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Lições adultos betel 3trim 2019 evangelho de Lucas
Lições adultos betel 3trim 2019 evangelho de Lucas

 

                               

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 1 ADULTOS 

Lucas e seu evangelho

07 de julho de 2019

 

 

Texto Áureo

"Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.", Lc 1.4

 

Verdade Aplicada

Em um tempo marcado pelo relativismo das "muitas verdades", não basta estarmos informados, é preciso firmeza na certeza de que o plano de Deus é perfeito.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 1.1-4

1 – Tendo, pois, muitos empreendido por narração dos fatos que entre nós se cumpriram em ordem a

2 – Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra,

3 – Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio.

4 – Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

 

Introdução

Neste trimestre, estudaremos aspectos importantes do evangelho de Lucas, uma obra literária digna de Confiança, cheia de beleza e repleta de ensinos. Nesta lição, trataremos do autor e da obra em si.

 

  1. A PESSOA DE LUCAS Evidências antigas que datam a partir do segundo século demonstram que o terceiro livro do Novo Testamento foi escrito por Lucas. Embora o nome Lucas no grego seja “Loukâs”, na verdade, este nome é de origem latina e trata-se de uma contração do nome Lucanus. Seu significado é “que dá luz”.

 

1.1. Lucas, o autor Lucas é uma pessoa discreta no Novo Testamento, sendo citado três vezes, porém somente nos escritos paulinos (Cl 4.14; Fm 24; 2 Tm 4.11). Embora seu nome não apareça no evangelho, a autoria de Lucas desta obra não deixa dúvidas. Desde a época da Igreja Primitiva se atribui a ele a autoria, ainda que a alta crítica tenha buscado desacreditar nisso, mas não tem tido argumentos convincentes e nem êxito nesse sentido. Acrescente-se a isso declarações de importantes escritores, grandes homens de Deus do passado, como Irineu (Século II), Eusébio de Cesaréia (Século IV) e vários outros.

 

1.2. Lucas, um grande colaborador Três atribuições são encontradas nas palavras do apóstolo Paulo acerca de Lucas, seu colaborador. Primeiro, ele o vê como médico amado (Cl 4.14), depois aponta-o como colaborador (Fm 24), e, por último, como uma pessoa de grande solidariedade (2 Tm 4.11). Posto que fosse capaz de visitar e dar assistência a Paulo, que estava preso em Roma, numa ocasião de densas nuvens de perseguição, que alcançava o cristianismo daquela época. Pois Paulo, o apóstolo dos gentios em Cristo, estava ali preso aguardando sua execução.

 

1.3. Lucas, um grande escritor Sem dúvida as obras de Lucas, que são o seu evangelho e o livro de Atos, atestam a sua qualidade de escritor. Não é à toa que o evangelho de Lucas se tornou aceito e popularizado em toda a Igreja Primitiva. O autor não era judeu e não pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. Era um homem culto, de origem pagã, muito provavelmente de Antioquia da Síria. Ainda que Lucas tenha consultado ao evangelho de Marcos e o próprio Paulo, para que pudesse escrever a sua obra, fica claro que ele fez pesquisa “in loco”, isto é, no próprio local, e consultou outras testemunhas, podendo dessa maneira adicionar material enriquecedor e diferente, tornando seu evangelho único!

 

  1. ORIGENS E PROPÓSITO DO EVANGELHO As questões que se seguem são apresentadas no tocante ao evangelho de Lucas. Elas trarão mais luz ao estudioso das Escrituras Sagradas, possibilitando uma visão geral dessa obra.

 

2.1. Data e local O evangelho de Lucas foi escrito depois do de Marcos e Mateus. Não há consenso entre os comentaristas quanto à data, havendo diversas opiniões. Uma delas é que provavelmente tenha sido escrito entre 62 e 64 d.C., considerando que Atos termina com o apóstolo Paulo ainda vivo. Mas quanto ao local onde Lucas escreveu a sua obra, há três possíveis lugares: Antioquia da Síria, Roma ou Acaia. Porém, não há nada que prove acerca de quando e onde o evangelho de Lucas foi escrito.

 

2.2. Destinatário Tanto o evangelho de Lucas quanto o livro de Atos dos Apóstolos se destinam ao “excelentíssimo Teófilo” (Lc 1.3; At 1.1). Teófilo significa “amigo de Deus”, e o fato de ser tratado superlativo grego (kratistos) trata-se de uma excelência no mais alto grau secular. Lucas deixa claro que Teófilo já estava informado acerca de Jesus Cristo e da salvação que há nEle (Lc 1.4), porém o trabalho minucioso que abarca tudo desde o princípio foi desenvolvido como um documento a gerar “certeza das coisas” de que Teófilo já está informado. Embora a obra tenha esse tom pessoal, também foi dirigida a cristandade em geral.

 

2.3. O propósito O evangelho de Lucas em seu conteúdo cumpre a vários propósitos de modo simultâneo, mas o principal deles é encontrado no prólogo do mesmo. Trata-se de uma descrição pormenorizada da obra da salvação através de Jesus Cristo, dada através de ministros da Palavra. Estes fatos foram detalhados e postos organizadamente desde o seu início para que não se assemelhassem aos contos do imaginário popular. São fatos verídicos dos quais os ministros da Palavra, e é claro também as demais testemunhas, os corroboram em sua veracidade. Neste evangelho e em Atos dos Apóstolos encontramos o termo testemunha “martys”, de onde vem a nossa palavra mártir (Lc 24.48; At 1.8). Dessa maneira a nossa fé repousa sobre uma base segura e inabalável: a verdade.

 

  1. CARACTERÍSTICAS DO EVANGELHO DE LUCAS Lucas procura uma descrição confiável dos fatos da vida inicial e do ministério do Senhor Jesus em seu evangelho. Em Atos ele demonstra o testemunho e doutrina do Senhor Jesus Cristo através dos apóstolos, principalmente Pedro e Paulo, tornando uma só obra, mas em dois volumes.

 

3.1. Contexto histórico inicial do evangelho

O contexto histórico apresentado pelo autor inicia-se no tempo de Herodes, o Grande, e os fatos começam com a história de Zacarias, sacerdote do Senhor. Zacarias recebe uma mensagem de um anjo que sua esposa Isabel teria um filho. Fato notável, visto que ambos eram avançados em idade (Lc 1.5-7). Também, Maria, uma jovem núbil, recebeu a visita do anjo Gabriel (Lc 1.26), anunciando-lhe o nascimento do Salvador. Ambos os bebês nascem e são motivo de grande alegria e esperança para o mundo.

 

3.2. Como Lucas apresenta Jesus Logo de início a pessoa central do evangelho é apresentada. Seu nome é Jesus, mas também será chamado de filho do Altíssimo e reinará eternamente na casa de Jacó e o Seu reino não terá fim (Lc 1.31-33). Ele é o Salvador, Cristo, o Senhor (Lc 2.11). Talvez a declaração mais incisiva acerca da missão do Senhor Jesus seja esta: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Pela quantidade de narrativas e parábolas encontradas no livro, o Senhor Jesus é identificado como o homem perfeito, o que tem a ver com o ideal grego, o público alvo de Lucas.

 

3.3. Características especiais Através da ótica de Lucas, somos capazes de ver Jesus, o Filho do homem, interessado no indivíduo. Ele jamais desprezou as multidões, mas dá uma atenção especial ao indivíduo. Ele ama e veio salvar a todos, porém dá uma atenção distinta às crianças, às mulheres e aos necessitados. É digna de nota a ênfase dada sobre a pessoa do Espírito Santo desde o início de Sua obra até ao Seu término. Embora seja um Evangelho, e não um Salmo, há muita ênfase à oração em várias ocasiões e circunstâncias. Por último, identificamos um tom de júbilo, ou seja, encontramos ao longo de suas linhas alegria, louvor e felicidade desde o começo até ao fim.

 

CONCLUSÃO

A obra de Lucas está entre os mais importantes escritos do mundo. É leitura obrigatória não só para os cristãos em geral, mas também para eruditos. Através deste livro, compreendemos porque os cristãos se proliferaram no mundo: o amor sacrificial de Jesus e a ênfase na pessoa do Espírito Santo.

 

QUESTIONÁRIO 

Quantas vezes Lucas é citado nos escritos paulinos?

 

Como Lucas era visto por Paulo?

 

Quem é o destinatário do evangelho de Lucas?

 

Quem é a pessoa central do evangelho de Lucas?

 

Qual talvez seja a declaração mais incisiva acerca da missão de Jesus?

 

Fonte: Revista Betel

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 2

 

 

 O Espírito Santo no evangelho de Lucas

14 de julho de 2019

 

 

Texto Áureo

"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.", Lc 24.49

 

Verdade Aplicada

O evangelho de Lucas conta-nos a história de Jesus com a ativa participação do Espírito Santo.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 11.9-12

9 – E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;

10 – Porque qualquer que pede, recebe; e quem busca, acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.

11 – E qual o pai dentre vós que, se um filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?

12 – Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Lc 11.13 – Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?

 

Introdução

Nesta lição veremos o destaque dado a pessoa do Espírito Santo por Lucas. Tal ênfase não foi por acaso, mas uma forma consciente de expressar a ação divina em toda a vida do Senhor Jesus Cristo.

 

  1. NASCIMENTO E INFÂNCIA DE JESUS

O agir do Espírito Santo na pessoa de Jesus foi profeticamente registrado no Antigo Testamento. A participação ativa do Espirito Santo na vida de Jesus o acompanhou desde a Sua concepção na jovem Maria até a Sua morte e ressurreição.

 

1.1. Sua concepção sobrenatural

Quando o anjo Gabriel levou as novas de alegria para Maria, disse-lhe: “Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus” (Lc 1.30). Acrescentou ainda que ela seria mãe daquele que herdaria o trono de Davi, seu pai, e que reinaria eternamente na casa de Jacó. Maria tratou logo de perguntar a Gabriel como sucederia isso, visto que ela era virgem e não era casada. O anjo Gabriel respondeu-lhe usando duas expressões: "descerá" e "te cobrirá" deixando claro que a concepção de Maria será o resultado de uma atividade divina.

 

 

1.2. Seu nascimento

Quanto ao nascimento de Jesus, não há nenhuma declaração explicita de ação da terceira pessoa da Trindade. Porém ao analisarmos a narrativa de Lucas e dos outros evangelhos, percebemos o Espirito de Deus intervindo e conduzindo a história de modo inequívoco! Saiu um decreto de César Augusto para que todo mundo se alistasse. Dessa maneira José vai ao seu lugar de origem (Belém) com a gestante Maria e lá ela tem o bebê Jesus (Lc 2.1-7). Portanto, tal relato é um testemunho da ação soberana de Deus para o cumprimento de Seu plano (Mq 5.2). O mesmo Espirito Santo, que revelou e capacitou Miquéias, age para fazer cumprir a Palavra de Deus.

 

1.3.Seu desenvolvimento

 

Jesus cresceu em uma família piedosa, lugar onde os filhos desde cedo eram orientados a temerem a Deus (Lc 2.39-52). Não sabemos maiores detalhes sobre a vida particular dele, mas Lucas traz-nos um fato curioso. Por ocasião da Páscoa, quando Jesus tinha doze anos, seus familiares viajaram para Jerusalém e lá Ele permaneceu conversando com os doutores da Lei. Enquanto isso Seus pais regressaram. Durante a viagem, perceberam que Jesus não estava entre os da família e retornaram para Jerusalém. Lá o encontraram assentado entre os doutores, e estes admirados da Sua inteligência. A inteligência, submissão e desenvolvimento de Jesus não deixa dúvida de que também era assistido pelo Espírito Santo.

 

  1. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE JESUS

Constataremos de modo inequívoco o agir poderoso do Espirito na vida de Jesus em Seu ministério público. Analisaremos três pontos que consideramos principais: o batismo em água, Sua autoridade sobrenatural e também os Seus ensinos.

 

2.1. O batismo em água

O anjo Gabriel disse que João seria cheio do Espirito Santo desde o ventre de Izabel, sua mãe (Lc 1.15,44), João não era o Ungido prometido. João Batista tornou-se homem, pregador no deserto da Judeia e cheio do Espirito Santo. Num certo dia João estava batizando muitas pessoas e entre elas estava Jesus, que veio de Nazaré. Ele foi batizado e permaneceu em oração ali.

Enquanto Jesus orava, o céu se abriu e veio sobre Ele o Espirito Santo em forma corpórea como pomba. A seguir, ouviu-se uma voz do céu, que lhe dizia: “Tu és meu Filho amado: em ti tenho comprazido” (Lc 3.22).

 

2.2. O ministério de milagres

Moisés profetizou que Deus levantaria dentre os filhos de Israel um profeta semelhante a ele, ou seja, que viria com um ministério de milagres, e este profeta deveria ser ouvido (Dt 18.15, 18-19). O profeta Isaías profetizou acerca do ministério messiânico:

"O espírito do Senhor Jeová está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas", (Is 61.1). Isso significa que este profeta seria ungido de tal maneira pelo Espírito Santo, que teria um ministério de milagres e que beneficiaria o povo de várias formas. O ministério de Jesus foi uma luz para os que habitavam nas trevas e sombra da Morte (Lc 4.17-29), através de Sua Palavra, libertação dos oprimidos e curas (At 10.38).

 

2.3. Seus ensinos

Os ensinos de Jesus são os ensinos do Espirito Santo dados aos Seus discípulos e à multidão em Seu ministério profético. Quando Zacarias é cheio do Espirito então passa a profetizar (Lc 1.67). Quem ensina como convém falar é o Espirito Santo (Lc 12.12). Toda a sabedoria e ensino do Mestre vêm do fato dEle ser ungido pelo Espírito Santo para "anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18-19). Será que as nossas palavras provém do Espírito Santo quando falamos, aconselhamos ou evangelizamos alguém?

 

  1. JESUS E O ESPÍRITO SANTO

Destacaremos pontos importantes sobre o relacionamento de Jesus e o Espirito Santo. Veremos como Ele se alegrou no Espirito e dois de Seus principais ensinos apresentados por Lucas em seu evangelho.

 

3.1. Jesus se alegra no Espirito Santo

A alegria de Jesus Cristo no Espirito Santo diz respeito ao progresso de Seu ministério através de Seus discípulos (Lc 10.21). Inicialmente, Jesus preparou e enviou doze discípulos (Lc 9.1-6). Dada, a grandeza do desafio, Ele preparou e enviou mais setenta para que pregassem, curassem e libertassem nos arredores de Israel (Lc 10.1). Ao regressarem os setenta com alegria, com relatório positivo e testemunhando que até os demônios se lhes sujeitavam, Jesus se alegrou no Espírito Santo. Esta é a alegria de fazer o trabalho de Deus à maneira dEle. Há uma alegria imensa a ser experimentada por todos os que fizerem o trabalho de Deus à maneira do Espirito Santo.

 

3.2. Jesus ensina como receber o Espirito Santo

O segredo do êxito ministerial de Jesus era agir em perfeita sintonia com o Espirito Santo (Lc 11.9-13). Tal êxito procede da oração perseverante a Deus (Lc 11.9). Jesus não está Falando de buscar coisas, mas de buscar arduamente o Espirito Santo até recebê-lo da parte do Pai. Infelizmente, as pessoas tem aprendido a buscar coisas, prosperidade e por fim acabam mortas em sua vida espiritual. Se buscassem insistentemente o Espírito Santo, experimentariam a vida com abundância que Jesus prometeu (Jo 10.10b); também experimentariam uma habilitação especial para servir ao próximo segundo o poder de Deus e uma alegria indizível (Lc 11.5-8).

 

 

3.3. Jesus envia a promessa de poder.

A promessa de poder é também chamada de virtude do Espirito Santo, ou ainda batismo com Espirito Santo (Lc 24.49; At 1.5, 8). Ou seja, significa ser mergulhado no Espirito Santo de tal forma que a pessoa se torna uma testemunha eficaz, tanto em palavras, quanto no uso dos dons espirituais. A promessa de poder é uma autoridade para ampliar o Reino de Deus na terra, poder este para ser exercido contra o pecado, capaz de desfazer as obras do diabo. Este batismo é recebido através da oração perseverante, o que Jesus chama de “permanecer em Jerusalém”.

 

CONCLUSÃO

O segredo do êxito do Senhor Jesus Cristo em alcançar os corações estava na sua dependência estrita ao Espirito Santo, o que se tornou um exemplo a ser seguido por nós, Seus discípulos, de modo imperativo.

 

QUESTIONÁRIO 

  1. O que o anjo Gabriel disse a respeito de João Batista?
  2. O que Moisés profetizou?
  3. Quem ensina como convém falar?
  4. A alegria do Espírito Santo diz respeito a quê?
  5. Qual foi o segredo do êxito ministerial de Jesus?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 3

 

 

 Lucas, o evangelho da alegria

21 de julho de 2019

 

 

Texto Áureo

"Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,

E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador", Lc 1.46-47

 

Verdade Aplicada

O resgate da verdade de que Jesus é a fonte de alegria fará com que Seus discípulos vivam com mais entusiasmo, proporcionando maior renovação na vida e no testemunho da Igreja.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 1.28-32

28 - E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.

29 - E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.

30 - Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.

31 - E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

32 - Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;

 

Introdução

É o evangelho que mais registra momentos de alegria. Há alegria desde o anúncio do nascimento de João Batista até o último capítulo. Verifica-se nele a alegria dos santos, dos anjos, dos discípulos, de Jesus e de Deus.

 

  1. EXPRESSÕES JUBILOSAS DO LIVRO DE LUCAS

A alegria exposta no evangelho de Lucas é um apelo implícito à maneira de como se deve seguir ao Senhor Jesus Cristo. A metalinguagem utilizada visa resgatar algumas expressões que passam despercebida, mas que são de grande valor e alegria para quem as identifica.

 

 

1.1. Alegrar e exultar

Quando o anjo fala a Zacarias que suas orações foram ouvidas, ele diz: "E terás prazer e alegria" no nascimento de seu filho (Lc 1.14). depois do prólogo de Lucas, a sua obra é marcada pelo tom de alegria em Deus. Neste versículo encontramos duas expressões: "alegria" e "se alegrarão" - no grego "agalliao" e chairo". Expressam "exultação, alegria exuberante" e "deleite, gozo". São termos que indicam sentimento experimentado no coração ("chara") e a demonstração desta alegria ("agalliasis"). Essas mesmas palavras são repetidas várias vezes ao longo da obra de Lucas (Lc 2.10; 15.32). O Evangelho de Jesus traz consigo alegria e exultação firme e crescente.

 

1.2. Saltar e rirIsabel engravidou conforme o anjo dissera a Zacarias, seu marido. Maria resolveu visitar Isabel. Esta, ao ouvir a saudação de Maria, declarou o seguinte a ela: "Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre!" (Lc 1.44). A expressão "saltar" (no grego, "skirtaõ") é encontrada também em Lucas 6.23 onde é traduzida por "exultai": "Folgai (chairo) nesse dia, exultai (skirtao), porque eis que é grande o vosso galardão no céu". Outra expressão alegre é rir ou sorrir, que significa emitir uma expressão feliz. Lucas escreveu: "Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir" (Lc 6.21b).

 

 

1.3. Louvores e cânticos

A manifestação do Verbo entre nós foi motivo de grande alegria. Encontramos em Lucas louvores e cânticos que não foram registrados nos outros evangelhos. Um deles é o canto de Zacarias, que ficou mudo porque duvidou do anjo Gabriel, mas, ao escrever numa pequena tábua o nome pelo qual se chamaria o menino (João), "E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus" (Lc 1.64). Também Simeão, ao reconhecer Jesus como o Messias a ele prometido, louvou (no grego, "eulogeo") a Deus (Lc 2.28). Quando os anjos louvaram a Deus pelo nascimento do menino Jesus (Lc 2.13), vemos o cantar (no grego, "alineo") como uma expressão de alegria e louvor.

 

  1. DESCRIÇÃO DE JÚBILOS E CÂNTICOS INICIAIS

Vimos acima os tipos de alegrias encontrados no evangelho de Lucas. Ainda que tenhamos ilustrados como fatos, convém prosseguirmos em nossa análise da alegria, mas sob outro ponto de vista. Ou seja, vemos quem se alegra e porque se alegra com os fatos envolvendo a chegada do Salvador deste mundo.

2.1. Júbilo por João Batista

Ainda que o livro de Lucas tenha a Jesus como a pessoa principal, ele inicia os fatos com João Batista. Vemos a alegria de Zacarias, um sacerdote, que recebe a visita de um anjo e este lhe diz que as suas orações foram ouvidas (Lc 1.7-14), pois sua esposa Isabel, estéril até aquele momento, daria à luz a um menino. Era um casal justo e irrepreensível (Lc 1.6) Leon Morris comenta que "deve ter sido difícil para eles entenderem sua situação de não terem filhos", pois era pensamento comum naquela época que Deus abençoaria Seus servos fiéis dando-lhes filhos. O Senhor Deus ainda tinha reservado para aquele casal, que permanecia fiel, momentos de grande alegria (Lc 1.14,58).

 

2.2. Júbilo por Jesus

A manifestação do Filho de Deus entre os homens foi um fato amplamente profetizado por muitos e desejado pelas mães de Israel. Quando Maria recebeu a visita de Gabriel, ficou surpresa com tudo o que estava acontecendo, afinal, qual mulher não se surpreenderia? A saudação do anjo já era um convite a Maria se alegrar. "Salve, agraciada; o Senhor é contigo" (Lc 1.28); visto que a expressão grega "chairo" traduzida como salve, tanto é uma saldação, quanto um convite à alegria. E, verdadeiramente, Maria se alegrou no Espírito Santo ao visitar Isabel, sua prima, que também estava grávida. Ela diz: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador" (Lc 1.46-47).

 

2.3. Júbilo dos anjos

Os anjos também se alegraram com o nascimento do Salvador. A glória do Senhor cercou o lugar onde os pastores guardavam seus rebanhos. Então o anjo disse: "Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria...vos nasceu hoje o Salvador" (Lc 2.10-11). Os pastores também se alegraram após acharem o menino em uma manjedoura. Foi uma grande festa em torno da redenção humana.

 

  1. JÚBILO DE JESUS E DE SEUS DISCÍPULOS

O Evangelho de Lucas é um convite para desfrutarmos e expressarmos a alegria pelos maravilhosos atos redentores de Deus. Ainda que tenham tristezas e reveses na jornada cristã, não são capazes de impedir que sejamos abençoados com a alegria que há no céu e alcança os que estão em Cristo.

 

3.1. Alegria presente na divindade

Já comentamos na lição passada sobre o texto de Lucas 10.21 que registra Jesus se alegrando no Espírito Santo. Quando do batismo de Jesus, o Pai também expressou alegria - Lucas 3.22 - "Tu és meu filho querido e me dá muita alegria" (NTLH). O texto de Hebreus 1.8-9 registra que Jesus foi ungido com óleo de alegria. E, ainda em Hebreus 12.2 há o relato de que Jesus "pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz". Este versículo faz-nos lembrar da profecia de Isaías: "O trabalho de sua alma verá e ficará satisfeito" (Is 53.11) A exortação bíblica é "olhar para Jesus" enquanto caminhamos, pois Ele é o nosso exemplo e alvo. Pelo Espírito Santo participamos da alegria espiritual que o mundo não conhece.

 

3.2. Júbilo de Deus pelo pecador arrependido

Lucas enfatiza a alegria de Deus pelos pecadores que se arrependem (Lc 15.1-32). Quando Jesus reuniu em torno de si publicanos, meretrizes e demais pecadores que se arrependeram, isto gerou ciúmes e duras críticas. Essas críticas tinham a capacidade de atrapalhar e desestimular os novos conversos. Daí a necessidade de o Senhor mostrá-los que os críticos que se achavam sãos, não precisavam de médicos, e sim, os perdidos pecadores. O interesse, a procura e a expectativa do retorno daquele que saiu da presença do pai, bem como a alegria e a celebração são consideradas as pilastras destas parábolas. É como se Jesus estivesse a dizer: "O Reino com as suas boas-novas da redenção prometida por Deus já iniciou. Por isso há tanta alegria e celebração".

 

3.3. Júbilo no cumprimento da missão

Quanto à obra da redenção, os discípulos participam evangelizando e fazendo novos discípulos. Os pecadores só podem arrepender-se de seus pecados ao ouvir as boas novas do Evangelho. Jesus preparou doze e os enviou. Depois enviou mais setenta discípulos para evangelizar os termos de Israel. Lucas registra que o Senhor designou e mandou-os e depois diz que "voltaram os setenta com grande alegria" (Lc 10.1,17). Após a ascensão, continuaram a desfrutar da bênção da alegria (Lc 24.52). Enquanto aguardamos o retorno do Senhor, cumpramos, com alegria, a missão que Ele nos deixou (At 20.24). Pois o Reino de Deus é "alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17).

 

 

CONCLUSÃO

Vimos que o livro de Lucas é marcado pela alegria. Nele encontramos alegria de Deus, dos anjos, homens e mulheres do passado. É claro que não há como narrar fatos alegres sem expressões que o demonstram. Porém, o mais tocante é perceber a alegria de Deus por Sua obra reconciliadora no homem.

 

QUESTIONÁRIO 

  1. O que o Evangelho de Jesus traz consigo?
  2. O que Simeão fez ao reconhecer Jesus como o Messias a ele prometido?
  3. O que era a saudação do anjo a Maria?
  4. O que vemos em Lucas 10.21?
  5. O que o texto de Hebreus 1.8-9 registra?

 

, ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 4

 

 O poder de Jesus Cristo sobre os demônios

28 de julho de 2019

 

 

Texto Áureo

"E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades.", Lc 9.1

 

Verdade Aplicada

Os demônios são seres espirituais malignos, porém submissos aos limites estabelecidos por Deus em sua soberania.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 4.33-36

33 – E estava na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz,

34 – Dizendo: Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.

35 – E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele, sem lhe fazer mal.

36 – E veio espanto sobre todos, e falavam entre si uns e outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?

 

Introdução

O plano da salvação não consiste apenas em perdoar e reconciliar o homem com Deus, mas habilitá-lo a viver vitoriosamente. Para isso, Jesus veio para destruir as obras dos espíritos das trevas e Lucas nos mostra uma gloriosa visão a respeito.

 

  1. DEMÔNIOS, O QUE SÃO?

Eles são seres espirituais malignos, com várias designações e atividades múltiplas. Embora sejam invisíveis, agem no mundo e os seus efeitos podem ser notados, bem como a anulação deles pelo poder de Cristo Jesus. Para derrotá-los, é necessário conhecer o que a Bíblia revela a respeito deles e dos recursos espirituais que podem ser usados pelos discípulos de Cristo.

 

1.1. Designações comuns

Há no mundo dois tipos de espíritos criados por Deus, os que se mantêm fiéis ao Criador, que são os anjos santos, e os que se rebelaram. Os rebeldes são chamados de demônios por Lucas e demais evangelistas. Demônio vem do termo grego “daimon”, que o designa como um “espírito sobrenatural (de natureza maligna)”. Por isso, em algumas culturas eram adorados como divindades inferiores. No evangelho de Lucas, tais espíritos são chamados de “demônio imundo”(Lc 4.33)e “espíritos imundos”(Lc 4.36);denotando assim o seu caráter de imundície. Também são chamados de “espíritos maus” e “espíritos malignos”, por causa da malignidade e por serem causadores de doenças (Lc 7.21; 8.2).

 

1.2. Eles têm um chefe

Este ser que é considerado o líder dos demônios é chamado no evangelho de Lucas de diabo (Lc 4.2), de Satanás (Lc 10.18)e de Belzebu, o príncipe dos demônios (Lc 11.15). Tendo, respectivamente, os seguintes sentidos a partir dos termos em grego: “caluniador”, “falso acusador”; “adversário”; decorrente de “Baal-Zebube”, um deus de Ecrom –os fariseus o consideravam como o “maioral dos demônios”. O texto bíblico menciona que este ser tem anjos que o acompanham (Mt 25.41). Alguns outros textos bíblicos, utilizados por diversos comentaristas e teólogos, parecem indicar que Satanás se rebelou contra Deus (perdendo, assim, sua condição original em que foi criado) e alguns seres espirituais o acompanharam nessa rebelião, sendo expulsos do céu (Is 14.12-15; Ez 28.12-15; Ap 12.4, 7).

 

1.3. Demônios, os inimigos de Deus

Os próprios termos usados para designar estes seres espirituais, mencionados no tópico 1, já indicam que se tratam de seres contrários a Deus e ao Seu plano redentor para a humanidade: “maus” e “malignos”. Portanto, procuram a todo momento afligir e contaminar os seres humanos moral e espiritualmente. Procuram impedir que as pessoas entendam a mensagem do evangelho (2Co 4.4)e ainda promovem falsas doutrinas (1Tm 4.1). Na parábola do semeador, eles são representados nas aves que tiram do coração a semente da Palavra de Deus, impedindo que os homens deem fruto para o Reino de Deus (Lc 8.5, 12).

 

  1. A NATUREZA DOS DEMÔNIOS

A natureza dos demônios resume-se em fazer oposição a Deus e ao homem. As atitudes reveladas no evangelho de Lucas, bem como em toda a Bíblia, provam e ilustram de modo categórico a natureza perversa que estes seres assumiram.

 

2.1. Eles são tentadores

O próprio príncipe dos demônios, o diabo, é o agente da tentação. Quando o Senhor Jesus se preparava para dar início ao seu ministério público, foi tentado pelo diabo (Lc 4.1-13). Mas, diferentemente do primeiro homem no Gênesis, o Senhor Jesus não caiu na tentação do diabo, mas o venceu. O diabo tenta a todos através de seus demônios, procurando desviá-los dos caminhos do Senhor Jesus (Lc 8.5, 13). Por isso, somos ensinados na oração do “Pai nosso” a pedir: “Não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal”(Lc 11.4). Cada pecador é tentado por sua própria cobiça. Quando o pecado é consumado, gera escravidão e morte (Tg 1.14-15).Escravidão, pois os demônios passam a inflamar mais fortemente esse pecado gerado. Por isso precisamos orar para não entrarmos em tentação (Lc 22.40, 46).

 

2.2.Eles possuem pessoas e animais

Os demônios encontram-se numa condição desesperadora, diferente da qual Deus os criou. Eles encontram alguma espécie de alívio quando habitam em pessoas e até animais. Lucas ilustra este fato com o caso do endemoninhado de Gadara (Lc 8.26-27, 32). Quando eles são expulsos de alguém, eles buscam repouso. Não encontrando, retornam para a antiga pessoa em que habitavam. Caso encontrem a pessoa disponível espiritualmente, levam consigo mais demônios, tornando o estado da pessoa pior do que antes (Lc 11.24-26). Por isso, devemos orar e apoiar os novos convertidos.

 

2.3.Eles são agentes de enfermidades

Os espíritos imundos atuam com diferentes especialidades. Os demônios fazem parte de hostes infernais especializadas em todo tipo de maldade. Lucas, o médico amado, não explora profundamente o assunto, mas aponta os demônios como agente da tentação, causadores de discórdias e de enfermidades (Lc 11.14-26;13.10-16). Convém entender que a enfermidade é um princípio contrário à vida. Trata-se de um princípio de desordem e morte no organismo. E, se este princípio não for derrotado, gera sofrimento, dor e óbito. Quando Jesus expulsou um espírito de enfermidade, certa mulher que andava encurvada passou a andar direito, pois Ele veio para trazer vida abundante (Lc 13.16; Jo 10.10).

 

3.COMO JESUS LIDOU COM OS DEMÔNIOS

Assim como a luz elimina as trevas, não há qualquer acordo entre o Senhor Jesus e os demônios. Ele veio para desfazer as obras deles entre os homens. Embora Jesus estivesse na condição humana, estava também na condição de servo de Deus para confrontá-los, expulsá-los e outorgar aos Seus discípulos autoridade sobre eles.

 

3.1. Jesus expulsou os demônios

Os demônios agem de diferentes modos em relação às pessoas. Eles podem habitar, possuir, enfermar e até matar as pessoas (Jo 10.10). Nem sempre alguém chega ao nível de possessão em que perde os sentidos, como foi o caso do gadareno. No entanto, eles podem silenciosamente habitar em pessoas, causando males, por exemplo, como um espírito de enfermidade semelhante ao que afligiu aquela mulher por dezoito anos (Lc 13.11). Contudo, que fique claro que todos os que buscaram ajuda em Jesus foram libertos. Tais espíritos tornaram-se intrusos e foram expulsos das suas vidas (Lc 8.2-3).

 

3.2.Jesus ensinou sobre os demônios

Ao analisarmos os evangelhos, constatamos ensinos e citações do Senhor Jesus acerca dos demônios para os Seus discípulos. Ele os ensinou tanto pelo exemplo, como de modo teórico também. Logo de início, o Mestre teve que expulsar um demônio de um homem numa sinagoga (Lc 4.33-36). Aos discípulos, ensinou como os demônios guerreiam para desviar um novo discípulo da fé (Lc 11.24-26); no caso do lunático (Lc 9.37-45), ensinou que há castas de demônios que apenas saem com jejum e oração (Mt 17.21). Também ensinou sobre o destino final do diabo e seus anjos (Mt 25.41).

 

3.3. Jesus deu poder e autoridade sobre os demônios

Há certa ênfase na descrição de Lucas quando Jesus diz: “E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios”(Lc 9.1). Note que Jesus diz “virtude”, do grego “dunamis”, que é a capacidade, habilidade para lidar contra os demônios, mas também “poder”, do grego “exousia”, que também é traduzido por autoridade em algumas Bíblias. Depois de enviados, os setenta discípulos retornam jubilantes pela autoridade para expulsar os demônios (Lc 10.17). Depois da ressurreição, Jesus deu-lhes a promessa de revestimento de poder “dunamis”para pregar as boas novas. Ela inclui o poder para a expulsão de demônios (Mc 16.17; At 5.16). Não devemos temer, mas saber que, embora essa autoridade tenha sido dada à Igreja, há casos que exigem preparo espiritual no que se refere à libertação.

 

CONCLUSÃO

Os demônios não são forças, fluidos ou criação da mente humana. São seres reais, pessoais e estão em ação. Devemos conhecer seus ardis para não sermos enganados (Ef 6.12; 2Co 2.11). Todos os discípulos de Cristo são envolvidos na batalha espiritual, mas o Espírito Santo está conosco para nos equipar e preparar. Não devemos ter medo, pois a vitória está garantida em Cristo Jesus.

 

QUESTIONÁRIO

  1. Como é chamado o líder dos demônios no evangelho de Lucas?
  2. O que ocorre quando o pecado é consumado?
  3. Por que precisamos orar?
  4. No caso do lunático, o que Jesus ensinou?
  5. Como os setenta discípulos retornaram?

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 5 ADULTOS

 

 

 A autoridade e o poder demonstrado por Jesus

4 de Agosto de 2019

 

 

Texto Áureo

"E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?", Lc 4.36

 

Verdade Aplicada

Que nosso relacionamento com o Senhor Jesus não esteja limitado somente em receber e vivenciar o Seu poder, mas, também, a Sua autoridade sobre nós.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 4.32,7-8

32 - E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade.

34 - E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem?

7 - E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.

8 - Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.

 

Introdução

Veremos nesta lição algo que surge no início do ministério de Jesus quanto ao exercício de Sua autoridade espiritual. Trata-se de algo único, mas também inovador, capaz de abençoar vidas carentes de muitas maneiras.

 

  1. ASPECTOS DA AUTORIDADE DE JESUS

A autoridade de Jesus Cristo é um dos assuntos mais notáveis do evangelho de Lucas. Tanto em Lucas quanto nos outros evangelhos, Sua autoridade é demonstrada de maneira inovadora, de forma que ainda hoje precisamos conhecê-la e experimentá-la em nossas vidas.

 

1.1. O que é autoridade

A palavra autoridade encontrada em Lucas 4.32, 36;7.8, é a tradução do termo grego "eksousia", que admite vários sentidos, como: "poder sobre coisas e pessoas, domínio, governo, liberdade de fazer como a pessoa quiser". Evidentemente, essa "liberdade de ação", quando se refere a Deus, é absoluta, irrestrita (Lc 12.5). Quando se refere ao ser humano, trata-se de "autoridade delegada", como em Lucas 9.1, onde a NTLH traduz como "poder e autoridade". Enquanto que "poder", como em Atos 1.8, na Bíblia do Culto traduzido como "virtude", vem do grego como "dynamis", indica "capacitação para agir".

 

1.2. Fonte da autoridade de Jesus

Qualquer pessoa que olhasse para Jesus de Nazaré, o veria como um homem comum, porém havia algo de especial nEle que lhe conferia autoridade. Esta autoridade estava a serviço de Deus e das pessoas. Era através dessa autoridade que o Senhor Jesus fazia coisas extraordinárias. As autoridades religiosas, incomodadas com os seus sinais e ensinos, reuniram-se em comissão e foram lhe perguntar, mas Jesus sabiamente recusou-se a responde (Lc 20.1-8). Visto que Sua resposta seria ocasião para Sua própria prisão e julgamento. Hoje, no entanto, sabemos que Sua autoridade residia no fato de ser o Filho do Deus vivo.

 

 

1.3. Jesus tem toda a autoridade

Todos possuem alguma autoridade, no sentido de domínio ou governo. Seja no lar ou no exercício profissional, por exemplo. Os governantes possuem autoridade (Rm 13.1). Até o diabo, no momento, tem certa autoridade (Cl 1.13 - potestade). Contudo, somente Jesus Cristo tem "todo o poder" ("eksousia"). Nenhuma autoridade está acima dEle. Contudo, para desfrutar a ação redentora proveniente desta autoridade é preciso crer e submeter-se ao senhorio de Cristo. O exercício da autoridade de Jesus era limitado pela incredulidade da sua audiência. Nem todas as pessoas conheciam e, portanto, não experimentavam a autoridade de Jesus. Vide os habitantes de Nazaré (Mt 13.54-58). Infelizmente, ainda hoje, nem todos reconhecem a autoridade de Jesus.

 

  1. A AUTORIDADE DEMONSTRADA POR JESUS

A autoridade de Jesus é demonstrada em várias áreas de ações empreendidas por Ele, conforme registrado nos evangelhos. Considerando as limitações de espaço, esta lição enfatizará a autoridade de Jesus para ensinar; sobre natureza; e para perdoar pecados. O Pai depositou nas Suas mãos todas as coisas (Jo 13.3) e Jesus tinha consciência disso.

 

2.1. Para ensinar

A palavra de Jesus era pronunciada com autoridade (Lc 4.32). Antes, ainda com doze anos, já tinha deixado os doutores no templo extasiados com a "sua inteligência e respostas" (Lc 2.47). Seu ensino nas sinagogas levava o ouvinte a elogiá-Lo (Lc 4.15). Após pronunciar o "Sermão da Montanha", o evangelho de Mateus registra que a multidão se admirou: "Porquanto os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas" (Mt 7.29). 

 

2.2. Para perdoar pecados

Esta é uma autoridade tanto surpreendente quanto inovadora na experiência humana. Visto que se as ofensas pecaminosas são dirigidas a Deus primeiramente por ser o Criador,  então logicamente só Ele é quem pode perdoar. Ora o Senhor Jesus causou espanto e admiração ao dizer a certo paralítico: "Homem, os teus pecados estão perdoados" (Lc 5.20). Estando próximos, os fariseus começaram a murmurar entre si e então, numa clara demonstração de autoridade para perdoar, curou o paralítico, mandando-o para casa (Lc 5.22-25).

 

2.3. Autoridade sobre a natureza

O evangelho de Lucas registra que, além da autoridade de Jesus para ensinar, perdoar pecados e expulsar demônios, Ele também tem autoridade sobre as forças da natureza (Lc 8.22-25). Neste texto encontramos os lados divino e humano de Jesus. No aspecto humano adormeceu, mas no divino "levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança". Ele também é Senhor dos ventos e do mar, pois lhe obedecem. Interessante a relação entre autoridade e obediência.

 

  1. O CENTURIÃO E A AUTORIDADE DE JESUS

Até que ponto a autoridade do Senhor Jesus pode chegar? Ou até que lugar e de que maneira a autoridade dEle pode tocar ou ser sentida? Um dos melhores textos para entendermos o que é autoridade encontra-se no evangelho de Lucas 7.1-10.

 

3.1. A fé vem pelo ouvir

O relato acerca do centurião de Cafarnaum é um excelente exemplo sobre a importância da resposta humana diante das oportunidades proporcionadas por Deus, por Sua misericórdia e graça para com os seres humanos, a fim de desfrutarmos dos benefícios oriundos do exercício da autoridade de Jesus Cristo. O texto diz: "ouviu falar de Jesus" (Lc 7.3). Interessante notarmos que o servo do centurião estava gravemente enfermo, quase morrendo. Podemos imaginar a tensão e aflição daquele membro do exército romano. Mas boas novas chegaram aos seus ouvidos acerca de Jesus Cristo.

 

3.2. Ele reconheceu a autoridade de Jesus

Aquele homem não apenas toma uma atitude produzida pela fé, mas também resultado de reconhecer que Jesus Cristo tinha autoridade (Lc 7.7-8). Como no comentário Bíblico Moody: "O centurião reconheceu que, tal como ele possuía autoridade que lhe fora conferida por Roma, Jesus tinha autoridade de Deus que o capacitava a exercer poder sobre doenças.". Ou seja, uma fé que vai além de crer que Jesus tem poder (no sentido de capacidade para operar), mas tem também autoridade (liberdade de ação): "Dê somente uma ordem" (Lc 7.7 - NTLH).

 

3.3. Receber poder e reconhecer a autoridade

O relato acerca da fé demonstrada pelo centurião, mesmo se tratando de um não judeu, é encerrado com a reação de Jesus: ficou maravilhado (muito admirado), a ponto de  declarar: "Nem ainda em Israel tenho achado tanta fé" (Lc 7.9). Uma reflexão importante a fazermos é: Temos reconhecido a autoridade de Jesus sobre nós? Ou queremos somente o Seu poder? Cremos em Jesus somente como Salvador ou, também, como Senhor? Muitos não estão interessados em saber o que Jesus quer, mas apenas o que Ele tem para eles. Afina, como diz a própria definição da palavra, no original grego - ("liberdade de ação". Jesus tem liberdade de ação sobre nós? Ou temos resistido à Sua vontade por não estar de acordo com o que queremos?

 

CONCLUSÃO

O evangelho de Lucas nos transmite uma preciosíssima lição sobre autoridade de Jesus. Sua autoridade é total. Porém, é necessário que todos os que dizem ser Seus discípulos a reconheçam, não somente sobre as enfermidades, perigos e os seres espirituais maus, mas, também, sobre todas as áreas da vida. "Vai...e ele vai...vem...e ele vem". Estamos debaixo da autoridade de Jesus?

 

QUESTIONÁRIO

  1. O que era pronunciada com autoridade?
  2. O que Jesus disse que causou espanto e murmuração?
  3. Quem tem autoridade sobre as forças da natureza?
  4. Onde encontra-se um dos melhores textos para entendermos o que é autoridade?
  5. O que diz Lucas 7.3?

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL ESBOÇO - Subsídio para a Lição 6

 

AULA EM 11 DE AGOSTO DE 2019 - LIÇÃO 6

(Revista Editora Betel)

 

Tema:  O discipulado diligente

Texto Áureo: Lc 12.40

 

INTRODUÇÃO

- Professor(a), para esta lição e para as próximas eu recomendo trabalhar bem as perguntas e respostas, a fim de tornar a aula interessante e dinâmica.

- "de modo a dar frutos dignos de arrependimento", possíveis perguntas para iniciar a aula: 1) para quê dar frutos? 2) O que são esses frutos? Respostas possíveis: 1) Dar frutos para a sociedade observar ou porque a sociedade está observando. 2) São atitudes condizentes com a Palavra de Deus, não escandalosas, não mal vistas.  

 

  1. DISCIPULADO CUIDADOSO

 

1.1. Discípulos vigilantes

- "é capaz de fazer as coisas na ausência do seu senhor", lembrando aos alunos que a parábola se refere aos servos de Jesus, que somos nós, cuidando das coisas do Senhor enquanto Ele está ausente, assim como o senhor referenciado na parábola.

- ""esteja o cinto na cintura", pronto para agir", uma das coisas que o Senhor não aceita é a preguiça, Deus é contra a ociosidade, os servos de Jesus devem estar pronto para agir em qualquer situação, bem agora a Igreja do Senhor deve estar pronta para ser arrebatada desta terra.

- "o Senhor não se agradará de encontrá-los na escuridão", se refere à escuridão  espiritual, sem a luz de Cristo, nas trevas, existem crentes hoje dentro das igrejas que não são salvos, alguns são até obreiros, mas não são da Igreja de Cristo.

 

1.2. Discípulos fieis e prudentes

- "Este é um homem de confiança, capaz de administrar", se refere aos sacerdotes de hoje, e aqui cabe mais uma pergunta: Quem são os sacerdotes hoje? Resposta: todos os que aceitaram a Jesus são sacerdotes. Alguns estão começando agora e outros já possuem experiência, mas todos devem ser capazes de administrar as coisas de Deus na terra.

- "de modo desenfreado a comer e a embriagar-se", aludindo aqui a um relaxamento, isso é outra coisa que Deus não aceita, um servo relaxado, que faz a obra de Deus de qualquer maneira, que não se porta de modo vigilante nas coisas do Senhor.

 

1.3. O fogo e a dissenção à terra

- "possibilidade de que suas atitudes acarretem que a própria família", e de fato em algumas famílias cujo os membros são de uma religião passam a tratar mal o membro que aceitou a Jesus, e em religiões como o islamismo, os pais chegam a expulsar os filhos de casa.

 

  1. DISCIPULADO FRUTÍFERO

 

2.1. A importância do arrependimento

- "Apenas apela para a necessidade de que todos estejam preparados", o grande alerta é para a hipótese de o arrebatamento não ocorrer ainda no temo de hoje, o que significa que passaremos pela morte, e assim como o arrebatamento, ninguém sabe a hora da partida, para alguns pode ser hoje, outros daqui a uma mês ou anos. Precisamos estar preparados.

 

2.2. O perigo da esterilidade

- "deve ser acompanhado por frutos que o demonstrem", obviamente está se falando de atitudes cristãs, por isso é necessário que cada convertido se envolva e se comprometa com a obra de Jesus, quando a pessoa não se compromete com as coisas de Deus dificilmente consegue se livrar do velho homem que a toda hora que se levantar.

- "O Evangelho de Cristo é pra ser compreendido, praticado e pregado", aqui está se falando de almas, o único pregador cuja a mensagem não converteu ninguém, foi Noé, mas ele manteve toda sua casa na arca, ainda que ninguém se converta com nossas pregações, pelo menos a nossa família tem que ser impactada pela nossa postura.

 

2.3. O fruto de socorrer ao próximo

...

 

  1. DISCIPULADO E DESAFIOS

 

3.1. A presença do Reino

Nesse tópico o comentarista está afirmando que muitos intérpretes da Palavra acreditam que ao falar do grão de mostarda e da árvore que ele se tornou, o Senhor Jesus esteja se referindo ao alcance que o Reino teria na terra, de fato a mensagem do Reino foi ao mundo inteiro.

 

3.2. O cuidado com as escolhas

...

 

3.3. O lamento de Jesus pela recusa daquela geração

- "porque Herodes quer matar-te", eles temiam que Herodes pudesse  mandar fazer mal a eles por terem abrigado a um acusado de blasfêmia e perturbação da ordem, era um medo infundado, pois Jesus havia andado em muitas cidades e jamais foi preso.

- "O castigo daquela rejeição foi predito: "Eis que a vossa casa se vos deixará deserta", isso de fato ocorreu uns quarenta anos após essas palavras, quando Jerusalém foi invadida no ano 70 da era cristã, e os judeus foram espalhados pelo resto do mundo, ficando a terra de Israel em governo judeu até o ano de 1948 quando a ONU em assembleia geral votou a autorização para o retorno dos judeus a sua terra, sessão presidida pelo diplomata Osvaldo Aranha que articulou de forma magistral para Israel conseguisse os votos necessários. Até hoje os judeus homenageiam Osvaldo Aranha e a maioria dos brasileiros não sabem quem foi ele.

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 7

 

 

O valor do indivíduo

18 de Agosto de 2019

 

 

Texto Áureo

"Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.", Lc 15.7

 

Verdade Aplicada

O tão imensurável amor de Deus é demonstrado no chamado universal ao arrependimento e na busca de todos os que estão perdidos e necessitados.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Lc 15.2-6

2 – E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

3 – E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:

4 – Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la?

5 – E, achando-a, a põe em seus ombros, gostoso;

6 – E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

 

Introdução

Este aspecto do ensino do Senhor Jesus que valoriza o indivíduo é em nossos dias algo muito necessário. Deus ama a todos e isso está amplamente ilustrado em Lucas 15 e em outras partes, que é o que veremos nesta lição.

 

  1. O VALOR DO INDIVÍDUO

Quando Deus criou o homem, o fez à Sua imagem e semelhança. Todos são importantes e devem ser valorizados. É vontade de Deus que todos os homens se reconciliem com Ele.

 

1.1. Valor do homem comparado aos animais

Às vezes, os seres humanos demonstram mais valor pelos animais do que pelo seu semelhante. Motivados pelo ciúme, os fariseus e alguns líderes das sinagogas incomodavam-se que Jesus recebesse o povo para curá-los (Lc 14.1-6). Estando Jesus na casa de um dos principais deles, Ele lhes lançou a questão: “É lícito curar no sábado?”. Então curou o hidrópico e o despediu, para a seguir dizer: “Qual será de vós o que, caindo-lhe em um poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?”. O ensino de Jesus é simples: se valorizamos os animais a ponto de salvá-lo de um poço, por que não salvar das enfermidades um ser humano?

 

1.2. O valor da humildade e bondade desinteressada A convivência social exige cuidado e sabedoria de todos, para que o momento seja o mais agradável possível (Lc 14.7-14). Jesus permaneceu na casa de certo líder fariseu para comer pão e reparou a maneira como os que chegavam primeiro escolhiam os melhores lugares. Diante disso, aproveitou para lhes falar sobre a importância da humildade, ensinando o critério correto de se escolher um lugar (Lc 14.11). E, ainda, quando alguém for generoso e oferecer uma refeição, não deve fazê-lo somente àqueles que podem retribuir também com um convite ou pensando na recompensa, mas deve ter em mente o bem que está fazendo ao próximo, independente do mesmo poder ou não retribuir.

 

1.3. O valor dos pobres e marginalizados O valor dos pobres e marginalizados é demonstrado na parábola da grande ceia (Lc 14.15-24). Para Deus, todas as almas têm igual valor e, portanto, recebem o convite para a grande ceia que Ele preparou, mas a eles cabe decidir se acolherão o convite ou não. Ora, aquele senhor convidou os seus amigos, mas cada qual enviou um pedido de desculpas, seguido de uma explicação. Eis diante de nós uma advertência quanto a colocar o coração nas aquisições passageiras antes do Reino de Deus.

 

  1. PARA SER UM DISCÍPULO DE CRISTO Os publicanos, meretrizes, beberrões, etc., considerados “pobres e marginalizados”, eram os que entravam no Reino de Deus, adiante dos que se consideravam justos e bons. Mas todos têm um preço a pagar.

 

2.1. O preço da renúncia Uma grande multidão seguia a Jesus. Porém Ele não omitiu à multidão as condições para ser Seu discípulo (Lc 14.25-35). Os que formavam a multidão gostavam de estar com Ele, de ouvir a Sua Palavra e presenciar os Seus sinais, porém não havia compromisso e nem renúncia. Não é isso que tem acontecido em nossos dias, quando muitos vêm aos nossos templos? Infelizmente, não têm compromisso e nem renúncia. Observe que o apelo do Mestre é ao indivíduo: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26). O preço é renúncia total.

 

2.2. O cálculo necessário do discipulado Após exigir lealdade acima dos laços familiares e consanguíneos, o Senhor Jesus aprofunda o tema, exigindo de Seus discípulos segui-lo tomando a sua cruz (Lc 14.27-33). A seguir, Jesus conta a parábola do construtor da torre e do rei que se preparava para a guerra. Essas palavras, exclusivas do evangelho de Lucas, exigem que o indivíduo calcule o preço empregado no seguir a Jesus Cristo. A vida cristã deve ser vista como uma grande torre a ser edificada, ou como uma guerra a ser batalhada, ou seja, antes de tais compromissos se deve calcular as despesas do início ao fim. Jesus não quer discípulos precipitados, que voltem atrás.

 

2.3. O discípulo como sal da terra O discípulo que se propõe seguir a Jesus Cristo não deve capitular, pois seria como o sal que perde o sabor (Lc 14.34-35). Nesta vida, o Senhor Jesus não prometeu facilidades, mas a satisfação da vida cristã está à altura da renúncia paga pela lealdade a Ele. A alegria, a honra e o privilégio de trabalhar como edificadores ou soldados do Reino de Deus são coisas indizíveis que temperam este mundo. Porém, se alguém, diante de tão grande nuvem de testemunhas, se rende ao espírito deste mundo, torna-se como um sal insípido, inútil a ser descartado. Precisamos entender isso para que possamos salgar a nossa nação.

 

  1. O VALOR DOS PERDIDOS A narrativa do sal insípido parece encerrar a questão sobre os que voltam atrás, mas não encerra. O sal que se tornou insípido refere-se a indivíduos que se perderam em meio às lutas e dificuldades. Contudo, a retomada do assunto, sob o prisma da busca de Deus pelos perdidos, aconteceu por causa do criticismo dos escribas e fariseus (Lc 15.1-2).

 

3.1. A ovelha perdida Quando os escribas e fariseus viram que todos os “desqualificados” publicanos e demais pecadores vinham para ouvir Jesus, murmuraram de inveja: “Este recebe pecadores e come com eles” (Lc 15.2). Então, Jesus aproveitou a ocasião para ensinar o valor do indivíduo diante de Deus (Lc 15.3-7). O homem é comparado a uma ovelha que se desgarrou no deserto da vida, mas Deus, como um solícito pastor, guardou as noventa e nove e foi atrás da perdida até a achar, para, em seguida, fazer festa. Assim é o agir de Deus para com os perdidos do Seu rebanho.

 

3.2. A dracma perdida A dracma era uma moeda equivalente em valor ao denário romano, que é o valor da jornada de um dia de trabalho. T. W. Manson comenta que “(…) dez dracmas sugere as economias de uma mulher pobre, e não somente o dinheiro para as despesas da casa.” (Lc 15.8-10). Mesmo assim, as mulheres daquela época costumavam usar tais moedas de prata cunhada como ornamento em seus cabelos. Certo é que a moeda foi perdida e numa casa escura (considerando que as casas dos pobres na Palestina não eram bem iluminadas). Esta parábola refere-se à ação de Deus em buscar os pecadores perdidos.

 

3.3. O filho pródigo Há coisa mais trágica do que perder um filho para as aventuras descabidas desta vida? Isso, porém, é algo que acontece em todos os tempos, um filho que sai de casa e desperdiça toda a sua vida desregradamente (Lc 15.11-32). O filho pródigo, depois de desperdiçar tudo quanto tem, sentindo fome, lembra-se da fartura da casa do pai e se arrepende de sua tolice. Retorna e é carinhosamente recebido pelo pai, figura do Pai Celestial, que acolhe amavelmente todos os pecadores que se arrependem. Infelizmente, o irmão mais velho sente ciúmes por causa da maneira como o irmão foi recebido, simbolizando os escribas e fariseus. Note que as três parábolas do capítulo 15 terminam de modo alegre e festivo: “alegrai-vos comigo” (Lc 15.6, 9, 23-24, 32).

 

CONCLUSÃO Em ambos os capítulos do evangelho de Lucas estudados na presente lição, 14 e 15, encontramos a ênfase do ministério de Jesus quanto ao ensino, preparando os Seus discípulos para dar prosseguimento à missão, bem como na valorização do ser humano mesmo caído, rejeitado, marginalizado, perdido. São dois temas que bem caracterizam este evangelho.

 

QUESTIONÁRIO 1. Por que os fariseus e alguns líderes das sinagogas estavam incomodados?

  1. O que a convivência social exige?
  2. O que é demonstrado na parábola da grande ceia?
  3. A que se refere a parábola da dracma perdida?
  4. Como as três parábolas do capítulo 15 terminam?