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Lição adultos Os patriarcas 3 trim 2018 adultos
Lição adultos Os patriarcas 3 trim 2018 adultos


 

TODAS LIÇÕES 2018 BETEL ADULTOS

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 1

O Testemunho dos Patriarcas

1° de julho de 2018

Texto Áureo

“Disse-me mais, Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus”. Êx 3.6

 

Verdade Aplicada

O maior legado de um pai para seu filho sempre será ensinar acerca do verdadeiro Deus.

 

Glossário

Escassez: Falta ou carência de algo;

Intento: Intenção, propósito;

Pragmático: Que tem como foco o bom êxito da ação; eficiente, objetivo, prática.

Textos de Referência.

 

Hebreus 11.8-9, 17-18

  1. Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
  2. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
  3. Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
  4. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;

 

Introdução

A história de Israel tem como marca o chamado de Deus aos patriarcas, pois, através das suas significativas experiências na vivência com o Senhor, eles contribuíram para o alicerce da fé do Antigo Testamento.

 

  1. A chamada de Abraão

O que marcou a história de Abraão foi sua fé e disposição em atender ao chamado divino (Hb 11.8). Por mais que habitasse em uma terra de idolatria, os seus ouvidos atentaram para a revelação de Deus.

 

1.1. A renúncia de Abraão

Quando Deus aparece a Abraão e lhe faz promessas (Gn 12), exige que ele sai da sua terra, parentela e da casa do pai para uma terra ainda não revelada. A ordem consistia em abandonar tudo que lhe era importante em troca do desconhecido. As expressões "terra", "parentela" e "casa" (Gn 12.1) Enfatizam que Deus queria que Abraão abrisse mão de sua estabilidade. Ele morava numa região rica, bem desenvolvida e, certamente, permanecendo na casa do pai, ele teria direito às bênçãos. No entanto, a partir daquele momento, sua estabilidade, descendência e conforto seriam resultado de sua fé e obediência ao Deus Todo-Poderoso.

 

1.2. Homem de uma fé extraordinária

Desde a chamada de Abraão, é notório o quanto a fé movia a sua vida e as suas decisões. Uma das maiores provas de fé desse grande patriarca foi quando Deus exigiu que imolasse seu filho Isaque (Gn 22). Esse teste de fé foi válido, pois revelou a sua total confiança em Deus, como bem relatou o escritor aos Hebreus ao dizer que Abraão considerou que Deus era poderoso para até dos mortos ressuscitar seu filho Isaque (Hb 11.18). A expressão "considerou" trás a ideia de calcular pelo pensamento e chegar a uma conclusão, ou seja, Abraão tinha plena convicção que Deus cumpriria a promessa e que, se fosse necessário, ressuscitaria Isaque.

 

1.3. O caráter de Abraão

Mesmo diante de eventuais falhas e de alguns deslizes em sua vida, Abraão é reconhecido como um dos maiores lideres espirituais, por ser exemplo de uma fé inabalável. Este patriarca é lebrado no Novo Testamento por Tiago como amigo de Deus (Tg 2.23) e por Paulo, ao citar que através dele todas as famílias da terra seriam benditas (Gl 3.8). Interessante notar que Deus testemunhou que Abraão seria instrumento para abençoar primeiramente sua própria família, por intermédio do ensino (Gn 18.19). Deus escolheu Abraão por conhecer seu caráter, pois através dele viria o povo eleito. Uma das marcas desse homem é o seu caráter, que é a impressão digital da alma. 

 

  1. Isaque: cumprimento de uma promessa

Isaque foi o resultado da grande promessa feita por Deus a Abraão; o fio que manteria viva a esperança de surgir uma grande nação. Sua história nos mostra que não existe impossível para Deus e nos ensina que precisamos confiar inteiramente nEle e esperar Seu tempo.

 

2.1. A revelação de Deus a Isaque

Deus se revelou a Isaque de maneira gradativa e em três situações distintas. A primeira vez foi como o Deus do pacto ao ser circuncidado. A segunda foi como Deus da providência, no momento de dificuldade. E a terceira, como o Deus do pai, quando Abraão, seu pai, estava morto (Gn 21.4; 22.8, 12-13; 26.24). Nós, pais, somos responsáveis em passar para os nossos filhos o conhecimento do verdadeiro Deus, o maior legado que podemos deixar para os nossos filhos. Infelizmente, em muitos lares, os pais tem negligenciado a responsabilidade de criar um ambiente propício para a revelação do verdadeiro Deus na vida dos filhos. Que Deus nos ajude a criar nossos filhos na doutrina e admoestação do Senhor.

 

2.2. Vencendo as dificuldades

Antes da morte, Abraão entregou a Isaque tudo quanto tinha, fazendo-o, desse modo, o herdeiro da promessa. A partir disso, Isaque passa a desenvolver a sua fé com o verdadeiro Deus e a experimentar as dificuldades junto com a esposa Rebeca. Segundo o relato bíblico, Isaque perde os pais (Gn 23.2; 25.8), enfrenta a esterilidade da esposa (Gn 25.20-21) e a escassez de alimentos (Gn 26.1). Diante dos problemas enfrentados, o patriarca orou incessantemente ao Senhor e, segundo o relato bíblico, por 20 anos (Gn 25.20-21, 26) até a oração ser respondida. A Bíblia diz que Deus ouviu as suas orações e atendeu o seu pedido.

 

2.3. Isaque e o seu legado

O texto de Hebreus coloca Isaque na galeria dos heróis da fé; considerado como o elo entre seu pai Abraão (o pai da fé) e seu filho Jacó ( aquele que luta com Deus). O texto de Hebreus também nos diz que "pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coias futuras"(Hb 11.20). A bênção do patriarca era sagrada e almejada pelos filhos, pois o patriarca invocava a Deus e tudo aquilo que era proferido tinha um poderoso efeito sobre as gerações futuras. Isaque entendeu o que é viver com Deus e desenvolveu uma fé inabalável, sempre confiando na soberania divina.

 

  1. Jacó, transformado em Israel de Deus

A história de Jacó mostra um Deus que age e atua na história. A vida desse patriarca nos deixa uma importante lição: Deus é poderoso para escrever uma história diferente a nosso respeito.

 

3.1. Uma vida de enganos

Infelizmente em várias etapas de sua vida, Jacó usou de astúcia para conseguir o que queria. Ele era um homem pacífico, que amava a vida do lar, se preocupava com questões espirituais e entendia o valor da primogenitura, porém era pragmático. Por conhecer a história e as promessas que Deus fizera aos seus ancestrais, começou a tramar ardilosamente, tentando colaborar com Deus em seus intentos. Isto é perceptível em Gênesis 25. 29-34, quando compra o direito de primogenitura de seu irmão Esaú, e quando se passa por seu irmão para ser abençoado pelo seu pai (Gn 27).

 

3.2. Resolvendo as pendências do passado

Em sua rota de fuga para Padã-Arã, Jacó tem um sonho onde Deus lhe assegura a aliança de Abraão, além de proteção pessoal e bênção (Gn 28.10-22). Embora Jacó tivesse preservado a sua vida ao fugir, as consequências foram terríveis, pois nunca mais veria a sua mãe, foi enganado por seu tio Labão e o medo de seu irmão o assombrava. Após vários anos na casa de Labão, Deus ordena que Jacó retorne à terra de seus pais (Gn 31.3).Este retorno incluía encontrar com seu irmão Esaú, que vinha ao seu encontro com 400 homens. Quando Deus ordenar algo, faça com fé sem temer o futuro, pois Ele prepara os caminhos. Gênesis 33.4 nos afirma: "Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram". 

 

3.3. Uma experiência marcante

Um dos momentos marcantes da história de Jacó foi "Vau de Jaboque", pois revela seu crescimento espiritual. Em Gênesis 32.22-32, encontramos Jacó travando uma luta com o anjo, que, teologicamente falando, foi uma teofania (o ato de Deus aparecer aos homens). Diante deste episódio, Jacó viu que poderia perseverar e vencer sem trapacear. Jacó saiu marcado deste encontro; fisicamente passou a mancar; e espiritualmente nunca mais foi o mesmo. Aqui seu nome muda de "Jacó" para "Israel", passando a ser agora "Príncipe de Deus". Em nosso desenvolvimento espiritual, muitas vezes carregaremos marcas profundas, simbolizando a transformação do nosso caráter.

 

Conclusão.

Em Abraão aprendemos sobre um Deus que escolhe e capacita pessoas. Em Isaque percebemos um Deus que se revela nos momentos de necessidade. Na vida é perceptível a vontade de Deus em transformar o homem. Através desses três personagens, Deus começa a linda história da nação de Israel.

 

Questionário.

 

  1. Qual foi um dos momentos mais marcantes da história de Abraão?

 

  1. Qual foi uma das maiores provas de fé de Abraão?

 

  1. Como Abraão é lembrado no Novo Testamento por Tiago?

 

  1. O que Deus assegurou a Jacó em sonho?

 

  1. O Vau de Jaboque revela sobre Jacó?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 2

A Escravidão dos Hebreus no Egito

8 de julho de 2018

Texto Áureo

“Então disse Abraão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não e sua; servi-los-á; e afligi-la-ão quatrocentos anos.” Gn 15.13

 

Verdade Aplicada

O desígnio divino para o Seu povo está além da capacidade intelectual humana e no seu momento acontecerá.

 

Glossário

Ápice: Extremo; auge; o mais alto grau;

Inconcebível: Que não se pode entender ou explicar;

Maquiavélico: Que é ardiloso, astuto; falso, desleal, pérfido.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 1.1-7

  1. Estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com sua casa:
  2. Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
  3. Issacar, Zebulom, e Benjamim;
  4. Dã e Naftali, Gade e Aser.
  5. Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.
  6. Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
  7. E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.

 

Introdução

Diante do pavor e do medo, Faraó passa a oprimir o povo de Deus, que, por quatrocentos anos viveu sob intensa escravidão. Todo esse sofrimento levou o povo de Israel a clamar a Deus por livramento.

 

  1. O fortalecimento do povo de Deus

Durante os sete anos de grande seca que assolou toda a terra, a família de Jacó, por uma providência divina,desceu ao Egito. Aquelas setenta almas descritas em Êxodo 1.5 se tornaram um povo composto de aproximadamente 603 mil homens(Nm 1.46).

 

1.1. Coisas inexplicáveis acontecem ao povo de Deus

"Os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles" (Êx 1.7). Diante de todo esse fortalecimento e crescimento, surgiu um novo Faraó, que não conhecia o que José significava historicamente para o Egito. Esta nova dinastia começou a se preocupar, pois via um povo se tornando mais poderoso do que a própria nação do Egito. Como consequência, ele começou a oprimir o povo de Israel. É inconcebível, racionalmente falando, um governante não lembrar o que determinada pessoa representou para a história do seu povo, mas quando Deus está no controle, coisas inexplicáveis acontecem. 

 

1.2. O povo se torna escravo

O novo governante não familiarizado com José, não nutria qualquer afeição pelo povo hebreu. Ele introduziu regras cujo desígnio era aliviar seus temores, pois via o povo se fortalecendo. Como resultado, empreende-se numa investida de colocar maiorais de tributos para os afligirem com suas cargas e edificar cidades de tesouros (Êx 1.11). Vale salientar que o termo "afligir", "anah", do hebraico, é o  mesmo usado em Gênesis 15.13, Quando Deus diz a Abraão que seu povo seria afligido por 400 anos. O sentido dessa expressão é violar o direito de liberdade de alguém. Muitas construções egípcias foram erigidas às custas da escravidão do povo de Deus. 

 

1.3. A escravidão se torna mais intensa

O relato de Êxodo 1.12 nos diz que "quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam". É bom lembrar que o crescimento do povo de Israel era o cumprimento das promessas feitas aos patriarcas, de que a descendência seria numerosa na terra. Enquanto Faraó escravizava o povo com intuito de conter o crescimento numérico, Deus usava a mesma situação para fortalecer Seu povo.

 

  1. Uma ordem terrível

Faraó, em seu intento de conter o aumento  hebreus, leva a perseguição até as últimas consequências. A primeira investida contra os recém-nascidos foi através das parteiras, pedindo que as mesmas matassem todos os filhos, mas as filhas deixassem com vida (Êx 1.16). O medo levou Faraó a cometer loucuras contra o povo de Israel.

 

2.1. Deus usa as parteiras para preservar o Seu povo

O plano maquiavélico de Faraó tinha tudo para dar certo, mas deu errado, pois além da promessa que repousava sobre este povo, Deus velava por cada detalhe da história. Êxodo 1.17 nos afirma que "as parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram conforme o rei do Egito lhes dissera; antes, conservaram os meninos com vida". A expressão "temeram", do hebraico "yaré", traz a ideia de ficar pasmado diante de algo e ter medo de fazer alguma coisa. O sentimento que tomou conta das parteiras de provocar a ira em Deus pela destruição dos bebês inocentes era maior do que o temor de desobedecer às ordens de Faraó, mesmo ele sendo considerado um divindade. 

 

2.2. Sepultando os sonhos no rio

Em sua última tentativa, Faraó ordenou que todos os bebês do sexo masculino que nascessem fossem jogados no rio Nilo, para morrerem afogados (Êx 1.22). A pressão contra os hebreus chegou ao seu ápice com esta atitude insana. No entanto, o mesmo rio Nilo que fora escolhido para sepultar os filhos dos hebreus, mais tarde se incumbiria de preservar e levar o grande libertador para o palácio.

 

2.3. Por que as meninas eram poupadas?

Nas duas investidas de Faraó contra o povo de Israel, percebemos que a ordem para as parteiras(Êx 1.16) e a matança no rio (Êx 1.22) era para que preservasse com vida as filhas. É interessante perceber a sutileza e a maldade de Faraó, pois os egípcios poupariam somente a vida das meninas, imaginando que elas possivelmente se casariam com os filhos deles e, dessa forma, perderiam a sua identidade como nação, por causa da mistura. Na realidade, aquilo que era uma aparente preservação, se tornaria uma destruição ao longo dos anos. O grande intento do inimigo é nos destruir por completo. O diabo quer nos matar e destruir (1Pe 5.8). Não existe negociação com o inimigo e não podemos ficar refém de suas artimanhas. Precisamos clamar a Deus, antes que seja tarde demais.

 

  1. Deus escuta o clamor de Seu povo

Êxodo 2.23 nos diz que os filhos de Israel clamaram e o seu clamor subiu a Deus. O termo subir derivado do hebraico "alah", nos fornece a ideia de uma pessoa num lugar elevado para ficar diante de Deus. Foi justamente isso que o povo fez. Diante do sofrimento e da escrevidão, os israelitas romperam com seus próprios limites para apresentar suas queixas suas queixas diante de Deus.

 

3.1. Deus se lembra do pacto

Durante o clamor do povo, Deus se lembrou do pacto que fizera a Abraão, Isaque e Jacó, conforme registrado em Êxodo 2.24. A expressão "lembrar" não significa que Deus havia se esquecido do pacto, mas, teologicamente, o que encontramos aqui é uma antropopatia (atribuição de sentimentos humanos a Deus). Pelo original da palavra "zakhar", mesmo termo usado em Gênesis 8.1; ocasião em que Deus se lembra de Noé, entendemos que, quando essa palavra é usada para o divino, traz a ideia de "mencionar ou pensar a respeito" do pacto com o Seu povo. Deus é Onisciente. O apóstolo Tiago nos diz que Deus não muda e não sofre sombra de variação (Tg 1.17). Esta é a nossa confiança: temos e servimos a um Deus que não se esquece do Seu povo e nem das Suas promessas.

O fato da resposta demorar não quer dizer que Deus se esqueceu, mas, sim, que ainda não chegou o Seu tempo de agir em nossas vidas.

 

3.2. Deus conheceu a Israel

No sofrimento, o povo se voltou para Deus e clamou a Ele. As duas expressões usadas pelo autor nos fornecem o quanto Deus tem um carinho especial pelo Seu povo. A primeira é o verbo "atentar", que nos revela que Deus ouviu o clamor e se encurvou (Êx 2.25), tornando-se assim propício a atender a atender o Seu povo. A segunda expressão diz que Deus conheceu o Seu povo (Êx 2.25). O verbo "conhecer" é usado no Antigo Testamento com vários sentidos. Neste texto, expressa que Deus conhece o sofrimento de Israel e se importa com o Seu povo.

 

3.3. O Deus que entra na história

Por Deus conhecer o Seu povo, Ele chamou e vocacionou um homem para a libertar os israelitas da escravidão. No capítulo 2 de Êxodo, a história nos conta como Deus preservou a vida de um menino para dele fazer o grande libertador e líder de Seu povo. Quando tudo parecia perdido e sem saída, Deus manifesta Seu poder e controle na história do Seu povo. Infelizmente, muitos advogam que Deus abandonou o universo e deixou o homem a mercê da sorte. Mas, para nós que cremos, sabemos mais do que nunca que Deus é "Emanuel", Deus Conosco.

 

Conclusão.

Diante do sofrimento, os descendentes de Jacó não olharam para os terrenos férteis do Egito, mas, sim, para as promessas feitas por Deus aos patriarcas. O segredo deste povo para vencer o sofrimento foi clamar ao verdadeiro Deus de Israel. Essa é a chave para a vitória nas batalhas.

 

Questionário.

 

  1. Quantas pessoas da família de Jacó desceram ao Egito?

 

  1. O que o relato de Êxodo 1.12 nos diz?

 

  1. Durante o clamor do povo, o que Deus se lembrou?

 

  1. O que o apóstolo Tiago nos diz sobre Deus?

 

  1. O que nos conta Êxodo 2?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 3

Moisés, um líder excelente

15 de julho de 2018

Texto Áureo

"E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera cara a cara;" Dt 34.10

 

Verdade Aplicada

O diferencial na vida de um líder está em sua submissão à vontade de Deus e desejo de ter comunhão com Ele.

 

Glossário

Indubitavelmente: Que não pode ser posto em dúvida; incontestável;

Hostilidade: Atitude agressiva;

Vicissitude: Condição desfavorável ou contrária a algo ou alguém; revés.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 3:1-4

  1. E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
  2. E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
  3. E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima.
  4. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.

 

Introdução

Deus levantou Moisés para inaugurar um novo ciclo na história do povo de Israel, um tempo de liberdade e de conquistas. No entanto, foi necessário Deus trabalhar em sua vida.

 

  1. O nascimento de Moisés

A narrativa do nascimento e livramento de Moisés é compacta, mas deixa bem claro que as forças do império egípcio não puderam conter a promessa de Deus de que a descendência de Abraão seria poderosa na terra.

 

1.1. A educação de Moisés

Tão logo a filha de Faraó achou o cesto no rio, Miriã, irmã do menino, que estava por perto, indicou a sua própria mãe; que, além de cuidar de seu filho, receberia salário justo para isso. É impressionante como Deus age na história. Mesmo em momentos adversos, Deus muda o quadro de iminente morte para vida e honra. Durante a infância, a própria mãe de Moisés criou e ensinou-lhe os mandamentos do verdadeiro Deus, até que, já grande o menino, entregou-lhe a filha de Faraó, que o adotou em definitivo e colocou o seu nome de Moisés. 

 

1.2. A fuga de Moisés

Segundo o relato de Atos 7.23, quando Moisés completou 40 anos, foi visitar seus irmãos, os filhos de Israel; e vendo a hostilidade com que os egípcios tratavam os hebreus, matou um egípcio e escondeu seu corpo na areia. Em Atos 7.24 aparece a expressão "maltratado"; no original grego "adikos", que significa "fazer sofrer em ferimentos". Tendo como base este conceito, podemos imaginar o sofrimento que os hebreus estavam expostos. No outro dia, ao ver que dois hebreus contendiam. Moisés tentou resolver o problema e temeu ao ver que homicídio havia sido descoberto (Êx 2.13-14). Correndo risco de ser morto, Moisés foge para Midiã. Diante dos ensinamentos maternos, aliado a opressão do seu povo. Moisés quis tomar uma atitude para mudar a história e acabou tendo que fugir.

 

1.3. A família e a profissão de Moisés

Longe dos holofote e fora da vida palaciana, Moisés se torna um estrangeiro. Vai morar na casa de Reuel e recebe como esposa sua filha Zípora, com a qual teve dois filhos. O primeiro filho se chamava Gérson, pois simbolizava sua peregrinação em terra estranha. O segundo se chamava Eleazar. Junto com a constituição de sua família, Moisés se torna pastor de ovelhas (Êx 2.15-22). Embora sua vida parecesse normal, tudo fazia parte de uma projeto de Deus. Moisés estava sendo preparado nos mínimos detalhes para marcar a história de um povo.

 

  1. O comissionamento de Moisés

Após os quarenta anos de sua fuga do Egito e de pastoreio, Moisés tem uma experiência que iria marcar e mudar sua vida. O Anjo do Senhor aparece no meio de uma chama de fogo, onde a sarça ardia, mas não era consumida pelo fogo (Êx 3.2). Esta experiência sobrenatural marca a chamada de Moisés para libertar o povo de Deus da escravidão do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida.

 

2.1. Deus chama Moisés

Na passagem de Êxodo 3.10, Deus diz: "Vem agora, pois, eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito". O verbo "vem" exprime uma ação e nos mostra que Deus exigia de Moisés uma atitude, uma decisão em relação a aceitar o seu chamado. O escritor aos Hebreus nos diz que Moisés recusou ser chamado filhos da filha de Faraó, escolhendo ser maltratado com o povo de Deus do que, por um pouco de tempo, ter o gozo do pecado (Hb 11.24-25). Moisés teve que tomar uma decisão: viver como pastor de ovelhas ou ser líder do povo de Deus; escolher andar por vista ou por fé.

 

2.2. Deus envia Moisés

Não basta ser chamado por Deus, é preciso ser enviado. Moisés não foi um aventureiro, Deus o chamou e o enviou e isto fez toda a diferença. Ele aprendeu a viver na dependência de Deus, esperando Seu tempo e Suas provisões. Infelizmente, encontramos muitas pessoas com chamada, mas que não foram enviadas por Deus, não quiseram esperar o tempo e queimaram etapas.

 

2.3. Consciência de sua missão

Em seu comissionamento, Deus deixou explícito a Moisés a sua missão: libertar os filhos de Israel do Egito (Êx 3.10). Moisés foi obediente a esta visão. mesmo diante das desculpas apresentadas, das dificuldades e do grande desafio que estava diante dele, ele aceitou a missão e foi até o fim. Ele fez tudo como o Senhor o ordenara, viveu uma vida digna, ao ponto de ter comunhão com o Eterno como quem fala com um amigo (Êx 33.11) Quando perdemos a visão que Deus nos deu, passamos a viver sem sentido tateando ministerialmente. Que Deus nos ajude a manter o foco e a chama da divina convocação.

 

  1. A liderança de Moisés

Ser líder não é uma tarefa fácil; formar um líder não é um processo rápido, mas Deus investe na formação de seus líderes para serem agentes de transformação no exercício de sua missão. Indubitavelmente, Moisés foi um grande ícone de liderança no Antigo Testamento.

 

3.1. Tempo para Deus

Moisés era um homem preparado pelos homens e por Deus, para desempenhar uma liderança. Mesmo diante de tal preparo, ele tinha tempo estar com Deus. Basta olharmos para o momento em que ele passa 40 dias e 40 noites na presença de Deus (Êx 24.18). Mesmo diante dos afazeres diários e da grande multidão que liderava, ele se retirou para estar com Deus. Infelizmente, vivemos dias em que muitos líderes "não tem mais tempo" para estar com Deus. Uma das maiores deficiências de nossos dias está na falta de oração. Que venhamos a cultivar uma vida de oração.

 

3.2. Amor por seus liderados

Em seu relacionamento com o povo de Deus, Moisés lhes devotava atenção e amor. Êxodo 32.30-35 identifica um momento da história em que o povo de Israel se enveredou pelo caminho da idolatria. Então, Moisés intercedeu pelo povo e orou a Deus da seguinte maneira: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, peço-te, do teu livro, que tens escrito" Êx 32.32.

A nossa posição de liderança não pode nos distanciar do povo, mas, sim, nos aproximar mais e mais dele. Através dessa atitude, Deus se torna benevolente com o Seu povo. Assim como Cristo amou a Sua Igreja, necessitamos amar os nossos liderados. Paulo exortou aos cristãos a terem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus (Fp 2.5-11). Olhemos para o conselho de Salomão: "Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado". (Pv 27.23).

 

3.3. Humildade para ouvir ouvir concelhos

Um dos maiores enganos é achar que não precisamos aprender mais nada ou que sabemos tudo sobre liderança. Êxodo 18 nos mostra Moisés sobrecarregado de afazeres, pois o povo ficava em pé diante dele o dia inteiro (Êx 18.14). O ritmo de Moisés o levaria a exaustão (Êx 18.18). diante de tanta dificuldade, Jetro aconselha Moisés a escolher homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborrecessem a avareza; e os colocasse como maiorais de mil, de cem, de cinquenta e de dez (Êx 18.21). O conselho de Jetro é o modelo organizacional de muitas empresas hoje. Um líder que deseja executar com excelência sua missão precisa ter humildade para aceitar bons conselhos.

 

Conclusão.

Moisés foi um homem escolhido por Deus para exercer um liderança diante de um povo que estava em formação. Através da sua jornada de vida, aprendemos que o Senhor Deus possui o Seu modo de trabalhar na vida de um líder, a fim de que o mesmo exerça com excelência os Seus propósitos.

 

Questionário.

 

  1. O que as forças do império egípcio não puderam conter?

 

  1. Qual era a missão de Moisés?

 

  1. O que Êxodo 32.30-35 identifica?

 

  1. O que Paulo exortou aos cristãos?

 

  1. Quem aconselhou Moisés a não se sobrecarregar?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4

As dez pragas: a justiça de Deus

22 de julho de 2018

Texto Áureo

"Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó, e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas." Êx 7.3

 

Verdade Aplicada

As dez pragas foram uma manifestação da justiça de Deus sobre o Egito e uma prova do Seu grande poder.

 

Glossário

Atrofia: Definhamento; degeneração; enfraquecimento;

Ludibriar: Enganar, escarnecer;

Ócio: Tempo de descanso; qualquer ocupação agradável.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 5.1-4

  1. E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
  2. Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.
  3. E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.
  4. Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vossas cargas.

 

Introdução

Diante da obstinação do coração de Faraó, Deus, através de Moisés, Seu servo, feriu o Egito com dez pragas, mostrando que somente Ele tem todo o poder e que a última decisão é dEle.

 

  1. O conflito com Faraó

Ao retornar ao Egito, Moisés vai ao palácio conversar com Faraó. Neste diálogo, ele fala em nome do Senhor: "Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto" (Êx 5.1).

 

1.1. A retaliação de Faraó

Como meio de esfriar os ânimos do povo e a euforia pela libertação, Faraó dá ordem a seus oficiais para aumentar o trabalho do povo, visto que estava sobrando tempo para festejar o seu Deus (Êx 5.8-9). O plano do rei era acabar com o ócio dos israelitas, mediante uma maior carga de trabalho, resultando assim em desistir da ideia de cerimônias religiosas. Precisamos tomar cuidado, pois diante de uma sociedade capitalista e materialista, a carga de trabalhos e as pressões do dia a dia têm feito muitos cristãos deixarem de congregar e fazer a obra de Deus. A tática do inimigo não mudou, apenas está com outra roupagem para ludibriar o povo.

 

1.2. A queixa dos israelitas

Com o aumento do trabalho, da cobrança e dos açoites pelo não cumprimento da tarefa, Faraó coloca o povo contra a Moisés (Êx 5.20-23). Os israelitas estavam tão desanimados depois da negativa de Faraó, que não quiseram sequer ouvir a Moisés, quando este lhes transmitia o que Deus havia lhe revelado (Êx 6.9). É necessário que tenhamos discernimento, pois o inimigo fez de tudo para colocar os membros contra aqueles que o Senhor tem vocacionado e constituídos para cuidar do Seu rebanho. Que Deus nos proteja deste mal.

 

1.3. Moisés apresenta as queixas doovo diante de Deus

Diante do desânimo do povo , Moisés vai falar com Deus, se sentindo culpado pela situação do povo ter piorado (Êx 5.22-23). A crise que Moisés vivenciou fez com que Deus lembrasse a ele a promessa feita aos patriarcas e de novo prometeu livrar o Seu povo. Quando Deus conforta Moisés, menciona que se revelou a Abraão como Deus Todo-Poderoso; no hebraico “El-Shaddai”, que é o Deus que é suficiente, o Onipotente. Aquele que é autossuficiente, significando que Deus pode cumprir todas as Suas promessas. Diante dos problemas da vida, não podemos nos desesperar, mas apresentar a Deus a nossa necessidade e esperar, pois, nos momentos de densas trevas, Deus se revela de maneira tremenda e eficaz.

 

 

  1. A realidade das pragas

As pragas vêm sobre o Egito em resposta ao endurecimento do coração de Faraó e ao clamor de quatrocentos anos de escravidão. As dez pragas foram sinais divinos de demonstração que o Senhor é o Deus Supremo.

 

2.1. O efeito e as características das três primeiras pragasA primeira praga tornou as águas do Egito em sangue. Essa praga atacou diretamente o deus egípcio Hapi, responsável pelas inundações do Nilo, que traziam grande prosperidade. Como os magos e encantadores do Egito imitaram (Êx 7.22), o coração do Faraó continuou endurecido. A segunda praga incomodou o Faraó, pois a terra ficou infestada de rãs, que para os egípcios tinha uma conexão muito forte com os deuses Hapi e Ecte, que ajudavam as mulheres no parto. Na terceira praga, há uma infestação de piolhos. Interessante que os piolhos saíram do pó da terra; isto porque o pó da terra era considerado sagrado pelos Egito. Sabendo disso, Deus mostra que Ele era maior que o solo sagrado egípcio.

 

2.2. As pragas que causaram dor

A praga das moscas empesteou todo o Egito. Com esta praga, mais uma rodada de negociação foi aberta entre Faraó e Moisés, mas o coração do rei continuou endurecido. A quinta praga foi a peste nos animais, ocasião em que muito gado foi dizimado. Aqui Deus destrona a divindade Amom, responsável por proteger o rebanho no Egito, porém, na terra de Gósen, onde habitava os filhos de Israel, não houve perda no rebanho. Este sinal ainda não foi suficiente para amolecer o coração de Faraó (Êx 9.6-7). A sexta praga atingiu os habitantes do Egito com úlceras. O idioma hebraico descreve essas "úlceras" como erupções inflamadas, que se abriram e assim escorria pus pela pele.

 

2.3. As pragas contra a natureza

Esta última divisão das pragas mostra a tristeza dos egípcios e ver a sua terra sendo devastada. A sétima praga trouxe uma chuva de saraiva, que devastou a vegetação, as colheitas e a cevada, e matou os animais do Egito. Interessante nesta praga é que alguns egípcios creram e fugiram (Êx 9.20). A praga dos gafanhotos consumiu a vegetação que havia sobrado da tempestade de saraiva. Deus mais uma vez mostra a sua superioridade sobre o panteão egípcio, pois Ísis e Seráfis protegiam contra os gafanhotos. A nona praga se caracterizou pelas trevas espessas, que cobriram o Egito por três dias (Êx 10.22), mas os filhos de Israel tinham luz (Êx 10.23). Esta praga foi um golpe direto contra todos os deuses do Egito, especialmente contra Rá, o deus solar, consequentemente pai de todos os faraós.

 

  1. As negociações do Faraó

As negociações que Faraó queria estabelecer com Moisés foram bastante interessantes. Em todas elas, Moisés foi categórico ao dizer "não".Em sua última fala com o Faraó, ele disse: "nenhuma unha ficará" (Êx 10.26).

 

3.1. A primeira rodada de negociação

A primeira negociação foi durante a praga das moscas, a quarta praga: "Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra." (Êx 8.25). Faraó estava dando autonomia religiosa apenas na terra de Gósen, não em toda terra do Egito. Aparentemente, a proposta parecia ser boa, mas não era. Além de continuar em um regime de escravidão, o povo não se separaria exclusivamente para Deus. No nosso relacionamento com Deus, precisamos entender que somos propriedade exclusiva de Deus, comprados com sangue precioso e não podemos abrir exceções em nossa vida cristã.

 

3.2. Uma segunda opção

No mesmo episódio da praga das moscas, quando Moisés rejeita a primeira proposta , Faraó imediatamente oferece uma segunda, dizendo: "Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente, indo, não vades longe; orai também por mim." (Êx 8.28). O que está sendo proposto por é uma atrofia no desenvolvimento da vida com o verdadeiro Deus. A libertação deve ser completa e radical. Infelizmente, muitos cristãos e igrejas estão pagando um preço alto pelas concessões permitidas em sua doutrina, liturgia e espiritualidade. 

 

3.3. Humildade para ouvir ouvir concelhos

Diante da praga dos gafanhotos, a vegetação egípcia está quase destruída. Mesmo assim, Faraó em seu intento de não abrir mão do povo de Israel, escravizado por muito tempo, oferece a Moisés mais um novo acordo. Em Êxodo 10.8-11, vemos Faraó dando permissão apenas para os homens saírem, os demais teriam que ficar no Egito. Enquanto a proposta do rei era a liberação parcial do povo e de modo temporário, Moisés exigia a evacuação total e permanente do povo de Israel (Êx 10.25-26). 

 

Conclusão.

As pragas serviram para mostrar o verdadeiro Deus, em contraste com os muitos deuses da religiosidade vazia do Egito. Sem sombra de dúvida, este evento serviu para criar um conceito de Deus na mente dos israelitas e para que as demais nações pasmassem diante do Deus de Israel.

 

Questionário.

 

  1. Com o aumento do trabalho, da cobrança e dos açoites pelo não cumprimento da tarefa, o que aconteceu?

 

  1. O que houve de interessante durante a sétima praga?

 

  1. Qual a característica da nona praga?

 

  1. Quando foi a primeira negociação entre Faraó e Moisés?

 

  1. O que Moisés exigia de Faraó?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 5

 

Páscoa: a libertação de um povo

29 de julho de 2018

 

 

Texto Áureo

"E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." Êx 12.14

 

Verdade Aplicada

A Páscoa era uma festa de libertação, pois comemorava o agir de Deus em libertar o povo de Israel e apontava para Cristo, o Cordeiro de Deus.

 

Glossário

Bojo: Parte mais íntima ou fundamental de algo, âmago;

Donativo: Objeto dado em forma de doação; oferta, presente;

Verga: Viga disposta horizontalmente sobre ombreiras de portas e janelas.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 12.41-43,50

  1. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
  2. Esta noite se guardará ao Senhor, porque nela os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel nas suas gerações.
  3. Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa: nenhum filho do estrangeiro comerá dela.

50 E todos os filhos de Israel o fizeram; como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

Introdução

A Páscoa foi um momento especial na vida do povo de Israel. Um evento que entrou para a história; uma das festas observadas todos os anos; um simbolismo que apontava para Cristo.

 

  1. A instituição da Páscoa

Páscoa significa "passar por cima". Esse termo foi cunhado na noite em que os primogênitos foram mortos no Egito, uma vez que nas casas que tinham sangue nas vergas da porta, o anjo passou por cima (Êx 12.13-14).

 

1.1. O ritual de celebração

Através de Moisés, Seu servo, Deus ordena que o cordeiro ou cabrito de um ano e sem defeito fosse selecionado. Ao imolar o animal, o seu sangue deveria ser aplicado às vergas da porta de entrada de cada casa. Completadas as preparações para a partida, os israelitas comeram a refeição da Páscoa, que consistiu de carne, pão sem fermento e ervas amargosas. Segundo o relato bíblico, tudo quanto fora ordenado, os filhos de Israel fizeram (Êx 12.28).

 

1.2. Os elementos da Páscoa

Ao estabelecer a Páscoa para o Seu povo, Deus utilizou-se de elementos que trazem grandes significados espirituais. Vemos a figura do cordeiro, que deveria ser macho de um ano e sem mácula. O simbolismo aqui aponta para o sacrifício de Jesus Cristo, que, na plenitude dos tempos, daria a Sua vida pela humanidade. Outro fator importante é o ato de aspergir o sangue nos umbrais da porta; isto nos mostra a necessidade de estarmos cobertos pelo sangue de Cristo. Há também os elementos da ceia pascoal, que são a carne, o pão sem fermento e as ervas amargas. Os hebreus comeram a carne naquela noite para que pudessem ter força para caminhar rumo à liberdade. Do mesmo modo, o cristão recebe força na comunhão com Cristo para a sua jornada. O pão sem fermento simboliza a sinceridade e a verdade que deve existir no meio do povo de Deus. As ervas amargas representavam o momento de sofrimento do povo no Egito e as provações da vida espiritual.

 

1.3. Jesus Cristo, a nossa Páscoa

O que Deus estabeleceu para a nação de Israel apontava para o sacrifício perfeito que seria consumado na plenitude dos tempos. O povo de Israel não tinha dimensão, nem tão pouco compreensão das verdades espirituais que estavam simbolizadas na festividade da Páscoa.

Para os cristãos , Jesus é a consumação de todas as promessas patriarcais. Jesus é maior do que qualquer ritual do Antigo Testamento. Era exigido um cordeiro para cada família, ou para duas se as famílias fossem pequenas; assim, Jesus, o Cordeiro de Deus, se ofereceu de uma só vez por todas as famílias da terra. O apóstolo Paulo, ao escrever a sua carta à igreja que estava na cidade de Corinto disse que Cristo é a nossa Páscoa e foi sacrificado por nós (1 Co 5.7).

 

  1. A saída do povo de Israel do Egito

A terrível praga da morte dos primogênitos fez com que Faraó permitisse a saída do povo de Israel do Egito. Para os filhos de Israel, a saída do Egito foi o maior evento dos tempos do Antigo Testamento.

 

2.1. Uma grande mistura de gente participou da libertação

Êxodo 12.38 afirma que saiu uma grande mistura de gente do Egito. Provavelmente, eram escravos egípcios, ou de outras nacionalidades, que viram o Deus de Israel em ação e creram. Este misto de gente mais tarde contribuiu para um fator de debilidade da nação, pois se enveredou para a idolatria. Precisamos tomar cuidado com as pessoas que se agregam, pois, se não tiverem totalmente libertas, serão pedras de tropeço na casa de Deus.

 

2.2. Os israelitas despojaram o Egito

Ao sair do Egito, parece que o povo de Israel estava recebendo o pagamento pelos quatrocentos anos de escravidão. Os egípcios entregaram suas joias, ouro e prata aos hebreus (Êx 12.35-36). Deus preparou o momento certo para que os hebreus saíssem do Egito. Tudo o que eles levaram do Egito serviu tanto para o sustento no deserto quanto como donativos para a construção do Tabernáculo.

 

2.3. A presença de Deus no meio do povo

Neste áureo dia, em que o povo de Israel deixou o Egito, a presença de Deus foi visível com o povo. No texto de Êxodo 13.21-22, lemos que ia diante do povo uma coluna de fogo à noite e uma coluna de nuvem de dia. A provisão de Deus era algo tremendo, pois a coluna de fogo à noite espantava os animais peçonhento e aquecia o povo devido ao vento do deserto, que, durante a noite, fazia a temperatura cair. De dia, a coluna de nuvem fazia sombra para que o povo pudesse caminhar. Em ambos os momentos as colunas de fogo e de nuvem serviam para guiar o povo no deserto. Em meio às dificuldades, Deus se fez presente, deu subsídio para Seu povo viver e andar sem perigo. Por isso, o salmista pôde dizer: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." (Sl 23.4).

 

  1. A travessia do mar Vermelho

Diante do mar Vermelho, o povo temeu e murmurou contra Moisés (Êx 14.10-11). Então, ele trouxe um palavra de fé e esperança para os filhos de Israel (Êx 14.13-14).

 

3.1. Um milagre jamais visto

Determinado a fazer sinais e maravilhas diante do Seu povo, Deus ordenou a Moisés que o povo marchasse. Quando Moisés estendeu a sua vara, o mar se dividiu ao meio, formando um caminho para Israel poder passar rumo às promessas feitas aos patriarcas. Quando o mar Vermelho se abriu, o anjo do Senhor e a coluna de nuvem se retiraram de diante deles e se puseram atras deles (Êx 14.19). O caminho já estava aberto, o que Israel precisava era de proteção. Foi um grande milagre, pois o vento soprou em duas direções ao mesmo tempo, amontoando a água de um lado e do outro, fazendo um muro. Para Deus não existe impossível. Quando Ele manda, as águas, os montes e tudo o que existe precisam obedecer a Sua voz.

 

3.2. O exército de Faraó perece no mar

A coluna de nuvem que era uma benção para a nação de Israel, constituiu-se em um obstáculo para os inimigos do povo de Deus. O Senhor tirou as rodas dos carros dos egípcios e os fez andar com dificuldade (Êx 14.25). Foi a ultima vez que o povo de Deus viu seus algozes, pois Deus ordenou a Moisés que estendesse a vara ao mar para que as águas afogassem os egípcios. Mais tarde, Deus permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia (Êx 14.30), para que entendessem que Ele é fiel para cumprir sua promessas.

 

3.3. O cântico da vitória

Diante de tamanho livramento, os hebreus cantaram louvores a Deus pelo triunfo sobre seus inimigos e pela libertação. A primeira parte do cântico de Moisés trata da vitória sobre os egípcios (Êx 15.1-12); a segunda parte profetiza a conquista de Canaã (Êx 15.13-18). Este cântico foi composto para reconhecer a bondade e o inigualável poder do Senhor. A exemplo desse cântico, as composições atuais precisam retratar a grandeza de Deus. Infelizmente, vivemos dias em que a maioria das composições "gospel" traz em seu bojo uma pobreza teológica e bíblica, com letras antropocêntricas e cheias de jargões. Que nossos cânticos venham a ser de entronização e exaltação à majestade de Deus.

 

Conclusão.

Deus é fiel a cada instante sobre a vida de Seu povo. No Êxodo vemos Deus revelando Seu poderio para demonstrar ao povo de Israel até que ponto iria o Seu amor por eles. A confiança em Deus por do povo e a fidelidade do Eterno foram fundamentais para o Êxodo.

 

Questionário.

 

  1. O que significa Páscoa?

 

  1. O que Êxodo 12.38 afirma?

 

  1. O Que os egípcios entregaram aos hebreus?

 

  1. Por que Deus permitiu que os Israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia?

 

  1. Do que trata a primeira parte do cântico de Moisés?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 6

 

O deserto: uma escola divina

5 de agosto de 2018

 

 

Texto Áureo

"Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração." Os 2.14

 

Verdade Aplicada

No deserto, Deus sustenta, guia e aperfeiçoa o Seu povo.

 

Glossário

Cabal: Pleno; decisivo, categórico;

Concomitante: Que ocorre simultaneamente com outra coisa;

Panteão: Conjunto de deuses ou de entidades mitológicas de uma religião.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 13.19-22

  1. E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.
  2. Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto.
  3. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite.
  4. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

 

Introdução

Por mais que as condições fossem adversas, o deserto foi o local escolhido pelo Senhor Deus para educar e fortalecer os filhos de Israel, além de prepará-los para a conquista da Terra Prometida.

 

  1. Deus escolhe o caminho do deserto

A expressão "deserto" traz a ideia de lugar inabitável ou de condições adversas. Se fosse para o povo de Israel escolher, jamais escolheriam este caminho. Deserto não é um lugar desejável, mas o texto diz que "Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto" (Êx 13.18).

 

1.1. Um lugar de dependência

O deserto se caracteriza pelo calor, cuja temperatura ultrapassa 45 graus. A areia, com sua facilidade de absorver o calor, ajuda a aumentar a sensação térmica. Aliado a esta adversidade, há a falta de água, de comida e de um lugar para descansar. Neste ambiente hostil, sem nenhuma comodidade e perspectiva de mudança, era preciso que o povo de Israel reconhecesse sua total dependência em Deus. Apesar da grande multidão, Deus protegeria e sustentaria o Seu povo no deserto.

 

1.2. Um lugar de provisão

O povo de Israel estava livre dos egípcios, mas continuava escravo dos alimentos e das bebidas do Egito. No deserto, embora livres, não tinham acesso aos mesmos alimentos e bebidas. Diante da necessidade, a primeira coisa que fizeram foi murmurar (Êx 15.24; 16.2). A grande lição de Deus para o Seu povo é que, onde existe a necessidade, existe a possibilidade da provisão divina. A coluna de nuvem de sia e a coluna de fogo de noite eram provas cabais da providência de Deus sobre a vida do Seu povo. Uma das grandes provisões de Deus para o Seu povo foi o maná (Êx 16.15, 31).

 

1.3. Um lugar de provação

A Bíblia diz que o Senhor Deus nos prova para saber se o amamos de todo o nosso coração e de toda a nossa alma (Dt 13.3). Os filhos de Israel precisavam ter convicção de quem era o Deus que os havia tirado da casa da servidão.

Muitos enganos, motivações e desejos só são revelados quando somos provados ao extremo. Nenhum lugar poderia revelar tanto o amor de Deus ao povo, e, concomitante a isto, mostrar o caráter dos filos de Israel.

 

  1. Um tabernáculo no deserto

Um dos pontos mais importantes do deserto é a instauração do culto no Tabernáculo. Desde o Egito, o propósito de Deus era que o povo prestasse culto no deserto. O Tabernáculo, também chamado de tenda da congregação ou lugar de habitação, era um lugar sagrado e dedicado a Deus para a Sua presença.

 

2.1. As ofertas para a construção do Tabernáculo

Todo este empreendimento em pleno deserto seria feito com ofertas voluntárias, recursos estes recebidos pela providência divina ao sair do Egito. Deus ordena aos filhos de Israel que tragam uma oferta alçada: "de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada" (Êx 25.2). A expressão "voluntariamente", da raiz hebraica "nadhabh", descreve uma ação voluntária de entregar a si mesmo ou seus recursos ao serviço do Senhor.

A oferta para a construção deveria ser oferta espontânea de louvor, vinha do coração, não de um tributo imposto.

 

2.2. O propósito do Tabernáculo

Em pleno deserto, Deus mostra a Moisés no mínimos detalhes uma grande tenda a ser feita. Os materiais exigidos pelo próprio Deus para serem utilizados na construção deste projeto eram ouro, prata e bronze, linho e outros materiais valiosos. Tanta beleza em pleno deserto representava grandes verdades espirituais que Deus queria gravar na mente humana, tais como a Sua majestade e santidade, Sua proximidade e a forma de aproximar-se de um Deus santo. Deus desejava que o Tabernáculo fosse o centro da vida religiosa, moral e social do povo, por isso o Tabernáculo se localizava no meio do acampamento das 12 tribos (Nm 2.17), bem como o centro da celebração e das festas nacionais. Deus precisa ser o centro da vida do Seu povo. Através da tenda da congregação, Deus revelava  a Sua vontade ao povo.

 

2.3. A glória do Tabernáculo

Quando Moisés terminou sua obra, a nuvem que guiava Israel aproximou-se e descansou sobre o Tabernáculo, como uma manifestação visível da presença de Deus, e ali permaneceu (Êx 40.34-35). Quando Moisés procurou entrar no lugar santo, não pode fazê-lo. Tanto a nuvem quanto a glória eram fortes demais. A maior glória do Tabernáculo não se encontrava nas magníficas cortinas, nem no ouro ou na prata, mas na presença de Deus. Ao construir o Tabernáculo, estritamente conforme as ordenanças de Deus, os israelitas foram recompensados, pois a glória do Senhor encheu a tenda.

 

  1. Os problemas enfrentados no deserto

Em todo os quarenta anos vividos no deserto, o povo de Israel acumulou uma série de deslizes em seu relacionamento com Deus.

Esses erros tinham como base uma visão míope, que consistia apenas em enxergar o momento e não a grandeza de Deus; eles valorizavam demais o problema e não a fidelidade de Deus, que com mão forte os libertara do Egito.

 

3.1. A murmuração no meio do arraial

Uma das atitudes mais frequentes diante das dificuldades era a murmuração. Em sua campanha pelo deserto, o povo chegou a Mara. Eles não puderam beber água, pois eram amargas e começaram a murmurar contra Deus (Êx 15.23-24).

Em outro episódio, no deserto de Sim, o povo novamente murmura contra Deus, lembrando que no Egito havia fartura de carne (Êx 16.1-3). A expressão "murmuração" transmite a ideia de "dar vazão a ressentimento, insatisfação, ira ou aborrecimento, mediante resmungos cochichados numa oposição hostil". Isso define bem a atitude de Israel para com Deus.

 

3.2. O povo e a idolatria

Depois de ver milagres, providência divina e o favor de Deus, o povo de Israel, para preencher uma lacuna na liderança, se lançou na idolatria. Em Êxodo 32 notamos que o povo usa seus pendentes para fazer um bezerro de ouro. Esta atitude mostra que o povo não se contenta com a presença de um Deus invisível, quer sempre um deus que possa ver e apalpar. O tempo de escravidão no Egito, diante do panteão, criou neles a ideia de deuses fruto dos desejos humanos. Israel queria servir a Deus por meio de uma imagem, provavelmente similar à representação de Ápis, o deus-touro dos egípcios. É um perigo quando o cristão sai do mundo, mas o mundo não sai dele; cedo ou tarde ocorrerão resultados trágicos. Com este evento, Deus puniu os idólatras e uns três mil homens morreram (Êx 32.28).

 

3.3. Um povo obstinado

Por diversas vezes, Deus se refere ao Seu povo como um povo "obstinado" (Êx 32.9). Esta expressão no hebraico "qashep", significa "teimoso". Ao usar esta expressão, Deus está dizendo que o Seu povo era irredutível em viver conforme os Seus ditames. É triste quando vemos pessoas que, apesar de estarem na igreja há muito tempo, não mudam sua maneira de pensar, seu proceder; não aceitam serem instruídos por Deus.

 

Conclusão.

A peregrinação dos filhos de Israel pelo deserto nos mostra o quanto Deus preparou o Seu povo para herdar a Terra Prometida.

O deserto revelou as deficiências do caráter do povo e, ao mesmo tempo, oportunizou que Deus revelasse a Sua Lei e educasse o povo para se tornar um nação.

 

Questionário.

 

  1. Qual foi uma das grandes provisões de Deus para o Seu povo?

 

  1. Por que Deus nos prova?

 

  1. Onde se localizava o tabernáculo?

 

  1. Por que o povo de Israel não pôde beber as águas de Mara?

 

  1. O que o povo de Israel lembrou no deserto de Sim?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 7

 

O Decálogo: a aliança do Sinai

12 de agosto de 2018

 

 

Texto Áureo

"As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes." Sl 12.6

 

Verdade Aplicada

Os mandamentos de Deus expressam os Seus propósitos para o povo de Israel.

 

Glossário

Alusão: Referência a alguma pessoa, coisa ou fato, de modo vago e indireto;

Frívola: Que tem pouca importância; insignificante, irrelevante, superficial;

Solapar: Abalar os fundamentos de algo; minar, demolir.

 

Textos de Referência.

 

Êxodo 20:1-5

  1. Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
  2. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
  3. Não terás outros deuses diante de mim.
  4. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
  5. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

 

Introdução

Deus estabelece um pacto com o povo de Israel no monte Sinai. A partir desse momento, o povo teria obrigações a cumprir, pois a vida e a morte estavam condicionadas aos mandamentos de Jeová.

 

  1. O início da aliança no Sinai

Ao ler a narrativa de Êxodo 19.18, vemos que o monte fumegava e tremia, pois o Senhor descera nele como fogo. Foi neste ambiente de glória e manifestação que Deus estabelece um pacto com Seu povo, transmitindo os Dez Mandamentos, a fim de instruir acerca de Sua vontade.

 

1.1. Conceituando o termo Decálogo

O terno "Decálogo", vem do grego "deka", "dez". e "logos", "palavra". Literalmente significa "dez enunciados" ou "declarações", fazendo alusão aos Dez Mandamentos dados por Deus ao Seu povo (Êx 34.28; Dt 4.13). Além de ter sido proferido por Deus, foi também escrito pelo próprio Deus em tábuas de pedras. Os Dez Mandamento são a lei absoluta, os princípios que envolvem tudo e não dão dão margem a qualquer exceção.

 

1.2. Os quatro primeiros mandamentos

Ao analisar os Dez Mandamentos, percebemos que os quatro primeiros tratam diretamente sobre a reverência a Deus. A característica distintiva do Decálogo é evidente nos primeiros dois mandamentos.

No Egito, muitos deuses eram adorados. Os habitantes de Canaã eram politeístas, mas Israel deveria ser diferente. Na qualidade de povo peculiar de Deus, deveriam se caracterizar por devoção singular e exclusiva a Deus. Nem mesmo uma imagem ou semelhança a Deus seria permitida, consequentemente, a idolatria seria uma das priores ofensas da religião de Israel. Nossa adoração e culto devem ser dirigidos única e exclusivamente a Deus. Infelizmente, há muitos ídolos ocupando o coração dos cristãos. Estes ídolos podem ser: o acúmulo da riqueza, a busca pelo sucesso ou pela fama, entre outros. Existem muitas pessoas na igreja se arruinando por abrigar ídolos no secreto do coração. Um outro ponto a considerar neste tópico é a reverência com o nome de Deus em questões profanas e frívolas.

 

1.3. Mandamentos de relacionamento familiar

Na segunda divisão, feita para um propósito didático, encontramos os seis últimos mandamentos, cujo o teor são os relacionamentos humanos, sintetizados da seguinte maneira: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O quinto mandamento fala do relacionamento familiar, onde os filhos precisam reconhecer a autoridade espiritual e que seus pais estão em posição superior a eles. O apóstolo Paulo, ao escrever sobre diversos assuntos relacionados ao ambiente familiar, amplia esta ideia, quanto à honra do filhos para com o pai, ao usar a expressão "Para que te vá bem" (Ef 6.3).

 

  1. Os propósitos da Lei

As leis de um povo revelam sua história e suas crenças. Ao designar a Lei, Deus estava estabelecendo parâmetros de conduta, adoração e relacionamento para o povo de Israel.

 

2.1. A Lei como mestre

O apóstolo Paulo, ao escrever sua carta aos Gálatas, teve como objetivo erradicar o legalismo, que solapava os irmãos. Por isso, ele disse:

"De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados." (Gl 3.24). A expressão para "aio" no grego é "paidagogos",  dando a ideia de um servo, que tinha como função levar a criança para a escola. Foi justamente este o papel da Lei: um mestre para ensinar Israel e ajudá-los a permanecer em contato com Deus. Revelou ao homem quem de fato ele é. A Lei expôs a malignidade do pecado, mas, ao mesmo tempo, apontou o caminho da expiação pela fé em Deus, através dos sacrifícios que eram oferecidos no Tabernáculo.

 

2.2. Características distintas do código hebreu

Todo código se baseia na autoridade de Deus, e não de um rei. Não há divisão entre a lei civil e a religiosa; as leis morais, legais e religiosas estão entretecidas e são inseparáveis. Isto demonstra que Deus se interessa por todos os aspectos da vida. As leis eram aplicadas sem fazer acepção de pessoas. Protegem os indefesos, tais como escravos, órfãos, viúvas e estrangeiros. Os castigos da lei manifestam um alto conceito da vida humana.

 

2.3. A santidade de Deus em evidência

Um dos maiores objetivos da Lei era proporcionar ao povo de Israel uma identidade, forjada a partir da consciência de um Deus santo e que exige santidade. Infelizmente, o povo não conseguia obedecer a Lei em sua totalidade. Como meio de reparar o erro, Deus revela a Moisés diversos tipos de sacrifícios para expiação do pecado. A Lei mostrava ao homem a sua dificuldade de alcançar o padrão requerido por Deus, tanto que nenhum homem poderia ver a face de Deus e viver.

 

  1. A atualidade dos Dez Mandamentos

Embora tenha sido instituído para os hebreus, os Dez Mandamentos tinham o objetivo de serem universalmente divulgados pelo povo de Israel. Este código de leis abarca todos os aspectos da vida, por isso, o que nele está escrito envolve todos os homens.

 

3.1. Jesus e a Lei

Ao iniciar Seu ministério, Jesus deixou claro que Sua missão não era revogar a Lei, mas,sim. cumpri-la, conforme lemos em Mateus 5.17. Através de Sua postura, Ele não somente cumpriu toda a Lei, como também ampliou a sua visão, esclarecendo o verdadeiro sentido da Lei. Jesus, como autor da Nova Aliança, corrobora os Dez Mandamentos e ainda sintetiza, dizendo: "amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mt 22.37-40).

No ministério do Espirito, atual dispensação que vivemos, a Lei é inscrita em nossos corações e não gravadas em pedras.

 

3.2. O Decálogo na visão paulina

O apóstolo Paulo, um dos maiores ícones do Novo Testamento, pontua que a Lei tinha funções diferentes daquelas que os judeus pensavam. Em suas cartas, Paulo mostra a incapacidade da Lei para salvar, mas revela o que é pecado e o quão miseráveis somos. Na visão paulina, Cristo é o fim da Lei (Rm 10.4) pois a cumpriu cabalmente, sendo assim, é capaz de justificar todo aquele que nEle crê.

 

3.3. Os Dez Mandamentos e a Igreja

Vivemos em uma época de extrema inversão de valores, onde a sociedade é caracterizada pelo pragmatismo (não importa o meio, sim, os resultados; os fins justificam os meios), hedonismo (o prazer a qualquer preço) e o relativismo (tudo é visto de um ponto de vista, não existe verdade absoluta). Em meio a esse turbilhão de filosofias, os Dez Mandamentos servem como bússola que norteia a Igreja em meio ao deserto das falsas doutrinas, heresias e falsos mestres. Jesus disse que nós somos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-14). O apóstolo Paulo disse que a Igreja é a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15). Diante das trevas, precisamos pregar sobre os mandamentos de Deus.

 

Conclusão.

O Decálogo não foi instituído apenas para Israel, mas, sim, para toda a humanidade, pois o objetivo de Deus era que, através de Israel, Seu nome fosse santificado entre as nações. A Lei revelou ao homem a sua miserabilidade, mas Jesus, superior à Lei, mostrou que, onde abundou o pecado, superabundou a graça.

 

Questionário.

 

  1. Qual o objetivo do apóstolo Paulo, ao escrever sua carta aos Gálatas?

 

  1. Ao iniciar Seu ministério, o que Jesus deixou claro?

 

  1. Na visão paulina, quem é o fim da Lei?

 

  1. O que Jesus disse que nós somos?

 

  1. Quem é a coluna e firmeza da verdade?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 8

 

Conquistando a Terra Prometida

19 de agosto de 2018

 

 

Texto Áureo

"Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós." Js 3.5

 

Verdade Aplicada

As promessas de Deus se cumprem no tempo certo, pois Ele é fiel.

 

Glossário

Alvissareira: Que ou o que anuncia ou pronuncia boas-novas;

Despojo: O que foi tomado do inimigo; espólio;

Turba: Grande quantidade de pessoas reunidas; multidão.

 

Textos de Referência.

 

Josué 3.6-7,9-10

  1. E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da aliança, e passai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca da aliança, e foram andando adiante do povo.
  2. E o Senhor disse a Josué: Hoje começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés, assim serei contigo.
  3. Então disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus.
  4. Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus.

 

Introdução

Depois de quarenta anos no deserto, chegou a hora de conquistar a Terra Prometida, sob liderança de Josué. Educado por Deus no deserto, o povo amadureceu e agora estava preparado para um novo ciclo.

 

  1. Deus levanta um novo líder

Com a morte de Moisés, Deus levanta um novo líder para a nação de Israel: Josué. Sua missão era levar a nação de Israel a conquistar a Terra Prometida. Enquanto Moisés foi vocacionado para libertar o povo hebreu, Josué foi vocacionado para guiar a nação a conquistar as promessas de Deus feitas aos patriarcas.

 

1.1. Conhecendo um pouco de Josué

O nome de Josué a priore era Oséias (Nm 13.8). Mais tarde, Moisés, mudou seu nome para Josué (Nm 13.16), que significa "o Senhor é salvação". Conforme o registro de 1 Crônicas 7. 26-27, Josué era filho de Num e neto de Elisama, príncipe da tribo de Efraim. Josué nasceu no Egito e quando jovem teve a oportunidade de conviver e ajudar o líder Moisés. Um detalhe interessante sobre a vida deste jovem é que ele não se apartava da do meio da tenda (Êx 33.11). Vale salientar que Josué foi um dos espias designados para espiar a terra (Nm 13.16). Ele e Calebe foram os únicos, de vinte anos para cima, que saíram do Egito e entraram na Terra Prometida (Nm 32.11-12).

 

1.2. O preparo de Josué

Deus nomeou Josué sucessor de Moisés e entregou a ele a missão de entrar com o povo de Israel na Terra Prometida (Dt 31.7). Até chegar neste momento, Josué foi forjado na olaria divina. Em vários eventos de Israel no deserto, a postura de Josué foi condizente com o seu chamado. Ele não entrou pelo caminho da murmuração, mas soube esperar e confiar na provisão de Deus. Em todos os instantes, Josué esteve ao lado de Moisés. Não há relato bíblico de uma tentativa de usurpação da liderança da sua parte. Ele sabia plenamente que é Deus quem vocaciona e faz as coisas acontecerem no tempo certo.

 

1.3. Deus encoraja Josué

Liderar não é uma tarefa fácil, agora imagine substituir um líder do calibre de Moisés; homem que ficou quarenta dias com Deus no monte (Êx 34.28), viu Deus pelas costas (Êx 33.23), recebeu os mandamentos da mão do Eterno (Êx 20), e alcançou um altíssimo grau de intimidade com Deus (Dt 34.10). Sabendo disso, Deus fala com Josué e anima-o. Ele disse que não o desampararia (Js 1.5). A expressão hebraica neste verso é "soltar; deixar", ou seja, Deus estava dizendo que não iria se ausentar ou abandonar o posto.

 

  1. A travessia do Jordão

Depois da escravidão e da peregrinação, chegou o momento de atravessar o rio Jordão e possuir por herança a promessa de Deus, uma terra que manava leite e mel.

 

2.1. Josué prepara o povo para atravessar o Jordão

Tudo na vida precisa de preparo; muitos projetos sem sucesso tem como ponto negativo a falta de preparação financeira, logística e outros pormenores. A primeira atitude de Josué foi prover mantimento para a caminhada (Js 1.11). Ele não poderia arriscar a vida do seu povo. Outro detalhe descrito por Josué 1.14-15 é a preparação para a batalha com homens de guerra, pois o exército hebreu já estava organizado e disciplinado. Era uma força combatente muito mais eficaz que a tímida turba de escravos sem personalidade que havia saído do Egito há quarenta anos. Deus havia levantado uma nova geração de israelitas, instruídos nas leis divinas, acostumados com a dureza da vida desértica e experimentados na guerra.

 

2.2. Josué e os dois espias

Quando Moisés liderava o povo, Josué fora enviado para espiar a terra e voltou com notícias alvissareiras para o povo. Como bom estrategista que era, enviou dois espias para colher informações sobre a terra (Js 2.1). Em nossa luta contra o inimigo, não devemos ignorar suas táticas para nos prevenirmos (2Co 2.11). A nossa luta não é contra a carne e sangue, mas, sim, contra principados e potestades. Precisamos estar fortalecidos no Senhor e devidamente ataviados com as Suas armaduras (Ef 6.10-18). Paulo adverte os irmãos em Corinto que as armas de nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Cristo para destruição das fortalezas (2Co 10.4).

 

2.3. Um caminho no meio do Jordão

O desafio agora não era o mar Vermelho, mas, sim, o rio Jordão, que nesta época estava transbordando (Js 3.15), constituindo assim um obstáculo maior ainda. Segundo o relato bíblico, quando os pés dos que carregavam a arca se molharam, pararam-se as águas que vinham de cima, sendo possível a travessia do povo pelo rio Jordão em terra seca. Um detalhe importante é que os que levavam a arca pararam no meio do Jordão para que o povo pudesse terminar a passagem. Aquela geração, que ouvira os relatos de como os seus pais atravessaram o mar Vermelho, agora estava vendo com seus próprios olhos o poder sobrenatural de Deus.

 

  1. As conquistas de uma nação

Depois da travessia do rio Jordão, o primeiro desafio era a fortificada cidade de Jericó. Era uma cidade-fortaleza; suas altas e imponentes muralhas a tornavam praticamente indestrutível .

 

3.1. A destruição de Jericó

Estando Josué perto de Jericó, Deus anima o Seu servo, dizendo: "Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos" (Js 6.2). Deus também estabelece que a vitória viria de forma sobrenatural, mediante a obediência à voz divina. A ordem divina para o povo era rodear a cidade por sete dias: "E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas.E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente de si." (Js 6.4-5). A vitória do povo de Israel contra Jericó estava tão somente em obedecer as ordens divinas. A vitória foi certa, pois Jericó foi destruída totalmente (Js 6.21).

 

3.2. A primeira batalha contra Ai

Após Jericó Israel empreendeu-se em outra guerra, desta vez contra a cidade de Ai. Destruir a cidade de Ai seria fácil, pois os inimigos eram poucos, mesmo tendo as suas fortificações (Js 7.3). Aquilo que era para ser uma vitória fácil se tornou em luto e derrota. Além de perderem trinta e seis homens, ainda tiveram que fugir (Js 7.4-5). Israel perdeu essa batalha devido ao pecado de Acã (Js 7.11,20). Embora a presença de Deus estivesse no meio do povo, era necessário que a nação de Israel obedecesse aos mandamentos do Senhor e andasse em santidade.

 

3.3. O pecado de Acã e suas consequências

Após a derrota, Josué rasgou a suas vestes e buscou uma explicação em Deus sobre a derrota do povo. Então, Deus lhe disse que havia anátema no meio no povo e que deveria haver santificação. ao lançar sortes, caiu na família de Acã, o qual tinha pegado dentre os despojos de Jericó uma boa capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma cunha de ouro do peso de cinquenta ciclos (Js 7.21). A ordem de Deus era não pegar nada entre os despojos de Jericó (Js 6.17-18). As consequências deste pecado foram: a derrota de Israel  na batalha contra Ai e o total extermínio da família de Acã e seus pertences (Js 7.24-25). Com o pecado não se brinca nem se negocia (Ec 9.18).

 

Conclusão.

Sob a liderança de Josué e debaixo das bençãos divinas, o povo de Israel iniciou a conquista da Terra Prometida. Agora, bem mais estruturada de maneira religiosa, política e militar, a nação de Israel começou a tomar posse das promessas proferidas aos patriotas.

 

Questionário.

 

  1. O que significa o nome Josué?

 

  1. Qual era a missão de Josué?

 

  1. Qual foi a primeira atitude de Josué antes de atravessar o rio Jordão?

 

  1. Qual era a ordem de Deus a respeito de Jericó?

 

  1. Com o que não podemos brincar nem negociar?

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 9

 

Juízes: os altos e baixos da Nação de Israel

26 de agosto de 2018

 

 

Texto Áureo

"E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.", Jz 2.10

 

Verdade Aplicada

Apesar da inconstância do povo de Israel, a misericórdia de Deus sempre trouxe livramento em tempo oportuno.

 

Glossário

Anarquia: Negação de qualquer princípio de autoridade;

Leviana: Insensata; precipitada;

Moinho: Engenho de duas mós sobrepostas e giratórias, movido pelo vento, queda d'água, animal ou motor, usado para moer cereais.

 

Textos de Referência.

 

Juízes 2:11-14

  1. Então fizeram os filhos de Israel o que era mau aos olhos do Senhor; e serviram aos baalins.
  2. E deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o Senhor à ira.
  3. Porquanto deixaram ao Senhor, e serviram a Baal e a Astarote.
  4. Por isso a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e os entregou na mão dos espoliadores que os despojaram; e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor; e não puderam mais resistir diante dos seus inimigos.

 

Introdução

A nação de Israel viveu um período de muitas conquistas e prosperidade. No entanto, esqueceu-se da educação religiosa de seus filhos, levando-os a viver uma vida sem comprometimento com Deus.

 

  1. O contexto do livro de Juízes

Após a morte de Josué e dos anciãos (Jz 2.7), surgiu uma geração que não conhecia ao Senhor e nem tão pouco os sinais que Ele operara no Egito (Jz 2.10). Essa geração fez o que era mau aos olhos do Senhor e provocou a Sua ira (Jz 2.11-12)

 

1.1. Cenário histórico

O livro de Juízes registra um longo período da historia de Israel (estudiosos estimam 350 a 400 anos). Ao londo desse período (considerado "período dos juízes" - Jz 2. 16-19), que se estende desde a morte de Josué até Saul ser ungido rei de Israel, a nação era uma sociedade tribal, que vivenciou momentos de grandes conflitos e dificuldades devido a desunião política, invasões de outros povos e depravação moral e espiritual. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos, por diversas vezes, o povo de Israel quebrou a aliança com o Senhor.

 

1.2. O estado da nação

No período em que a nação ficou sem uma liderança nacional, as tribos mostravam-se independentes e cada indivíduo agia como lhe parecia melhor. Nesse período, o Senhor testou a nação para ver se ela guardava a Sua aliança num ambiente pagão e idólatra (Jz 3.1-5). Os israelitas caíram numa condição crônica de apostasia; aceitavam o livramento do Senhor, mas, quando lhes faltava uma forte liderança, retornavam rapidamente às práticas pagãs que os rodeavam. Espiritualmente falando, era uma época muito diferente da de Josué, pois a nação estava mergulhada no caos. Em Sua infinita misericórdia, Deus operou grandes livramentos nesse período.

 

1.3. Lições do período dos Juízes

O período dos juízes revela o quanto a misericórdia de Deus sobre o Seu povo não tem limites. Neste breve relato de vinte e um capítulos, aprendemos que Deus é santo e castiga o Seu povo pelos seus pecados, mas também é misericordioso para salvá-lo quando há arrependimento. O período dos juízes nos ensina que a opressão é um castigo pela infidelidade e a libertação é o resultado do retorno a Jeová. Outra lição é que onde não existe um governo central e forte, estabelece-se a anarquia cultural e moral. Por não existir um governo central, muitas vezes reinou o caos e até houve guerras entre as próprias tribos (Jz 17.6; 21.25)

 

  1. Os inimigos oprimem o povo de Deus

Como consequência da rebeldia da nação de Israel, a ira do senhor se acendeu contra eles (Jz 2.14-15). Durante anos, o povo foi oprimido pelos moabitas, cananeus, midianitas, filisteus e amonitas. Esses invasores se avantajavam sobre os israelitas, tomando suas propriedades e campos.

 

2.1.Os moabitas oprimem Israel

Após o falecimento de Otniel, Israel fez o que era mal aos olhos do Senhor e Deus os entregou na mão dos moabitas por dezoito anos. Apoiados pelos amonitas e amalequitas, os moabitas invadiram Israel e começaram a cobrar tributo do povo. O texto nos chama atenção ao dizer que o Senhor esforçou a Eglom, rei dos moabitas (Jz 3.12). A expressão "esforçou", no original "hazaq", mostra a contribuição de alguém fortalecendo seres humanos para dominar os demais. Foi justamente isto que aconteceu. Contudo, no auge do sofrimento, o povo de Israel clamou ao Senhor e Deus levantou Eúde para os livrar.

 

2.2. Jabim, rei de Canaã, invade Israel

Novamente, o povo de Israel fez o que era mal aos olhos do senhor e Deus os vendeu na mão de Jabim, rei de Canaã (Jz 4.1-2). Os cananeus assolaram os israelitas de tal maneira que eles não se atreviam a transitar pelas ruas principais, mas viajavam escondidos pelos caminhos montanhosos ou secundários que atravessavam os campos (Jz 5.6). Débora, em seu cântico, mencionou que, quando os cananeus invadiram Israel, não se via com o exército de Israel escudo ou lança (Jz 5.8). Jabim tinha novecentos carros de ferro e por vinte anos oprimiu Israel de maneira violenta (Jz 4.3). Diante de tamanha humilhação e opressão, o povo se voltou para o Senhor. Então, Deus levantou Débora e Baraque para livrar Israel.

 

2.3. A servidão sob os midianitas

Israel se enveredou pelo caminho da idolatria novamente. Então, Deus os colocou na mão dos midianitas, começando um novo período de opressão (Jz 6.1). Dois verbetes nos ensinam muito nesta passagem. O primeiro é a expressão "fizeram o que parecia mal". A palavra mal, da raiz hebraica "ra", admite como um dos significados, um sentido ético e moral, ou seja, Israel estava denegrindo a imagem do Deus santo, como povo santo que era. Outro termo é "e o Senhor os deu na mão dos midianitas". O termo "mão", do original "yadh", fala de poder ou direito que alguém tem sobre algo. Em outras palavras, Deus deu autoridade aos midianitas para que subjugasse o Seu povo durante sete anos. Foi um período de grande miséria. Os israelitas empobreceram muito por causa dos midianitas, pois trabalhavam para dar suas colheitas a outros (Jz 6.6). Então, o povo mais uma vez clamou a Deus por libertação e Ele levantou Gideão, que obrou um grande livramento em Israel.

 

  1. Sansão, um homem irresponsável

Por causa da opressão dos filisteus, Deus levantou Sansão para libertar o seu povo. Diferentemente dos outros opressores, os filisteus invadiram o território israelita, não só para saqueá-lo, mas, sim, para ocupá-lo permanentemente e governá-lo.

 

3.1. O nascimento de Sansão

O nascimento de Sansão foi resultado do agir divino por dois motivos: seu nascimento foi anunciado por um anjo (Jz13.3); e sua mãe era estéril (Jz 13.2-3). Deus usou as circunstâncias da época para trazer à existência a vida de Sansão. Ele atendeu a oração de uma mãe, escolhendo seu filho para ser o grande libertador da nação. O nome Sanção dignifica "sol", nome muito apropriado para o período de travas em Israel se encontrava. A importância de sua missão é observada no anúncio de seu nascimento pelo próprio anjo de Deus.

 

3.2. Nazireu de Deus

Quando o anjo anunciou seu nascimento, disse aos seus pais que Sansão seria nazireu de Deus, ou seja, uma pessoa consagrada a Deus (Jz 13.7). O nazireu era alguém que fazia um voto de consagração a Deus. O voto incluía abstinência de vinho ou outra bebida intoxicante, não podia cortar o cabelo e nem aproximar-se de cadáveres por um momento ou durante toda sua vida, como foi o caso de Sansão.

 

3.3. As irresponsabilidades de Sansão

Embora fosse consagrado a Deus Sansão viveu de maneira irresponsável e leviana. Ele buscou esposa fora dos limites do seu povo, não aceitando o conselho de seus pais (Jz 14.1-3). Em sua festa de casamento, serviu vinho aos convidados, tocou em um cadáver e procurou consolar suas mágoas e traições no colo de uma prostituta (Jz 16.1). Depois, apaixonou-se por Dalila, cujo nome significa "delicada", (Jz 16.4). Tanta irresponsabilidade trouxe sérias consequências: ele teve seu cabelo cortado, olhos furados, tornou-se escravo dos filisteus, foi condenado a ficar em um moinho e depois serviu de diversão para os inimigos.

 

Conclusão

O período dos juízes nos mostra os altos e baixos da nação de Israel, mas também revela um Deus que, ao punir a nação pelos seus erros, manifestou Sua misericórdia para com Seu povo. Através da vida dos juízes aprendemos que, nos momentos de crise, Deus sempre escreve uma nova história.

 

Questionário.

 

  1. Por que o Senhor testou a nação de Israel?

 

  1. Qual foi a consequência da rebeldia da nação de Israel?

 

  1. Por quantos anos Jabim, rei de Canaã, oprimiu Israel de maneira violenta?

 

  1. Quem era estéril?