos com pessoas específicas. Algumas vezes, essas fantasias podem se tornar um substituto para a intimidade, especialmente quando a pessoa que fantasia é incapaz de se envolver numa comunicação sexual com outra pessoa, ou não deseja fazê-lo. Praticar sexo antes do casamento prejudica, pelos menos, duas pessoas. A luxúria mental atinge, principalmente, a pessoa que tem os pensamentos. De acordo com Jesus, os dois comportamentos são errados.

  1. O sexo fora do casamento envolve conversas pecaminosas. A Bíblia condena as conversas livres sobre tema sexual. Aos cristãos, a Bíblia exorta: “a impudícia, e toda sorte de impurezas, ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos, nem conversação torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, cousas essas inconvenientes...” Linguagem obscena, piadas com conotação sexual, conversas e comportamentos impróprios — tudo isso pode minar a reputação do crente e levantar dúvidas sobre sua pureza, mesmo quando não está havendo nada impróprio. O crente deve evitar até a aparência do mal e procurar manter sua boa reputação. E esta pode ser rapidamente sabotada pelas conversas pecaminosas de conteúdo sexual.
  2. O sexo fora do casamento pode envolver masturbação. Ao contrário da fornicação e do adultério, a masturbação (estimulação dos próprios órgãos genitais até o ponto do orgasmo) nunca é mencionada na Bíblia. Algumas pessoas têm argumentado que o pecado de Onã, descrito em Gênesis 38, é uma forma de masturbação, porque ele “deixava o sêmen cair na terra”. Entretanto, até mesmo uma leitura superficial do texto mostra que o pecado de Onã era a desobediência a Deus, porque ele não queria engravidar a mulher de seu irmão falecido. É errado masturbar-se? De acordo com um levantamento feito entre cristãos evangélicos, as respostas se dividem igualmente entre sim e não. Alguns sustentam que é errado, mas, nos últimos anos, há cada vez mais líderes cristãos declarando publicamente que não veem nada de intrinsecamente nocivo nessa prática.36 Apesar de terem opiniões diferentes sobre o assunto, todos os crentes concordam que a masturbação geralmente é acompanhada de pensamentos de luxúria. Como vimos, esses pensamentos são errados, sejam eles acompanhados de estimulação genital ou não.
  3. O sexo fora do casamento restringe a liberdade. Muitas coisas são possíveis, neste mundo, mas nem todas são escolhas sensatas. Essa conclusão aparece no início de um importante trecho do Novo Testamento, que trata da imoralidade/ Neste mundo, tudo tem uma destinação e uma função, e nós vivemos melhor quando respeitamos essas normas. Por exemplo, um peixe foi feito para nadar no mar e, embora ele seja livre para saltar para a praia, os resultados disso seriam trágicos. Da mesma forma, a Bíblia estabelece que o corpo humano foi criado para o sexo dentro do casamento. Nós nos sentimos mais realizados quando seguimos essa diretriz divina. É claro que somos livres para praticar a imoralidade, mas isso não seria sensato porque o resultado final será desastroso. A pessoa que não consegue resistir à tentação sexual não é livre. Ela está presa nas garras sufocantes dos impulsos descontrolados e, na maioria dos casos, não consegue se libertar sem a ajuda de um conselheiro.

COLLINS. Gary R. Aconselhamento Cristão Edição Século 21. Editora Vida Nova. pag. 292-294.

I - ADULTÉRIO,UM GRAVE PECADO.

  1. Conceito e origem da palavra.

A sociedade sem Deus admite uma “união estável”, sem o respaldo espiritual e formal de duas pessoas, inclusive de caráter homossexual. Muitos veem o casamento apenas como um contrato com prazo de validade. Visão curta e secularista.

Mas, quando uma pessoa se casa, principalmente, se é cristã, o faz na igreja, perante o ministro oficiante, e declara, perante Deus, perante a igreja, perante as testemunhas, que representam a comunidade, faz votos de fidelidade, assumindo o compromisso de ser fiel até que a morte os separe. Quando há infidelidade, há uma quebra da aliança matrimonial, com flagrante desrespeito à autoridade de Deus, e a seu plano para a formação do lar e da família. Que Deus abençoe os lares cristãos, e os casais, unidos, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, respeitem a aliança firmada diante de Deus. Se não casa na igreja local, ainda assim, perante Deus, há uma aliança a ser respeitada, sob pena da reprovação divina.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 69.

ADULTERIO

No A. Testamento. Contato sexual de uma mulher casada ou comprometida com alguém que não esteja seu marido ou noivo. Ou de um homem casado com uma mulher que não fosse sua esposa. Todavia, o concubinato era extremamente comum no Antigo Testamento, pelo que um homem casado podia ter muitas mulheres, contanto que não fossem casadas, e se houvesse contratos apropriados, sob forma escrita, estipulando as condições segundo as quais o relacionamento deveria ocorrer. Outrossim, a poligamia era uma prática comum. A poliandria (vários maridos para uma só mulher), todavia, nunca foi reconhecida na lei e nos costumes dos judeus. Os versículos que proíbem o adultério incluem Exo, 20:14; Lev. 18:20; Mat. 19:3-12; Gál. 5:19-21. O sétimo mandamento proíbe o adultério. Base original da monogamia. O trecho de Mat. 19:4-8 registra as declarações de Jesus em favor da monogamia e contra o divórcio. Ele alicerçou o Seu ensino na narrativa da criação do homem. Podemos supor, pois, que, apesar da permissividade do Antigo Testamento em relação ao concubinato e à poligamia (para os homens somente, como é natural), a monogamia é o ideal espiritual.

Por que o adultério é proibido? A fim de preservar a santidade do lar (Êxo, 20:14; Deu. 5:18). Também está envolvida a questão da herança da família e a preservação da pureza tribal. Finalmente, o próprio ato era considerado um crime sério, um ato de contaminação (Lev. 18:20). Por esse motivo, era imposta a pena de morte, envolvendo a execução de ambos os culpados (Êxo, 20:14; Lev. 20:1 ss). Injunções similares podem ser achadas no código babilônico de Hamurabi (129), e, opcionalmente, na primitiva lei romana (Dion. Hal. Antiguidades Romanas). A pena de morte mostra que as sociedades antigas encaravam o adultério não meramente como um ato privado errado, mas que ameaçava o arcabouço do lar e da sociedade. O fato de que o homem e a mulher tornam-se uma carne no matrimônio (Gên. 2:24; Efé. 5:31,32) sugere uma comunicação mística de energias vitais físicas e espirituais, e isso deve acontecer somente entre duas pessoas. Quanto a notas sobre esse conceito, ver NTI na referência de Efésios. No adultério, o indivíduo é furtado de sua identidade, e a união mística de seres é perturbada, talvez assemelhando-se ao homicídio, embora certamente com menores consequências morais.

Severidade do Novo Testamento. Jesus transferiu a questão do adultério ao campo dos pensamentos e emoções. O homem que deseja uma mulher já se tornou culpado (Mat, 5:28). Portanto, a moralidade estrita envolve as intenções, as palavras e os pensamentos do indivíduo, e não apenas os seus atos.

E assim, todos os homens e mulheres caem sob a condenação, no espirito do sétimo mandamento, e ninguém pode jactar-se de sua santidade quanto a esse preceito.

Uso metafórico, A idolatria e a infidelidade a Deus, sob qualquer forma, é adultério espiritual (Jer. 3). Paulo dá a isso um colorido cristão, pois o homem pode cometer adultério contra Cristo (I Cor. 6:9-20). O Espirito residente no crente faz de seu corpo um templo. Assim, qualquer polução do corpo é uma forma de infidelidade contra o Espirito ali residente, uma execração desse templo. Visto que o Espírito habita no crente, e entre os crentes como uma coletividade, quando um membro peca, todos os demais membros são envolvidos quanto ao resultado disso (I Cor. 5:6; 12:27; Efé. 5:28-31). A união sexual não envolve somente o que o individuo faz afeta a substância daquilo que ele é (I Cor. 6:16). Todos os pecados sexuais são proibidos no Novo Testamento, e não apenas o adultério (I Cor. 6:9; GáI. 5:19).

Em outras sociedades, antigas e modernas. O código babilônico de Hamurabi (128) mostra-nos que pelo menos alguns povos antigos, além dos hebreus, encaravam desaprovadoramente o adultério. Nas sociedades grega e romana o adultério era tratado com severidade, posto que nem sempre de forma coerente. Na sociedade grega, um homem não podia ser divorciado de sua esposa, somente por esse motivo. O sexo antes do casamento era geralmente tolerado, não sendo reputado um erro grave. Nos ritos de fertilidade entre os egípcios, babilônios, gregos e romanos praticamente não havia regras, e parece que se isso fosse feito como parte de crenças e práticas religiosas, muitas coisas que não eram permissíveis na vida diária comum seriam permitidas. Essas práticas, por via de Canaã, penetraram na vida israelita (Amós 2:7 ss ; Miq. 1:7; 1 Reis 14:24). O homossexualismo com frequência fazia parte dos cultos antigos.

As religiões de todos os povos consideram que os atos sexuais praticados entre pessoas não casadas são errados, exceto nas sociedades onde a poligamia continua sendo praticada. A maioria dos países europeus, bem como os Estados Unidos da América, permitem o divórcio em razão de adultério. Nesse último pais, desde 1955, o adultério não está incluído no código criminal, embora continue sendo motivo comum para o divórcio. Ali ninguém é preso por causa de um romance com uma mulher que não seja sua esposa.

A lei do amor. O adultério pode ser perdoado por meio de arrependimento. Disse Jesus: «Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais» (Joio 8:11)

Comentários adicionais, Considerando I Cor. 6:18.

Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.

Não convém que enfrentemos frontalmente esse pecado, oferecendo-lhe resistência através da força da vontade. Nosso plano de batalha, nesse caso, consiste em fugir. E nessa fuga que fujamos para os braços de Cristo, desenvolvendo Nele as virtudes morais positivas (ver GáI. 5:22,23), as quais nos protegerão dessa forma de pecados. A alma remida que permanece em comunhão com Cristo, através de seu Espírito, mediante a meditação, o estudo das Escrituras, a oração, e, idealmente, mediante as. experiências místicas reais, perderá seu apetite pelas concupiscências carnais.

Paulo já havia declarado algo similar, com o mesmo sentido básico, na passagem de Rom. 13:14: « •••mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências». Assim sendo. não devemos frequentar aqueles lugares, ler aquelas coisas, ter contato com aquelas pessoas, que formariam provisões para as ações sensuais. Pelo contrário, «revistamo-nos do Senhor Jesus Cristo». Que seja ele o nosso revestimento espiritual. Que ele nos cubra e proteja com o seu sangue.

Com esses pensamentos podemos comparar o ensinamento de Jesus Cristo sobre o adultério visual (ver Mat. 5:28). E também podemos confrontar a admoestação e censura de Simão Pedro, que diz: «...tendo olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes... » (11 Ped, 2:14). Existem homens que vivem em estado -permanente de concupiscência, em razão do que vivem procurando sempre alguém com quem adulterar o Seus olhos percorrem a terra, procurando quem queira pecar com eles, - e a vitalidade de seus seres é desperdiçada nessa pervertida atividade. Conforme a tradução inglesa de Williams (aqui vertida para o português), os olhos dessas pessoas são «insaciáveis pelo pecado». Jamais ficam satisfeitas, sempre precisando de quem queira compartilhar de sua sensualidade. Tomaram-se escravos completos do sexo. Tais individuas, em vez de fugirem dessa forma de pecado, buscam situações favoráveis para o pecado, sempre fazendo coisas que provocam o seu apetite. Tais homens não passam de escravos. E somente a ajuda «vinda do alto» poderá salvá-los.

Sófocles, no diálogo de autoria de Platão, intitulado República (329), ao ser interrogado sobre como vinha manuseando as questões do «amor", retrucou: «Mui alegremente tenho 'escapado' do mesmo, e sinto como se tivesse escapado de um senhor louco e furioso». Sim, o sexo pervertido pode ser uma entidade assim, e feliz é aquele que consegue escapar do mesmo.

«Pecar 'contra o corpo' é defraudá-lo da parte que o mesmo tem com Cristo, é cortá-lo de seu destino eterno. Esse é o efeito da fornicação em um grau sem-par... Aquilo que o apóstolo Paulo assevera sobre a fornicação, nega a respeito de qualquer outro pecado». (Robertson e Plummer, in loc.},

« ...fora ... », nesse caso, é palavra que significa algo como «sem efeito sobre o destino do corpo» (novamente falando apenas em sentido relativo). Por essa razão é que Alford (in loc.) comenta a respeito dessa questão como segue: A assertiva do apóstolo é estritamente veraz. O alcoolismo e a glutonaria são pecados feitos no corpo e através do corpo, sendo praticados mediante o abuso do mesmo, porém, são coisas introduzidas de fora, erradas em seu efeito, cujo efeito é dever de cada individuo prever e evitar. Mas a fornicação é a 'alienação daquele corpo que pertence ao Senhor, fazendo do mesmo, corpo de uma prostituta'; não é um 'efeito' sobre o corpo deles, com base na participação de coisas vindas de fora, mas antes, é uma 'contradição da verdade' do corpo, proveniente 'de dentro' de si mesmo.

É bem provável que Paulo concordaria com essa opinião de Alford. O que é inegável é que Paulo não subscreveria àquela filosofia que afirma que todos os pecados são igualmente maus, não havendo qualquer gradação de pecado. (AL IB LAN NTI RO)

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Candeias. pag. 65-67.

20.14 — O sétimo mandamento e relativo ao adultério. Deus considerava a santidade do matrimonio como uma responsabilidade sagrada similar a santidade da vida (v. 13), pois o relacionamento no contexto conjugal é um símbolo de fidelidade.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 166.

Sétimo Mandamento:

Contra o adultério. No artigo geral, no Dicionário, intitulado Dez Manda- mentos, ofereço notas detalhadas sobre essa questão que devem ser lidas em conjunto com as deste versículo. Assim como os filhos devem honrar seus pais (Êxo. 20.12), e como os pais devem honrar seus filhos (Efé. 6.4), assim também os cônjuges devem honrar-se mutuamente. Isso faz parte de uma estrutura social que prospera, pelo que faz parte da segunda tábua dos Dez Mandamentos. Desse modo fica salvaguardada a solidariedade da família. A poligamia sempre fez parte da sociedade hebreia, pelo que ter mais de uma esposa, ou ter uma esposa e várias concubinas não era algo proibido pelo sétimo mandamento. Antes, 0 que era condenado era a sedução da esposa de outro homem, ou (em casos mais raros) a sedução, por parte de uma mulher, do marido de outra mulher. Ver no Dicionário 0 artigo intitulado Poligamia.

O trecho de Mateus 5.27 ss. elabora aquilo que constituí 0 adultério, mostrando- nos que está envolvido mais do que atos sexuais ilícitos. Existe aquele adultério da mente, de que nenhum homem ou mulher escapa. Ver também Heb. 13.4 e Lev. 20.10.

O que está implícito no adultério ou no sétimo mandamento? O Grande Catecismo de Westminster, respondendo à pergunta 139, elabora:

“O adultério, a formicação, 0 estupro, 0 incesto, a sodomia, as paixões desnaturais, a imaginação impura, a impureza nos propósitos e nos afetos, a linguagem Imoral, os olha- res sensuais, 0 comportamento imodesto, as vestes imodestas, os casamentos ilegítimos, a tolerância de bordéis ou de qualquer tipo de prostituição, 0 indevido adiamento no casamento, 0 divórcio, a separação ou deserção do cônjuge, a preguiça, a glutonaria, 0 alcoolismo, as gravuras, as danças, as peças teatrais e qualquer outra coisa que excita ou promova pensamentos impuros”.

Ό sétimo mandamento trata a família como uma unidade social. Seu real interesse é a sacralidade do matrimônio. Somente por implicação envolve a gama inteira da moralidade sexual (J. Edgar Park, in loc.).

“Esse mandamento adverte contra a ditadura do copo físico” (J. Coert Rylaarsdam, in loc.).

O código de Hamurabi (artigo 157) requeria a pena de morte na fogueira para esse tipo de pecado. O trecho de Levítico 20.10 requeria execução por apedrejamento. Ver no Dicionário o artigo Apedrejamento. Ver também Deu. 23.22-24.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 393.

APEDREJAMENTO

No hebraico ha duas palavras a serem consideradas, e no grego também. No hebraico, uma das palavras significa «matar por apedrejamento.., e a outra ..dar à morte por apedrejamento», No grego temos lithádzo e katalithãdzo, A primeira significa «apedrejar», e a segunda «apedrejar até à morte. Todas essas palavras indicavam o ato de apedrejar a alguém até à morte, como ato de castigo capital.

A forma mais comum de punição capital, prescrita pela lei bíblica, era o apedrejamento. Geralmente era executado fora dos muros das cidades (ver Lev. 24:23; Núm. 15:35,36; I Reis 21:13). As testemunhas de acusação (a lei requeria um mínimo de duas - Deu. 17:6) colocavam as mãos sobre a cabeça do ofensor (ver Lev. 24:14), transferindo assim a culpa da comunidade para o ofensor. As testemunhas jogavam as primeiras pedras, e os demais faziam o resto (ver Deu. 17:7). Tudo era feito com o intuito de expurgar da- comunidade o mal ou males praticados (ver Deu. 22:21).

Havia dez formas de ofensa punidas por apedrejamento:

  1. a adoração a deuses falsos ou aos astros (Deu. 17:2·7); 2. indução à adoração de deuses falsos (Deu. 13:6-11); 3. blasfêmia (Lev. 24:14·23; 1 Reis 21:10-15); 4. sacrifício de crianças a Moloque (Lev, 20:2-S); S. adivinhação por meio de espíritos (Lev. 20:27); 6. quebra do sábado (Núm. IS:32-36); 7. adultério (Deu. 22:21-24); 8. desobediência filial (Deu. 21:18-21); 9. quebra de pactos públicos (Jos. 7:25; também havia o castigo da fogueira, em tais casos); 10. homicídio por meio de um boi (Êxo, 21:28-32). Esse último caso é o único que envolve um animal, embora o trecho de Êxodo 19:13 ameace tanto o homem como o seu animal com apedrejamento, se qualquer um deles tocasse no monte Sinai. Finalmente, embora o apedrejamento não seja mencionado, talvez esteja implícito quando a pena de morte é prescrita para o caso de um profeta que profetize em nome de alguma outra divindade (ver

Deu. 13:1-S).

A grande abundância de pedras na Palestina fazia do apedrejamento a mais comum das punições capitais. Também era uma maneira conveniente de exprimir ira ou ódio. O Senhor Jesus foi várias vezes ameaçado de apredrejamento, com base em trechos bíblicos como Exo. 17:4; Núm. 14:10 e I Sara. 30:6, o que também aconteceu com Paulo, conforme se vê em João 10:31-33; 11:8; Atos 14:5,19. Algumas vezes, o apedrejamento chegava mesmo a ser executado, como se deu com Adorão (I Reis 12:18), Zacarias (11 Crô. 24:21) e Estêvão (Atos 7:S8,59). (ND Z)

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Candeias. pag. 207.

  1. É preciso vigiar.

E pode começar antes do casamento. Se um casal de jovens desobedece à Palavra de Deus, no namoro ou no noivado, está lançando as sementes daninhas que gerarão um casamento infeliz. Durante o casamento, se o casal não valoriza os princípios de Deus para a família, e desobedece a sua doutrina, está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7.26).

Viver a vida a dois, com amor, dedicação um ao outro, com fidelidade, parece que não é estimulante. Mas trair, prevaricar, ter novas experiências amorosas, isso agrada à carne. E terrível saber que a influência de novelas e seriados tem tanto poder sobre a mente das pessoas, até mesmo de evangélicos. São inúmeros os casos em que essa influência diabólica tem sido fator que contribui para a infidelidade. Isso se deve à banalização da infidelidade, na mídia.

A condenação de Deus ao adultério foi expressa, solenemente, pelo Senhor, quando Ele chama a atenção dos sacerdotes para a calamitosa situação espiritual deles próprios e da nação de Judá (Ml 2.13-15).

Numa cerimônia de casamento, em muitas igrejas, há exemplos de quanto os noivos se preocupam com o cerimonial, com a ornamentação do templo, com a quantidade de testemunhas de cada lado, do noivo e da noiva. M as não são raros os casos em que tais casamentos, com tanta pompa, acabam em divórcio. Não será porque se esqueceram de que Deus foi testemunha de seu compromisso? E depois esse compromisso foi quebrado, de forma decepcionante, pelo adultério? È indispensável que os casais cristãos preparem-se melhor para o casamento, dando mais valor ao lado espiritual de sua união, diante de Deus, do que ao luxo e à pompa da cerimônia.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 69-70.

VIGIAR

gregoreõ (ypnyopéw), “vigiar” é encontrado em 1 Ts 5.6.10. e em mais 21 outros lugares nos quais ocorre no Novo Testamento (por exemplo, em 1 Pe 5.8). Não é usado no sentido metafórico de “estar vivo”: aqui é posto em contraste com o verbo katheudõ, “dormir”, que nunca é usado pelo apóstolo Paulo com o significado de "estar morto” (só tem este significado no caso da filha de Jairo). Por conseguinte, o significado aqui é a vigilância e a expectativa em contraste com a falta de firmeza e a indiferença. Todos os crentes viverão juntos com Cristo a partir do tempo do arrebatamento descrito em 1 Ts 4: todos temos vida espiritual agora, embora a condição espiritual c a consecução de cada um varie consideravelmente. Aqueles que são negligentes e falham em estar alertas, sofrerão perda (por exemplo. 1 Co 3.15; 9.27; 2 Co 5.10), mas aqui o apóstolo não está lidando com esse aspecto do assunto.

O que ele esclarece é que o arrebatamento dos crentes na segunda vinda dc Cristo dependerá somente da morte de Cristo por eles, c não da condição espiritual deles. O arrebatamento não é questão de recompensa, mas de salvação.

  1. E. VINE; Merril F. UNGER; Wllliam WHITE Jr. Dicionário VINE. Editora CPAD. pag. 1059.

101.3

Não porei cousa injusta diante dos meus olhos. O bondoso rei enfrentaria muitas tentações e muitos maus exemplos. Coisa alguma que fosse vil seria tolerada diante de seus olhos, para que o fizesse pecar ou perpetuar alguma forma'de injustiça. Os olhos do rei não contemplariam maldade alguma. Já um monarca maldoso cobiçaria com os olhos, e, tendo poder de obter qualquer coisa que lhe agradasse, se apossaria de tudo que o atraísse. O bom monarca, entretanto, resistiria a tal tentação. Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

(I João 2.16)

Os que se desviam da fé dão mau exemplo e encorajam outros a segui-los. O bom rei, entretanto, não se deixaria impressionar por esses maus exemplos, nem se permitiria tentar por seus feitos. De fato, ele odiaria as obras dos tais, e mal algum praticado se apegaria a ele. O que eles fizessem seria como uma doença mortífera. O homem bom mostrar-se-ia imune a tais enfermidades espirituais.

Coisas como guerras injustas, alianças profanas, saques, impostos excessivos, luxo exagerado, casas e possessões extravagantes, cortes suntuosas, nada desse jaez tentaria um bom rei. Antes, ele odiaria tais obras e as evitaria como se fossem uma enfermidade mortal, o que elas realmente são para a alma. Cf. Deu. 13.17.

Cousa injusta. Literalmente, temos aqui, no original hebraico, “coisas de Belial”, ou seja, coisas sem valor, coisas ímpias. As coisas de Belíal eram os brinquedos dos reis orientais. Mas um bom rei não brincaria com esses jogos.

O proceder dos que se desviam. Desviam-se do quê? De Deus e do bem; da moderação e da lei.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2368.

4.8 Aquilo que colocamos em nossa mente determina o que falamos e fazemos. Paulo nos aconselha a programar nossa mente com pensamentos que sejam verdadeiros, honestos, justos, puros, amáveis, de boa fama, virtuosos e louváveis. Você tem algum problema com pensamentos impuros ou com devaneios? Examine o que está colocando em sua mente por meio da televisão. dos livros, das conversas, dos filmes ou das revistas. Substitua toda informação perniciosa por material de valor. Acima de tudo. leia a Palavra de Deus e ore. Peça a Deus para ajudá-lo a direcionar sua mente para aquilo que é bom e puro. Essa atitude requer alguma prática e disciplina, e você certamente é capaz de fazê-lo.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 1668.

4.8 verdadeiro. Tudo o que é verdadeiro se encontra em Deus (2Tm 2.25), em Cristo (Eí 20.21), no Espírito Santo (Jo 16.13) e na Palavra de Deus (Jo 17.17). respeitável. O termo grego significa "digno de respeito". Os cristãos devem meditar cm tudo aquilo que é digno de respeito e adoração, ou seja, o sagrado em oposição ao profano, justo.

Diz respeito ao que: é certo. O cristão tem de pensar em harmonia corri o padrão divino de Deus de santidade, puro. O que é moralmente limpo e imaculado, amável. O termo grego quer dizer "agradável" ou "afável". Por inferência, os cristãos devem concentrar-se no que é bom e agradável, boa fama. O que é altamente respeitado ou de boa intenção. Refere-se ao que é, em geral, bem conceituado no mundo, como a bondade, a cortesia e ao respeito pelos outros.

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 1623.

26.41 — Os discípulos precisavam ficar acordados e orar porque em breve seriam provados. A palavra carne aqui se refere à natureza humana. O contraste entre a natureza dos discípulos e a força do Senhor é impressionante. Já que a carne é fraca, todo filho de Deus precisa de poder sobrenatural (Rm 8.3,4).

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 79.

Ele lhes deu bons conselhos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (v. 41). [1] Havia uma hora de tentação se aproximando, e estava muito perto; as dificuldades de Cristo eram tentações que poderiam levar os seus seguidores a não crerem nele e a não confiarem nele, a negá-lo e desertá-lo, e a renunciarem a todo o relacionamento com Ele. [2] Havia o perigo de os discípulos entrarem em tentação, como em um laço ou armadilha; o perigo de entrarem em negociações com a tentação, ou passarem a ter uma boa opinião sobre ela, de serem influenciados por ela, e tenderem a transigir em relação a ela; este é o primeiro passo para ser vencido por ela. [3] O Senhor, portanto, os exorta a vigiar e orar: “Vigiai comigo e orai comigo”. Enquanto eles estavam dormindo, perderam o benefício de se juntarem a Cristo em oração. “Vigiai vós mesmos, e orai vós mesmos. Vigiai e orai contra esta tentação presente de sonolência e segurança; orai para que possais vigiar; rogai a Deus por sua graça para vos manter acordados, agora em que há ocasião”. Quando estamos sonolentos no culto a Deus, devemos orar, como fez, certa vez, um bom cristão: “O Senhor me livre deste demônio da sonolência!” Senhor, vivifica em mim os teus caminhos. Ou: “Vigiai e orai contra outra tentação com que possais ser atacados; vigiai e orai para que este pecado não prove a entrada de muitos mais.” Note que quando percebemos que estamos entrando em alguma tentação, temos a necessidade de vigiar e orar.

HENRY. Matthew. Editora CPAD. Mateus. pag. 356.

  1. Buscar a presença de Deus e não desprezar o cônjuge.

A Palavra de Deus exorta os maridos a amarem suas esposas (Ef 5.25). Esse amor deve começar pelo relacionamento espiritual, com o amor de Deus, o amor “ágape”; e ser cultivado, através do amor humano, do amor conjugal, sincero e dedicado.

Quando o esposo e a esposa cultivam o relacionamento com Deus, em seu lar, dando tempo para atividades simples, no aspecto espiritual, a tendência é que o casamento seja fortalecido e sua família edificada, segundo os princípios de Deus. Para tanto, é indispensável que haja um ambiente espiritual no lar. E os sacerdotes da família são os pais, antes mesmo de terem os pastores como seus líderes. A Igreja começa no lar, e este não substitui a igreja local, nem esta substitui o lar. Mas é no lar que deve ter início o culto a Deus. Quando o casal cultiva o relacionamento espiritual com o Senhor, no seio da família, está edificando sua casa sobre a Rocha (Mt 7.24,25).

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 70.

II - AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE.

  1. Afastamento de Deus.

5.3 - Essa “mulher estranha" é descrita como uma prostituta. Em Provérbios, há muitas advertências contra o sexo ilícito por várias razões. O charme de uma prostituta é para tentar o homem levando-o a cometer erros e/ou a deixar de buscar a sabedoria.

A imoralidade sexual sempre foi extremamente perigosa, porque destrói a vida familiar; corrói a capacidade de amar; degrada os seres humanos, transformando-os em meros objetos. A imoralidade sexual pode levar a enfermidades graves e resultar em filhos não desejados; é contrária às leis de Deus.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 839.

O tema é a sabedoria aplicada às relações entre os sexos. Após um apelo inicial, para que se preste atenção (1-2), o mestre prossegue para fazer uma descrição da mulher estranha e suas atrações (3-6), uma injunção para evitá-la (7-8), uma advertência sobre o que sucede às suas vítimas (9-14), um apelo para que se aprecie o santo amor (15-19), e um lembrete que Deus está a observar tudo continuamente (20-23).

Essa mulher estranha é uma figura que frequentemente aparece no livro de Provérbios (cf. 2.16; 6.24; 7.5; 20.16; 23.27; 27.13). Falando em termos gerais, existem quatro pontos de vista diferentes sobre o significado dessa frase: primeiro que ela representa meretrizes ou adúlteras israelitas, que são descritas como "estranhas" porque não têm direito à relação com o povo de Israel; o segundo diz que a mulher é estranha por ser "estrangeira", e que aqui são aludidas mulheres cananéias ou fenícias (sabemos que a prostituição religiosa era praticada na religião dos cananeus); o terceiro é que isso se refere a um culto estrangeiro, talvez de Astarte, a deusa do amor, com forte elemento sexual, e que tinha relações comerciais com países circunvizinhos; o quarto ponto de vista afirma que toda a passagem é alegórica e se refere às seduções da filosofia ou religião grega. Desses, o primeiro é o que apresenta uma explicação mais simples, mais natural, e a que melhor se coaduna com as declarações em 2.17 e 7.19 e segs.

NOVO. Comentário da Bíblia. Provérbios. pag. 24.

5.3 lábios... palavras. A sedução começa com palavras lisonjeiras ardilosas (cf. 2.16). Os lábios de mel devem fazer parte do amor verdadeiro dentro do casamento (Ct 4.11).

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 801.

59.1-14 - O pecado ofende ao nosso Deus e separa-nos dEle. Por ser santo. Ele não pode ignorar, relevar ou tolerar nossos erros como se fosse algo sem importância. O pecado rompe o relacionamento das pessoas com Deus. erguendo uma parede que isola aqueles a quem Ele ama. Não é de admirar que essa longa relação de pecados ignóbeis provoque-lhe a ira e obrigue-o a virar o rosto aos homens. As pessoas que morrem levando consigo uma vida de pecados náo perdoados ficam eternamente separadas do Criador. Deus desejaria viver com elas para sempre, mas, ao mesmo tempo, não pode trazê-las à sua santa presença, porque os seus pecados não foram removidos enquanto viviam na terra. Você já confessou os seus pecados a Deus e permitiu que Ele os removesse? O Senhor pode salvar-nos se nos voltarmos a Ele.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 949.

O PECADO SEPARA DO SALVADOR 59.1-3

1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Depois de falar resumidamente de restauração futura, Isaías retorna à situação nos dias de Manassés. Como em 49.14,15, o problema não está com Deus, mas com o povo. A capacidade de Deus para “salvar” e “ouvir” as orações do seu povo não está de qualquer forma limitada. Ele está pronto e esperando.

2 Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

De fato, os pecados intencionais estavam separando o povo do seu Deus. Todos os pecados realmente são contra Deus, que criou e ama a todas as pessoas. Os seus pecados eram como uma parede que escondia a face de Deus (separava-os de sua presença) e os impedia de escutar e atender aos seus pedidos.

HORTON. Staleym. M. Serie Comentário Bíblico Isaias. pag. 489-490.

59.1

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar. O Poder Está com Yahweh. Sua mão é salvadora. Quanto à mão (o instrumento de poder e ação), ver Sal. 81.14. Ver sobre mão direita em Sal. 20.6, e sobre braço em Sal. 77.15; 89.10 e 98.1. Além disso, Deus tinha o coração aberto ao clamor dos desolados. Deus esperou por orações de arrependimento em vão. O povo de Israel que estava na Terra Prometida logo caiu novamente em seus antigos pecados e tornou-se "cativo do pecado" na Terra Prometida. No entanto, eles não tinham sabedoria suficiente para ao menos reconhecer sua necessidade. As coisas não tinham evoluído conforme se esperava, após o retorno da Babilônia. E o profeta Isaías os informou de que as razões para isso estavam do lado deles, e não do lado de Deus.

59.2 59.7

Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus. As iniqüidades do povo de Israel eram, um vez mais, a raiz dos problemas. Eles desconsideraram a lei e suas demandas. E afundaram-se em apostasia, levantando uma barreira de separação entre eles e Yahweh. Fizeram o Senhor ocultar o Seu rosto por trás daquele véu de pecados. Eles O tornaram surdo para com tantas iniqüidades. Por isso eles agora O achavam indisposto a responder a seus apelos e às suas orações. Os homens entraram no santuário para buscar a face de Deus, mas para eles não houve a glória shekinah, nem a grande nem a pequena. A adoração era uma espécie de busca do rosto de Yahweh. A presença divina poderia curar, mas a barreira de pecados não permitia uma operação graciosa. Os pecados incluíam transgressões pesadas como crimes de sangue (vs. 3) e, conforme podemos estar certos, a idolatria.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2954-2955.

  1. Morte espiritual.

O sábio Salomão, usado por Deus, exortou e advertiu quanto aos perigos do adultério. Sua palavra era a Palavra de Deus convocando seus filhos à vigilância contra a infidelidade conjugal. Com um realismo extraordinário, o Senhor verberou contra a prática pecaminosa, reconhecendo que “os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite” (Pv 5.3).

A experiência humana demonstra que o sexo ilícito tende a provocar mais prazer do que o sexo lícito do esposo com a esposa. Ao longo dos anos, as lutas da vida podem causar desgastes no relacionamento amoroso entre os cônjuges. Satanás induz ao relacionamento com pessoas estranhas, na busca de mais prazer. E comum a amante, a prostituta, a adúltera propiciar ao marido infiel a prática de atos que não são admitidos pela esposa. E a carnalidade provoca o prazer mais intenso. São “favos de mel” que, depois, podem transformar-se em “favos de fel”.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 73-74.

6.25-35 - Algumas pessoas argumentam que não ha problema em infringir a lei de Deus. cometendo pecados de ordem sexual, uma vez que ninguém se fira. Na verdade, alguém sempre é ferido em uma situação como esta. No caso de adultério, os cônjuges são feridos e os filhos sofrem. Ainda que o pecado não resulte em enfermidades ou em uma gravidez indesejada, os que são por ele afetados podem perder sua habilidade de cumprir compromissos por causa do desejo sexual; podem confiar e se abrir completamente para outra pessoa, perdendo a noção de si. As leis de Deus não são arbitrárias. Elas não proíbem o bem e a diversão saudável; advertem-nos contra a nossa destruição devido a ações impensadas ou por nos adiantarmos ao tempo estabelecido por Deus.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 841.

6.27-35 — Furta para saciar-se, tendo fome. Este trecho não apoia o roubo. Simplesmente compara o roubo, que poderia ser uma ação até compreensível se a razão for a fome, com o adultério, que nunca faz sentido. Jogar fora o compromisso com sua companheira da vida inteira é loucura. Para os antigos israelitas, fidelidade conjugal era sinal de fidelidade a Deus. Mas vale ressaltar que naquela época se um homem roubasse alimento era condenado a restituir sete vezes o valor roubado.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 955.

Vv. 20-35. A Palavra de Deus tem algo para nos dizer em todas as ocasiões. Que a repreensão fiel nunca nos incomode. Quando consideramos o quanto este pecado abunda, quão odioso é o adultério em sua própria natureza, que más consequências o acompanham, e quão certamente destrói a vida espiritual e a alma, não é de nos assombrar que as advertências contra ele sejam repetidas tão frequentemente. Observemos os temas deste capítulo. Lembremo-nos de quem voluntariamente se fez nosso fiador, quando éramos estranhos e inimigos. E os cristãos, com as perspectivas, motivos e exemplos que têm, serão preguiçosos e negligentes? Descuidaremos do que agrada a Deus e do que Ele recompensa bondosamente? Vigiemos sobre cada sentido pelo qual algum veneno possa entrar em nossas mentes ou afetos.

HENRY. Matthew. Editora CPAD. C0mentário Matthew Henry. Provérbios. pag. 11.

3.7 — Os maridos cristãos devem cuidar de suas esposas com o mesmo espírito altruísta que os cristãos cidadãos (1 Pe 2.13' 17), os cristãos subalternos (1 Pe 2.18-25) e as esposas cristãs (v. 1-6).

Com entendimento. O marido cristão deve ser sensível às necessidades de sua esposa, a suas forças e fraquezas, e seus objetivos e desejos. Ele tem de conhecê-la o máximo que puder, para fazer com que ela se sinta plenamente realizada. Dando honra. O marido cristão tem de honrar sua esposa porque ela merece ser honrada (v. 1-6).

Vaso mais fraco. Esta fraqueza diz respeito à física, pois o termo vaso aqui se refere ao corpo humano. Sendo vós seus co-herdeiros. O relacionamento descrito aqui é entre o marido e a esposa cristãos, já que todos os cristãos, e somente eles, são os herdeiros da graça da vida (Rm 8.17). Para que não sejam impedidas as vossas orações. O relacionamento espiritual do marido cristão com Deus é diretamente influenciado pelo modo como ele trata sua esposa.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 698.

Dando honra à esposa (7). Se compararmos 2.13,17 com este versículo, veremos que a palavra honra traz em si alguma ideia de sujeição. Assim deve o marido exercer um pouco de auto subordinação, com referência à esposa. A mulher é aí chamada parte mais frágil porque é fisicamente mais débil, em alguns respeitos, que o homem. Não se trata aqui de inferioridade intelectual ou moral, embora que no mundo antigo fosse isto admitido. O homem é havido como parte mais forte no sentido de ser mais musculoso e de arcar com maiores responsabilidades no lar, visto como é ele quem sustenta a família (cf. 1Ts 4.4). A razão de o marido honrar assim a sua esposa vem declarada na frase por isso que sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida (7). O sentido pode ser este: visto como são ambos cristãos, partilham igualmente daquela vida eterna que a aceitação do evangelho traz. Pensam outros que, pelo fato de Pedro provavelmente se dirigir aqui aos maridos de esposas pagãs, refere-se ao poder de transmitir vida natural, trazendo outros seres humanos ao mundo. Por fim mais uma palavra. Falta de compreensão entre marido e mulher, egoísmo da parte de um ou de outro, ou qualquer coisa que provoque atritos no lar, certo que se farão sentir na vida espiritual, estorvando a vida de oração das pessoas em causa.

NOVO. Comentário da Bíblia. 1 Pedro. pag. 26.

  1. Maridos, vós, igualmente. Passando agora às implicações da santidade no marido, Pedro prescreve que o relacionamento conjugal deve existir em termos de consideração mútua com discernimento. Eis aí o oposto do egoísmo. Tendo consideração para com a vossa mulher.

A palavra tendo (gr. aponemo’) indica uma tarefa deliberada, uma propositada canalização de honra (relacionada com "precioso") concedida à esposa, que diante da graça de Deus é co-herdeira. Para que não se interrompam as vossas orações. Ressentimentos que se originaram da conduta egoísta no lar toma impossível a oração eficaz. A oração eficaz tem de ser "sem ira" (I Tm. 2:8).

MOODY. Comentário Bíblico. 1 Pedro. pag. 19-20.

  1. Um lar despedaçado.

Desestruturação familiar, A família sempre foi considerada a célula-máter da sociedade. Um país que valoriza a família, certamente tem alicerces morais e éticos mais fortalecidos. Infelizmente, no Brasil, a família está sendo atacada de modo impiedoso, tanto do lado espiritual, pelas forças diabólicas, quanto pelas forças das instituições que, guiadas por filosofias materialistas, atentam contra a estrutura familiar. Esses são ataques externos à família.

O adultério é um ataque direto à organização familiar. Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família. Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge. Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo se com drogas, bebida e prostituição. Quem adultera está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7.26).

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 75-76.

2.16 Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o repúdio; e também aquele que cobre de violência as suas vestes. Yahweh-Elohim expressa Seu ódio pelo divórcio. No entanto algumas pessoas se envolveram nele tão trivialmente , como se trocassem de roupa. Um divórcio indevido é um ato de violência. O homem que se divorcia frivolamente se veste em roupas de violência e perpetua grande injustiça. Ou, talvez, o significado seja o de que ele cobre a mulher divorciada com as roupas da violência. A vestimenta pode significar a própria esposa, e o homem que “arranca a primeira roupa” para “vestir-se com outra ” machuca violentamente aquela que foi desprezada. Alguns intérpretes veem aqui a ideia de que o homem “cobre seu ato de violência com o fingimento de estar agindo bem”. O divórcio, fala o profeta, é “negócio sério", portanto, cuidado! “... não quebre a fé” (NCV);

“não aja de maneira traidora ” (KJV).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3709.

  1. Odeia o repúdio. Isto é, Deus odeia o divórcio. Em parte alguma o V.T. aprova o divórcio, embora prescreva o que deve ser feito sob dadas circunstâncias nas quais o divórcio acontecia (Dt. 24:1-4; veja também Mt. 19:7, 8). Que cobre de violência. Traduza-se antes, e a violência cobre suas vestes. As próprias vestes dos israelitas culpados era, à vista de Deus, manchadas pelo seu pecado hediondo (cons. Zc. 3:3, 4).

MOODY. Comentário Bíblico. Malaquias. pag. 10.

2.16 — Desleais. Para o Senhor, tratar os votos e obrigações do casamento com indiferença é a atitude de um traidor.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 1415.

O Senhor... aborrece o repúdio (16). O profeta não deixa dúvida em seus ouvintes, quanto à atitude do Senhor para com aqueles divórcios, assim justificando seu apelo que diz: guardai-vos em vosso espírito (15), ou seja, prestai atenção.

Aquele que encobre a violência com o seu vestido (16), melhor: "que encobre o seu vestido com violência". Quando um homem tomava uma mulher como esposa, lançava sobre ela a sua capa (cf. Rt 3.9). Neste versículo, por conseguinte, "vestido" deve ser compreendido no sentido de "esposa".

NOVO. Comentário da Bíblia. Malaquias. pag. 9.

2.15.16 - A frase “e ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade” significa estabelecer com o casamento o mesmo compromisso que Deus tem com suas promessas para o seu povo. Nosso amor conjugal deve ser exclusivamente reservado ao nosso cônjuge.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 1203.

III - CONSELHOS CONTRA A INFIDELIDADE.

  1. Fuja das tentações.

O cristão, por mais que se considere santo, não está imune às tentações. Jesus em tudo foi tentado, mas não pecou (Hb 4.15). Se Jesus foi tentado, Davi foi tentado (e caiu vergonhosamente), Sansão foi tentado, Salomão foi tentado; o crente, nos dias presentes, não pode achar que está livre de cair em tentação. Alguns conselhos práticos podem resguardar o servo ou a serva de Deus, da vergonha da queda, e da destruição de seu ministério, do seu casamento, e da sua honra. Como escapar das tentações:

  1. Vigiando e orando. A “carne é fraca...”(Mt 26.41). O cristão deve viver em oração, em comunhão permanente com o Senhor. E isso é possível. Todos os dias, desde o início da jornada, começar com oração. O cristão deve orar diariamente, passando tempo significativo na presença de Deus.
  2. Resistindo ao Diabo. O inimigo sabe que a área sexual e sentimental é um ponto sensível (e fraco) para muitas pessoas, notadamente os jovens. Ele ataca muito nessa área. Mas é possível resistir e vencer (1 Pe 5.8,9; Tg 4.7). Exemplo notável é o de José na casa de Potifar. Resistiu e venceu, ainda que tenha pagado um preço terrível. Ao final, Deus o recompensou de modo glorioso.
  3. Fugindo dos desejos ilícitos (2 Tm 2.22. P v 3.7; 22.3). Os esposos mais jovens são mais visados pelas tentações do sexo; o Diabo aproveita-se dos problemas do casal para investir na infidelidade. Todavia, os de mais idade não estão imunes a pensamentos pecaminosos. A batalha contra as tentações está na mente, nas emoções, nos sentimentos; é preciso guardar o coração (a mente — Pv 4.32); o pensamento deve ser levado cativo (2 Co 10.5) e precisamos renovar o nosso entendimento (Rm 12.1-3).
  4. Reconhecendo que Deus é dono do nosso corpo (1 Co 6.20). Só devemos usá-lo (seus membros) de acordo com a vontade do Dono. Um dia, prestaremos contas ao Dono do corpo daquilo que fizemos com sua propriedade.
  5. Conscientizando-se d e que o corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19). Ê a dimensão espiritual do corpo. Não podemos profanar, sujar, manchar ou degradar o templo de Deus; há quem ensine que, nas quatro paredes do quarto do casal, podem fazer o que quiser. Isso é um ensino irresponsável, pois só podemos fazer com o corpo o que agrada ao Espírito Santo. O sexo pode e deve ser desfrutado pelo casal, mas este deve lembrar-se de que devemos glorificar a Deus em nosso espírito, em nossa alma e no nosso corpo.
  6. Buscando a santificação. E o processo contínuo, diuturno, e constante, pelo qual uma pessoa se torna santa. Sem santificação, jamais alguém, homem ou mulher, congregado, membro ou obreiro, verá ao Senhor (Hb 12.14). E a separação da vida e do ser integral, da mente e do corpo em consagração para Deus (1 Pe. 1.15; 1 Ts 4.3-7).
  7. Ocupando a mente com as coisas espirituais. Alguém já disse que “mente vazia é oficina do Diabo”. Faz sentido. Quando o cristão procura ocupar sua mente, com a oração, leitura da Bíblia e de bons livros; quando pratica o jejum, como reforço à oração, servindo ao Senhor, dificilmente vive pecando. Quando o obreiro cristão se desenvolve no ministério, preparando estudos, mensagens, sermões para alimentar a igreja local, envolve-se na evangelização, louvando, participando da obra do Senhor e ocupa a mente com o padrão requerido por Deus, é mais difícil cair (ver Fp 4.8,9).
  8. Evitando o uso da tecnologia a serviço do mal. A televisão é uma invenção extraordinária. Por ela, mensagens edificantes podem chegar a muitas pessoas. Um pregador pode alcançar milhões de telespectadores. Mas, por ela, o Diabo pode entrar nos lares e nas mentes de servos e servas de Deus. Pesquisas mostram que onde chega o sinal de determinadas emissoras, com a transmissão de novelas, o número de separações de casais aumenta. Não é por acaso. Certas programações, na TV secular, são fruto do plano do Diabo para destruir a moral, os bons costumes, o lar e o casamento. Por isso, diz a Bíblia: “Não porei coisa má diante de meus olhos” (SI 101.3). Pior que a TV é a internet, quando usada para o pecado. Muitos casais estão prejudicados em seu casamento, por causa do vício de um cônjuge, que se deixa escravizar pelos contatos virtuais ilícitos. Há cristãos viciados em sexo virtual, em pornografia e relacionamentos com pessoas estranhas, o que equivale a adultério, segundo ensino de Jesus (Mt 5.28). Assim, o cristão deve evitar a TV e a Internet imorais, as revistas pornográficas, as novelas, cujo enredo é demonismo e sexo explícito, traição, violência, inversão de valores, desrespeito a Deus. Pergunta: Será que Jesus está ao lado de uma irmã, ou irmão, quando está assistindo à novela? Ou quando está diante da internet, acessando sites pornográficos?
  9. Ocupando a mente e o corpo com atividades lícitas. Quando o cristão ocupa-se com trabalho (mente desocupada é oficina do Diabo), exercícios físicos moderados e saudáveis, de acordo com sua idade são muito úteis à saúde (2Ts 3.10,11; 1 Tm 4.8).

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 78-80.

10.16 - A oposição dos fariseus aos discípulos foi comparada à atitude dos lobos para com as ovelhas: devastadora. A única esperança dos discípulos era procurar em seu Pastor a proteção.

Nós também podemos enfrentar hostilidade semelhante. Devemos, como os discípulos de Jesus, adotar uma atitude de prudência e sensatez. Não devemos nos comportar como fantoches ingênuos nem ser coniventes com a mentira. Devemos encontrar um ponto de equilíbrio entre a sabedoria e a adaptabilidade, ao fazermos a obra de Deus.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag. 1238.

Prudentes como as serpentes (16). Cf. Gn 3.1, a frase revela quão necessária seria a sabedoria, de vez que a serpente era universalmente considerada a mais prudente de todos os animais. A natureza daquela virtude seria bem diferente, como a seguinte frase indica. Vê-se o exemplo desta sabedoria na prática, em 1Co 9.19-23. É sugestivo que estas qualidades deviam manifestar-se em face da terrível oposição que haviam de encontrar. Com o vers. 17, cf. Mc 13.9-13; Lc 12.11-12; 21.12-19.

NOVO. Comentário da Bíblia. Malaquias. pag. 43.

AQUI começa a segunda parte deste discurso de Jesus (o qual constitui 0 segundo grande bloco de seus ensinos, cm torno dos quais o evangelho de Mateus foi formado). Ver notas cm Mat. 5:1 e 10:5.

Estes versículos parecem ter aplicação local, tanto quanto profética. O vs. 23 é visto por alguns como alusão à grande tribulação, que precederá imediatamente a volta de Cristo, quando os fiéis propagarão sua mensagem. A expressão *até que venha o Filho do homem· parece referir-se ao futuro, ao segundo advento de Cristo, e não somente ao término do ·segundo circuito· dos doze pela Galileia. Ver nota no vs. 23 quanto às diversas explicações sobre essa expressão. Nota-se que certas porções dessa secção aparecem em diversas conexões, em Marcos e Lucas, fato esse que demonstra que as palavras devem ter aplicação mais ampla do que simplesmente a volta dos doze de sua excursão pela Galileia. Provavelmente Jesus mostra aqui os tipos de oposição que seus discípulos enfrentariam, tanto naquele tempo como mais tarde. no período da igreja e imediatamente antes de sua segunda vinda. Assim sendo, as palavras dirigidas aos setenta (antes da terceira viagem à Galileia). em Luc. 10:1-12, incluem instruções e—ensinos idênticos—aos que encontramos no décimo capitulo de Mateus. Provavelmente Jesus proferiu palavras semelhantes por diversas vezes, em circunstâncias diferentes. Outrossim, segundo o costume do autor deste evangelho, não é improvável que tenhamos, neste capítulo, palavras proferidas sob circunstâncias diferentes e cm outras ocasiões, as quais são reunidas neste lugar, constituindo, assim, um dos grandes blocos de ensinos de Jesus. De modo geral, portanto, o autor mostraria que Jesus baixou tais instruções aos discípulos, antes de darem início à obra; mas também pode ser que nem todas essas palavras tivessem sido ditas no mesmo discurso e na mesma oportunidade. Ver notas sobre os problemas da harmonia dos evangelhos, em Mat. 6:9-15; 8:1,2; 8:20: 8:25 e na secção final sobre a historicidade dos evangelhos, quc faz. parte da introdução a este comentário.

Ovelhas para o meio de lobos. Jesus preparou os discípulos para que enfrentassem duras experiências, que incluiriam a perseguição. Primeiro mostrou que não deveriam esperar riquezas ou valores, segundo são reputados pelo mundo. Em seguida, mostrou que alguns rejeitariam sua missão c sua mensagem. Finalmente, mostrou que a rejeição pode incluir a perseguição e até mesmo a morte.

Mais uma vez, em seus ensinos, Jesus lança mão do simbolismo das ovelhas. Ver nota sobre Mat. 10:6. Com esse simbolismo, Jesus indica divisas coisas: 1. As ovelhas são pessoas sob a direção dc um pastor; 2. o pastor é 0 responsável pela defesa das ovelhas, porque é claro que tais pessoas não sabem defender-se; 3. provavelmente também sugere que os discípulos. em comparação aos homens dotados de má intenção, são inocentes, fracos, humildes, mansos, gentis, simples. Na literatura judaica nota-se que, ocasionalmente, 0 povo de Israel era descrito, ao ser considerado no meio das nações gentílicas, como ovelhas no meio de lobos.

*Lobos·. Termo usado no N.T. para indicar os perseguidores e seu temperamento malicioso, por serem homens maus, injustos, destituídos de misericórdia, inclinados à destruição, à voracidade e à crueldade.

  • Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas». Na literatura judaica. Israel é apresentado como pombas (devido à sua simplicidade) entre os gentios, que aparecem como serpentes (devido à sua sagacidade em praticar o mal), fica evidente que tais provérbios—eram comuns—nos dias de Jesus. Este aplicou ambas as ideias (no bom sentido) aos seus discípulos. Fara sobreviverem em tempos difíceis e para terem êxito no seu trabalho, os discípulos, quais ovelhas no meio dos lobos, devem combinar as qualidades tanto das serpentes como das pombas; devem ter a sagacidade e a inteligência das serpentes, sem que isso signifique, porém, que devam ser maus como as serpentes. Jesus usa a serpente no sentido que achamos em Gên. 3:1 e Sal. 58:5. O primeiro desses trechos diz: «Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito». Não está em foco a questão da natureza da serpente; tal simbolismo seria facilmente compreendido pelos discípulos. Estes deveriam exercitar a sabedoria que vem do alto. E com essa sabedoria deveriam combinar a simplicidade das pombas.

TALVEZ a pomba seja o símbolo da pureza da alma que busca a Deus, sem almejar outra coisa além de conhecer a cie c aos seus caminhos, sem qualquer sombra de egoísmo e soberba. A pomba representa a alma simples, preservada das complicações c pecados do mundo. Quando Jesus viu a Natanael, disse: ·Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!» (João 1:47). Esse é o espírito das pombas. Ê rara a combinação de sabedoria e simplicidade. Alguns têm sabedoria, mas não simplicidade; outros possuem simplicidade, mas falta-lhes a sabedoria. O notável que Paulo tenha descrito suas ações e atitudes, entre os crentes de Corinto. em termos como estes: «Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com santidade e sinceridade de Deus. não com sabedoria humana, mas na graça divina, temos vivido no mundo, e mais especialmente para convosco» (II Cor. 1:2). Não é provável que Paulo tenha pensado nas palavras de Jesus (estas, que aqui encontramos, e que tratam da sabedoria) ao escrever essas palavras; e isso destaca o fato que o espirito de sabedoria da serpente e o espírito de simplicidade da pomba estavam combinados na personalidade dos apóstolos, e que ele tivesse expressado sua atitude nesses termos. Observa-se que Paulo deu a razão desse êxito em sua vida espiritual—a graça divina.CHAMPLIN, Russell Norman, Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 363.estudaalicao.blogspot.com/mauricioberwald.comunidades.net