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LIÇÕES ADULTOS LIVRO 1 E 2 SAMUEL 4 TRIM-2019
LIÇÕES ADULTOS LIVRO 1 E 2 SAMUEL 4 TRIM-2019

                                            

 

 

Lição 1 - Conhecendo os Dois Livros de Samuel

 

4° trimestre de 2019 6 de Outubro de 2019.

 

TEXTO ÁUREO

"E disse ela: Ache a tua serva graça em teus olhos. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste." (1Sm 1.18)

VERDADE PRÁTICA

Nos livros de Samuel, aprendemos a servir, a adorar e a amar a Deus de todo o coração, apesar das circunstâncias adversas.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - 2 Tm 3.16: A Bíblia, por ser inspirada por Deus, fala-nos à alma

Terça - Gn 18.12: Deus abençoa homens e mulheres imperfeitos

Quarta -1 Sm 13: Sempre há bênçãos para quem vai à Casa de Deus

Quinta - Rm 12.19: Não reajamos às provocações

Sexta - 1 Sm 2.12-18: Mantenhamos a fidelidade a Deus, apesar da apostasia reinante

Sábado - Dt 28.1,2: A obediência a Deus é a chave para o verdadeiro sucesso

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 1.1-8

 

1 - Houve um homem de Ramataim-Zo-fim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho deZufe, efrateu.

2        - E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o nome da outra, Penina; Penina tinha filhos, porém Ana não tinha filhos.

3        - Subia, pois, este homem da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló; e estavam ali os sacerdotes em Siló; e estavam ali os sacerdotes do SENHOR, Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli.

 

4        - E sucedeu que, no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções do sacrifício a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas

5 -     Porém a Ana dava uma parte excelente, porquanto ele amava Ana; porém o SENHOR lhe tinha cerrado a madre.

6        - E a sua competidora excessivamente a irritava para a embravecer, porquanto o SENHOR lhe tinha cerrado a madre.

7        - E assim o fazia ele de ano em ano; quando ela subia à Casa do SENHOR, assim a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.

8 -     Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?

 

HINOS SUGERIDOS: 36, 44, 51 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

Expor a introdução aos livros de Samuel.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo i refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I - Apresentar o contexto histórico de 1 e 2 Samuel;

II - Pontuar a autoria e data de 1 e 2 Samuel;

III - Explicar a teologia dos livros de Samuel;

IV - Apontar Samuel como o divisor de águas em Israel.

 

  • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Estamos próximo de mais um encerramento do ano. Mais um trimestre se inicia. Como se encontra a sua classe? Como se encontro o seu planejamento? Revejo-o, estude mais e se prepare sempre, pois você está fazendo uma grande obro para Deus.

 

Neste trimestre estudaremos dois importantes livros do Antigo Testamento: 1 e 2 Samuel. Estes livros nos revelam a formação da nação de Israel e como Deus usou homens para falar ao coração do povo.

 

Fale a respeito do comentarista do trimestre. É o pastor Osiel Gomes - escritor, conferencista, bacharel em Teologia, Direito e graduado em Filosofia; líder da AD em Tirirical, São Luís - MA.

 

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos os livros históricos de 1 e 2 Samuel. Veremos que eles mostram como Deus escolhia homens para reinar sobre Israel. A partir de seus personagens principais - Samuel, Saul e Davi-, perceberemos que os líderes do passado não eram infalíveis.

 

PONTO CENTRAL

Deus levanta pessoas para cumprir o seu propósito.

 

 

 

I – CONTEXTO HISTÓRICO DE 1 E 2 SAMUEL

 

  1. A originalidade de Samuel.

Originalmente, os livros de 1 e 2 Samuel formavam uma só obra, assim como 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas. Os livros de 1 e 2 Samuel formam uma narrativa que trata da história de Israel, a partir de sua entrada em Canaã (XII a.C.) até ao cativeiro na Babilônia (587-586 a.C.). Eles não são apenas registros de fatos e de pessoas do passado, mas são a Palavra de Deus indispensável ao nosso ensino, edificação e consolação (2 Tm 3.16).

 

  1. Os personagens principais do livro.

Há vários personagens importantes nesses livros, mas dentre eles, três se destacam: Samuel, o profeta; Saul, o primeiro rei de Israel; e Davi, o homem segundo o coração de Deus. A partir desses homens, os livros de Samuel, como os demais da Bíblia, evidenciam o cuidado especial de Deus, bem como suas disciplinas, justiça e misericórdia, a fim de polir a vida dos reis e do povo hebreu, conforme seus propósitos (Tt 2.14; Hb 12.10).

 

  1. O propósito de 1 e 2 Samuel.

O propósito de 1 e 2 Samuel é relatar a história do reinado de Israel, partindo do estado de anarquia'' para a monarquia teocrática (Jz 21.25; cf. 1 Sm 10.1). Uma das lições mais preciosas que esses livros nos ensinam é que o "obedecer é melhor do que o sacrificar" (1 Sm 15.22).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Samuel, Saul e Davi são os principais personagens do livro que apontam para a transição da anarquia de Israel, nos tempos dos juízes, para a monarquia.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO -TEOLÓGICO

"Os dois livros de Samuel são os primeiros dos seis livros duplos* que originalmente não estavam divididos e que perfaziam um total de três: Samuel, Reis e Crônicas. Samuel e Reis são encontrados no cânon hebraico ao lado de Josué e Juízes em uma seção conhecida como 'Os Profetas Anteriores*. Juntos, estes livros contêm o registro histórico iniciado por Josué e a travessia do Jordão e estendem-se até o período do exílio babilônico" (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.175).

 

II - AUTORIA E DATA

 

 

 

  1. Título e autor.

O nome de Samuel significa "nome de Deus" e o título dos livros que levam o seu nome revela uma figura protagonista para contar a história do povo de Deus. Segundo alguns estudiosos do Antigo Testamento, e do aspecto externo dos livros, as duas obras são anônimas, assim como os outros livros históricos. Entretanto, de acordo com os capítulos 1 ao 24 de 1 Samuel, o filho de Ana pode ser apontado como autor, e os demais capítulos, atribuídos aos profetas Natã e Gade. Esse fato é possível, pois de acordo com o aspecto interno dos livros históricos, os autores sagrados quase sempre eram testemunhas oculares dos eventos que se sucediam (1 Cr 29.29).

 

  1. A data dos livros.

Os estudiosos apresentam as datas entre 1.100 e 970 a.C. Essa data marca os acontecimentos históricos desde o nascimento de Samuel ao término do reinado de Davi. Assim, crê-se que Samuel nasceu em aproximadamente 1.100 a.C., e começou a exercer a função de líder provavelmente no ano 1.070, depois de cinco anos que o sacerdote Eli havia morrido. Os especialistas do Antigo Testamento afirmam que o reinado de Davi foi entre 1.010 e 970 a.C., assim, podemos avaliar que o período geral dos livros de 1 e 2 Samuel é de aproximadamente 130 anos.

 

  1. A situação espiritual.

Samuel cresceu em Siló. Nesse lugar praticavam-se os mais degradantes pecados pelos filhos do sacerdote Eli. A idolatria e a imoralidade eram os pecados dominantes na nação (1 Sm 7.3). Em Israel, o sacerdote do povo era Eli, mas ele se deixou levar pelos filhos, honrando-os mais que ao Senhor Deus. Ele não lhes aplicou a disciplina necessária, mesmo sabendo de todos os atos pecaminosos de seus filhos (1 Sm 2.29). Esse quadro desolador gerou consequências espirituais irreparáveis ao povo de Israel: religiosidade aparente, espiritualidade superficial e um sacerdócio descomprometido com Deus (1 Sm 2.22,23).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Em Israel, idolatria e a imoralidade eram os pecados dominantes no povo

 

DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

Reproduza o esquema abaixo a fim de apresentar os dois livros de Samuel.

1 SAMUEL

2     SAMUEL

I - O Ministério de Samuel (1 Sm 1,1-8.22);

 II - Saul tornou-se rei (1 Sm 9.1- 15.35);

 III - Saul e Davi (1 Sm 16.1-31.13).

 I - O Reino de Davi (2 Sm 1.1 20.26);

II - Um apêndice (2 Sm 21.1-24.25).

 

III - A TEOLOGIA NOS LIVROS DE SAMUEL

 

  1. Profecias cumpridas.

Eruditos concordam que há ensinos robustos na estrutura textual dos livros de 1 e 2 Samuel. Por exemplo, profecias cumpridas na história e mudanças que ocorreram na estrutura social da nação estão patentes em 1 Samuel 7 e 12, e 2 Samuel 17.

 

  1. Em busca de um rei.

Samuel era um líder preocupado com o crescimento espiritual da nação. Por isso ele está presente no momento em que o povo israelita pede para si um rei. Como homem de Deus, Samuel declara sua sinceridade, transparência e retidão no exercício sacerdotal (1 Sm 12.1-5). Assim, ele pediu que o povo considerasse o que o Altíssimo havia feito por eles, mesmo diante do ato de rebelião contra Deus (1 Sm 12.24).

 

  1. Os alicerces da dinastia davídica.

 No capítulo 7 de 2 Samuel há o estabelecimento profético da dinastia de Davi. Ela surge pela ordem do Senhor. A Bíblia mostra que não obedecer a vontade de Deus levou muitos reis a tornarem-se escravos deportados e, depois, assassinados, como aconteceu com Joaquim e Zedequias (2 Rs 24.12; Jr 39.7). Assim, a quebra da aliança no período monárquico trouxe graves consequências para o povo de Deus: o templo foi destruído, assim como as muralhas da cidade, e os israelitas foram humilhados em terras estranhas.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Deus é quem dá ordem ao rei, ao povo, ao profeta; é quem exalta, escolhe e abate, pois Ele é soberano.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A linha teológica que traspassa Samuel e Reis é a escolha divina de um líder para representá-Lo, enquanto o Senhor implementa os concertos com Israel. Essa nação existia na terra por causa do concerto incondicional que Deus fez com Abraão. O Senhor implementou o concerto abraâmico quando Ele resgatou o seu povo do Egito e fez deles uma nação. Mas as bênçãos da terra eram condicionais. A bênção de Deus era dada por obediência, como declaradamente em Deuteronômio" (Roy B. Zuck (Ed). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.135).

 

IV - SAMUEL: O DIVISOR DE ÁGUAS

  1. Um momento de crise espiritual.

Samuel aparece no cenário bíblico veterotestamentário num momento de uma grande crise espiritual. O trabalho desse servo do Senhor não seria fácil, pois ele desempenharia um papel fundamental na transição do período dos juízes para a monarquia. Assim, ele orientou o povo para promover a construção de uma unidade nacional e espiritual. 0 profeta, juiz e sacerdote Samuel foi o homem a quem Deus escolheu para falar, julgar e representar a nação de Israel, o povo escolhido por Deus (Lv 20.24,26).

 

  1. O líder Samuel.

Samuel fechou o ciclo dos juízes. Ele contribuiu grandemente para a nação de Israel ao estabelecer os alicerces do ofício profético, preservar o sacerdócio e estruturar a base espiritual do sistema monárquico (1 Sm 3.15-21; 2.18; 8.10-22). Posteriormente, profetas mais novos herdariam o modelo espiritual deixado por Samuel, bem como todo um conjunto de conselhos para a casa real de Israel.

Com Samuel, aprendemos que a chave para alcançar estabilidade e prosperidade no ministério é confiar em Deus e depender de seu favor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO IV

Um momento de crise marcou o surgimento do profeta de Samuel em Israel.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Um dos maiores líderes de Israel (2 Cr 35.18; Sl 99.6; Jr 15.1; At 3.24; Hb 11.32). Samuel veio a Israel em uma das horas mais sombrias da nação. Os filisteus, que por um longo período haviam intimidado os israelitas, estavam ameaçando tragá-los. Mas Ana, a esposa de Elcana, de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, estava mais preocupada com o fato de não ter filhos. Enquanto adorava no Tabernáculo em Siló, ela rogava que o Senhor lhe desse um filho, o qual ela ofereceria para ser um nazireu de Deus (Nm 6) por toda sua vida. Este filho foi Samuel, aquele que ungiu reis, o último dos juízes, e o primeiro dos profetas depois de Moisés" (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1753).

 

CONCLUSÃO

Os livros de 1 e 2 Samuel apresentam a narrativa histórica da transição do período dos juízes para a monarquia dinástica. As muitas histórias apresentadas nesses livros revelam os erros e os acertos de líderes humanos, mas, ao mesmo tempo, revela o quanto Deus trabalha pelo seu povo.

 

PARA REFLETIR

A respeito de "Conhecendo os dois Livros de Samuel" responda:

 

  • Quando aconteceu a divisão entre os livros de 1 e 2 Samuel?

 

A divisão desses dois livros aconteceu quando da tradução do hebraico para o grego, conhecida por Septuaginta.

 

  • Quais são os personagens principais do livro?

 

Há vários personagens importantes nesses livros, mas dentre eles, três se destacam: Samuel, o profeta; Saul, o primeiro rei de Israel; Davi, o homem segundo o coração de Deus.

 

  • Qual o propósito de 1 e 2 Samuel?

 

0 propósito de 1 e 2 Samuel é relatar a história do reinado de Israel, partindo do estado de anarquia para a monarquia teocrática (Jz 21.25; cf. 1 Sm 10.1).

 

  • Quem é o autor de 1 e 2 Samuel?

 

Segundo os estudiosos do Antigo Testamento, e do aspecto externo dos livros, as duas obras são anônimas, assim como os outros livros históricos. Entretanto, de acordo com os capítulos 1 ao 24 de 1 Samuel, o filho de Ana pode ser apontado como autor, e os demais capítulos, atribuídos aos profetas Natã e Gade.

 

  • O que há em 2 Samuel 7, ordenado pelo Senhor?

 

No capítulo 7 de 2 Samuel há o estabelecimento profético da dinastia de Davi. Ela surge pela ordem do Senhor.

 

 

Lição 2: O Nascimento de um Líder Profético em Israel

 

do 4° trimestre 2019  13 de Outubro de 2019.

 

TEXTO ÁUREO

“E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Samuel, porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.” (1 Sm 1.20)

VERDADE PRÁTICA

O surgimento de pessoas vocacionadas, como Samuel, pode ser o resultado da oração, consagração e ensino dos pais no lar.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 7.7: Devemos perseverar em oração

Terça – Rm 12.1: Devemos oferecer sacrifício vivo a Deus

Quarta – 1 Pe 3.7: O marido deve conviver com entendimento com sua esposa

Quinta – Sl 50.14: Devemos cumprir os votos que fazemos a Deus

Sexta – Sl 103.1-3: Agradeçamos a Deus por tudo o que Ele nos dá

Sábado – Sl 127.3: Os filhos são herança do Senhor

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 1.20-28

 

20 - E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Samuel, porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR.

21-E subiu aquele homem Elcana, com toda a sua casa, a sacrificar ao SENHOR o sacrifício anual e a cumprir o seu voto.

22-Porém Ana não subiu, mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então, o levarei, para que apareça perante o SENHOR e lá fique para sempre.

23-E Elcana, seu marido, lhe disse: Faze o que bem te parecer a teus olhos; fica até que o desmames; tão-somente confirme o SENHOR a sua palavra. Assim, ficou a mulher e deu leite a seu filho, até que o desmamou.

24-E, havendo-o desmamado, o levou consigo, com três bezerros e um efa de farinha e um odre de vinho, e o trouxe à Casa do SENHOR, a Siló. E era o menino ainda muito criança.

25-E degolaram um bezerro e assim trouxeram o menino a Eli.

26-E disse ela: Ah! Meu senhor, viva a tua alma, meu senhor; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao SENHOR.

27-Por este menino orava eu; e o SENHOR me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido.

28-Pelo que também ao SENHOR eu o entreguei, por todos os dias que viver; pois ao SENHOR foi pedido. E ele adorou ali ao SENHOR.

 

OBJETIVO GERAL

Exortar que a família pode ser o ambiente propício para que Deus levante pessoas para sua obra.

 

HINOS SUGERIDOS: 60, 79, 96 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I - Elucidar o ambiente familiar de Samuel;

II- Esclarecer que Samuel foi fruto de oração;

III- Expor a dedicação de Samuel.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Deus levanta pessoas para o ministério. Ele vocaciona os que serão usados por Ele para fazer uma grande obra. Entretanto, uma obra desse porte requer também zelo da família que ensina o menino, ou a menina, no caminho do Senhor. É preciso que a criança cresça num ambiente em que a prática de oração é um hábito, que haja consagração sincera a Deus e ensino da Palavra no lar. Assim, ao longo dos tempos, Deus vai moldando o coração do infante para que ame as coisas dEle. Uma família que serve a Deus de todo o coração é um ambiente propício para o Pai levantar pessoas para a sua obra.

 

INTRODUÇÃO

 

Antes de aparecer no cenário de Israel, Samuel já era consagrado diretamente ao Senhor (1 Sm 1.11). Nesta lição, veremos que esse homem tinha tudo a seu favor para ser o que foi. Primeiramente, ele foi fruto de oração de sua mãe. Em seguida, passou toda a sua juventude sob a mentoria do sacerdote Eli, morando no Santuário Central. Veremos que Samuel era constante na Casa do Senhor e, por isso, foi grandemente abençoado. O nosso objetivo é que, a partir desta lição, você e o seu lar sejam grandemente abençoados. Vale a pena criar os filhos no temor do Senhor; que eles não se afastem da Casa de Deus!

 

PONTO CENTRAL

Deus chama pessoas no ambiente familiar.

 

I – O AMBIENTE FAMILIAR DE SAMUEL

  1. Onde Samuel nasceu?

No capítulo um de 1 Samuel, vemos que o lar onde ele nasceu não era perfeito. Estudiosos dos costumes bíblicos afirmam que nas famílias dos homens de Deus do passado havia os mesmos problemas de hoje: conflitos e maus tratos. Poligamia, rivalidade entre irmãos e oposição entre pais e filhos também estavam presentes nas famílias daquela época. Tais fatos, porém, não anularam o projeto de Deus para a família de Samuel.

 

A Bíblia diz que Elcana, pai do jovem juiz, sacerdote e profeta, era levita da família de Coate (1 Cr 6.22-28), um homem de elevada posição social e chefe da família de Zofim, que deu origem ao nome da aldeia, Ramataim de Zofim, que significa altitude ou elevação dupla, isso por causa de Ramá (elevação). Foi em Ramá que Samuel nasceu, viveu e morreu (1 Sm 1.19; 7.17; 25.1). Assim como seu pai Elcana, Samuel também era levita e vivia no território da Tribo de Efraim (1 Sm 1.1).

 

  1. A bigamia presente.

O autor do livro de Samuel pontua que Elcana tinha duas mulheres, uma prática que feria o princípio bíblico, posto que esse nunca foi o ideal de Deus para a família (Gn 2.24; Mt 19.5,6); embora fosse tolerado pela lei (Dt 21.15-17) – alguns homens na Bíblia foram polígamos, mas tiveram consequências gravíssimas: Abraão, Jacó, Gideão, Davi, Salomão. A prática comprometedora de Elcana trouxe problema para si e para a sua mulher, Ana, a quem amava, pois Penina provocava sua rival, visto que ela tinha filhos, mas Ana, não. Crê-se que o casamento de Elcana com Penina se dera por causa da esterilidade de Ana.

Por vezes nossos lares se tornam conflituosos devido à falta de prudência e sabedoria de um dos cônjuges. Por isso, é imperioso que o esposo e a esposa saibam proceder com verdade e sinceridade, relacionando-se um com o outro em amor (Ef 4.2) e pedindo sabedoria do alto para a solução de conflitos (Tg 1.5).

 

  1. Uma família piedosa.

Apesar de todas as querelas presentes na família de Samuel, há um destaque especial para o seu lado piedoso: de ano em ano subiam todos à Casa do Senhor para O adorar. Siló* era o centro religioso da nação, que distava de Betel 18 quilômetros ao norte. Essa família subia para prestar culto ao Senhor dos exércitos.

 

Apesar das dificuldades, pais e filhos não devem deixar de ir à casa de Deus, pois ali, Deus fala conosco! No tocante à piedade, Paulo diz que ela é proveitosa para tudo (1 Tm 4.8). A palavra “piedade”, do grego eusebeia, remete à reverência, respeito, temor e fidelidade a Deus. Assim, se no lar existe a verdadeira piedade, não haverá desrespeito aos pais nem abandono dos filhos em sua velhice (1 Tm 5.4).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O lar que Samuel nasceu não era perfeito, entretanto, sua família era piedosa.

Ao iniciar a aula faça a seguinte pergunta: “Qual é o significado do nome de Samuel?” A partir da resposta à pergunta, você pode introduzir a explicação sobre a família em que Samuel nasceu. Use este trecho para lhe auxiliar na resposta e no desenvolvimento do tópico: “Quando a criança nasceu, Ana chamou o seu nome Samuel (20; Shemuel em 1 Cr 6.33), que literalmente significa ‘nome de Deus’ ou ‘um nome piedoso’. Como recebera a criança em resposta a sua oração, Ana procurou por um nome e um caráter divinos. Os nomes do Antigo Testamento compostos por ‘el’ são derivados de Elohim ou El, os termos hebraicos genéricos para Deus” (Comentário Bíblico Beacon:2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.181).

 

  1. SAMUEL: FRUTO DE ORAÇÃO

 

  1. A humildade de Ana.

Descrita no primeiro capítulo como uma mulher forte, firme, decidida, apesar de toda provocação de Penina, Ana se mostrou humilde. Penina, sua rival, fazia de tudo para que Ana se irasse (1 Sm 1.6), perdesse o controle, mas o que esta fazia era subir à Casa de Deus (1 Sm 1.9,10).

 

Uma mulher cristã, espiritual, sempre busca sabedoria para proceder com prudência, como mulher piedosa (Pv 31.30). Ela evita responder aos ataques de outras, mas dirigi-se à pessoa certa, derramando o seu coração diante de Deus (1 Sm 1.12,13).

 

  1. Ana e sua amargura de alma.

Toda a situação na qual vivia fez com que sua alma tivesse grande amargura. Aqui, a palavra é a mesma que aparece em Êxodo 15.23 e Rute 1.20. No caso de Ana, pode ser entendida como desapontamento, frustração. No santuário, ela orava ao Senhor apenas com os lábios, o que não era comum para os hebreus. Esse ato incomum fez Eli pensar que ela estivesse embriagada. Mas com reverência, ela explicou sua dor, de modo que o sacerdote lhe respondeu: “Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste” (1 Sm 1.17). Assim, aprendemos que as nossas amarguras e ansiedades devem ser colocadas perante o soberano Senhor. Ele sabe como tratar conosco (1 Pe 5.7).

  1. O pedido de Ana.

Ana pediu um filho para Deus. Nesse pedido ela fez um voto, mencionando duas promessas: primeira, se o pedido fosse atendido, ela dedicaria o seu filho como levita para sempre (1 Sm 1.22) – note que o ministério de levita durava até 50 anos (Nm 4.3); segunda, ele seria um nazireu de Deus (1 Sm 1.11) – observe que o nazireado tinha um tempo determinado também (Nm 6.2-5). Deus ouviu o pedido de Ana e agiu em seu favor; a expressão “lembrou-se dela” aponta para o socorro divino. Como é maravilhoso entregar tudo a Deus, levar-lhe nossas causas, pois Seu agir é certo! Deus ainda intervém!

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

No ambiente de oração e súplica de Ana, que revelara a angústia de sua alma, se encontra o nascimento de Samuel.

 

SUBSÍDIO BIBLICO-TEOLÓGICO

 

“Ana não acompanhou a família até Siló para a festa anual depois do nascimento de Samuel, até que seu filho crescesse o suficiente para ser desmamado (22), o que geralmente acontecia entre os dois e três anos de idade. Fica claro que Elcana foi informado sobre o voto que Ana fizera em relação ao seu filho desejado e que ele consentiu plenamente com o desejo de sua esposa. O significado de um sacrifício pessoal, tanto para ele como para Ana, é visto na atitude de Jacó para com José, o primeiro filho de sua esposa favorita, Raquel (Gn 37.1-4). No versículo 21, em vez de sacrifício anual e a cumprir o seu voto, a Septuaginta traz ‘pagar seus votos e todos os dízimos de sua terra’” (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.181).

 

III. A DEDICAÇÃO DE SAMUEL

 

  1. O nascimento de Samuel.

O versículo 20 diz que, passado algum tempo, Ana concebeu, teve um filho, e o nomeou de Samuel, que pode significar “ouvido de Deus” (do heb. Shemu´á-el) ou “seu nome é poderoso” (do heb. Shemu-´el). Atente para o sufixo el, tanto no caso de Shemu´á-el quanto no de Shemu-´el. A ênfase aqui recai para um nome poderoso, ou seja, ao poder do Eterno, que deve ser adorado para sempre. Isso mostra que Samuel cresceu, fortaleceu-se e confiou no Deus Todo-Poderoso, como indica o seu próprio nome.

 

  1. O cumprimento do voto.

A partir do versículo 21, nota-se que Elcana, marido de Ana, subiu à casa de Deus para, juntamente com toda a sua casa (com a exceção de Ana, que só subiria após desmamar o menino) apresentar sacrifícios anuais e cumprir o seu voto. Pelo texto da Septuaginta, Elcana cumpriu seus votos e também entregou os dízimos do produto da terra (Dt 12.26,27). Esse procedimento consistia em entregar os dízimos do produto da terra, conforme se esperava que todo levita fizesse (Nm 18.26; Ne 10.38).

 

Após ser desmamado, aproximadamente três anos mais tarde, Samuel foi levado por seus pais à Casa de Deus, e entregue ao sacerdote Eli como cumprimento do voto feito por sua mãe. Assim, o casal cumpriu conforme o prometido: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo” (Ec 5.4a).

 

  1. Dedicação de Samuel.

Ana lembrou a Eli de que esteve perante a sua presença, orando ao Senhor para que “se lembrasse dela”. Assim, Ana dedicou Samuel a Eli para o serviço no templo, devolvendo-o para o Deus Todo-Poderoso. Era uma dedicação irrevogável.

 

Como é bom quando os pais se dedicam as coisas de Deus e, consequentemente, mostram aos seus filhos, na prática, uma vida de devoção sincera. Ao chegarem ao templo, em reverência, oram a Deus; em casa, fazem o culto doméstico; primam por viver o Evangelho de Jesus Cristo. Os filhos que crescem, vendo tal dedicação sincera, naturalmente, são estimulados a temerem a Deus e a amá-lo de todo o coração. Mostremos, portanto, reverência, humildade e honra ao Senhor nosso Deus!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Ana cumpriu seu voto, dedicando Samuel a Deus.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Voto. Essa palavra tem três diferentes usos gramaticais, isto é, pode ser um verbo transitivo, um verbo intransitivo ou um advérbio. Elas expressam a ideia de uma promessa verbal feita – geralmente, mas não exclusivamente – a Deus.

 

No AT foram usadas três palavras hebraicas. Uma delas é o verbo nadar, e outra é o substantivo neder, derivado desse verbo. A terceira é ‘issar, com um sentido negativo – um voto de abstinência. O substantivo do NT, usado apenas duas vezes, é o termo grego euche, que é traduzido como ‘um voto’.

Os votos do AT parecem adotar três formas básicas: do tipo de barganha, atos de abnegada devoção, e aqueles que têm como finalidade a abstenção” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.2027).

 

CONCLUSÃO

 

Com esta lição, somos estimulados a apresentar a Deus as nossas petições. Uma vez abençoados, voltarmos à sua Casa, conforme o exemplo de Ana, para agradecê-lo pelas orações respondidas. Nesse sentido, nossa vida deve ser um testemunho aberto aos nossos filhos acerca da dedicação, reverência e humildade ao Deus Todo-Poderoso. Ana teve dois privilégios: ter um filho e, além disso, vê-lo ungido por Deus para o ministério. Por intermédio de sua família, Deus pode levantar novos vocacionados.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “O Nascimento de um Líder Profético em Israel”, responda:

 

  1. O que de especial podemos destacar na família de Samuel?

Apesar de todas as querelas presentes na família de Samuel, há um destaque especial para o seu lado piedoso: de ano em ano subiam todos à casa do Senhor para O adorar.

 

  1. Como a palavra amargura pode ser entendida no caso de Ana?

No caso de Ana, pode ser entendida como desapontamento, frustração.

 

  1. Qual voto Ana fez a Deus?

Ana fez um voto mencionando duas promessas: primeira, se o pedido fosse atendido, ela dedicaria o seu filho como levita para sempre (1 Sm 1.22; segunda, ele seria um nazireu de Deus (1 Sm 1.11).

 

  1. O que diz o versículo 20 do capítulo um de 1 Samuel?

O versículo 20 diz que, passado algum tempo, Ana concebeu, teve um filho e o nomeou de Samuel.

 

  1. O que Ana lembrou a Eli?

Ana lembrou a Eli que esteve perante a sua presença anos passados, orando ao Senhor para que “se lembrasse dela”.

 

 

Lição 3: A Chamada Profética de Samuel

 

4° trimestre de 2019 20 de Outubro de 2019.

 

TEXTO ÁUREO

“Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.” (1 Sm 3.10)

VERDADE PRÁTICA

A verdadeira chamada divina capacita o crente fiel a ser um porta-voz autêntico da Palavra de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Jr 23.28: Valorizando a mensagem profética da Palavra

Terça – Jr 23.26: O profeta de Deus não fala coisas do seu coração

Quarta – Hb 4.12: A importância de sermos porta-vozes da Palavra escrita

Quinta – 1 Co 14.33: A verdadeira profecia não traz confusão

Sexta – Mt 11.29: Devemos aprender aos pés do Mestre Jesus

Sábado – Ef 4.11: Valorizando o ministério estabelecido por Deus na Igreja

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 3.1-10

1- E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Eli. E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta.

2- E sucedeu, naquele dia, que, estando Eli deitado no seu lugar (e os seus olhos se começavam já a escurecer, que não podia ver)

3- e estando também Samuel já dei- tado, antes que a lâmpada de Deus se apagasse no templo do SENHOR, em que estava a arca de Deus,

4- o SENHOR chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui.

5- E correu a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou.

6- E o SENHOR tornou a chamar outra vez a Samuel. Samuel se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, filho meu, torna a deitar-te.

7- Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR.

8- O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então, entendeu Eli que o SENHOR chamava o jovem.

9- Pelo que Eli disse a Samuel: Vai-te deitar, e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve. Então, Samuel foi e se deitou no seu lugar.

10- Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar que Deus levanta profetas para a sua Igreja.

HINOS SUGERIDOS: 75, 122, 127 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I - Definir o Profetismo em Israel;

II - Explicar o desenvolvimento do Ministério de Samuel;

III - Analisar o ministério profético na Atualidade.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

O Ministério Profético foi dado por Deus à Igreja. A lição de hoje diz respeito ao ministério profético de Samuel e o quanto ele foi separado para essa grande obra. Ao longo das Escrituras, Deus levantou homens e mulheres para que fossem portadores diretos da mensagem de Deus ao seu povo. Ao estudar esta lição, que o Espírito Santo nos desperte acerca da necessidade dos dons sobrenaturais para a sua igreja, e mais especificamente, o de profecia. Nosso Deus continua a falar ao seu povo por meio deste maravilhoso dom.

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, veremos que o ministério profético do Antigo Testamento não se caracterizava pela adivinhação nem pela mera predição do futuro, mas tinha como principal objetivo levar a todos a ter um firme compromisso com Deus. Sua essência é anunciar a totalidade da mensagem divina. Por isso, Jeremias foi bem categórico: “O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade [...] − diz o SENHOR” (Jr 23.28).

 

PONTO CENTRAL

Deus levanta verdadeiros profetas que falem sobrenaturalmente às pessoas.

 

I – DEFININDO O “PROFETA” EM ISRAEL

 

  1. A menção de “profeta” no livro.

A primeira menção feita a um “profeta” no livro está registrada em 1 Samuel 2.27-36. Aqui, vemos que o profeta era caracterizado como homem de Deus, título que lhe trazia grande responsabilidade. O profeta não é um adivinhador, mas o porta-voz de Deus. Ali, Samuel se dirigiu à casa de Eli, dizendo que este seria substituído por um sacerdote fiel − Zadoque. Esse acontecimento antecipava como seria o ministério de Samuel, o profeta do Senhor por excelência.

 

  1. Definição de profeta.

De modo geral, a palavra do hebraico para profeta é nabî. Etimologicamente, a definição é incerta, porém, diversos significados lhe são atribuídos, entre os quais, “chamado por Deus” e “orador”. Entretanto, a maioria dos estudiosos trata a palavra “profeta” com o sentido de porta-voz divino. Nesse aspecto, o profeta seria mensageiro de Deus, cuja missão era levar o povo a obedecer à vontade do Todo-Poderoso. Quem ouvisse esse porta-voz teria sucesso; pois o profeta comunica o que Deus lhe diz, fala o que o Senhor lhe falou. Esse é o fundamento do movimento profético do Antigo Testamento (Dt 18.18; 2 Cr 20.20).

  1. Samuel e os demais profetas.

Com Samuel deu-se o início à prática de os profetas ungirem reis. Segundo o texto bíblico, o próprio Samuel comunicou as palavras de Deus a Saul, de que este seria rei.

Segundo os estudiosos, foi com Samuel que teve início o movimento profético formal em Israel. E com Elias, ele se desenvolveria ainda mais. A partir do ministério de Samuel, surgiram os profetas da corte – os que atuavam junto aos reis. Alguns desses profetas não apenas aconselhavam os soberanos, mas também eram seus escrivães. Por exemplo, Samuel, Natã e Gade fizeram alguns registros reais.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Profeta é o que fala em nome do Senhor. Com Samuel deu-se o início da prática de os profetas ungirem o rei.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

 

Para traçar um perfil mais exato do ministério de Samuel, considere a leitura deste texto: “Samuel, sendo ainda rapazinho, foi favorecido  com uma revelação divina (1 Sm 3.1-21). Tal revelação dizia respeito à derrubada da casa de Eli, e foi com relutância que Samuel comunicou a mensagem a Eli. Samuel foi crescendo em estatura na presença do povo, e todos compreenderam que ele fora encarregado com um ofício profético da parte do Senhor (1 Sm 3.20). A trágica derrota de Israel e a perda da arca, usada como talismã contra os filisteus, quando os dois filhos de Eli figuraram entre os mortos, significou o fim da sucessão de Eli, e a rejeição do sacerdócio araônico. Embora não seja explicitamente afirmado, Samuel, a única pessoa então em vista, assumiu as rédeas até então nas mãos de Eli” (BENTHO, Esdras Costas; PLÁCIDO, Reginaldo Leandro. Introdução ao Estudo do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.226). Assim, apresente o perfil do ministério profético de Samuel à classe.

 

II – O DESENVOLVIMENTO DO MINISTÉRIO DE SAMUEL

 

  1. O crescimento profético de Samuel.

Se os filhos do sacerdote Eli praticavam pecados abomináveis, o jovem Samuel crescia com integridade diante de Deus e do povo. Sempre houve em Ana, sua mãe, um cuidado especial para que seu filho estivesse envolvido com a obra de Deus. Ela orou por ele e o entregou aos cuidados de Eli. Este, observando a dedicação de Ana e seu comprometimento, orou por ela, rogando a Deus a bênção para a sua casa (1 Sm 2.20,21). É maravilhoso dedicarmos a Deus o que temos de mais precioso, pois suas recompensas são certas.

 

  1. A formação profética de Samuel.

Samuel aprendeu com Eli. Ele foi formado pelo velho sacerdote, assim como Paulo aprendeu aos pés de Gamaliel (At 22.3) e Timóteo com Paulo (2 Tm 3.10). Deus chamou Samuel quando ele tinha cerca de 12 anos (1 Sm 3.1-4), ou seja, a mesma faixa-etária de Jesus quando foi levado a Jerusalém por seus pais (Lc 2.42). Assim, sob os cuidados de Eli, Samuel era forjado por Deus para o ministério profético.

 

Muitos hoje não querem mais aprender com os mais experientes, pois julgam-se importantes e desprezam o aprendizado aos “pés de alguém”. Paulo e Timóteo, por exemplo, orgulhavam-se de ter aprendido com seus mestres. Mas, além de disposição para aprender, precisamos de disposição para ouvir a voz de Deus. Isso só é possível por meio de uma vida de oração e busca fervorosa pelo Senhor (Is 55.6). Deus quer falar conosco!

 

  1. A disciplina de Samuel.

Ainda jovem, Samuel já se mostrava disciplinado. Ao ouvir uma voz que o chamava pelo nome, pensando que fosse a de Eli, por três vezes dirigiu-se a ele com todo respeito e temor (1 Sm 3.4,5). Essa postura apontava que ele era o homem certo para ouvir a Palavra do Senhor. Por não ter uma experiência pessoal com Deus, ainda não sabia como responder ao chamado divino; por isso, Eli o orientou. Desde então Samuel passou a receber visões de Deus e orientações sobre sua Palavra.

 

Se os nossos filhos servirem a Deus com a disposição de Samuel, educados pela sua família na presença do Pai, eles influenciarão de maneira impactante a sua geração (cf. Mt 5.13-16).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Samuel cresceu, desenvolveu-se e aprendeu, do ponto de vista do ministério profético, com Eli.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Samuel era um líder nacional que exercia os ofícios de sacerdote e profeta. Ele aparece diversas vezes nos relatos do primeiro livro de Samuel, oferecendo sacrifícios pelo povo na consagração dos reis Saul e Davi e pelo exército de Israel (1 Sm 7.9; 9.12,13; 10.8; 13.8,9; 16.3,13). É reconhecido naquela geração como homem honrado ‘e tudo quanto diz sucede assim infalivelmente’ (1 Sm 9.6); ‘e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra’ (1 Sm 3.19). É todo-importante que o homem de Deus tenha tal conceito diante do povo da cidade. É dever de todo cristão se comportar com decência e honestidade, pois o mundo observa a nossa vida, mas quem ocupa cargo de relevância precisa ter uma vida ilibada, deve ser um referencial para o povo, note que a boa fama de Samuel era conhecida por todos” (SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.24).

 

III – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA ATUALIDADE

 

  1. O dom da profecia.

O dom de profecia, disponível a todos os crentes, manifesta-se de forma sobrenatural e momentânea; encoraja, exorta e consola a Igreja; edifica de forma coletiva e individual o povo de Deus (1 Co 12.7-11; 1 Tm 4.14).

O dom de profecia é uma dádiva de Deus à sua Igreja. É maravilhoso saber que o Pai ainda fala diretamente com o seu povo.

 

  1. O ministério de profeta no Novo Testamento.

O emprego do termo “profeta”, no Novo Testamento, refere-se a determinados indivíduos chamados por Deus, a fim de entregar revelações específicas à Igreja; suas mensagens eram proclamadas com autoridade sobrenatural e reconhecidamente divina. Veja-se, por exemplo, o caso de Ágabo (At 11.28; 21.10).

Segundo Atos 13.1 e 15.32, os profetas eram impulsionados extraordinariamente pelo Espírito Santo, para o exercício desse ministério. Não podemos confundir o ministério profético com o dom de profecia.

 

  1. Onde estão os profetas?

Hoje, o Senhor continua a falar à sua Igreja por meio do ministério profético. Ainda temos homens que, à semelhança de Àgabo, transmitem enunciados proféticos de maneira sobrenatural e extraordinária.

Todavia, eles não possuem autoridade canônica da Bíblia Sagrada – a única regra infalível de fé e prática reconhecida pela Igreja de Cristo. Toda locução profética é passível de julgamento à luz da Bíblia Sagrada (1 Co 14.29).

A profecia é uma necessidade premente nos dias de hoje (1 Co 14.5).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O Senhor continua a falar à sua Igreja tanto por meio do dom de profecia quanto pelo ministério profético.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Alguns profetas também eram usados para predizer o futuro, como Ágabo em duas ocasiões (Atos 11.28; 21.11). Ele saiu de sua casa na Judeia para levar as mensagens de Deus. Em consequência da primeira, foi levantada uma oferta para ajudar a igreja em Jerusalém durante uma fome prevista e acontecida. Na segunda, a igreja foi avisada a respeito da prisão do apóstolo Paulo. Em nenhuma delas estava envolvida alguma nova doutrina. Nem foram dadas instruções quanto ao que a igreja devia fazer. Isto era assunto dos membros, mediante o Espírito Santo. Nunca houve algo semelhante à adivinhação, no ministério desses profetas.

 

Os que são usados regularmente pelo Espírito no exercício do dom de profecia na congregação, também são chamados profetas (1 Coríntios 14.29,32,37). A Bíblia adverte contra os falsos profetas que alegam ser usados pelo Espírito Santo, mas devem ser submetidos à prova (1 João 4.1)” (HORTON, Stanley. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp.290-91).

 

CONCLUSÃO

Onde estão os crentes usados por Deus para falar extraordinariamente ao seu povo? Nestes últimos dias, precisamos de obreiros fiéis que busquem os dons do Espírito. Entretanto, estejamos vigilantes. Como já dissemos, todo enunciado profético tem de passar, necessariamente, pelo crivo da Bíblia Sagrada.

PARA REFLETIR

A respeito de “A Chamada Profética de Samuel”, responda:

 

  1. Onde está registrada a primeira menção de “profeta” nos livros de Samuel?

A primeira menção que é feita sobre “profeta” no livro está registrada em 1 Samuel 2.27-36.

 

  1. Segundo a lição, o que o profeta seria?

O profeta seria o porta-voz de Deus para que o povo obedecesse à vontade do Todo-Poderoso.

 

  1. Como Samuel se dirigiu a Eli após ouvir uma voz?

Ao ouvir uma voz que o chamava pelo nome, pensando que fosse a de Eli, por três vezes se dirigiu a ele com todo respeito e temor (1 Sm 3.4,5).

 

  1. Como o dom de profecia se manifesta?

O dom de profecia se manifesta de forma sobrenatural e momentaneamente.

 

  1. Segundo Atos 13.1 e 15.2, a que os profetas eram impulsionados?

Segundo Atos 13.1 e 15.32, os profetas eram impulsionados pela inspiração profética a entregar a mensagem de Deus.

 

Lição 4: A Degeneração da Liderança Sacerdotal

 

 

4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 27 de Outubro de 2019.

 

TEXTO ÁUREO

“E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios.” (1 Sm 2.23) Subsídios EBD

 

VERDADE PRÁTICA

Evitemos o pecado a todo custo, pois a sua prática leva-nos ao mais baixo nível espiritual e moral.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 21.6,7

Os líderes têm de viver o ideal da Palavra

Terça – Hb 5.4

O obreiro tem de valorizar a vocação de Deus

Quarta – Mt 25.21

A fidelidade é o caminho do êxito verdadeiro

Quinta – 1 Pe 5.3

Os líderes têm de ser o exemplo dos fiéis

Sexta – Dn 5.21-23

Não confunda o sagrado com o profano

Sábado – Ap 2.23

Todo pecado contra Deus recebe sua sentença

Subsídios EBD

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Samuel 2.22-25; 3.10-14

 

1 Samuel 2.22-25

22- Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação.

23- E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios.

24- Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; fazeis transgredir o povo do SENHOR.

25- Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.

 

1 Samuel 3.10-14

10- Então, veio o SENHOR, e ali esteve, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.

11- E disse o SENHOR a Samuel: Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambas as orelhas.

12- Naquele mesmo dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa; começá-lo-ei e acabá-lo-ei.

13- Porque já eu lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu.

14- Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a iniquidade da casa de Eli com sacrifício nem com oferta de manjares.

 

OBJETIVO GERAL

Evitar o pecado a todo custo e viver uma vida santa.

 

HINOS SUGERIDOS: 53, 354, 459 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I - Destacar a degeneração dos filhos de Eli;

II - Pontuar a sentença do juízo de Deus;

III - Mostrar as consequências do pecado.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

A presente lição trata da degradação da família de Eli. A vida cristã é um caminho de lutas. A todo tempo somos provados. Deus espera que nos achemos aprovados durante o processo. Para isso, precisamos ser vigilantes e, na força do Espírito Santo, não esmorecer na caminhada. Precisamos evitar o pecado a todo custo, viver uma vida santa e sincera com Deus. Aproveite essa oportunidade para conscientizar os alunos acerca da necessidade de uma vida devocional vigorosa. Deus deve ser honrado em toda a área de nossa vida!

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O tema desta lição é a degeneração da liderança sacerdotal da casa de Eli. Veremos que os filhos deste não corresponderam aos propósitos divinos, e enveredaram pelo caminho do pecado, o que os fez deturpar as características do sacerdócio (Lv 21.6,7). Assim, Deus agiu de modo punitivo para com os filhos de Eli, pois eles, tendo conhecimento das leis divinas, não andaram por elas, mas degeneraram-se, abandonando as virtudes do verdadeiro sacerdócio. Quando Deus escolhe alguém para executar uma missão, deve este alguém observar rigorosamente a vontade divina.

 

PONTO CENTRAL

O pecado deve ser evitado a todo custo.

 

I – A DEGENERAÇÃO DOS FILHOS DE ELI

 

  1. Quando não valorizamos o que Deus nos deu.

Segundo o relato bíblico, Eli era avançado em idade; tinha 98 anos (1 Sm 4.15). Seus dois filhos, Hofni e Fineias, por seu turno, também não valorizaram a posição que Deus lhes dera; degeneraram-se, transformando a Casa do Pai em lugar de imoralidades sexuais (1 Sm 2.22). Entretanto, devemos ponderar um ponto sobre o sacerdote Eli. Não se tem menção de abusos cometidos por ele; seu principal erro foi não corrigir os pecados de seus filhos; ele já não tinha autoridade sobre estes. Foi um pecado por omissão e complacência. Logo, o Senhor não demoraria em derramar a sua ira sobre a Casa de Eli (1 Sm 3.12).

 

 

 

 

  1. Fazendo uma troca.

Os filhos de Eli trocaram o Senhor pelos prazeres da vida – o apóstolo Paulo menciona os que são mais amigos dos prazeres do mundo do que de Deus (2 Tm 3.4). Para freá-los, pois o que faziam era por demais escandaloso, foi preciso uma ação do próprio Deus (1 Sm 2.25; 4.10.11).

Não barganhe a posição que o Pai lhe concedeu; valorize o seu ministério, glorificando o Altíssimo e cumprindo a sua vontade. Os que se mantiverem fiéis serão grandemente honrados por Ele junto ao trono divino (Mt 25.21).

 

  1. As consequências para quem peca contra Deus.

Quando o homem comete um crime contra outro homem, aqui na Terra, há os tribunais humanos para julgá-lo, como Paulo nos lembra em Timóteo (1 Tm 1.9). Entretanto, para os pecados dos filhos de Eli, não haveria tribunal humano, pois eles pecaram direta e deliberadamente contra Deus. Como eles não se arrependeram, o juízo divino era inevitável. A ira de Deus se acenderia contra eles.

 

Os que estão à frente do rebanho do Senhor devem ser exemplo em tudo. É preciso ser íntegro no ensino, incorruptível, reverente, digno e santo (Tt 2.7). Devemos ser conscientes de que Deus não tolera o pecado, principalmente, aos que ensinam e estão em posição de liderança (Tg 3.1).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Os filhos de Eli não valorizaram o que Deus lhes deu, trocaram pelos prazeres da vida e receberam as consequências por isso.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

 

Ao introduzir a lição, faça um relato sobre os filhos de Eli: Hofni e Fineias. Inicie dizendo que esses dois filhos tinham a responsabilidade de cuidar do que era sagrado, principalmente, da Arca da Aliança (1 Sm 4.4). Eles viviam do sagrado. Ao profanarem a sacralidade do ministério, eles afrontaram a Deus. A história dos dois filhos de Eli chama-nos a atenção para o perigo de profanar o que é santo. Quando estamos exercendo um ministério há muito tempo, ou auxiliando em alguma atividade da igreja local, corremos o risco de ficarmos insensíveis às coisas espirituais, e tornarmos um burocrata da fé. Naturalmente, não é esta a vontade de Deus. Devemos nos precaver contra a apostasia e as ofensivas de Satanás.

 

II – A SENTENÇA DO JUÍZO DE DEUS

 

 

 

  1. A experiência profética de Samuel.

Numa época em que era bem raro ouvir a voz de Deus, Samuel ouviu clara e reverentemente o Altíssimo (1 Sm 3.10). Nessa experiência, o jovem profeta recebeu uma séria e urgente comunicação divina: uma mensagem contra a casa de Eli, o seu mestre. Tal experiência mostra que Deus não faz acepção de pessoas, ou seja, não se importa com a idade de alguém quando a questão é fazer a vontade divina (1 Sm 3.15-18).

 

  1. Sentença pronunciada.

Eli recebera uma sentença por meio de um profeta desconhecido: Deus iria punir os seus filhos (1 Sm 2.31). Prontamente, Eli aceitou a sentença que vinha da parte de Deus. Agora era a vez do menino Samuel. Ele não poderia mudar a mensagem, pois o que Deus lhe havia entregue estava na mesma direção do que entregara ao profeta desconhecido. Sim, Deus havia sentenciado a casa de Eli: viria morte e destruição sobre ela (1 Sm 3.12).

 

Esta sentença seria executada por intermédio da invasão dos filisteus à terra do povo de Deus. Ali, além de muita matança, houve a captura da Arca da Aliança, símbolo da presença divina no meio do povo. Os filhos de Eli foram mortos. E, ao saber disso, e principalmente de que a Arca havia sido levada, Eli caiu e quebrou o pescoço; de imediato, sua nora entrou em trabalho de parto. Logo após, deu o nome ao seu filho, “Icabode”, a glória de Israel se foi, a fim de marcar a tragédia que se abateu contra aquela casa (1 Sm 4.18-22). Em seguida, ela morreu.

 

  1. A desgraça da família de Eli.

A desgraça sobre a casa de Eli veio como uma grande avalanche. Seus filhos, Hofni e Fineias, bem como a sua nora, morreram. Além disso, 85 sacerdotes pereceram. No reinado de Salomão, Abiatar (um sacerdote da linhagem de Eli) foi expulso e, a partir daí, a casa de Eli passou a ser preterida (1 Rs 1.7,8; 2.27,35).

 

As predições do profeta desconhecido e de Samuel se cumpriram na totalidade, ainda que levassem aproximadamente 130 anos para seu desfecho. Isso nos mostra que o pecado contra Deus tem a sua sentença, o seu juízo. O Novo Testamento corrobora tal assertiva. Veja o caso da igreja em Tiatira (Ap 2.23). A Bíblia revela que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

 

A sentença tratava-se da punição de Deus aos filhos de Eli. Ela seria executada por intermédio da invasão dos filisteus.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Prova de Samuel (3.1-17). A primeira mensagem que Samuel deveria entregar serviu como uma prova severa. Ele tinha um íntimo e afetivo relacionamento com Eli. Passaria ele a mensagem de iminente condenação com total honestidade? Em sua prova, Samuel prefigura o ministério de muitos dos profetas que o seguirão. A maioria dos profetas do AT foi chamada para advertir Israel da vinda dos julguemos divinos! Os profetas não foram especialmente populares no tempo em que viveram!” (RICHARDS, Lawrence. O. Guia do Leitor da Bíblia:Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.182). Subsídios BED

 

 

 

III. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

 

  1. O preço do pecado.

O pecado sempre traz consequências. A Bíblia revela alguns exemplos sobre isso: (1) a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, a morte física e espiritual (Gn 3.1-7,23; Rm 5.12); (2) Acã e sua família perderam a vida (Js 7.24,25); (3) Ananias e Safira foram mortos (At 5.1-11). Como vimos, as consequências do pecado são trágicas. Eli tinha conhecimento do pecado de seus filhos, mas sua covardia era visível. Por causa de sua omissão e da irreverência de seus filhos, sua família foi tirada do sacerdócio. É bom lembrar que Eli não era somente pai, mas principalmente, sacerdote. Por isso, cabia-lhe a responsabilidade paternal e judicial; nisso ele falhou.

 

A Palavra de Deus nos mostra que, se os filhos não forem bem encaminhados, no caminho do Senhor (Pv 29.15), se tornarão uma vergonha aos seus pais e, se persistirem no erro, sofrerão consequências gravíssimas. Portanto, além de orarmos por nossos filhos, precisamos conduzi-los à comunhão com Deus (Dt 6.4-9), para, enfim, dizermos: “eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24.15).

 

  1. Os males da falta de repreensão.

Provérbios 15.10 diz que aquele que aborrece a repreensão morrerá. De acordo com o hebraico, a palavra repreensão (heb. towkachath) quer dizer correção, censura, punição, castigo. Nesse sentido, o próprio Deus aplica a sua repreensão: “Porque o SENHOR repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv 3.12). Por não atentar para ela, a casa de Eli padeceu. Muitos já não acreditam no juízo de Deus. Ele é justiça! Ele é Santo!

Subsídios BED

  1. Pecados voluntários e deliberados não têm perdão.

O apóstolo João disse que há pecados pelos quais não se deve orar (1 Jo 5.16). Esse tipo de pecado gera morte. Nesse caso, é impossível que a pessoa se renove para o arrependimento. Entretanto, a Bíblia revela que o que confessa o pecado e o deixa, alcança misericórdia. Mas não houve misericórdia para os filhos de Eli, pois eles não se humilharam, não se quebrantaram na presença de Deus. Eles pecaram voluntária e deliberadamente; zombaram do Senhor.

 

Como seguidores de Jesus Cristo, tenhamos temor e tremor. O pecado voluntário e deliberado leva à morte eterna (Hb 10.26).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

 

A família de Eli foi tirada do sacerdócio de Israel como consequência dos pecados de seus filhos.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

 

 “A razão do fracasso de Eli em lidar com a imoralidade de seus filhos pode ser explicada parcialmente em função de sua idade avançada. Tal imoralidade era agravada por ser cometida no próprio Tabernáculo. A presença de mulheres ligadas ao funcionamento do Tabernáculo é expressa em Êxodo 38.8. O escândalo era evidente (2.24).

Subsídios BED

A advertência de Eli a seus filhos abrangia tanto o efeito da conduta deles sobre os outros – fazei transgredir o povo do Senhor (24) – como as consequências sobre eles mesmos (25). A conduta ética imprópria – o pecado de um homem contra outro – poderia ser julgado nas cortes da lei; mas o pecado religioso contra Deus seria punido pelo próprio Senhor. Pelo fato de o termo hebraico traduzido como juiz ser há-Elohim, que também significa “Deus”, a ARA e outras traduções modernas trazem: ‘Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro’, ou ‘Deus o julgará’” (Comentário Bíblico Beacon:2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.183).

 

CONCLUSÃO

 

O pecado tem o seu salário. O pecado tem as suas consequências. Por isso, se andarmos segundo a Palavra de Deus, se formos fiéis aos seus mandamentos e se procedermos com sinceridade e verdade, Deus nos confirmará em sua presença.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de “A Degeneração da Liderança  Sacerdotal”, responda:

 

1) Em que consistia o pecado de Eli?

Devemos ponderar um ponto sobre o sacerdote Eli. Não se tem menção dele cometendo abusos em seu ministério, mas seu principal erro foi não corrigir os abusos de seus filhos, perdendo, assim, sua autoridade sobre eles.

 

2) Contra quem os filhos de Eli pecaram?

Os filhos de Eli pecaram contra Deus.

 

3) Na experiência profética de Samuel, que mensagem ele recebeu de Deus?

Nessa experiência, o jovem profeta recebeu uma pesada comunicação divina: uma mensagem contra a casa de Eli, o seu mestre.

 

4) Cite os exemplos de consequências do pecado.

A Bíblia revela alguns exemplos as consequências do pecado: (1) a expulsão de Adão e Eva do Paraíso, a morte física e espiritual (Gn 3.1-7,23; Rm 5.12); (2) Acã e sua família perderam a vida (Js 7.24,25); (3) Ananias e Safira foram mortos (At 5.1-11).

 

5) Como seguidores de Jesus, o que devemos evitar?

Como seguidores de Jesus Cristo, devemos sempre evitar o pecado voluntário e deliberado, pois nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16).

 

 

 

Lição 5: A Instituição da Monarquia em Israel

 

4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 27 de Outubro de 2019.

 

TEXTO ÁUREO

“Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.” (1 Sm 8.4,5)

 

VERDADE PRÁTICA

 

Antes de tomar uma decisão, o crente precisa buscar a orientação de Deus, para que não venha a sofrer dolorosas consequências.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Ef 1.6,7

Procure corresponder à sua vocação espiritual

Terça – Nm 27.15-18

Deus é quem escolhe a liderança de sua Igreja

Quarta – Mt 9.37,38

Para uma liderança de qualidade é preciso orar

Quinta – Lc 6.12-14

Jesus escolheu os seus discípulos em oração

Sexta – Lc 4.18

Para fazer a obra de Deus é preciso unção do Espírito Santo

Sábado – Js 1.8

Alimentar-se da Palavra é o segredo para o sucesso do ministério

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 8

4- Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá,

5- e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações.

6- Porém essa palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR.

7- E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele.

 

1 Samuel 10

1- Então, tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Porventura, te não tem ungido o SENHOR por capitão sobre a sua herdade?

2- Partindo-te hoje de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou o negócio das jumentas e anda aflito por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho?

3- E, quando dali passares mais adiante e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel: um levando três cabritos, o outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho.

4- E te perguntarão como estás e te darão dois pães, que tomarás da sua mão.

5- Então, virás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um rancho de profetas que descem do alto e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e profetizará

6- E o Espírito do SENHOR se apode-rará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem.

7- E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que para tomar decisões, o crente deve pedir orientação a Deus.

 

HINOS SUGERIDOS: 78, 207, 342 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

I - Conceituar monarquia;

II - Explicitar a escolha de Saul como rei;

II - Especificar o rei que o povo escolheu.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

A vida cristã passa pela tomada de decisões. Tomá-las sem buscar a direção de Deus pode nos trazer grandes prejuízos. Assim, a lição desta semana trata de um tema importante do Antigo Testamento. O povo de Israel pediu um rei para ser igual às outras nações. A decisão do povo foi marcada pela aparência humana e dados superficiais. Tal pedido, mais adiante, trouxe graves consequências espirituais ao povo de Israel através do rei Saul. Aqui, encontra-se uma ótima oportunidade para refletirmos acerca do grau de dependência que temos do Senhor. Boa aula!

 

INTRODUÇÃO

 

Ao tratar da instituição da monarquia em Israel, não podemos ignorar a soberania de Deus ao estabelecer essa forma de governo. Embora a monarquia fosse um desejo nacional, Deus interveio e, segundo a sua vontade, estabeleceu essa forma de governo. Outrora, Ele levantava juízes em diversas regiões, mas agora Ele levantaria uma monarquia em Israel. Nesse sentido, estudaremos a razão da monarquia, a escolha do rei Saul, o primeiro rei de Israel e o mérito dessa escolha.

 

 

 

PONTO CENTRAL

O crente deve pedir direção a Deus para tomar qualquer decisão.

 

I – POR QUE A MONARQUIA?

 

  1. Um sentimento de orgulho nacional (8.4,5).

O desvio de Israel teve origem em sua desobediência a Deus. Os israelitas só o buscavam em tempos de crise; então, davam ouvidos à mensagem divina. Segundo a Bíblia, Deus chamou Israel para ser líder espiritual do mundo (1 Cr 17.21; Jo 4.22), mas a nação enveredou pelo mesmo caminho das outras nações. Assim, por meio do orgulho nacional, os israelitas foram levados a pedir um rei antes da hora. Nesse caso, adotar o regime monárquico, segundo o modelo pagão, significava rejeitar a liderança divina representada por Samuel. Dessa forma, os israelitas escolheram uma política meramente humana, fugindo de sua real vocação sacerdotal e profética.

 

Há perigo quando o povo de Deus deixa a sua verdadeira vocação para imitar as instituições terrenas. Embora seja bíblico cumprir nossas obrigações políticas e sociais, a vocação da Igreja é espiritual, como afirmou Jesus: “O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui” (Jo 8.36).

 

  1. O fracasso dos filhos de Samuel.

Este era o contexto dos israelitas: a Arca da Aliança não estava mais com o povo; havia ameaças constantes dos filisteus e os filhos de Samuel não andavam em caminhos retos. Nesse sentido, o pedido dos anciãos tocou o coração do profeta; pois ele sabia que os seus filhos não tinham condições morais nem espirituais para substituí-lo. Samuel era um líder fiel, sincero, verdadeiro e, embora fosse duro ouvir, ele sabia que os anciãos falavam a verdade.

 

Biblicamente, não há problema em um filho de pastor vir a substituir o pai no ministério. Entretanto, isso não pode se dar por causa do amor paterno, mas pela vocação dada por Deus e confirmada pela Igreja de Cristo (1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9). O dono da obra é o Senhor!

 

  1. Rejeitando os planos de Deus (10.6,7).

Escolher a monarquia, naquele contexto, era rejeitar o propósito divino. Foi algo deliberado do povo contra o plano estabelecido por Deus desde quando Israel ocupou a Terra de Canaã. Deus é onisciente. Ele sabia que esse momento chegaria (Dt 17.14). Assim, no tempo certo, o próprio Deus daria um rei com as qualidades necessárias. É preciso seguir essa diretriz no processo de sucessão de líderes. Não podemos perder a perspectiva de que é Deus que dá seus líderes à Igreja (Mt 9.38; Lc 10.2).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

 

O sentimento de orgulho nacional, o fracasso dos filhos de Samuel e a rejeição do plano de Deus contribuíram para o estabelecimento da monarquia.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

 

Ao introduzir a lição de hoje, que tem como tema a instituição do primeiro reinado de Israel, faça uma síntese a respeito de como Deus conduzia o seu povo até aquele derradeiro momento. Como sugestão para essa síntese, use o seguinte texto como auxílio: “[...] Desde os dias de Moisés Deus governava Israel através de sacerdotes e juízes especialmente dotados com poder e habilidade. Quando Samuel, o último dos juízes, envelheceu, o povo pediu um rei para que eles fossem como as nações que estavam ao seu redor. O repúdio que demonstravam estava dirigido a Deus e a uma caminhada de fé. Eles desejaram imitar as nações não simplesmente no governo, mas também no espírito, dependendo de suas próprias possibilidades e poder ao invés de depender do Senhor (1 Sm 8)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.1775).

 

II – A ESCOLHA DE SAUL COMO REI

 

  1. Por que Saul?

Quando lemos o livro de 1 Samuel, logo percebemos que o foco do autor sagrado é Davi, e não Saul. Se Saul foi o primeiro rei de Israel, por que o foco da narrativa não recaiu sobre ele? Podemos considerar que, num primeiro momento, o rei Saul foi ungido pela soberana vontade de Deus. Entretanto, ele reinou indiferente aos mandamentos divinos; era um rei falho, egoísta e ciumento. O propósito do autor sagrado é contrastá-lo com Davi, um homem segundo o coração de Deus.

 

  1. A unção de Saul por Samuel (10.1).

Na unção de Saul, alguns detalhes devem ser destacados. Samuel o beijou em sinal de afeição e admiração pessoal. A unção era feita com azeite de oliva. A cerimônia simbolizava a investidura divina para o exercício do cargo.

 

Os que são separados, por Deus, para a sua Obra, têm a unção do Espírito Santo – a capacidade que vem do alto para o exercício do Santo Ministério (Ef 4.11-14). Hoje, não necessitamos do azeite para a separação de obreiros para o ministério da Palavra; basta a imposição de mãos do presbitério (1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6).

 

  1. Os sinais de confirmação da unção (10.2-7).

Três são os sinais que confirmaram a unção de Saul como o rei de Israel: (1) Saul encontra as jumentas perdidas de seu pai;

(2) ele encontra três homens no Monte Tabor, um levando três cabritos, outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho;

(3) a capacidade de profetizar pelo Espírito de Deus.

 

O primeiro sinal representava o trabalho que o rei teria; o segundo apontava para o sustento divino para a tarefa de Saul; e o terceiro, o rei reinaria sob o Espírito de Deus e, assim, salvaria Israel de seus inimigos.

Quem é chamado para o ministério precisa aplicar-se ao trabalho (Jo 5.17); sustentar-se pelo alimento sagrado, a Palavra de Deus (Dt 8.3; Mt 4.4); e estar cheio do Espírito Santo (Ef 5.18).  A jornada ministerial é pesada; por isso, é preciso estar centrado em Deus em todo o exercício ministerial.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

 

Saul foi ungido rei por Samuel pela vontade soberana de Deus.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

“[...] Quando Saul se virou para partir em direção à sua casa, Deus lhe mudou o coração em outro (9). O humilde trabalhador rural estava a caminho de tornar-se um líder militar e civil. O Espírito de Deus se apoderou dele (10) e os seus conhecidos, ao vê-lo, perguntavam uns aos outros: Está também Saul entre os profetas? (11), uma frase destinada a tornar-se famosa em uma época posterior, sob as mais extremas manifestações de 19.23-24. Tornou-se provérbio (12) não significa necessariamente a partir daquele momento, mas pode ter sido na época posterior narrada no capítulo 19. Os versos 6-11 mostram ‘A criação de um novo homem’, pois Samuel disse a Saul: te mudarás em outro homem, 6. Aqui temos (1) Redenção – Deus lhe mudou o coração em outro, 9; (2) Renovação – O Espírito de Deus se apoderou dele, 10; e (3) Reconhecimento – todos os que dantes o conheciam viram que eis que com os profetas profetizava; então disse o povo, cada qual ao seu companheiro: Que é o que sucedeu ao filho de Quis?” (Comentário Bíblico Beacon:2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.197).

 

III – O REI QUE O POVO ESCOLHEU

 

  1. Uma escolha pautada na aparência.

Saul rejeitou a Palavra do Senhor, assim, brevemente, Deus daria ao povo um rei segundo o Seu coração (1 Sm 13.13; 15.23). Entretanto, para o povo, Saul era um candidato que enchia os olhos. Fisicamente, era um homem notável (1 Sm 9.2). O povo não via nada além que a aparência humana; mas Deus, que sonda todas as coisas, conhecia o coração de Saul. Mesmo não sendo o rei ideal do ponto de vista divino, Deus o designou e o nomeou.

 

  1. Os direitos do novo rei.

O profeta Samuel esclareceu que o rei teria os seguintes privilégios: todos estariamsob o poder do novo rei e prontos para servi-lo na guerra, no trabalho do campo e da cozinha real, na implantação de impostos, no confisco de escravos para o trabalho, na produção de perfumes, e na cobrança dos dízimos da produção  – no Antigo Testamento essa é a única vez que se trata de dízimo cobrado pelo rei (1 Sm 8.10-17).

 

 

 

Assim, as exigências descritas por Samuel faziam parte do novo sistema político que o povo tanto desejava, um padrão desenvolvido pelas nações gentílicas. No Novo Testamento, há recomendação evangélica de como o cristão deve se portar na forma de governo político-temporal vigente (Rm 13.1-7; 1 Pe 2.13-17).

 

  1. O novo sistema político e o aspecto teológico.

Deus sempre cuidou de Israel; deu-lhe mandamentos, escolheu lideranças para representá-lo em momentos ímpares, fez com que o povo se arrependesse e se voltasse para Ele muitas vezes. Agora, não seria diferente. O Senhor não se afastaria da nação. Se originalmente esta não era a vontade de Deus, o Criador usaria esse modelo para guiar o seu povo. Ele já preparara um rei segundo o coração dEle (1 Sm 13.14).

 

Neste novo modelo, a liderança seria centralizada na pessoa do rei; sacerdotes e profetas representariam o conselho de Deus para o governo monárquico. Assim, o Altíssimo conduziria o seu povo pela história.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

 

A escolha do rei Saul foi pautada pela aparência. Ele tinha privilégios e estabeleceu o novo sistema político em Israel.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

“Todos os anciãos de Israel (4) vieram até Samuel, para demonstrar uma ampla insatisfação com a situação. A sua exigência de um rei se baseava em duas razões: já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos (5), além do desejo de que o rei pudesse ser o seu juiz ou líder e de que eles pudessem ser como todas as nações. Este desejo de adequar-se aos outros, rebelando-se contra as características divinas, foi uma fonte de problemas para o povo de Deus em todas as épocas.

 

O descontentamento de Samuel (6) não ocorreu porque o povo julgou que ele estava velho e que os seus filhos não eram dignos de sucedê-lo, mas porque pediram um rei – fato no qual ele via claramente implicações profundas com envolvimentos morais e espirituais. Os seus receios se confirmaram quando o Senhor lhe disse: o povo não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele (7). A nação já tinha uma triste história de rebelião e idolatria, e estava, agora, apenas fazendo a Samuel o que já havia feito ao Senhor (8). Esperava-se que o profeta concordasse com o pedido, mas ele protestou e claramente informou os líderes do resultado da sua escolha (9)” (Comentário Bíblico Beacon:2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.193).

 

 

CONCLUSÃO

 

Deus é o Senhor da história. Muitas vezes não conhecemos seus caminhos nem propósitos, mas sabemos que sua vontade é sempre a mais perfeita e agradável. Não podemos perder de vista que o Pai é quem governa a nossa vida. Como cristãos, devemos buscar a bênção de que a nossa vontade e escolhas estejam sempre bem alinhadas com as de Deus.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “A Instituição da Monarquia em Israel”, responda:

 

1) Onde teve origem o desvio de Israel?

O desvio de Israel teve origem em sua desobediência a Deus.

 

2) Qual era o contexto dos israelitas quando pediram um novo rei?

Este era o contexto dos israelitas: a Arca da Aliança não estava mais com o povo, havia ameaças constantes dos filisteus, os filhos de Samuel não andavam em caminhos retos.

 

3) Qual o propósito do autor sagrado ao enfatizar o rei Davi e não o rei Saul?

O propósito do autor sagrado é contrastá-lo as atitudes do rei Davi, que mostram um comportamento completamente diferente do de Saul.

 

4) Cite os três sinais que confirmaram o reinado de Saul.

Três são os sinais que o texto menciona para confirmar a unção de Saul como o rei de Israel: (1) Saul encontraria as jumentas perdidas de seu pai; (2) ele encontraria três homens no Monte Tabor, um levando três cabritos, outro, três bolos de pão, e o outro, um odre de vinho; (3) a capacidade de profetizar pelo Espírito de Deus.

 

5) Cite, ao menos, três privilégios do rei de Israel.

Todos estariam sob o poder do novo rei e prontos para servi-lhe na guerra, no trabalho forçado na terra, no trabalho da cozinha real, na apropriação de terras para que fossem dadas aos ministros do rei.

 

Lição 6: A Rebeldia de Saul e a Rejeição de Deus

 

o 4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 10 de Novembro de 2019

TEXTO ÁUREO

 

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.”(1 Sm 15.23)

VERDADE PRÁTICA

Ao cristão nascido de novo não cabe praticar o pecado da rebeldia, pois fazê-lo é reviver a velha natureza.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Rm 10.21

É sempre perigoso trilhar o caminho da rebeldia

Terça – 1 Pe 1.23

O pecado da rebeldia não é coisa de quem nasceu de novo

Quarta – 1 Co 10.5

Andar na rebeldia é perder os privilégios divinos

Quinta – Pv 17.11

Evitemos proceder como os rebeldes

Sexta – Js 1.8

O cristão deve ter o cuidado de proceder conforme o que está na Palavra

Sábado – Sl 40.1

O servo de Deus deve esperar sempre com paciência

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Samuel 15.17-28

17 - E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o SENHOR te ungiu rei sobre Israel.

18- E enviou-te o SENHOR a este caminho e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que os aniquiles.

19 - Por que, pois, não deste ouvidos à voz do SENHOR? Antes, voaste ao despojo e fizeste o que era mal aos olhos do SENHOR.

20 - Então, disse Saul a Samuel: Antes, dei ouvidos à voz do SENHOR e caminhei no caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente;

21 - mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao SENHOR, teu Deus, em Gilgal.

22- Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.

23 - Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.

24 - Então, disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho traspassado o dito do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz.

25 - Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado e volta comigo, para que adore o SENHOR.

26 - Porém Samuel disse a Saul: Não tornarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do SENHOR, já te rejeitou o SE-NHOR, para que não sejas rei sobre Israel.

27- E, virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou pela borda da capa e a rasgou.

28 - Então, Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu.

 

 

OBJETIVO GERAL

 

Ressaltar que ao crente nascido de novo não cabe praticar o pecado da rebeldia.

 

HINOS SUGERIDOS: 28, 270, 305 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

Definir rebeldia;

Explicar a rebeldia de Saul;

Caracterizar a liderança sem critérios de Saul.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

O orgulho é um fator determinante para o pecado de rebelião. Geralmente, a ausência de humildade, a disponibilidade para o serviço altruísta, leva o ser humano a desenvolver uma personalidade egoísta e orgulhosa. Quando se permite ao orgulho dominar o coração, o processo de rebelião está preste a ser instalado. Cultivar a submissão, a humildade e a obediência é o antídoto necessário para remover o “espírito da rebelião”, “porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria” (1 Sm 15.23).

 

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição trataremos sobre a rebeldia de Saul e de sua rejeição por parte de Deus. Figuradamente, Israel foi comparado a uma vaca rebelde que se rebelou contra Deus (Os 4.16). A Bíblia mostra que há castigo divino para quem trilha o caminho da rebeldia (Nm 17.10; 20.24; Rm 10.21; 1 Tm 1.9). É isso o que estudaremos aqui, tomando como exemplo Saul, o primeiro rei de Israel.

 

PONTO CENTRAL

O crente nascido de novo não deve praticar o pecado de rebelião.

 

I – DEFINIÇÃO DE REBELDIA

 

  1. Conceito.

A rebeldia é caracterizada como um ato de resistência; é opor-se a uma autoridade; por vezes se trata de uma obstinação em excesso. Na Bíblia, há exigências constantes para que o servo de Deus evite a rebelião, quer seja contra Deus, quer seja contra os pais, os líderes e as autoridades.

 

  1. O aspecto bíblico.

Algumas passagens do Antigo Testamento, como por exemplo, Jeremias 3.23 e 31.22, apontam a nação de Israel como filhos e filhas rebeldes, que escolheram o mal para desenvolver uma vida de pecado. No livro de Oseias, Israel é comparado a uma vaca rebelde (Os 4.16), uma linguagem campestre em que o fazendeiro realça a rebeldia do animal. Portanto, oreal significado de rebeldia no Antigo Testamento é uma ênfase ao retorno de um “servo de Deus” às mais horríveis práticas pecaminosas, incluindo também a adoração aos ídolos.

 

O cristão não pode viver na prática da rebeldia, visto que no seu ser há uma nova natureza implantada por Cristo Jesus (2 Co 5.17; 1 Pe 1.23); praticá-la é o mesmo que chamar a natureza velha para que reine outra vez − e a ordem de Paulo é que ela não reine (Rm 6.12).

 

  1. O cristão e a rebelião.

A Bíblia ensina ao cristão  respeitar todas as autoridades, inclusive os líderes da igreja; jamais ser insubmisso, rebelar-se (Rm 13.1), mas tendo como dever orar por elas (1 Tm 2.1,2). Entretanto, segundo as Escrituras, o cristão não deve sujeitar-se a uma autoridade quando a prioridade da justiça está em risco e quando há violação aos princípios bíblicos (At 5.29); mesmo assim, o ato de não submeter-se ao erro não significa liberdade para usar de ataques com palavras indecorosas, motins e exposições em redes sociais. O Antigo Testamento mostra os três amigos de Daniel que não se sujeitaram à ordem do rei, sendo preparados para serem lançados no fogo; entretanto, ainda assim, demonstraram respeitopara com o monarca, não pronunciando palavras ofensivas (Dn 3.16,17). O verdadeiro cristão mede bem as palavras, pois sabe que disso depende também a sua vida espiritual (Mt 12.37).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

 

A rebeldia é caracterizada como um ato de resistência; é opor-se a uma autoridade; por vezes se trata de uma obstinação em excesso.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO - PEDAGÓGICO

 

Para ajudá-lo a elaborar a introdução de sua aula, reflita sobre o seguinte texto: “O rei de todos os pecados é o orgulho. Nenhum outro pecado é maior que ele. Além do orgulho ou presunção, todos os outros vícios – embriaguez, pecados sexuais, cobiça, mau gênio, violência – não passam de insignificâncias comparados à montanha do orgulho. O orgulho é o pecado que transformou Lúcifer em inimigo de Deus. Satanás se recusou a submeter-se a Deus; ele quer ser líder. John Milton comenta, em seu Paraíso Perdido: ‘Satanás decidiu que era melhor reinar no inferno do que servir no céu’. O orgulho nos torna independente de Deus, e a independência está diametralmente oposto à adoração. É por isso que devemos nos submeter a Deus e resistir ao Diabo” (DORTCH, Richard W. Orgulho Fatal: Um ousado desafio a este mundo faminto de poder. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.161).

 

II – A REBELDIA DE SAUL

 

  1. Não cumpria com a ordem divina.

Por ordem expressa de Deus, Samuel ordenou a Saul que matasse os amalequitas porque a medida dos seus pecados estava completa (Êx 17.8-13; Dt 25.17,18). Tudo deveria ser destruído e banido, pois os amalequitas estavam sob o julgamento divino. Essa ação divina era para evitar que o mal deles se espalhasse cada vez mais. Entretanto, nada dos amalequitas deveria ser saqueado ou roubado, pois não tratava-se de uma guerra qualquer. O que não poderiam ser queimado, como o ouro, a prata e o ferro, seriam objetos solenes de consagração a Deus.

 

 

Mas Saul não obedeceu à ordem divina. Juntamente com duzentos mil homens de onze tribos e outros dez mil de Judá, lançou-se à batalha, não destruiu o rebanho do inimigo e ainda preservou a vida do rei Agague. O mal que Saul poupou não tardaria de lhe atingir. Note que foi um amalequita que afirmou ter matado Saul (2 Sm 1.1-10).

 

  1. Deus se “arrependeu” em relação a Saul.

Foram duas as razões para isso: Saul deixou de seguir e de executar a vontade de Deus. A Palavra “arrepender-se”, oriunda do hebraico nacham, significa “sentir profundamente, lamentar”. Referindo à pessoa de Deus, essa expressão pode ser compreendida como mudança em relação à pessoa de Saul. Deus não tolera o pecado e, dessa forma, não poderia deixar que Saul continuasse dirigindo o Seu povo. Por isso, por meio de Samuel, Ele o rejeitou. A desobediência, a teimosia e a rebelião do primeiro rei de Israel atraíram a ira de Deus.

 

O prazer de Deus não está em sacrifícios, mas na obediência do ser humano à sua Palavra. Mais do que um belo sermão, ou de grandiosas construções, Deus requer de seu povo a obediência (Sl 50.13-14).

 

  1. “A rebelião como pecado de feitiçaria”.

Essa expressão traz a ideia de “uma decisão por meio de adivinhação ou de lançamento de sorte”, uma atitude obstinada e teimosa. E a expressão “porfiar é como iniquidade e idolatria” refere-se ao engano de um ídolo, demonstrado na arrogância de quem pratica a idolatria. No texto está claro que as expressões falam de apostasias. A primeira, a respeito da negação da autoridade divina; a segunda, a de reconhecer outros poderes acima de Deus. Nesse contexto, o profeta Samuel afirma que não há valor em sacrifícios a Deus quando se quebra um de seus mandamentos por desobediência deliberada. Quem age assim coloca a sua vontade no lugar da de Deus. Por isso a rebelião é tão maléfica quanto à adivinhação, pois ela rouba o lugar da glória de Deus.

 

A insolência e a arrogância de Saul revalam a tentativa de ele se impor no lugar de Deus. Era como se as regras da guerra fossem dele, esquecendo-se de que Deus não dá a sua glória a ninguém (Is 42.8). De fato, Lutero estava certo quando disse: “diante da Palavra eu é que tenho que me render; nenhum de nós jamais pode e deve querer impor nossa vontade perante as ordens do Senhor”.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

 

A rebeldia de Saul era caracterizada pela sua desobediência à ordem divina.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

 

 

“Todos os que fomos acusados podemos arranjar álibis e racionalizar o que fizemos, mas sei em meu íntimo onde erramos. Achávamos difícil, senão impossível, submeter-nos a outros que não concordavam com a nossa maneira de agir. Várias pessoas nos disseram o que não queríamos ouvir, mas nos recusamos a escutá-las. Esse foi o nosso maior pecado. Há segurança na submissão. Mas aprendi a lição tarde demais. O que é submissão? Submissão é a disposição para afrouxar as rédeas. Um líder forte deve estar disposto a submeter-se. Políticos e empresários devem louvar essa qualidade. Os ministros devem possuí-la. O líder submisso diz: Não preciso estar no controle. Estou comprometido até o ponto em que posso deixar de lado a autoridade. Vou submeter a mim mesmo e o que faço a outros. A submissão é autoimposta. Não fazemos isso por nossa própria causa. Por que a submissão é tão importante na vida do crente? Porque ela nos protege da natureza perversa e inata oculta dentro de nós” (DORTCH, Richard W. Orgulho Fatal:Um ousado desafio a este mundo faminto de poder. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp.153-54).

 

III. SAUL: UM LÍDER SEM CRITÉRIOS

 

 

 

  1. Não sabia esperar.

Uma das provas de que Saul não tinha critérios para a liderança era a sua impaciência. Ele não sabia esperar. Samuel já havia dito para Saul esperar até a sua chegada (1 Sm 10.8). Infelizmente, o rei de Israel não o fez (1 Sm 13.8-13). Essa ordem era para que Saul esperasse, antes de começar qualquer invasão, pois ele deveria colocar tudo diante de Deus, apresentando sacrifícios, como havia feito antes (1 Sm 7).

 

A falha principal de Saul não foi ter oferecido sacrifício, mesmo ele não sendo sacerdote, mas foi não esperar o profeta Samuel para receber a bênção de Deus.

 

Na obra de Deus é preciso capacidade para esperar. O salmista esperou com paciência (Sl 40.1). Deus age no momento certo em nosso favor. Esperemos no Senhor!

 

  1. Saul: o rei rejeitado.

Destacamos a rejeição de Saul por causa do pecado de não atentar à voz de Deus (1 Sm 13.13). Foram muitas as características que marcaram a rebelião de Saul: irreverência com a ordem de Deus, voto tolo, infidelidade na guerra contra osamalequitas e desobediência às palavras do Senhor. Assim, Deus rejeitou a Saul!

 

Essa história nos mostra que devemos, irrestritamente, obedecer aos desígnios de Deus e servi-lo de todo o coração. O Pai deseja que andemos todos num só propósito!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

 

Saul não sabia esperar, assim, esta característica contribuiu para a sua rejeição.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

 

 “A coroa da Submissão. O Antigo Testamento oferece um contraste nos estilos de liderança. Saul representa a rebeldia; Davi personifica a submissão. Dois reis, duas coroas, dois estilos: um é exaltado, o outro, extinto. O rei Saul é rejeitado e esquecido no pó da história. Porém Davi, três mil anos mais tarde, continua nas manchetes. Ainda chamamos Jerusalém ‘Cidade de Davi’, a cidade do rei. A rebelião reflete insegurança. Quando nos submetemos, porém, damos uma firme impressão de calma e força. Howard Butt também escreve: ‘A coroa da liderança cristã é uma coroa de espinhos brilhantes. A coroa da revolução se desintegra. A coroa da submissão é exaltada” (DORTCH, Richard W. Orgulho Fatal: Um ousado desafio a este mundo faminto de poder. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.160).

 

CONCLUSÃO

 

O que é ter sucesso no ministério? É ter agenda concorrida? Um estilo de vida confortável? Não. O sucesso do ministério não está somente em ser separado para um cargo, mas sim na obediência completa ao Deus da Palavra. Assim, Salomão escreveu: “é melhor o fim das coisas, do que seu princípio” (Ec 7.8). Que Deus nos ajude a obedecer e a viver para sua glória!

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de “A Rebeldia de Saul e a Rejeição  de Deus”, responda:

 

  1. Defina rebeldia.

A rebeldia é caracterizada como um ato de resistência; é opor-se a uma autoridade; por vezes se trata de uma obstinação em excesso.

 

  1. Por que o cristão não pode viver na prática da rebeldia?

O cristão não pode viver na prática da rebeldia, visto que no seu ser há uma nova natureza implantada por Cristo Jesus (2 Co 5.17; 1 Pe 1.23).

 

  1. Por que tudo dos amalequitas deveria ser destruído?

Tudo deveria ser destruído e banido, pois os amalequitas estavam sob o julgamento divino.

 

  1. Qual o sentido da palavra “arrepender-se”?

A Palavra “arrepender-se”, oriunda do hebraico nacham, significa “sentir profundamente, lamentar”.

 

  1. O que nos mostra a história de Saul?

Essa história nos mostra que devemos, irrestritamente, obedecer aos desígnios de Deus e servi-lo de todo o coração

 

 

4° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 17 de Novembro de 2019

 

TEXTO ÁUREO

“Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá.”

(1 Sm 16.13)

 

VERDADE PRÁTICA

O propósito da unção é capacitar o obreiro para desempenhar a obra de Deus e, com autoridade, vencer os gigantes.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Is 61.1

Ungido para a obra de Deus

Terça – 2 Co 1.21,22

O cristão tem a unção do Espírito

Quarta – At 1.8

Ungido pelo Espírito para testemunhar com ousadia

Quinta – 1 Jo 2.20,27

Ungido para o entendimento

Sexta – Is 55.8

A escolha de Deus segundo o seu conselho

Sábado – Mc 10.45

Sendo um bom servo para servir

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Samuel 16.1-13

1 - Então, disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.

2 - Porém disse Samuel: Como irei eu? Pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então, disse o SENHOR: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos e dize: Vim para sacrificar ao SENHOR.

3 - E convidarás Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.

4 - Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR e veio a Belém. Então, os anciãos da cidade saíram ao encontro, tremendo, e disseram: De paz é a tua vinda?

5- E disse ele: É de paz; vim sacrificar ao SENHOR. Santificai-vos e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e os seus filhos e os convidou ao sacrifício.

6- E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido.

7 - Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.

8 - Então, chamou Jessé a Abinadabe e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.

9 - Então, Jessé fez passar a Samá, porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.

10 - Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido estes.

11- Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa até que ele venha aqui.

12- Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo, e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o SENHOR: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é.

13 - Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá.

 

OBJETIVO GERAL

 

Conscientizar que o propósito da unção é capacitar o obreiro para desempenhar a obra de Deus.

HINOS SUGERIDOS: 147, 224, 310 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

Apresentar a unção de Davi como rei;

Delinear a virtude de serviço do rei Davi;

Retratar Davi como um guerreiro.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Os pentecostais ensinam que tudo o que fizermos para obra de Deus tem de estar sob a direção do Espírito Santo. Este nos capacita para fazermos qualquer obra no Reino de Deus. Com esta perspectiva, a lição desta semana deve ser conjugada com o entendimento bíblico de nossa tradição. Procure sempre enfatizar aos alunos que, para qualquer empreendimento no Reino de Deus, devemos executá-lo sob a capacitação do Espírito. À luz do livro de Atos dos Apóstolos, o Batismo no Espírito Santo é a capacitação divina para o empreendimento da evangelização.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

O conceito de unção é do Antigo Testamento; destinava-se a sacerdotes e reis, para que estes exercessem com êxito suas funções e ministérios (Êx 40.13-15;1 Sm 9.16); profetas também eram ocasionalmente ungidos, segundo a determinação divina (1 Rs 19.16). Nesta lição, veremos que a temática da unção de Davi é um clássico bíblico, pois ela trata da capacitação de servos de Deus para desempenhar em funções na obra divina.A unção do rei Davi, por intermédio de Samuel, é uma declaração da escolha divina para cumprir seus propósitos.

 

PONTO CENTRAL

A unção capacita o obreiro para desempenhar a obra de Deus

 

I – DAVI: O REI UNGIDO

 

  1. Significado e propósito da unção.

No hebraico, há duas palavras para unção − suk e mashah. A palavra suk aponta para a unção com o óleo sobre o corpo ou a cabeça de um convidado (Dt 28.40; Rt 3.3). A palavra grega que corresponde ao hebraico suk é aleipho (Lc 7.38,46), que pode referir-se ao ato de ungir os enfermos (Mc 6.13; Tg 5.14). Quanto à palavra mashah, a ideia é a de cobrir ou untar. Dela deriva o substantivo mashiah (Messias). A palavra grega chrio se relaciona com mashah, daí o nome “Cristo”. No Antigo Testamento, a palavra preferível para a prática da unção religiosa é mashah: unção de pedra (Gn 31.13); dos sacerdotes (Êx 28.41; 29.7,36), dos reis (1 Sm 9.16), dos profetas (1 Rs 19.16) e de objetos diversos (Êx 30.26-28). Nesse sentido, o ato da unção busca mostrar que a pessoa ou o objeto ungido fora especialmente separado para o serviço de Deus, tornando-se assim, intocável (1 Sm 24.6).

 

  1. O simbolismo da unção.

Como um ato ordenado por Deus, a unção passou a simbolizar o derramamento do Espírito do Senhor (1 Sm 10.9; Is 61.1). O termo mashah do Antigo Testamento, que no Novo é chrio, refere-se à unção do Messias que viria (Sl 45.7; Dn 9.24). Assim, o Novo Testamento mostra que essa unção estava sobre Jesus (Lc 4.18). Pedro fez menção dessa unção sobre o Filho de Deus (At 10.38); e Paulo descreveu essa mesma unção sobre os cristãos (2 Co 1.21,22). A unção no Antigo Testamento destinava-se à separação de alguém está relacionada a Cristo, como Filho de Deus e Salvador do Mundo, e aos cristãos, no sentido de dotar-nos de poder para testemunhar as verdades do Evangelho (At 1.8; 1 Jo 2.20,27). A verdadeira unção é ordeira, decente e tem como alvo a glória divina e a expansão do Reino de Deus.

 

  1. A unção sobre Davi.

Alguns detalhes importantes cercam 1 Samuel 16.1-13 por ocasião da unção de Davi por Samuel. O autor sagrado destaca o sentimento humano de Samuel, o qual gostava muito de Saul, mas o profeta estava no querer de Deus. Devido a seus pecados, Saul não poderia continuar como rei. Então Deus busca na casa de Jessé, o belemita, neto de Boaz e Rute, um de seus filhos para reinar (Rt 4.17). Conhecendo bem Saul, Samuel tinha consciência de que a missão de ungir um novo rei seria difícil. Por isso, ele foi orientado por Deus a fazer um banquete e um sacrifício naquela região. Como representante de Deus, muitos o temeram, mas Samuel relatou que sua ida era de paz. Os filhos de Jessé passaram diante do profeta, mas nenhum deles foi escolhido, embora Samuel se impressionasse com a postura e aparência dos jovens. Entretanto, um estava ausente, cuidando dos haveres da família. Davi foi ungido em meio aos seus irmãos e, a partir daí, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi, concedendo-lhe sabedoria, poder, orientação, para que pudesse cumprir os propósitos divinos.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O ato da unção busca mostrar que a pessoa ou o objeto ungido fora especialmente separado para o serviço de Deus

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

 

Inicie o tópico com a seguinte pergunta: O que é unção? Ouça atenciosamente cada resposta. Em seguida, explane sobre o assunto de acordo com o primeiro tópico. Ao final do tópico, resuma o conteúdo a fim de que alguma dúvida identificada nas respostas do aluno seja superada.

 

II – DAVI: O REI QUE ERA SERVO

 

  1. O ungido servindo.

A unção de Deus não tira a nossa atitude de servos. Davi, sendo ungido, não abandonou sua posição de servo e fez isso até que chegasse o momento de assumir o trono. Sua atitude de servo foi estratégica, para que Deus o colocasse na corte de Saul, local de onde os planos divinos seriam executados. No relato do encontro de Davi com Saul, deve-se entender que tais acontecimentos não se seguem em ordem cronológica. Todavia, o mais importante é vislumbrar a promessa divina em curso, pois Davi crescia enquanto Saul decrescia. Subsídios EBD

 

  1. O Espírito do Senhor se retira de Saul.

O Espírito de Deus se afastou de Saul. Este, por sua vez, passou a ser assombrado por um espírito mau que ali estava por expressa permissão do Senhor. Para acalmar essa profunda melancolia na alma, o servo Davi foi convidado e levado à corte pela graça de Deus e por suas virtudes: tinha boa aparência, talento, capacidade de aprender e compreender as coisas; era bom guerreiro e o Senhor era com Ele (1 Sm 16.18).

 

  1. Deus levanta autoridades.

Davi esteve muito tempo com Saul, mas em momento algum relatou a unção de Samuel sobre sua vida; ou tentou aproveitar-se da vulnerabilidade do rei para matá-lo e assumir o reinado; antes, participou de lutas em seu favor. Só no momento certo é que foi aclamado rei. É Deus que levanta e dá a autoridade. Deus pode levar crentes a grandes postos. Entretanto, é preciso aprender a servir, ter atitude de servo, pois foi esse o exemplo que Jesus nos deixou: servir a todos (Mc 10.45; Fp 2.7).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Davi não abandonou sua posição de servo e fez isso até que chegasse o momento de assumir o trono.

Subsídios EBD

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

Neste tópico é importante aplicar a perspectiva do serviço cristão no mundo atual. Para isso, considere o seguinte trecho teológico: “Diakonia (‘serviço’, ‘ministério’). São os esforços no serviço a Cristo que continuam o ministério encarnacional que Ele realizou e que nos ajuda a realizar. O caráter desse ministério é servir; não imita o padrão da autoridade ou do propósito que este mundo impõe. A essência do ministério tem sido exemplificada por Cristo de uma vez para sempre (Mc 10.45) e, como consequência, servimos a Cristo por meio de servir à criação que está debaixo do seu senhorio. A dimensão de serviço no ministério leva-nos, além de divulgar as boas-novas com denodo e coragem, a participar do desejo de Deus que é alcançar de modo prático os marginalizados da sociedade. As pessoas que não têm ninguém para pleitear a sua causa, e que se encontram desconsideradas e abandonadas, também foram criadas à imagem de Deus” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.604).

 

III – DAVI: O REI QUE ERA GUERREIRO

 

  1. O gigante Golias.

Depois de ungido, Davi tem diante de si um grande desafio, o qual foi temido por todo Israel: lutar contra Golias. Tendo este aproximadamente três metros de altura, era um sobrevivente da raça dos gigantes anaquins, um remanescente que se refugiou em Gaza, Asdode, na ocasião da execução feita por Josué, das montanhas de Judá (Js 11.21,22). Esse gigante tinha uma couraça feita de metal em escama que lhe guardava todo o corpo; todas as armas de defesa desse guerreiro eram de bronze e as de ataque, de ferro. O desafio de Golias era que fosse separado apenas um homem para decidir o conflito − esse tipo de luta era comum. O silêncio de Saul e a apatia do povo eram resultado do afastamento do Espírito Santo de Deus. Subsídios EBD

 

  1. Davi, ungido e cheio de fé.

Davi continuava sua missão de servo: ele não ficava permanentemente na casa de Saul, mas sempre voltava para a casa de seu pai, ficando a cuidar das ovelhas. Davi era jovem e não estava pronto para a guerra − isso aos olhos dos homens. Mas Deus usou essa impossibilidade, para fazer a apresentação do futuro rei de Israel, o seu escolhido. O pai de Davi envia-o ao acampamento para dar provisão aos seus irmãos e, ali, ele viu a afronta do gigante, que já vinha desafiando o povo de Deus há 40 dias. Mesmo com sua proposta, Saul não encontrou alguém que estivesse pronto a enfrentá-lo. Davi perguntou para alguém o que seria dado àquele que matasse o filisteu e tirasse a afronta de sobre Israel, o qual relatou os prêmios: grandes riquezas, a filha do rei como esposa e isenção de impostos (1 Sm 17.25-27). Quando chamado por Saul, Davi contou suas experiências em lutar contra o urso e o leão, para proteger o rebanho de seu pai, e da mesma forma ele protegeria o rebanho do Deus vivo das ameaças de Golias. Quem é ungido e confia no poder Deus não teme o inimigo, por mais feroz que este se apresente, antes, entra na batalha confiante, sabendo que podemos vencer (2 Co 1.10; 2 Tm 4.17,18).

 

  1. As armas do garoto.

Davi atribui a vitória que obteve sobre o urso e o leão não à sua habilidade, mas a Deus. Sendo assim, sua base para lutar contra Golias é a fé em Deus. Saul tentou preparar humanamente Davi para a guerra, pondo nele as suas armas, sem sucesso. O garoto as deixou de lado, e tomou seu cajado, sua funda e cinco pedras. O cajado era usado para ajudar na caminhada e enxotar os cães ferozes; a funda era usada por pastores e, para quem soubesse fazer bom uso, ela se tornava uma arma perigosa, como no caso dos benjaminitas (Jz 20.16). Davi lançou a pedra com sua funda, acertando o gigante, que caiu atordoado. Prontamente Davi toma dele a espada e lhe corta a cabeça. O garoto venceu essa batalha porque confiou em Deus e dependeu exclusivamente da armadura divina, e não das armas de Saul, que são uma referência aos recursos apenas humanos. O cristão que deseja ser vitorioso contra as forças de Satanás precisa se revestir da armadura de Deus (Ef 6.13-17). Subsídios EBD

 

  1. O contraste entre Davi e Golias.

Humanamente, era impossível Davi vencer Golias, visto que este era um gigante, e Davi, um jovem comum; mas todo o diferencial estava na unção que Davi recebera e a fé que tinha em Deus. Paulo disse que o cristão anda por fé, não por vista (2 Co 5.7). Enquanto todos temem o desafio do gigante, Davi responde com segurança por confiar no Senhor. Ele não entraria nesse combate com os ideais de Golias, que buscava manter sua fama de grande guerreiro, um campeão de batalhas; pelo contrário, todas as vezes que era necessário lutar, Davi procurava saber a orientação do Senhor, pois ele não guerreava suas guerras, mas sim as de Deus (1 Sm 22.10; 23.2,4.10; 30.8; 2Sm 2.1), pois seu propósito era exaltar o nome do Altíssimo. Nossas batalhas não devem ser pela busca de nossa glória, honra ou destaque pessoal, mas pela glória de Deus (Rm 11.36).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Davi derrotou o gigante Golias sob a unção de Deus.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

Aqui, vale a pena fazer uma comparação entre Davi e Golias, conforme este trecho: “Um homem de estatura gigantesca, Golias, de Gate (4), apresentou-se como o campeão dos filisteus, e desafiou um oponente do exército de Israel – uma prática comum nas antigas táticas de guerra. Ele tinha mais de dois metros e oitenta centímetros de altura, usava uma armadura que pesava cerca de sessenta e oito quilos, e a haste de sua lança era como um eixo de tecelão, cuja ponta pesava cerca de nove quilos. O côvado era a distância desde a ponta do cotovelo até a extremidade do dedo médio, cerca de quarenta e cinco centímetros. O palmo era a distância entre a ponta do mindinho até a ponta do polegar, quando os dedos estão esticados, e mede em torno de quinze a vinte centímetros. Grevas (6), perneiras. Escudo, ou seja, dardo. Ouvindo, então, Saul e todo o Israel... espantaram-se e temeram muito (11). Os israelitas sabiam que Saul, o homem mais alto e mais forte do exército, deveria ser campeão de Israel. E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá (12) – como os livros históricos do Antigo Testamento registram, em alguns casos, compilados a partir de documentos mais antigos (por exemplo, 10.25; 1 Rs 11.41; 14.19; 15.7; etc.), existe a ocasional repetição de informações dadas anteriormente. Jessé era um homem idoso nessa época. Os seus três filhos mais velhos estavam no exército com Saul. Davi, porém, ia e voltava de Saul, para apascentar as ovelhas de seu pai (15) – uma referência à aparição anterior de Davi na corte de Saul em Gibeá (cf. 16.19-23)” (Comentário Bíblico Beacon: 2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.209).

 

CONCLUSÃO

 

Deus procura homens e mulheres para entregar-lhes grandes responsabilidades. Ele não conta somente com a posição física, social, intelectual de alguém, mas para sua condição espiritual, por isso Ele olha o coração do ser humano, e não somente o exterior. Foi dentre os filhos de Jessé que Deus serviu-se de um servo, segundo o seu coração (1 Sm 13.14). Deus unge e separa pessoas humildes para sua obra, que  estejam prontas para viver pela fé e que não temam enfrentar o inimigo.

 

 

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Davi é ungido Rei”, responda:

 

  1. O que o ato da unção passou a simbolizar?

Como um ato ordenado por Deus, a unção passou a simbolizar o derramamento do Espírito do Senhor (1 Sm 10.9; Is 61.1).

 

  1. Qual a diferença entre a unção do Antigo e do Novo Testamento?

No geral, entendemos a unção no Antigo Testamento como separação de alguém para algum ofício. No Novo Testamento ela está relacionada a Cristo e aos cristãos, no sentido de dotar o cristão de poder para testemunhar as verdades do Evangelho (At 1.8; 1 Jo 2.20,27).

 

  1. O que Davi não abandonou?

Davi, sendo ungido, não abandonou sua posição de servo e fez isso até que chegasse o momento de assumir o trono.

 

  1. Qual foi o grande desafio de Davi?

Após ungido, Davi tem diante de si um grande desafio, o qual foi temido por todo Israel: lutar contra Golias.

 

  1. Com que Davi matou o gigante?

Davi lançou a pedra com sua funda, acertando o gigante, o qual caiu atordoado com a espada.

 

Lição 8: O Exílio de Davi

 

 

 4° trimestre de 2019 | Classe: Adultos | Data da Aula: 24 de Novembro de 2019

 

Áudio Lição Aqui | Subsídios Bíblicos aqui | Auxílio - Professores Aqui

TEXTO ÁUREO

“Então, Davi se retirou dali e se escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai e desceram ali para ele. E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” (1 Sm 22.1,2)

 

VERDADE PRÁTICA

Dos muitos conflitos que vivenciamos aprendemos lições preciosas para a nossa vida espiritual e formação de nosso caráter, segundo o modelo Cristo.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Fp 2.4,21

Na obra de Cristo, lutemos por Cristo

Terça – Mt 4.1

Há um propósito elevado quando Deus nos “exila”

Quarta – 2 Tm 2.12

A fidelidade é o segredo para reinarmos com Cristo

Quinta – Sl 127.3

Os filhos devem cuidar dos pais em todos os momentos

Sexta – Êx 20.12

Deus sempre abençoa os filhos obedientes

Sábado – Hb 13.7

Os cristãos devem honrar os que são colocados por Deus na obra

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 22.1-5

 

1 - Então, Davi se retirou dali e se escapou para a caverna de Adulão; e ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai e desceram ali para ele.

2 - E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.

3 - E foi-se Davi dali a Mispa dos moabitas e disse ao rei dos moabitas: Deixa estar meu pai e minha mãe convosco, até que saiba o que Deus há de fazer de mim.

4 - E trouxe-os perante o rei dos moabitas, e ficaram com ele todos os dias que Davi esteve no lugar forte.

5 - Porém o profeta Gade disse a Davi: Não fiques naquele lugar forte; vai e entra na terra de Judá. Então, Davi foi e veio para o bosque de Herete.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que dos muitos conflitos que vivenciamos podemos tirar lições preciosas para a nossa vida espiritual.

 

HINOS SUGERIDOS: 36, 41, 42 da Harpa Cristã

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

Caracterizar o exílio de Davi;

Expor Davi e o amor com os pais;

Explanar sobre pessoas que morreram por Davi.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

As inúmeras situações difíceis que o seguidor de Cristo passa na caminhada cristã podem servir-lhe de amadurecimento e crescimento na vida espiritual. A lição desta semana mostra que Davi cresceu como homem de Deus no exílio, embora o sofrimento vivenciado ali lhe causasse períodos bastante desconfortáveis. Entretanto, estava claro que Deus trabalharia na vida de Davi a fim de prepará-lo para reinar no lugar de Saul. Nos momentos de solidão e de deserto, Deus fala conosco, conduz a nossa vida e nos dá diretrizes para fazermos a sua vontade.

Veja Também:

1) Escola Dominical Criativa

2) O Professor Vocacionado e sua Capacidade de Incentivar o Aluno

3) Minhas aulas são monótonas. O que faço?

 

 

INTRODUÇÃO

 

Nem sempre as vivências marcadas por situações traumáticas podem ser vistas como negativas. Por vezes, elas servem para tirar as cascas das aparências, a infantilidade, o esquecimento de nós mesmos, a fim de levar-nos à essência real da vida. O exílio fala de expatriação forçada ou livre, isolamento social, solidão. A conotação nem sempre é pejorativa, pois, nas Escrituras Sagradas, o exílio recebeu conotações positivas e negativas.

 

O exílio pode ser o lugar onde nosso caráter será testado, onde nossa própria identidade será descoberta, onde nossa lucidez mental e espiritual terá a sua aurora (Pv 4.18). A caverna de Adulão não será apenas o exílio de Davi, mas, sim, o lugar que moldará o seu caráter, preparando-o para uma missão maior: a liderança de Israel.

 

PONTO CENTRAL

O crente deve tirar preciosas lições para a vida espiritual dos muitos conflitos vivenciados.

 

 

 

I - AS CARACTERÍSTICAS DO EXÍLIO DE DAVI

 

  1. A caverna de Adulão.

Lugares, pessoas, situações − tudo serve para o nosso crescimento social e espiritual. Davi deixa o território e vai para uma região que conhecia muito bem: a caverna de Adulão. O nome Adulão quer dizer refúgio; era assim denominado por causa de uma cidade em suas proximidades. Situada na Sefelá, a planície de Judá, distando de Jerusalém aproximadamente 26 km ao sudoeste e 20 km ao sudeste de Gate. No período dos patriarcas tinha sido uma cidade cananeia (Gn 38.1) e, na época das batalhas de Josué, quando da ocupação da terra, ela foi capturada (Js 12.15). Houve fatos importantes na caverna de Adulão. Ali, ela foi fortificada por Roboão (2 Cr 11.7); depois do cativeiro foi reocupada pelos filhos de Judá (Ne 11.30) e sua existência foi comprovada nos dias do profeta Miqueias (1.15). Hoje ela é chamada de Aid-el-Ma.

 

  1. Os exilados da caverna de Adulão.

Muitos se dirigiam para ali, a fim de fazer companhia a Davi. Primeiramente, seus irmãos e toda a casa de seu pai, posto que estavam ameaçados pelo rei Saul, devido à ligação com Davi. Outros que foram à procura de Davi na caverna eram os homens que se encontravam em dificuldades. Como Davi conseguiu firmar sua liderança nessas condições?

 

Na verdade, não foi apenas uma ação sua; todos os que se juntaram a ele estavam ansiosos por uma existência mais favorável. Davi treinou esse grupo, aparentemente sem sucesso; obteve êxito, pois todos ali buscavam uma vida melhor, tinham os mesmos ideais e, sendo assim, mantiveram-se fiéis a Davi, fazendo de tudo pelo seu líder (2 Sm 23.8-39).

 

Os cristãos, como soldados reunidos por Cristo, devem lutar com os mesmos objetivos, não tendo cada um sua própria prioridade, mas a de Cristo (Fp 2.4,21). Se esse for o espírito, Deus dará o sucesso e o crescimento da obra.

 

  1. O simbolismo da caverna de Adulão.

Foi ali que os dons de Davi como líder foram postos em prática. Ele treinou e preparou 400 homens para lutar no dia a dia, e não demorou para que esse número subisse a 600. Isto quer dizer que todos quantos vinham ter com ele não eram rejeitados. Davi é o modelo de líder que recebe homens angustiados pela vida, para torná-los capazes para o serviço.

 

A grande lição de Davi para esses homens é que os que desejassem reinar com ele deveriam aprender a sofrer com ele, visando sempre o Reino de Deus. No simbolismo espiritual, podemos comparar Davi a Cristo. Nosso Senhor se dirigiu aos miseráveis, aos cansados, aos oprimidos, aos amargurados, aos publicanos e aos pecadores, e todos foram transformados pelo seu poder e passaram a fazer parte do seu reino (Mt 11.28,29; Lc 15.1; Mt 22.9,10). Assim, quem deseja reinar com Cristo precisa também sofrer com Ele (2 Tm 2.12).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

A caverna de Adulão era um lugar de refúgio para Davi e seus amigos.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

 

Inicie a aula desta semana falando um pouco da palavra “Exílio”. Basicamente, a palavra refere-se à expatriação forçada de alguém por causa de uma perseguição do Estado e o local em que essa pessoa passará a viver. Use exemplos das próprias Escrituras para introduzir o assunto. O povo de Israel viveu em exílio em grande parte da história bíblica. É um período caracterizado pela absorção de outras culturas, distanciamento da terra de origem. Todo esse sentimento estava sobre Davi quando este exilou-se na Caverna de Adulão.

 

  1. DAVI E O AMOR COM OS PAIS

 

 

  1. Protegendo seus pais.

Davi não é conhecido apenas como um grande líder, mas também como um bom filho. Ele teve todo um cuidado especial para com os seus pais. Foi até Moabe, porque sabia que eles precisavam de um lugar seguro para habitar e, desse modo, estava se afastando dos territórios de Saul. Há um propósito especial em Davi procurar Moabe. Diversos escritores afirmam que isso se deve aos laços familiares através de Rute, que era a avó moabita de Jessé, pai de Davi.

 

A inclusão de Mispa deve-se ao fato de ser esta a cidade real de Moabe; sua citação está restrita aqui e o seu significado é “torre de vigília”; deixando seus pais em segurança, uma expressão grandiosa sai dos lábios de Davi: “Até que saiba o que Deus há de fazer de mim”. Davi ama a Deus, tinha grande amor e carinho pelo seus pais, e não se descuidava de seus companheiros de luta.

 

Os filhos, principalmente durante a velhice dos pais, devem honrá-los em tudo, a despeito das lutas e crises que estiverem enfrentando (Sl 127.3). Davi não chegou ao trono apenas porque sabia cuidar dos outros, nem porque era um bom guerreiro, mas, também, porque era um bom filho.

 

  1. A recompensa bíblica para os filhos obedientes.

Desde o Antigo Testamento, a ênfase é que Deus abençoa sempre os filhos obedientes, pois é o primeiro mandamento com promessa (Êx 20.12; Dt 5.16). Esse ensino foi ministrado por Paulo (Ef 6.2,3).   Nosso Senhor manifestou-se contra os filhos que não cuidavam dos seus pais (Mt 15.5-7). Tais filhos simulada e mentirosamente dedicavam a Deus todos os seus bens, para não honrarem nem sustentarem os seus pais, quebrando, assim, o mandamento.

 

Os filhos devem aprender a serem gratos aos seus pais em tudo, dando-lhes honra, dignidade e cuidados materiais. Isso é mandamento de Deus!

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Davi era um grande líder, e também um bom filho. Ele amava seus pais.

 

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

 

O texto bíblico narra quando Samuel foi à casa de Jessé, pai de Davi. O motivo da visita era ungir o novo rei. Nesse caso, Davi não fora a primeira opção apresentada pelo pai ao profeta (1 Sm 16.11-13). Entretanto, o jovem amava-o e honrava-o. Assim, é importante destacar uma atitude cristã que os pais devem ter para com os seus filhos, conforme escreve o Dr. Stephen Adei: “No entanto, dar uma visão a um filho não é tão fácil quanto parece. Isto é porque os pais, às vezes, procuram viver as suas próprias aspirações, não satisfeitas, em seus filhos. Um adolescente certa vez confessou: ‘Tudo o que eu quero estudar é francês, mas meus pais insistem que eu estude medicina. Vou fazer isso, desde que seja em francês’. Uma das maiores injustiças que podemos fazer aos nossos filhos é impor a eles uma visão que é contrária à sua tendência. Devemos desafiar nossos filhos a explorar seus interesses, mas não tentar impor a eles a nossa visão, especialmente na sua escolha de carreiras. Como podemos fazer isso? Devemos incentivá-los a ser holísticos, isto é, não focados indevidamente na área acadêmica e profissional, mas na maturidade cristã. Permitir que tenham uma visão de servos do Senhor em relação a todos os outros aspectos – profissões, ganhos, casamento, etc. – sendo subordinados a ela” (ADEI, Stephen. Seja o Líder que sua Família precisa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.129).

 

 

III – MORRENDO POR DAVI

 

  1. A inconsistência de Saul.

Saul não teve nenhuma caverna para forjar sua vida, não lidou com situações conflitantes, tinha apenas aparência de líder, mas não era um homem segundo o coração de Deus. Os homens que estavam com Saul, ainda que não vivessem as mesmas condições dos que estavam com Davi, não se sentiam tranquilos, pois ele suspeitava da lealdade de todos, inclusive a de seu filho.

 

Saul orgulhava-se de ter dado honras à tribo de Benjamin, presentes e posições na liderança; algo que Davi, filho de Jessé, jamais faria. Saul não sabia que lealdade não se compra com presentes, dinheiro, mas nasce naturalmente pela sinceridade, verdade e caráter de um líder genuíno. Só os líderes inseguros fazem cobranças exageradas, dão presentes em troca de lealdade, se inquietam com os que podem” representar risco” à sua posição.

 

Quando os líderes são verdadeiramente chamados por Deus é maravilhoso que as pessoas os honrem e os considerem como homens de Deus. O escritor aos hebreus fala da necessidade de se considerar os líderes (Hb 13.7).

 

  1. O preço de proteger Davi.

Saul convocou Aimeleque e seus sacerdotes para que se apresentassem em Gibeá. Não houve da parte de Aimeleque reação nervosa; ele se declara limpo, pois tinha consciência de que apenas ajudara Davi por tê-lo em grande consideração e por saber que era um soldado da confiança de Saul, aliás, da família real, genro do rei. Apesar dessa declaração sincera, Saul considerou-a um ato de traição, pois Aimeleque havia ajudado Davi, não informando ao rei os seus movimentos. Assim, ele e seus companheiros deveriam morrer.

 

Houve uma recusa dos soldados em atacar os sacerdotes, os ungidos de Deus. Foi alguém de fora, um edomita chamado Doegue, que cometeu esse crime brutal. Observe o disparate de Saul: Deus ordenou que ele matasse os amalequitas e não o fez; mas agora extermina prontamente a família de sacerdotes, sem piedade alguma. Apenas um filho de Aimeleque, Abiatar, sobreviveu, salvou o éfode santo e foi ter com Davi (1 Sm 23.6). A amizade entre Davi e Abiatar foi duradoura, ao longo de todo o seu reinado (1 Rs 2.26,27), pois a família de Abiatar morreu para proteger Davi.

 

  1. A sina de Doegue.

Alguns estudiosos acreditam que o Salmo 52 foi pronunciado por Davi predizendo o destino de Doegue. Davi inicia o salmo mostrando que o ímpio ama a malícia e despreza a bondade de Deus. O caráter do ímpio é descrito pelo salmista assim: a) sua língua intenta o mal (Pv 10.31); b) traça enganos (Jó 15.35); c) despreza o bem e ama o mal (Jr 9.4-5); d) não é reto no seu falar.

 

Tudo indica que o destinatário do salmista Davi é uma pessoa prepotente, arrogante; sua língua era usada como arma para revelar o que estava dentro do seu coração perverso. Por vezes, o ímpio se mostra perante as pessoas deste mundo com o espírito de grandeza, soberba; busca sempre ser reconhecido e se apresenta como poderoso; suas obras são perversas.

 

O salmista deixa claro que Deus punirá esse ímpio arrogante. Note que isso será feito de modo poderoso e pode ser visto pela presença dos seguintes verbos bíblicos: destruir, arrancar, arrebatar, desarraigar. O ímpio pecador será varrido da face da terra.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Aimeleque e outros sacerdotes foram executados sob as ordens de Saul.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

“Irado, não convencido e tomado por um ódio selvagem, o rei ordenou a execução de todo o grupo de sacerdotes. Quando seus próprios soldados se recusaram a obedecer, o rei ordenou que Doegue executasse o crime. O edomita assassinou oitenta e cinco sacerdotes, e destruiu a cidade sacerdotal de Nobe com todos os seus habitantes (17-19). Existe um vívido contraste entre a recusa dos próprios homens de Saul e a perversa disposição de Doegue – o que ressaltou a atrocidade do acontecimento. Vestiam éfode de linho (18), ou seja, eram sacerdotes do Senhor. Os de peito (19) eram bebês de colo. Abiatar, um dos filhos de Aimeleque, conseguiu escapar do massacre e fugiu ao encontro do grupo de Davi, a quem relatou o brutal crime que Saul incitara (20,21). O filho de Jessé foi tomado pela tristeza, e contou a Abiatar sobre o seu medo quando reconheceu Doegue em Nobe, durante a sua primeira e precipitada fuga (21.1-9). Ele confessou ser a causa da morte de todos os sacerdotes e do povo de Nobe, embora não intencionalmente  (22)” (Comentário Bíblico Beacon:2 Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.218).

 

CONCLUSÃO

 

Deus usa instrumentos falhos para fazer a sua obra nesta terra, como disse Paulo em 1 Coríntios 1.28: “E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são”. Antes, porém, esses instrumentos devem ser trabalhados, forjados pelo auxílio do Espírito Santo, a fim de que sejam vasos de honra no trabalho do Senhor.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “O Exílio de Davi”, responda:

 

  1. Qual o simbolismo do exílio para o cristão?

O exílio pode ser o lugar onde nosso caráter será testado, onde nossa própria identidade será descoberta, onde nossa lucidez mental e espiritual terá a sua aurora (Pv 4.18).

 

  1. Qual o significado de Adulão?

O nome Adulão quer dizer refúgio; era assim denominado por causa de uma cidade em suas proximidades.

 

  1. Qual o propósito especial em Davi procurar Moabe?

Há um propósito especial em Davi procurar Moabe. Diversos escritores afirmam que isso se deve aos laços familiares através de Rute, que era a avó moabita de Jessé, pai de Davi.

 

  1. Qual é o procedimento de um líder inseguro?

Só os líderes inseguros fazem cobranças exageradas, dão presentes em troca de lealdade, se inquietam com os que podem representar risco à sua posição.

 

  1. Que tipo de pessoa o salmista Davi descreve?

Tudo indica que o destinatário do salmista Davi é uma pessoa prepotente, arrogante; sua língua era usada como arma para revelar o que estava dentro do seu coração perverso.