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Lição CPAD jovens tempo de Deus 3 trim-2017
Lição CPAD jovens tempo de Deus 3 trim-2017

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS


3º Trimestre de 2017


Título: Tempo para todas as coisas —

Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá


Lição 1: Tempo para todas as coisas


Data: 02 de Julho de 2017


TEXTO DO DIA

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos” (Gn 1.14).

SÍNTESE

Deus criou o tempo (chronos) e seu objetivo era poder se relacionar com a raça humana.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Sl 39.4
A brevidade da vida


TERÇA — Ec 9.12
O homem que não conhece o seu tempo


QUARTA — Et 4.14
Aproveitando o tempo de Deus


QUINTA — Gl 6.10
Enquanto temos tempo, façamos o bem


SEXTA — Ef 5.15,16
Otimizando o tempo


SÁBADO — Sl 31.15
O tempo está nas mãos de Deus

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
APRESENTAR o conceito de tempo, sua origem, importância e implicações;
EXPLICAR que Deus não está sujeito às regras temporais;
MOSTRAR o sentido da vida no tempo, de maneira a poder conhecê-lo e aprender a contá-lo.

INTERAÇÃO

Caro professor, neste trimestre estudaremos a respeito do tempo. Você verá que as lições de 1 a 8 têm um enfoque prático e devocional, mas voltadas para a vida cristã saudável. Já as lições de 9 a 13 são mais apologéticas. Seus alunos terão uma grande oportunidade de compreender a vontade do Senhor na administração do tempo. Que possamos fazer uso do nosso tempo com sabedoria para que venhamos alcançar corações sábios.
O comentarista é o pastor Reynaldo Odilo Martins Soares, juiz de direito, bacharel em Direito pela UFRN, pós-graduado em Direito Processual pela UnP, mestre e doutorando pela Universidade do País Basco (Espanha) e autor do livro “Eu e Minha Casa” (editado pela CPAD).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Querido professor, você foi escolhido por Deus para o ministério do ensino, portanto, considere-se privilegiado. O Senhor confiou a você a tarefa de contribuir, de forma significativa, com a formação espiritual de uma pequena parte de seus filhos. Quanta responsabilidade! No entanto, apesar do imenso desafio inerente a essa tarefa, somado às muitas atividades do dia a dia, até aqui o Senhor tem o fortalecido. Creia que neste trimestre não será diferente. Dedique-se ao seu ministério e invista nele. O Mestre dos mestres é o maior interessado no êxito desta obra e Ele lhe ajudará a, num mundo em que as pessoas valorizam apenas o que é instantâneo, falar sobre “tempo para todas as coisas”! Inspire-se! Você será o instrumento de Deus para ensinar que não se deve querer atrasar ou apressar o kairós.

TEXTO BÍBLICO

Eclesiastes 3.1-8.

1 — Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu:
2 — há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
3 — tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;
4 — tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar;
5 — tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
6 — tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;
7 — tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
8 — tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Os céus e a terra, e tudo quanto neles existem, pertencem ao Senhor (Dt 10.14; Jó 41.11). No que diz respeito ao tempo, essa assertiva se torna ainda mais forte, uma vez que o homem não pode produzir, ou reter, um único momento do seu tempo. Cada minuto da vida é um presente do Criador. Deus dá a todos apenas a mordomia sobre o tempo, ofertando-lhes oportunidade de realizar todas as coisas. No fim de tudo, porém, o Senhor pedirá contas pelo gasto equivocado do tempo.

I. O TEMPO E SUAS IMPLICAÇÕES

1. Considerações preliminares. Após a criação (Gn 1.1), Deus estabeleceu um tempo para todas as coisas debaixo do sol (Ec 3.1). Ele tem um propósito para todas as suas obras, pois não faz nada ao acaso. Na eternidade, onde Deus habita (Is 57.15), não se mede o tempo como nós medimos. O Senhor pode, simultaneamente, responder as orações de milhões de pessoas (Jr 33.3), dar comida aos corvos (Lc 12.24), fazer maravilhas (Sl 72.18), e ainda compadecer-se e abençoar o parto das cabras monteses, bem como das gazelas nas savanas africanas (Jó 39.1-3), dentre muitas outras tarefas espalhadas por todo o imenso universo de aproximadamente trezentos bilhões de galáxias. Mas isso não é nada para o Todo-Poderoso, o qual é o Pai da eternidade.
2. A origem do tempo (chronos). A partir do século XX, com o surgimento da teoria do Big Bang, a maioria dos cientistas passou a defender que o universo teve um marco inicial há mais de 13 bilhões de anos, quando um “átomo primordial” teria explodido, dando origem a tudo. Porém, inexistem dados aferíveis cientificamente que comprovem a hipótese do Big Bang, como também não há revelação bíblica que indique a ocorrência de uma grande explosão no passado remoto, que tivesse liberado energia criadora. No entanto, tanto a Bíblia como a ciência concordam que o universo teve um início. Assim, se houve um início para o universo, é inegável admitir que existiu uma época — antes de Gênesis 1.1 — em que não havia matéria, nem espaço para a conter, como também não havia tempo a ser contado (chronos). Era apenas a eternidade. Então, Deus decidiu criar todas as coisas, submetendo-as às regras do tempo.
3. Importância do tempo. A importância do tempo (chronos) se dá, dentre outras coisas, pela necessidade do estabelecimento de ciclos para todas as obras formadas, bem como para que o homem, a obra prima da criação, pudesse conhecer e buscar a Deus.


Pense!

O tempo para Deus seria uma opção ou uma condição imposta?


Ponto Importante

Deus é Criador e Senhor do tempo, do espaço e da matéria e, por isso, Ele não está sujeito a nenhuma das limitações e contingenciamentos deste mundo.


II. DEUS E O TEMPO

1. A atemporalidade de Deus. A Bíblia afirma que Deus é atemporal. Ele é Deus de eternidade a eternidade, ou seja, não teve início e nem terá fim (Sl 90.2). Nem mesmo todo o universo pode contê-Lo (2Cr 6.18). Ademais, Ele não pode ser provado empiricamente porque nunca foi criado e, portanto, não teve início. Então, como o Criador poderia se relacionar com os homens, tão finitos, para salvá-los? Para resolver este problema, Ele enviou o seu Filho Unigênito (Jo 3.16). O Verbo se fez carne (homem) e habitou entre nós. A encarnação de Jesus era a única forma da imagem de Deus se tornar tangível por um tempo, para que os seres humanos “vissem, contemplassem e tocassem da Palavra da Vida” (1Jo 1.1,2), e assim fossem conduzidos à salvação.
2. Relacionando-se no tempo com uma pessoa atemporal. A partir de Jesus, os homens puderam ver, enfim, a glória de Deus. Antes, se vissem, morriam, pois o finito não pode conter, e nem ao menos ver, o Infinito (Êx 33.20). Jesus, o Filho de Deus, para vir ao mundo precisou “aniquilar-se” a si mesmo, fazendo-se semelhante aos homens (Fp 2.7). A Bíblia mostra que Deus é completamente ilimitado em relação ao tempo, não seguindo, portanto, o calendário humano, pois, para Ele, mil anos são como “o dia de ontem” ou a “vigília da noite” (Sl 90.4). Precisamos entender que Deus tem o seu tempo para agir. Ele não se adianta ou chega atrasado. Como filhos precisamos aprender a confiar nEle, independentemente do tempo.
3. Kairós X Chronos. Kairós é uma palavra de origem grega, que significa “momento certo”, “tempo oportuno”, em oposição a chronos, que traz a ideia de tempo sequencial, cronológico, quantitativo. Essas duas formas de definir, no grego, o tempo, trazem consigo um conflito épico, por assim dizer. De um lado o tempo linear, quantitativo, marcado pelos relógios e calendários — chronos —, do outro o tempo qualitativo, o momento ideal, próprio, para os fatos acontecerem — kairós.


Pense!

Como entender um Deus que, não está sujeito a qualquer limitação, ou fragilidade, mas que decide relacionar-se com sua criação corrompida pela Queda?


Ponto Importante

A encarnação de Jesus foi uma oportunidade para que, por algum tempo, os homens pudessem ver a glória de Deus.


III. A VIDA NO TEMPO

1. Vivendo no tempo. Deus colocou a eternidade no coração do homem, no seu espírito e alma. Mas o nosso corpo é corruptível e está sujeito a ação do tempo (Sl 90.10). Talvez, por isso, seja tão dificil nos conformarmos com a morte, pois existe uma fagulha divina acesa em nosso espírito e que anela pela eternidade.
2. Conhecendo o tempo. Conhecer o tempo (kairós) faz toda a diferença, como aconteceu com alguns dos filhos de Issacar, os quais eram “destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer” (1Cr 12.32). Eles tinham discernimento e, por isso, foram indispensáveis para a prosperidade da nação de Israel e ganharam muito destaque.
3. Contando o tempo. Moisés, certa vez, orou a Deus pedindo: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12). O grande problema de muitas pessoas é que deixam para pensar sobre o fim da existência terrena somente quando lhes resta bem pouco tempo. Contar os dias é uma atitude de sabedoria, pois significa ter em perspectiva a iminência da morte, o que garante um melhor entendimento sobre como aproveitar os dias de vida.


Pense!

Como identificar o kairós, e não ficar apenas à mercê do chronos?


Ponto Importante

Se o timing perfeito existe, ele consiste em “acertar” o nosso relógio (chronos) com o relógio de Deus (kairós). Para tanto, é necessário estar em comunhão com Ele.


CONCLUSÃO

Deus, ao estabelecer que as coisas teriam um tempo oportuno (kairós) para serem realizadas, criou a possibilidade dos homens cumprirem, não o seu destino, mas o propósito para o qual foram criados.

ESTANTE DO PROFESSOR

DANIEL, Silas. Reflexões sobre a Alma e o Tempo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001.

HORA DA REVISÃO

1. A Bíblia e a ciência discordam quanto ao universo ter uma origem? Explique.
Não! A ciência e a Bíblia concordam que o universo foi criado, que teve um início; há divergência, apenas, sobre como isso aconteceu.

2. Aponte pelo menos uma importância da existência do tempo para a criação.
Para que, no tempo, o homem pudesse conhecer e buscar a Deus.

3. Identifique três referências bíblicas que abordem a ideia da atemporalidade e/ou eternidade de Deus.
Salmos 90.4; Isaías 57.15; 2 Pedro 3.8.

4. Diferencie a ideia do tempo chronos e kairós.
O chronos fala de tempo linear, quantitativo, marcado pelos relógios e calendários. Já o kairós fala de tempo qualitativo, o momento ideal, oportuno para todas as coisas.

5. Segundo a lição, o que significa “contar o tempo”?
Contar o tempo é ter em perspectiva a iminência da morte, o que garante um melhor entendimento sobre como aproveitar os dias de vida.

SUBSÍDIO I

“Deus não tem que se apressar no decurso do tempo deste Universo, assim como um autor não está sujeito ao tempo imaginário do romance que escreve. Deus tem uma atenção infinita para dispensar a cada um de nós. Não tem que lidar conosco em conjunto. Você está tão a sós com Deus como se fosse o único ser que Ele criou. [...] Deus, creio, não vive absolutamente numa sucessão temporal. [...] Porque Ele é a sua própria vida.
Deus está num ambiente sem sucessões temporais e que me faz ter certeza de que pode atender-me no mesmo instante em que atende aos rogos de outros, mesmo quando estes são milhões. [...] Deus não prevê os fatos, Ele os vê, e concomitantemente. Chegamos, então, à conclusão de que o meu tempo, ou o nosso tempo, não afeta aiónios [o tempo de Deus]. Isso é algo confortante. E a explicação é que Deus é extrapolante, infinito, sempiterno, imensurável; logo, só pode estar na eternidade. Mas, por ser tudo isso, o tempo também pode estar nEle, pois o tempo é finito. O finito é um ponto fixo no infinito. O finito cabe no infinito. [...] Deus não é afetado pelo tempo, mas Ele afeta o tempo. Deus enche o mundo com uma parte de sua infinitude e por meio de sua onipresença” (DANIEL, Silas. Reflexões sobre a Alma e o Tempo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.142).

SUBSÍDIO II

“O que Deus fazia no princípio? Não é fácil responder a essa pergunta, pois não dispomos de nenhuma informação acerca de suas atividades entre os três primeiros versículos do capítulo um de Gênesis. Todavia, permitam-me algumas conclusões, que acredito serem coerentes e razoáveis. Antes de Deus fazer a Terra, Ele criou sua própria morada.
Deus jamais faria a sua obra na eternidade, porquanto esta é um atributo exclusivamente seu (1Tm 6.16). O Criador é sempiterno; a criação, temporal. Ao contrário dos gregos que acreditavam na eternidade da matéria, os hebreus creem que tudo quanto existe no tempo, foi criado pelo Eterno (Hb 11.3). Aliás, nem a própria morada de Deus é eterna.
Sendo o tempo a duração relativa das coisas, geramos a noção de presente, passado e futuro: um período contínuo no qual se sucedem os eventos. Deus, porém, é o que é. Ele não está sujeito a qualquer sucessão de dias ou séculos. Presente, passado e futuro são-lhe a mesma coisa. Logo, somente o Eterno poderia criar o tempo.
[...] O Criador não se acha limitado quer pelo tempo, quer pelo espaço; a criação, sim. Até mesmo, os anjos não podem estar em dois lugares ao mesmo tempo” (ANDRADE, Claudionor. O Começo de Todas as Coisas. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015, p.23).


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 2: Preguiça, desperdício de tempo
Data: 09 de Julho de 2017
TEXTO DO DIA

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6.6).

SÍNTESE

O preguiçoso administra mal seu tempo, ama apenas a si próprio e manifesta indiferença quanto às necessidades do próximo. Suas atitudes revelam falta de espiritualidade, sabedoria e senso de propósito.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Mt 20.3
O Senhor vê o ocioso


TERÇA — Mt 20.4
O Senhor chama o ocioso


QUARTA — Mt 20.6
O Senhor questiona os ociosos


QUINTA — Pv 19.15
A preguiça entorpece


SEXTA — Pv 13.4 (ARA)
A preguiça empobrece


SÁBADO — Pv 10.4
A diligência enriquece e traz honra

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
APRESENTAR o exemplo da formiga como parâmetro divino para o desenvolvimento das atividades vitais;
MOSTRAR a importância do planejamento em nossa vida;
SABER que a preguiça leva ao imobilismo e entorpecimento mental, com consequências funestas.

INTERAÇÃO

Professor, é imprescindível haver um bom relacionamento entre os docentes de uma mesma classe, pois isso influencia diretamente no trabalho a ser realizado. Por isso, agende uma reunião com seu(s) colega(s), a fim de ouvir e sugerir novas ideias, discutir o tema do trimestre, desenvolver estratégias e atividades para a classe, etc. Faça desse momento, um tempo de interação e estreitamento de laços. Independente do número de professores, todos devem trabalhar com um só propósito, o que somente é possível se houver diálogo. Assim, realizarão muito mais pela classe, uma vez que, ao planejar as atividades do trimestre e dividir as tarefas entre todos, ninguém ficará sobrecarregado e o trabalho será bem mais dinâmico.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Caro professor, para que os alunos entendam o foco da lição, é importante que eles compreendam as consequências do desperdício do tempo (preguiça). A inércia em relação aos projetos da vida produz, em regra, consequências das quais não se pode fugir. É a lei da semeadura. Para tanto, de início, projete dois pequenos vídeos ou mesmo apresente imagens com legendas explicativas (na internet tudo isso pode ser achado facilmente) que demonstrem como é a vida da formiga e também do animal preguiça. Isso trará seus alunos ao cerne do assunto. Na conclusão da lição, pergunte aos alunos se eles se identificam mais com a formiga ou com o bicho-preguiça. (Não se surpreenda se a segunda opção for a mais escolhida). Você tem muito a ensinar aos seus alunos sobre como viver de forma sábia e produtiva.

TEXTO BÍBLICO

Provérbios 6.6-11.

6 — Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio.
7 — A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador,
8 — prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento.
9 — Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
10 — Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para estar deitado,
11 — assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

A Bíblia diz que Deus estabeleceu a Terra “para que fosse habitada” (Is 45.18). Ele também fez o homem para cuidar da sua criação e lhe deu algumas determinações sociais: frutificai, multiplicai, enchei, sujeitai e dominai os peixes, as aves e os animais (Gn 1.28). Tais deliberações exigiam esforço e a administração correta do tempo, a fim de que fosse cumprido o propósito para o qual foram criados. O trabalho foi dado ao homem antes mesmo da Queda. Nesta lição veremos que a preguiça é um erro que conduz o ser humano para longe da vontade de Deus. Contra esse pecado, o livro de Provérbios sugere que o homem visite um formigueiro e aprenda lições vitais que podem ajudá-lo a cumprir com suas tarefas sociais primordiais.

I. APRENDENDO COM AS FORMIGAS

1. Encontro formidável. “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso [...]” (Pv 6.6). A Palavra de Deus orienta que o preguiçoso observe o formigueiro. Por que o formigueiro? Porque a organização de uma colônia de formigas traz excelentes ensinamentos para todos nós. Elas são incansáveis, sabem trabalhar em equipe e respeitam-se mutuamente.
2. Compreensão da realidade. “[...] Olha pra os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6.6). Formigas não têm calendário para saber quando chegou o verão. Porém, elas conhecem as estações e agem de forma proativa de acordo com o tempo. Nós, discípulos de Jesus, também precisamos ter a visão correta para vermos as necessidades e oportunidades que são colocadas em nosso caminho, como uma oportunidade divina de sermos abençoados e abençoarmos os outros.
Usando o tempo com sabedoria “[...] e sê sábio” (Pv 6.6). Deus nos exorta a utilizarmos o tempo que nos é oferecido diariamente com sabedoria. Ser sábio significa saber entender o tempo em que se vive e fazer tudo para o seu bem-estar atual e futuro, bem como para o bem da sua família e do próximo.
Os formigueiros são resistentes às intempéries da vida porque as formigas cuidam umas das outras, seguindo o exemplo de unidade deixado por Jesus (Jo 17.21). Este é o grande desafio de todo ser humano: saber usar seus dons e talentos para criar um ambiente seguro para que todos vivam bem e tenham suas necessidades supridas. O preguiçoso insulta a Deus com sua conduta egoísta.


Pense!

Descumprir os parâmetros para o uso do tempo adequadamente pode ocasionar tragédias?


Ponto Importante

Não desperdice o seu tempo. Trabalhe, estude e seja sábio aprendendo a remir o tempo ao seu favor.


II. VISÃO DE FUTURO

1. Planejamento. O cuidado que as formigas têm ao planejar e estocar o alimento para o inverno é algo extraordinário. Mesmo sabendo que algumas não comerão daquele alimento que foi estocado, pois morrerão antes, elas trabalham em unidade e ajudam a abastecer o formigueiro. Mesmo diante da brevidade da vida, precisamos fazer planos e projetos em todas as áreas da nossa existência. Planeje sua vida financeira, seus estudos, sua vida sentimental. Faça projetos, mas não se esqueça de planejar tudo segundo as orientações de Deus.
2. Motivação total. As formigas não possuem um rei, um chefe, mas são cônscias de suas responsabilidades. A Palavra de Deus nos exorta a perseverarmos nos propósitos divinos, independentemente de qualquer determinação hierárquica. João Batista, por exemplo, cumpriu o propósito de Deus, no deserto, com uma extraordinária motivação (Mc 1.4-8). Ele se sentia motivado pelo projeto de Deus para o futuro do seu povo. Nunca foi movido por honrarias (Jo 1.25). Fazer o bem e preparar-se para o futuro é um dever que transcende qualquer ordem ou circunstância. É sinal de prudência e sabedoria.
3. Aproveitando as oportunidades. As formigas são experts em aproveitar oportunidades, notadamente no verão, para suprirem-se na época das chuvas. Essa mesma estratégia foi desenvolvida por José no Egito: na fartura, ajuntar para a escassez (Gn 41.34-36). Por tal motivo, milhões de pessoas na antiguidade não morreram de fome, inclusive os descendentes de Abraão. Essa capacidade de aproveitar as oportunidades impactou tanto o Faraó que ele, logo, nomeou José para desenvolvê-la (Gn 41.38-40). O rei egípcio entendia como era difícil aproveitar, no tempo, as oportunidades mais importantes da vida. E aquilo era uma questão de vida ou morte. No dia a dia, o Senhor espera que, como José, seus servos saibam administrar corretamente as oportunidades que surgem.


Pense!

Como estimular pessoas a se envolverem em atividades para o futuro (como lançar o pão sobre as águas), sem se ter a certeza de que um dia o pão será achado?


Ponto Importante

Planeje o seu futuro com sabedoria. Não desperdice o seu tempo hoje, pois amanhã ele fará falta.


III. PREGUIÇA: UMA DISFUNÇÃO DO USO DO TEMPO

1. Imobilismo. “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado?” [...] (Pv 6.9). Ficar deitado, neste contexto, demonstra um profundo imobilismo, o que desagrada ao Senhor. É necessário ter atividade, iniciativa, como aconteceu com Adão. Se houve alguém que poderia ser o mais inativo de todos os homens, esse foi o mais antigo ancestral da raça humana, haja vista que morava no paraíso, entretanto ele foi um exímio trabalhador. Cumpriu os sete propósitos sociais estabelecidos pelo Senhor (Gn 1.28). Aliás, Deus logo deu a Adão um emprego, tendo ele ido além e colocado nome em todos os animais. Frequentemente o Senhor falava com os seus servos a respeito do fato de que precisavam se esforçar, porque Deus ajuda a quem se esforça nEle (Sl 89.19). Isso foi dito a Josué (Js 1.6). Davi também ao aconselhar o seu filho Salomão, futuro rei disse: “esforça-te” (1Rs 2.2). Aliás, a marca distintiva de muitos heróis da fé é que das fraquezas eles tiraram forças (Hb 11.34) e fizeram grandes proezas. Certamente eles não eram preguiçosos.
A águia é uma excelente caçadora, não é a toa que ela é chamada de “máquina mortal dos ares”. As águias possuem uma excelente visão, rapidez e força. Contudo, às vezes, ela precisa fazer várias tentativas para obter êxito na busca pelo seu alimento. Haja esforço! Da mesma maneira, nós não podemos ficar esperando que as coisas “caiam do céu”. É preciso ir à luta, esforçar-se, ainda que todas as portas estejam fechadas. Esforçar-se é uma regra de ouro para todos.
2. Entorpecimento mental. “Um pouco de sono, um pouco tosquenejando [...]” (Pv 6.10). O texto de Provérbios não trata somente a respeito do sono, da preguiça, mas ele trata da indisposição mental, da falta de interesse em crescer no intelecto. Salomão demonstra que o preguiçoso se acha entorpecido quanto aos fatos da vida. Na verdade, a descrição mais parece à posição de um cadáver, com as mãos cruzadas sobre o peito e dormindo um profundo sono. Essa imagem descreve bem a forma como o Senhor vê o preguiçoso. O preguiçoso também pode ser comparado àquele que enterrou o talento (Mt 25.24-30), pois deixou de pensar coerentemente, proativamente, e se tornou como um defunto ambulante. Não há vida em suas ações.
3. Consequências. “Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” (Pv 6.11). As consequências da preguiça são contundentes: a pobreza virá inesperadamente, e a necessidade o atingirá fortemente. O preguiçoso, que é considerado um tolo, de tanta necessidade, terminará comendo “sua própria carne” (Ec 4.5). Sua queda será inevitável.


Pense!

Podemos ficar empobrecidos por ter uma rotina que inclua passar horas vendo TV, brincando com jogos eletrônicos ou navegando nas redes sociais?


Ponto Importante

As coisas do mundo preenchem cada vez mais o dia a dia dos jovens, e a maioria delas promove o imobilismo e a indisposição mental, com terríveis consequências.


CONCLUSÃO

Jesus ensinou aos discípulos um princípio básico do Reino: independentemente das condições pessoais, deve-se agir com coragem, movidos por amor e fé, para ajudar o próximo. Os seguidores de Cristo, mesmo cansados, não devem perder a chance de serem úteis ao plano de Deus. A preguiça é um mal que pode destruir grandes projetos, pois há enorme poder destruidor na inércia.

ESTANTE DO PROFESSOR

SWINDOLL, Charles R. Vivendo Provérbios. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013.

HORA DA REVISÃO

1. Quais as sete determinações que o Senhor estabeleceu para o homem?
Frutificai, multiplicai, enchei a terra, sujeitai-a e dominai os peixes, as aves e os animais.

2. Segundo a lição, o que é usar o tempo oferecido diariamente com sabedoria?
É saber entender o tempo em que se vive e fazer tudo para o bem-estar atual e futuro, de si mesmo, da família e da sociedade em que o indivíduo se encontra inserido.

3. Cite um exemplo bíblico de alguém que se manteve motivado no propósito de Deus.
João Batista.

4. Tendo em mente os ensinamentos do tópico III, pense em pelo menos duas atividades realizadas diariamente que poderiam ser substituídas por outras mais produtivas.
Resposta pessoal.

5. Nesta lição, no decorrer dos tópicos I e II, foram apresentadas várias características das formigas. Cite cinco características.
As formigas são organizadas, não egoístas, usam o tempo com sabedoria, planejam e aproveitam as oportunidades.

SUBSÍDIO I

“Como um machado recém afiado, o conhecimento tem o poder penetrante de mover você rapidamente da oportunidade para a realização.
Se está começando uma empresa, um trabalho, um produto ou um projeto, comece a jornada, expandindo sua base de conhecimentos relevantes para a tarefa em mãos. (...) Napoleon Hill (...) escreveu: ‘Homens prósperos, em todas as vocações, nunca deixam de adquirir conhecimento especializado relacionado ao projeto, negócio, a profissão que abraçaram’.
(...) Para verdadeiramente ser inteligente, você terá que se esforçar em muitos níveis. Você lerá mais do que jamais pensou que leria. Terá que pensar propositadamente sobre o que leu e digerir em pepitas de novas ideias. Precisará colocar-se lá fora, discutindo estas pepitas com os colegas e estando disposto a debater essas questões.
Se você não tomar cuidado, poderá cair na armadilha das distrações, em cuja situação realiza menos atividades conscientes que produzem progresso.
Se você se encontra diante de um desafio intelectual assustador e, então, recorre à distração de ‘fazer uma pausa’, caiu na armadilha. (...) Minha experiência me ensinou que dez horas sendo inteligente produz o mesmo valor criativo que quarenta horas de distração” (SANDERS, Tim. Hoje somos Ricos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.114,115).

SUBSÍDIO II

“O procrastinador, normalmente, tem razões lógicas, desculpas válidas e explicações plausíveis para não agir. (...) empurra o objetivo para a lama pegajosa do tempo indefinido, aquele pântano tenebroso em que todas as boas intenções afundam em meio a desculpas.
Ao longo de toda a Bíblia, somos encorajados a ser pessoas diligentes, comprometidos com as tarefas que precisamos realizar na vida. Alguns, no entanto, não consideram isto um privilégio, mas um peso.
Para essas pessoas, a engrenagem diária da preguiça é uma realidade inegável (...).
De todas as passagens das Escrituras que tratam do assunto da preguiça, as mais eloquentes são os dizeres de Salomão. Entre as palavras que ele usou preguiçoso parece ser a sua favorita. Quando examino o livro de Provérbios, encontro seis características dos preguiçosos.
1. O preguiçoso tem dificuldades para começar.
2. O preguiçoso é inquieto: pode ter desejos, mas o problema é implementá-los.
3. O preguiçoso cobra dos outros um preço elevado.
4. O preguiçoso, normalmente, é defensivo.
5. O preguiçoso desiste.
6. O preguiçoso vive de desculpas” (SWINDOLL, Charles R. Vivendo Provérbios. RJ: CPAD, 2013, pp.120,149-151,153-156).

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 3: Ativismo, fazendo tudo ao mesmo tempo
Data: 16 de Julho de 2017
TEXTO DO DIA
“Porque assim diz o Senhor Jeová, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança, estaria a vossa força, mas não a quisestes” (Is 30.15).

SÍNTESE

O ativismo é uma conduta que leva as pessoas a adoecerem no físico e na mente. Para preservar a saúde física e mental, precisamos deixar de lado todo tipo de ativismo.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Mc 3.9
Um barquinho sempre pronto


TERÇA — Mt 14.23
Despedindo a multidão


QUARTA — Mt 19.13-15
Tempo para as crianças


QUINTA — Ec 3.1
Há um tempo para todo propósito


SEXTA — Mt 13.1-8
Tempo para semear


SÁBADO — Mt 8.24; At 12.6
Tempo para dormir

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
EXPLICAR o conceito de ativismo;
APRESENTAR o episódio de Jesus na casa de Marta e Maria, ressaltando o ensino dEle a respeito do ativismo;
EVIDENCIAR o fato de que Deus não se agrada do ativismo.

INTERAÇÃO

Estimado professor, considerando que nossos encontros são semanais, crie um grupo da sala de jovens (a classe pode criar um nome para o grupo) em uma rede social, e utilize como canal de comunicação com seus alunos durante a semana. Você pode postar imagens, mensagens e/ou textos que despertem a curiosidade deles sobre a aula do próximo domingo. Você também poderá utilizar este recurso para homenagear os aniversariantes da semana, conversar com aquele aluno que esteve ausente no domingo anterior, postar fotos de trabalhos realizados na sala, etc. Use sua criatividade e explore todo o potencial dessa ferramenta. Deus vai lhe dar estratégias para integrar socialmente sua classe de Escola Dominical e animar os alunos que, eventualmente, desfalecerem pelo caminho.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Ilustre professor, durante a aula instigue seus alunos a não faltarem à aula seguinte, pois será a conclusão da “trilogia do tempo” (preguiça, ativismo e o “optimus”), onde será abordado a respeito de como utilizar o fluxo temporal a nosso favor, nos moldes do projeto do Criador. Isso é fundamental para a qualidade da vida presente e futura! Estimule-os a meditar, durante a semana, sobre as implacáveis consequências do uso inadequado do tempo. Assim, proponha que anotem o que consideram mais importante (relação com Deus, com os pais, irmãos, namorado(a), amigos, futuro profissional, etc.) e quanto tempo investem em cada “coisa” importante nas 24h do dia. Peça para trazerem na próxima aula. Você verá, depois da entrega das análises pessoais, como quase todos precisam melhorar!

TEXTO BÍBLICO

Lucas 10.38-42.

38 — E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa.
49 — E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
40 — Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude.
41 — E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas,
42 — mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Jesus era diligente, mas nunca foi um ativista. Ser diligente, aplicado, cuidadoso, é um dever do todo cristão, mas Deus nunca quis o ativismo para seu povo. Pois o ativismo causa estresse, doenças físicas e emocionais. No tempo de Jesus já havia a famigerada luta pela vida, pelo pão de cada dia, porém Ele no Sermão do Monte declarou que não devemos andar ansiosos pelas coisas deste mundo. Certa vez, Jesus estava sendo comprimido por uma multidão que estava ansiosa para ouvir a Palavra de Deus quando viu um barco e o utilizou como tribuna, distanciando-se um pouco da praia. Jesus poderia ter despedido aquela multidão de ansiosos, porém Ele quis atendê-la. A multidão deveria se acalmar, desacelerar, parar e ouvir o que Jesus tinha a dizer. Ao contrário de Jesus, os ativistas gostam de plateia ao seu redor e muitas vezes contribuem para incentivar a ansiedade nas pessoas.

I. ATIVISMO: UMA DISFUNÇÃO NO USO DO TEMPO

1. Definição. A sociedade moderna pode ser caracterizada, dentre outras coisas, como uma sociedade ativista. As pessoas estão trabalhando até a exaustão, em busca de bens materiais, fama, poder e riquezas. Todos querem ser ricos a qualquer custo. Não importa, para o mundo, apenas chegar ao topo, enriquecer, mas sobretudo se manter lá, e alguns estão dispostos a tudo para isso, inclusive admitem negociar os valores mais caros da moralidade e ética em prol de seus interesses escusos. Em geral, os ativistas, querem os resultados “para ontem”, ou seja, são imediatistas em extremo. Sentem-se sempre atrasados. A Bíblia, porém, adverte contra o ativismo e imediatismo: “[...] o que se apressa com seus pés peca” (Pv 19.2).
2. Antídoto. Está escrito: “E aconteceu que, apertando-o a multidão [...]” (Lc 5.1). A multidão exigia resultados, mas Jesus fazia as coisas da melhor maneira, sempre usando a condição mais favorável, aproveitando a solução mais inteligente dentre as possíveis, no tempo de Deus. Jesus é o antídoto para o ativismo. Precisamos aprender com Ele a ter equilibrio no fazer para que não venhamos nos afatigar e adoecer. Talvez, você esteja cansado de tanto correr de um lado para o outro. Então, ouça o convite do Mestre: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
3. Exemplos da natureza. Deus criou toda a natureza para que ela cumpra o seu papel de maneira otimizada e com equilíbrio. Com harmonia, as águas que desaparecem pela evaporação, condensam-se nas nuvens e voltam à terra no estado líquido, num ciclo incansável, para a glória de Deus. E se essa chuva derrubar uma árvore? Sem problema: a árvore morrerá, mas outra nascerá em seu lugar. Até uma gota de orvalho que escorre em uma folha sobre a relva cumpre seu trajeto sem pressa, ou mesmo a metamorfose de uma lagarta. Todos fluem tranquilamente na dependência do tempo de Deus (Ec 3.1-8).


Pense!

Como posso ter certeza que Deus quer que eu aja de maneira equilibrada, sem correr demais para conquistar meus objetivos?


Ponto Importante

Observando como se comporta a natureza, pode-se perceber que todo o projeto do Criador flui tranquilamente, sem estresse, e os objetivos sempre são alcançados.


II. MARTA OU MARIA

1. Chamando a atenção. Certa vez, numa visita a casa dos amigos, Maria, Marta e Lázaro, Jesus falou a uma das suas anfitriãs com veemência: “Marta, Marta” (Lc 10.41). Por que o Senhor chamou Marta com tanta determinação? É que uma das características do ativismo e da ansiedade é a dificuldade em escutar. Marta estava tão ocupada com os afazeres domésticos que não iria parar para ouvir a voz do Mestre. Às vezes, isso acontece com aqueles que querem servir ao Senhor e fazer o que é certo. O desejo e a preocupação com o trabalho são tantos que as pessoas se esquecem de desfrutar do melhor, a própria presença de Jesus. Marta, como boa anfitriã desejava oferecer o melhor para seus convidados, mas Jesus a lembra de que mais importante que correr de um lado para o outro nervosamente é ouvir a Deus. Marta não precisava fazer tudo, mas apenas o que estava ao seu alcance.
2. Uma descrição do ativismo. A segunda observação de Jesus em relação a Marta foi o fato de que ela estava ansiosa e fadigada. Marta achava que dispunha de pouco tempo para fazer muita coisa e, por isso, precisava da ajuda de Maria, mas Deus deu para ela o tempo na medida certa. Entretanto Jesus prometeu que todos aqueles que fossem a Ele receberiam alívio para as cargas e fardos deste mundo, experimentando paz e descanso para a alma, pois o seu jugo é suave e o seu fardo leve (Mt 11.28-30). Marta precisava aprender mais com Jesus, mas para isso precisava deixar o ativismo de lado.
3. A exigência de Deus. Jesus ensina a Marta que lhe bastava apenas uma coisa: estar aos seus pés. Marta estava em busca de resultados, mas Jesus queria apenas a sua companhia. Assim acontece nos dias atuais, vemos em algumas igrejas líderes e liderados que buscam freneticamente resultados, cumprir metas, ficar bem na “fotografia social” e familiar. No entanto, o Senhor deseja que venhamos somente anelar pela sua presença, como fez Maria. Jesus declara que isso não lhe seria tirado, pois ela escolheu a única atividade, naquele momento, que importava para Deus.


Pense!

Por que será que, às vezes, pessoas que conhecem a Jesus agem como se não o conhecessem e perdem o equilíbrio, como Marta?


Ponto Importante

Muitos ao serem pressionados pelas obrigações do cotidiano, perdem o equilíbrio e, mesmo perto de Jesus, agem desnaturadamente.


III. TEMPO PARA TUDO

1. Deus não é ativista. O Todo-Poderoso poderia criar o mundo num só instante, mas preferiu gastar seis dias. Por quê? Porque Ele não é ativista. Esse traço do caráter de Deus pode ser visto, também, na maneira como Ele conduz seu rebanho “mansamente às águas tranquilas” (Sl 23.2). Ele não é apressado! No que tange à salvação do homem, Deus sempre teve urgência, mas aguardou a chegada do tempo adequado para tudo. Por que, então, há discípulos que querem tudo imediatamente? Jesus poderia, sozinho, ter anunciado o Evangelho a todo o mundo, mas preferiu, a princípio, treinar doze homens por três anos para ensinarem outros. Treinamento requer tempo, preparo, mas muitos não querem mais esperar e se preparar até chegar o tempo de Deus em suas vidas.
2. Os jovens ativistas. Os discípulos de Jesus eram jovens. Talvez tivessem não mais que trinta anos quando foram chamados e certamente eles abrigavam em seus corações sonhos pessoais, mas abandonaram suas profissões e seus ideais para serem treinados e poderem realizar a obra de Deus. Os discípulos escolhidos por Jesus não eram perfeitos e em certos momentos, queriam que tudo acontecesse imediatamente, a qualquer custo, independentemente das consequências. Isso é ativismo. João e Tiago, por exemplo, queriam que caísse fogo do céu para queimar os samaritanos por não receberem Jesus (Lc 9.51-54). Os discípulos sugeriram ao Senhor mandar a multidão faminta embora (Mc 6.35,36). Eles tentaram impedir as crianças de estarem com Jesus (Mt 19.13). Eles rogaram que Jesus despedisse uma mulher cananeia que estava gritando por ajuda (Mt 15.23) e também que um cego (Lc 18.39) chegasse perto de Jesus. Por que eles tiveram tal atitude? Certamente, havia compromissos inadiáveis na agenda, mas Jesus sempre os repreendia e investia seu tempo no trato dos necessitados.
Conta-se que, após a morte do famoso pregador americano Charles Finney, encontraram em sua Bíblia, ao lado do Salmo 37.23 que diz que “os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho”, a seguinte anotação: “e as paradas também”.
Antes de ascender aos céus, Jesus deixou uma instrução contra o ativismo aos discípulos: “[...] ficai, porém na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Eles deveriam esperar o tempo necessário até que o revestimento de poder viesse.
3. O barquinho ministerial. Deus, às vezes, deseja que seus servos “reduzam a marcha e puxem o freio de mão”. Afinal, o Senhor é o dono do tempo. Ele está no controle. Por isso, tem hora que o melhor a fazer é se calar, parar e repousar. Jesus, por exemplo, mandou que os discípulos deixassem sempre à disposição dEle um barquinho (Mc 3.9), para poder partir rapidamente, quando a multidão estivesse a comprimi-lo. Quantos não estão sendo comprimidos, e oprimidos pelo excesso de trabalho? A multidão queria sempre mais, porém Jesus sabia a hora certa de sair de cena.
No início do seu ministério, Jesus alertou os discípulos dizendo: “Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celeste as alimenta [...]” (Mt 6.26). O Deus que cuida das aves e dos lírios tem cuidado de nós, por isso não precisamos viver ansiosos por coisa alguma.


Pense!

Por que razão o Senhor Jesus pediu aos discípulos que sempre tivesse um barco pronto por perto?


Ponto Importante

Jesus amava e procurou ajudar a todos, mas Ele não permitiu que as multidões o oprimissem com suas necessidades. Ele sabia a hora de se afastar e se achegar às pessoas.


CONCLUSÃO

Atribui-se ao ex-presidente americano Abraham Lincoln a seguinte frase: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado”. Fugir do ativismo é ter tempo para “amolar o machado”. E “amolar o machado” é de suma importância para que surjam excelentes resultados, mas sem estresse ou dores. O Senhor deseja que venhamos realizar a sua obra, mas sem ativismo.

ESTANTE DO PROFESSOR

ADEI, Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010.

HORA DA REVISÃO

1. Como você define um ativista?
Aquele que vive e trabalha no limite do seu esforço, querendo o resultado imediatamente, a qualquer custo, independentemente das consequências.

2. Qual o antídoto que Jesus demonstrou usar contra o ativismo?
Compreender o tempo e a vontade de Deus. Jesus fazia as coisas da melhor maneira, sempre usando a condição mais favorável, aproveitando a solução mais inteligente dentre as possíveis, no tempo de Deus.

3. Identifique uma das consequências do ativismo na vida do crente.
Estar sempre apressado demais para ouvir a voz de Deus.

4. Cite pelo menos uma passagem bíblica que demonstre algum dos discípulos de Jesus com pensamento ativista.
Marcos 6.35,36.

5. Jesus mantinha sempre por perto um barquinho para que, quando precisasse, pudesse se retirar e descansar. Identifique possíveis “barquinhos” que você poderia usar diariamente para fugir do ativismo.
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

“A administração ao longo da vida
Martinho Lutero, segundo alguns, disse que desejava viver a sua vida como se o Senhor Jesus viesse hoje, e ainda plantaria uma macieira. Naqueles dias, as macieiras naturais levavam anos para amadurecer e dar frutos. Em outras palavras, ele desejava equilibrar o curto prazo com o longo prazo.
Acredito que cada cristão deva ter a mesma atitude. Não sabemos quando Jesus retornará nem quando morreremos. Sendo assim, devemos aproveitar ao máximo cada oportunidade. Ao mesmo tempo, devemos planejar viver 70 a 80 anos em conformidade com os parâmetros bíblicos da vida (Sl 90.10). Deus é quem decide quanto tempo viveremos. Dois de meus mentores são Oswald Chambefs e Billy Graham, provavelmente o maior evangelista do século XX. O primeiro viveu pouco mais de 40 anos, e o segundo ainda está vivo, com mais de 80 anos de idade, enquanto escrevo este livro. Ambos causaram um grande impacto ao cristianismo. O importante não é quanto tempo você vive.
É importante, em qualquer estágio da vida, ter uma perspectiva de longo prazo do conjunto da vida. Provavelmente você tomará decisões mais sábias e usará melhor seu tempo, em cada etapa, quando aprender a contar seus dias” (ADEI, Stephen. Seja o Líder que Sua Família Precisa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.73,74).


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 4: Diga não ao ritmo de vida deste mundo
Data: 23 de Julho de 2017
TEXTO DO DIA
“[...] e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos [...]” (Gn 33.14).

SÍNTESE

Aquele que vive segundo o ritmo deste mundo sofre danos emocionais, físicos e espirituais.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — 1Sm 25.13
Cuidando da bagagem


TERÇA — 1Tm 4.16
Cuidando de si mesmo


QUARTA — 1Tm 4.8
Cuidando da saúde física


QUINTA — Fp 4.8
O cuidado com a maneira de pensar


SEXTA — 1Tm 5.8
Cuidando da família


SÁBADO — Rm 16.1,2
Cuidando dos cooperadores do Reino

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
MOSTRAR que a “vida que vale a pena” é a descrita em João 10.10;
SABER que precisamos cuidar de nós mesmos;
ENTENDER que a vida deve ser vivida no ritmo de Deus, o ponto optimus.

INTERAÇÃO

A assiduidade dos alunos da Escola Bíblica Dominical sempre foi um dos maiores desafios de seus professores. Por isso, sempre que possível, estabeleça uma “ponte” entre uma aula e outra, esforçando-se para que seus alunos saiam da classe com o compromisso de voltar no domingo seguinte. No final da aula, proponha aos alunos que tragam na próxima semana testemunhos de pessoas a quem Deus fez promessas e que, após o período de espera (e, às vezes, ansiedade), viram o seu cumprimento e de outras que ficaram profundamente preocupadas com algo que nunca veio a acontecer (diagnóstico médico, desemprego, infidelidade etc). Sugira que, para a realização de tal tarefa, consultem a internet, bem como entrevistem familiares, amigos e/ou membros da igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos, dos resultados da análise pessoal solicitada no final da aula passada (sobre como cada aluno distribui o tempo diário com as realizações mais importantes da sua própria vida). Essa apresentação vai abrir a discussão sobre a aula de hoje, que vai tratar da otimização do ritmo da vida, debaixo da orientação divina. Reflita com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas de tantas pessoas que possuem prosperidade financeira serem frustradas familiarmente, as quais apresentam graves problemas emocionais, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua dizendo que, para ter vida com qualidade, é preciso seguir na cadência divina; caso contrário, todo o esforço será inútil, como o é “correr atrás do vento” (Ec 2.17 — NVI).

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 33.1,4,10-16.

1 — E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.
4 — Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
10 — Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
11 — Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado, e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.
12 — E disse: Caminhemos, e andemos; e eu partirei adiante de ti.
13 — Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.
14 — Ora, passe o meu senhor diante da face de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor, em Seir.
15 — E Esaú disse: Deixarei logo contigo desta gente que está comigo. E ele disse: Para que é isso? Basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor.
16 — Assim, tornou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Já estudamos a respeito da preguiça — usar o tempo no minimum (do latim, que significa mínimo, “o menor de todos”), ativismo — usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, “o maior de todos”) e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: “no passo do gado [...] e dos meninos” (Gn 33.14).

I. UMA VIDA QUE VALE A PENA

1. A verdadeira riqueza. Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C — 65 d.C) afirmava que “até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém”. Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: “Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? [...]” (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13.46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes.
2. Definindo princípios. Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as “coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.2,3).
3. A importância do próximo. O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecer a relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: “Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”. Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas.


Pense!

Viver de modo a pensar na felicidade das outras pessoas, não atrapalharia a otimização do meu desempenho pessoal?


Ponto Importante

O tempo gasto com propósito significa “o tempo gasto com a felicidade dos outros”, pois a vida só tem sentido se tiver como foco Deus e os semelhantes.


II. CUIDANDO DE SI MESMO

1. Corpo, templo do Espírito. Aperfeiçoar o ritmo da vida implica investir tempo para cuidar de si mesmo, como recomendou Paulo ao jovem Timóteo (1Tm 4.16). Jesus também pediu aos discípulos que deixassem um barquinho à disposição para que pudessem, de vez em quando, sair da pressão do cotidiano e descansar longe das multidões. Paulo fala a respeito do exercício corporal, dizendo que ele tem pouco proveito, se comparado à piedade (1Tm 4.8), mas, com isso, ele não estava desprezando a importância da atividade física, que é indispensável para se manter a saúde física e a boa forma do templo do Espírito Santo (1Co 6.19).
2. Mente, sede dos pensamentos e emoções. Há uma guerra em curso na mente das pessoas. No campo de batalha da mente há conflitos de natureza emocional e espiritual. Por isso, a Bíblia recomenda que o cristão utilize o capacete da salvação, de maneira que a mente esteja sempre bem protegida (Ef 6.17). A fim de proteger a mente, Paulo nos aconselha a pensar em coisas nobres, boas e úteis (Fp 4.8). Há um pensamento cristão antigo, atribuído a Martinho Lutero, que diz que “ninguém pode impedir que os pássaros voem sobre a cabeça, mas é possível evitar que eles façam ninho nela”. Este é exatamente o ponto importante, deixar a mente envolvida com pensamentos saudáveis, edificantes e otimistas. Se desejarmos ter saúde emocional, espiritual e física, precisamos ter o controle da nossa mente e sentimentos, evitando todo pensamento e sentimento tóxico, ruim, contrário aos princípios bíblicos divinos.
3. Família, fonte de alegria. O maior tesouro que um homem possui, depois de Jesus Cristo e da salvação, é sua família. Por isso, é preciso que o homem invista parte significativa do seu tempo (pelo menos um dia por semana) com aqueles que Deus lhe deu para dividir, em família, o dom da vida.


Pense!

O que fazer nos momentos em que maus pensamentos aparecem?


Ponto Importante

Não podemos impedir que os maus pensamentos venham a nossa mente, mas podemos impedir que eles fiquem e venham nos contaminar e nos afastar dos propósitos de Deus.


III. O PONTO OPTIMUS

1. Fazendo o mais fácil. Deus sempre tem um tipo ideal de tarefa para seus filhos: a mais fácil. Aos homens ficou a incumbência de realizar apenas as coisas fáceis. A parte difícil fica na responsabilidade do Senhor. Por exemplo: plantar a semente de uma árvore é fácil, por isso é tarefa humana, mas fazer a semente explodir sob a terra e dali surgir um broto, que, tempos depois, se transformará em árvore frondosa, cheia de frutos, é bastante complicado. Essa é a parte de Deus. Ocorre que, em muitos casos, os homens querem fazer a parte de Deus, a difícil, e entram em grande aflição, pois terão que usar o ponto maximus de sua disponibilidade e não alcançarão os resultados desejados, ademais estarão sob intenso estresse.
2. Fazendo no melhor prazo. Plantar uma semente, como dito anteriormente, é fácil, mas faz-se necessário que a ação ocorra no melhor prazo (optimus), isto é, no tempo e modo de Deus. Isso fala de discernimento do tempo e estratégia, como acontecia com os filhos de Issacar, os quais eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer [...]” (1Cr 12.32). Esses homens sabiam se a atividade deveria ser realizada, analisavam a conveniência da oportunidade e qual seria estratégia adequada. Eles conduziam Israel a fazer as coisas no melhor prazo (optimus).
3. Aceitando os resultados. Nem tudo acontece como planejamos, ainda que haja a otimização do ritmo da vida. Agir no tempo e modo adequados (optimus) não é garantia de que todos os objetivos serão atingidos, porém uma coisa é certa: a pessoa terá vivido o melhor de Deus. Imprevistos acontecem e, por isso, aqueles que estão no caminho correto, seguindo no ritmo de Deus, precisam aceitar alguns resultados indesejados. Habacuque entendia bem isso. Ele sabia que o fato da figueira não florescer, da videira não dar frutos e da impossibilidade de produzir azeite dos frutos colhidos das oliveiras (três tempos de plantações feitas corretamente, no optimus), não era o fim da vida. De um jeito, ou de outro, ele se alegraria no Senhor e exultaria em Deus (Hc 3.17), demonstrando o que significava viver uma vida abundante, uma vida que vale a pena.


Pense!

Quem segue no ritmo de Deus, no curso da vida, sempre terá resultados materiais satisfatórios?


Ponto Importante

Aqueles que estão seguindo no ritmo de Deus devem aceitar alguns resultados indesejados, confiando que Deus nunca perde o controle da História.


CONCLUSÃO

Aperfeiçoar o ritmo da vida, de acordo com o padrão de Deus, exige discernimento, haja vista que, diante do corre-corre do cotidiano, muitas vezes, o homem é empurrado para o precipício do ativismo ou para o desânimo da preguiça. Para saber o tempo e o modo de vida saudável é indispensável pedir orientação ao Senhor, para seguir o ritmo da vida sem sofrer a influência da filosofia deste mundo.

ESTANTE DO PROFESSOR

PARROT,T, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014.

HORA DA REVISÃO

1. Conceitue o optimus.
O indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa (maximus) ou demasiadamente lento (minimum), mas no ritmo correto.

2. A mente humana necessita, segundo a lição, estar calcada em quais pensamentos para atingir o optimus?
Precisa estar focada em pensamentos que sejam úteis e, acima de tudo, que sejam para o louvor e agrado de Deus.

3. Jesus sabia como viver no optimus?
Ele é o maior exemplo para sabermos como lidar com o cotidiano da nossa vida.

4. Quais descendentes de Jacó eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer”?
Filhos de Issacar.

5. Como sua vida está? O que fazer para alcançar o optimus?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

“Posso cair facilmente na rotina de chegar em casa no fim do dia após lecionar na universidade e, sem perceber, caminhar no ‘solo sagrado’ na sala de nossa casa onde meus dois filhos pequenos estão envolvidos em um projeto de construção com seus blocos de montar. Por quê? Porque estou indo verificar meus e-mails, sem perceber o que poderia ter acontecido se eu ‘tirasse as sandálias dos meus pés’ — ou talvez, no sentido literal, se eu tirasse os sapatos — e ajoelhasse no chão para me juntar aos meus filhos. Mas se eu fizesse uma oração esclarecedora, antes de atravessar a porta da frente de nossa casa, pedindo a Deus sabedoria, posso lhe dizer que é quase certo que iria limpar minha mente e eu não estaria prestes a passar por cima do momento sagrado no chão com meus dois filhos.
E à medida que adquire sabedoria [...] você aprende a tolerar as incertezas da vida bem como seus altos e baixos. Você tem uma noção de como as coisas funcionam ao longo do tempo e de como Deus pode ajudá-lo a compreendê-las. Pessoas sábias geralmente partilham um otimismo que as mantém seguindo em frente, e elas experimentam uma calma quando enfrentam decisões difíceis. Em outras palavras, elas veem a situação como um todo” (PARROTT, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, p.38).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 5: Ansiedade, a antecipação do tempo
Data: 30 de Julho de 2017
TEXTO DO DIA

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1Pe 5.7).

SÍNTESE

A nossa fé em Deus nos faz entender que é possível ser feliz hoje, e que o amanhã pertence ao Senhor.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Pv 12.25
A solicitude no coração abate o homem


TERÇA — At 16.25
Controlando a ansiedade diante da tribulação


QUARTA — Fp 4.6
Ansiedade jamais


QUINTA — Rm 4.18,19
Fé e esperança


SEXTA — Sl 40.1
Esperar com paciência


SÁBADO — Fp 4.11-13
Contente e sem ansiedade em toda e qualquer situação

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
DEFINIR o que é ansiedade, suas causas e consequências;
EXPLICAR o jeito de viver a vida que Jesus ensinou;
MOSTRAR como é a terapia de Deus.

INTERAÇÃO

Estimado professor, todas as lições desta revista possuem um elo, sendo difícil para um aluno compreender plenamente a lição atual se não tiver conhecimento da anteriormente ministrada. Se ficarem muito calados durante a aula, é sinal que isso pode estar acontecendo. Assim, estimule-os a perguntar, discordar, complementar, sugerir. Por outro lado, sempre motive seus alunos a que não faltem à próxima aula, bem como que convidem os ausentes. Essas lições (até a 8) são importantíssimas para o desenvolvimento de uma vida cristã equilibrada, pois trazem valiosas orientações sobre como nos manter saudáveis, tanto física quanto psicologicamente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, no final da aula passada foi solicitado aos alunos que trouxessem testemunhos de pessoas a quem Deus fez promessas e que, após o período de espera, viram o seu cumprimento, bem como de outras que ficaram ansiosas em vão, porque o fato temido nunca aconteceu. Os relatos poderiam ser extraídos da internet ou, ainda, conseguidos por meio de entrevistas com familiares, amigos e/ou membros da igreja. Introduza a aula pedindo que relatem tais testemunhos. É interessante que você também conte um testemunho pessoal. As histórias contadas produzirão confiança no coração dos alunos. Pergunte se algum deles está preocupado com o futuro, e estimule-os a lançarem sobre Ele toda a ansiedade, porque, independente do tempo de espera, o Senhor vela para cumprir a sua palavra (Jr 1.12).

TEXTO BÍBLICO

Mateus 6.25-34.

25 — Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta?
26 — Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 — E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 — E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam.
29 — E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 — Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé?
31 — Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos?
32 — (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas;
33 — Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
34 — Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Deus criou o homem e lhe concedeu o instinto de sobrevivência. Essa tendência natural faz com que venhamos sentir medo diante de uma situação de perigo. Esse tipo de receio é benéfico e ajuda na nossa sobrevivência. Sem esse instinto, nos tornaríamos inconsequentes e colocaríamos nossa saúde e vida em risco. Entretanto, o medo também pode ser um sentimento maléfico que impede nosso crescimento. Certa vez, Jesus contou uma parábola na qual um servo não desenvolveu todo o seu potencial porque teve receio do seu senhor. O seu receio fez com que ele escondesse o talento que havia recebido na terra (Mt 25.24-28). Aprendemos com esta história que o medo pode arruinar nossos sonhos, destronar nossos ideais e apequenar a nossa alma. Precisamos ter cuidado com o medo e a ansiedade, pois estes sentimentos podem fazer adoecer a nossa alma, corpo e espírito.

I. A ANSIEDADE

1. Um discurso sobre a ansiedade. A vida é um dom de Deus. Por isso, precisamos aproveitar cada oportunidade que Ele nos concede, pois cada momento é único. Não podemos fazer com que o nosso relógio biológico e nem mesmo o tempo voltem atrás. Também não podemos adiantar o tempo. Precisamos viver o hoje. A ansiedade faz com que as pessoas queiram antecipar os acontecimentos futuros (bons ou ruins). Por isso, é o mais irracional dos sentimentos. A ansiedade gera inquietação, enfraquece o coração e rouba a paz. Jesus ensinou que os súditos do seu Reino não deviam se ocupar com o dia de amanhã. O Mestre afirmou: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6.34).
2. Causas. As causas da ansiedade são diversas, pois vivemos dias maus, tempos trabalhosos. Temos visto e vivido, com pesar, vários conflitos e tensões em nossa nação: é crise na política, na economia, na educação, na saúde, etc. Esses colapsos têm feito aumentar o número de pessoas ansiosas e doentes.
Em nosso dia a dia, inúmeros são os medos que solapam nossas mentes, como foi mencionado pelo apóstolo Paulo em 2 Coríntios 7.5: “[...] antes, em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro”. Entretanto, os temores não puderam obstruir a visão de Paulo e nem o impediram de realizar a obra que lhe foi confiada pelo Senhor, pois sua confiança estava firmada em Deus.
3. Consequências. A ansiedade provoca diferentes males a nossa saúde física e mental. Charles Stanley afirma que “a ansiedade é um caminho que normalmente leva a pessoa a um estado de medo e negatividade, sem um minuto de paz sequer”. Podemos concluir que viver ansioso é viver de modo contrário ao propósito de Deus para nossas vidas. Quem vive dominado pela ansiedade está vivendo segundo o padrão de pensamento deste mundo. A Palavra de Deus nos exorta a não vivermos segundo a maneira de pensar deste mundo (Rm 12.2).


Pense!

Você tem resistido a ansiedade ou tem permitido que ela domine o seu coração?


Ponto Importante

Viva um dia de cada vez. Mas, não deixe de sonhar com o seu futuro. Sonhe, planeje, mas não sofra hoje com as incertezas do amanhã.


II. UM JEITO DE VER A VIDA

1. A filosofia deste mundo. Andar ansioso é andar segundo a filosofia deste mundo que jaz no maligno. Certa vez, o povo de Deus foi tomado pela ansiedade, pois começaram a acreditar que Moisés estava demorando muito em descer do monte. Primeiro eles ficaram ansiosos e depois construíram um bezerro de ouro para adorar (Êx 32.1-4). A ansiedade também levou Saul ao erro (1Sm 13.8-15) e fez com que Marta reclamasse com Jesus a respeito de sua irmã (Lc 10.40). Jesus orientou seus discípulos contra esse mal em Mateus 6.25-34. Paulo também orientou a Igreja do Senhor para que ninguém estivesse ansioso por coisa alguma (Fp 4.6), e Pedro ensinou que a ansiedade, como um manto velho, fosse lançada aos cuidados de Deus (1Pe 5.7).
2. O modo de vida das aves. É bom observar os passarinhos, pois embora não trabalhem, têm o sustento garantido pelo Criador. Jesus sugeriu que os discípulos observassem as aves, pois elas: não plantam; não colhem; não estocam e, ainda assim nada lhes falta. As aves dependem do Criador. Os pássaros cumprem o propósito para o qual Deus os fez e eles sabem que, com isso, terão provisões diárias. E qual é o papel deles? Equilibrar o ecossistema evitando a proliferação de parasitas e ampliando a disseminação de espécies da flora. Mas a função primordial, sem dúvida, é louvar a Deus! Jesus mostrou que valemos muito mais que os pássaros, por isso não devemos ser ansiosos.
3. Os lírios do campo. Jesus também sugeriu que os discípulos observassem e meditassem a respeito dos lírios do campo, pois a maneira como vivem tem muito a nos ensinar. Os lírios, diferentemente dos pássaros, vivem poucas horas. Entretanto, Deus lhes concede crescimento e exuberante beleza para enfeitar os campos e exalar uma fragrância agradável. Uma vida curta, porém com propósito. Nessa rápida existência, Deus os veste com uma roupa tão especial, que nem mesmo o rei Salomão os igualava em riqueza e formosura (Mt 6.28,29).


Pense!

Por que Jesus pediu às pessoas que olhassem os pássaros e os lírios do campo? O que eles têm a nos ensinar?


Ponto Importante

Deus desejava mostrar, utilizando o exemplo das flores e pássaros, que não precisamos viver ansiosos quanto ao nosso sustento, pois Ele tem cuidado de nós.


III. A TERAPIA DE DEUS

1. Aprendendo a depender do Senhor. Deus, como um pastor amoroso, cuida de nós suprindo nossas necessidades (Sl 23.1). Ele é a nossa suficiência. Davi, o autor do Salmo 23, um dos mais conhecidos, aprendeu a confiar e a lançar fora toda a sua ansiedade. Durante os anos de sua vida ele pôde experimentar o cuidado e a proteção do Pai Celeste. Aprender a depender de Deus integralmente e nEle confiar é um excelente antídoto contra a ansiedade. O Senhor nunca perde o controle das circunstâncias. Por isso, como Davi, podemos declarar: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente às águas tranquilas” (Sl 23.2). Confie no Senhor, dependa dEle e desfrute de paz e tranquilidade.
2. Enfrentando os temores. “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo [...]” (Sl 23.4). A confiança em Deus faz com que os nossos temores sejam enfrentados e extirpados. Aquele que confia não permite que o medo o paralise. A Bíblia não diz, mas talvez Davi, ao lutar contra Golias pode ter sentido algum tipo de temor, mas a sua fé em Deus era maior que o seu medo. A fé nos faz enfrentar os “Golias” da vida com ousadia e sem ansiedade.
3. Surpresas de Deus. Temos um Pai amoroso que sempre nos surpreende nos momentos de crise e dificuldade. Quando pensamos que vamos sucumbir e que não existe uma saída, Ele nos concede forças e nos surpreende com a sua provisão e vitória. Os israelitas pensaram que iam cair no deserto devido à escassez de alimento e água, mas o Senhor os surpreendeu ao enviar todos os dias, com exceção do sábado, o maná e cordonizes para o sustento deles (Êx 16). Não precisamos viver ansiosos quanto a nossa provisão, pois o Senhor tem cuidado de nós.


Pense!

Como você reage diante das situações difíceis da vida? Você permite que o medo e a dúvida o paralisem?


Ponto Importante

Diante da presença de Deus, todo o medo é lançado fora. Assim, para o cristão, enfrentar o medo é vencê-lo.


CONCLUSÃO

A ansiedade é um mal que devemos combater arduamente, pois ela é prejudicial à nossa saúde física, mental e espiritual. O único antídoto capaz de vencer esse terrível mal é a nossa fé. Confie no Pai e deixe de lado toda ansiedade.

ESTANTE DO PROFESSOR

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sob a ótica de Jesus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2017.

HORA DA REVISÃO

1. O que aconteceria conosco se não tivéssemos o instinto do medo?
Tornaríamos-nos inconsequentes e colocaríamos nossa saúde e vida em risco.

2. Por que o medo também pode ser maléfico?
Porque esse sentimento pode nos paralisar, impedindo o nosso crescimento.

3. O que a ansiedade nos faz desejar?
Ela nos faz desejar a antecipação do tempo.

4. O que a ansiedade traz ao nosso coração?
Medo e preocupação.

5. Qual o antídoto capaz de nos fazer vencer a ansiedade?
A confiança em Deus.

SUBSÍDIO I

“A fé encoraja nossas crenças e expectativas com confiança. A fé pode nos tornar destemidos. ‘Ter esperança é ouvir a melodia do futuro’, declarou Rubem Alves. ‘Ter fé é dançar ao som dessa melodia’.
Como a fé realiza esta obra sobrenatural? Concedendo-nos uma perspectiva eterna. Pessoas de fé enxergam a vida de modo diferente. O otimismo cheio de esperança acerca do futuro, quando reforçado pela fé, modera nossa ansiedade acerca do presente. Olhamos para a vida com lentes maiores. Ver os problemas da vida com as grandes lentes do futuro ajuda a colocar em perspectiva os aborrecimentos de hoje — problemas no carro, discussões na família, voos atrasados. Muitas coisas que antes nos aborreciam agora podem ser vistas como o que de fato são: irritações triviais, temporárias.
Mas a fé vai além de nos ajudar a lidar com meros aborrecimentos. Vemos o verdadeiro poder da fé com mais clareza nos momentos de dor. A fé transforma a esperança em uma certeza de que o sofrimento fará sentido mesmo quando nossa perspectiva terrena não vê sentido algum. Em outras palavras, quando a dor nos atinge até a alma e as provações nos dão um soco no estômago, a fé é responsável por manter viva a nossa esperança” (PARROTT, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, p.52).

SUBSÍDIO II

“[...] depressão e [...] ansiedade — dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo. Esses males causam um sofrimento terrível. Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras [...].
Segundo Thiago Lotufo, [...] a dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: Ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma. E o pior é que essa dor só tende a aumentar.
No próximo milênio a mente vai estar mais doente do que nunca. ‘As doenças mentais tendem a proliferar como resultado de múltiplos complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos. Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza’, afirmou a OMS. E mais: ‘Nas próximas décadas tudo indica que as doenças decorrentes de distúrbios mentais e de problemas neurológicos serão ainda maiores’.
Conforme afirma o Dr. Cláudio Guimarães, isso é um paradoxo, pois ‘vivemos numa época que teoricamente teria tudo para ser agradável’. Os avanços tecnológicos, os procedimentos médicos sem dor, e ao mesmo tempo sentimos uma sensação enorme de vazio interior” (GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As Doenças do Século. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, p.18)

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 6: Recuperando o tempo perdido
Data: 6 de Agosto de 2017
TEXTO DO DIA
“E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto, e a locusta, e o pulgão, e a oruga, o meu grande exército que enviei contra vós” (Jl 2.25).

SÍNTESE

Sem a ajuda de Deus não podemos recuperar o tempo e as oportunidades perdidas.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — 1Sm 30.7-20
Lutando para retomar os bens


TERÇA — 2Rs 13.25
Recuperando possessões


QUARTA — Os 12.4
Jacó lutou e chorou pela sua bênção


QUINTA — Lc 15.18
Voltando para recuperar o perdão do pai


SEXTA — Lc 19.8
Restituindo o que não era seu


SÁBADO — Fp 3.8
A perda de tudo pelo amor a Cristo

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
VALORIZAR o tempo presente como oportunidade de recomeço;
APRENDER que Deus pode restituir o tempo aparentemente perdido por seus servos;
REFLETIR a respeito do que significa estar "parado no tempo".

INTERAÇÃO

Professor, nesta lição vamos falar a respeito de planejamento. Tudo que se planeja tem uma maior probabilidade de dar certo. Não precisa ser um pedagogo para planejar, todos os professores da Escola Dominical podem e devem fazê-lo. Planejar nada mais é do que programar antes de fazer, ou seja, organizar a aula antes de ministrá-la. As lições da CPAD já trazem para você o conteúdo e os objetivos de sua aula, orientação pedagógica e ainda exercícios úteis à avaliação, tudo que você precisa fazer é estudar e se organizar com antecedência. É importante fazer um roteiro, uma sequência das atividades, bem como definir um tempo para cada tópico da lição e atividade a ser desenvolvida. Utilize o melhor do seu tempo preparando uma excelente aula!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Estimado docente, o assunto de hoje é de extrema relevância para a vida de seus alunos, portanto cuide para que todos possam estar compenetrados. Para começar, lance as seguintes perguntas: “Você acha que os resultados de sua vida, até o presente momento, são bons, ou você está numa ‘viagem de um dia curto do nada para o nada’ (como dizia o ateu Ernest Hemingway)? E por qual motivo você chegou a essa conclusão?”. Espere que seus alunos respondam e registre todas as colocações. Após, comece a analisar as respostas, junto com eles, com o cuidado de não causar constrangimentos. Essa atividade vai diagnosticar o estado de espírito de seus alunos quanto às suas realizações pessoais. Lembre-se: o “filho pródigo” possivelmente errou nessa análise e, depois, pediu a herança e partiu para uma terra longínqua.

TEXTO BÍBLICO

Jó 1.1,3,12,18-21; 42.10,12,17.

Jó 1
1 — Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal.
3 — E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente.
12 — E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.
18 — Estando ainda este falando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito,
19 — eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei, para te trazer a nova.
20 — Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou,
21 — e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR.

Jó 42
10 — E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía.
12 — E, assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro; porque teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas.
17 — Então, morreu Jó, velho e farto de dias.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Ao tratar a respeito do desperdício do tempo (preguiça), bem como o desejo de realizar tudo ao mesmo tempo (ativismo), ou mesmo da antecipação do tempo (ansiedade), estamos mostrando o quanto desperdiçamos o tempo e as oportunidades que Deus nos concede. Muito poderíamos fazer em favor do Reino de Deus, de nossa família e do próximo se fizéssemos uso do tempo com sabedoria, de forma correta. Em nossa caminhada, cometemos alguns erros, desperdiçamos boas oportunidades e o tempo que o Criador nos concede, mas como filhos seus não devemos desistir e ficar parados no tempo. Precisamos nos arrepender dos nossos pecados, confessá-los a Deus, abandoná-los e seguir adiante, pois o Pai Celeste sempre nos oferece uma segunda chance. O que não podemos é persistir em nossos erros.

I. TEMPO DE RECOMEÇAR

1. Perdendo tempo. Perdemos tempo quando passamos a viver fora dos propósitos divinos. O Senhor deseja que todos os homens vivam com um propósito: glorificar o seu nome. Mas, quando não queremos viver de acordo com os desígnios de Deus, pecamos e perdemos o que o Pai tem de melhor para nossas vidas. O apóstolo Paulo tinha consciência de que os seus atos e realizações no judaísmo foram uma grande perda de tempo e propósito. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, “depois que Paulo avaliou o que havia conquistado em sua vida, disse que tudo aquilo era ‘perda’ quando comparado à grandeza de conhecer a Cristo”.
2. Reconhecendo o tempo. Certa vez, Paulo, servo de Jesus Cristo afirmou: “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono [...]” (Rm 13.11). Ele tem o cuidado de alertar aos crentes romanos quanto à urgência do tempo em que viviam. Ele aponta vários acontecimentos quanto ao tempo do fim. Paulo também afirma que Deus não leva em conta os tempos da ignorância. Entretanto, Ele conclama a todos, em todos os lugares, que se arrependam (At 17.30). Hoje ainda há tempo para nos arrependermos e nos voltarmos para Deus. Mas, sabemos que em breve o Dia do Senhor virá e o tempo da oportunidade se findará.
Muitos servos de Deus estão sendo atingidos pelo sono da indolência, mas é tempo de despertar e recomeçar. Lembre-se de onde você caiu e levante-se. O Senhor Jesus exortou a igreja de Éfeso para que se lembrasse de onde havia caído, e voltasse a fazer o que era correto (Ap 2.5). Sempre é tempo de recomeçar!
3. Desistir jamais. A perseverança diante das dificuldades é uma das características daqueles que já experimentaram do amor de Cristo mediante a fé. Sabemos que aqueles que amam a Cristo, tudo suportam, tudo creem e tudo esperam (1Co 13). Quem não tem o amor, fruto do Espírito, desiste das pessoas e da obra de Deus com mais facilidade. E estes sempre acabam seguindo o seu próprio caminho, ou seja, fazendo sua vontade e não a de Deus. Jó amava a Deus, por isso, diante das muitas adversidades ele declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei [...]” (Jó 13.15). Jó não desistiu de amar e buscar a Deus, mesmo sofrendo. Você é daqueles que na primeira adversidade pensa logo em desistir? Não desista jamais de amar, buscar a Deus e a sua vontade diretiva, pois vale a pena.


Pense!

Será que, de fato, o tempo que vivemos sem conhecer ao Senhor foi uma perda de tempo?


Ponto Importante

Não há nada de bom em uma vida longe de Jesus Cristo. Sem Ele a vida se torna apenas uma sucessão de dias e horas.


II. A RESTITUIÇÃO DO TEMPO

1. Deus, agente da restituição. Davi, ao contrário do que a maioria dos reis fazia, restituiu a Mefibosete, filho de Jônatas, todas as terras de Saul (2Sm 9.7). Os reis procuravam eliminar a família de seus rivais, pois tinham medo que alguém lhes usurpasse o trono. Davi não somente restitui os bens materiais, mas de contínuo convidava o filho de seu amigo para comer com ele à sua mesa (2Sm 9.7). Todos podiam ver que Mefibosete desfrutava do favor do rei. Deus pode restituir o que perdemos. Ele também tem poder para restabelecer o tempo perdido, pois como dizia Agostinho, “o passado, o presente e o futuro são para Ele a mesma coisa”. Assim, Deus é o único protagonista em relação ao tempo e só Ele tem poder para restituí-lo. Às vezes perdemos boas oportunidades na vida por rebeldia, desobediência, medo ou preguiça. Mas, quando nos arrependemos e buscamos o perdão do Pai, Ele nos dá novas oportunidades.
2. O homem, o beneficiário do milagre. A restituição divina aconteceu não somente na vida de Mefibosete, mas também com outros servos de Deus, como por exemplo, Abraão. Imagina o tempo que ele teve que esperar até que o herdeiro nascesse. Mas, no tempo certo, o Senhor cumpriu com sua promessa e ele foi o pai, não de um filho somente, mas de uma nação inteira. José passou sua juventude como escravo no Egito. Ele perdeu, aparentemente, os melhores anos da sua vida vivendo como escravo em um país estrangeiro. Sofreu humilhações e dores, quando poderia estar vivendo no conforto da sua casa. Parecia que os seus sonhos e projetos haviam falido. Mas, Deus em segundos mudou a história de vida de José. De prisioneiro ele foi elevado a governador do Egito. Os anos como escravo e prisioneiro foram um tempo de treinamento para algo maior da parte de Deus. Nada foi perdido.
3. Aprendendo com a espera. O Senhor também tem um propósito na dor e no sofrimento. Na vida existe tempo de alegria e também de tristeza. Mas todas as coisas cooperam para o nosso bem. Abraão teve de esperar por Isaque, seu herdeiro, durante anos. Mas a espera fez dele um herói da fé (Hb 11). Isaque, teve que “perder” um pouco de tempo e recursos cavando poços, mas ele aprendeu a arte da persistência e da boa vizinhança. Moisés teve que passar um período de quarenta anos no deserto, mas esse tempo aperfeiçoou seu caráter e o preparou para assumir a liderança do povo de Deus. Na vida de Rute, seu casamento e sua viuvez não foram em vão; ela conheceu o Deus de Israel e entrou para a árvore genealógica do Salvador.


Pense!

Será que Deus pode restituir os anos perdidos na vida de alguém?


Ponto Importante

Para Deus não há distinção entre mil anos e a noite que passou (Sl 90.4). Ele é o Senhor do tempo e somente Ele pode restituir as oportunidades que perdemos.


III. UM JOVEM PARADO NO TEMPO

1. Um terrível engano. A sensação de estar “parado” no tempo deve ser terrível. A pessoa se sente perdida e inútil. Talvez esses sentimentos tenham afligido o filho pródigo depois de ter abandonado seu pai e desperdiçado toda a sua fortuna (Lc 15.11-32). O filho pródigo parou no tempo quando decidiu viver a sua vida longe da casa do seu pai. Quantos jovens também não estão “parados” no tempo, pois decidiram deixar a Deus, Jesus e a Igreja e foram viver segundo esse mundo? O mundo é enganador e efêmero e muitos erroneamente estão seguindo os passos do filho pródigo.
2. Aprendendo com o erro. O melhor caminho para quem descobre que está na direção errada é retornar de onde partiu. O caminho mais curto é dizer: “[...] Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15.21). Reconhecer o erro, arrepender-se e buscar o perdão divino é a primeira providência para quem quer recuperar o tempo perdido.
3. Seguindo em frente. O caminho de volta até a casa do pai deve ter sido difícil. O filho pródigo sabia que poderia sofrer rejeição devido as suas atitudes erradas, mas ele estava disposto a seguir em frente e recomeçar. O pai ao ver o filho que estava perdido de volta, não lhe fez critica alguma, mas disse: “[...] Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandália nos pés” (Lc 15.22). Deus jamais abandona aqueles que se arrependem e desejam voltar para perto dEle.


Pense!

Será que existe, atualmente, pessoas que se acham proprietárias do Reino de Deus?


Ponto Importante

Estar “parado no tempo” é estar vivendo fora do propósito de Deus. É estar longe da casa do Pai, como aconteceu com o filho pródigo.


CONCLUSÃO

O tempo pertence ao Senhor e não existe tempo perdido quando estamos juntos a Ele, fazendo a sua vontade. Perdemos tempo quando abandonamos o Pai e decidimos viver a vida do nosso modo.

ESTANTE DO PROFESSOR

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1ª Edição. Volume 3. RJ: CPAD, 2010.

HORA DA REVISÃO

1. Quando podemos afirmar que estamos perdendo tempo?
Quando passamos a viver fora dos propósitos divinos.

2. Cite exemplos bíblicos de perseverança diante das dificuldades.
Jó e Paulo.

3. O que Davi fez a Mefibosete e que os reis não costumavam fazer?
Davi restituiu a Mefibosete todas as terras de Saul.

4. As adversidades na vida de José fizeram com que ele perdesse o seu tempo?
Não. Elas contribuíram para forjar seu caráter e para prepará-lo para ocupar a posição de governador do Egito.

5. Você tem esperado o tempo de Deus na sua vida?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

“Os seus bens (de Jó) estranhamente aumentaram pela bênção de Deus sobre o pouco que seus amigos lhe deram. Ele recebeu a cortesia deles com gratidão, e não passou por sua cabeça ter os seus bens restituídos pelas contribuições. Deus lhe deu aquilo que era muito melhor do que o dinheiro e os pendentes de ouro deles: a sua bênção (Jó 42.12). O Senhor o consolou agora de acordo com os dias em que o havia afligido, e abençoou o seu último estado mais do que o seu início. Os últimos dias de um homem bom às vezes se mostram os seus melhores dias; as suas últimas obras as suas melhores obras; as suas últimas consolações as suas melhores consolações, pois o seu caminho, como o da luz da manhã, brilha cada vez mais até ser dia perfeito. Do homem ímpio é dito, o seu último estado é pior do que o primeiro (Lc 11.26). Deus às vezes se agrada em fazer o último estado da vida de um bom homem mais confortável do que foi a sua primeira parte, e estranhamente para superar as expectativas do seu povo afligido, que pensava que jamais viveria para ver dias melhores, para que não percamos a esperança mesmo estando nas profundezas da adversidade. Não sabemos que tempos bons podem estar reservados para nós no final dos nossos dias” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1ª Edição. Volume 3, RJ: CPAD, 2010, pp.209,210).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 7: Tempo para estar a sós com Deus
Data: 13 de Agosto de 2017
TEXTO DO DIA

“Daniel [...] entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava [...]” (Dn 6.10).

SÍNTESE

Para estar a sós com Deus é preciso renunciar hábitos pessoais e compromissos sociais.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 24.63
Indo ao campo para estar a sós com Deus


TERÇA — Gn 32.23,24
Jacó fica a sós com um anjo


QUARTA — Êx 3.1,2
A sós com Deus no deserto


QUINTA — Mt 14.23
Despedindo a multidão para estar a sós com o Pai


SEXTA — Mc 14.32
A sós com o Pai em um momento


SÁBADO — At 16.13
Buscando um lugar para estar a sós com Deus

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
QUALIFICAR o segredo da espiritualidade, dentro do novo tempo inaugurado a partir do Calvário;
INTERPRETAR o que significa “o tempo dos tempos”, para o qual Deus convida a todos;
RECONHECER o valor de estar a sós com Deus.

INTERAÇÃO

Estimado professor, na interação da lição 2 conversamos a respeito da necessidade de haver um bom relacionamento entre os docentes da classe de jovens. Nesta interação queremos mostrar o quanto e importante o relacionamento dos professores com os alunos. É muitíssimo importante que você construa um vínculo afetivo e de confiança com aqueles que Deus lhe confiou pra ensinar e orientar. Evite o contato superficial. Se eles confiarem em você, receberão de bom grado o seu ensino, seguirão suas orientações, ouvirão seus conselhos, etc. Por outro lado, a proximidade com eles proporcionará a você um melhor conhecimento sobre suas vidas, e isso é algo que todo professor de Escola Bíblica Dominical deve buscar com afinco.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para aula de hoje, convide, com antecedência, um membro de sua igreja que tenha uma experiência espiritual marcante por estar a sós com Deus. Peça que ele relate para a turma como se deu tal experiência. Algo do tipo “aventuras na oração” (livro de Catherine Marshall). Dê-lhe um tempo para relatar, de forma sucinta, o acontecimento. Em seguida, deixe os alunos bem à vontade para perguntar. Prepare as suas próprias perguntas, a fim de que, caso fiquem tímidos, você possa iniciar os questionamentos. Tenha cuidado com o tempo destinado a essa atividade para evitar que se prolongue. Ao final, agradeça ao convidado pela presença e peça que ele ore pela turma. Encerre a atividade dizendo aos alunos que na lição de hoje terão a oportunidade de entender alguns aspectos do que acabaram de ver na prática — intimidade com Deus.

TEXTO BÍBLICO

Marcos 14.32-42.

32 — E foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro.
33 — E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João e começou a ter pavor e a angustiar-se.
34 — E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai.
35 — E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.
36 — E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.
37 — E, chegando, achou-os dormindo e disse a Pedro: Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora?
38 — Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39 — E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
40 — E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam o que responder-lhe.
41 — E voltou terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
42 — Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Já chamaram o local em que o crente se encontra com o Senhor de “refúgio secreto” e “quarto de guerra”. Entretanto, o que importa não é o lugar ou o nome que recebe, mas o fato de que Deus convida a todos os seus filhos para diariamente estar a sós com Ele em adoração e oração. Na lição de hoje vamos tratar desse momento tão especial na vida do crente e que precisa fazer parte da sua vida.

I. O SEGREDO DA ESPIRITUALIDADE

1. Inaugurando um novo tempo. Ao entregar sua vida no Calvário para a nossa salvação, Jesus ofereceu um sacrifício perfeito ao Pai. O Filho de Deus abriu um novo e vivo caminho em direção a Deus (Hb 10.20). Os homens, a partir dali, poderiam estar face a face com o Senhor, sem o receio da morte e sem intermediários. O Deus Todo-Poderoso revelou seu caráter amoroso por intermédio da pessoa bendita de seu Filho Jesus.
2. A sós com Deus na leitura da Palavra. Desde que o livro da lei do Senhor foi escrito por Moisés, Deus conclama que o seu povo medite nas suas palavras. O Senhor determinou a Josué que meditasse no livro da Lei de dia e de noite (Js 1.8). Ler as Escrituras virou um costume para judeus, entretanto eles não praticavam o que liam. Os líderes religiosos não compreendiam a verdade divina e se tornaram condutores cegos (Mt 15.14). A Palavra de Deus é uma fonte que sacia a nossa sede e traz esperança aos nossos corações. Você tem bebido dessa fonte?
3. A sós com Deus na oração. Embora Daniel fosse um homem com um cargo político importante, não negligenciava a sua vida de oração. A oração, sem dúvida, era o seu maior segredo, do qual não abria mão. Os momentos a sós com Deus em oração foram os responsáveis pela preservação da vida de Daniel e seus amigos na corte babilônica.
Ao escrever a história de João Hyde, homem de grande comunhão com Deus e que ganhou mais de cem mil indianos para Cristo, Francisco A. McGaw afirma que: “Coloquemo-nos, pois, ao lado do quarto de oração de João Hyde, onde nos é permitido ouvir os suspiros, sentir os gemidos e contemplar o querido rosto, banhado, repetidamente, de lágrimas!”.


Pense!

Qual a importância de passarmos um tempo a sós com o Senhor? É necessário buscar Deus em oração diariamente?


Ponto Importante

É necessário buscar a Deus incessantemente em oração todos os dias (1Ts 5.17). Desprezar a intimidade com o Criador é perder tempo.


II. O TEMPO DOS TEMPOS

1. Um convite. O Senhor, em toda a Bíblia, convida seu povo continuamente para viver momentos de comunhão, para estar a sós com Ele. Deus diariamente se encontrava com Adão, na viração do dia, para conversar com ele. Essa comunhão foi interrompida com a Queda. Hoje, mediante o sacrifício de Jesus Cristo, temos novamente o acesso garantido ao Pai. Então, que venhamos ouvir sua voz e nos achegar a Ele em oração.
2. Uma necessidade. O sumo sacerdote tinha a obrigação de estar a sós com Deus, em favor de si e do povo, uma vez por ano (Hb 9.7). Porém, havia uma exceção: Moisés. Ele diferentemente do sumo sacerdote, entrava no Lugar Santíssimo constantemente. Deus conversava com Moisés no lugar mais sagrado e frequentemente (Êx 25.22). Eles eram amigos íntimos. Que grande privilégio de Moisés em um tempo diferente do nosso, pois o véu ainda não havia sido rasgado. Estar a sós com Deus é mais do que uma obrigação religiosa, é uma necessidade da nossa alma.
3. Um deleite. Aqueles que passam um tempo a sós com Deus em adoração e oração têm o privilégio de se deleitar com sua presença. Muitos só querem os presentes do Pai e não mais a sua presença. Há crianças que quando os pais chegam de viagem, correm para abrir logo as malas, pois sabem que vão encontrar presentes. Outras, embora gostem de receber presentes, se sentem felizes com a presença dos pais. Muitos crentes estão agindo como meninos que esperam somente pelas dádivas do Pai, mas não se alegram com a presença dEle. Enquanto a presença de Deus não for um deleite para nós, haverá uma grande falha no nosso relacionamento com Ele.


Pense!

Por que Deus quer um relacionamento com o homem? Ele necessita dele?


Ponto Importante

Deus não precisa do homem para ter comunhão, Ele já desfruta da comunhão da Trindade, porém sabe que precisamos dEle e, por isso, chama-nos à intimidade.


III. O VALOR DE ESTAR A SÓS COM DEUS

1. Tempo de comunhão. Jesus tinha prazer em estar a sós com Deus. Em João 11.42, Ele declarou que o Pai o escutava sempre. Quem tem comunhão e intimidade com Deus tem suas orações ouvidas e respondidas. Como está a sua comunhão com o Pai? Muitos já não separam um tempo para meditar nas Escrituras Sagradas e para ter um período dedicado a ouvir a voz de Deus. Outros buscam o Pai apenas para pedir, como se o Senhor fosse uma espécie de “gênio da lâmpada” que atende todos os nossos caprichos. A busca pela comunhão deve ser sem interesses. Quando amamos uma pessoa queremos estar em sua companhia, assim é com o Senhor; nosso amor por Ele deve nos impulsionar a buscá-lo cada dia mais.
2. Tempo de entrega. No Getsêmani, Jesus revelou a sua dor e agonia (Mc 14.34), mas ali Ele também entregou sua vontade e o seu coração ao Pai (Mc 14.36). Os momentos de oração, além de nos aproximar do Pai também são como uma terapia, pois, podemos, como Jesus fez no Getsêmani, falar com Deus a respeito da nossa dor, angústias e medos.
3. Tempo de consolação. Quando esteve na “prensa de azeite” (Getsêmani), Jesus declarou sua dor, mas ali também Ele foi confortado por um anjo (Lc 22.43). O lugar em que oramos e buscamos ter intimidade com Deus é, por excelência, um lugar de consolo.


Pense!

Por que Cristo precisava orar? Ele não fazia parte da Trindade divina?


Ponto Importante

Jesus enquanto homem precisava orar, por isso, buscou o Pai diariamente em oração e também ensinou seus discípulos a orarem.


CONCLUSÃO

Estar a sós com o Pai revela nosso interesse em ter intimidade, conhecimento e amizade com Ele. Ter um tempo exclusivo para Deus é importante, pois é através dEle que “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28). Cabe a nós, dia após dia, entrar em um lugar reservado e só sair de lá depois de desfrutar de momentos de comunhão, entrega e consolação com o Pai.

ESTANTE DO PROFESSOR

GARLOW, James L. Deus e o seu Povo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

HORA DA REVISÃO

1. Precisamos realmente de um tempo com Deus?
Sim! Deus não necessita da nossa oração, mas o ser humano depende do contato com seu Criador.

2. Jesus orava? Ele precisava da oração?
Sim. Ele não precisava da oração, mas o fez para nos dar o exemplo.

3. Deve haver um limite de tempo para buscar Deus?
Não. A Bíblia manda que oremos sem cessar (1Ts 5.17).

4. Deus necessita das nossas orações?
Não! Ele sente prazer em ouvir e ajudar, mas quem precisa de oração somos nós.

5. Você tem gasto tempo suficiente com Deus?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO I

“Oitocentas almas foram acolhidas desde a convenção do ano próximo passado, mas, para, João Hyde, isso não era suficiente. Deus aumentava-lhe a capacidade do coração, por meio do seu amor. Uma vez mais se agarrou com Deus em santo desespero. Pois durante semanas, não me lembro quantas, que ele descia mais e mais com Cristo nas sombras do ‘Jardim’.
Nós, mais privilegiados, vimos, na vida de João Hyde, o crescente horror que sentiu pelo pecado durante esse ano de 1910, apesar de ser apenas um pálido reflexo de angústia horrenda, que, por fim, despedaçou o coração do Salvador. Antes de começar a convenção, passou longas noites em oração a Deus. Fazia cinco anos que sentia grande responsabilidade sobre o coração, e cada ano pesava-lhe mais. Parecia que lhe consumia a própria alma! Seu rosto revelava as longas noites que passava sem dormir, os dias gastos em enfadonha vigília e oração. Contudo o seu vulto estava quase inteiramente transformado ao transmitir a Palavra de Deus ao povo com tanto fogo e tanto poder, que os ouvintes se esqueciam do homem transformado pela glória de Deus que lhe iluminava todo o semblante.
Era o mensageiro de Jeová falando a mensagem de Jeová” (McGAW, Francisco A. O Homem que Orava. 3ª Edição. RJ: CPAD, 1983, pp.50-52).

SUBSÍDIO II

A experiência modificadora de vida de Moody
“Enquanto andava pela cidade Nova York, ele escreveu: ‘Meu coração não está no trabalho de implorar. Eu não podia apelar. Clamei o tempo todo para que Deus me enchesse com seu Espírito’. Esta experiência profunda veio depois de quatro meses de batalha agonizante, durante a qual D. L. Moody sentiu-se vazio e imobilizado. Ele comentou que ao examinar seu ministério percebeu que pregava e fazia o bem por todos os motivos errados. Julgou-se um homem desprezível. Mas um dia, nas ruas de Nova York, Deus encontrou-se com Moody de uma maneira que o transformou, e ele nunca mais foi o mesmo. Ele assim narrou: ‘Ah, que dia! Não posso descrevê-lo, raramente me refiro a ele. Foi uma experiência quase sagrada demais para mencionar. Paulo teve uma experiência da qual nunca falou durante quatorze anos, mas eu apenas posso dizer que Deus se revelou para mim e tive tal experiência com o seu amor que lhe pedi para ficar com sua mão sobre mim’.
Moody ficou tão subjugado por esta experiência que gastou muito de seu tempo chorando diante de Deus. D. W. Whittle, seu bom amigo, escreveu: ‘Moody perdeu o interesse em tudo, exceto em pregar a Cristo e trabalhar pelas almas’” (GARLOW, James L. Deus e o seu Povo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p.236).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 8: Depressão, um mal do nosso tempo
Data: 20 de Agosto de 2017
TEXTO DO DIA
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia” (Sl 46.1).

SÍNTESE

A depressão é uma doença que aflige os crentes e não crentes. Já foi considerada o mal do século.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Sl 44.25
O abatimento da alma


TERÇA — Mt 11.28
O convite de Jesus aos cansados e oprimidos


QUARTA — Sl 91.1
Deus, nosso refúgio em meio à dor


QUINTA — Jó 3.3
O desprezo pela vida em meio ao sofrimento


SEXTA — Jó 19.25,26
A confiança em Deus em meio à dor


SÁBADO — Sl 125.1
A confiança em Deus

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
MOSTRAR o que é a depressão, seus sintomas e tratamento;
EXPLICAR a respeito da psicoterapia aplicada por Deus por ocasião da depressão do profeta Elias;
APRESENTAR alguns cuidados que nos ajudam evitar a depressão.

INTERAÇÃO

Professor, um dos objetivos da próxima lição diz respeito à análise da influência do hedonismo na atualidade. Você pode propor que os alunos se reúnam para fazer um debate na residência de um deles, durante a semana ou no sábado, dividindo a classe em dois grupos, quando analisarão a cosmovisão hedonista nos movimentos sociais, na mídia, filmes, nas políticas públicas, etc. Se possível, promova um lanche nessa programação. Lembre-se, caro docente, que nas escolas e universidades o assunto hedonismo geralmente não é chamado assim, mas aparece com outros nomes “politicamente corretos”; por isso, é imprescindível sua participação nessa atividade, a fim de esclarecer os contornos dessa filosofia perniciosa.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para iniciar a lição pergunte aos alunos se eles já ouviram a seguinte expressão: “Estou morrendo de tristeza”. De fato, há tristeza que pode levar à morte! Isso é muito sério. O nome dessa profunda tristeza duradoura é depressão. A revista Veja informou que mais da metade das pessoas que cometeram suicídio sofriam de depressão. Depois, distribua caneta e papel e, com base na notícia publicada, peça que anotem, em três minutos, algumas causas dessa doença emocional tão grave. Em seguida, ouça os alunos sobre o que eles acham necessário para evitar ou se livrar da depressão. Essa interação propiciará uma ministração mais adequada, sabendo os pontos de vista dos alunos.

TEXTO BÍBLICO

1 Reis 19.1-11.

1 — E Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como totalmente matara todos os profetas à espada.
2 — Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses e outro tanto, se decerto amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles.
3 — O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço.
4 — E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
5 — E deitou-se e dormiu debaixo de um zimbro; e eis que, então, um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come.
6 — E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se.
7 — E o anjo do SENHOR tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho.
8 — Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.
9 — E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?
10 — E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.
11 — E ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto;

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a respeito da depressão, uma doença que tem assolado crentes e não crentes. Embora na atualidade, os casos de depressão tenham aumentado de forma alarmante, esta não é uma doença da modernidade, pois na Palavra de Deus já encontramos alguns homens que, embora fossem fiéis ao Senhor, tiveram de lutar contra essa enfermidade, como por exemplo, Elias e Davi.

I. A DOR INVISÍVEL

1. O que é a depressão? Depressão é uma dor aparentemente invisível e intensa que atinge a nossa alma. Segundo a psicóloga Sônia Pires Ramos, “popularmente, a depressão é uma palavra utilizada para explicar desde o mau humor até a dor pela perda de um ente querido”. Então, como podemos melhor defini-la? De acordo com um conhecido médico “é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como distúrbios do sono e do apetite”.
2. Alguns sintomas. Tristeza profunda, acessos de choro, irritação, insônia, perda do apetite ou compulsão alimentar são alguns dos sintomas. A depressão também afeta a autoestima, fazendo com que o doente perca o amor por si mesmo e o sentimento de mais-valia. O profeta Elias, depois de derrotar os profetas de Baal e ser ameaçado por Jezabel, experimentou um período de dor e sofrimento na alma. Podemos ver que a autoestima dele foi afetada pela dor quando ele declarou que não era melhor que seus pais (1Rs 19.4). A depressão não somente atinge a autoestima; ela também tira a alegria e a vontade de viver. Elias pediu a morte (1Rs 19.4), desistindo da vida e do seu ministério.
3. Tratamento. A depressão é uma doença que precisa do acompanhamento de um médico psiquiatra e também de terapia. Às vezes é necessário também o uso de antidepressivos, mas somente o psiquiatra pode prescrever a melhor medicação. Porém, Deus tem poder para curar toda e qualquer enfermidade.


Pense!

O crente pode ser acometido pela depressão?


Ponto Importante

Deus alcançou Elias no fundo de uma caverna. Ele vê e sabe a dor que enfrentamos na alma.


II. A PSICOTERAPIA DE DEUS

1. O fortalecimento do corpo. Os sintomas da depressão são diversos e variam de acordo com cada indivíduo. Porém a perda do apetite é um dos mais comuns e leva a pessoa ao enfraquecimento acentuado. Algumas pessoas precisam de internação para que sejam hidratadas e nutridas. A vontade de dormir também pode ser intensa, fazendo com que a pessoa passe a maior parte do tempo dormindo sem acordar para se alimentar. Por isso, no tratamento de Deus para com Elias um anjo tocou o profeta que estava dormindo e disse: “Levanta-te e come” (1Rs 19.5). O anjo tocou Elias pela segunda vez dizendo: Levanta-te e come [...] (1Rs 19.7). Sem a ajuda divina o profeta não teria forças para se erguer sozinho. A pessoa que sofre de depressão precisa igualmente da nossa ajuda, oração e carinho.
2. Verbalização do problema. Verbalizar aquilo que estamos sentindo é de suma importância para a cura. Por isso, o Senhor perguntou a Elias: “Que fazes aqui, Elias” (1Rs 19.9)? Deus estava dando a oportunidade do profeta verbalizar, expressar toda a dor da sua alma.
3. Vida com propósito. Depois de tratar a alma do profeta, o Senhor fez Elias contemplar novamente o propósito do seu ministério. O Senhor disse: [...] “Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco, vem e unge a Hazael rei sobre a Síria” (1Rs 19.15). Depois de recuperar sua autoestima e motivação, Deus lhe outorgou uma nova missão. Elias foi curado pelo Senhor para depois prosseguir com o seu ministério.


Pense!

O que levou o profeta Elias a desejar a morte? A depressão ou a falta de fé?


Ponto Importante

Depressão é uma doença que não tem nada a ver com fé.


III. O QUE PODE NOS AJUDAR A EVITAR A DEPRESSÃO

1. Conhecer a Deus. O fato de saber que o Pai nos ama e está sempre conosco nos ajuda a enfrentar as dificuldades da vida sem nos desesperarmos. Também traz alivio para a alma daqueles que já se encontram em tratamento.
2. Ler a Palavra de Deus. A Palavra de Deus penetra no íntimo do nosso ser. Ela vai até as juntas e medulas trazendo à tona o que está em nosso íntimo. A leitura bíblica é um bálsamo capaz de aliviar toda a dor: “Favo de mel são as palavras suaves: doces para a alma e saúde para os ossos” (Pv 16.24). Não há poço tão profundo que Deus não possa alcançar por intermédio de sua Palavra.
3. Viver em comunhão fraternal. A Igreja é como uma espécie de “comunidade terapêutica”. A comunhão e o amor fraternal nos ajudam a enfrentar os momentos dificeis de abatimento e tristeza. Certa vez, Paulo afirmou que Deus consolou seu coração com a vinda de Tito (2Co 7.6). O coração abatido pode ser consolado por uma amizade verdadeira.


Pense!

O fato de conhecer a Deus e ter uma vida de oração pode nos livrar da depressão?


Ponto Importante

Deus pode curar a depressão, embora, às vezes, Ele faça isso por intermédio dos médicos!


CONCLUSÃO

Todos estão sujeitos ao sofrimento e as enfermidades. Somos limitados e muitas vezes não suportamos a perda de um ente querido, uma traição, a perda de bens materiais e adoecemos. Porém, temos um Deus que nos ama, que não nos abandona nos momentos difíceis e deseja nos curar.

ESTANTE DO PROFESSOR

GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As Doenças do Século. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013.

HORA DA REVISÃO

1. O crente pode sofrer de depressão?
Sim. A Bíblia mostra que homens de Deus sofreram desse mal.

2. Segundo um conhecido médico, como podemos definir a depressão?
“É uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite”.

3. Cite alguns sintomas da depressão?
Tristeza profunda, acessos de choro, irritação, insônia, perda do apetite ou compulsão alimentar são alguns dos sintomas.

4. Por que Elias desejou a morte?
Porque ele estava sofrendo com a depressão.

5. Como você pode ajudar uma pessoa que está enfrentando a depressão?
Resposta pessoal. Contudo, você poderá sugerir: orando, trazendo uma palavra de conforto, levando a pessoa ao especialista, etc.

SUBSÍDIO I

“Não importa o quanto sua vida seja abençoada, se você vive neste planeta, acabará se deparando com um momento grave de dor ou sofrimento inesperado. ‘Não ter sentido dor é não ter sido humano’, diz um antigo provérbio judeu. Um choque maior é inevitável. Pode ser uma perda de emprego, uma doença física, um divórcio, um vício, uma traição, luto, desastre natural ou qualquer outra questão que cause sofrimento emocional. É claro, o que causa dor de partir o coração para algumas pessoas pode nem incomodar outras. Mas você pode ter certeza disto: Ninguém — nem uma única alma — é imune à dor.
Albert Einstein declarou: ‘Ou sofremos na saúde ou sofremos na alma’. Alguns sofrem mais, outros sofrem menos, mas todos sofrem. Podemos expressar nossa angústia de modos diferentes, mas cada um de nós conhece a dor do sofrimento e da angústia, doença e desastre, provações e problemas. E cada um de nós sabe que são nesses momentos, quando nossos sonhos são frustrados, que precisamos da força que não estávamos cientes de ter” (PARROT,T, Les. Você é Mais Forte do que Pensa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, p.14).

SUBSÍDIO II

“[...] em geral, mesmo que não seja óbvia nem aparente, há alguma causa psicológica na raiz da depressão. Além disso, também é importante reconhecer que as pessoas têm níveis diferentes de resistência ao sofrimento.
O entendimento de como as doenças se instalam no organismo ainda é, em certo sentido, um mistério para a ciência. E, no caso da depressão, esta questão é ainda mais difícil, pois trata-se de uma doença que está no limiar entre o físico e o mental.
Deprimido significa ‘pressionado para baixo’, sem liberdade normal. Muitas pessoas não acreditam que um crente possa ficar deprimido, afirmando que isso é falta de fé. Todavia, a Bíblia faz menção de diversos servos de Deus que experimentaram crises de depressão Moisés, Elias, Davi, Jeremias, Paulo e outros (1Rs 19.4; Sl 42.4,5; 143.3,4).
Elias impôs uma humilhante derrota aos sacerdotes de Baal, mas não recebeu nenhuma homenagem, nenhum troféu. Em vez disso, viu-se sozinho quando a rainha Jezabel decretou a sua morte. Em um curtíssimo espaço de tempo, a sensação de vitória tornou-se em amarga depressão. Elias era um fiel servo de Deus, mas isso não impediu de em certo momento achar-se profundamente deprimido (2Co 1.3,4a)” (GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As Doenças do Século. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.64,65).


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 9: Hedonismo, um perigo do nosso tempo
Data: 27 de Agosto de 2017
TEXTO DO DIA
“Disse eu no meu coração: Ora, vem, eu te provarei com a alegria; portanto, goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade” (Ec 2.1).

SÍNTESE

A cultura da busca incessante pelo prazer (hedonismo) retrata, precisamente, a situação da sociedade contemporânea.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Lc 17.26-28
O prazer como o bem supremo


TERÇA — 2Pe 2.13
O prazer como finalidade da vida


QUARTA — Pv 21.17
Os prazeres


QUINTA — Ec 2.1
Cedendo ao prazer


SEXTA — Hb 11.25
Desprezando o prazer


SÁBADO — Sl 1.2
O prazer do justo

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
EXPLICAR o conceito, as origens e as consequências da cosmovisão chamada hedonismo;
IDENTIFICAR as obras da carne no hedonismo;
COMPREENDER a resposta cristã ao hedonismo, tanto do ponto de vista intelectual, como comportamental.

INTERAÇÃO

Estimado professor, os alunos participam da aula com mais empenho, e de forma duradoura, quando reconhecem a importância da contribuição individual deles. Assim, considerando que na próxima lição estudaremos o materialismo, desafie-os! Diga-lhes que a aula seguinte será muito melhor se houver visitantes não evangélicos. E só eles podem propiciar tal êxito. Eles se sentirão importantes com tal tarefa! Ofereça uma premiação (ainda que simbólica), que pode ser individual ou em grupo, para quem trouxer mais pessoas não evangélicas para a aula. O resultado: alunos motivados e muitas vidas agraciadas com a exposição do evangelho. Você foi escolhido por Deus para fazer a diferença na vida dos seus alunos, por isso invista incansavelmente neles!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, peça aos alunos, no início da aula, que procurem papéis colados embaixo de suas cadeiras, e respondam às perguntas ali colocadas. Sugestões de perguntas: “Você acha que vivemos na ‘cultura do prazer’?”, “Você concorda com a ‘ideologia de gênero’?”, “O que é hedonismo?”, “O hedonismo produz mais alegrias ou tristezas à sociedade?”, “Você acha que o hedonismo é a motivação de algumas políticas públicas liberais?”.
O objetivo é descobrir o que eles conhecem sobre o assunto, portanto, deixe que falem livremente. Para incentivá-los, distribua bombons ou balas aos que responderem. Acredite, não apenas crianças gostam de ganhar guloseimas. Para o sucesso da atividade, é preciso que você, professor, chegue antes da turma para preparar o ambiente e recepcioná-la.

TEXTO BÍBLICO

2 Timóteo 3.1-5.

1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 — tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Uma das sete maravilhas do mundo antigo era o templo da deusa Diana, em Éfeso, lugar para onde afluíam muitas pessoas para participar das famosas orgias da festa da “deusa da volúpia”. A adoração acontecia através de relações sexuais com as prostitutas cultuais. Foi para essa cidade que Paulo foi enviado como missionário (At 19). A certa altura, os comerciantes (que vendiam souvenirs da deusa) revoltaram-se, motivados pela diminuição dos seus lucros, decorrentes da redução das práticas religiosas mundanas, posto que Paulo estava revolucionando a cidade, ao levar muitas pessoas a Cristo (At 19.26).
Esse tipo de conflito sempre existirá quando a cosmovisão judaico-cristã for anunciada, posto que traz em seu bojo um forte confronto aos valores sociais, impondo um novo padrão comportamental. Em qualquer ambiente, cristianismo e hedonismo nunca conviverão pacificamente, como também não há paz entre o espírito e a carne (Gl 5.17).

I. A CULTURA DO PRAZER

1. O que é o Hedonismo. O hedonismo traduz-se como o jeito de ver a vida em que se prioriza, acima de tudo, sem limites, a satisfação pessoal, buscando, ao mesmo tempo, evitar a dor e o sofrimento. Ele defende o prazer como um fim em si mesmo... o bem supremo. A Bíblia, porém, desmonta essa armadilha ao afirmar que “necessidade padecerá quem ama os prazeres [...]” (Pv 21.17). Assim, quem ama o prazer terá falta de prazer, isto é, necessidade.
O grande problema do hedonismo circunscreve-se em divinizar o prazer, transformando-o em um deus ou, quem sabe, em um demônio, que fará de tudo para conseguir seu objetivo. A vida, porém, sabe-se, é cheia de sofrimentos, muitos deles necessários. Somos criaturas caídas, precisamos muitas vezes sofrer para nos separar de nossos hábitos errados, das nossas noções erradas e dos ídolos para os quais vivemos, para que nossos corações sejam livres para amar a Deus.
2. As origens do Hedonismo. A busca incontrolável pelo prazer, como o objetivo maior da própria vida, que demonstra o caráter vão do homem sem Deus, existe desde os primórdios da humanidade, como se observa nos casos da bigamia de Lameque e Esaú (Gn 4.23; 26.34), da orgia dos idólatras (Êx 32.6), da fornicação coletiva dos judeus (Nm 25.1-3), da insaciabilidade de Salomão (Ec 2.10), etc. Como consequência, o fim de cada um deles não foi bom, pois está escrito que “o homem vão cava o mal” (Pv 16.27).
Como pensamento filosófico, entretanto, o hedonismo foi organizado na Grécia, e seu maior arauto foi Aristipo de Cirene (435-335 a.C.). Com o passar do tempo, a teoria hedonista foi absorvida, total ou parcialmente, por outros pensamentos filosóficos, com destaque especial ao epicurismo e ao utilitarismo.
Importante dizer, porém, que Deus nunca chancelou a tese que coloca o prazer ou a felicidade como prioridade, motivo pelo qual é possível afirmar que todo hedonista é idólatra, pois elege o prazer como o bem supremo da vida — a mesma coisa que faz o avarento, em relação ao dinheiro —, lugar esse que deve pertencer ao Senhor.
3. As consequências do Hedonismo. A vida do hedonista é vazia de significado. Salomão, depois de prometer a si mesmo “gozar o prazer” (Ec 2.1), satisfazer a concupiscência dos olhos e realizar seus desejos mais secretos (Ec 2.10); olhou para as obras de suas mãos e “eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Ec 2.11). Se for verdade que tudo que ocupa o lugar de Deus é um ídolo, então é certo que Salomão idolatrou o prazer, por algum tempo. Que grande desilusão! Ademais, não fosse suficiente o sofrimento decorrente dessa crise existencial, o sábio Salomão arrematou tristemente que “por tudo o dinheiro responde” (Ec 10.19) e, por fim, abandonando a sabedoria,tornou-se idólatra de deuses estranhos pela influência de mulheres que supostamente lhe davam prazer (1Rs 11.1-8). O suprassumo da vida é começar bem e, com Deus, terminar melhor, sem nunca se voltar aos paradigmas que regem o sistema corrompido deste mundo.


Pense!

Será que a pergunta “de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” apresenta coerência com a realidade dos dias atuais?


Ponto Importante

O hedonismo, bem presente em nossos dias, diviniza o prazer, transformando-o em um deus ou, quem sabe, em um demônio, que fará de tudo para conseguir seu objetivo.


II. HEDONISMO E AS OBRAS DA CARNE

1. A ideologia de gênero. O hedonismo está na base da ideologia de gênero, a qual traduz reivindicações políticas que chancelam obras da carne como a “prostituição, impureza e lascívia” (Gl 5.19). O fundamento dessa nova ideologia, portanto, são as paixões sensuais que atentam contra o denominado “instinto de preservação da espécie”, e agridem a santidade de Deus.
Os seres humanos têm a identificação do gênero a partir da definição do código DNA que Deus determina para cada pessoa. Assim, eventuais alterações anatômicas, no curso da vida, proporcionadas por cirurgias de mudança de sexo e uso de hormônios, jamais transformarão homens em mulheres, ou mulheres em homens.
A Bíblia diz que os que viverem segundo a carne morrerão, mas os que, pelo Espírito, mortificarem as obras do corpo, viverão (Rm 8.13). O bem supremo da vida não é o prazer, seja ele qual forma tiver, mas desfrutar de íntima comunhão com Deus, o que produz uma satisfação total, tanto nesta vida quanto na vindoura.
2. O aborto. O aborto, aos olhos de Deus, é uma obra da carne chamada homicídio (Gl 5.21). Há abundantes e irrefutáveis estudos médicos e bioéticos que demonstram que a vida começa com a fecundação. A partir daí, qualquer agressão à vida que se desenvolve no ventre materno atentará contra o mandamento de Deus (Êx 20.13), violará a cláusula pétrea (que não pode ser mudada) da Constituição Federal do Brasil de 1988, que diz ser inviolável o direito à vida (art. 5º, caput), e transgredirá o art. 2º do Código Civil Brasileiro, o qual anui que a lei “...põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.
Foi o Senhor quem trouxe à existência o ser humano, por isso Ele é chamado de o “Autor da vida” (At 3.15 — ARA). Deus zela pela vida do homem desde o início da formação do feto. Está escrito: “Os teus olhos viram meu corpo ainda informe.[...]” (Sl 139.16). Somente Deus é capaz de dimensionar o amor que Ele sente por cada pessoa que nasce, obra-prima de Suas mãos, imagem e semelhança dEle. Por isso, nenhum ser humano pode tirar a vida de ninguém.
3. A descriminalização das drogas. A obra da carne denominada “bebedices” (Gl 5.21) também tem sua motivação no hedonismo. É a busca pelo prazer que faz uma pessoa “gastar o seu dinheiro naquilo que não é pão” (Is 55.2). Está escrito: “Não estejas entre os beberrões de vinho... porque o beberrão...” cairá “em pobreza” (Pv 23.20,21). A ingestão de bebida embriagante tira da pessoa o bom senso, incutindo-lhe a impressão de que possui um novo “status” de poder, por provocar-lhe estranhas experiências sensoriais. Esse é o mesmo processo das drogas ilícitas modernas: maconha, crack, cocaína, LSD, êxtase, etc. Consumi-las, portanto, é uma obra da carne e, por isso, devem severamente ser combatidas.
Ocorre, porém, que em diversos países do mundo, há uma onda de liberação da maconha, inclusive no Brasil, mas isso se apresenta muito perigoso. Os jovens, desprovidos de esperança e sem Deus no mundo, em busca de novas sensações, experimentarão cada vez mais substâncias psicotrópicas proibidas que poderão aprisioná-los para sempre e depois humilhá-los até à morte.


Pense!

Se a sociedade vive “na carne”, não seria justo, do ponto de vista social, a aprovação de leis liberais que corroborem com “as obras da carne”?


Ponto Importante

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8.13).


III. A COSMOVISÃO JUDAICO-CRISTÃ

1. O corpo como sacrifício vivo (Rm 12.1). Enquanto o hedonismo segue transtornando o mundo, ao levar mais jovens à sensualidade, prostituição, drogas, à libertinagem e a todo o tipo de vícios, Deus oferece um jeito diferente de enxergar os valores da vida. A isso os apologistas chamam de cosmovisão (um jeito de ver o mundo) judaico-cristã, que é a síntese de tudo aquilo que foi ensinado por Deus ao longo de milênios e, benevolentemente, deixado escrito na Bíblia.
O discípulo não leva a cruz sem propósito, pois sabe o que está fazendo. Ele usa a razão! É bem verdade que alegrias e delícias desta vida alcançarão os fiéis (Dt 28.1-13), mas elas não se constituem nas coisas mais importantes, apenas representam timidamente parte das alegrias e delícias que serão desfrutadas na eternidade.
2. A mente transformada (Rm 12.2). Outro aspecto da cosmovisão judaico-cristã (que são as lentes através das quais se vê o mundo) é a necessidade de ter uma “mudança de mente”, do grego metanoia (Rm 12.2). Novos pensamentos que visem a glória de Deus, para que se compreenda toda a sua vontade.
3. A contracultura do Reino. Aderindo aos ensinamentos da cosmovisão do evangelho de Cristo, produzir-se-á uma contracultura aos valores infundidos pelas heresias perniciosas no seio social. A cultura do prazer (hedonismo), nisto incluída toda sorte de mazelas egoístas da sociedade contemporânea, dará lugar ao serviço sacrificial em prol dos menos favorecidos, a quem a Bíblia chama de “próximo”, à união familiar duradoura, ao desapego (e não cobiça) das coisas materiais, dentre inúmeros outros benefícios.


Pense!

A dinâmica da vida, cheia de tantos sofrimentos, não deveria ser atenuada pela busca do prazer a qualquer custo, todavia sem os excessos do pecado?


Ponto Importante

Não é possível separar a busca hedonista pelos deleites e o pecado. As verdadeiras alegrias e delícias somente são achadas à mão direita de Deus.


CONCLUSÃO

As pessoas que são ávidas pelo prazer não pensam, muitas vezes, nas consequências das suas escolhas. No princípio, a experiência parece agradável, mas, no fim, exalará o cheiro da morte. Diante disso, por amor, a igreja do Senhor não deve ficar calada, mas cumprir com ousadia o mandato cultural recebido de Deus de transformar o mundo em que se vive, porquanto “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

ESTANTE DO PROFESSOR

COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 2ª Edição, RJ: CPAD, 2006.

HORA DA REVISÃO

1. Segundo o que foi estudado, o que é hedonismo?
É um jeito de ver a vida em que se prioriza, acima de tudo e sem limites, a satisfação pessoal, buscando, ao mesmo tempo, evitar a dor e o sofrimento. Ele defende o prazer como um fim em si mesmo, o bem supremo.

2. Como resultado de uma filosofia hedonista, temos visto constantemente pessoas debatendo e defendendo os mais diversos (e imorais) temas. Cite alguns.
Ideologia de gênero, aborto e descriminalização das drogas.

3. O que é metanoia e qual seu significado para o cristão?
Vem do grego e significa “mudança de mente”. Para o cristão, são novos pensamentos que visem a glória de Deus, para que se compreenda toda a Sua vontade (Rm 12.2).

4. O que é a contracultura do Reino?
É a prática efetiva da cosmovisão do evangelho de Cristo. É a resposta permanente do cristão às heresias contemporâneas.

5. Como a Igreja deve reagir diante dos ideais hedonistas?
A igreja do Senhor não deve ficar calada, mas cumprir com ousadia o mandato cultural recebido de Deus de transformar o mundo em que se vive, porquanto “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

SUBSÍDIO I

“O termo ‘visão de mundo’ (cosmovisão) pode parecer abstrato ou filosófico. Mas, na verdade, a visão de mundo de uma pessoa é intensamente prática. Ela é a soma total das nossas crenças sobre o mundo, o ‘quadro geral’ que dirige as nossas decisões e ações diárias, e assim, entender as visões de mundo é extremamente importante para a maneira como vivemos — saber como avaliar todas as coisas.
A base da visão de mundo cristã, naturalmente, é a revelação de Deus nas Escrituras. O cristianismo genuíno é mais do que o relacionamento com Jesus que é expressado através da devoção pessoal, da presença na igreja, do estudo bíblico e das obras de caridade. É mais que um discipulado, mais que crer em um sistema de doutrinas a respeito de Deus. O cristianismo genuíno é uma maneira de ver e de compreender toda a realidade. É uma visão de mundo. Entender o cristianismo como um completo sistema de vida é absolutamente essencial, por duas razões. Primeiro, isto permite que o mundo em que vivemos faça sentido para nós e, portanto, ordenemos a nossa vida mais racionalmente. Segundo, isto permite que entendamos as forças hostis à nossa fé, nos preparando para evangelizar e defender a verdade cristã como instrumentos de Deus para transformar a cultura” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.7,8).

SUBSÍDIO II

“Deus está nos treinando para nos tornarmos cada vez mais como Jesus, em personalidade e propósito. Deus deseja nos usar em seus campos de colheita, pedindo todos os nossos esforços para apresentá-lo a aqueles que não o conhecem. Ele nos quer para fazer isto com a mesma metodologia e o mesmo caráter de seu Filho. A batalha pela pureza sexual deve ser combatida e vencida para que estejamos prontos para servir a Deus na luta pelas almas dos homens, mulheres e crianças. Quando o povo de Deus não vive de maneira santa, ele se torna inútil a Deus e se perverte.
O pecado sexual de um cristão é um ato de se afundar na batalha pelas almas dos homens, tornando-nos inúteis ao santo Deus. Um navio é designado para flutuar na água, mas a água dentro do navio é mortal.
Vivemos em um mundo repleto e saturado de sexo. Em contraste, Deus fixou padrões para uma vida santa e correta levando em consideração a conduta e o pensamento sexual. Violar esses padrões irá afundar nossa fé. O inimigo vence outra batalha sempre que afunda um cristão antes mesmo de ele entrar na luta. Não podemos esperar que falemos com eficácia e verdade sobre nosso Senhor, se não estamos obedecendo a Ele no que se relaciona às nossas vidas sexuais” (DANIELS, Robert. Pureza Sexual. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, pp.51,52).


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 10: O perigo do materialismo
Data: 03 de Setembro de 2017
TEXTO DO DIA

“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1Co 15.19).

SÍNTESE

A cosmovisão materialista busca entender o Universo somente levando em conta o mundo físico.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Jó 12.7-10
A natureza depõe contra o materialismo


TERÇA — Sl 14.1
A loucura dos néscios


QUARTA — Lc 12.19-21
O materialismo não enriquece


QUINTA — Lc 16.19-21
O materialismo promove a indiferença


SEXTA — Jo 20.29
Felizes são os que creem


SÁBADO — 2Co 4.18
Atentando no que não se vê

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
COMPREENDER o conceito, as origens e as consequências da cosmovisão chamada materialismo;
FAZER uma análise a respeito da futilidade, loucura e pobreza do materialismo;
CONFRONTAR os ideais materialistas por intermédio da cosmovisão e contracultura cristã.

INTERAÇÃO

Querido professor, é verdade que grande parte dos templos não dispõem de estrutura física adequada para o funcionamento de todas as classes da Escola Dominical, sendo ministradas aulas em quartinhos apertados, cozinhas de igreja, gabinetes de pastores, e outros lugares inusitados, gerando uma série de limitações ao aprendizado. Contudo, é possível fazer um excelente trabalho, mesmo que nem todas as condições sejam favoráveis. Não é demais lembrar que a primeira reunião da Escola Dominical no Brasil aconteceu na cozinha do casal Kalley. Portanto, esteja certo de que Deus o ajudará a vencer quaisquer dificuldades. O Senhor convocou você para esta grande obra. Não desista nunca! Sempre dê o seu melhor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Estimado professor, esta ministração terá um caráter eminentemente de “defesa da fé”. Por isso, peça a Deus uma estratégia de abordagem e, ao final da aula, questione se alguém acredita na veracidade da cosmovisão materialista (é provável que haja convidados, em face do desafio de trazer descrentes, da aula anterior). Em seguida, pergunte se querem entregar a vida a Cristo. Você pode se surpreender! Ore pelos que aceitarem e, após, dê-lhes as boas-vindas à família de Deus. Convide também os que não aceitaram para o culto à noite, bem como para a próxima aula. Faça o possível para presentear os visitantes, pelo menos, com um Novo Testamento. Agradeça a visita e diga-lhes que a turma terá muito prazer em recebê-los novamente. Por fim, oriente seus alunos sobre o cuidado com os novos crentes.

TEXTO BÍBLICO

Romanos 1.20-22, Lucas 12.15-21.

Romanos 1
20 — Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
21 — porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
22 — Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

Lucas 12
15 — E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.
16 — E propôs-lhes uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância.
17 — E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.
18 — E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens;
19 — e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga.
20 — Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?
21 — Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O materialismo é um pensamento filosófico que apresenta um grande perigo para a sociedade deste tempo, porque defende a ideia de que a matéria é a única realidade da vida, sendo, portanto, o centro de todas as coisas, e a base para toda a existência. Assim, qualquer tema espiritual não apresenta relevância para o materialismo, seja a existência de Deus, da alma, céu ou inferno.
Nesta lição, veremos um paralelo entre a cosmovisão materialista e a maneira de ver o mundo do Cristianismo, a denominada cosmovisão judaico-cristã, que se traduz como a resposta mais contundente de Deus para um mundo materialista decaído, o qual precisa desesperadamente de razões para viver.

I. CONHECENDO O MATERIALISMO

1. O que é o materialismo. Materialismo é uma cosmovisão, uma maneira de ver o mundo, uma filosofia da matéria, que não admite a existência do sobrenatural, nem de verdades absolutas, mas acredita que todos os fenômenos do universo são explicados exclusivamente pelas condições concretas materiais.
Assim, para uma pessoa materialista, só há seres materiais e tudo que existe está consolidado materialmente. Isso apenas desnuda a extrema pobreza do referido sistema filosófico ao tentar, com uma verdade parcial, explicar a verdade total, por olhar para a complexidade da vida sem a dimensão da eternidade.
O preconceito abrigado na mente dos materialistas atenta, inclusive, contra as regras de investigação científica, pois descarta previamente a possibilidade da existência de coisas espirituais nas suas análises. Está escrito: “Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus” (Sl 10.4). Assim, vê-se que o pensamento materialista carece de respaldo científico para existir, pois suas cogitações ateístas impedem de enxergar a verdadeira realidade, a qual não depende de condições temporais para existir, mas é desde a eternidade: o mundo espiritual.
2. As origens do materialismo. O materialismo, enquanto pensamento filosófico esquematizado, teve sua origem no século V a.C, com a teoria atomista de Demócrito, o qual defendia que o Universo e tudo que nele há é constituído apenas por átomos (partículas invisíveis de matéria) que se movem no vazio, definindo assim toda a realidade, inclusive os pensamentos.
Ao longo dos séculos, a ideia atomista foi corroborada por alguns, como Epicuro e os estoicos, mas isso proliferou, sobretudo, a partir do Iluminismo. No Século XIX, foi elaborada a tese do materialismo dialético, por Karl Marx e Friedrich Engels, que motivou inúmeras revoluções socialistas em vários lugares do mundo (Rússia, China, Cuba, etc.), onde milhões de pessoas foram mortas por motivação ideológica.
3. As consequências do materialismo. Contemporaneamente, os materialistas valorizam bastante sua vertente biologista, capitaneada por Richard Dawkins, escritor dos livros “O gene egoísta” e “Deus, um delírio”, dentre outros, porém cada vez mais o mundo continua destituído de propósito e sem rumo. Retrato disso pode ser observado em Ernest Hemingway, um célebre romancista ateu, o qual dizia que a vida era “uma viagem de um dia curto do nada para o nada”, e que decidiu viver intensamente seu materialismo e hedonismo. Afirmava que tinha tudo para ser feliz sem Deus, mas chegou ao fundo do poço de seu desespero existencial em julho de 1961, quando deu cabo à sua vida. O materialismo outorga aparente autonomia ao homem para viver a seu bel prazer, mas lhe tolhe a possibilidade de encontrar a verdadeira felicidade e paz.
O maior problema dos materialistas será quando forem prestar contas diante de Deus, pois nesta vida eles podem até ter alegria no coração, pela imensa graça de Deus, porque está escrito que Deus deixou os povos andarem “em seus próprios caminhos”, e mesmo assim mandou “chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações” (At 14.16,17). Que grande amor! O Senhor, ainda que o homem se desvie, continua o amando e outorgando-lhe bênçãos. Mas no dia da prestação de contas, diante do Justo Juiz, se não se arrependerem dos seus pecados, ainda em vida, e se converterem a Jesus, o fim dos materialistas não será o dos melhores.


Pense!

Por que devo acreditar em coisas que eu não posso ver?


Ponto Importante

Algumas Coisas que não vemos são fundamentais para provar as que vemos!


II. ANALISANDO O MATERIALISMO

1. A futilidade do materialismo. A característica de ser fútil, insignificante, sem valor, cai bem ao materialismo. Está escrito que não se deve atentar para as coisas materiais, pois elas desaparecerão, haja vista que o verdadeiro valor encontra-se naquilo que dura para sempre, como a Palavra de Deus, o amor, o Reino de Deus.
O materialismo apequena a vida, pois destrona dela tudo o que é duradouro e significativo, deixando somente aquilo que é passageiro, pequeno e vão.
Benjamim Disraeli, escritor e político inglês do Século XIX, dizia que “a vida é muito curta para ser pequena”. Não se deve aceitar a míope e fútil cosmovisão materialista para resolver todos os dilemas da existência, notadamente porque existe em cada pessoa uma partícula imaterial, perene, a fagulha de Deus, que necessita ter intimidade com o Criador, sob pena de perder os melhores sentimentos da vida.
2. A loucura do materialismo. Além de ser fútil, o materialismo é desarrazoado, uma loucura. Aliás, é a própria Bíblia que chama o materialista de louco. Jesus contou a parábola de um homem rico o qual, ensandecido, pensou que tinha o controle sobre o tempo futuro. Ele projetou tudo e, como era materialista, em vez de falar com Deus, falou consigo mesmo. Observe-se o que está escrito: “E direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?” (Lc 12.19,20).
Assim, a empreitada materialista não tem futuro, como não tinha futuro as condutas do homem aparentemente rico da parábola.
3. A pobreza do materialismo. Jesus contou a história sobre um homem rico, judeu (porque é chamado de filho) o qual, ao morrer, foi para o inferno (Lc 16.25,26,31) e, naquele lugar de tormento, o materialista tentou resolver seu grande problema, mas a resposta de Deus foi que ele se lembrasse de que tinha recebido os seus bens durante a vida, e obviamente não tinha ajuntado tesouro no Céu.
Ora, é certo que possuir bens não é pecado, porém o fato relevante da história é que a mente daquele homem focava exclusivamente nas coisas materiais e não atentava para o que era sobrenatural, por isso o Senhor lhe falou daquela forma. O homem da história era um pobre rico e Lázaro a única pessoa que possuía muitos bens, pois o seu tesouro estava no Céu.


Pense!

Como o homem, sendo matéria, pode ser feliz buscando satisfação fora do âmbito material?


Ponto Importante

O materialismo apequena o sentido da vida, pois destrona dela tudo o que é duradouro e significativo, deixando somente aquilo que é passageiro, pequeno e vão.


III. CONTRAPONDO O MATERIALISMO

1. A cosmovisão judaico-cristã. A cosmovisão judaico-cristã, como forma de ver e compreender o mundo, surgiu ao longo dos séculos, quando Deus tratava com seus servos, ensinando-lhes como viver sobre a terra. Esses ensinamentos foram sendo contados nas Sagradas Escrituras e, com o advento dos textos do Novo Testamento, aconteceu o aperfeiçoamento, transformando-se na única ideologia que oferece uma resposta eficiente aos anseios mais profundos do homem e da sociedade, sendo, assim, um contraponto em relação ao materialismo.
2. A contracultura do Reino. A cosmovisão do Cristianismo produz uma forma de viver diferente, o que pode ser chamado de contracultura, já que os cristãos não devem viver em conformidade com a cultura do mundo (Rm 12.2); como também não podem produzir uma subcultura, através da qual se vive algo parecido com o materialismo, submetendo a igreja a condutas não bíblicas... Deus chamou a igreja para realizar um movimento revolucionário, de guerra contra o pecado, sabendo que “nossa luta não é contra a carne e o sangue...” (Ef 6.12).
3. A comissão cultural da Igreja. Quando Jesus mandou que a Igreja ensinasse às nações a cosmovisão cristã, — o Evangelho — buscava que o poder transformador de Deus alcançasse o homem individualmente, outorgando-lhe a redenção, mas também influenciasse a comunidade na qual está inserida. A isso se denomina comissão cultural.


Pense!

Podemos dizer que as práticas de outras culturas são erradas? Não seriam relativas?


Ponto Importante

A cosmovisão do Cristianismo produz um jeito de viver diferente, uma contracultura, já que os cristãos não devem viver em conformidade com cultura do mundo (Rm 12.2).


CONCLUSÃO

O materialismo destrói a fé e tira a visão da realidade espiritual, enxergando só o que é tangível, mensurável, transitório... uma loucura, na medida em que Deus é real e tudo o que é material vai perecer. Diante disso, a Igreja, cumprindo a Grande Comissão (Mt 28.19,20) e a comissão cultural, deve ensinar a cosmovisão judaico-cristã desde Jerusalém... até os confins da terra (At 1.8).

ESTANTE DO PROFESSOR

NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016.

HORA DA REVISÃO

1. Por que o materialismo é perigoso?
Porque defende a ideia de que a matéria é a única realidade da vida, a base para toda a existência, excluindo Deus de seus conceitos.

2. Segundo a lição, o que é materialismo?
É uma cosmovisão, uma maneira de ver o mundo, uma filosofia da matéria, que não admite a existência do sobrenatural, nem de verdades absolutas, mas acredita que todos os fenômenos do universo são explicados exclusivamente pelas condições concretas materiais.

3. Com suas palavras, defina o que é a comissão (ou mandato) cultural da Igreja?
É a responsabilidade do cristão de influenciar positivamente sua sociedade.

4. Segundo a lição, conceitue contracultura.
É o jeito diferente de viver dos cristãos genuínos, em desconformidade com cultura do mundo (Rm 12.2).

5. O que você diria para alguém que se diz materialista?
Resposta Pessoal.

SUBSÍDIO I

“Outro problema tem atingido frontalmente as famílias, acirrando ainda mais a crise contemporânea: o materialismo. Ele incute a ideia de que os bens materiais são mais importantes que as riquezas espirituais. Ele cega, tira a esperança e desconsidera as coisas da fé.
Recentemente li uma reportagem muito triste de um inglês chamado Tom Attwater, de 32 anos, que tinha um tumor no cérebro, e faleceu dia 29/9/2015 após arrecadar cerca de R$ 3 milhões (£ 500 mil) para garantir o futuro de sua enteada Kelli, de seis anos, que já tinha tido um sério problema de saúde.
Sabendo de sua morte iminente, ele escreveu uma carta de despedida para Kelli, na qual aborda diversos assuntos. Ele disse lamentar que não pudesse vê-la crescer e arremata: ‘Por favor, não culpe as pessoas ou o mundo por isso’. (Não mencionou sequer Deus!) Ele continuou a aconselhando sobre assuntos como a escola, meninos, casamento, família, amigos, carreira profissional, além de pedir para que ela aprendesse a dirigir e que fosse feliz em primeiro lugar.
A história poderia ser bonita e não triste, se Tom Attwater não fosse um materialista. Ele nada disse a Kelli acerca de Deus. Quanta pobreza existencial!” (SOARES, Reynaldo Odilo Martins. Eu e Minha Casa. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016, p.149).

SUBSÍDIO II

“Provas científicas, com base na observação por repetição, mostram que alguma coisa é um fato com a repetição do evento na presença da pessoa que questiona o caso. Estabelece-se um ambiente controlado, o experimento é realizado, são feitas observações, são obtidos os dados e hipóteses são empiricamente verificadas ou falsificadas.
Uma vez que a eficácia da ciência depende de coletar dados a partir da observação contínua dos testes de hipótese, o método cientifico moderno, embora altamente eficaz em determinada esfera, é gravemente limitado. Ele é aplicável apenas a eventos ou fatos passíveis de repetição. É lamentável que o respeito moderno pela ciência tenha levado as pessoas a supor, equivocadamente, que o método científico pode ser usado para determinar toda a verdade. Ele não pode, e nunca pôde. Os eventos históricos, pela sua própria natureza, ocorrem apenas uma vez no tempo, e não são passíveis de repetição. Não podemos provar cientificamente que Aníbal cruzou os Alpes. Mas isso não nos dá motivos para considerar a disciplina histórica como uma ciência ‘fraca’.
A impossibilidade de repetir o evento em um ambiente controlado não impossibilita a sua realidade. O método científico é inválido, como ferramenta, para todos os tipos de provas” (McDOWELL, Josh. McDOWELL, Sean. Evidências da Ressurreição. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.141,142).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 11: Crenças religiosas
Data: 10 de Setembro de 2017
TEXTO DO DIA

“Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas” (Mc 7.8).

SÍNTESE

Muitas das crenças religiosas ditas evangélicas do nosso tempo não mais reproduzem a cosmovisão do Reino de Deus, por se conformarem com o sistema deste mundo.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Êx 7.10-12
Imitando os sinais de Deus


TERÇA — Nm 26.61
O perigo do fogo estranho


QUARTA — Pv 22.28
Não remova os marcos antigos


QUINTA — Ml 2.2
Bênçãos amaldiçoadas


SEXTA — Mc 7.9
Invalidando o mandamento de Deus


SÁBADO — Ap 14.6
O Evangelho eterno

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
ANALISAR o crescimento evangélico e as crenças religiosas da atualidade;
MOSTRAR alguns dos males do sincretismo cultural e religioso do nosso tempo;
EXPLICAR os perigos do adultério espiritual.

INTERAÇÃO

Professor, é possível e natural que, com o passar dos dias, a empolgação do início do trimestre já tenha diminuído. Portanto, observe se há algum aluno que tem faltado com frequência e procure informações sobre o motivo de sua ausência. O ideal é que o professor tenha, no mínimo, o número do telefone de seus alunos, ou mesmo outras informações que facilitem um contato direto e ágil. Se você tem esse cuidado, parabéns! Caso não, providencie o mais rápido possível. Quanto ao(s) ausente(s), vá em busca dele(s)! A estratégia a ser utilizada para trazê-lo de volta à sua classe deve levar em conta o motivo pelo qual não mais frequenta a Escola Dominical. O professor comprometido com a obra para a qual foi vocacionado, jamais desiste de seus alunos!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A estratégia da competição sadia (sem criar rivalidade), como instrumento pedagógico, é algo bastante salutar, pois estimula a participação da turma na aula. Lembre os alunos, entretanto, que o mais importante não é receber o prêmio, mas participar como cristãos. Inicie, assim, a aula distribuindo cartões de quatro cores diferentes, que equivalem a quatro grupos (sugestão). Anuncie que cada grupo (identificado pela cor) deverá ilustrar livremente, em cinco minutos, algo que simbolize o sincretismo (mistura) religioso dos dias atuais. Escolha três jurados e o prêmio do grupo vencedor: caixa de bombons (fácil de compartilhar), isso gerará uma boa expectativa e os manterá envolvidos. Incentive a criatividade e forneça o material necessário. Ao final, parabenize a todos e premie os vencedores.

TEXTO BÍBLICO

Gálatas 1.6-12.

6 — Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho,
7 — o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
8 — Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
9 — Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
10 — Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
11 — Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens,
12 — porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Hoje, depois de dois mil anos, o conceito original de Cristianismo foi sociologicamente perdido, pois tudo que se faz sob o “símbolo da cruz”, chama-se de Cristianismo, não sendo feita nenhuma depuração, mas no início não foi assim. Ser cristão significava viver como Cristo e jamais o negar, ainda que para isso tivessem de morrer! Não se contaminariam com a cultura do mundo. Eles sempre estavam juntos, vivendo integralmente a contracultura do evangelho. Esse foi o segredo da Igreja Primitiva: produziu uma revolução cultural, pois quando a pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado. O evangelicalismo deste tempo pós-moderno precisa voltar ao Cristianismo puro e simples.

I. CRESCIMENTO EVANGÉLICO E CRENÇAS RELIGIOSAS

1. Século I. O crescimento vertiginoso do Cristianismo, no Século I, trouxe a necessidade de se fazer alguns ajustes, para acomodar todas as vertentes étnicas e culturais emergentes. Diante disso, os apóstolos se reuniram em assembleia, na Cidade de Jerusalém, para resolver esse impasse, e ali estabeleceram os comportamentos que deveriam ser praticados por todos (At 15.20-22).
As recomendações apostólicas eram um extrato de amor, santidade e comunhão entre os cristãos do mundo, um ponto de convergência comportamental. Os cristãos primitivos construíram a unidade sem negociar a verdade, pois queriam seguir juntos, com uma cosmovisão sólida e coerente, para que crescessem consistentemente, delineando a identidade cultural cristã. Eles conciliaram o que era aparentemente inconciliável, porque o Espírito Santo alinhou os entendimentos.
2. Séculos XX e XXI. O Brasil experimentou, ao longo das últimas décadas, um vertiginoso crescimento numérico da igreja evangélica. De acordo com o IBGE, em 1980 algo em torno de 6,6% dos brasileiros eram evangélicos; em 1991, o percentual passou a 9,0%; no ano 2000, subiu para 15,4% da população e no último censo, em 2010, o índice saltou para 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Talvez hoje os evangélicos brasileiros já totalizem mais de 50 milhões de pessoas!
No Século I, a igreja cristã cumpriu a Grande Comissão e a comissão cultural, levando o evangelho da salvação e transformando a cultura do mundo antigo. Hoje, entretanto, não se visualiza a existência de uma contracultura produzida uniformemente pelas igrejas evangélicas. Prova disso é que, não obstante esse impressionante crescimento numérico, os índices de criminalidade, prostituição infantil, trabalho escravo, corrupção, dentre outras mazelas sociais, não têm diminuído. Numa análise matemática, o crescimento evangélico não está fazendo diferença na cultura nacional. Algo, então, precisa ser mudado, pois esse não é o efeito prático do Cristianismo puro e simples.
3. Sincretismo evangélico. Algumas crenças religiosas evangélicas pós-modernas são eminentemente sincréticas, ou seja, misturadas com elementos cultuais da sociedade, notadamente dos elementos cultuais místicos dos católicos, espíritas, dos cultos afros e até das religiões indígenas. Uma miscelânea de ideias e conceitos antagônicos, que buscam o resultado a qualquer custo. Daí advém a realização de novenas, o uso do sal grosso, rosa ungida, a deificação de líderes (cujo suor pode curar), a formulação de poções feitas com dezenas de ingredientes “mágicos”, dentre inúmeras outras práticas, que indicam que os “convertidos” permanecem prisioneiros do misticismo, embora tenham alterado o rótulo religioso.


Pense!

No lugar em que o Cristianismo puro e simples chega há, necessariamente, mudança cultural?


Ponto Importante

Com a chegada do Cristianismo verdadeiro há, sempre, uma revolução cultural, pois quando uma pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado.


II. OS MALES DO SINCRETISMO CULTURAL E RELIGIOSO

1. Pregação da cultura do mundo. A pregação cristã deve se basear exclusivamente nas Escrituras (Sola Scriptura), mas quando o sincretismo religioso surge, elementos culturais e doutrinários são incorporados gerando apostasia. Exemplo disso são pregações que ensinam e estimulam o amor ao dinheiro e às riquezas.
Isso caracteriza a igreja utilitarista, ou seja, se os resultados numéricos (e financeiros) forem positivos, então o método e a doutrinação podem (e devem) continuar.
Nessa esteira, muito tem proliferado a famigerada teologia da prosperidade, a qual coloca os bens materiais em posição de destaque na vida, estimulando a busca deles. Inclusive, é bom lembrar que não foi Jesus quem disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”, mas o próprio Diabo (Mt 4.9). Todo cuidado é pouco.
2. Humanismo secular. Consequência indissociável do sincretismo de certas crenças ditas evangélicas é o aparecimento do humanismo secular, — o homem se torna o centro de todas as coisas.
O humanismo tira a primazia de Deus e faz o homem assentar-se soberano; então, assim, a obra de Deus se transforma em “ministério” desta ou daquela celebridade, o púlpito da congregação se transforma em palco e o culto, em show. Como se não bastasse, são outorgados títulos ufanistas aos líderes, tais como apóstolo, patriarca, sumo-sacerdote, e até rei, dentre outros, de maneira a identificá-lo acima dos demais líderes cristãos. Isso é humanismo secular e trata-se de uma apostasia à fé cristã.
3. Uma longa história. A história do sincretismo do fenômeno religioso é bastante antiga. Quando Moisés demorou a descer do monte, os israelitas fizeram um bezerro de ouro “egípcio” e disseram que aquele era o Senhor. Jeroboão I, ao criar os altares em Dã e Betel, iguais ao de Damasco, convenceu o povo que aqueles lugares seriam os substitutos do Templo em Jerusalém. As consequências em ambos os casos foram terríveis.
Paulo, quando escreveu aos Gálatas repreendeu-os severamente pelo sincretismo daquela igreja. Eles estavam colocando as experiências religiosas acima das Escrituras. Então o apóstolo dos gentios recomendou que não aceitassem outro evangelho, nem que fosse pregado por um anjo (Gl 1.6-8). Qualquer “revelação” que contrariasse a “cosmovisão judaico-cristã” deveria ser considerada uma maldição.


Pense!

A sincretização dos rituais e doutrinas religiosas não são importantes para trazerem mais pessoas ao conhecimento da verdade?


Ponto Importante

Paulo advertiu sobre o perigo do sincretismo religioso, alertando que qualquer “revelação” que contrariasse o Evangelho deveria ser considerada uma maldição


III. O PERIGO DO ADULTÉRIO ESPIRITUAL

1. Tempos trabalhosos. Uma vez consolidada a corrupção de uma prática cristã, seja ela cultural, seja doutrinária, aos olhos do Senhor surge um adultério espiritual, o que Deus não tolera. Abundantes são os casos, na Bíblia, em que homens cometeram adultério espiritual e foram severamente punidos. Podem-se citar os acontecimentos envolvendo Nadabe e Abiú, os filhos de Eli, Uzá, Uzias, dentre outros.
Episódio igualmente impressionante foi o de Ananias e Safira (At 5.1-7). Eles mentiram para o apóstolo Pedro, em um ambiente de culto, o que ocasionou suas mortes imediatamente, porque não havia apenas avareza, mas também um sentimento de zombaria, de desprezo pelas coisas do Senhor, um adultério espiritual. Isso acendeu o zelo de Deus. O juízo foi rápido, em cumprimento ao que está escrito: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
2. Subcultura. O sincretismo evangélico tende a produzir apenas uma subcultura do mundo, e não uma contracultura do Reino, ou seja, as pessoas passam a viver com particularidades culturais cristãs, sem, todavia,desprenderem-se do modo de vida dominante no mundo. Há uma conformação aos moldes sociais (Rm 12.2), uma aceitação tácita da cultura secular. Tal fato pode ser observado em algumas crenças religiosas do tempo atual que, por exemplo, não enxergam pecado na prática do sexo antes do casamento, aceitam a realização do aborto e do casamento homossexual, admitem toda forma de sensualidade e desejo da carne.
3. Cristianismo puro e simples. O resultado prático de se viver o cristianismo na sua forma original é o estabelecimento de uma contracultura capaz de responder efetivamente a qualquer questionamento de ordem emocional, espiritual ou social. Está escrito que os crentes primitivos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão [...] E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.42,47).


Pense!

As crenças religiosas não devem se atualizar, compatibilizando-se com os avanços sociais e políticos da sociedade contemporânea?


Ponto Importante

As denominações evangélicas não devem, em nome da liberdade cristã, dar ocasião ao pecado, pois sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).


CONCLUSÃO

A revolução do Cristianismo continua em ação, porém tem-se observado a ausência de identidade com Cristo de algumas crenças religiosas “cristãs”, o que é dramático. Em qualquer tempo, o indivíduo que se entregar ao Senhor, como fizeram os primeiros cristãos, experimentará algo extraordinário, inigualável, e receberá uma nova vida em Cristo (2Co 5.17), criando ao redor de si uma contracultura transformadora.

ESTANTE DO PROFESSOR

HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996.

HORA DA REVISÃO

1. O considerável aumento da população evangélica não produziu uma contracultura eficiente, pois os indicadores ruins continuam intocados. Por quê?
Resposta pessoal.

2. Identifique pelo menos dois exemplos do sincretismo evangélico.
Rosa ungida e o uso do sal grosso para rituais.

3. O que é uma igreja utilitarista?
É aquela igreja na qual, se os resultados numéricos forem positivos, então o método e a doutrinação devem continuar. O mais útil é o melhor.

4. O que é o adultério espiritual?
Traição ao cristianismo genuíno, a consolidação da corrupção de uma prática cristã.

5. O que é uma subcultura do mundo?
É o resultado da mistura cultural do cristianismo com o mundo. É o viver de uma coletividade que possui particularidades culturais cristãs, sem, todavia, se desprender do modo de vida dominante no mundo.

SUBSÍDIO I

“O verdadeiro Cristo e a verdadeira fé bíblica estão sendo rapidamente substituídos por alternativas doentias, oferecidas por um grupo de mestres que pertencem ao denominado ‘Movimento da Fé’.
Este câncer vem sendo alimentado por uma constante dieta que poderia ser chamada de ‘cristianismo das refeições rápidas’ — belas na aparência, mas fracas em substância. Os provedores dessa dieta cancerígena têm utilizado o poder das ondas de rádio e televisão, bem como uma pletora de livros e fitas criteriosa e agradavelmente embalados, a fim de atrair suas presas para o jantar. E os desavisados têm sido chamados a amar não o Mestre, mas aquele que está na mesa do Mestre.
Durante anos venho pregando sobre este assunto com uma urgência dramática. Em adição, lembro-me das incontáveis horas passadas com o Dr. Walter Martin (fundador do Instituto Cristão de Pesquisas — EUA), antes de sua morte, discutindo tal catástrofe e suas implicações para a fé cristã histórica.
Para evitar esta crise, precisamos mudar nossa percepção de Deus como um meio para se chegar a um fim, reconhecendo que Ele é um fim em si mesmo. Precisamos mudar duma teologia baseada em perspectivas temporais para uma teologia alicerçada sobre verdades eternas” (HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.14,15).

SUBSÍDIO II

“O perigo é que a cultura popular cristã por imitar os costumes da cultura dominante em estilo, mudando somente o conteúdo. O mercado de música está transbordando com Rock, Rap, Blue, Jazz Heavy Metal cristãos. As prateleiras das livrarias estão cheias com ‘ficção cristã’, desde histórias de aventuras infantis até romances quase picantes. Parque temáticos cristãos oferecem uma alternativa à Disney e vídeos cristãos para crianças e para pessoas que praticam exercícios são muito vendidos. Em alguns aspectos, esse é um desenvolvimento saudável, mas temos sempre de perguntar: Estamos criando uma genuína cultura cristã, ou estamos apenas criando uma cultura paralela com aparência cristã? Estamos impondo um conteúdo cristão para uma forma já existente? Pois a forma e o estilo sempre enviam uma mensagem própria.
Quando criamos uma cultura popular cristã, temos que ter cuidado para não simplesmente inserir o conteúdo cristão em qualquer estilo corrente no mercado. Ao invés disso, deveríamos cultivar alguma coisa distintamente cristã tanto no conteúdo quanto na forma. Temos de aprender a identificar as cosmovisões expressadas em várias formas para podermos criticá-las e produzir uma alternativa que seja realmente bíblica” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, como Viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000, pp.549,550).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 12: Milagres no nosso tempo
Data: 17 de Setembro 2017
TEXTO DO DIA
“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8).

SÍNTESE

Os milagres são eventos naturais para Deus, mas sobrenaturais para os homens.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Is 53.4
O sacrifício de Jesus, garantia da cura


TERÇA — Is 61.1
A unção sobre Jesus, garantia dos milagres


QUARTA — Mc 16.17
A promessa de Jesus


QUINTA — Mt 10.1
Os discípulos como instrumentos dos milagres


SEXTA — Sl 77.14
O Deus que realiza milagres


SÁBADO — Mt 19.26
Para Deus tudo é possível

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
DISCUTIR a respeito da invasão do sobrenatural, milagres, em algumas igrejas;
MOSTRAR que o Cristianismo é um grande milagre;
DISSERTAR a respeito do simbolismo do milagre, sua natureza.

INTERAÇÃO

Professor, no próximo domingo será o encerramento do trimestre, portanto, programe-se! Desafie seus alunos! Peça que tragam o maior número possível de parentes e amigos à Escola Dominical, independentemente da idade, salvos ou não. Os objetivos são: congregar toda a família, apresentar a nossa classe bíblica àqueles que não a conhece e trazer de volta os que andam ausentes. Cuide para que os parentes visitantes sejam apresentados à igreja. Premie os alunos mais esforçados, na medida do possível. Sugestões de brindes: caixas de bombons que possam ser compartilhados por seu aluno com os familiares e amigos presentes ou livros. A Escola Dominical deve ser um momento de aprendizado e de celebração da unidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, promovendo trabalhos em grupo você estará fugindo do perigo de ministrar aulas estritamente expositivas, bem como proporcionará uma aprendizagem participativa, portanto, mais eficaz. É interessante que os grupos sejam formados aleatoriamente, promovendo a interação entre os que têm menos afinidade. Assim, no início da aula, pergunte-lhes: Vocês creem em milagres? Alguém já foi beneficiado por um milagre? Ouça uns dois ou três testemunhos e questione (de maneira sutil) a respeito das evidências (provas) das ocorrências dos milagres relatados, colocando-os em dúvida, pois é exatamente isso que os naturalistas (os que só dão credibilidade às coisas demonstradas pelo método científico) fazem. Após, explique que sua abordagem cética foi uma “encenação” para testar o raciocínio deles.

TEXTO BÍBLICO

Lucas 1.26,27,29-31,34,35,37,38.

26 — E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
27 — a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
29 — E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.
30 — Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
37 — Porque para Deus nada é impossível.
38 — Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O verdadeiro Cristianismo acredita nos milagres de Deus, pois há provas abundantes de que o Senhor intervém sobrenaturalmente na natureza. O materialismo, porém, defende que a natureza é a única realidade existente (Engels), sendo ela própria sua causa primeira (e não Deus), a qual funcionaria com base em leis naturais fundamentais, porém não responde qual a origem dessas leis, como elas foram estabelecidas, ou mesmo quem escolheu o modelo de funcionamento da Natureza. Por tudo isso, Einstein dizia que “o mais incompreensível do mundo é que ele seja compreensível”.

I. MILAGRE: A INVASÃO DO SOBRENATURAL

1. Possibilidade universal. A possibilidade universal (a ideia de que tudo é possível) é um dos pressupostos da ciência. Para analisar a ocorrência de um milagre, o cientista deve despir-se de qualquer preconceito quanto ao resultado de sua pesquisa, fato extremamente raro nos dias atuais. O primeiro passo é não distinguir entre fato natural e sobrenatural, porque para Deus é tudo a mesma coisa, pois Ele é a causa de tudo e, portanto, tudo lhe é normal.
2. Evidência histórica dos milagres. Quando os céticos criticam os milagres bíblicos, comentam sobre as superstições dos escritores, do comprometimento das testemunhas, das aparentes contradições dos relatos, mas a Bíblia, por si só, é suficiente para apresentar provas cabais sobre a veracidade dos milagres escriturísticos. Observe-se a história sobre Jesus: Todos os apóstolos, à exceção de João, foram martirizados e nenhum deles ficou rico! Antes, foram considerados escória do mundo. Aqueles homens, especificamente, não morreriam por uma mentira. Isso é uma evidência fabulosa.
Outro ponto importante, é que as narrativas dos Evangelhos são complementares e nunca contraditórias, sempre mostrando a mesma história, contada a partir de vários olhares, o que fortalece ainda mais a narrativa. Por fim, nos Evangelhos, são mencionados episódios de traição, covardia, dúvida, fraqueza, desunião, inveja, envolvendo as pessoas que formavam o ciclo de amizades de Jesus — os apóstolos. Ora, se fosse uma mentira, os escritores caprichariam nas realizações altruísticas deles mesmos. O que eles escreveram sobre si próprios é pífio e vergonhoso. Ou seja, somente valeria a pena dizer as fraquezas, os próprios erros, como o fizeram, se fosse para falar a verdade.
3. Definição — a invasão. O milagre não quebra nem suspende as leis da natureza, mas simplesmente a invade. Logo em seguida, as leis naturais absorvem o fato miraculoso, harmonizando-o com os demais acontecimentos. Lázaro, a filha de Jairo ou o filho da viúva de Naim experimentaram uma invasão do sobrenatural, mas logo depois seus corpos estavam novamente normais, sujeitos à morte, como sempre. O que aconteceu foi uma intervenção, uma invasão, que logo foi absorvida pela vida natural. Seus resultados seguem de acordo com a lei natural.
Essa invasão de um poder de fora da natureza é intolerável para os materialistas e até para certos cristãos, como os deístas, que acham que Deus é um relojoeiro, que fez o mundo e deixou-o entregue à própria sorte.


Pense!

Será que, para Deus, existe diferença entre coisas naturais e sobrenaturais?


Ponto Importante

Na ótica humana é possível distinguir entre natural e sobrenatural, mas para o Senhor todos os fenômenos são naturais, por isso tudo é possível para Ele (Lc 1.37).


II. CRISTIANISMO: A HISTÓRIA DE UM GRANDE MILAGRE

1. O fenômeno milagroso na fé cristã. Diferentemente do hinduísmo, budismo e islamismo, dentre outras, como C. S. Lewis afirmava, “o Cristianismo é a história de um grande Milagre”. Sem dúvida, toda a narrativa bíblica é envolta em milagres, a partir de Gn 1.2, quando Deus invadiu decisivamente a “natureza”. No princípio (Gn 1.1), Deus criou a natureza e depois a invadiu frequentemente, a partir das suas palavras de ordem nos versículos seguintes e por toda a antiga aliança.
Esse padrão se manifestou com a mesma intensidade, ou mais até, com a vinda do Messias. Por isso, a teologia pode ser considerada um efeito residual dos milagres, pois eles sustentam quase tudo que se conhece sobre o caráter do Altíssimo.
2. Encarnação — o principal milagre. A Encarnação de Cristo foi o principal milagre que ocorreu, sobretudo pelo que ele representa: a total desconstrução da razão humana. Este milagre fez entrar em vigor um princípio até então desconhecido: a capacidade do Todo-Poderoso apequenar-se, do Eterno tornar-se temporal, do Transcendente vir a ser imanente, da Suprema Vida sujeitar-se à morte, a fim de harmonizar-se com uma humanidade decaída, escravizada pelo pecado. A Encarnação, portanto, é, em grande medida, uma morte. Isso faz lembrar que a Deus pertence o poder... e a misericórdia.
Nunca se tinha imaginado que o Altíssimo tomaria para si o exemplo vegetal, em que um ser perfeito, adulto, lança toda a sua essência em uma semente que, para cumprir sua missão, precisa primeiramente morrer. Essa pobre analogia da natureza jamais demonstrará o extremo rebaixamento e consequente ascensão dessa invasão de Deus no fundamento milenar da Criação, servindo apenas como tênue sombra do maior Milagre do nosso tempo.
3. Milagres que escravizam. Dostóievski escreveu que Jesus, dias antes da crucificação, não fez milagres, porque não queria escravizar os homens. Isso não aconteceu somente na semana da crucificação, mas em toda a sua vida terrena, pois Jesus nunca quis conquistar discípulos pelos milagres.
Há igrejas modernas que fazem o milagre ser importante em si mesmo, por isso passam as celebrações divulgando-o também pela mídia. Não entendem o simbolismo do milagre, como um referencial no relacionamento com Deus.
A feitiçaria entende perfeitamente esse simbolismo, por isso procura imitar os feitos miraculosos de Deus para escravizar o homem, como aconteceu com os magos egípcios, ao transformarem suas varas em serpentes diante de Faraó e Moisés. Eles queriam a manutenção da escravidão física e espiritual de todos.


Pense!

Por que a grande mídia não repercute com frequência os milagres verdadeiros do nosso tempo?


Ponto Importante

Grandes milagres acontecem o tempo todo, o problema é que alguns formadores de opinião tentam esconder “as montanhas” de Deus apenas fechando os olhos.


III. MILAGRE: O SIMBOLISMO DO PODER DE DEUS

1. Definição. A palavra milagre, do latim miraculum, significa “maravilhar-se”, que é o sentimento que deve envolver quem o presencia. Quando acontece um milagre há um benefício prático imediato (a cura, o livramento, etc), porém o mais importante é que a invasão de Deus na natureza seja encarada, sobretudo, simbolicamente, porque seu objetivo maior é trazer uma conexão mais relevante do que ele mesmo — o maravilhamento em Deus! Por isso, a coisa mais maravilhosa em qualquer milagre é a ação, em amor, do Todo-Poderoso na vida de um mortal.
Moisés compreendeu essa circunstância ao observar um arbusto queimar e não se consumir (Êx 3), Eliseu vislumbrou tal sentido ao presenciar Elias subir ao céu (2Rs 2), Pedro entendeu isso na pesca maravilhosa (Lc 5), Paulo captou isso na visão de Damasco (At 9) e João deduziu esse maravilhamento ao ter a visão de Jesus em Patmos e cair como morto aos seus pés (Ap 1). Observe-se que, em todos esses fatos, o simbolismo do milagre, o que ele significou, superou em muito o milagre em si.
Por esse mesmo motivo, Jesus fez milagres que no mundo não caberiam os livros escritos (Jo 21.25), mas os evangelistas repetem frequentemente alguns, trazendo nuances distintas. Por quê? Por causa daquilo que eles simbolizam. Como eles são conexões, então é preciso entendê-los bem e assim o objetivo de conhecer a Onipotência se tornará menos distante.
2. O Céu tocando a Terra. O ponto de intersecção entre a natureza e o milagre é a causa primária de ambos: Deus. O Senhor criou as leis fixas, regulares da vida material e, por isso, sem prévia licença, pode invadi-la a qualquer momento, sem alterá-las. Em sua sublime perfeição, o Senhor deixou espaço para tratar com o homem por meio dos milagres, como aconteceu ao chegar à casa de Lázaro somente no quarto dia, para dissipar qualquer dúvida sobre sua identidade. Aliás, Ele falou disso explicitamente aos discípulos.
Lucas, em Atos, narra uma pequena quantidade de milagres de Pedro e Paulo, não obstante, às vezes, ele diga que realizaram muitos milagres, mas não os especifica. Por quê? Porque não era importante a quantidade, mas o simbolismo deles.
3. O milagre nosso de cada dia. A vida de cada cristão é permeada por pequenos milagres, diariamente. Livramentos, provisões, curas etc., afinal “o justo viverá da fé”. Via de regra, os milagres acontecem inesperadamente, inovadoramente e de maneira perfeita.
Eles surgem subitamente e sempre representam uma novidade em relação aos anteriores. Jesus nunca repetiu um milagre em sua forma.


Pense!

O simbolismo dos milagres é mais importante que o próprio milagre? Como pode ser isso?


Ponto Importante

O milagre deve ser observado, sobretudo, simbolicamente, porque seu objetivo maior é trazer uma conexão mais importante que ele mesmo — o maravilhamento!


CONCLUSÃO

O milagre cria certas revelações que só acontecem através dele, daí a sua essencialidade na vida cristã. Observe-se o caso da transfiguração: não há palavras que produzam os efeitos de um fato miraculoso daquela estirpe, tanto para os que o viram como para os outros que têm conhecimento dele, pois ele abre a possibilidade de se pensar em outra realidade existencial. Eles funcionam como uma ponte.

ESTANTE DO PROFESSOR

McDOWELL, Josh. McDOWELL, Sean. Evidências da Ressurreição. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.

HORA DA REVISÃO

1. Sob o prisma da lógica, é razoável não crer na existência de milagres?
Ter preconceito quanto à ocorrência de milagres é uma atitude completamente condenável, haja vista que a ideia de que tudo é possível (possibilidade universal) é um dos pressupostos da ciência.

2. Os fenômenos miraculosos quebram as leis da natureza?
Não, eles simplesmente as invadem.

3. Os milagres podem ser explicados?
Não, embora fenômenos, não se podem fazer experimentos com eles, pois não são periódicos.

4. Qual a etimologia da palavra “milagre”?
Significa “maravilhar-se” (do lat. miraculum).

5. Segundo a lição, “os milagres nossos de cada dia” possuem quais características?
Ocorrem inesperadamente, inovadoramente e de maneira perfeita.

SUBSÍDIO

“[...] Quando ouvimos sobre um evento que parece contrário às operações comuns das leis da natureza, naturalmente Ievantamos a nossa guarda. Não queremos ser Iudibriados e aplicamos corretamente rígidos padrões de avaliação antes de acreditar em um relato de qualquer coisa diferente da maneira como a natureza opera — de acordo com padrões definidos e previsíveis.
A nossa primeira tarefa é definir exatamente o que é um milagre, o Dr. Richard Purtill, professor de filosofia na Universidade Western Washington define um milagre como ‘um evento em que Deus temporariamente faz uma exceção à ordem natural das coisas, para mostrar que Ele está agindo’. Observe que, pela sua definição, um milagre verdadeiro deve ter cinco qualificações:
Em primeiro lugar, a exceção à ordem natural é temporária.
Em segundo lugar, o evento é uma exceção ao curso natural dos eventos.
Em terceiro lugar, para que haja um evento milagroso, é necessário conservar uma crença na ordem natural das coisas.
Em quarto lugar, um milagre deve ser o resultado do poder de Deus.
Em quinto lugar, os milagres são sinais da ação de Deus, momentaneamente sobrepujando as operações normais da natureza” (McDOWELL, Josh; McDOWELL, Sean. Evidências da Ressurreição. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.134,135).

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Lição 13: O tempo de Deus está próximo
Data: 24 de Setembro 2017
TEXTO DO DIA
“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia [...]” (2Pe 3.9).

SÍNTESE

Há sinais em toda parte que demonstram a proximidade do grande Dia do Senhor.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Ez 30.3
O dia do Senhor está perto


TERÇA — Hb 10.37
Um poucochinho de tempo


QUARTA — Ap 12.12
Pouco tempo para o Diabo


QUINTA — 1Jo 2.18
A última hora


SEXTA — Hc 2.3
Certamente virá, não tardará


SÁBADO — Ap 1.3
O tempo está próximo

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
MOSTRAR que a volta súbita de Jesus é uma verdade basilar para o Cristianismo, e que esse anelado evento acontecerá em breve;
IDENTIFICAR os sinais que precedem o arrebatamento da igreja;
CONSCIENTIZAR de que o Dia do Senhor será um dia glorioso para todos os remidos.

INTERAÇÃO

Caríssimo professor, chegamos ao final do trimestre! Estou certo de que a sensação é a de dever cumprido. Espero, sinceramente, que a interação da qual desfrutamos por meio desta seção tenha abençoado o seu ministério de alguma forma. Vem aí um novo desafio! Que Deus o fortaleça e que seu ministério seja coroado com muitos frutos! “Ensinar pode, às vezes, parecer a tarefa mais difícil do mundo. Há tanto para fazer e tão pouco tempo para realizar e antes que você perceba já é hora de se preparar para o próximo ano. Apóie-se no fato de que você tem o apoio de um Professor divino que lhe ensinará todas as coisas e lhe lembrará o quanto você é amado” (Graça Diária para Professores, CPAD, 2011, p.83).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Estimado professor, é de extrema importância que o interesse do aluno pelo assunto a ser estudado seja despertado já no início da aula. Sendo assim, selecione e leve para a sala imagens que retratem males como a fome, pestes, terremotos, etc. Essas imagens podem ser extraídas de revistas, livros ou da internet, dependendo da(s) ferramenta(s) que você, professor, tem à sua disposição. Exponha as imagens de forma gradativa, pois assim você conseguirá manter a atenção de todos até o fim da atividade. Enquanto expõe, incentive-os a comentar e pergunte: Por que todas essas tragédias ocorrem, se Deus é o Criador de todo o Universo e detém o controle da Natureza? Após as respostas, ressalte que esses flagelos proféticos são sinais que prenunciam o arrebatamento da Igreja, sendo eles o princípio de dores.

TEXTO BÍBLICO

1 Tessalonicenses 4.16-18.

16 — Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 — depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 — Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Muitos questionam por que Deus não aparece logo na história e destrói, com isso, todo o materialismo e desobediência. A resposta que alguns apologistas dão é que, assim como o diretor de uma peça teatral aparece depois do último ato, quando as cortinas se fecham, assim Deus somente mostrará sua face ao mundo quando o espetáculo da vida chegar ao fim.

I. A VOLTA SÚBITA DE JESUS CRISTO

1. Uma verdade essencial. Diante de um mundo pós-moderno, afetado pelo liberalismo teológico, não é incomum encontrar interpretações equivocadas sobre a segunda vinda de Jesus, como acontecia no Século I.
Essa verdade doutrinária, porém, constitui-se no ponto culminante da história da Igreja, mencionada pelos profetas, por Jesus e por todos os apóstolos do Senhor. Com essa verdade, fica claro que a história não está à deriva, mas Deus está no controle de tudo e, com isso, começará a invasão final neste mundo natural, como parte da retomada definitiva do Reino.
2. O tempo se abrevia. A vinda do tempo de Deus para esta geração não tarda. As profecias bíblicas indicam que Ele certamente virá e não tardará (Hc 2.3; Hb 10.37). Paulo, pelo Espírito, disse que “o tempo se abrevia” (1Co 7.29), a mesma ideia trazida por Jesus, em relação ao tempo do fim (Mt 24.22). Essa é uma grande esperança para os cristãos, que o Senhor retorne logo para buscar sua Noiva, pois este mundo está indo de mal a pior.
3. Uma invasão aguardada. A essa invasão divina chamada “Arrebatamento da Igreja”, Paulo diz: “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13). O momento da chegada do Noivo é aguardado com toda a expectativa, da mesma forma que havia expectação para o encontro entre Isaque e Rebeca (Gn 24) — uma bela alegoria. Aliás, foi essa a grande promessa esperada pelos heróis da fé no Antigo Testamento. Por isso, no Arrebatamento, eles ressuscitarão primeiro (1Ts 4.16).
Está escrito que até mesmo a criação está em “ardente expectação”, aguardando a sua redenção (Rm 8.19,23). Inequivocamente, o mais afetuoso desejo dos cristãos é a vinda do Senhor, a qual deve ser o maior consolo da Igreja. Diante desse justo anelo, o Senhor prometeu: “[...] Certamente, cedo venho [...]” (Ap 22.20).


Pense!

O Arrebatamento da Igreja pode, realmente, acontecer a qualquer momento?


Ponto Importante

Paulo, pelo Espírito, disse que “o tempo se abrevia” (1Co 7.29). E essa foi a mesma ideia trazida por Jesus, em relação ao tempo do fim. O Noivo está às portas!


II. SINAIS QUE PRECEDEM A VOLTA DE JESUS

1. A convulsão da natureza. Aquilo que se deu na natureza enquanto Jesus estava na cruz acontecerá, em grande escala, neste tempo, como princípio de dores. Assim como durante o drama do Calvário “ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão [... ]. A terra tremeu, e as rochas se partiram” (Mt 27.45,51b — NTLH), também no fim dos tempos haverá convulsão da natureza, em maiores proporções.
Jesus falou sobre isso no sermão profético, alertando que, antes de sua vinda, sobreviriam fomes, pestes e terremotos, em vários lugares (Mt 24.7). Isso denota a abrangência do juízo que pairaria sobre a humanidade. Nos últimos anos, a revolta da Natureza causou grande destruição. Estudos especializados demonstram que o número de terremotos no Século XX foi superior ao total de terremotos acontecidos em todos os tempos e que, somente entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200 mil terremotos na Terra. Por causa dos terremotos que aconteceram na Indonésia (2004), Haiti (2010), Japão (2011) e Nepal (2015) aproximadamente 500 mil pessoas foram mortas.
Por outro lado, segundo agências da ONU, em 2015, 795 milhões de pessoas passaram fome no mundo. Nos últimos 25 anos, o número de países africanos que enfrentam crises alimentares duplicou. Com relação às pestes, elas, ao longo da história, já vitimaram mais pessoas que todas as guerras juntas. Nos séculos XX e XXI inúmeras foram as epidemias que atingiram o mundo: gripe aviária, gripe suína, ebola, aids, dengue, zika... E os cientistas avisam: as próximas epidemias podem ser com “supervírus”. O mundo está sendo preparado para o início do grande dia do Senhor. Estes são o princípio de dores.
2. Aumento da rebelião. Uma das características dos dias que antecedem a volta de Jesus é o aumento das rebeliões. Jesus mencionou “guerras, rumores de guerras, nação contra nação e reino contra reino” (Mt 24.6,7), o que demonstra uma crescente rebelião nas pessoas. Em 2014, pesquisa realizada entre 162 países demonstrou que somente onze não estavam envolvidos em guerras.
A Bíblia também menciona que essa rebelião alcançaria as pessoas individualmente, pois esse tempo trabalhoso seria marcado pela apostasia da fé, bem como pelo egoísmo, traições, desobediência aos pais,etc. Porventura não é isso que se vê cotidianamente? Os homens em rebelião contra o Altíssimo, e em profundo desamor, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos?
Hoje foram inventadas novas formas de pecar, que não existiam no passado. O homem se tornou, em regra, menos sensível e mais perverso. A violência familiar e social cresceu de maneira vertiginosa. É o fim dos tempos.
3. Tensões generalizadas. Nesta época, o conflito cósmico alcançou uma tensão nunca vista antes, porque “o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Ap 12.12). Por tal razão, Jesus previu o aumento da atividade diabólica, com o aparecimento de falsos cristos e falsos profetas (Mt 24.5,11) e perseguições aos crentes (Mt 24.9).
A lista dos falsos cristos e falsos profetas é grande, e não para de crescer. Somente nos últimos tempos, pessoas como Vissarion (Rússia), David Shayler (Inglaterra), Ernest L. Norman (EUA), Jim Jones (Guiana), Shoko Asahara (Japão), Marshall Applewhite (EUA), José Luís de Jesus Miranda (EUA) dentre muitos outros, intitularam-se Cristo ou seu profeta.
De outro lado, no Oriente Médio, em 1910, cerca de 13,6% da população era cristã, mas em 2010, esse percentual caiu para 4,3%, diante da ferrenha perseguição. Muitos têm sido mortos, fugiram, ou mesmo foram forçados a renegar à fé. Recentemente, alguns grupos terroristas têm assassinado cristãos e publicado o feito nas redes sociais. Satã está ativo no planeta Terra. A Igreja precisa despertar, pois o Noivo está às portas.


Pense!

Será que os fatos que tomam conta do noticiário cotidianamente refletem, por assim dizer, um solene aviso sobre a volta de Jesus?


Ponto Importante

O conflito cósmico alcançou uma tensão nunca vista antes, porque “o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Ap 12.12).


III. UM DIA GLORIOSO PARA OS REMIDOS

1. Vitória sobre a morte. A morte, o mais impiedoso e, ao mesmo tempo, justo e benevolente evento deste lado da vida, tem assombrado os homens desde o início. Ela é impiedosa porque não retroage em face de súplicas, é justa porque retribui corretamente o pecado e é benevolente por evitar que o mal do pecado dure em nós para sempre. Se não fosse a morte, como dizia C.S. Lewis, o pecado “transformaria” os homens em demônios. O fato é que, mesmo diante de tudo isso, ninguém aceita a morte, porque Deus colocou no coração do homem o “anseio pela eternidade” (Ec 3.11 — NVI).
No dia do Arrebatamento da Igreja, porém, o corpo físico, sujeito a doenças e à morte, será transformado em corpo glorioso para, só assim, poder se relacionar, na dimensão do Céu, com o Senhor. Essa será a chancela da vitória sobre a morte (1Co 15.54).
2. Cerimônia festiva. O momento posterior ao Arrebatamento será marcado por grande alegria. A Igreja encontrará Alguém que almejava há muito tempo. Está escrito, em linguagem amorosa e poética, o sentimento desse encontro (Ct 2.9-12). Não há palavras mais sensíveis para descrever um encontro amoroso, que não se concretizara antes pelo impedimento das “grades” da corruptibilidade, as quais, naquele instante, já não existem. Será um eterno dia de primavera.
3. Para sempre com o Senhor. O desejo de Jesus em estar perto de sua igreja todos os dias e para todo o sempre será cumprido no dia do arrebatamento, pois a partir dali “estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4.17). Cada cristão deve lutar arduamente para, naquele dia eterno, todos estarmos ali com Ele, em santo gozo e adoração. Maranata. Ora vem Senhor Jesus!


Pense!

Como será o momento triunfante em que a morte será absorvida pela Vida? Que emoções serão sentidas?


Ponto Importante

Palavras não conseguem descreveras emoções da Igreja quando entrar no Céu com Jesus, mas, sem dúvida, será inexprimível a alegria daquele eterno dia de primavera.


CONCLUSÃO

Essa incursão que o Senhor fará sobre a humanidade, embora não seja final e definitiva, será muito importante, pois culminará com o fim dos sofrimentos da Igreja, aquela que anunciou a cosmovisão do Evangelho, cumprindo seu mandato cultural e vivendo a contracultura do Reino. “Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor, dia nublado; o tempo dos gentios ele será” (Ez 30.3).

ESTANTE DO PROFESSOR

Comentário Bíblico Pentecostal. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

HORA DA REVISÃO

1. O que é o tempo do Senhor?
É a volta de Jesus.

2. Cite pelo menos três sinais que apontam a iminente volta de Jesus.
A convulsão da natureza, o aumento da rebelião e as tensões generalizadas.

3. A convulsão da natureza aconteceu antes em qual evento da vida de Jesus?
A crucificação.

4. Por que a morte é o mais impiedoso e, ao mesmo tempo, justo e benevolente evento deste lado da vida?
Ela é impiedosa porque não retroage em face de súplicas, é justa porque retribui corretamente o pecado e é benevolente por evitar que o mal do pecado dure em nós para sempre.

5. Pare e pense: você está preparado para a volta de Jesus?
Resposta Pessoal.

SUBSÍDIO

“O Senhor prediz guerras e grandes perturbações entre as nações (Mt 24.6,7). Quando Cristo nasceu, havia uma paz universal no império, o templo do deus Jano estava fechado; mas não pense que Cristo veio para trazer a paz, ou dar prosseguimento àquela paz (Lc 12.51). Não, a sua cidade e o seu muro devem ser construídos até mesmo em tempos difíceis, e até mesmo as guerras contribuirão para o avanço da sua obra. Desde a ocasião em que os judeus rejeitaram a Cristo, e Ele deixou a casa deles desolada, a espada nunca deixou esta casa, a espada do Senhor nunca se aquietou.
[...] Uma predição dos eventos da época: Em breve, ‘ouvireis de guerras e de rumores de guerras’. Quando houver guerras, elas serão ouvidas; pois cada peleja do guerreiro se dá com confuso ruído (Is 9.5). Deus tem uma espada pronta para vingar a disputa do seu concerto, do seu novo concerto, e assim se ‘levantará nação contra nação’, isto é, uma parte ou província da nação judia contra outra, cidade contra cidade (2Cr 15.5, 6); e na mesma província e cidade, um grupo ou facção se levantará contra outro, de modo que eles se devorarão, e serão despedaçados, um contra o outro (Is 9.19-21)” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. Volume 5, RJ: CPAD, 2010, p.312).

 fonte mauricioberwald.comunidades.net