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Lição Betel igreja povo escolho 2 trim 2019
Lição Betel igreja povo escolho 2 trim 2019

SEGUNDO TRIMESTRE 2019 LIÇÃO ADULTOS 

 

  

 

Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino

Lição 2 - O fundamento e a edificação da Igreja

Lição 3 - Conhecendo a Igreja a partir dos títulos e símbolos bíblicos

Lição 4 - A história da Igreja até a Reforma Protestante

Lição 5 - Avivamento e Missões na história da Igreja

Lição 6 - A Igreja atual e alguns desafios

Lição 7 - O desafio das novas teologias e modismos

Lição 8 - A Igreja e sua influência na sociedade

Lição 9 - A Igreja e sua organização

Lição 10 - O Culto Racional

Lição 11 - A Igreja no poder do Espírito Santo

Lição 12 - A Igreja de Filadélfia, um modelo para os nossos dias

Lição 13 - A Igreja e as Últimas Coisas

 

 

 

 

 

  

 

 Lição 1 - A Igreja e o Plano Divino  ADULTOS BETEL

 

O plano divino já existia antes da criação do mundo:

Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual,na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; (1 Pe 1:19,20)

 

Deus não foi apanhado de surpresa pela Queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas Deus prometeu redimir toda a humanidade pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por todos (Jo 1.29). Na genealogia de Jesus, registrada por Lucas, Adão é chamado de filho de Deus (Lc 3.38). Maravilhosa graça! Portanto, apesar da aparente vitória do pecado, o Senhor Jesus, o segundo Adão, veio para resgatar-nos das mãos de Satanás: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Somente Jesus Cristo pode nos resgatar do pecado. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2015 » 4º Trim.)

Texto Áureo

“Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja" (Ef 5.32)

 

 

 

Verdade Aplicada

Como igreja do Senhor, devemos cumprir o propósito de Deus como novo povo que O adora, O glorifica, e proclama a Sua Palavra.

Objetivos da Lição

1 - Apresentar o que é ser e estar na Igreja;

2 - Explicar a diferença entre Israel, Igreja e Reino de Deus;

3 - Mostrar o propósito de Deus para a Igreja.

 

Motivo de Oração

Ore para que Deus revele e confirme o seu chamado.

 

Colossenses 1.26-29

26 - O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;

27 - Aos quais deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste ministério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;

28 - A quem anunciamos, admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo;

29 - E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que obra em mim poderosamente.

 

INTRODUÇÃO

Deus, ao revelar o Seu propósito para o ser humano na pessoa de Jesus, apresenta o novo povo de Deus, um povo que, por meio do Espírito Santo, vive uma vida conforme o ideal e vontade de Deus.

 

 

  1. DEFINIÇÃO DE IGREJA

1.1  A Palavra Igreja.O seu sentido comum que designa a "Assembléia do povo" é o sentido utilizado pela  Septuaginta.

 

“A Igreja (Ekklēsia) de Deus é um povo tirado do mundo.

O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de Jesus, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa, em sua língua original (grego), ‘para igreja’ — ekklēsia. Essa palavra é composta de duas outras: ek e klēsis. Ek significa ‘para fora’, e klēsis, ‘chamado’. Ekklēsia e usada no Novo Testamento 115 vezes [...].

1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembléia de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...].

2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de Deus no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como Deus chamou a Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8)”.

(BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p.214.)

 

Professor além de dar o significado etimológico da palavra igreja, leia o texto abaixo e explique de forma bem clara que Jesus resgatou a igreja com seu sangue.

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28).

 

1.2  O que é "SER Igreja" ?                    

 

 

 

Para que o ensinamento de Jesus fosse transmitido aos homens depois s de Sua partida, era necessário que Ele se cercasse de "discípulos".

 

O Termo Discípulo

“Discípulo era um termo comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos, João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16). Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais promissores que passaram pelo sistema de educação judaica — os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis sobre a lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto, era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo. Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos como aqueles que ‘ficavam cobertos pela poeira do rabi’, porque, literalmente, seguiam de muito perto seus mestres” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD. p.69).

 

Jesus ensinou através do Exemplo

Seu exemplo. Jesus ensinou seus discípulos através do exemplo: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15). Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam (Mt 23.3). Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando (Lc 11.1-4). As palavras de Jesus eram acompanhadas de atitudes práticas. De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações (Tg 1.22). O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve. Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos (Mt 5.16). .(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2015 » 2º Trim.)

 

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.(Mt 5:13-16)

 

SÍNTESE TEXTUAL

Jesus nos apresenta duas características inerentes à natureza dos súditos do Reino de Deus, que devem ser externadas pela prática das virtudes da vida cristã — o sal e a luz.

Uma das maiores utilidades do sal é preservar certos alimentos da putrefação. Do mesmo modo, os crentes em Cristo têm de preservar a sociedade humana da putrefação moral e espiritual. Ser “sal da terra” é ter qualidade preservativas e temperantes à sociedade; é ter sabor agradável de uma vida santa e pura; é viver o evangelho de Cristo, no meio de uma geração corrompida, expondo-se mesmo ao sacrifício. Ser sal da terra é crucificar a carne com suas paixões.

Na segunda figura — a luz — Jesus ensina que aos crentes cabe o dever de proclamar ao mundo as verdades santas do evangelho, pois a única esperança da sociedade é a vinda do Reino de Deus ao coração humano. A vida do crente deve revelar o que ele é no íntimo — exatamente como a luz revela o que está nas trevas.(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2000 » 2º Trim.)

 

1.3  O que é "ESTAR" na Igreja ?

Para o apóstolo Paulo, ser igreja é também "estar" na igreja, pois existem "outras igrejas"(2Co 11.8; 12.13). Isso significa em primeiro lugar que a igreja é uma comunidade local onde os cristãos se reúnem, adoram e compartilham da sua fé. Com isso, todas as comunidades de fé participam de uma única comunidade, a saber, a "Igreja de Deus", reunida e unificada por um só cabeça que é Cristo. Os cristãos são o novo povo de Deus. A Igreja, como organismo vivo, espera o reencontro com o seu Senhor.

 

Uma característica de estar na igreja é o desejo e o anelo de congregar, pois, ao entender que a Igreja é um organismo, ela necessita de suas partes trabalhando para o bem comum, que é o Reino de Deus. Quando perdemos o nosso desejo de congregar, de estar junto aos irmãos, é o momento de buscarmos a orientação do Espírito Santo para nos encaixarmos na igreja local, desenvolver amizades e empatia junto a nossa congregação.(Revista do professor)

 

  1. O PLANO DE DEUS

Quando Deus criou a Igreja, Ele estabeleceu um plano específico. Assim como Israel possui o seu propósito, a Igreja, como novo povo de Deus, cumpre a vontade do Senhor na pessoa do Senhor Jesus Cristo, através do Espirito Santo.

 

2.1  A Igreja e Israel.

Jesus não empreendeu Seu ministério com o propósito de iniciar um novo movimento, dentro ou fora de Israel. Ele veio como judeu, para o povo judeu (Mt 15.24).[...]. Contudo, Israel como um todo rejeitou tanto a Jesus como a sua mensagem.

Neste tópico é importante enfatizar que o pecado é universal, isto é, atingiu os gentios, os judeus e toda a raça humana. Portanto havia a necessidade de uma salvação universal:

Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. (Rm 3:20)

Paulo nos mostra em Romanos 3.20 que tanto os pagãos, que estavam nas trevas do pecado, quanto os judeus, que se orgulhavam de possuir a Lei divina entregue a Moisés no Sinai, estão sob o domínio do pecado.

 

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

(Jo 3:16)

 

2.2  A Igreja e o Reino de Deus.

A Igreja, por sua vez, é o povo que está debaixo do domínio de Deus, as pessoas que estão sob Seu governo. O Reino é o governo de Deus, enquanto que a Igreja é o povo desse Reino, a comunidade humana debaixo desse governo.

 

Todos os autênticos discípulos de Cristo participam do Reino de Deus. Não basta apenas ser frequentador de Igreja. É preciso ser discípulo de Cristo (Mc 8.34-38). Ao questionarmos quem participa do Reino de Deus nos surge a ideia do discipulado. O tema do discipulado tem sido esquecido em muitos arraiais evangélicos na atualidade. Contudo, se prestarmos atenção à chamada Grande Comissão, temos o mandamento de “fazer discípulos” (Mt 28.19,20). O crescimento do Reino de Deus é, de fato, surpreendente. Mas Deus escolheu que isso aconteça através da prática do discipulado. Afinal, somente os discípulos de Cristo, na consumação dos séculos, entrarão no Reino de Deus. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2018 » 4º Trim.)

 

“Jesus aqui continuou com o seu esforço para ajudar os discípulos a entender a verdadeira natureza do Reino de Deus (Mc 4.30). (E como eram lentos para aprender! Cf. At 1.6) Ele perguntou: A que assemelharemos o Reino de Deus?, graciosamente incluindo os ouvintes no projeto. De forma incidental, podemos notar a importância do pensamento ilustrado nos assuntos espirituais. Com que parábola o representaremos? As ideias abstratas precisam ser revestidas de histórias e imagens para que possam atingir o coração e a mente.

O tema da parábola é que, embora o Reino possa ter tido o menor começo possível, algum dia crescerá e chegará a um tamanho fenomenal. Um grão de mostarda (Mc 4.31) foi usado proverbialmente para representar alguma coisa muito pequena (veja Mt 17.20). Apesar do seu tamanho, a semente de mostarda produz uma planta ou arbusto maior do que qualquer outra hortaliça do jardim, com cerca de três metros de altura, ou mais. Os galhos da planta têm tamanho suficiente para permitir que as aves do céu façam os seus ninhos e possam se abrigar debaixo da sua sombra. (Os pássaros gostam da semente de mostarda)”

 

(SANNER, A. Elwood. Comentário Bíblico Beacon. Volume 6. lª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.250).

 

2.3  A Igreja Visível e Invisível.

 

Outra questão é a relação entre igreja visível e a invisível. Essa distinção, que foi abordada por Agostinho, foi primeiro enunciada, de forma clara, por Lutero e, então, assimilada também por Calvino em sua teologia.

 

Professor explique o que distingue a igreja universal da igreja local, ou seja, a igreja visível e a invisível. Reproduza a tabela:

 

  1. Características do Novo Povo de Deus

 

 

3.1  Um Povo que Edifica.

 

“No contexto de uma unidade mantida, portais expressões de amor como humildade, mansidão, longanimidade e tolerância, são exercidos os dons distribuídos por Cristo, e se cumprem os objetivos de Cristo em seu corpo e a favor do seu corpo (Ef4.7-10). Surpreendentemente, estes objetivos não se cumprem nos líderes que Cristo dá à igreja, mas nos leigos. Os líderes são servos cujo papel é equipar o povo de Deus para sua ‘obra do ministério’. Por meio dos esforços de todos os seus membros, o corpo de Cristo é edificado (Ef4.11-13). E por meio da participação ativa em um corpo que cresce, e que ministra de forma constante, o crente amadurece individualmente (Ef4.14-16). Quer os líderes tenham grandes áreas de responsabilidade (apóstolos, profetas, evangelistas) ou somente responsabilidades locais (pastores e doutores), eles são ordenados para servir os leigos”.(RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2007, pp.423,425)Os dons ministeriais descritos pelo apóstolo Paulo em sua carta aos efésios (4.11-16) têm por finalidade o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e a edificação do Corpo de Cristo.

A busca pela edificação e aperfeiçoamento dos santos deve ser uma constante na igreja. O conhecimento, a sabedoria, os cursos, simpósios e seminários servem à igreja como meios de reflexão das praxis que busquem sempre o retorno ao seu propósito original, através de autocrítica e autoavaliação. O conhecimento deve sempre servir para o crescimento espiritual e não para a autoafirmação, arrogância e prepotência.(Revista do professor)

 

3.2  Um Povo para Glorificar a Deus.

 

 

O papel da Igreja na sociedade. O objetivo principal da Igreja é glorificar a Deus: “Quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Alguém pode perguntar: “A tarefa principal da Igreja não é a evangelização?”. A resposta é afirmativa. Isso, porém, é consequência do glorificar a Deus. A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical — adoração, atividades espirituais; horizontal — servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 1998 » 2º Trim.)

 

3.3  Um Povo que Evangeliza.

 

Jesus não nos manda "converter", mas, sim, "evangelizar” o mundo. Isso quer dizer que a igreja é devedora ao mundo todo, isto é, ela tem a obrigação de dar ao mundo todo a oportunidade de ouvir as boas novas de Jesus.

“NOSSA MISSÃO COMO IGREJA

Precisamos começar perguntando mais uma vez: ‘Qual a nossa missão como igreja?’. A resposta está em reconhecer que somos o corpo de Cristo. Portanto, devíamos estar fazendo o que Ele fez na terra. A evangelização do mundo, portanto, tem de ser a missão, o objetivo norteador da Igreja, pois era a meta central do nosso Senhor — a única razão pela qual o Filho eterno, despojando-se de suas vestes de glória, assumiu nossa forma. Ele veio para ‘buscar e salvar o que se havia perdido’ (Lc 19.10) — ‘não veio para ser servido, mas para servir; e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mt 20.28).[...]

 

Não é essa a função da igreja? Uma igreja que esteja descobrindo o entusiasmo do avivamento saberá disso, e estará em atividade, procurando ganhar os perdidos. O avivamento e a evangelização, embora diferentes quanto à natureza, brotam da mesma fonte e fluem juntos. Uma igreja que não sai para o mundo anunciando as verdades do Reino não reconheceria o avivamento, mesmo que este viesse” (COLEMAN, Robert. Como Avivar sua Igreja. 15ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.87-8).

 

Lição 2 - O Fundamento e a Edificação da Igreja

 

Professor inicie a aula lendo:

Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.(1 Coríntios 3:11)

 

 

 

Texto Áureo

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18)

A Igreja tem promessa de Deus para vencer. O inferno e todas as forças e potestades, que se levantaram e se levantam contra ela, não prevalecerão, porque Jesus está conosco. Se desejarmos ser vitoriosos, precisamos estar em comunhão com Cristo e com sua igreja.

 

Verdade Aplicada

A vida do cristão deve estar alicerçada na rocha que é Cristo Jesus. Ele é o alvo da nossa vida.

 

Objetivos da Lição

1 - Explicar quem é a pedra fundamental da Igreja;

2 - Mostrar que a Igreja teve seu início no Pentecostes;

3 - Apresentar as bênçãos atuais usufruídas pelos cristãos.

 

Motivo de Oração

Ore pelo fortalecimento dos cristãos em todo o mundo.

 

Mateus 16.15-19

15 - Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou ?

16 - E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.

17 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.

18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19 - E eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

 

INTRODUÇÃO

Veremos sobre qual fundamento a Igreja de Cristo está estabelecida, seu início histórico e as suas prerrogativas.

 

  1. CRISTO É A ROCHA

Somente através de uma interpretação correta das Escrituras poderemos entender a expressão: "E sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt 16.18).

 

1.1  Jesus, o Messias.

O título e o conceito de Messias (do hebraico Mashia, do grego Christos, que significa "ungido") são originários do significado do verbo "ungir com óleo". Diferentemente do Antigo Testamento, que o termo tem uma utilização mais abrangente, no período de Jesus o termo ganha uma conotação mais específica para o futuro rei de Israel. Sendo assim, Jesus é o Messias e nEle todas as promessas de Deus são cumpridas.Poucas vezes encontramos Jesus se declarando ser o messias, ou seja, ele declarava a quem ele achava conveniente. Cite como exemplo o dialogo com a mulher samaritana, este foi um dos casos onde ocorreu a revelação de que ele era o Messias.

Disse a mulher: "Eu sei que o Messias ( chamado Cristo ) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós".

Então Jesus declarou: "Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você".( João 4:25,26)- nvi

A realeza do Messias. A mensagem angélica anunciada aos pastores que se encontravam no campo era que havia nascido na “cidade de Davi, [...] o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Lucas lembra o fato de que Cristo nasceu em Belém, cidade de Davi, cumprindo dessa forma a profecia bíblica (Mq 5.2). Mas o Messias não apenas nasce em Belém, cidade de Davi, Ele também possui realeza porque é da descendência de Davi, como atesta a sua árvore genealógica (Lc 3.23-38). Mas não era só isso. Lucas também detalha como o anjo de Deus falou da realeza do Messias aos camponeses! Ele é o Salvador, o Cristo, o Senhor (Lc 2.11). Essas palavras proferidas pelo anjo, além de mostrar a realeza do Messias, destacam também a sua divindade. Jesus é Deus feito homem!

 

1.2  A afirmação de Pedro.         

 

O que me chama bastante a atenção é que seis dias após Pedro declarar ser Jesus o Cristo (Messias), o mestre os leva a um monte e ali se transfigura,confirmando sua divindade e também as declarações de Pedro. (Jo 17.1-3)

Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro e os irmãos Tiago e João.

2Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar: o seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. (Jo 17.1-2).

Nota: Revelações são para os que crêem.

 

1.3  Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

 

A edificação da Igreja. Em Mt 16.18, vemos a promessa da edificação da Igreja sobre o próprio Cristo. Ele é a Rocha. Somente Ele satisfaz essa condição, conforme lemos em 1 Co 3.11; 10.14; Rm 9.33; Mt 21.42; Mc 12.20; Lc 20.17. Sem dúvida, Pedro foi um dos líderes da Igreja primitiva, ao lado de Tiago e de João (At 12.17; 15.13; Gl 2.9). Contudo, não há base bíblica para afirmar que a Igreja teria Pedro como a rocha sobre a qual ela seria edificada. Jesus é o fundamento da Igreja (1 Co 3.11). Se alguém tem dúvida, basta ouvir o que o próprio Pedro disse em 1 Pe 2.4,5; At 4.8,11.

Lições CPAD Jovens e Adultos » 2000 » 2º Trim.)

Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.(Atos 4:11)

 

 

 

  1. O INÍCIO DA IGREJA: PENTECOSTES

Depois da morte e ressurreição de Jesus, um pequeno grupo de discípulos, de quase cento e vinte pessoas, esperavam em Deus a direção divina e o recebimento da promessa do Pai. Por um período de quarenta dias, Jesus apareceu-lhes repetidas vezes, continuando a instruí-los. A ordem era permanecer em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder (Lc 24.49).

 

2.1  A Festa de Pentecostes.

 

 

 

É no Pentecostes que a Igreja tem o seu marco de inauguração (At 2.1), o Senhor proveu o necessário para cumprir a missão de levar o evangelho.

O Movimento Pentecostal nos mostra que a Igreja de Cristo não é somente uma organização, mas um organismo vivo.

 

Pentecostes

“Pentecostes era a segunda das três grandes festas de Israel (Dt 16.16). Suas principais passagens estão em Êxodo 23.16, Levítico 23.15-22, Números 28.26-31 e Deuteronômio 16.9-12. A palavra grega Pentecostes (pentekosté) significa ‘quinquagésimo’, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães Asmos (At 2.1; 20.16; 1 Co 16.8).

 

Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a Festa das Semanas (Êx 34.22; Dt 16.10,16; 2 Cr 8.13), que se refere a sete semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16), referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm 28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os judeus a chamaram solenemente de assembleia, que foi aplicado ao encerramento da festa da estação da colheita. Embora as Escrituras não afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar basicamente uma festa da colheita.

 

[...] Em Números 28.26 o Pentecostes é chamado tanto de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães asmos.

 

 

No NT, o Pentecostes está relacionado ao dom do Espírito Santo (At 2.1-4). Cristo ascendeu como as primícias da ressurreição (1 Co 15.23), e 50 dias depois deste evento veio o derramamento do Espírito Santo, dando início ao cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28-32)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2009, pp.1500-01).

 

2.2  A descida do Espírito Santo.

 

 

 

Os profetas tinham previsto um dia quando Deus derramaria de Seu Espírito sobre todo o Seu povo, não apenas sobre seus líderes designados - reis, sacerdotes e profetas.

 

A promessa da efusão do Espírito. Deus revelou ao profeta Joel que, nos últimos dias, haveria uma efusão do Espírito Santo sobre os fiéis (Jl 2.28-32). Por conseguinte, a promessa do derramamento do Espírito Santo não se destinava apenas aos crentes que se achavam reunidos no cenáculo, mas diz respeito a todos os servos de Deus em todos os lugares e épocas (At 2.1-13, 39). O Movimento Pentecostal implica numa ação contínua e renovadora do Espírito Santo na vida da Igreja, fazendo com que esta cumpra cabalmente as demandas da Grande Comissão (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20).  Fonte: Lições CPAD Jovens e Adultos » 2011 » 2º Trimestre

 

2.3  Crescimento e Expansão.

Com a descida e derramamento do Espírito Santo, a Igreja inicia a sua jornada com as ferramentas necessárias para a boa obra.

 

 

 

A frase "revestimento de poder" tem como princípio catalisador o poder do Espírito (poder, do grego dynamis), que pode ser traduzido como: poder, força, habilidade. Deus, através de Seu Santo Espírito capacita o cristão para a Sua obra.

 

Professor aproveite o ensinamento desse tópico para incentivar seus alunos a buscar o batismo com Espírito Santo.

 

 

 

 

 

 

 

  1. Bênçãos Atuais

 

 

 

3.1  Eleição.

Eleição: Do grego "eklegomai"; selecionar para si; escolher.

É o ato soberano de Deus em graça, pelo qual Ele escolheu em Jesus Cristo para a salvação todos aqueles que de antemão Ele sabia que responderiam positivamente à ação do Espírito Santo. Deus não nos escolhe por algum mérito nosso, mas, sim, através de um ato livre, espontâneo, gracioso e amoroso de Sua parte.

 

Efésios 1.4-6

4 - Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade,

5 - e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.

 

Romanos 9.14-15,23-26,30-32

14 - Que diremos, pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma!

15 - Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.

23 - para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,

24 - os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?

25 - Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada.

26 - E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, aí serão chamados filhos do Deus vivo.

30 - Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé.

31 - Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça.

32 - Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei. Tropeçaram na pedra de tropeço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.2  Regeneração.

 

 

 

A regeneração é uma ação do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria uma nova natureza no homem (Jo 3.3,6; Tt 3.5; 1 Pe 1.2,23 cf. Jr 31.33; Ez 36.25-27). Este ato milagroso ocorre simultaneamente à conversão a Cristo. Quando o ser humano morto em delitos e pecados, aceita a Cristo, é vivificado espiritualmente (Ef 2.1,5,6; Rm 7.6). Esta obra, além de vivificar o espírito, alcança cada parte da natureza humana (2 Co 5.17; 7.4,6; 1 Ts 5.23).

 

A regeneração é indispensável porque, sem Cristo, o pecador é incapaz de obedecer e agradar a Deus (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12). Embora seja uma radical transformação operada por Deus em nosso interior, é necessário que estreitemos a cada dia o nosso relacionamento com Jesus, a fim de que cheguemos à medida da estatura completa de Cristo (Ef 1.13; 1 Pe 1.15).(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2006 » 1º Trim.)

 

3.3  Justificação.

 

 

 

A justificação. Enquanto a regeneração modifica a natureza do crente; a justificação muda a posição dele diante de Deus. O sacrifício expiatório de Cristo no Calvário é a provisão divina para garantir ao homem a posição de justo diante de Deus (Rm 3.25; 5.9; Ef 2.13; 1 Pe 1.4,5). Uma vez regenerado, o homem, por meio da fé, é justificado gratuitamente mediante o preço pago por Jesus Cristo na cruz (1 Pe 2.18-23; Rm 3.22,24,25,28; 5.1,9).

Portanto, a justiça do crente não provém das obras da lei (Gl 2.21), mas da maravilhosa graça do Senhor: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). Mediante a justificação, Deus absolve o pecador da condenação e declara-o justo perante Ele (Rm 8.30; 5.18).

(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2006 » 1º Trim.)

CONCLUSÃO

 

 

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Quem é a pedra fundamental da Igreja ?

R.: Jesus (Mt 16.18).

 

  1. Quem é a pedra espiritual na qual os israelitas no deserto saciaram a sua sede ?

R.: Jesus (1Co 10.4).

 

  1. Qual foi o marco de inauguração da Igreja ?

R.: A festa de Pentecostes (At 2.1).

 

  1. Quem deve ter uma vida de acordo com os preceitos de Deus ?

R.: O verdadeiro discípulo de Jesus (Jr 31.33).

 

  1. O que acontece quando confessamos o nosso pecado e recebemos o perdão de Deus ?

R.: Sentimos a paz de Deus que excede todo o entendimento (Fp 4.7).

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 3

 

Conhecendo a Igreja a partir dos títulos
21 de abril de 2019

 

 

Texto Áureo
"Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.", 1 Tm 3.15


Verdade Aplicada

Os símbolos e títulos bíblicos aplicados à Igreja nos ajudam a compreender nosso viver como Igreja do Senhor. 


1 Co 12.12-14, 26-27
12. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
13. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.

  1. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
    26. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
    27. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.
    Introdução

A Igreja é uma das poucas formas visíveis do relacionamento corporativo dos cristãos. A Bíblia emprega uma série de imagens para descrevê-la, cada uma contribui significativamente para a nossa compreensão. 
1. Títulos da Igreja

Os títulos são nomes dados à Igreja e a seus membros que expressam alguma particularidade e qualidade como indivíduos.

1.1. A Esposa de Cristo

No Antigo Testamento, temos a figura simbólica entre Deus e Israel, dentro da qual Israel atua como noiva e esposa (Is 54.5; Jr 3.14; Os 2.19-20). No livro de Cantares de Salomão, nos é apresentado um quadro de namoro e amor nupcial. No Novo Testamento, João Batista refere-se a Jesus como esposo (Jo 3.29). O próprio Cristo se autodenominou como o esposo (Mt 9.15). Em uma parábola Jesus compara o reino dos céus com uma festa de casamento (Mt 22.2). O apóstolo Paulo escrevendo sobre o cuidado com a Igreja, identifica Cristo como o marido (2Co 11.2). No livro de Apocalipse, encontramos a Igreja como a esposa, em um texto onde as Bodas do Cordeiro está em foco (Ap 19.7), celebrada em meio a um grandioso banquete espiritual. Em Efésios 5.23-32, o apóstolo Paulo faz uma comparação entre o amor de Cristo para com a Igreja, com o do marido e a esposa. Aprendemos que Deus manifestou o Seu amor por nós entregando o Seu Filho Unigênito por nós. Assim como Ele nos amou primeiro, Jesus escolheu nos para amar acima da própria vida.


1.2. Cristãos

Em 1Pe 4.16, lemos: "Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.". O termo "cristão" era originalmente usado por aqueles que eram hostis ao cristianismo, aqui, aqui, ele é usados como acusação. A palavra "cristão"encontra-se somente três vezes no Novo Testamento (1Pe 4.16; At 11.26; 26.28). É possível que ainda fosse um termo afrontoso, quando Pedro a empregou. Ou seja, ser cristão é muitas vezes ser perseguido e sofrer em nome de Jesus. Partilhar do nome de Jesus é partilhar do Seu ministério de amor e entrega.

1.3. Santos 
Paulo chama os cristãos em suas cartas de santos (2Co 1.1; 13.12; Ef 1.1; Fp1.1; Cl 1.2; Fm 5). Os Cristãos devem "aperfeiçoar a santificação no temor de Deus" (2Co 7.1), ou seja, levar a santificação ao seu fim destinado, por meio da qual sejam encontrados irrepreensíveis na vinda do Senhor (1Ts 3.13). Aquele que é santo tem uma vida consagrada e pautada em Deus.

2. Identidade coletiva da Igreja
Uma característica importante é que, como um conjunto de pessoas, a Igreja possui identidade coletiva, ou seja, todos juntos possuem qualidades únicas como um único povo.

2.1. O Corpo de Cristo

Em 1Coríntios 12.27, Paulo chama a Igreja de Corpo de Cristo. 
Estamos todos, como Igreja, associados a Jesus, ligados, nutridos e subordinados a Ele, assim como a videira (Jo 15.1-11). Sendo assim, todos os diversos membros receberam dons (espirituais ou ministeriais), não para a satisfação pessoal, mas para a edificação (aperfeiçoamento) do Corpo como um todo (1Co 14.4-5, 12). Cada membro precisa do outro, e cada um é necessário para o outro. O Corpo deve se caracterizar por comunhão genuína, isso não significa meramente inter-relação social, mas um profundo sentimento entre os membros e compreensão mútua. Entretanto, grandes são os desafios, pois não deve haver barreiras em relação aos relacionamentos e à comunhão, e não deve haver subgrupos na igreja. Certamente, existem afinidades, contudo, não devem ser desculpas para exclusivismo e partidarismos.

2.2. O povo de Deus
No Antigo Testamento, Israel cumpria o papel de "povo de Deus". Deus se interessa, protege e guarda (Dt 32.10). Ele exige exclusividade do Seu povo, que possuía uma marca especial, a saber, a circuncisão. No Novo Testamento, a Igreja ocupa essa posição, e sua marca especial é a circuncisão do coração (Rm 2.29; Fp 3.3). O que consiste em o novo povo de Deus? Levar o Seu nome como propriedade exclusiva e viver uma vida de santidade (Ef 5.25-27).



2.3. A família de Deus

Paulo diz em Efésios 2.19: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus.". A expressão retirada da vida familiar, sugere uma relação mais próxima. Agora, os gentios são "família de Deus", membros plenos da Sua família, na mesma base que os filhos naturais de Abraão entraram na na família de Deus pela mesma fé preciosa. Assim, judeus e gentios, pessoas de quaisquer raças, cores ou posições, estão juntos na família de Deus, na mesma família. O tratamento "irmãos" talvez seja o termo mais comum no Novo Testamento para identificar os que estão em Cristo Jesus. Agora em Cristo, somos filhos de Deus por adoção (Rm 8.15; Gl 4.5; Ef 1.5), e, consequentemente, participantes dessa família.



  1. Outras figuras bíblicas da Igreja
    As figuras apresentadas neste tópico revelam mais profundamente o relacionamento de Jesus Cristo com o Seu povo, bem como o propósito divino, que não está restrito à presente era, mas alcança a eternidade.



3.1. Templo do Espírito

A Igreja é habitada pelo Espírito, tanto individual como coletivamente (1Co 3.16-17;6.19). Ao habitar na Igreja, o Espírito Santo transmite Sua vida a ela. As qualidades que fazem parte de Sua natureza e que são chamadas de "fruto do Espírito" são encontradas na Igreja (Gl 5.22). A presença dessas qualidades é um indicador da atividade do Espírito Santo e, em certo sentido, da genuinidade da Igreja. Assim como o Espírito é um, também produz unidade no Corpo. Isso não significa uniformidade, mas unidade de propósito e ação. Ele produz sensibilidade à liderança do Senhor. Jesus prometeu continuar presente com Seus discípulos (Mt 28.20; Jo14.18,23). Assim, o Espírito Santo, que habita em nós, é a presença de Jesus conosco. Com isso, Ele transforma os cristãos estagnados em cristãos responsivos e obedientes à direção do Senhor. É ele quem equipa o Corpo, concedendo-lhe os dons, os quais, em alguns casos, são pessoas para preencher diversas posições e, em outros, com capacidades especiais (1Co 12.11).  

 

3.2. Coluna e firmeza da VerdadeHá apenas um lugar em que este nome é aplicado à Igreja, a saber: "Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." (1 Tm 3.15). Refere-se à Igreja em geral, e, portanto, aplica-se a cada parte dela. A figura expressa o fato de que a Igreja é guardiã da verdade, cidadela da verdade e defensora da verdade contra os inimigos do Reino de Deus. A Igreja é o veículo de salvação, no sentido de que anuncia o plano divino de salvação. Karl Barth, em sua Teologia da Palavra, fala sobre três aspectos: Jesus é a Palavra encarnada; a Bíblia é a Palavra escrita; e a pregação é a Palavra proclamada. A Igreja tem compromisso com a Palavra e a Palavra é a verdade (Jo 17.17).



3.3. Jerusalém de cima

Vemos essa expressão em Gálatas 4.26 e Apocalipse 21.9-10. No Velho Testamento, Jerusalém descrita como lugar onde Deus habitava entre querubins e onde, Ele tinha contato com o Seu povo. O Novo Testamento, considera a Igreja como reprodução exata da Jerusalém veterotestamentária e, daí, da-lhe o mesmo nome. De acordo com esta descrição, a Igreja é lugar de habitação, embora ainda parcialmente na terra, pertence à esfera celestial. Com isso, aprendemos que é na Igreja que Deus habita, fala e se revela.  

Conclusão

Conhecer os nomes e títulos da Igreja serve para que entendamos suas características, função e propósito. Conhecer quem somos é tão importante quanto saber o que devemos fazer

Questionário 

 

  1. Como João Batista refere-se a Jesus?

    2 . O que o apóstolo Paulo faz em Efésios 5.23-32?

    3. Como Paulo chama os cristãos em suas cartas? 

    4. Em 1 Coríntios 12.27, como Paulo chama a Igreja?

  2. Qual a marca especial da Igreja? 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4

 

 

A história da Igreja até a Reforma Protestante

28 de abril de 2019

 

 

Texto Áureo

"O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.", Sl 103.19

 

Verdade Aplicada

O estudo da história da Igreja contribui para evitar os erros do passado, conhecer melhor a missão e cumprir com fidelidade a nossa tarefa.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Dn 2.19-22

  1. Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; então Daniel louvou o Deus do céu.
  2. Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força;
  3. E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.
  4. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.

 

Introdução

A história da Igreja é repleta de altos e baixos. Como participantes de desta história, devemos deixar um legado para as gerações posteriores de compromisso e responsabilidade com a Palavra de Deus.

 

  1. A história da Igreja até Constantino

A história da Igreja não acaba no livro de Atos dos Apóstolos.  O próprio livro não termina com uma conclusão, pelo contrário, deixa aberto a continuação da história da Igreja (At 28.31).

 

1.1. O período da perseguição

Desde o período da Igreja Primitiva, o povo de Deus passou por diversas perseguições (At 8.1-3). A própria igreja de Esmirna é considerada como perseguida (At 2.10-11). Os primeiros três séculos são caracterizados pela perseguição e martírio. Os cristãos eram perseguidos por motivos: políticos - era preciso escolher entre a lealdade a Cristo ou a César; religiosos - os romanos exigiam dos cristãos a adoração aos deuses pagãos; sociais - muitos cristãos pertenciam às classes mais pobres da sociedade e por isso eram vistos com desprezo pelos líderes aristocráticos da sociedade; e econômicos - muitos fabricantes de ídolos se opuseram ao cristianismo devido à adoração exclusiva a Cristo a à ausência de imagens (At 19.24-26).

 

1.2. O Período apologético

A Igreja sofreu muito com os ataques externos do Império Romano. No entanto, um dos maiores desafios foram as heresias que apareceram no seio da Igreja. Muitos falsos líderes tentaram associar a filosofia grega com a doutrina cristã, criando heresias filosóficas como o gnosticismo, a qual a Igreja Primitiva já tinha combatido no período dos apóstolos Paulo (Cl 2.8) e João ((1Jo 2.22). Eles identificavam a matéria com o mal e somente aquilo que era espiritual era bom, com isso negavam a encarnação e a divindade de Jesus, o Filho de Deus. Jesus é uma das pessoas da Trindade. Somente através de Seu sacrifício encontramos o caminho que nos leva a Deus, pois Ele é o caminho (Jo 14.6).

 

1.3. Constantino

Constantino foi um imperador romano que unificou o império, até então dividido entre quatro outros. Ele estabeleceu um edito que garantiu à Igreja a liberdade de culto. Com a igreja dividida, o imperador presidiu um concílio (325 d.C) para resolver a controvérsia apresentada por Ário (herege que afirmava que Jesus era uma criatura e consequentemente não era Deus). A vitória da ortodoxia foi acachapante em reconhecer o Cristo como pessoa da Trindade. Assim a história revela aspectos positivos e negativos nos vários eventos que envolveram a Igreja. Se com Constantino cessou a perseguição e os cristão passaram a serem beneficiados, por outro lado a Igreja passou a sofrer o manejo político por parte do imperador.

 

  1. A Igreja: do Estado Imperial à Idade Média

A Idade Média representa o esforço de traduzir as experiências da Igreja no mundo do Império Romano para o mundo germânico.

 

2.1. Fusão entre igreja e Estado

Como enfatizado no tópico anterior, o início do acordo entre Igreja e Estado se deu quando Constantino se tornou governante único do mundo romano. A Igreja se livrava da perseguição, porém, agora, estava sob controle do governo imperial romano. O governo, em troca de privilégios, proteção e de ajuda que oferecia, achava-se no direito de interferir em assuntos espirituais e teológicos.

 

2.2. A Idade Média

Com o crescente declínio do Império Romano, com várias invasões por diferentes povos, gerando caos político e social, surge um cenário favorável para o fortalecimento institucional da Igreja. Esta nova era de domínio da Igreja é inaugurada com a escolha do monge Gregório para ser o papa, que muito contribuiu para a ampliação do poder pontifício e de grandes campanhas missionárias, visando a conversão ao cristianismo de extensas regiões bárbaras, inclusive a Inglaterra. Neste período surgem as primeiras universidades, a partir dos mosteiros, que desempenhavam importante papel na preservação e difusão de conhecimentos. Assim, a Igreja era a detentora do conhecimento, tendo em vista as invasões bárbaras. A Igreja era o porto seguro do conhecimento, pois nela se encontrava o conhecimento e a ciência. Mas, o verdadeiro conhecimento vem em ser um verdadeiro discípulo de Jesus e fazer parte de Sua Igreja, conforme está escrito em João 8.31-32.

 

2.3. Pré-reformadores

Assim como a igreja de Tiatira (Ap 2.18-29), que se desviou da vontade de Deus e se prostituiu, a Igreja medieval foi seduzida pelo poder e se distanciou da Palavra de Deus e dos ensinos bíblicos. O papa se estabeleceu como grande imperador e a Igreja começou a monopolizar a fé. Grandes tributos eram recolhidos pelo papa, o cristianismo se transformou em uma religião litúrgica e as pessoas não tinham mais acesso às Escrituras, somente o clero. Alguns homens se levantaram contra a Igreja medieval e contra o papado, esses homens são chamados de pré-reformadores, pois pregavam a autoridade da Bíblia e o retorno ao ideal da Igreja Primitiva. Muitos deles morreram por esse ideal.

 

  1. A Reforma Protestante

A Igreja passou por diversas transformações, mas nenhuma delas se iguala à Reforma Protestante. Quando tudo parecia perdido, Deus levanta um homem para desestruturar o sistema eclesiástico que se desviara de seu propósito inicial.

 

3.1. Lutero

Martinho Lutero foi um monge agostiniano, estudioso das Sagradas Escrituras, que, durante um momento de sua vida, ao ler Romanos 1.17, foi impactado pela Palavra, pois percebeu os erros que a Igreja Romana ensinava, à luz da Palavra. A mensagem do Evangelho era o critério fundamental para compreensão do cristianismo. Essa era a razão pela qual não se poderia aceitar a infalibilidade papal, as indulgências, dentre outros erros doutrinários. Ele afirmou que a Bíblia é a Palavra de Deus e por isso somente ela é infalível, pois Deus não pode mentir (Tt 1.2). Aquilo que Ele prometeu, certamente vai cumprir.

 

3.2. O termo Protestante

Em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, considerado marco inicial da Reforma Protestante. Nelas condenava os abusos do sistema de indulgências e desafiava a todos que tomassem conhecimento delas. Sua intensão era que a Igreja voltasse ao ideal proposto pelo Novo Testamento. A tradução da Bíblia para o alemão e a impressão das teses divulgaram rapidamente suas ideias. Muitos príncipes seguiram Lutero e em 1526 foi promulgado a autorização de que cada governante do estado estaria livre para seguir a fé que sentisse ser a correta. No entanto, em 1529, outra decisão revogou a anterior e obrigava a todos a voltarem a ser católicos. Os príncipes seguidores de Lutero e representantes de 14 cidades leram um "Protesto". A partir daí foram chamados de "Protestantes", por seus opositores, pois os príncipes protestaram contra o edito do imperador Carlos V, que procurava reprimir o movimento da Reforma.

 

3.3. As bases da Reforma Protestante

Os reformadores protestantes tinham em comum alguns fundamentos que a maioria das igrejas evangélicas trazem consigo até hoje. Roger Olson afirme que três princípios protestantes da maior importância são geralmente identificados como responsáveis por diferenciá-los da igreja da Roma e de sua teologia oficial: "a salvação pela graça mediante a fé somente" (Ef 2.5), "somente as Escrituras" (as Escrituras acima de todas as demais autoridades da fé e da prática cristã) e o sacerdócio de todos os cristãos. Cada líder interpretava esses princípios à sua própria maneira, mas todos os compartilhavam e se esforçavam para construir com eles um novo alicerce para o cristianismo. Seu propósito comum era levar a Igreja de Jesus Cristo de volta aos verdadeiros alicerces do Novo Testamento e livrá-la de todos os falsos ensinos e práticas corruptas.

 

Conclusão

Apesar de tantas ações pecaminosas dos que se dizem membros da Igreja ao longo da história, nosso Senhor continua trabalhando e guiando o Seu povo no cumprimento de Seus propósitos. Através de erros e acertos, olhar para a história é aprender com nossos próprios erros de tal forma que não venhamos a cometer os mesmos erros do passado.

 

Questionário

 

  1. Qual igreja é considerada como perseguida?

 

2 . Por que muitos fabricantes de ídolos se opuseram ao cristianismo?

 

  1. Qual heresia a Igreja Primitiva já tinha combatido no período dos apóstolos Paulo e João?

 

  1. Qual o caminho que nos leva a Deus?

 

  1. Qual passagem bíblica impactou a vida de Lutero?

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 5

 

 

Avivamento e missões na história da Igreja

5 de maio de 2019

 

 

Texto Áureo

"Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.", Hc 3.2

 

Verdade Aplicada

Quando somos confrontados pela Palavra e nos arrependemos dos nossos pecados, Deus opera renovações pelo Espírito Santo

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

2 Cr 7.12-15

12 - E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.

13 - Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo;

14 - E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

15 - Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.

 

Introdução

Na história da Igreja, avivamento e missões sempre caminharam juntos. Deus utiliza Sua Palavra para gerar nos cristãos um retorno ao propósito básico de seu chamado e inspirar o espírito missionário.

 

  1. A relevância dos avivamentos

A Igreja cristã vivenciou em sua história alguns avivamentos que foram responsáveis por um retorno ao Senhor e desejo pela obra missionária.

 

1.1. O que é avivamento

Segundo o dicionário Houaiss, a palavra avivamento vem do cognato avivar, que significa: "tornar-se mais vivo; animar-se; tornar-se mais forte". Em Habacuque 3.2 a palavra dá uma ideia de "conservar vivo", de acordo com a Nova Tradução na Linguagem de Hoje: "Ó Senhor, ouvi falar do que tens feito e estou cheio de temor. Faze agora, em nosso tempo, as coisas maravilhosas que fizeste no passado, para que nós também as vejamos. Mesmo que estejas irado, tem compaixão de nós!". Sendo assim, o avivamento está ligado ao comprometimento com a Palavra de Deus e um retorno ao ideal do Senhor.  

 

 

1.2. Os avivamentos da Bíblia

Na Bíblia foram registrados avivamentos nos quais um grande número de pessoas se voltou para Deus e desistiu de seu modo pecaminoso de viver. Os avivamentos foram liderados por homens que reconheceram a crise espiritual da nação, superaram o medo e tornaram a Palavra de Deus conhecida às pessoas. O avivamento está relacionado a um retorno e submissão à vontade de Deus. Com Ezequias, o templo foi purificado, livraram-se dos ídolos e levaram os dízimos à casa de Deus (2 Cr 29.1-6, 16; 31.4-6). Com Josias, o povo fez um compromisso de obedecer às ordens de Deus e remover as influências pecaminosas em suas vidas (2Cr 34.2-7, 29-33). É necessário de nossa parte arrependimento e mudança para experimentar o verdadeiro avivamento.

 

1.3. Os avivamentos na história da Igreja

Após a Reforma Protestante, a Igreja já possuía ainda muito da liturgia e da prática romana, no entanto, ocorreram diversos reavivamentos ou renovações no seio da Igreja Pós-Reforma, geralmente em épocas de crise, para conduzir os cristãos ao arrependimento por seus pecados e à piedade de vida, de testemunho e de obras. O Grande Avivamento foi uma série de avivamentos simultâneos, no campo ou nas vilas conduzidas por homens usados por Deus. Grandes avivalistas, como Jonathan Edwards (1703-1758), George Whitefield (1714-1770), Charles Finney (1792-1875), dentre outros, através da pregação da mensagem da cruz e do arrependimento, revolucionaram a sua geração. Atualmente, ouvimos muitas mensagens sofisticadas, porém a mensagem da cruz e do arrependimento não pode ser esquecida dos púlpitos.

 

  1. A história da Igreja e missões

A reforma Protestante foi apenas o começo do grande avivamento que Deus estabeleceria em Sua Igreja para chamar as nações e povos para se render a Ele e participarem de Seu Reino.

 

2.1. A Igreja Primitiva e Missões

É o Espírito Santo que capacita a Igreja para a missão e para o discipulado. Inclusive o Senhor Jesus agiu no poder do Espírito Santo (Mt 3.16; At 10.38).O Espírito dirige, motiva e surpreende a Igreja enquanto cumpre sua missão, tal como sucedeu a Pedro em seu encontro com Cornélio (At 10.28-34), pois rompe as barreiras culturais, éticas, econômicas e religiosas. É o Espirito quem “faz missão” antes mesmo de nossa palavra e ação, preparando os corações e as mentes para a mensagem de Cristo.

 

2.2. Missões da Igreja Pós-Reforma

Após a Reforma, a Igreja Protestante tinha uma grande missão: reformar a Igreja e converter os “pagãos” que seguiam os velhos costumes e doutrinas. Lutero chegou a afirmar que a Grande Comissão (Mc 16.15) foi dada somente aos apóstolos, e que o Evangelho deveria ser pregado pelas autoridades civis. Apesar da maioria dos reformadores pensarem desta forma, a teologia protestante, especialmente a doutrina do sacerdócio de todos os cristãos, foi responsável posteriormente em dar um grande estímulo missionário. É responsabilidade de todos nós a pregação do Evangelho. A obra missionária é feita através da oração, oferta e do envio de missionários.

 

2.3. A Bíblia e Missões

O Grande historiador moderno de Missões, Latourette, chamou o século XIX de “O Grande Século” da obra missionária. Este período é caracterizado por grandes reavivamentos, onde notáveis homens de Deus estimulavam os fiéis à devoção pessoal, a uma vida piedosa e à leitura Bíblica. Com isso, nasceu dentro da Igreja um ardor pela obra missionária, dando início às missões evangélicas na África, China, Índia, Austrália e Nova Zelândia. A obra missionária deve ser feita por todos, conforme as palavras de Jesus (Mc 16.15). Deus nos chama para fazer a Sua obra. Que possamos responder como o profeta Isaías: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." (Is 6.8).

 

  1. O movimento pentecostal

Durante séculos a obra pentecostal tinha esfriado diante do secularismo da Igreja da Idade Média, entretanto, após a volta da leitura da Bíblia e a busca por uma vida de santidade, Deus derrama a plenitude de seu Espirito novamente, agora sobre a Igreja do século XX.

 

3.1. O batismo com o Espirito Santo

O batismo com o Espirito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, na qual o crente em Cristo Jesus experimenta a plenitude do Espirito através da evidência inicial do “falar em línguas”. Cristo ordenou aos discípulos que não testemunhassem da Sua obra até que fossem batizados no Espirito e revestidos de poder (Lc 24.49; At 1.4-5, 8). Este batismo ocorre uma única vez na vida do cristão e move-o à consagração à obra de Deus, para, assim, testemunhar com poder e retidão. Portanto, o cristão batizado é conduzido pelo Espírito a um relacionamento íntimo com o Senhor e é impulsionado e capacitado para fazer a Sua obra.

 

3.2. O revestimento de poder

A Palavra “poder” (do grego dynamis), dá origem a vários vocábulos no português, a saber, dínamo, dinamite, dinâmico, entre outros. Essa palavra está ligada diretamente ao “poder” como capacitação, capacidade para fazer ou executar uma obra, ou seja, ao sermos batizados com o Santo Espírito, nós recebemos de Deus ferramentas para nos ajudar a executar a obra. É importante lembrar que o batismo com o Espírito não é exigência para a salvação, mas é um dom que está à disposição de todos aqueles que creem na obra de Cristo e o tem como único e suficiente salvador.

 

3.3. As Assembleias de Deus

Em 1910, chegam a Belém do Pará, vindos dos Estados Unidos, onde foram batizados com o Espírito Santo em Chicago, em 1909, os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. No dia 18 de junho de 1911, eles fundaram a Igreja Assembleia de Deus em Belém do Pará, na época chamada de “Missão da Fé Apostólica”. Em suas primeiras décadas de existência, não teve o ensino teológico formal (seminários) como a sua prioridade básica. Sendo um movimento essencialmente apostólico, concentrou todos os seus recursos na evangelização de um país cujo território é várias vezes maior que a Europa Ocidental.

A forma inicial de evangelização dos missionários foi a ida aos territórios mais inóspitos da Amazônia, a pregação da Palavra e a disseminação da doutrina pentecostal, segundo Isael de Araújo, através do então jornal “Voz da Verdade”, cujo principal intento não era de apresentar notícia e, sim a divulgação doutrinária da obra do Espírito Santo.

 

Conclusão

Para que possamos viver o verdadeiro avivamento que vem de Deus, é necessário que voltemos à essência da Palavra, nos arrepender dos nossos maus caminhos e viver uma vida de santidade. Somente assim, Deus voltará a fazer maravilhas na Sua Igreja nos dias de hoje. O Pr. Paulo Macalão afirmou, em 1979, sobre o crescimento da Igreja: “A razão para o crescimento da Igreja neste século (XX) está na ação do Espírito Santo e na vida de santidade”.

 

Questionário

 

  1. Com o que o Avivamento está relacionado ?

 

  1. O que o povo fez na época do rei Josias ?

 

  1. Quem capacita a Igreja para a missão e para o discípulo ?

 

  1. O que Lutero afirmou ?

 

  1. Quem deve fazer a obra missionária ?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 6

 

 

A Igreja atual e alguns desafios

12 de maio de 2019

 

 

Texto Áureo

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.", Rm 12.2

 

Verdade Aplicada

Não deve haver na igreja nenhum tipo de discrepância entre fé e prática, pois o verdadeiro discípulo de Jesus vive aquilo que prega.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

1 Tm 4.1

1 - Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;

 

2 Tm 3.1

1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

 

2 Tm 4.3-5

3- Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

4 - E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

5 - Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

 

Introdução

Novos e diferentes desafios se apresentam para a Igreja dos dias de hoje. Somente com uma vida de oração, alicerçada na Palavra e avivada pelo Espirito Santo, poderemos vencer as astutas ciladas do diabo.

 

  1. A era atual

O período da história que vivemos é chamado pelos estudiosos de pós-modernismo, que é uma continuação do modernismo, entretanto, com mudanças relevantes que trazem desafios para a Igreja de Cristo.

 

1.1. O pós-modernismo

O pós-modernismo é o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e na sociedade, encerrando assim o período fortemente influenciado pela supremacia cega da razão e inaugurando um tempo de desconstrução das certezas, valores e referenciais. Ele hoje se espalha no cotidiano através da tecnologia e pelos meios de comunicação. Atualmente, o mundo ocidental vive um momento de crise de modelos, paradigmas e valores. O momento histórico vivenciado é regido por uma nova cosmovisão, que se recusa a reconhecer absolutos. Estamos presenciando o crescimento do islamismo, das religiões de cunho naturalista, o relativismo, o hedonismo e o pragmatismo.

 

1.2. Principais mudanças do século XXI

O mundo em que vivemos é muito distinto do qual a Igreja nasceu. Hoje, temos acontecimentos que desafiam o cristianismo e até mesmo a própria pregação. Dentre as principais mudanças, podemos elencar: a intensificação do processo de globalização, o terrorismo, a queda de regimes totalitários, a informação instantânea, as epidemias, o avanço científico, as mudanças dos valores morais e da configuração familiar, a superexposição midiática da igreja, dentre outros.

 

1.3. O mundo

Desde a Igreja Primitiva, o mundo (do grego, kosmos) se opõe à Igreja e aos seus valores. Em especial, os escrito do apóstolo João nos dão uma ideia clara sobre o que é o mundo. Por metonímia, o mundo pode designar não apenas o mundo como um todo ou a terra, mas também, aqueles que habitam o mundo: o gênero humano (Jo 7.4; 14.22; 18.20), ou seja a humanidade em geral, objeto do amor e dos atos redentores de Deus (Jo 3.16). Contudo, o "mundo" também é caracterizado por uma sociedade corrompida, que se opõe a Deus e inimiga dEle e de Seus valores (Tg 4.4).

 

  1. Os desafios da Igreja

Salomão afirma em Eclesiastes 1.9 "que nada há de novo debaixo do sol". Alguns desafios atuais já foram confrontados pela Igreja Primitiva, só que agora possuem uma roupagem moderna e sedutora, que não passa de engodo.

 

2.1. O Antinomismo e o relativismo

Em Gálatas 5.7-13, o apóstolo Paulo faz uma advertência sobre os falsos mestres, do mau uso da liberdade e contra as atitude libertinas ou licenciosas, o chamado antinomismo, que é aquela atitude negligente, segundo a qual estar isento da lei equivale uma licença para praticar a iniquidade. Longe disso, o apóstolo escreve que o cristão não deve moldar sua conduta de acordo com a carne (o impulso para pecar), mas em harmonia com o Espírito Santo. Atualmente, o relativismo afirma que, por causa da verdade ser relativa, não existe uma única lei moral que governe o mundo, contudo, sabemos que Jesus é a única verdade (Jo 14.6).

 

2.2. A imoralidade e o hedonismo

No texto de 1 Coríntios 5.1, o apóstolo Paulo repreende os coríntios em razão de sua soberba e arrogância por tolerarem tão flagrante pecado em seu próprio meio, e acautela seus leitores de que a liberdade cristã não implica em libertinagem moral, e ressalta o fato de que o corpo é sagrado, por ser templo do Espírito Santo (1 Co 6.18-20). O hedonismo afirma que o bem maior da vida é a busca pelo prazer e não reconhece o pecado como tal. Viver uma vida pautada pelos prazeres, riquezas e satisfações é, na verdade, viver sob a égide da carne e não do Espírito Santo.

 

2.3. O mercantilismo da fé e o consumismo desenfreado

 

Uma das características do fenômeno social atual é o consumismo desenfreado, que é basicamente o desejo de comprar em demasia. As propagandas e a mídia nunca influenciaram tanto a sociedade como nos dias de hoje, entretanto, muitos absorveram essa demanda de se ter a utilizam no âmbito da fé, como meio de se comprar o favor de Deus. Em Atos 8.18, vemos que Simão oferece dinheiro para comprar o dom do Espírito Santo e o apóstolo Pedro diz: "O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.". Deus não é o nosso empregado e nem um comerciante, com o qual podemos comprar bênçãos.Nosso relacionamento com Ele é a partir de Sua graça e amor.

 

  1. A relevância da coerência na vida da Igreja

O descrédito de muitos em relação à Bíblia deve-se, em grande parte, pela falta de vivência, por parte da Igreja, dos princípios práticos e sociais das Escrituras Sagradas.

 

3.1. O desafio da ortodoxia

A ortodoxia defende que "a doutrina que se alinha (do grego, orthos) com a Escritura é destinada a ser uma bênção para a vida diária e, ao mesmo tempo, para louvar a Deus (do grego, doxa) na vida em si" A ortodoxia afirma que a Bíblia é a Palavra de Deus, pois ela é a base e a fonte de toda teologia e mensagem cristã. Toda afirmação que não tem seu fundamento nas Escrituras não pode ser entendida como uma verdade doutrinária. O apóstolo Pedro afirmou: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2 Pe 1.20-21).

 

3.2. O desafio da ortopraxia

Ortopraxia significa, literalmente, "prática certa e corretiva". A verdadeira ação prática cristã - a ortopraxia - é gratuita, livre de artifício, livre de um espírito calculista, livre de contrato (faço isso para Deus e Ele faz isso para mim). A vida de ortopraxia é essencialmente espontânea. Com Jesus no coração, amamos o próximo, e o necessitado, não para ganhar a aprovação de Deus ou receber benefícios. É preciso libertar-se do egoísmo piedoso, ou seja, aquele que leva a pessoa a fazer o bem simplesmente porque sabe que receberá algo ainda maior em troca. Pois Paulo afirma em 1Coríntios 13.5: "o amor (...) não busca seus interesses".

 

 

3.3. O desafio da ortopatia

Do grego ortho (correto) e pathos (sentimentos, paixões). É buscar e desejar que o Espírito Santo opere em nós e nos conduza a agirmos com graça, empatia e amor. Buscarmos "o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fp 2.5). Pois se seguirmos tão somente a ortodoxia há o risco de entrarmos pelo caminho do legalismo. Mente e coração precisam ser impactados e transformados pela ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo. Como conhecimento prático da unificação do coração e da mente por Deus, a teologia tem o caráter de sabedoria. Para a ortopatia ser verdadeira, é preciso que a paixão de Deus seja nossa paixão (Jo 3.16). Deve haver perfeita simetria entre teologia, vida e paixão.

 

Conclusão

O mundo se opõe aos valores apresentados por Deus na Sua Palavra, portanto, a Igreja deve estar saudável doutrinariamente e viver um evangelho autêntico, a partir do exemplo de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que viveu o amor em sua plenitude.

 

 

Questionário

 

  1. O que Salomão afirma em Eclesiastes 1.9?

 

  1. Quem é a única verdade?

 

  1. O que Simão ofereceu para comprar o dom do Espírito Santo?

 

  1. O que Paulo afirma em 1Coríntios 13.5?

 

  1. O que é preciso para que a ortopatia seja verdadeira?

 

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 7

 

 

O desafio das novas teologias e modismos

19 de maio de 2019

 

 

Texto Áureo

"Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.", 2Pe 3.18

 

Verdade Aplicada

A Igreja contemporânea, para vencer a guerra espiritual, precisa estar informada sobre as rápidas mudanças e estar alicerçada na Palavra de Deus.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

At 17.10-12

10 - E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.

11 - Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

12 - De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens.

 

Introdução

Os desafios dos nossos tempos exigem de nós autorreflexão e uma vida pautada pela Palavra de Deus. Contudo, não podemos perder nossa identidade.

  1. O pragmatismo pentecostal

O evangelho das multidões em detrimento ao evangelho da renúncia e do discipulado tem caracterizado os tempos atuais. A busca por resultados em detrimento à observação da Palavra, valores e ordenanças tem sido notório em nossos tempos.

 

1.1. Pragmatismo religioso e discipulado

O pragmatismo é a filosofia que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito prático. Com isso, vemos que o pragmatismo religioso está impregnado no contexto evangélico. Está inserida nesse contexto a pregação que valoriza mais os resultados em detrimento ao conteúdo fiel à mensagem bíblica. Muitos consideram unicamente o crescimento numérico como critério de aprovação de um trabalho ou pregação. A Bíblia, em especial nos evangelhos, nos mostra a dicotomia entre a multidão e os discípulos de Jesus. A grande diferença entre a multidão e o discipulado, está em seu compromisso com Jesus (Jo 6.26-27, 66-67). Enquanto que a multidão é pragmática, só está atrás de Jesus enquanto Ele tem algo a oferecer, os discípulos O seguem em compromisso com a Sua Pessoa e Palavra (Jo 6.68).

 

1.2. O profeta bíblico

Diferentemente do que a maioria pensa, o profeta do Antigo Testamento (do hebraico, nabi) não tinha como função principal revelar o futuro, na verdade, como afirma Gordon D. Fee e Douglas Stuart, a principal função do profeta era de ser o porta-voz de Deus para Israel. O profeta hebreu apontava o pecado, apresentava a queda da Aliança do Sinai, profetizava o juízo e, por fim, a reconciliação com Deus e as bençãos da Aliança. Eles anunciavam o futuro sim, porém, um futuro imediato como consequência da obediência ou desobediência do povo de Deus. Sendo assim, o anúncio do futuro era uma consequência da vida do povo, portanto, função secundária, da profecia veterotestamentária e bíblica.

 

1.3. A procura por profecias

Por não entender a função da profecia bíblica de denunciar o pecado, apresentar as consequências da desobediência e as bênçãos da Aliança,  muitos visitam igrejas pentecostais à procura não da Palavra de Deus, que é a maior profecia, mas, sim, da revelação do futuro. O profeta pagão (do grego "profetes") era adivinho, isto é, aquele que através da magia, necromancia, ou por meio de drogas, adivinhava o futuro em troca de dinheiro. João, em sua carta (1Jo 2.21-26), nos informa sobre o perigo dos falsos profetas. Não se pode avaliar uma pessoa, que se diz, usada por Deus, simplesmente pelas supostas manifestações espirituais demonstradas publicamente ou por realizações miraculosas. O que qualifica o verdadeiro profeta é a simetria entre o que diz a Palavra de Deus e o que ele crê e vive (Mt 7.21-23).

  1. Novas teologias e modismos

O evangelho simples, a mensagem da cruz e o advento do Reino de Deus têm sido esquecido e trocado por uma mensagem que, apesar de aparentemente parecer bíblica, possui mais característica de autoajuda ou outra coisa do que o motivo pelo qual Jesus derramou o Seu sangue na cruz e deu a Sua vida por cada um de nós.

2.1. O triunfalismo

O triunfalismo afirma que nós,como crentes e salvos em Cristo não podemos ter qualquer tipo de doença, problema, tribulação ou perda. Faz a seguinte afirmação, baseando-se em Isaías 53:5:"Se Ele levou sobre si as nossas enfermidades, logo, não podemos ficar doentes", ou se ficamos doentes é 1) porque não temos fé para sermos curados; ou 2) porque de fato ainda não fomos salvos por Cristo. Essa teoria é, na verdade, uma tremenda contraposição da reflexão teológica correta. A obra da salvação foi plena em Jesus, entretanto, é necessário que ela se cumpra cabalmente com a volta de Cristo. Somente depois da Sua vinda que nós não sofreremos mais e não morreremos mais. A vinda de Cristo é a expectação e vitória máxima da Igreja.

 

2.2. A teologia da prosperidade

A teologia da prosperidade é a concepção de que Deus nos abençoa de acordo com o valor financeiro que nós "pagamos" a Ele. Comumente, utiliza-se textos do Antigo Testamento  para afirmar esta teoria. A teologia da prosperidade é uma incoerência hermenêutica, a partir do pressuposto da revelação progressiva de Deus no Antigo Testamento, ou seja, no Israel primitivo a esperança do indivíduo estava vinculada ao futuro do povo nesta terra, pois não existia ainda uma compreensão de esperança na vida eterna. Longevidade, descendência numerosa, bens materiais são promessas para o Israel terreno, para a vida neste mundo. Entretanto, em Cristo a nossa esperança e objetivo de vida não se resumem a esta vida (1Co 15.19).

 

2.3. A Confissão Positiva

Outro modismo destes tempos está no "tomar posse" ou "determinar" a benção. Além de ser uma afirmação de cunho quase que mágico, sem uma reflexão coerente das Escrituras, ela é diferente da cosmovisão cristã, que é a percepção da realidade a partir do prisma cristão. Ou seja, o cristão deve ser otimista e alegre, porque ele possui o Espírito Santo, que é a garantia e o penhor da nossa salvação (Ef 1.14), e ele sabe que Deus está no controle de todas as coisas e Sua vontade é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Ter a mente de Cristo e ser consolado pela presença do Santo Espírito nada tem a ver com a repetição de palavras ou a presunção da vitória aos próprios olhos.

 

  1. Experiência pentecostal e a Palavra

Não podemos dissociar a Palavra da experiência. Na verdade, um completa o outro. Não devemos valorizar um em detrimento do outro. A busca deve sempre crescer na graça e no conhecimento (2Pe 3.18).

 

3.1. O poder do Espírito

O Espírito Santo é o agente vivificante que capacita o cristão a fazer a obra de Deus. Através dEle e do batismo com o Espírito o cristão é inspirado a declarar mensagens proféticas e louvores (1Co 14.2, 15); a ter maior sensibilidade contra o pecado, que entristece o Santo Espírito, uma busca maior na retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade; uma vida que glorifica a Jesus Cristo (Jo 16.13-14; At 4.33); visões da parte do Espírito (At 2.17); manifestações dos vários dons do Espírito Santo (1Co 12.4-10); maior desejo de orar e interceder (At 2.41-42; Rm 8.26); e maior amor pela Palavra de Deus e melhor compreensão dela (Jo 16.13).

 

3.2. Manifestação dos dons

A Igreja primitiva era uma igreja carismática (charisma, do grego, significa, segundo Strong - graça ou dom de Deus), ou seja, nela se manifestava os dons espirituais para edificação, exortação e consolação. Porém os dons do Espírito devem ser administrados com responsabilidade, comprometimento e destreza. O apóstolo Paulo apresenta o amor como dom principal, e mais importante, responsável em reger os outros dons (1Co 13). O amor é a exigência para uma administração correta e saudável utilização dos dons.

 

3.3. Aprofundamento da Palavra

O aprofundamento da Palavra é importante para o amadurecimento do cristão. A ideia não é a intelectualização da fé, pois deve haver o equilíbrio entre fé, espiritualidade pentecostal e razão. Não devemos criar uma polaridade entre graça e conhecimento. Não precisamos perder o fervor espiritual ao estudar a Palavra. Aprofundar-se na Palavra é obedecer ao que o próprio Deus disse através de Oséias 6.3: "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.", Os 6.3

 

Conclusão

O nosso grande desafio atual é viver a Palavra de Deus em sua essência, não perdendo a nossa identidade pentecostal. Ao guardar e conhecer a Palavra de Deus, viveremos com saúde espiritual as bênçãos de Deus para nós.

 

Questionário

 

  1. O que João em sua carta nos informa?

 

  1. O triunfalismo baseia-se em qual passagem bíblica?

 

  1. O que nos ensina 1 Coríntios 15.19?

 

  1. Quem é a garantia e o penhor da nossa salvação?

 

  1. O que o apóstolo Paulo apresenta como dom principal?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 8

 

 

A Igreja e sua influência na sociedade

26 de maio de 2019

 

 

Texto Áureo

"Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.", Mt 22.21

 

Verdade Aplicada

Como cidadãos do Reino de Deus e representantes de Cristo, devemos, através de uma vida honesta e irrepreensível, ser exemplos de cidadania e civismo.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Rm 13.1-4

1 - Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.

2 - Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.

3 - Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.

4 - Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.

 

Introdução

 A Igreja tem o poder de influenciar a sociedade através do modelo de valores que possui. Uma Igreja dinâmica e proativa, que vive e testemunha os ensinamentos de Jesus, pode mudar uma nação.

 

  1. A Igreja e o Estado

A submissão ao Estado, de acordo com os parâmetros divinos, é agradável a Deus. Devemos, como cidadãos do Reino de Deus, ser exemplos de cidadãos aqui na terra.

 

1.1. A Igreja Primitiva e o Império Romano

A Igreja de Cristo nasceu debaixo da égide do Império Romano. O apóstolo Paulo escreveu uma carta para a igreja em Roma. A Carta aos Romanos era uma explicação da obra de Cristo para as igrejas gentias que vieram à existência independente de Paulo. O apóstolo nos dá algumas indicações de como o cristão deveria se portar diante do governo. O cristão deve ser obediente à leis e se submeter às autoridades (Rm 13.1-7). Também deve orar pelos governantes (1 Tm 2.1-2) para que possam pregar o Evangelho.

 

1.2. A Deus e a César

César era o título do imperador romano e chefe do Estado. O texto de Mateus 22.15-22 nos mostra os herodianos, membros do partido que apoiavam a dinastia de Herodes e que eram a favor do Império, tentando colocar Jesus em uma má situação. A pergunta era uma cilada para expor o Mestre. Ao responder a indagação, Jesus diz: "Dai, pois, a César", nos ensinando que devemos nos submeter aos magistrados civis, desde que não estejamos contra aquilo que é propriamente de Deus.

 

1.3. Cidadania

O cristão não deve se alienar de suas responsabilidades e de sua cidadania terrestre. O apóstolo Paulo diz que nós somos embaixadores de Cristo: "De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconciliei com Deus."(2Co 5.20). Um embaixador tem como missão representar um rei ou um reino, ou governo. Sendo assim, como embaixadores de Cristo, representamos o Reino de Deus aqui na terra. Entretanto, isso não nos exime de nossas responsabilidades aqui na terra. Portanto,possuímos duas cidadanias, a saber, a nossa pátria terrestre e a celestial, a Nova Jerusalém.

 

  1. Responsabilidade social

Jesus resumiu os mandamentos em dois: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como nós mesmo. Cuidar do outo é uma responsabilidade que deve ser vivida na igreja (Mt 22.37-40; Rm 12.20).

 

2.1. A crítica social no Antigo Testamento

Já no Antigo Testamento os profetas denunciavam a omissão às responsabilidades sociais do povo junto aos necessitados. Todas as advertências dos profetas pressupõem uma posição especial dos israelitas diante de Deus, pois, dessa relação deveria resultar um determinado comportamento. Com isso, uma das exigências é um comportamento moralmente íntegro. A crítica social e a crítica ao culto são os dois lados de uma mesma moeda. A comunicação correta com Deus foi abalada pela injustiça social ou por um culto sem sentido, assim como os profetas denunciaram (Is 5.7; 58.6-7; Am 4.1). O Deus de Israel se apresenta como o Deus das viúvas, dos órfãos e dos peregrinos: "Pois o Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e vestido." (Dt 10.17-18).

 

2.2. A responsabilidade social da Igreja Primitiva A instituição dos primeiros diáconos (At 6.1-7) foi uma forma que a Igreja Primitiva utilizou para cuidar dos mais necessitados e supervisionar a distribuição das ofertas, retiradas do fundo comum para os membros mais pobres da comunidade. A demanda nasceu devido ao fato de que, no início, a Igreja atraíra judeus helenistas, isto é, judeus de fala grega, de fora da Palestina e judeus naturais da Palestina, que falavam aramaico. Não tardou para que se levantassem queixas de que as viúvas destes últimos estavam sendo favorecidas na distribuição diária.

 

 

2.3. A missão integral

O cristianismo é maior do que qualquer cultura. Assim como afirma Paul Tillich, a verdade imutável do cristianismo utiliza a cultura, através do idioma, história e símbolos, como meios para apresentar o Evangelho. Entender que o ser humano é um ser tricotômico (corpo, alma e espírito) não significa entender que este pode ser tratado como um ser fragmentado, mas, sim, deve ser tratado como um ser integral, que possui corpo, alma e espírito de forma coesa. O apóstolo Tiago afirmou: "E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?", (Tg 2.16). Nossa missão deve ser integral. Deus não salva somente nossa alma, mas, sim, todo o nosso ser: corpo, alma e espírito (1Co 15.53-54).

 

  1. Vivendo segundo os valores do Reino

Não devemos pregar somente com palavras, mas também com um vida pautada pela Palavra de Deus, sendo sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16).

 

 

3.1. A família e a Igreja

A família é a primeira instituição estabelecida por Deus. Ela é a base de toda a sociedade. Entretanto, os "progressistas" tem atacado o modelo da família tradicional, apresentando novas configurações de família. É de extrema importância a Igreja não esquecer o cuidado com à família, pois esta tem sido ultimamente bombardeada pelo diabo.  Outro fato importante a salientar é que a responsabilidade do discípulo de Cristo de cuidar do outro começa em casa, antes de ser estendida à igreja local (1Tm 3.5; 5.8).

 

3.2. Princípios morais

Diferentemente dos valores mundanos, quando o cristão estabelece uma família, este não faz buscando egoisticamente a sua felicidade. Paulo e Pedro estabelecem os valores básicos da família cristã. Portanto, a Igreja não pode ficar indiferente à inversão de papeis de homens e mulheres revelados pelo Espírito Santo nas Escrituras, as quais estão acima da ideologia de gênero e da cultura pós-moderna do relativismo. O dever do marido é amar a esposa como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25), e a esposa ser submissa ao marido (1Pe 3.1). A ordenança é amar com o amor ágape, o amor de auto sacrifício e de valorização do outro, ou seja, o esposo cristão não casa ou estabelece família para ser feliz, e sim, para fazer o cônjuge feliz, da mesma forma, a mulher cristã está na mesma missão que o esposo, em fazê-lo feliz.

 

 

3.3. Coerência entre fé e prática

O grande desafio é viver a ética do Reino de Deus em sua totalidade, e sua maior exigência é o amor. Entretanto, o amor não se corrompe nem se vende, o amor que vem de Deus é uma auto entrega de si mesmo. Ele é vivido na prática e não somente através de palavras, como afirma Tiago: "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.", (Tg 1.22). É preciso sempre lembrar que Jesus Cristo inicia Suas últimas instruções aos discípulos afirmando que todos conhecerão os que são Seus discípulos pelo amor de uns aos outros (Jo 13.35). Tal marca somente será possível pela ação do Espírito Santo na vida daqueles que nasceram de novo. Não apenas nascer do Espírito, mas andar em Espírito (Gn 5.16, 22, 25).

 

 

Conclusão

Enquanto a igreja não for arrebatada, nó, como povo de Deus, devemos viver uma vida piedosa, sendo bons cidadãos, honestos e responsáveis, cuidando do próximo, vivendo o amor apresentado por Deus em Jesus e não se rendendo à corrupção deste mundo e nem ao relativismo, mas prosseguir guardando "o bom depósito pelo Espírito Santo" (2Tm 1.14).

 

Questionário

 

  1. O que o texto de Mateus 22.15-22 nos mostra?

 

  1. O que foi a instituição dos primeiros diáconos?

 

  1. Onde começa a responsabilidades do discípulo de Cristo de cuidar do outro?

 

  1. Qual é o dever do marido?

 

  1. O que Tiago afirma sobre o amor?