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Historia da educação cristã antigo testamento
Historia da educação cristã antigo testamento

   

EDUCAÇÃO CRISTÃ (3)  

                    

II - A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E EM O NOVO TESTAMENTO.

 No Antigo Testamento.

  1. Sob a égide da teocracia

 

No Antigo Testamento, os pais viviam sob a Teocracia, ou sob o governo de Deus sobre o povo. Todas as normas ou doutrinas, de caráter espiritual, moral, social, educacional ou familiar, emanavam da Lei de Deus. Os pais não tinham grandes desafios no relacionamento com os filhos, pois os mesmos, desde o berço, eram criados segundo os mandamentos, os juízos e os estatutos de Deus (Dt 5.31).

 

  1. O ensino aos filhos no lar

 

Os filhos dos judeus aprendiam e absorviam o shema, ou o credo, que resumia o princípio fundamental de sua fé: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt 6.4,5). Esse ensino fazia parte do dia a dia das crianças judaicas. Uma grande lição para a educação cristã nos dias presentes (Dt 11.18-21).

 

  1. Os cuidados na educação dos filhos

 

Aos 12 anos, os meninos passavam pela cerimônia do “Bar Mitzvah”, quando já deveriam saber de cor os pontos mais importantes da lei. A sinagoga era templo e era escola também. Segundo Halph Gower, “Era responsabilidade da mãe educar tanto os filhos como as filhas durante os três primeiros anos (provavelmente até o desmame). Ela ensinava às filhas os deveres domésticos durante toda a infância delas. A partir dos três anos de idade, os meninos aprendiam a lei com o pai, e os pais também ficavam responsáveis por ensinar um ofício aos filhos. Um rabino disse certa vez: ‘O pai que não ensina ao filho um ofício útil está educando-o para ser ladrão”.

 

  1. Lições para os dias presentes

 

Nesse contexto de educação no lar, pode-se entender que os pais eram bem presentes na vida dos filhos. Estamos escrevendo sobre educação no século XXI, onde a educação é institucionalizada, seguindo um sistema oficial de ensino. Mas a educação no Antigo Testamento nos dá sugestões válidas para hoje, principalmente para a família cristã. O ensino da palavra de Deus no lar, a educação constante, como em Deuteronômio 11.18-21 é a única esperança para termos uma família firmada nos princípios da Lei do Senhor. Os pais presentes na vida dos filhos é fator indispensável para a formação do caráter cristão. Confiar apenas na escola secular é entregar os filhos a um sistema que está totalmente contaminado com as doutrinas materialistas.LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 94-93.

 

O Lar. O lar era a unidade básica da sociedade, bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e grande responsabilidade pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de Deus (Jô 5:25; Sal. 127:3; 128:3,4. Ver também Gên. 18,19 e Deu. 11:19 quanto à importância da instrução doméstica). As crianças eram treinadas em seus deveres, religiosos ou outros (I Sam. 16:11; 11 Reis 4:18). O treinamento artístico fazia parte da instrução recebida (Jui. 21:21; Lam, 5:14). Às meninas eram ensinadas prendas domésticas, por suas mães (Êxo, 35:25; II Sam. 13:8). Os meninos aprendiam negócios e ofícios. As casas numerosas, como aquelas de pessoas ricas, estavam sujeitas a uma instrução global (Gên, 18:19). O elemento religioso sempre ocupava o primeiro plano (Deu. 6:4-9; Sal. 78:3-6; Pro. 4:3). Algumas poucas mulheres, segundo todas as aparências, eram bem educadas e chegaram a tomar-se lideres (Jui, 4:4 ss, II Reis 22:14-20).

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 271.

 

Salmos 78. 5. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó. Yahweh foi o Autor da lei, e o primeiro a propagá-la. Os pais da nação de Israel a receberam e imediatamente a transmitiram a seus filhos. A partir daí, a prática foi seguida pelas gerações sucessivas de Israel.

Ver também Éxo. 13.14. “Jacó”, neste caso, é paralelo a “Israel”, e a mensagem a seus filhos começou com o Pentateuco, e, nos anos que se seguiram, mais literatura foi sendo reunida. Ver no Dicionário o verbete intitulado Cânon do Antigo Testamento.

 

Um testemunho... uma lei. Quanto à tríplice designação da lei, ver Deu. 6.1. Temos aqui somente duas palavras, que poderiam ser um simples paralelismo. Tomadas juntamente, elas falam sobre o corpo geral dos documentos religiosos de Israel. Posteriormente, vieram a significar, especificamente, o Pentateuco. É provável que a lei signifique o testemunho estabelecido em Israel, ou seja, o testemunho que Yahweh deu de Si mesmo e de Seus ensinos espirituais. Esse testemunho assumiu forma escrita, tornando assim mais fácil a transmissão, visto que as tradições orais estão sujeitas a mudanças e perversões. No vs. 7 temos os mandamentos; no vs. 10 temos a aliança baseada na lei mosaica; e no vs. 11 temos os milagres. Esses testemunhos autenticaram a mensagem e ajudaram a fazer de Israel aquilo em que ele se tornou. Os vss. 12 ss. descrevem com detalhes os milagres ou maravilhas que Yahweh realizou.

“O fato mais importante na vida do povo hebreu foi o que nosso poeta citou como testemunho e lei. Não há compreensão nem de suas histórias nem de suas tentativas de entender a história à parle desse fato... Voltando às suas origens, eles sempre acharam Deus como o Criador e o Legislador. A lei foi estabelecida não para agradar o Legislador, mas para prover o povo de Israel com um padrão de continuidade explícita, dentro da ordem da lei. A vida, para os indivíduos, não era improvisada para satisfazer emergências. Isso ocorreria se o povo seguisse o padrão que Deus lhe dera. A lei agia como uma proteção contra eles mesmos, contra seus irmãos e contra seus inimigos. Não havia alternativa à lei. O povo podia perecer, mas a lei permaneceria” (J. R. P. Sclater, in Ioc.). A isso deveríamos acrescentar que a lei deveria fazê-los viver por longos anos e prosperamente. Ver Sai. 1.2, quanto a um sumário sobre as funções da lei, em Israel.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2292.

 

(1-11) A palavra lei (1) lit. torah, tem o sentido de "ensino". Note-se a maneira como o verso 2 é citado em Mt 13.35. A ênfase que recai sobre o testemunho em Jacó (5), isto é, o ensino tradicional da família (ver vv. 3-6), se baseia em Êx 10.2; 12.26; 13.8. Duas linhas de pensamento são torcidas juntamente no poema para dar pontos de vista alternados sobre a fragilidade humana e a energia divina. Os filhos de Efraim... retrocederam (9). Não está na mente do salmista qualquer ocasião particular de falta militar. Alguns julgam ver aqui uma clara alusão à partida prematura de Efraim, do Egito, e o revés que sofreram às mãos dos homens de Gate (ver 1Cr 7.21); outros relacionam esses versículos ao descontentamento dos efraimitas ao entrarem em Canaã (ver Js 17.14 e segs.). O salmista, porém, está aqui simplesmente declarando um tema por meio de uma imagem verbal; os filhos de Efraim, ou seja, o norte da Israel, traíram a aliança de Deus, tal como soldados que, embora armados e equipados, recuam no calor mesmo da batalha. A analogia é novamente usada no verso 57. O verso 67 declara que Efraim tinha sido posto de lado como líder, e que outro fora escolhido para a posição.NOVO. Comentário da Bíblia. Salmos. pag. 172.

 

78.1-72 Esse salmo didático foi escrito para ensinar as crianças como Deus havia sido gracioso no passado apesar da rebelião e falta de gratidão de seus antepassados. Se as crianças entendessem corretamente a interpretação teológica da história de sua nação, certamente não seriam "como seus pais" (v. 8). O salmista se concentra, principalmente, na história do êxodo.

 

  1. Exortação sobre a instrução das crianças (78.1-11)
  2. Exposição sobre a graciosidade de Deus (78.12-72)
  3. A narrativa da história de Israel (78.12-39)
  4. A repetição de lições históricas (78.40-72)

 

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 738.

 

SALMOS 78. Lições da História

 

Esse Salmo de Asafe cumpre a obrigação de cada geração em compartilhar seu conhecimento de Deus com o próximo (78.1-8), Como uma geração esqueceu de Deus, violou Sua aliança e sofreu derrota (w. 9-11). Assim Asafe alista as coisas maravilhosas que Deus fez ao revelar-se a Israel: lançou pragas contra Egito (w. 12-20), disciplinou e alimentou a geração do deserto (w. 21-33). Ele puniu e perdoou (vv. 34-39). Contudo, Israel rebelou-se (w. 40-55) e voltou à idolatria (w. 56-64). Mais tarde, entretanto, Deus rechaçou os inimigos de Seu povo e escolheu Davi para pastoreá-lo (vv. 65-72). Quão grande o pecado do homem e quão maior a graça de Deus!

O que transmitiremos? (78.4). Asafe define o que cada geração precisa para transmitir ao próximo: “as maravilhas que tem feito o Senhor”. Não hesiremos em partilhar o que Deus tem feito em nossas vidas para com os nossos filhos. Eles verão e chegarão a conhecê-lo através do que comunicarmos (v. 7).RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. pag. 368.

 

Dt 4.9. Tão-somente guarda-te. Os vss. 9-14 apresentam um segundo incidente ilustrativo: a revelação dada em Horebe (Sinai), dos Dez Mandamentos, 0 núcleo da lei. Esse lato histórico produziu 0 avanço de Israel nos campos da sabedoria e do entendimento. Isso posto, Deus estava operando através do processo histórico. Ver no Dicionário os artigos chamados Horebe, Sinai e Dez Mandamentos.

Esse avanço dependia diretamente das instruções dadas através de Moisés, a lei, os preceitos que faziam de Israel um povo distinto. O conhecimento estava concentrado na lei, e tinha de ser ensinado (vs. 1), mas esse conhecimento precisava ser aplicado à vida diária das pessoas. Era mister 0 uso de diligência nessa aplicação.

As palavras “guarda bem a tua alma” têm sido interpretadas na teologia posterior dos hebreus como “cuida de teus interesses espirituais”. Mas não foi isso que Moisés quis dar a entender ao usar 0 termo hebraico nephesh. Os teólogos históricos têm mostrado que essa palavra nunca foi usada no Antigo Testamento para indicar a porção imaterial do homem, que sobrevive à morte biológica. O que Moisés estava dizendo, era: “Dedica toda a tua vida, todo 0 teu coração, a essa questão da guarda da lei. Assim deve expressar-se a tua vida”.

E os farás saber a teus filhos. Isso aponta para a necessidade crítica de os pais transmitirem a seus filhos a mensagem espiritual. O profeta Baha Ullah ensinava que a pior coisa que um pai pode fazer, 0 pior erro que ele pode cometer, é conhecer os ensinos mas não transmiti-los a seus filhos. Antes de tudo, um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Além disso, ele precisa transmitir-lhes seu conhecimento espiritual. Na sociedade hebraica, alguma profissão também era transmitida de pai para filho, de modo que tanto os aspectos espirituais quanto os econômicos recebiam a devida atenção.A lei era complexa e intrincada. Somente um ensino adequado podia servir de preservação e transmissão. A casta sacerdotal era uma casta de professores, que não somente realizavam ritos religiosos. O próprio Antigo Testamento é um livro de instruções, como de resto a Bíblia inteira. O ensino começava no lar. Mais tarde, passava para as escolas. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo chamado Educação. E no Dicionário ver o verbete intitulado Educação no Antigo Testamento.

 

O livro de Deuteronômio frisa os deveres dos sacerdotes; mas também dos pais, que deveriam ser os sumos sacerdotes de suas próprias células familiares. Ver também Deu. 6.7,20; 11.19; 31.13 e 32.46.

4.10. Não te esqueças. Cf. Deu. 4.9,23,31; 6.12; 8.11,14,19; 9.7 e 25.19.

Em Horebe. Trata-se do mesmo Sinai (ver a respeito no Dicionário). A mensagem viera da parte de Yahweh e fora dada a Moisés.As minhas palavras. Aqui significam os Dez Mandamentos (ver a respeito no Dicionário). Esses dez mandamentos tornaram-se a base da legislação mosaica, bem como as primeiras leis morais e espirituais, confirmando coisas que já tinham sido reveladas a Abraão, embora de maneira mais organizada. Ver 0 capítulo 5 de Deuteronômio, bem como 0 capítulo 20 de Êxodo. A revelação dada no Sinai-Horebe é descrita com detalhes nos capítulos 19 e 20 do livro de Êxodo.

 

Talvez seja uma verdade, conforme disse Ellicott (in loc.): “A congregação de Israel data do Sinai, da mesma maneira que a Igreja de Cristo data do Pentecoste”. É notável que a outorga da lei ocorreu cinquenta dias após 0 êxodo (a Páscoa), da mesma forma que 0 Pentecoste cristão teve lugar cinquenta dias após a ressurreição de Cristo. Ver o terceiro capítulo de II Coríntios. Comunidades foram formadas, dedicadas às suas respectivas revelações. Ver Êxo. 19.17 quanto a como 0 Antigo Testamento gravitou em torno de Moisés. E é sabido que 0 Novo Testamento gravita em torno de Jesus Cristo.

“Não se pode exagerar a significação da palavra revelada de Deus, pois a demanda mais fundamental feita por Deus ao homem é: ‘Que queres que eu faça?’. Somente em resposta a essa pergunta é que a vontade do homem pode achar emancipação, sua vereda pode ser iluminada, e sua vida pode encontrar propósito' (Henry H. Shires, in loc.).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 770, 772.

 

Dt 4.9 Moisés queria que os israelitas não esquecessem tudo o que viram Deus fazer, por isso advertiu aos pais que contassem aos filhos os grandes milagres de Deus. Isto ajudava os pais a lembrarem-se da fidelidade de Deus e garantia às gerações futuras o mesmo empenho em propagar as histórias sobre os grandes feitos de Deus.

L fácil esquecer as maravilhas que Deus tem operado na vida de seu povo. Mas você pode recordar a fidelidade de Deus contando a todos o que tem visto Deus realizar na sua vida e na daqueles que o cercam.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 237.

 

Js 4.20 As doze pedras. Temos aí 0 que aconteceu às doze pedras retiradas do leito seco do Jordão, que se tornaram 0 segundo memorial. Destarte, um dos memoriais podia ser visto no meio do rio, quando suas águas baixavam, e 0 segundo foi erguido em Gilgal, que se transformou em um santuário de Israel. Ver 0 nono versículo deste capítulo acerca de como 0 autor do livro de Josué tinha visto, pessoalmente, 0 primeiro memorial no leito do rio Jordão.

Não envelhecerão, como sucede a nós, que crescemos; A idade não os desgastará e nem os anos os condenará. De cada vez que o sol descer, ou pela manhã, Nós haveremos de lembrar-nos deles. (Laurence Robert Bickersteth)

Tipologia. Alguns estudiosos enxergam, nessas doze pedras, um tipo dos doze apóstolos, que seriam pedras fundamentais da Igreja cristã (ver Efé. 2.20- 22). Nelas, os filhos de Israel lembrar-se-iam de suas raízes.

Js 4.21. Que significam estas pedras? Essa seria a pergunta que os filhos fariam a seus pais. Cf. 0 vs. 6, onde temos a mesma indagação. A resposta foi dada no vs. 7, paralelo aos versículos 22 a 24 deste capítulo. A resposta consistiria em cinco pontos, a saber;

  1. As pedras serviam de memorial dos poderosos feitos de Yahweh, lembrando as sucessivas gerações dos filhos de Israel sobre esses feitos, uma vez que estivessem na Terra Prometida, e sobre quanto deveriam ser gratos (vs. 7).
  2. Aquilo relembrava 0 milagre da travessia do Jordão a pé enxuto, visto que as águas ficaram represadas de certo ponto para cima; tinha sido um ato da providência divina (ver sobre Providência de Deus, no Dicionário) (vs. 22).
  3. Tinha sido um ato de Yahweh, pois Ele é Yahweh- Elohim (ver no Dicionário o verbete intitulado Deus, Nomes Bíblicos de) (v.23).
  4. Esse milagre era comparável ao milagre ocorrido no mar de Juncos (ver a respeito no Dicionário), que aconteceu por ocasião do êxodo (saída), ao passo que no Jordão ocorrera o eisodus (entrada) (vs. 23). 5. Esse prodígio serviria de lembrete universal do Deus único e vivo, de tal modo que todas as nações poderiam observar os atos de Yahweh, a fim de temê-Lo e obedecer-Lhe, abandonando as suas muitas formas de idolatria.

Js 4.22. Israel passou em seco este Jordão. Tinha sido feita a pergunta: “Que significam estas pedras?” (vss. 6 e 21). Ver o sumário da resposta nas notas sobre 0 versículo anterior. O primeiro fator é que havia uma barreira à entrada na Terra Prometida, constituída pelo rio em período de enchente. Mas Deus fizera 0 rio secar, represando as águas logo acima do ponto da travessia, 0 que permitiu a Israel entrar na terra que lhe pertencia por promessa divina. Quanto a como isso foi efetuado, ver Jos. 3.16 e suas notas expositivas. A educação religiosa, desde 0 começo, comunicaria fatos fundamentais aos israelitas das gerações futuras. Yahweh tinha efetuado várias intervenções significativas na história, incluindo 0 milagre do represamento das águas do rio Jordão. Ver no Dicionário 0 verbete chamado Educação no Antigo Testamento: e, na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, ver 0 artigo denominado Ensino.

Um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo, exemplo, exemplo. “Os filhos têm maior necessidade de modelos do que de críticos” (Joseph Joubert).

Os pais hebreus tinham a responsabilidade de ensinar a seus filhos a fé do yahwismo. Ver Deu. 6.4-7, cujas notas ilustram o texto presente. Os levitas serviam de mestres especiais em Israel, mas o pai e a mãe de uma criança precisavam dar início ao processo de ensino, mediante a educação doméstica.

Js 4.23. O Senhor vosso Deus. Yahweh-Elohim era o poder real por trás do milagre que seria comemorado. Ele é o Eterno Todo-Poderoso. Ver no Dicionário 0 artigo chamado Deus, Nomes Bíblicos de. Os filhos precisavam conhecer os acontecimentos históricos que ilustravam 0 poder de Yahweh, e que tinham feito a nação de Israel ser 0 que ela era. Israel tornara-se uma nação distinta por causa de sua lei e de sua história, que incluía muitas intervenções divinas. Ver as notas sobre Deu. 26.19 quanto ao caráter distinto de Israel.

 Uma daquelas intervenções divinas fora a travessia, a pé enxuto, do mar de Juncos, assim que o povo de Israel fugiu do Egito, onde tinha sido escravizado. Isso ocorreu, estrategicamente, por ocasião do êxodo. Ver no Dicionário o artigo denominado Êxodo (0 Evento),׳ e ver sobre Mar de Juncos, em Êxodo 13.18. Esses incidentes nos ensinam a verdade do Teismo (ver a respeito no Dicionário), que dá a entender que Deus não somente existe e criou todas as coisas, mas também intervém na história humana, orientando ou punindo. O deismo (ver também no Dicionário), por sua vez, ensina que, embora possa haver uma força criadora (pessoal ou impessoal), esse poder abandonou a Sua criação, deixando-a entregue às leis da natureza, não se fazendo presente na criação. É como se essa força tivesse dado corda num relógio para em seguida abandoná-lo, deixando-o funcionar sozinho. Ver o sumário de respostas para a pergunta “Que significam estas pedras?” no versículo 21 deste capítulo.

Js 4.24. Para que todos os povos da terra. A lição não se destinava somente ao povo de Israel, mas a toda a humanidade. Todas as nações do mundo que tomassem conhecimento de como Israel obtivera seu território pátrio haveriam de temer a Yahweh, encorajando-se a abandonar a idolatria e a obedecer a Ele. Essa universalização, porém, só veio a ocorrer realmente na Igreja cristã (ver Gál. 3.23 ss.; Efé. 2.17 ss.).

“Dessa maneira, Deus provou que Ele é 0 único verdadeiro Deus, mediante Seus poderosos atos na história" (John Bright, in Ioc.). As doze pedras, por conseguinte, tornaram-se um grande sinal do intuito universal de Deus para a humanidade.

O Temor a Deus. Esse é um dos grandes temas do Pentateuco. Ver as notas expositivas em Deu. 10.12 e 28.58, onde são oferecidas várias outras referências sobre 0 assunto. Deus é o objeto desse temor (ver Isaías 8.14). O conhecimento desse temor nos é dado por meio das Escrituras (ver Pro. 2.3-5). Esse temor é uma fonte de vida (ver Pro. 14.27). Ele motiva 0 indivíduo à santificação (ver Apo. 15.4), à bondade (I Sam. 12.24), ao perdão (ver Sal. 130.4). Esse temor é ilustra- do pelas admiráveis obras de Deus (ver Jos. 4.23,24). Além disso, é uma das características dos santos (ver Mal. 3.16). e um ingrediente necessário na adoração a Deus (Sal. 5.7), no serviço que prestamos a Ele (ver Sal. 2.11; Heb. 12.28). E, finalmente, devemos ensinar o temor a Deus aos nossos semelhantes (ver Sal. 34.11).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 917.(estudaalicao.blogspot.com).

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Postado por mauricio berwald