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Lições Livro de Levitico adultos 3 trim 2018
Lições Livro de Levitico adultos 3 trim 2018

LIÇÕES ADULTOS 3 TRIMESTRE 2018 LEVITICO


 

TODAS LIÇÕES 3 TRIMESTRE Adultos 2018

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

3º Trimestre de 2018

 

Título: Adoração, Santidade e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 1: Levítico, Adoração e Serviço ao Senhor

Data: 1º de Julho de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

 

“E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará” (Lv 26.11).

 

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

A verdadeira adoração a Deus compreende, necessariamente, o nosso serviço voluntário, santo e amoroso ao seu Reino.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda — Êx 15.11

 

Deus é majestoso em santidade

 

 

 

 

 

 

Terça — Lv 8.9

 

A santidade dos sacerdotes

 

 

 

 

 

 

Quarta — 1Cr 16.29

 

Adoração em santidade

 

 

 

 

 

 

Quinta — Sl 93.5

 

A santidade convém à Casa de Deus

 

 

 

 

 

 

Sexta — Ef 4.24

 

Santidade, o revestimento do crente

 

 

 

 

 

 

Sábado — 1Ts 3.13

 

Santidade irrepreensível

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

Levítico 27.28-34.

 

 

 

28 — Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao SENHOR de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda a coisa consagrada será santíssima ao SENHOR.

 

29 — Toda a coisa consagrada que for consagrada do homem, não será resgatada; certamente morrerá.

 

30 — Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.

 

31 — Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela.

 

32 — No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR.

 

33 — Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados.

 

34 — Estes são os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.

 

 

 

HINOS SUGERIDOS

 

 

104, 177 e 221 da Harpa Cristã.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Mostrar que a verdadeira adoração a Deus compreende o nosso serviço voluntário, santo e amoroso ao seu Reino.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Chris Lawton

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

 

 

 

  1. Apontar a canonicidade, o gênero literário, autoria e data do livro de Levítico;
  2. Explicar a razão do livro de Levítico;

III. Compreender que o livro de Levítico era o manual do sacerdote.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Prezado (a) professor (a), neste trimestre estudaremos o terceiro livro do Pentateuco, Levítico. Você já leu todo esse livro? Convidamos você para juntos fazermos a leitura dessa obra cujo escritor foi Moisés. O propósito do livro era instruir os hebreus, e em especial os da casa de Arão, a respeito da adoração, o culto a Deus, os sacrifícios e as ofertas.

 

O comentarista é o pastor Claudionor de Andrade — escritor, conferencista e Consultor Doutrinário e Teológico da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

 

Que a cada lição possamos adorar a Jesus Cristo, por seu sacrifício perfeito que fez de nós reis e sacerdotes para Deus (Ap 1.6).

 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Estudaremos, a partir de agora, o livro de Levítico, cujo tema pode ser resumido nesta simples, mas atual ordenança divina: “... portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44). À primeira vista, esse livro da Bíblia Sagrada parece enfadonho e até desnecessário. Todavia, ele é imprescindível para compreendermos a essência do culto divino no Antigo Testamento. Nas lições por virem, constataremos que ainda temos muito a aprender com a congregação israelita no deserto do Sinai.

 

Estudemos, pois, com diligência e cuidado. Oremos e empenhemo-nos por aplicar cada lição ao nosso viver. Finalmente, não nos esqueçamos de que o Senhor continua a exigir de seus filhos uma vida santa, pura e consagrada ao seu Reino.

 

 

 

 

 

PONTO CENTRAL

 

 

 

A verdadeira adoração a Deus é evidenciada mediante o serviço voluntário, santo e amoroso ao Reino.

 

 

 

 

  1. SOBRE O LIVRO DE LEVÍTICO

 

 

 

Para compreendermos o Livro de Levítico, temos de considerar, inicialmente, quatro coisas muito importantes: sua canonicidade, gênero literário, autoria e data.

 

  1. Canonicidade. O Levítico, bem como os demais livros do Pentateuco, foi reconhecido, desde o princípio, como a Palavra de Deus, e posto “perante o Senhor”, junto à Arca da Aliança, no Tabernáculo (Dt 31.26). Em várias passagens, ele é chamado, juntamente com outros livros do Pentateuco, de “Livro do Senhor”, ou “Livro da Lei” (Is 34.16; 2Rs 22.8). Portanto, o Levítico tem de ser considerado, à semelhança dos demais livros da Bíblia Sagrada, como a Palavra inspirada, inerrante e completa de Deus.

 

  1. Gênero literário. Em virtude de seu gênero literário, o livro de Levítico pode ser considerado o manual do culto divino do Antigo Testamento (Lv 23). Ele pode ser visto também como o estatuto da purificação nacional, social e pessoal do povo hebreu (Lv 17.1-7).

 

  1. Autoria. Moisés é o autor humano de Levítico e dos demais livros que compõem o Pentateuco — os cinco primeiros livros da Bíblia. Por toda a obra, observamos a interação entre os autores divino e humano: Deus e Moisés (Lv 1.1; 5.14; 8.1; 15.1; 21.1; 27.1).

 

  1. Data. De acordo com a cronologia bíblica, a saída de Israel do Egito ocorreu no ano 1445 a.C. Um ano mais tarde, Moisés levantou o Tabernáculo no deserto (Êx 40.17). Foi exatamente nesse ponto que o profeta e legislador, inspirado pelo Espírito Santo, passou a registrar as normas do culto hebreu (Lv 1.1).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

 

Quatro elementos importantes do livro de Levítico que precisam ser observados: sua canonicidade, gênero literário, autoria e data.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

 

Professor (a) para ajudar na introdução do primeiro tópico da lição, copie no quadro o esquema abaixo. Explique que antes de iniciar a leitura de qualquer livro das Escrituras Sagradas é importante saber quem foi o seu autor, em que data foi escrito, qual o seu propósito, os temas e os personagens centrais. Depois, apresente o segundo esquema com a divisão do livro de Levítico.

 

 

 

O LIVRO DE LEVÍTICO

 

 

 

PERSONAGENS CENTRAIS: Moisés, Arão, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

 

AUTORIA: Moisés é o autor humano.

 

DATA: Moisés teria escrito Levítico, aproximadamente, entre 1446 a.C. (uma possível data do êxodo) e 1406 a.C. (ano da morte de Moisés).

 

PROPÓSITO: Ensinar o povo de Deus a viver em segurança diante de um Deus que é santo.

 

TEMAS PRINCIPAIS: Sacrifícios, sacerdócio, purificação e vida santa.

 

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS: Sacerdotes começam o seu ministério (Lv 9) e Nadabe e Abiú são mortos (Lv 10).

 

 

 

DIVISÃO DO LIVRO DE LEVÍTICO

 

 

 

1ª PARTE: Como nos aproximamos do Altíssimo (1—10), através de sacrifícios (1—7) e por meio do sacerdócio (8—10).

 

2ª PARTE: Como alcançamos a santidade (11—27), por intermédio da higiene (11—16) e da santificação (17—27).

 

 

 

 

 

 

  1. A RAZÃO DO LIVRO

 

 

 

O livro de Levítico foi escrito tendo em vista estes objetivos: purificar Israel das abominações do Egito, preservá-lo das iniquidades de Canaã e transformá-lo num povo santo, obreiro e adorador.

 

  1. Purificar Israel das abominações do Egito. Além de arrancar Israel do Egito, a Moisés coube também uma missão ainda mais difícil: arrancar o Egito de Israel. Embora já livres da servidão de Faraó, os israelitas não se livraram de imediato das abominações egípcias, haja vista o lamentável episódio do bezerro de ouro (Êx 32.1-10).

 

Para arrancar Israel do Egito bastou um dia; para arrancar o Egito de Israel, quarenta anos não foram suficientes (Nm 14.33,34). Por esse motivo, o livro de Levítico fez-se necessário e urgente. O Senhor, detalhada e didaticamente, ensinou aos israelitas a diferençar o puro do impuro (Lv 10.10; 15.31; 20.25). Sem esse recurso didático, os hebreus jamais seriam reconhecidos como nação sacerdotal, profética e real (Êx 19.6).

 

  1. Preservar Israel das iniquidades de Canaã. Ao deixarem o Egito, um país notoriamente idólatra, os filhos de Israel peregrinaram durante quarenta anos pelo deserto, para receber, por herança, uma terra habitada por nações ainda mais idólatras e abomináveis (Lv 18.3). Por esse motivo, as recomendações divinas eram tão enérgicas (Dt 18.9).

 

Sem os estatutos, leis e regras do livro de Levítico, os israelitas corriam o risco de perder as suas características como povo exclusivo de Deus.

 

  1. Transformar Israel num povo santo, adorador e obreiro. A Moisés cabia também educar os filhos de Israel, a fim de transformá-los num povo santo, adorador e obreiro (Lv 11.45). Sem a educação minuciosa e eficiente proporcionada pelo livro de Levítico, os israelitas jamais teriam cumprido a missão que o Senhor lhes designara por intermédio de Abraão: ser uma bênção a todas as famílias da Terra (Gn 12.1-3; Dt 14.2). Afinal, Israel teria de portar-se como nação messiânica, pois tinha como missão principal, embora inconsciente, revelar Jesus Cristo ao mundo (Jo 4.22).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

 

As razões principais pelas quais o livro de Levítico foi escrito são: purificar Israel das abominações do Egito, preservá-to das iniquidades de Canaã e transformá-lo num povo santo.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Levítico é o âmago do Pentateuco! Uma das principais funções dos cinco primeiros livros da Bíblia é dar uma identidade ao povo de Deus. Na essência dessa identidade está Levítico; no centro do livro está a santidade. Não é um mero livro de regras, frio e tedioso. Em vez disso, a fonte de santidade é o Deus vivo, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó; o Deus que derrotou os egípcios e dividiu as águas; o Deus cuja presença habita no Tabernáculo. Levítico ensina o povo de Deus como viver em segurança na presença de um Deus santo” (Panorama da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.26).

 

 

 

CONHEÇA MAIS

 

 

 

Dev

 

 

 

Sobre Levítico

 

“Levítico deixa claro que seu texto foi divinamente revelado. Não há sinal algum de qualquer influência de outros sistemas religiosos. Tampouco se percebe indícios de que o texto for composto por algum comitê de liturgia, o que procurou impor à comunidade aquilo que considerava adequado para se adorar a Deus”. Leia mais em Manual do Pentateuco, CPAD, pp.265-88.

 

 

 

 

 

 

III. O MANUAL DO SACERDOTE

 

 

 

O livro de Levítico foi entregue mui particularmente aos filhos de Levi, objetivando orientá-los quanto às atividades cultuais, santificadoras e intercessoras.

 

  1. Atividades cultuais. Os levitas tinham como atribuição exclusiva zelar pela santidade, perfeição e beleza do culto do Deus de Israel (Nm 3.12). E, para que todas as coisas saíssem de acordo com as recomendações divinas, obrigavam-se eles a observar rigorosamente as ordenações do Levítico. Seu ofício deveria refletir a glória de Deus (Lv 9.1-6). Por esse motivo, tudo neles tinha de estar de acordo com as prescrições do Senhor: ordenação, pureza moral, espiritual e física (Lv 8.1-36; 10.8-11).

 

  1. Atividades santificadoras. A reivindicação mais urgente e importante do livro de Levítico é a santificação de Israel como herança particular do Senhor: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 20.7). Os sacerdotes, por conseguinte, deveriam, em primeiro lugar, cuidar de sua própria santificação para terem condições de zelar pela santidade de todo o povo (Lv 16.1-11). Recomendação semelhante faz o apóstolo Paulo aos obreiros de Cristo (1Tm 4.16).

 

  1. Atividades intercessoras. A principal atividade do sacerdote era, sem dúvida, fazer a intermediação entre o pecador arrependido e o Deus Santo, Único e Verdadeiro (Lv 9.7), haja vista o gesto de Arão quando da apostasia de Coré e seu bando. Naquele momento, o povo de Israel esteve prestes a ser destruído, mas o gesto do sumo sacerdote tornou a nação propícia a Deus (Nm 16.46).

 

Hoje, em virtude do sacrifício de Cristo, não mais necessitamos de intermediários humanos para nos achegarmos a Deus (1Jo 4.10). Jesus é o nosso sublime e perfeito Sumo Sacerdote (Hb 7.26,27). Todavia, a santidade continua a ser exigida daqueles que oram e intercedem; que o façam “levantando mãos santas” (1Tm 2.1,8).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

 

O livro de Levítico era um manual para os sacerdotes.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Ordenação: O ato histórico separa para sempre o sacerdócio dos outros israelitas. Mesmo após o tempo de Jesus, somente quem podia provar sua descendência de Arão por completos registros genealógicos era permitido atuar no sacerdócio. E à mulher do sacerdote era exigido ser uma israelita de sangue puro, de uma família sem qualquer tipo de imperfeição. Hoje, cada crente é um sacerdote, um membro adotado da família de Deus (1Pe 2.5).

 

Orelha e polegar, dedo do pé: Alguns têm sugerido que tocar essas partes do corpo com sangue simboliza a necessidade dos sacerdotes de estarem sempre prontos para ouvir a voz de Deus, sempre prontos a segui-lo.

 

Parte da cerimônia de ordenação envolvia restringir Arão e seus filhos à câmara do Tabernáculo por sete dias. O ato simbolizava separar os sacerdotes do restante do povo, e separá-los para Deus. Porém, isso sugere ainda mais: Somente aqueles que vivem diariamente na verdadeira presença de Deus podem servir ao Senhor efetivamente. Precisamos permanecer junto a Ele, se desejamos ter um ministério junto aos outros” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 9ª Edição, RJ: CPAD, 2010, p.80).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

A principal lição que extraímos do livro de Levítico é que o Deus santo requer duas coisas básicas de cada um de seus filhos: que nos separemos do mundo e que nos dediquemos, em pureza e santidade, ao seu serviço. Este é o nosso culto racional (Rm 12.1-3).

 

 

 

PARA REFLETIR

 

 

A respeito de “Levítico, Adoração e Serviço ao Senhor”, responda:

 

 

 

  • Como podemos resumir o tema do livro de Levítico?

 

O tema pode ser resumido nesta simples, mas enérgica ordenança divina: “... portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44).

 

 

 

  • Quem é o seu autor e quando foi escrito?

 

Moisés. Moisés teria escrito Levítico, aproximadamente, entre 1446 a.C. (uma possível data do êxodo) e 1406 a.C. (ano da morte de Moisés).

 

 

 

  • Por que o Levítico foi escrito?

 

O livro de Levítico foi escrito, tendo em vista estes objetivos: purificar Israel das abominações do Egito, preservá-lo das iniquidades de Canaã e transformá-lo num povo santo, obreiro e adorador.

 

 

 

  • Quais as atividades do sacerdote?

 

Atividades culturais, santificadoras e intercessoras. Mas, a principal atividade do sacerdote era, sem dúvida, fazer a intermediação entre o pecador arrependido e o Deus Santo, Único e Verdadeiro (Lv 9.7).

 

 

 

  • Hoje, quem é o nosso Sumo Sacerdote?

 

Jesus é o nosso sublime e perfeito sumo sacerdote (Hb 7.26,27).

 

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

Levítico, adoração e serviço ao Senhor

 

 

 

Caros professores, neste trimestre abordaremos um livro da Bíblia que para muitos é tido como difícil, hermético e impenetrável: o Levítico. Essa palavra provém da antiga tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, e seu significado é “Concernente aos levitas” ou “Com respeito aos levitas”.

 

O nome do livro revela que a obra sagrada foi escrita originalmente como um manual litúrgico para os levitas. Nesse aspecto, o Levítico contém a narrativa da maior parte do sistema de leis estabelecido por Deus para o Seu povo sob a administração do sacerdócio levítico.

 

 

 

Informações Básicas sobre o livro

 

Ao longo do livro, que com outros quatro formam o Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento), são destacados os seguintes conteúdos: leis sobre a santidade de Deus e o amor ao próximo; sacrifícios como parte da adoração; a pureza ritual e obrigações sociais; instituição do sacerdócio segundo a ordem de Arão; leis quanto à função sacerdotal dos levitas; estabelecimento da expiação dos pecados (o Dia da Expiação); leis que regulam as relações sexuais, a vida familiar, a punição de crimes graves, as festas sagradas e os anos especiais, como o sabático e o jubileu.

 

Essas descrições apontam para os seguintes objetivos do livro: purificar a nação escolhida das abominações do Egito; preservá-la das sujeiras morais e espirituais de Canaã; transformar a nação num povo separado por Deus para cumprir os propósitos divinos. Por isso, o livro tem o propósito claro de estabelecer a santidade de Deus na vida de seu povo: “Porque eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44).

 

 

 

Esboço do livro de Levítico

 

 

 

DIVISÃO EM DOIS PRINCIPAIS BLOCOS

 

1—16 → Regulamento para o povo e os sacerdotes (o Código Levítico);

 

17—26 → Regulamento do relacionamento com Deus e com o próximo (o Código de Santidade).

 

 

 

DIVISÃO DO PRIMEIRO BLOCO (1—16)

 

1.1—6.7 → As ofertas do povo

 

8—9 → A instituição do sacerdócio arônico;

 

10 → Juízo de Deus e instruções para os sacerdotes;

 

11—15 → Leis sobre a pureza ritual para os sacerdotes;

 

16 → Instituição do Dia da Expiação.

 

 

 

DIVISÃO DO SEGUNDO BLOCO (17—26)

 

17—24 → O Código de Santidade para diversos comportamentos da nação e dos sacerdotes;

 

25—26 → Instituição dos anos sabáticos e do jubileu; bênçãos e maldições da aliança.

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

3º Trimestre de 2018

Título: Adoração, Santidade e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 2: A beleza e a glória do culto levítico

Data: 08 de Julho de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

 

“Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo” (Lv 9.23).

 

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

O verdadeiro culto divino não se impõe pelo ritualismo nem por sua pompa, mas pelo quebrantamento de coração e pela integridade de espírito. A glória de Deus não pode faltar.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda — Gn 4.4

 

Abel inicia o culto divino

 

 

 

 

 

 

Terça — Gn 12.1-3

 

Abraão é chamado a cultuar

 

 

 

 

 

 

Quarta — Êx 4.31

 

A fé conduz ao culto

 

 

 

 

 

 

Quinta — Êx 12.27

 

A explicação do culto

 

 

 

 

 

 

Sexta — Êx 10.9

 

A reivindicação do culto

 

 

 

 

 

 

Sábado — Rm 12.1-3

 

Um culto perfeito

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

Levítico 9.15-24.

 

 

 

15 — Depois, fez chegar a oferta do povo, e tomou o bode da expiação do pecado, que era pelo povo, e o degolou, e o preparou por expiação do pecado, como o primeiro.

 

16 — Fez também chegar o holocausto e o preparou segundo o rito.

 

17 — E fez chegar a oferta de manjares, e a sua mão encheu dela, e a queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã.

 

18 — Depois, degolou o boi e o carneiro em sacrifício pacífico, que era pelo povo; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que espargiu sobre o altar, em redor,

 

19 — como também a gordura do boi e do carneiro, e a cauda, e o que cobre a fressura, e os rins, e o redenho do fígado.

 

20 — E puseram a gordura sobre o peito, e ele queimou a gordura sobre o altar;

 

21 — mas o peito e a espádua direita Arão moveu por oferta de movimento perante o SENHOR, como Moisés tinha ordenado.

 

22 — Depois, Arão levantou as mãos ao povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a expiação do pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica.

 

23 — Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do SENHOR apareceu a todo o povo.

 

24 — Porque o fogo saiu de diante do SENHOR e consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo todo o povo, jubilou e caiu sobre as suas faces.

 

 

 

HINOS SUGERIDOS

 

 

10, 29 e 292 da Harpa Cristã.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Conscientizar de que o verdadeiro culto divino não se impõe pelo ritualismo, mas pelo quebrantamento de coração e pela integridade de espírito.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Matt Botsford

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

 

 

  1. Mostrar como era o culto no Antigo Testamento;
  2. Elencar os elementos do culto levítico;

III. Explicar as finalidades do culto levítico.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Na lição de hoje repetiremos a respeito do culto divino. O que é mais importante em um culto? A liturgia? Aqueles que estão prestando um serviço a Deus? O que realmente agrada ao Senhor? Essas são indagações importantes, que precisamos fazer se queremos adorar a Deus da forma que Ele merece e que lhe agrada. Contudo, você professor(a), precisa estar atento para que não venha fazer de suas aulas um espaço de debates teológicos inúteis. Precisamos de reflexão, de debates que promovam a interação da classe. Também precisamos ouvir mais nossos alunos, no entanto que o nosso alvo seja sempre o crescimento espiritual deles.

 

No decorrer da aula, ressalte o cuidado que devemos ter para não cairmos no formalismo, pois Deus não está preocupado com a forma, mas com o coração daqueles que se achegam a Ele, é necessário que aqueles que desejam cultuar ao Senhor o faça em espírito e em verdade (Jo 4.24).

 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O que é o culto divino? Não é fácil responder a essa pergunta, pois, no ato da adoração ao Deus Único e Verdadeiro, temos de evitar dois extremos: a informalidade profana e indecente, e o ritualismo que mata o genuíno culto bíblico. Por esse motivo, o Senhor deixou à congregação israelita, nos livros de Êxodo e de Levítico, ordenanças e instruções quanto à essência de seu culto.

 

Tendo como exemplo a consagração do Santo Templo, em Jerusalém, mostraremos, nesta lição, a beleza e a glória do culto levítico. Que a nossa adoração a Deus conte, igualmente, com a presença do Espírito Santo em todos os atos. Sem a glória de Deus, nenhum culto tem validade.

 

 

 

 

 

PONTO CENTRAL

 

 

 

Deus não se agrada de um culto que se impõe pelo ritualismo.

 

 

 

 

  1. O CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO

 

 

 

Vejamos o que é o culto divino e o seu desenvolvimento na era patriarcal, no período de Moisés, no tempo de Davi e de Salomão, e após o cativeiro babilônico.

 

  1. Definição. O culto divino é o serviço amoroso, voluntário e exclusivo que Deus requer de cada uma de suas criaturas morais (anjos e homens), mui particularmente de Israel, no Antigo Testamento, e, agora, da Igreja, para que todos, em todos os lugares e tempos, glorifiquem-no como o Criador, Senhor e Mantenedor de todas as coisas (Sl 100.1; Ap 14.7).

 

  1. Na era patriarcal. O primeiro grande patriarca a prestar culto a Deus foi Noé (Gn 8.20). Abraão, Isaque e Jacó também construíram altares para adorar ao Senhor, que os chamara a constituir a nação profética, sacerdotal e real por excelência (Gn 12.7; 26.25; 35.1-7).

 

  1. No período de Moisés. Deus, através de Moisés, entregou ao seu povo leis e instruções para que o seu culto passasse da informalidade a uma etapa mais teológica, litúrgica e congregacional (Êx 12.21-26). A partir daí, estabeleceram-se as festividades sagradas como a Páscoa e o Dia da Expiação (Êx 12.14,20; Lv 23.27,28). Agora, não somente as famílias, mas todo o povo é intimado a cultuar ao Senhor.

 

  1. No tempo de Davi e Salomão. Até a ascensão de Davi, como rei de Israel, a música não era utilizada no culto divino. O cântico de Miriã e o de Débora constituíam manifestações espontâneas que precederam a inserção da música na liturgia do Santo Templo (Êx 15.20,21; Jz 5). Mas, com o rei Davi, que também era profeta, salmista e músico, a celebração oficial ao Senhor foi enriquecida com a formação de coros e instrumentos musicais (1Cr 15.16). Buscando sempre a excelência do culto divino, o rei Davi inventou e fabricou diversos instrumentos musicais (1Cr 23.5; 2Cr 7.6).

 

Salomão dedicou-se igualmente ao enriquecimento litúrgico e musical na adoração divina (2Cr 5.1-14). No auge do Santo Templo, a liturgia hebreia impressionava por sua beleza e arte (2Cr 5.13). Ezequias também destaca-se pelo zelo ao culto do Senhor (2Cr 29.26-28).

 

  1. Após o cativeiro babilônico. Em 586 a.C., os judeus foram levados em cativeiro à Babilônia, onde permaneceram 70 anos (Jr 25.11,12). Nesse período, pelo que inferimos do Salmo 137, a adoração divina foi praticamente esquecida. Mas, com o retorno a Jerusalém, os repatriados, incentivados por Esdras e Neemias, reavivaram o culto levítico (Ne 12.22-30).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

 

Levítico era o manual do culto no Antigo Testamento.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

 

 

Culto

 

“1. Definição etimológica e antropológica. A palavra culto é originária do vocábulo latino ‘culto’, e significa adoração ou homenagem que se presta ao Supremo Ser. No grego, temos duas palavras para culto: ‘latréia ’, significando adoração; e ‘proskuneo ’, reverenciar, prestar obediência, render homenagem.

 

  1. Definição teológica. O culto é o momento da adoração que tributamos a Deus; marca o encontro do Supremo Ser com os seus adoradores. Eis porque, durante o seu transcurso, cada membro da congregação deve sentir-se e agir com o integrante dessa comunidade de adoração — a Igreja de Cristo.

 

Se o culto aos ídolos induz o ser humano às mais abjetas práticas, a adoração cristã enleva-nos ao coração do Criador. O teólogo Karl Barth via o culto cristão como ‘o ato mais importante, mais relevante e mais glorioso na vida do homem’” (ANDRADE, Claudionor. As Disciplinas da Vida Cristã: Como alcançar a verdadeira espiritualidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.58,59).

 

 

 

 

 

 

  1. OS ELEMENTOS DO CULTO LEVÍTICO

 

 

 

A fim de mostrarmos a beleza e a glória do culto divino no Antigo Testamento, tomemos como exemplo a consagração do Santo Templo, pelo rei Salomão, em Jerusalém.

 

  1. Sacrifícios. O culto inaugural do Santo Templo, que teve início com a chegada da Arca Sagrada, foi marcado por uma grande quantidade de sacrifícios de animais (1Rs 8.5) — cf. Lv 1. De forma sem igual, o rei Salomão e todo o Israel demonstraram sua ação de graças ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

 

  1. Cânticos. Em seguida, os cantores e músicos puseram-se a louvar ao Senhor, entoando provavelmente os cânticos que Davi e outros salmistas haviam composto (2Cr 5.12,13).

 

  1. Exposição da Palavra. Logo após. Salomão dirigiu-se ao povo, fazendo uma síntese da História Sagrada até aquele instante. Ele mostra a clara intervenção de Deus em cada etapa da existência de Israel (2Cr 6.1-13).

 

  1. Oração. O rei dirige-se, agora, a Deus em oração, agradecendo-o por aquele momento, e intercede não só por Israel, mas pelos gentios que, ouvindo acerca da intervenção divina na vida de seu povo, para ali acorreriam (2Cr 6.32,33).

 

  1. Leitura da Palavra. Após o cativeiro babilônico, já no tempo de Esdras e Neemias, a Palavra de Deus começou a ser lida publicamente como parte da liturgia do culto (Ne 8.1-8). Nesse período, os sacerdotes puseram-se também a explicar a Lei ao povo de Deus. Antes disso, a leitura das Escrituras limitava-se aos montes Gerizim e Ebal (Dt 29).

 

  1. Bênção. O culto levítico era encerrado com a bênção araônica (Nm 6.22-26). Ao serem assim abençoados, os filhos de Israel conscientizavam-se de que eram propriedade particular do Senhor (Êx 19.5).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

 

Os sacrifícios, os cânticos, a exposição da Palavra e a bênção eram elementos centrais do culto Levítico.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“O capítulo 9 de Levítico é um referencial da adoração no Antigo Testamento. Registra os primeiros sacrifícios públicos de Israel sob o regime do sacerdócio levítico. No capítulo 8, os sacrifícios foram oferecidos na ordenação de Arão e seus filhos, mas o povo ficou só observando; não participou. Agora, os sacerdotes começam de fato o ministério de mediação. Este era um dia importante para Israel. O Senhor apareceria para coroar a ocasião.

 

Para preparar o aparecimento de Deus, Arão ofereceu por si e seus filhos uma expiação de pecado e um holocausto (7,8). A oferta peto pecado de Arão era um bezerro, e seu holocausto, um carneiro. Esta é a única ocasião na qual a legislação sacrificial exigia um bezerro. Rashi comenta a respeito do bezerro: ‘Este animal foi escolhido como oferta pelo pecado para anunciar ao sacerdote [Arão] que o Santo, bendito seja Ele, lhe concedeu expiação por meio deste bezerro por causa do incidente do bezerro de ouro anteriormente feito’.

 

[...] A conclusão adequada para este culto é a presença do Deus vivo manifesto em sua glória ao povo. A palavra glória é termo particularmente bíblico. A ideia do radical hebraico (kabed ) é ‘ser pesado, ter peso, pesado’. A forma substantivada é empregada no mundo antigo para aludir à aparência do esplendor que acompanha um grande personagem. Brockington explica que, na Bíblia, glória se refere ‘àquilo que os homens podem perceber, originalmente pela visão, da presença de Deus na terra’. Note o uso do termo em Ezequiel 1. A palavra fala das seguintes experiências em tempos e situações diversas: Israel no Sinai; Salomão e o povo quando a Shequiná encheu a cada de Deus; Isaías no Templo; os pastores nos arredores de Belém; e os discípulos no monte da Transfiguração” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.275,276).

 

 

 

 

 

 

III. FINALIDADES DO CULTO LEVÍTICO

 

 

 

O culto levítico, no Antigo Testamento, tinha quatro finalidades básicas: adorar a Deus, reafirmar as alianças divinas, professar o credo mosaico e aguardar o Messias. Era uma celebração teológica e messiânica.

 

  1. Adorar ao Único e Verdadeiro Deus. Ao reunir-se para adorar a Deus, a comunidade de Israel demonstrava duas coisas: a aceitação do Único e Verdadeiro Deus e a rejeição dos deuses pagãos (Lv 19.4; Sl 86.10; 97.9). Enfim, o culto afastava os israelitas da idolatria e aprofundava sua comunhão com o Senhor (Sl 96.5). Esse era o teor dos cânticos congregacionais do Santo Templo.

 

  1. Reafirmar as alianças antigas. No culto levítico, os filhos de Israel professavam as alianças que o Senhor firmara com Abraão, Isaque, Jacó e Davi (Lv 26.9,45). Já em seus cânticos, reafirmavam a fé na presença de Deus em sua vida familiar e comunal (Sl 47.9), como mostra o Salmo 105.

 

  1. Professar o credo divino. Em seus cultos, os israelitas, guiados pelo ministério levítico, professavam o seu credo: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6.4). Nesta sentença resume-se toda a teologia do Antigo Testamento. Que a Igreja de Cristo recite a doutrina divina.

 

  1. Aguardar o Messias. No livro de Salmos, há uma elevada cristologia, que descreve a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação do Senhor Jesus Cristo como Rei dos reis (Sl 22.1-19; 16.10; 110.1-4; 2.1-8). Um israelita crente, e predisposto a servir a Deus, jamais seria surpreendido com a chegada do Messias, pois o culto levítico era essencial e tipologicamente cristológico (Lc 2.25-35).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

 

As finalidades do culto levítico eram: adorar a Deus, reafirmar as alianças divinas, professar o credo mosaico e aguardar o Messias.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Há muito tempo que os estudiosos se empenham em achar a ideia controladora por trás dos sacrifícios religiosos. Alguns sugerem que seja comunhão, ato simbolizado pela refeição comum. Outros enfatizam a propiciação, a substituição ou a gratidão festiva. É óbvio que o sacrifício é algo multifacetado da mesma maneira que é a relação do homem com Deus. Envolve comunhão, mas comunhão com Deus que implica em proposição, gratidão e petição. Assim, nossa atenção é remetida novamente à ideia de proximidade e intimidade com Deus. Tudo que diz respeito a aproximar-se de Deus está implícito no sacrifício. Este conceito explica as cinco variedades de ofertas: holocausto, oferta de manjares, oferta de paz, oferta pelo pecado e oferta pela culpa. Cada oferta fala de uma faceta diferente da proximidade com Deus.

 

Levítico toma por certo que quando os homens se achegam a Deus, eles não devem ir de mãos vazias. Há algo sobre a relação que torna correto e apropriado os homens levarem uma oferta. Desde os tempos do Novo Testamento é fácil esquecer esta verdade. Mas sempre temos de nos lembrar de que, embora os crentes possam se aproximar de Deus com ousadia, eles não devem ir de mãos vazias. Sob o antigo concerto, os adoradores iam com dádivas próprias. Hoje, os crentes vão com a própria Dádiva de Deus, seu Filho Jesus, como base de aproximação e intimidade dos adoradores com Deus” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.259).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

Os filhos de Israel não souberam cultuar a Deus como Ele o requer de cada um de nós. Por isso, deixaram-se contaminar pelo formalismo. Apesar de sua rica e significativa liturgia, adoravam a Deus apenas com os lábios, pois o seu coração achava-se distante do Deus de Abraão (Is 29.13). Então, adoremos a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24). Apresentemos ao Senhor o nosso culto racional (Rm 12.1-3).

 

Quando cultuamos verdadeiramente a Deus, sua glória jamais nos faltará (Lv 9.23,24).

 

 

 

PARA REFLETIR

 

 

A respeito de “A Beleza e a Glória do Culto Levítico”, responda:

 

 

 

O que é o culto divino?

 

O culto divino é o serviço amoroso, voluntário e exclusivo que Deus requer de cada uma de suas criaturas morais (anjos e homens), mui particularmente de Israel, no Antigo Testamento, e, agora, da Igreja, para que todos, em todos os lugares e tempos, glorifiquem-no como o Criador, Senhor e Mantenedor de todas as coisas.

 

 

 

Como era o culto no período de Moisés?

 

Deus, através de Moisés, entregou ao seu povo leis e instruções para que o seu culto passasse da informalidade a uma etapa mais teológica, litúrgica e congregacional. A partir daí, estabeleceram-se as festividades sagradas como a Páscoa e o Dia da Expiação. Agora, não somente as famílias, mas todo o povo é intimado a cultuar o Senhor.

 

 

 

Qual a contribuição de Davi ao culto divino?

 

Até a ascensão de Davi, como rei de Israel, a música não era utilizada no culto divino. O cântico de Miriã e o de Débora constituíam manifestações espontâneas que precederam a inserção da música na liturgia do Santo Templo. Mas, com o rei Davi, que também era profeta, salmista e músico, a celebração oficial ao Senhor foi enriquecida com a formação de coros e instrumentos musicais. Buscando sempre a excelência do culto divino, o rei Davi inventou e fabricou diversos instrumentos musicais.

 

 

 

Cite os elementos do culto levítico.

 

Os elementos são: sacrifícios, os cânticos, a exposição da Palavra e a bênção.

 

 

 

Quais os objetivos do culto levítico?

 

Adorar a Deus, reafirmar as alianças divinas, professar o credo mosaico e aguardar o Messias.

 

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

A beleza e a glória do culto levítico

 

 

 

Há uma teologia do culto nas Escrituras

 

O comentarista do trimestre, pastor Claudionor de Andrade, mostra que havia uma teologia do culto levítico que perpassou toda a história monárquica da nação de Israel. Assim, ao inaugurar-se o Santo Templo, houve um trabalho precedente que desenvolveu a ordem litúrgica, o artesanato de instrumentos de louvores e a composição da música: tudo isso na esteira da teologia levítica do culto. Neste sentido, há ensinamentos para nós hoje a partir de Levítico.

 

 

 

O que Deus espera de nossa Adoração?

 

Há um “ditado” muito corrente na igreja hispânica, aqui na América Latina, em que se diz: “a Adoração tem de sê-la e parecê-la”.

 

Vivemos um tempo em que há dois perigosos extremos. O primeiro, o perigo do formalismo frio, engessado e meramente simbólico. O segundo, o oposto disso, em que a adoração pública seja realizada sem as devidas atenções para a rica e preciosa teologia do culto presente no Antigo e em o Novo Testamento.

 

Quando se fala que a Adoração tem de “sê-la” quer dizer que, em primeiro lugar, ela tem de partir do que há de mais forte, acumulativo e essencial no interior do ser humano: “Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” (Mc 12.30). Esse primeiro mandamento está conectado com a seguinte verdade evangélica: “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4.23).

 

Quando se diz que a Adoração deve “parecê-la”, leva-se em conta que toda a adoração a Deus tem uma manifestação intelectual e corporal. O apóstolo Paulo sinalizou isso em 1 Coríntios 14.26: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”. Nesse aspecto, estão contempladas as virtudes da reverência, do temor e da santidade quando prestamos um culto a Deus.

 

Por isso, é inadmissível num culto verdadeiro a Deus haver qualquer atividade paralela. Isso era inconcebível no Antigo e em o Novo Testamento. Por exemplo, seria inconcebível a um sacerdote, enquanto este apresentasse o sacrifício no altar, o outro estivesse resolvendo questões administrativas. Seria completamente fora de lógica, e uma blasfêmia para os apóstolos, concomitante ao ato da Santa Ceia, ocorrer outros afazeres de caracteres comerciais.

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

3º Trimestre de 2018

Título: Adoração, Santidade e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 3: Os Ministros do Culto Levítico

Data: 15 de Julho de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

 

“Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos seus animais; porquanto os levitas serão meus. Eu sou o Senhor” (Nm 3.45).

 

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

O chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelência e dedicação integral ao Senhor da Seara.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda — Gn 29.34

 

Levi, o patriarca sacerdotal

 

 

 

 

 

 

Terça — Êx 32.26

 

O zelo dos levitas

 

 

 

 

 

 

Quarta — Nm 3.45

 

Os levitas são separados para Deus

 

 

 

 

 

 

Quinta — Nm 18.20,21

 

A herança dos levitas

 

 

 

 

 

 

Sexta — Ml 2.4,5

 

A aliança do Senhor com Levi

 

 

 

 

 

 

Sábado — Ml 2.6,7

 

A sabedoria dos levitas

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

Levítico 8.1-13.

 

 

 

1 — Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

 

2 — Toma a Arão, e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, como também o novilho da expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos

 

3 — e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação.

 

4 — Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação ajuntou-se à porta da tenda da congregação.

 

5 — Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse.

 

6 — E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os lavou com água,

 

7 — e lhe vestiu a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto lavrado do éfode, e o apertou com ele.

 

8 — Depois, pôs-lhe o peitoral, pondo no peitoral o Urim e o Tumim;

 

9 — e pôs a mitra sobre a sua cabeça e na mitra, diante do seu rosto, pôs a lâmina de ouro, a coroa da santidade, como o SENHOR ordenara a Moisés.

 

10 — Então, Moisés tomou o azeite da unção, e ungiu o tabernáculo e tudo o que havia nele, e o santificou;

 

11 — e dele espargiu sete vezes sobre o altar e ungiu o altar e todos os seus vasos, como também a pia e a sua base, para santificá-los.

 

12 — Depois, derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão e ungiu-o, para santificá-lo.

 

13 — Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, e vestiu-lhes as túnicas, e cingiu-os com o cinto, e apertou-lhes as tiaras, como o SENHOR ordenara a Moisés.

 

 

 

HINOS SUGERIDOS

 

 

5, 75 e 354 da Harpa Cristã.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Conscientizar de que o chamamento divino exige, de cada um de nós, amor, excelência e dedicação integral.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Cherry Laithang

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

 

 

  1. Apresentar a tribo de Levi como a tribo sacerdotal;
  2. Explicar o chamamento e os requisitos do sumo sacerdote;

III. Indicar os direitos e deveres dos levitas.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Depois de estudar o culto levítico, na lição de hoje refletiremos a respeito do sumo sacerdote e os levitas, cuja função era conduzir a adoração e representar o povo diante de Deus. Os hebreus haviam deixado o Egito e era preciso que a adoração fosse institucionalizada e diferente do que tinham visto e aprendido durante os anos de escravidão. Veremos que Deus escolheu e separou uma única tribo, a de Levi, para a adoração e o serviço no Tabernáculo. Ser escolhido para tal função era um privilégio, uma honra, mas também uma grande responsabilidade e abnegação já que os descendentes de Levi não teriam herança como às demais tribos. O Senhor seria a herança deles e o sustento viria das outras tribos. Era preciso ter fé e viver dela.

 

Deus determinou que os sacerdotes deveriam ser descendente de Arão. Também era exigido que as mulheres dos sacerdotes fossem israelitas de sangue puro. Mesmo depois da vinda de Jesus, para atuar como sacerdote, era preciso comprovar por meio de registros genealógicos a descendência de Arão. Mas, graças ao sacrifico de Jesus Cristo na nova aliança, cada crente é um sacerdote santo, chamado para oferecer sacrifícios espirituais (1Pe 2.5).

 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Nesta lição, veremos como se deu a chamada dos filhos de Levi para o ministério sacerdotal. Entre outras perguntas, responderemos a estas: Quem eram os levitas? E por que a sua chamada foi necessária? Veremos ainda como eles deveriam exercer o seu ofício.

 

À semelhança dos levitas, nós também fomos chamados a trabalhar na expansão do Reino de Deus. Nesse sentido, atuamos como nação santa, profética e sacerdotal, proclamando o Evangelho e intercedendo tanto pelos crentes quanto pelos que ainda não creem. Que o Espírito Santo nos ajude neste estudo.

 

 

 

 

 

PONTO CENTRAL

 

 

 

O chamamento divino exige separação, excelência e dedicação integral.

 

 

 

 

  1. LEVI, A TRIBO SACERDOTAL

 

 

 

Em primeiro lugar, vejamos quem foi Levi. Depois, constataremos quão zelosos foram os seus descendentes e como se deu a sua vocação ao ofício sagrado.

 

  1. O nascimento de Levi. Ao dar à luz a Levi, declarou Lia: “Agora, esta vez se ajuntará meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado” (Gn 29.34). Por isso, a esposa desprezada de Jacó foi impulsionada a dar o nome de Levi ao seu terceiro filho. E, de fato, os levitas sempre estiveram ligados ao Senhor. Foi assim que o menino passou a ser contado entre os patriarcas das doze tribos de Israel (At 7.8).

 

  1. O zelo dos levitas. Levi, pelo que inferimos do texto sagrado, sempre teve uma postura zelosa e conservadora em relação à honra da família, haja vista o episódio envolvendo o estupro de sua irmã, Diná (Gn 34.25-31). Mais tarde, após a saída de Israel do Egito, os levitas juntaram-se a Moisés no combate à idolatria gerada pelo bezerro de ouro (Êx 32.26-28). Eram homens da maior firmeza (2Cr 26.17).

 

  1. A vocação sacerdotal dos levitas. Não foi sem motivo que o Senhor escolheu a tribo de Levi como o berço de Moisés e Arão (Êx 6.14-27). De um lar tão piedoso, saíram homens e mulheres de comprovada piedade. Aliás, tinha o Senhor uma aliança particular com Levi e sua descendência (Ml 2.4,5).

 

Tendo em vista o caráter santo e distintivo da tribo de Levi, aprouve a Deus separá-la para o sacerdócio (Nm 3.45). Nesse processo, o Senhor apresentou os levitas como resgate de toda a nação de Israel. Ao invés de cada família entregar o seu primogênito ao serviço divino, a tribo de Levi foi apartada das demais para dedicar-se inteiramente a Deus (Nm 3.12). Os levitas, pois, foram concedidos como dons a Israel, assim como os obreiros de Cristo foram entregues com o mesmo objetivo à Igreja (Ef 4.8-12).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

 

A Tribo de Levi foi escolhida e separada pelo Senhor para o serviço sacerdotal.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Os levitas

 

Levi, um dos doze filhos de Jacó, tinha três filhos: Gérson, Coate e Merari (Gn 46.8,11). Quando a família aumentou durante a estada no Egito, a família de Levi passou a ser uma tribo e as famílias dos três filhos se tornaram divisões tribais. Arão, Miriã e Moisés nasceram na divisão coatita da tribo (Êx 2.4; 6.16-20; 15.20). Quando os judeus adoraram o bezerro de ouro no sopé do Monte Sinai, foram os levitas que se uniram a Moisés contra a idolatria e na consagração a Deus. Ao tomarem essa atitude, eles destruíram muito dos idólatras. Sua consagração resultou em se envolverem na construção do Tabernáculo (Êx 28.1-30) e em cuidar dele. Quando o Tabernáculo foi removido, os coatitas levaram a mobília, os gersonitas , as cortinas e seus pertences, e os meratitas transportaram e instalaram o Tabernáculo propriamente dito (Nm 3.35-37; 4.29-33).

 

Segundo Números 3.40-51, os levitas agiram como substitutos dos primogênitos de toda casa judia. Em vista de Deus ter poupado a vida dos primogênitos judeus por ocasião da primeira Páscoa (Êx 11.5; 12.12,13), o primogênito pertencia tecnicamente ao Senhor, mas os levitas deviam atuar no serviço de Deus em lugar deles. Por serem separados para o serviço de Deus, não se esperava que fossem à guerra (Nm 1.3; cf. v.49) ou plantassem seus próprios alimentos numa área tribal. Eles deviam espalhar-se por toda a Terra Prometida e viver entre o povo (Nm 35.1-8) e deviam ser sustentados com os dízimos do povo (Nm 18.21) (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.325,326).

 

 

 

 

 

 

  1. O SUMO SACERDOTE

 

 

 

O sumo sacerdote de Israel teria de ser, obrigatoriamente, descendente de Arão, ungido, vitalício e servo de Deus.

 

  1. Descendente de Arão. O sumo sacerdote era o principal representante do culto divino no Antigo Testamento (Êx 28.1). Por essa razão, o Senhor exigia que ele proviesse de uma tribo específica, a de Levi, e de uma família ainda mais específica, a casa de Arão (Êx 6.16-23). Assim, duplamente separado, tinha condições de apresentar-se como a maior autoridade espiritual da nação; era o símbolo da plenitude espiritual requerida pelo Deus de Israel (Sl 133.1-3).

 

Constituído a favor dos homens nas coisas concernentes ao Altíssimo, o sumo sacerdote oferecia sacrifícios pelos pecados do povo (Hb 5.1). Portanto, ele fazia a intermediação entre o povo de Israel e o santíssimo Deus. Era sua responsabilidade também instruir o povo santo (Lv 10.10,11).

 

  1. Ungido para o ofício. O Senhor determinou que o sumo sacerdote fosse ungido a fim de dignificá-lo como ministro extraordinário do culto divino (Êx 28.41; 29.1-7). Sob a unção divina, teria condições de tornar a nação israelita propícia diante do Santíssimo Deus (Hb 5.1).

 

  1. Vitalício no cargo. A vitaliciedade do sumo sacerdócio está patente na história da família de Arão. Antes de este morrer, Moisés o desvestiu das roupas sacerdotais, para vesti-las em Eleazar, seu filho (Nm 20.23-29). Mais tarde o mesmo Eleazar seria substituído por seu filho Fineias (Js 24.33; Jz 20.28). Todavia, no tempo do Novo Testamento, a vitaliciedade já não era observada (Jo 11.49-51). Ao que tudo indica, havia um rodízio entre os principais membros da família de Arão (Lc 3.2).

 

  1. Servo de Deus. Apesar da importância do cargo, o sumo sacerdote não era considerado infalível, nem estava acima da Lei de Deus. Sua obrigação era servir o altar e conservar-se puro, a fim de que o nome do Senhor fosse exaltado entre os filhos de Israel (Êx 28.43). O capítulo três de Zacarias descreve a dignidade do sumo sacerdote constituído sobre Israel.

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

 

O Senhor estabeleceu que o sumo sacerdote deveria ser descendente de Arão, ungido, vitalício e servo.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“O sumo sacerdote

 

Dentro da divisão dos coatitas, a família de Arão passou a ser de sacerdotes. De um lado isso os tornou encarregados dos levitas. Itamar supervisionava os gersonitas (Nm 4.28) e os meraritas (v.33); Eleazar cuidava dos coatitas (v.16). Por outro lado os sacerdotes eram distintos dos levitas, porque só eles podiam tocar nas coisas santas — tudo que tivesse a ver com o altar, a lâmpada, ou a mesa da proposição (Nm 5.5-15).

 

O sacerdote nem sempre era quem fazia o sacrifício, mas era ele quem levava o sangue para o altar (por exemplo, Lv 3.2). O próprio Arão veio a ser sumo sacerdote (às vezes chamado de principal sacerdote). Ele usava roupas especiais (Lv 16.2), interpretava o lançamento das sortes sagradas que eram mantidas em seu peitoral.

 

Arão tinha quatro filhos. Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Nadabe e Abiú morreram por terem cometido sacrilégio em seus deveres religiosos como sacerdotes e o sumo sacerdócio passou então para Eleazar e foi mantido em sua família (Nm 20.25-29). Eli era um sacerdote da família de Eleazar. O sumo sacerdócio parece ter passado depois para a família de Itamar. Foi Salomão quem fez retornar a linguagem de volta à família de Eleazar, colocando Zadoque na posição de sumo sacerdote. Essa posição foi mantida na família dele até que seu descendente veio a ser deposto por Antíoco Epifânio nos dias dos macabeus. Neste período posterior, os sumo sacerdotes eram indicados pelo poder reinante (Anás foi deposto pelos romanos e substituído por Caifás — veja Lucas 3.2; Jo 18.13-24), mas quando eles se tornaram forte o bastante para resistir às autoridades, adotaram seu próprio estilo de soberania” (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.326,327).

 

 

 

 

 

 

III. DIREITOS E DEVERES

 

 

 

Os descendentes de Levi, principalmente os da casa de Arão, deveriam observar estes direitos e deveres: viver do altar, santificar-se ao Senhor e ser uma referência moral, ética e espiritual.

 

  1. Viver do altar. Já que os sacerdotes dedicavam-se ao ministério do altar, desse mesmo altar deveriam viver (Lv 7.35). Portanto, não tinham eles direito a qualquer herança territorial entre os seus irmãos, porque a sua herança e porção era o Senhor (Nm 18.20). Moisés, porém, divinamente instruído, destinou-lhes cidades estratégicas por todo o Israel (Nm 35.8). Algumas delas serviam também como refúgio aos que, acidentalmente, matavam alguém (Nm 35.6).

 

  1. Santificar-se ao Senhor. Em virtude de seu ofício, os sacerdotes deveriam erguer-se, em Israel, como referência de santidade e pureza. O sumo sacerdote, por exemplo, tinha de ostentar uma faixa de ouro, em sua mitra, na qual estava escrito: “Santidade ao Senhor” (Êx 28.36). Caso o sacerdote profanasse o seu ofício, seria punido com todo o rigor (Lv 10.1-3).

 

  1. Tornar-se uma referência espiritual e moral. Os sacerdotes, por serem responsáveis pela aplicação da Lei de Deus, tinham a obrigação de ser uma referência espiritual, moral e ética para os filhos de Israel (Ml 2.1-10). Os filhos de Eli, em consequência de seu proceder, tornaram-se um péssimo exemplo aos israelitas. E, por causa disso, Deus os matou (1Sm 2.25). Andemos, pois, em santidade e pureza diante do Senhor, pois Ele continua a exigir santidade de todo o seu povo (1Pe 1.15).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

 

Eram deveres e direitos dos descendentes de Levi: viver do altar, santificar-se ao Senhor e ser uma referência moral, ética e espiritual.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Os levitas eram descendentes de Levi, o escolhido por Deus no deserto durante a época de Moisés, encarregados de deveres específicos em relação ao Tabernáculo, embora proibidos de ministrar diante do santuário sagrado, eles afirmavam ser servos especiais de Deus em assuntos da religião. Deviam ensinar o livro da Torá ao povo e ajudar os sacerdotes em todos os assuntos ligados à adoração no santuário. A eles não seria reservada qualquer herança na nova terra quando Josué fez a divisão oficial do território, pois Deus seria a sua herança. Quarenta e oito cidades e vilas foram separadas com os lugares onde deveriam viver.

 

Os três filhos de Levi — Gersón, Coate e Merari — foram relacionados como aqueles por quem fluiram as bênçãos divinas. Nos primeiros anos da vida nacional, essas famílias receberam a função de cuidar do Tabernáculo e transportá-lo. Quando Arão e seus familiares foram escolhidos como sacerdotes, foi necessário escolher um grupo de pessoas para ajudá-los e toda a tribo se julgou diferenciada por ser um grupo sagrado designado para executar deveres relacionados com os ritos e as funções sacerdotais.

 

Os levitas recebiam uma posição apropriada no acampamento quando a nação viajava pelo deserto. Como estavam localizados em volta do Tabernáculo, eram considerados protetores em quem se podia confiar, e que dariam a própria vida para proteger a sagrada casa de Deus.

 

[...] Os levitas estavam localizados entre os sacerdotes e o povo. A maior parte de seu trabalho era pesada e servil. Não podiam entrar para ver o altar santo, nem tocar no santuário senão morreriam (Nm 4.15). Eram servos dos sacerdotes, e passavam a vida executando tarefas comuns que tornavam possível a realização dos serviços sagrados” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, pp.1148,1149).

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

O sacerdócio levítico era glorioso; seus membros eram considerados príncipes de Deus (Zc 3.8). Todavia, o Senhor Jesus Cristo é superior ao sacerdócio levítico, pois é eterno (Sl 110.4; Hb 7.13-17). Quanto a nós, somos uma nação santa, profética e sacerdotal, pois recebemos a incumbência de proclamar o Evangelho e interceder pelos que perecem (1Pe 2.9). Portanto, sirvamos ao Senhor com todo o nosso ser, para que, através de nossa vida, venha o Reino de Deus a este mundo que jaz no Maligno.

 

 

 

PARA REFLETIR

 

 

A respeito de “Os Ministros do Culto Levítico”, responda:

 

 

 

  • Quem foi Levi?

 

Foi um dos filhos de Jacó com Lia.

 

 

 

  • Descreva o caráter de Levi.

 

Levi, pelo que inferimos do texto sagrado, sempre teve uma postura zelosa e conservadora em relação à honra da família. Após a saída de Israel do Egito, os levitas juntaram-se a Moisés no combate à idolatria gerada pelo bezerro de ouro. Eram homens da maior firmeza.

 

 

 

  • Como se deu a chamada dos levitas?

 

O Senhor escolheu a tribo de Levi como o berço de Moisés e Arão. De um lar tão piedoso, saíram homens e mulheres de comprovada piedade. Aliás, tinha o Senhor uma aliança particular com Levi e sua descendência. Tendo em vista o caráter santo e distintivo da tribo de Levi, aprouve a Deus separá-la para o sacerdócio. Nesse processo, o Senhor apresentou os levitas como resgate de toda a nação de Israel. Ao invés de cada família entregar o seu primogênito ao serviço divino, a tribo de Levi foi apartada das demais para dedicar-se inteiramente a Deus.

 

 

 

  • Quais as características do sumo sacerdote?

 

Descendente de Arão, ungido para o ofício, vitalício no cargo e servo de Deus.

 

 

 

  • Quais os deveres e direitos dos levitas?

 

Viver do altar, santificar-se ao Senhor, tornar-se uma referência espiritual e moral.

 

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

Os Ministros do Culto Levítico

 

 

 

A lição desta semana vai abordar uma das mais importantes instituições ministeriais do Antigo Testamento: o sacerdócio levítico. Todo desdobramento do culto, como vimos na lição anterior, só era possível devido à classe de ministros que foi separada por Deus na época de Moisés para exercer o ofício sacerdotal. Por isso, é preciso conhecer a tribo em que essa classe se originou e a singularidade dos sacerdotes, pois nem todo levita era sacerdote, mas todo sacerdote era levita.

 

 

 

A Tribo de Levi

 

A característica de Levi, um dos doze patriarcas, tem muito a dizer sobre a existência da Tribo e o surgimento da classe sacerdotal a partir dela. A reputação do patriarca Levi está ancorada na ideia de uma pessoa firme, dura demais em relação à honra, fato que é destaque na narrativa de Gênesis 34. Embora a trágica atitude de Levi em defesa da honra de Diná fosse objeto de indignação de seu pai, Jacó, essa disposição de “zelo” está claramente presente na formação da Tribo de Levi representada pela três maiores autoridades: Gérson, Coate e Merari (1Cr 6.16, Gn 46.11; Êx 6.16) — considerados os herdeiros legítimos das bênçãos divinas, pois, não por acaso, foram as famílias, dentro da tribo, responsáveis por todo o cuidado e transporte do Tabernáculo. Dessa tribo de firme “zelo” e “ânimo” surge a instituição sacerdotal.

 

 

 

A diferença entre “levitas” e “sacerdotes”

 

Muito importante destacar é que nem todo levita era sacerdote. Os “levitas”, reconhecidos assim, foram escolhidos e necessários para exerceram funções de ajuda ao sacerdócio no Tabernáculo, e mais tarde no Santo Templo, para ensinar a Torá ao povo e auxiliar os sacerdotes em todo o sentido na adoração pública no santuário (utensílios, transporte, portas, instrumentos de música do Tabernáculo e, respectivamente, o Templo — Nm 1.50). Diferentemente dos “levitas”, os sacerdotes eram separados eminentemente para os ofícios sagrados do Tabernáculo e do Templo: oferecer sacrifícios e ofertas no altar; mediar a relação do povo com o Deus de Israel.

 

 

 

A atuação híbrida dos sacerdotes

 

Ao longo do Antigo Testamento, vemos que, além da natureza espiritual e religiosa da função sacerdotal, os sacerdotes transbordaram o limite religioso. Era comum eles exercerem papéis de conselheiros do Rei, como no reinado de Davi, e, por exemplo, influenciar a eleição do rei como aconteceu no caso de Salomão, sucessor de seu pai.

 

 

 

 

 

 

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

3º Trimestre de 2018

Título: Adoração, Santidade e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 4: A função social dos sacerdotes

Data: 22 de Julho de 2018

 

TEXTO ÁUREO

 

 

“E [Jesus] ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho” (Lc 5.14).

 

 

 

VERDADE PRÁTICA

 

 

As funções do sacerdote iam além da liturgia; sua principal obrigação era zelar pela santidade e pureza do povo de Deus.

 

 

 

LEITURA DIÁRIA

 

 

Segunda — Lv 13.3

 

A função clínica do sacerdote

 

 

 

 

 

 

Terça — Lv 13.53

 

A função sanitarista do sacerdote

 

 

 

 

 

 

Quarta — Lv 14.36

 

A função urbanista do sacerdote

 

 

 

 

 

 

Quinta — Lv 27.18-23

 

A função civil do sacerdote

 

 

 

 

 

 

Sexta — Nm 18.21-28

 

A função administrativa do sacerdote

 

 

 

 

 

 

Sábado — Nm 5.11-22

 

A função judicial do sacerdote

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

 

Levítico 13.1-6.

 

 

 

1 — Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo:

 

2 — O homem, quando na pele da sua carne houver inchação, ou pústula, ou empola branca, que estiver na pele de sua carne como praga de lepra, então, será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes.

 

3 — E o sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pelo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, praga da lepra é; o sacerdote, vendo-o, o declarará imundo.

 

4 — Mas, se a empola na pele de sua carne for branca, e não parecer mais profunda do que a pele, e o pelo não se tornou branco, então, o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias.

 

5 — E, ao sétimo dia, o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer, parou, e a praga na pele se não estendeu, então, o sacerdote o encerrará por outros sete dias.

 

6 — E o sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e a praga na pele se não estendeu, então, o sacerdote o declarará limpo: apostema é; e lavará as suas vestes e será limpo.

 

 

 

HINOS SUGERIDOS

 

 

75, 434 e 440 da Harpa Cristã.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

 

 

Refletir a respeito das funções sociais do sacerdote.

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Rhonda the Doula

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

 

 

  1. Apresentar as funções clínicas dos sacerdotes;
  2. Explicar a função sanitarista do sacerdote;

III. Elencar as funções jurídicas do sacerdote.

 

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

 

Prezado professor(a), na lição deste domingo estudaremos as funções dos sacerdotes. Homens escolhidos e separados pelo Senhor para o serviço no Tabernáculo. Ser sacerdote era ser honrado pelo Senhor mediante uma nobre missão, pois servir a Deus é um grande privilégio. Mas além da honra e do privilégio, havia as responsabilidades e as muitas exigências. O sacerdócio exigia sacrifícios, pois a função mais importante era conduzir o povo segundo a Lei, em santidade e justiça. Essa era uma tarefa das mais difíceis, pois por diversas vezes os hebreus apostataram da fé. Contudo, os sacerdotes também exerciam outras funções, que exigia discernimento e muita sabedoria. Ele tinha que ter consciência do que era puro e impuro, certo ou errado, santo e profano, pois deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange a Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7). Na nova aliança, não é diferente, pois o Senhor continua a exigir de nós, sacerdotes seus, que tenhamos um padrão de santidade e justiça. No Sermão do Monte, o código de ética do Reino de Deus, Jesus nos adverte quanto a sermos “sal” e “luz” desse mundo (Mt 5.13,14).

 

 

 

COMENTÁRIO

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

Além de zelar pelo culto do Senhor, os sacerdotes tinham ainda como função inspecionar a saúde de Israel, fiscalizar-lhe as moradias e regular-lhe a vida social e jurídica. Nesse sentido, eles podem ser vistos também como médicos, sanitaristas e juízes. Todavia, a sua função mais importante era conduzir o povo na Lei de Deus, a fim de torná-lo propício ao Senhor que exige, de cada um de seus filhos, santidade, pureza e distinção.

 

Vejamos, pois, como os sacerdotes levaram os israelitas a ser o povo mais ordeiro, distinto e saudável de seu tempo.

 

 

 

 

 

PONTO CENTRAL

 

 

 

As funções do sacerdote iam além da liturgia.

 

 

 

 

  1. FUNÇÕES CLÍNICAS

 

 

 

Libertos do Egito, os israelitas corriam o risco de transmitir à próxima geração enfermidades como a lepra (Dt 7.15), a doença mais temida da antiguidade. Por isso, Deus encarregou os sacerdotes de inspecionar clinicamente o seu povo.

 

  1. A inspeção da lepra. Nos tempos bíblicos, a lepra era a doença que causava mais repulsa devido ao seu aspecto e contágio (Lv 13.2). Se Deus não a curasse, médico algum poderia fazê-lo, haja vista o caso do general sírio Naamã (2Rs 5.1-14). O Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, curou diversos leprosos e ordenou a seus discípulos a que os purificassem em seu nome (Mt 10.8; 11.5).

 

  1. A inspeção clínica. Em sua peregrinação à Terra Prometida, os israelitas não contavam com médicos e sanitaristas. Era um luxo restrito aos egípcios (Gn 50.2). Por isso, Deus encarrega os sacerdotes de inspecionar a saúde pública de Israel.

 

Sempre que alguém apresentava algum dos sintomas da lepra deveria encaminhar-se ao sumo sacerdote para ser examinado (Lv 13.1-37). De acordo com o diagnóstico, o paciente era declarado limpo ou impuro. Se constatada a doença, o enfermo era imediatamente separado da comunidade para evitar uma epidemia (Lv 13.46).

 

  1. A limitação do sacerdote. Cabia aos sacerdotes inspecionar e diagnosticar os leprosos. Era uma função mais preventiva que curativa. O próprio Senhor Jesus reconheceu a perícia do sacerdote no diagnóstico da doença (Lc 5.14). Quanto à sua cura, só um milagre divino poderia limpar completamente um leproso (2Rs 5.9-14; Mt 8.1-3).

 

Hoje, apesar dos avanços da medicina, a lepra, modernamente conhecida como Hanseníase, ainda é uma enfermidade assustadora. Entretanto, já não há mais a necessidade de isolar os indivíduos, pois há tratamentos efetivos que curam os portadores da doença.

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

 

 

Deus encarregou os sacerdotes de inspecionar a saúde pública de Israel.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Levítico 9 — 10 identifica vários ministérios sacerdotais. Os sacerdotes deviam oficiar em sacrifícios e ofertas, e assim conduzir em adoração. Eles deviam ‘distinguir entre o santo e o profano’ (Lv 10.10). Deviam também ensinar aos israelitas os decretos de Deus. E tem mais: Os sacerdotes deviam diagnosticar males que tornavam adoradores cerimonialmente impuros (Lv 13 — 14). Ofereciam ritual de purificação para aqueles que fossem recuperados. Examinavam todos os animais sacrificiais para verificar se eram saudáveis e sem defeitos (Lv 22.17-21). Os sacerdotes estabeleciam o valor de todas as mercadorias que eram dedicadas a Deus (Lv 27). Eles supervisionavam o cuidado do Tabernáculo e, mais tarde, do Templo (Nm 3; 4). Os sacerdotes anunciavam o início de todas as festas religiosas (Lv 25.9). Atuavam como um tipo de suprema corte, reunida para ouvir os casos difíceis (Dt 17.11). Usavam o Urim e Tumim para transmitir a resposta de Deus a questões expostas pelos líderes da nação (Nm 27.21). E, ainda, acompanhavam o exército, para exortar a confiança em Deus (Dt 20.1-4). Em resumo, eles serviam como guardiões da fé de Israel. Suas obrigações não eram somente rituais, mas chamados para o envolvimento com israelitas comuns em todos os aspectos das suas vidas e relacionamento com o Senhor. Nós que estamos em Cristo somos chamados para o seu real sacerdócio e podemos encontrar direção para o moderno ministério ao meditar na chamada dos sacerdotes do Antigo Testamento” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.81).

 

 

 

 

 

 

  1. FUNÇÕES SANITARISTAS

 

 

 

Devido aos povos que a habitavam, Canaã tornou-se doentia e contagiosa (Lv 14.34). Até suas casas e vestes eram tomadas por uma espécie de lepra. Para preservar a saúde dos hebreus, Deus instruiu os sacerdotes a atuarem também como sanitaristas.

 

  1. A função sanitarista do sacerdote. O sanitarista é um especialista em saúde pública; sua função é basicamente preventiva. Manter a cidade livre dos focos de doenças e infecções é o seu trabalho prioritário. Nesse sentido, cabia aos sacerdotes inspecionar as casas e roupas em Israel (Lv 14.34-57).

 

  1. A lepra na casa. A lepra numa casa tinha início com o aparecimento de manchas verdes e avermelhadas, que, via de regra, pareciam mais fundas que a superfície das paredes (Lv 14.37). Sempre que isso ocorria, o proprietário era instruído a recorrer ao sacerdote, que, após examinar o imóvel, ordenava o seu despejo para que a praga não se espalhasse por toda a propriedade (Lv 14.36).

 

Em seguida, a casa era interditada por sete dias (Lv 14.38). Caso a praga não cedesse, as pedras contaminadas eram retiradas e as paredes todas eram raspadas. Em último caso, o sacerdote tinha autoridade para ordenar a demolição do imóvel (Lv 14.45). Para evitar que a lepra contaminasse outras propriedades, todo o entulho era jogado fora da cidade.

 

  1. A lepra nas vestes. As vestes também estavam sujeitas à lepra. Nesse caso específico, tratavam-se de mofos e fungos igualmente nocivos à saúde (Lv 13.47-50). De imediato, a roupa deveria ser levada ao sacerdote (Lv 13.51). Se a praga se mostrasse resistente, o vestuário deveria ser queimado, a fim de se evitar a propagação de doenças (Lv 13.52).

 

Deus advertiu solenemente aos israelitas a se guardarem da praga da lepra, pois a doença abria a porta para outras enfermidades e moléstias (Dt 24.8). Por isso, a lepra tornou-se um dos símbolos mais fortes do pecado (Is 1.6).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

 

 

Os sacerdotes exerciam funções sanitaristas, examinando casas e pessoas a fim de evitar que doenças, como a lepra, se propagassem.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Isolamento (Lv 13.45,46)

 

O isolamento das pessoas com males infecciosos na pele tinha benefícios públicos saudáveis. Pela quarentena de tais pessoas ‘fora do acampamento’, a comunidade estava protegida de males como sarampo, escarlatina, varíola, os quais provavelmente causariam epidemias. Outras regras têm benefícios semelhantes, como aquelas que exigiam lavar qualquer coisa tocada por uma pessoa acometida de mal que cause fluxo da carne (Lv 15.1-12). Enquanto que o primeiro propósito das regras relativas à impureza é espiritual, não nos surpreende que elas tivessem benefícios adicionais. Deus está profundamente interessado em nosso total bem-estar. Qualquer um que seguir as normas bíblicas para o bem-estar espiritual também gozará melhor saúde física” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.83).

 

 

 

 

 

 

III. FUNÇÕES JURÍDICAS

 

 

 

O livro de Levítico apresenta várias disposições jurídicas, a fim de proteger a família, a propriedade privada e, principalmente, a vida humana. Nesse sentido, o sacerdote atuava também como juiz.

 

  1. Proteção da família. Com o objetivo de manter a pureza e a legitimidade no relacionamento familiar, o Senhor, por intermédio de Moisés, proíbe aos israelitas: o sacrifício infantil (Lv 20.2); relações incestuosas (Lv 18.6-9); o abuso sexual doméstico (Lv 18.10); a exposição das filhas à prostituição (Lv 19.29); a homossexualidade e a bestialidade (Lv 18.22,23).

 

Os filhos de Israel, como adoradores do Deus Único e Verdadeiro, eram obrigados a honrar seus pais e a preservar-lhes a autoridade (Lv 19.3; 20.9). Nesse sentido, os sacerdotes atuavam como reguladores da família israelita.

 

  1. Proteção da propriedade privada. A propriedade privada, em Israel, era sagrada; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8; 1Rs 21.3). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira amorosa e responsável (Lv 19.9). As colheitas deveriam ser feitas de maneira a atender à carência dos mais pobres (Lv 23.22).

 

Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, não poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

 

  1. Proteção da vida. Também cabia ao sacerdote inspecionar a edificação das casas (Dt 22.8); a criação de animais (Êx 21.36); a preservação da mulher grávida e do filho que ela trazia no ventre (Êx 21.22). Enfim, a vida nas Escrituras é sagrada; um dom do Criador de todas as coisas (Nm 16.22). Por isso, o Senhor determina no Sexto Mandamento: “Não matarás” (Êx 20.13). Mencionemos ainda as cidades de refúgio, que, administradas pelos levitas, serviam para acolher o que, sem o querer, matava o seu próximo (Nm 35.10-15).

 

 

 

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

 

 

Os sacerdotes atuavam também como juízes.

 

 

 

 

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

“Os sacerdotes também tinham de atuar como mestres da lei (Lv 10.10,11), uma tarefa que nem sempre desempenhavam corretamente (Ml 3.11). Como pedagogos, eles representavam um limitado meio de revelação em certas áreas da saúde da jurisprudência, incluindo o diagnóstico e a limpeza de certos tipos de lepra (Lv 13; 14), a purificação de homens e mulheres e de artigos de mobiliário tocados por quaisquer fluxos dos corpos de homens e mulheres (Lv 15), a prova do ciúme (Nm 5.11-21), as controvérsias e os castigos por um assassinato duvidoso (Dt 21.5) e outros assuntos de natureza civil (2Cr 19.8-11; Ez 44.24).

 

O sacerdócio hebreu incluía três classes básicas: o sumo sacerdote, os sacerdotes, e os levitas. Os levitas, como uma classe subsidiária que servia aos sacerdotes, não podem ser facilmente distinguidos porque Arão e seus filhos não constavam entre as tribos de Israel como uma tribo, mas foram nomeados para o serviço do Tabernáculo no deserto, especialmente no tocante à sua movimentação. Havia originalmente uma cuidadosa distinção entre os levitas e os sacerdotes, e isso está claramente ilustrado na rebelião de Corá, Datã e Abirão, cujas vidas e as de suas famílias foram perdidas porque como levitas procuraram usurpar o ofício do sacerdote (Nm 16.1-33)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.1717).

 

 

 

CONHEÇA MAIS

 

 

 

 

 

Doenças no tempo do Levítico

 

“O isolamento das pessoas com males infecciosos na pele tinha benefícios públicos saudáveis. Pela querentena de tais pessoas 'fora do acampamento', a comunidade estava protegida de males como sarampo, escarlina, varíola, os quais provavelmente causariam epidemias”. Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.83.

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

 

 

A aliança do Senhor com a tribo de Levi era firme e bem conhecida de todo o Israel. Eis por que seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7).

 

Se o Senhor exigiu excelência e correção dos levitas, no Antigo Testamento, como devemos nós agir no âmbito do Testamento Novo? Que o nosso culto seja marcado pelo amor a Deus e ao próximo. Sejamos, pois, uma fiel referência em todas as coisas.

 

 

 

PARA REFLETIR

 

 

A respeito de “A Função Social dos Sacerdotes”, responda:

 

 

 

Quais as atribuições dos sacerdotes quanto ao relacionamento social dos israelitas?

 

Conduzir o povo na Lei de Deus, a fim de torná-lo propício ao Senhor que exige, de cada um de seus filhos, santidade, pureza e distinção.

 

 

 

Qual a função clínica dos sacerdotes?

 

Cabia aos sacerdotes inspecionar e diagnosticar os leprosos. Era uma função mais preventiva que curativa.

 

 

 

Descreva a função sanitarista dos sacerdotes.

 

Sua função é basicamente preventiva. Manter a cidade livre dos focos de doenças e infecções é o seu trabalho prioritário. Nesse sentido, cabia aos sacerdotes inspecionar as casas e roupas em Israel.

 

 

 

Como os israelitas deveriam tratar a propriedade privada?

 

A propriedade privada, em Israel, era sagrada; uma dádiva de Deus ao seu povo (Êx 3.7,8; 1Rs 21.3). Por esse motivo, os israelitas deveriam tratar suas casas e campos de maneira amorosa e responsável (Lv 19.9). As colheitas deveriam ser feitas de maneira a atender à carência dos mais pobres (Lv 23.22). Sendo, pois, a terra propriedade do Senhor, não poderia ser explorada de maneira irresponsável e contrária à natureza (Lv 25.3,4). Do texto sagrado, depreendemos que o sacerdote tinha por obrigação supervisionar o uso sustentável da terra.

 

 

 

Que qualidades deveriam ter os sacerdotes de acordo com o profeta Malaquias?

 

Os seus descendentes deveriam ser o mais alto referencial da nação no que tange à Palavra de Deus, à instrução e à administração da justiça (Ml 2.4-7).

 

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

A função social dos sacerdotes

 

 

 

Na aula desta semana é importante introduzi-la comentando que à época da peregrinação do povo judeu no deserto não havia uma vida social e jurídica organizada, isto é, por exemplo, não havia médicos, sanitaristas e juízes. O sistema sacerdotal, indiretamente, serviria para atender essas necessidades.

 

Os principais desafios para o povo peregrino, do ponto de vista da saúde, era a lepra; do ponto de vista da organização social, era a família, a propriedade privada e a vida do indivíduo.

 

A lepra era uma doença incurável e transmissível. Além de uma doença temida, essa enfermidade também era estigmatizante e, por causa do acometimento à Miriã, irmã de Moisés, derivada de sua rebelião, a lepra passou também a ser vista como castigo divino.

 

Aqui, cabe uma nota de justificação do isolamento das pessoas. Devido à infeliz militância ideológica na hermenêutica bíblica, muitos tendem a fazer uma leitura social deste episódio colocando os líderes judeus como opressores e os leprosos como os oprimidos. Ora, isso é ignorar por completo o contexto antigo da narrativa bíblica. A lepra era uma doença terrível e incurável. Não havia médicos nem o mínimo de estrutura sanitária. Isolar o leproso era garantir, naquele contexto, a sobrevivência das demais pessoas.

 

É evidente que, ao longo da história, o isolamento promoveu uma quantidade enorme de excluídos sociais, o que neste caso, não se trata de uma leitura sob os óculos de qualquer ideologia, mas a constatação de uma realidade social demonstrada por meio da alegria radiante, por exemplo, que tomava conta de um leproso curado por Jesus. Quando o Senhor fazia isso, Ele não estava apenas curando essa pessoa, mas a libertando da exclusão social e a devolvendo ao convívio das pessoas amadas por ela.

 

Hoje, graças a Deus!, embora ainda temida, a lepra, atualmente conhecida como hanseníase, é encarada com maior naturalidade, diminuindo a discriminação e o isolamento social. Isso ocorre porque, diferente dos tempos bíblicos, a hanseníase tem cura medicamentosa. Por isso, muitos leprosários já foram desativados.

 

Além do caso da lepra, a família, a propriedade privada e a vida do indivíduo precisavam de proteção. Os sacerdotes também deveriam atuar para garantir tal proteção.

 

Reconstruir o contexto explicativo acima ajudará muito seus alunos a compreender o porquê da série de leis proibitivas no Levítico.

 

 

Lição 7 - Fogo Estranho Diante de Deus

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos | Aula: 12 de Agosto

TEXTO ÁUREO

“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.”  (Lv 10.3)

VERDADE PRÁTICA

O Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência; menos que isso é inaceitável.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 6.23: A ascendência de Nadabe e Abiú

Terça – Êx 24.1-9: Nadabe e Abiú viram a glória divina

Quarta – Êx 28.1: Nadabe e Abiú no santo ministério

Quinta – Lv 10.1: Nadabe e Abiú e o fogo estranho

Sexta – Lv 10.2: Deus fulmina Nadabe e Abiú

Sábado – Nm 3.1-4: A história de Nadabe e Abiú

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 10.1-11

1 - E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.

2 - Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.

3 - E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.

4 - E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.

5 - Então, chegaram e levaram-nos nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito.

6 - E Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu.

7 - Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés.

8 - E falou o SENHOR a Arão, dizendo:

9 - Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,

10 - para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo,

11 - e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência.

HINOS SUGERIDOS: 390, 432, 434 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Discutir os privilégios de Nadabe e Abiú;
  2. Mostrar os perigos de se colocar fogo estranho no altar do Senhor;

III.    Compreender o porquê do luto no santo ministério.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O livro de Levítico enfatiza a santidade de Deus. Ele é santo e exige santidade do seu povo e de todos aqueles que são chamados para o seu serviço. Sem santidade ninguém pode se aproximar dEle, atrair sua presença ou ver a sua face. Contudo, Nadabe e Abiú não atentaram para isso e ofertaram a Deus um incenso não puro. Eles também não observaram a recomendação divina de que o incenso no altar deveria ser oferecido pelo sumo sacerdote. A resposta do Senhor foi imediata. A recompensa pelo pecado foi a morte física. A atitude de Nadabe e Abiú demostrava rebelião contra Deus e tal pecado é comparado ao de feitiçaria. Como sacerdotes, Nadabe e Abiú, tinham a responsabilidade de ensinar o povo, de conduzi-los na verdade, por isso receberam tal condenação. Eles deveriam ser exemplo para os israelitas e a punição que receberam teria de estar à altura.

 

INTRODUÇÃO

 A história de Nadabe e Abiú faz-nos uma séria advertência: Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Nesta lição, veremos que esses dois obreiros, apesar de todos os privilégios de que desfrutavam junto à congregação de Israel, não honraram o seu ministério. Antes, ignorando a recomendação de Moisés, ofereceram fogo estranho ao Senhor. E, no mesmo instante, foram exterminados pelo Deus que não se deixa zombar por homem algum.

 

Como temos nos apresentado diante do Senhor? Enquanto avançamos neste estudo, respondamos a esta pergunta com temor e tremor, pois Deus não mudou. Ele está a exigir santidade, pureza e reverência de cada um de seus filhos, principalmente dos que fazem parte do santo ministério da Palavra.

 

PONTO CENTRAL

Deus é santo e requer de seus obreiros uma postura igualmente santa.

 

I – OS PRIVILÉGIOS DE NADABE E ABIÚ

Não basta pertencer a uma família tradicional de obreiros para usufruir da graça divina. É necessário, antes de tudo, ter uma vida de íntima comunhão com Deus. Vejamos, pois, a ascendência de Nadabe e Abiú, e o seu conhecimento da glória divina.

 

  1. Ascendência levítica.

Nadabe e Abiú pertenciam à tribo de Levi, que fora honrada com o sacerdócio divino (Nm 3.1-12). Os homens dessa tribo eram contados entre as primícias do Senhor. O próprio Deus havia dito: “Os levitas serão meus” (Nm 3.12). Por conseguinte, os descendentes de Levi eram vistos como os nobres entre os nobres de Israel.

 

  1. Ascendência araônica.

Além de pertencerem à tribo de Levi, Nadabe e Abiú provinham da família de Arão, escolhida por Deus para exercer o sumo sacerdócio (Êx 6.23; 28.1). Era o ofício mais honroso de todo o Israel. Nem os reis podiam exercê-lo (2 Cr 26.18). De acordo com a genealogia de Arão, Nadabe e Abiú eram os sucessores imediatos do pai nesse glorioso ministério.

 

  1. Participantes da glória de Deus.

Quando o Senhor outorgou a Lei a Israel, por intermédio de Moisés, lá estavam Nadabe e Abiú juntamente com os mais destacados anciãos de Israel (Êx 24.1). E, ali, no monte sagrado, presenciaram a manifestação da glória divina (Êx 24.9,10). Além disso, foram testemunhas oculares da aliança que o Senhor firmara com os filhos de Israel (Êx 24.8). Enfim, Nadabe e Abiú tiveram o privilégio de testemunhar o estabelecimento do pacto entre Deus e o seu povo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Como sacerdotes, Nadabe e Abiú tinham privilégios.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Nadabe/Abiú

Alguns irmãos, como Caim e Abel ou Jacó e Esaú, colocaram uns aos outros em apuros. Os irmãos Nadabe e Abiú tiveram problemas juntos. Embora pouco se saiba sobre seus primeiros anos, a Bíblia nos dá uma abundância de informações sobre o ambiente em que eles cresceram. Nascido no Egito, foram testemunhas oculares dos atos poderosos de Deus no Êxodo. Eles viram seu pai Arão, seu tio Moisés, e sua tia Miriã em ação muitas vezes. Eles tinham conhecimento em primeira mão sobre a santidade de Deus como poucos homens já tiveram, e pelo menos por um tempo, seguiram a Deus de todo o coração (Lv 8.36). Mas em um momento crucial, eles decidiram tratar as claras instruções de Deus com indiferença. A consequência de seu pecado foi ardente, imediata e chocante para todos”  Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 215).

 

Qualidades e realizações.

   Os primeiros candidatos à sucessão de seu pai como sumo sacerdote.

Envolvidos na consagração original do Tabernáculo.

Elogiados por fazer ‘todas as coisas que o Senhor ordenara’ (Lv 8.36).

Fraquezas e enganos.

Tratar os mandamentos diretos de Deus de forma leviana.

Lições de sua vida.

O pecado tem consequências mortais.

 

Estatísticas vitais.

Local: Península do Sinai.

Ocupação: Sacerdotes em treinamento.

Parentes: Pai: Arão. Tio: Moisés. Tia: Miriã. Irmãos: Eleazar e Itamar.

 

 

Versículo-chave.

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR” (Lv 10.1,2).

 

II – FOGO ESTRANHO NO ALTAR

Três atitudes marcaram o ato leviano e inconsequente de Nadabe e Abiú: ignoraram a Deus, impacientaram-se e, sem qualquer temor, apresentaram fogo estranho no altar sagrado.

 

  1. Ignoraram a Deus.

Ao adentrarem o lugar santo, Nadabe e Abiú ignoraram a presença de Deus, pois o Senhor encontrava-se não somente no Tabernáculo como em todo o arraial de Israel (Êx 25.8; Nm 14.14). O Deus onipresente não se limita ao Santo dos santos, mas se deleita com a presença de seus queridos e amados santos.

 

  1. Impaciência profana.

De acordo com as instruções que o Senhor, através de Moisés, transmitira aos filhos de Israel, somente o sumo sacerdote estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro (Êx 30.7-9). Todavia, observa-se que ambos, ignorando tal preceito, entraram no lugar sagrado e trouxeram um fogo que Deus não ordenara. As coisas de Deus não podem ser tratadas profanamente.

 

Nadabe e Abiú precipitaram-se e não souberam esperar a hora de se colocarem no altar.

 

  1. Apresentaram fogo estranho ao Senhor.

Não bastava ter o incenso prescrito pelo Senhor; era imperioso ter igualmente a brasa certa, para que Deus fosse dignamente adorado (Êx 30.9; Lv 16.12). Se o incenso era exclusivo, a brasa também o era (Êx 30.37). Mas, pelo contexto da narrativa sagrada, Nadabe e Abiú não estavam preocupados nem com o incenso, nem com o fogo. Por isso, o Senhor veio a fulminá-los diante do altar.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Nadabe e Abiú ignoraram as recomendações divinas e ofereceram fogo estranho sobre o altar.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Fogo estranho

1.“Qual foi o ‘fogo estranho’ que Nadabe e Abiú ofereceram diante do Senhor?

O fogo sobre o altar de holocausto nunca se extinguia (Lv 6.12,13), o que implica que este altar era santo. É possível que Nadabe e Abiú tenham levado ao altar brasas de fogo de uma outra fonte, fazendo com que o sacrifício se tornasse profano. Também tem sido sugerido que os dois sacerdotes fizeram uma oferta em um momento não prescrito. Seja qual for a explicação correta, o ponto é que Nadabe e Abiú abusaram da sua posição como sacerdotes em um ato de flagrante desrespeito a Deus, que tinha acabado de revisar precisamente com eles como deveriam conduzir a adoração. Como líderes, eles tinham uma responsabilidade especial de obedecer a Deus. Em sua posição, eles poderiam facilmente conduzir muitas pessoas ao erro. Se Deus comissionou você para liderar ou ensinar outras pessoas, nunca considere este papel como garantido nem abuse dele. Permaneça fiel a Deus e siga as instruções dEle” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 214).

 

  1. “O texto não registra a natureza do pecado de Nadabe e Abiú.

Os comentaristas têm algumas sugestões: o incenso não foi feito de acordo com as instruções de Moisés (Êx 30.34-38); o fogo não era proveniente do fogo que estava queimando no altar (16.12); a oferta foi feita no momento errado (Êx 30.7,8); os infratores usaram incensários inadequados (os deles mesmos); Nadabe e Abiú assumiram uma função devida exclusivamente ao sumo sacerdote; ou eles estavam sob influência alcoólica (cf. 8-11). É possível falar com certeza sobre este aspecto. O ponto essencial é que os dois sacerdotes exerceram funções sacerdotais de maneira oposta às ordens do Senhor. Moisés deixou claro que o Senhor deve ser santificado  naqueles que se aproximam dele, a fim de que Ele seja glorificado diante de todo o povo. Esta é uma ilustração de que, no Antigo Testamento, a obediência era muito mais importante do que o sacrifício (1 Sm 15.22)” (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 277).

 

III – LUTO NO SANTO MINISTÉRIO

 

A morte de Nadabe e Abiú abalou profundamente a casa de Arão. Apesar de haver perdido, num único dia, dois de seus filhos, ele foi proibido pelo Senhor de observar qualquer luto pelos mortos.

 

  1. A morte de Nadabe e Abiú.

Ao se apresentarem com fogo estranho diante do Senhor, os filhos de Arão, que também eram ministros do altar, foram consumidos no lugar santo (Lv 10.2). Pelo que observamos do texto sagrado, Deus os matou pelo fato de eles não terem levado em conta a santidade divina (Lv 10.3). A obrigação deles era glorificar o nome do Senhor, mas preferiram buscar a própria glória. Diante do fato, o sumo sacerdote de Israel calou-se. Não poderia haver momento mais trágico para a sua família.

 

  1. A remoção dos cadáveres.

Moisés, então, ordena a dois primos de Arão, Misael e Elzafã, a removerem os cadáveres da Casa de Deus (Lv 10.4). No episódio de Ananias e Safira, os corpos de ambos foram levados para fora por alguns jovens da igreja recém-inaugurada pelo Espírito Santo (At 5.1-11).

 

  1. O luto é proibido.

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão é proibido pelo Senhor de guardar luto ou demonstrar tristeza (Lv 10.6,7). Ele e seus filhos deveriam suportar, com santa discrição, aquela hora tão difícil. Afinal, era seu dever zelar pela santidade e glória do nome do Senhor dos Exércitos.

Certos tipos de “luto” servem apenas para enfraquecer o povo de Deus e levá-lo à dispersão (2 Sm 19.1-7). Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Nadabe e Abiú ignoraram as recomendaçőes divinas e ofereceram fogo estranho sobre o altar.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O luto

  1. O povo de Israel teve a permissão de lamentar esta grande tragédia, mas Arão e seus dois filhos restantes foram proibidos de mostrar as marcas normais de luto: descobrir a cabeça e soltar os cabelos ou rasgar as roupas. Não deviam dar a Israel a aparência de questionamento ou lamentação por causa do julgamento de Deus. Moisés os lembrou de que o azeite da unção do Senhor estava sobre eles. O serviço de Deus não pode ser detido por questões pessoais. O incêndio seria ‘o fogo que o Senhor Deus acendeu.

 

  1. Privação pessoal, negação ou insultos a si próprio muitas vezes caracterizavam os ritos de luto. Os ornamentos eram tirados (Êx 33.4-6); os enlutados rasgavam suas vestes como símbolo de pesar (Gn 37.34). Frequentemente, o rasgar as roupas e vestir-se com sacos representavam pesar e humildade (1 Rs 21.27; Et 4.1; Jr 4.8). Pó ou cinzas eram colocados sobre a cabeça. A barba e os cabelos da cabeça eram arrancados (Ed 9.3) ou cortados (Is 15.2; Jr 7.29). Observava-se o jejum (2 Sm 1.12; Ne 1.4; Zc 7.5). Algumas práticas de luto eram expressamente proibidas a Israel, provavelmente por serem ritos pagãos. Os israelitas não se cortavam nem podiam fazer ‘marca alguma’ em suas testas em homenagem aos mortos (Lv 19.28; Dt 14.1). As regras para os sacerdotes eram particularmente mais severas (Lv 21.1-5, 10-12) (Dicionário Bíblico Beacon. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 277) e (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 1129).

 

CONCLUSÃO

Devemos ter cuidado com a forma como nos apresentamos diante de Deus. O culto ao Senhor deve ser santo, reverente e verdadeiro. Portanto, chega de liturgias bizarras, cultos mundanos, teologias permissivas e costumes que ferem a Palavra de Deus. Se não atentarmos à santidade e à glória divinas, não subsistiremos, pois o nosso Deus, embora seja conhecido pelo amor e bondade, é também um fogo devorador (Is 30.27). Portanto, sejamos puros e santos em toda a nossa maneira de ser, pois o Senhor não se deixa escarnecer.

 

Vídeo aula

 

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Fogo Estranho Diante de Deus”, responda:

 

1) Quem eram Nadabe e Abiú?

Eles pertenciam à tribo de Levi e eram filhos de Arão.

2) Quais os seus privilégios?

Ascendência levítica, araônica e participantes da glória de Deus.

3) Em que consistiu o pecado de ambos?

Oferecer fogo estranho. Eles foram insolentes, blasfemos, sacrílegos e diabolicamente curiosos.

4) Como foram mortos?

Foram consumidos no lugar santo.

5) Por que Arão não pôde observar o luto por seus filhos?

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão é proibido pelo Senhor de guardar luto ou demonstrar tristeza (Lv 10.6,7). Ele e seus filhos deveriam suportar, com santa discrição, aquela hora tão difícil. Afinal, era seu dever zelar pela santidade e glória do nome do Senhor dos Exércitos. Além disso, eles estavam cientes de que a alma que pecar esta morrerá (Ez 18.4,20).

 

Lição 7 - Fogo Estranho Diante de Deus

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos | Aula: 12 de Agosto

TEXTO ÁUREO

“E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.”  (Lv 10.3)

VERDADE PRÁTICA

O Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência; menos que isso é inaceitável.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 6.23: A ascendência de Nadabe e Abiú

Terça – Êx 24.1-9: Nadabe e Abiú viram a glória divina

Quarta – Êx 28.1: Nadabe e Abiú no santo ministério

Quinta – Lv 10.1: Nadabe e Abiú e o fogo estranho

Sexta – Lv 10.2: Deus fulmina Nadabe e Abiú

Sábado – Nm 3.1-4: A história de Nadabe e Abiú

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 10.1-11

1 - E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara.

2 - Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR.

3 - E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.

4 - E Moisés chamou a Misael e a Elzafã, filhos de Uziel, tio de Arão, e disse-lhes: Chegai, tirai vossos irmãos de diante do santuário, para fora do arraial.

5 - Então, chegaram e levaram-nos nas suas túnicas para fora do arraial, como Moisés tinha dito.

6 - E Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o SENHOR acendeu.

7 - Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do SENHOR. E fizeram conforme a palavra de Moisés.

8 - E falou o SENHOR a Arão, dizendo:

9 - Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,

10 - para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo,

11 - e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o Deus santo requer de seus obreiros uma postura igualmente santa, zelosa e de comprovada excelência.

HINOS SUGERIDOS: 390, 432, 434 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Discutir os privilégios de Nadabe e Abiú;
  2. Mostrar os perigos de se colocar fogo estranho no altar do Senhor;

III.    Compreender o porquê do luto no santo ministério.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O livro de Levítico enfatiza a santidade de Deus. Ele é santo e exige santidade do seu povo e de todos aqueles que são chamados para o seu serviço. Sem santidade ninguém pode se aproximar dEle, atrair sua presença ou ver a sua face. Contudo, Nadabe e Abiú não atentaram para isso e ofertaram a Deus um incenso não puro. Eles também não observaram a recomendação divina de que o incenso no altar deveria ser oferecido pelo sumo sacerdote. A resposta do Senhor foi imediata. A recompensa pelo pecado foi a morte física. A atitude de Nadabe e Abiú demostrava rebelião contra Deus e tal pecado é comparado ao de feitiçaria. Como sacerdotes, Nadabe e Abiú, tinham a responsabilidade de ensinar o povo, de conduzi-los na verdade, por isso receberam tal condenação. Eles deveriam ser exemplo para os israelitas e a punição que receberam teria de estar à altura.

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

 A história de Nadabe e Abiú faz-nos uma séria advertência: Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Nesta lição, veremos que esses dois obreiros, apesar de todos os privilégios de que desfrutavam junto à congregação de Israel, não honraram o seu ministério. Antes, ignorando a recomendação de Moisés, ofereceram fogo estranho ao Senhor. E, no mesmo instante, foram exterminados pelo Deus que não se deixa zombar por homem algum.

 

Como temos nos apresentado diante do Senhor? Enquanto avançamos neste estudo, respondamos a esta pergunta com temor e tremor, pois Deus não mudou. Ele está a exigir santidade, pureza e reverência de cada um de seus filhos, principalmente dos que fazem parte do santo ministério da Palavra.

 

PONTO CENTRAL

Deus é santo e requer de seus obreiros uma postura igualmente santa.

 

I – OS PRIVILÉGIOS DE NADABE E ABIÚ

Não basta pertencer a uma família tradicional de obreiros para usufruir da graça divina. É necessário, antes de tudo, ter uma vida de íntima comunhão com Deus. Vejamos, pois, a ascendência de Nadabe e Abiú, e o seu conhecimento da glória divina.

 

  1. Ascendência levítica.

Nadabe e Abiú pertenciam à tribo de Levi, que fora honrada com o sacerdócio divino (Nm 3.1-12). Os homens dessa tribo eram contados entre as primícias do Senhor. O próprio Deus havia dito: “Os levitas serão meus” (Nm 3.12). Por conseguinte, os descendentes de Levi eram vistos como os nobres entre os nobres de Israel.

 

  1. Ascendência araônica.

Além de pertencerem à tribo de Levi, Nadabe e Abiú provinham da família de Arão, escolhida por Deus para exercer o sumo sacerdócio (Êx 6.23; 28.1). Era o ofício mais honroso de todo o Israel. Nem os reis podiam exercê-lo (2 Cr 26.18). De acordo com a genealogia de Arão, Nadabe e Abiú eram os sucessores imediatos do pai nesse glorioso ministério.

 

  1. Participantes da glória de Deus.

Quando o Senhor outorgou a Lei a Israel, por intermédio de Moisés, lá estavam Nadabe e Abiú juntamente com os mais destacados anciãos de Israel (Êx 24.1). E, ali, no monte sagrado, presenciaram a manifestação da glória divina (Êx 24.9,10). Além disso, foram testemunhas oculares da aliança que o Senhor firmara com os filhos de Israel (Êx 24.8). Enfim, Nadabe e Abiú tiveram o privilégio de testemunhar o estabelecimento do pacto entre Deus e o seu povo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Como sacerdotes, Nadabe e Abiú tinham privilégios.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Nadabe/Abiú

Alguns irmãos, como Caim e Abel ou Jacó e Esaú, colocaram uns aos outros em apuros. Os irmãos Nadabe e Abiú tiveram problemas juntos. Embora pouco se saiba sobre seus primeiros anos, a Bíblia nos dá uma abundância de informações sobre o ambiente em que eles cresceram. Nascido no Egito, foram testemunhas oculares dos atos poderosos de Deus no Êxodo. Eles viram seu pai Arão, seu tio Moisés, e sua tia Miriã em ação muitas vezes. Eles tinham conhecimento em primeira mão sobre a santidade de Deus como poucos homens já tiveram, e pelo menos por um tempo, seguiram a Deus de todo o coração (Lv 8.36). Mas em um momento crucial, eles decidiram tratar as claras instruções de Deus com indiferença. A consequência de seu pecado foi ardente, imediata e chocante para todos”  Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 215).

 

 

 

 

 

Qualidades e realizações.

   Os primeiros candidatos à sucessão de seu pai como sumo sacerdote.

Envolvidos na consagração original do Tabernáculo.

Elogiados por fazer ‘todas as coisas que o Senhor ordenara’ (Lv 8.36).

Fraquezas e enganos.

Tratar os mandamentos diretos de Deus de forma leviana.

Lições de sua vida.

O pecado tem consequências mortais.

 

Estatísticas vitais.

Local: Península do Sinai.

Ocupação: Sacerdotes em treinamento.

Parentes: Pai: Arão. Tio: Moisés. Tia: Miriã. Irmãos: Eleazar e Itamar.

 

 

 

Versículo-chave.

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR” (Lv 10.1,2).

 

II – FOGO ESTRANHO NO ALTAR

Três atitudes marcaram o ato leviano e inconsequente de Nadabe e Abiú: ignoraram a Deus, impacientaram-se e, sem qualquer temor, apresentaram fogo estranho no altar sagrado.

 

  1. Ignoraram a Deus.

Ao adentrarem o lugar santo, Nadabe e Abiú ignoraram a presença de Deus, pois o Senhor encontrava-se não somente no Tabernáculo como em todo o arraial de Israel (Êx 25.8; Nm 14.14). O Deus onipresente não se limita ao Santo dos santos, mas se deleita com a presença de seus queridos e amados santos.

 

  1. Impaciência profana.

De acordo com as instruções que o Senhor, através de Moisés, transmitira aos filhos de Israel, somente o sumo sacerdote estava autorizado a oferecer o incenso no altar de ouro (Êx 30.7-9). Todavia, observa-se que ambos, ignorando tal preceito, entraram no lugar sagrado e trouxeram um fogo que Deus não ordenara. As coisas de Deus não podem ser tratadas profanamente.

 

Nadabe e Abiú precipitaram-se e não souberam esperar a hora de se colocarem no altar.

 

  1. Apresentaram fogo estranho ao Senhor.

Não bastava ter o incenso prescrito pelo Senhor; era imperioso ter igualmente a brasa certa, para que Deus fosse dignamente adorado (Êx 30.9; Lv 16.12). Se o incenso era exclusivo, a brasa também o era (Êx 30.37). Mas, pelo contexto da narrativa sagrada, Nadabe e Abiú não estavam preocupados nem com o incenso, nem com o fogo. Por isso, o Senhor veio a fulminá-los diante do altar.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Nadabe e Abiú ignoraram as recomendações divinas e ofereceram fogo estranho sobre o altar.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Fogo estranho

1.“Qual foi o ‘fogo estranho’ que Nadabe e Abiú ofereceram diante do Senhor?

O fogo sobre o altar de holocausto nunca se extinguia (Lv 6.12,13), o que implica que este altar era santo. É possível que Nadabe e Abiú tenham levado ao altar brasas de fogo de uma outra fonte, fazendo com que o sacrifício se tornasse profano. Também tem sido sugerido que os dois sacerdotes fizeram uma oferta em um momento não prescrito. Seja qual for a explicação correta, o ponto é que Nadabe e Abiú abusaram da sua posição como sacerdotes em um ato de flagrante desrespeito a Deus, que tinha acabado de revisar precisamente com eles como deveriam conduzir a adoração. Como líderes, eles tinham uma responsabilidade especial de obedecer a Deus. Em sua posição, eles poderiam facilmente conduzir muitas pessoas ao erro. Se Deus comissionou você para liderar ou ensinar outras pessoas, nunca considere este papel como garantido nem abuse dele. Permaneça fiel a Deus e siga as instruções dEle” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 214).

 

  1. “O texto não registra a natureza do pecado de Nadabe e Abiú.

Os comentaristas têm algumas sugestões: o incenso não foi feito de acordo com as instruções de Moisés (Êx 30.34-38); o fogo não era proveniente do fogo que estava queimando no altar (16.12); a oferta foi feita no momento errado (Êx 30.7,8); os infratores usaram incensários inadequados (os deles mesmos); Nadabe e Abiú assumiram uma função devida exclusivamente ao sumo sacerdote; ou eles estavam sob influência alcoólica (cf. 8-11). É possível falar com certeza sobre este aspecto. O ponto essencial é que os dois sacerdotes exerceram funções sacerdotais de maneira oposta às ordens do Senhor. Moisés deixou claro que o Senhor deve ser santificado  naqueles que se aproximam dele, a fim de que Ele seja glorificado diante de todo o povo. Esta é uma ilustração de que, no Antigo Testamento, a obediência era muito mais importante do que o sacrifício (1 Sm 15.22)” (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 277).

 

III – LUTO NO SANTO MINISTÉRIO

 

 

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A morte de Nadabe e Abiú abalou profundamente a casa de Arão. Apesar de haver perdido, num único dia, dois de seus filhos, ele foi proibido pelo Senhor de observar qualquer luto pelos mortos.

 

  1. A morte de Nadabe e Abiú.

Ao se apresentarem com fogo estranho diante do Senhor, os filhos de Arão, que também eram ministros do altar, foram consumidos no lugar santo (Lv 10.2). Pelo que observamos do texto sagrado, Deus os matou pelo fato de eles não terem levado em conta a santidade divina (Lv 10.3). A obrigação deles era glorificar o nome do Senhor, mas preferiram buscar a própria glória. Diante do fato, o sumo sacerdote de Israel calou-se. Não poderia haver momento mais trágico para a sua família.

 

  1. A remoção dos cadáveres.

Moisés, então, ordena a dois primos de Arão, Misael e Elzafã, a removerem os cadáveres da Casa de Deus (Lv 10.4). No episódio de Ananias e Safira, os corpos de ambos foram levados para fora por alguns jovens da igreja recém-inaugurada pelo Espírito Santo (At 5.1-11).

 

  1. O luto é proibido.

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão é proibido pelo Senhor de guardar luto ou demonstrar tristeza (Lv 10.6,7). Ele e seus filhos deveriam suportar, com santa discrição, aquela hora tão difícil. Afinal, era seu dever zelar pela santidade e glória do nome do Senhor dos Exércitos.

Certos tipos de “luto” servem apenas para enfraquecer o povo de Deus e levá-lo à dispersão (2 Sm 19.1-7). Às vezes, temos de suportar o insuportável, a fim de preservar a Igreja de Cristo. Ela está acima de nossa dor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Nadabe e Abiú ignoraram as recomendaçőes divinas e ofereceram fogo estranho sobre o altar.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O luto

  1. O povo de Israel teve a permissão de lamentar esta grande tragédia, mas Arão e seus dois filhos restantes foram proibidos de mostrar as marcas normais de luto: descobrir a cabeça e soltar os cabelos ou rasgar as roupas. Não deviam dar a Israel a aparência de questionamento ou lamentação por causa do julgamento de Deus. Moisés os lembrou de que o azeite da unção do Senhor estava sobre eles. O serviço de Deus não pode ser detido por questões pessoais. O incêndio seria ‘o fogo que o Senhor Deus acendeu.

 

  1. Privação pessoal, negação ou insultos a si próprio muitas vezes caracterizavam os ritos de luto. Os ornamentos eram tirados (Êx 33.4-6); os enlutados rasgavam suas vestes como símbolo de pesar (Gn 37.34). Frequentemente, o rasgar as roupas e vestir-se com sacos representavam pesar e humildade (1 Rs 21.27; Et 4.1; Jr 4.8). Pó ou cinzas eram colocados sobre a cabeça. A barba e os cabelos da cabeça eram arrancados (Ed 9.3) ou cortados (Is 15.2; Jr 7.29). Observava-se o jejum (2 Sm 1.12; Ne 1.4; Zc 7.5). Algumas práticas de luto eram expressamente proibidas a Israel, provavelmente por serem ritos pagãos. Os israelitas não se cortavam nem podiam fazer ‘marca alguma’ em suas testas em homenagem aos mortos (Lv 19.28; Dt 14.1). As regras para os sacerdotes eram particularmente mais severas (Lv 21.1-5, 10-12) (Dicionário Bíblico Beacon. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 277) e (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 1129).

 

CONCLUSÃO

Devemos ter cuidado com a forma como nos apresentamos diante de Deus. O culto ao Senhor deve ser santo, reverente e verdadeiro. Portanto, chega de liturgias bizarras, cultos mundanos, teologias permissivas e costumes que ferem a Palavra de Deus. Se não atentarmos à santidade e à glória divinas, não subsistiremos, pois o nosso Deus, embora seja conhecido pelo amor e bondade, é também um fogo devorador (Is 30.27). Portanto, sejamos puros e santos em toda a nossa maneira de ser, pois o Senhor não se deixa escarnecer.

 

Vídeo aula

 

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Fogo Estranho Diante de Deus”, responda:

 

1) Quem eram Nadabe e Abiú?

Eles pertenciam à tribo de Levi e eram filhos de Arão.

2) Quais os seus privilégios?

Ascendência levítica, araônica e participantes da glória de Deus.

3) Em que consistiu o pecado de ambos?

Oferecer fogo estranho. Eles foram insolentes, blasfemos, sacrílegos e diabolicamente curiosos.

4) Como foram mortos?

Foram consumidos no lugar santo.

5) Por que Arão não pôde observar o luto por seus filhos?

Apesar da tragédia que se abateu sobre a sua família, Arão é proibido pelo Senhor de guardar luto ou demonstrar tristeza (Lv 10.6,7). Ele e seus filhos deveriam suportar, com santa discrição, aquela hora tão difícil. Afinal, era seu dever zelar pela santidade e glória do nome do Senhor dos Exércitos. Além disso, eles estavam cientes de que a alma que pecar esta morrerá (Ez 18.4,20).

 

 

Lição 8 - A Sobriedade na Obra de Deus

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos| Aula: 19 de Agosto

TEXTO ÁUREO

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18)

VERDADE PRÁTICA

 

O exercício do ofício divino é incompatível com o alcoolismo, maus costumes e intemperanças.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 9.20-24: A embriaguez de Noé

Terça – Gn 19.30-35: O vinho e a profanação familiar

Quarta – 2 Sm 11.6-13: A corrupção pelo vinho

Quinta – Pv 31.4,5: O vinho é impróprio aos que presidem

Sexta – 1 Tm 3.3: O vinho é vedado ao pastor

Sábado – Ef 5.1-18: Enchei-vos do Espírito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 10.8-11; 1 Timóteo 3.1-3

Lv 10.8 - E falou o SENHOR a Arão, dizendo:

9 - Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações,

10 - para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo,

11 - e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado pela mão de Moisés.

1 Tm 3.1 - Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.

2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;

3 - não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o exercício do ofício divino é incompatível com o alcoolismo e os maus costumes.

HINOS SUGERIDOS: 77, 96, 103 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Explicar o vinho na história sagrada;
  2. Discutir a respeito do vinho no ofício sagrado;

III.    Compreender que o ministro precisa ser cheio do Espírito Santo.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), segundo alguns teólogos, Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho porque estavam sob o efeito do vinho. Tal afirmação tem como fundamento o fato de que logo depois de tal imprevisto, Moisés tratou a respeito da proibição do vinho para os sacerdotes quando ministravam no Tabernáculo (Lv 10.8-11). O sacerdote precisava julgar e fazer distinção entre o puro e o impuro e instruir os hebreus, por isso não deveria fazer uso do vinho, pois o álcool afetaria os seus sentidos e o seu raciocínio. Tal proibição tinha o objetivo de preservar o sacerdote a fim de que não cometesse o mesmo erro de Nadabe e Abiú.

 

A cultura dos hebreus tinha o vinho como bebida principal, tanto que Jesus transformou a água em vinho em uma festa de casamento, contudo a Palavra de Deus tem várias advertências  contra o excesso que leva a embriaguês. As nações pagãs ao redor de Israel tinham o costume da embriaguez, mas o povo de Deus deveria ser santo, distinto, separado a fim de que fosse exemplo e manifestasse a grandeza e a santidade do Senhor.

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

Na lição anterior, acompanhamos a trágica história de Nadabe e Abiú, filhos do sumo sacerdote Arão. Embora cientes de sua responsabilidade, eles não temeram entrar no lugar santo para oferecer fogo estranho ao Senhor. Por causa disso, Deus os fulminou ali mesmo, diante do altar do incenso.

 

O que os levou a agir de maneira tão irreverente e profana? Pelo contexto da narrativa sagrada, podemos concluir que ambos estavam embriagados (cf. Lv 10.8,9). Por isso, profanaram insolentemente a glória divina.

 

Guardemo-nos, pois, do álcool, das drogas e de outros vícios igualmente nocivos e destruidores. O ministro cristão tem de ser um exemplo de temperança, sobriedade e domínio próprio.

VÍDEO AULA

 

PONTO CENTRAL

O exercício do ofício divino é incompatível com o alcoolismo e os maus costumes.

 

I – O VINHO NA HISTÓRIA SAGRADA

Nas Sagradas Escrituras, o vinho, juntamente com o pão e o azeite, é visto como bênção de Deus (Os 2.22). Aliás, o vinho era usado até mesmo como remédio (Lc 10.34). No entanto, o seu mau uso levou homens santos a cometerem escândalos, torpezas e até crimes, haja vista os casos de Noé, Ló e Davi.

 

 

 

 

  1. A embriaguez de Noé.

Após o Dilúvio, Noé voltou-se ao ofício de lavrador, e pôs-se a plantar uma vinha (Gn 9.20). E, após ter preparado o seu vinho, bebeu-o até embriagar-se. Já fora de si, desnudou-se, expondo-se vergonhosamente em sua tenda (Gn 9.20-29). A intemperança do patriarca trouxe-lhe sérios problemas familiares.

 

O álcool foi capaz de transtornar até mesmo um dos três homens mais piedosos da História Sagrada (Ez 14,14). É por isso que devemos precaver-nos quanto aos seus efeitos (Pv 20.1; 23.31).

 

  1. A devassidão das filhas de Ló.

Dizendo-se preocupadas com a descendência do pai, as filhas de Ló embebedaram-no em duas ocasiões (Gn 19.31,32). Em seguida, tiveram relações com o próprio pai, gerando dois povos iníquos (Gn 19.33-38). Quem se entrega ao vinho está sujeito a dissoluções como essa (Ef 5.18). Um servo de Cristo não pode cair nessa situação.

 

  1. O vinho como instrumento de corrupção.

Para encobrir o seu adultério com Bate-Seba, o rei Davi convocou Urias, que estava na frente de batalha, embriagou-o, e induziu-o a deitar-se com a esposa adúltera e já grávida (2 Sm 11.13). Se o seu plano houvesse dado certo, aquela criança ficaria na conta de Urias, o heteu.

 

A que ponto chega um homem fora da orientação do Espírito Santo. O rei de Israel usou o vinho para corromper um de seus heróis mais notáveis. Nossas atitudes devem sempre ser dirigidas pelo Espírito Santo.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O vinho faz parte da história e da cultura sagrada.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O padrão de comportamento requerido por Deus para os reis e governantes do seu povo, especialmente no tocante a beber vinho fermentado e bebidas inebriantes, era elevado.

(1) O hebraico diz literalmente aqui: ‘Que não haja ingestão’. Nada há nessa passagem que permita alguém beber com moderação.

 

(2) A razão que os reis e os governantes não devem beber bebidas inebriantes é que, afetados pela bebida, eles podiam esquecer-se da lei. A bebida os faria normalmente fracos e os levaria a desobedecer à lei de Deus e a perverter a justiça. Esse texto levou os rabinos judaicos a decretar que o juiz que bebesse um renuth  (um copo de vinho) não poderia tomar assento no juízo, nem numa escola, nem podia ensinar em tais circunstâncias.

 

(3) O mesmo princípio regia os sacerdotes, que no Antigo Testamento ministravam perante o Senhor a favor do povo (Lv 10.8-11).

(4) Todos os salvos do Novo Testamento são feitos reis e sacerdotes de Deus, pertencentes ao reino espiritual de Deus (1 Pe 2.9). Logo, o padrão de Deus para os reis e sacerdotes quanto a não ingerirem bebidas embriagantes é igualmente aplicável a nós (ver Nm 6.1-3; Ef 5.18)” (Bíblia de Estudo Pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 962).

 

II – O VINHO NO OFÍCIO DIVINO

 

  1. No Antigo Testamento.

Em sua oferta de manjares ao Senhor, os israelitas faziam-lhe também a libação de um quarto de him (Lv 13.13). Nessa oferenda, o adorador reconhecia que tudo quanto existe pertence ao Senhor. Em razão disso, deveria usar de forma santa e responsável tudo quanto Ele deixou-nos (Pv 20.1).

 

Quanto aos ministros do altar, eram severamente advertidos sobre o uso do vinho. Leia com atenção Levítico 10.8-11. Esta passagem deve ser aplicada também aos crentes de hoje. Tanto ontem quanto hoje, o álcool pode levar-nos à ruína.

 

  1. No Novo Testamento.

O primeiro milagre de Jesus foi transformar água em vinho (Jo 2.1-11). E, ao instituir a Santa Ceia, Ele fez uso desse mesmo produto, a fim de simbolizar o seu sangue redentor (Mt 26.26-30). Desde então, a Igreja de Cristo vem utilizando o fruto da vide para oficiar a sua maior celebração: a Ceia do Senhor (1 Co 11.23-32).

 

  1. Advertência quanto ao uso do vinho.

É bem possível que Nadabe e Abiú tenham entrado no lugar santo do Tabernáculo sob o efeito do álcool. E, sem qualquer temor ou reverência a Deus, apresentaram fogo estranho no altar divino. Logo após a morte de ambos, o Senhor fez séria advertência a Arão: “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais” (Lv 10.9).

 

Tal aviso serviu para que, no futuro, tragédias como essa não viessem a ocorrer. Por isso, o Senhor proibiu incisivamente, a partir daquele momento, a ingestão de vinho e de bebidas fortes no ofício sagrado. Aos desobedientes, a punição seria a morte.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O vinho não poderia fazer parte do ofício divino.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Advertência aos sacerdotes (Lv 10. 8-11)

Pelo fato de Arão ter sido muito obediente ao que Deus lhe dizia, por intermédio de Moisés, agora Deus lhe dá a honra de falar consigo diretamente (v. 8): ‘E falou o Senhor a Arão’, possivelmente porque o que seria dito agora poderia ser mal interpretado se dito por Moisés, como se Moisés suspeitasse de que Arão era glutão e beberrão, pois somos capazes de interpretar advertências como acusações. Por isso disse diretamente a Arão: ‘Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais’, v. 9. Provavelmente eles tinham visto o mau resultado disto em Nadabe e Abiú, e por isto deviam ser avisados através do exemplo deles. Observe aqui: 1) A proibição, propriamente dita: ‘Vinho ou bebida forte [...] não bebereis’. Alguns entendem que talvez em alguma outra ocasião tivessem permissão de beber (não se esperava que cada sacerdote fosse um nazireu), mas durante o período do seu serviço isto lhe era proibido. Esta era uma das leis no templo de Ezequias (Ez 44.21), e desta maneira é exigido, dos ministros do Evangelho, que não sejam dados ao vinho, 1 Timóteo 3.3. Observe que a embriaguez é ruim para qualquer pessoa, mas é especialmente escandalosa e perniciosa nos ministros, que, dentre todos os homens, devem ter as mentes mais esclarecidas e os corações puros” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento: Genesis a Deuteronômio. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 384).

 

III – MINISTROS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO

Tendo em vista os exemplos lamentáveis e vergonhosos da História Sagrada, o Novo Testamento faz-nos severas advertências quanto ao uso do vinho.

 

  1. Recomendações aos ministros.

 O candidato ao Santo Ministério, na Igreja Primitiva, não podia ser um homem escravizado pelo vinho (1 Tm 3.3,8; Tt 1.7). Não se pode confiar o rebanho de Jesus Cristo a alguém dominado pela embriaguez. Quem governa tem de abster-se das bebidas alcoólicas (Pv 31.4).

 

  1. Recomendações à Igreja.

A recomendação quanto aos prejuízos decorrentes do vinho não se limita aos ministros do Evangelho. Ela diz respeito, também, a toda a Igreja. Portanto, que o verdadeiro cristão, afastando-se do vinho, busque a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18). A embriaguez não é um mero adorno cultural; é algo sério que tem ocasionado graves transtornos à Igreja de Cristo.

 

  1. Ministros usados pelo Espírito Santo.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi generosamente derramado sobre os discípulos (At 2.1-4). De início, eles foram tidos como bêbados (At 2.13). Mas, após o sermão de Pedro, todos vieram a conscientizar-se de que eles falavam e operavam no poder de Deus (At 2.40,41).

Na sequência de Atos, deparamo-nos com os apóstolos e discípulos proclamando o Evangelho sempre no poder do Espírito Santo (At 4.8,31; 7.55; 13.9,10).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

O ministro de Deus deve ser cheio do Espírito Santo.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Ser um líder na igreja

“1 Tm 3.1 – Ser um líder da igreja (‘bispo’) é uma grande responsabilidade, porque a igreja pertence ao Deus vivo. A palavra bispo pode ser uma referência a um pastor, a um líder da igreja, ou a um supervisor. É bom desejar ser um líder espiritual, mas os padrões são elevados. Aqui, Paulo enumera algumas qualificações. Os líderes da igreja não devem ser escolhidos por serem populares, nem devem ter condições de procurar progredir até o topo. Em vez disso, eles  devem ser escolhidos pela igreja por causa do seu respeito pela verdade, tanto no tocante àquilo em que creem como à maneira como vivem. Você tem uma posição de liderança espiritual, ou você gostaria de ser um líder, um dia? Compare-se com o padrão da excelência de Paulo. Os que tem grandes responsabilidades devem atender elevadas expectativas” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1752).

 

CONCLUSÃO

Quanto ao uso do vinho, sigamos o exemplo dos recabitas. Voluntariamente, abstinham-se de qualquer bebida forte para que a aliança de seus ancestrais permanecesse firme (Jr 35.6-10). E, por causa de sua fidelidade, foram honrados pelo Senhor.

Portanto, fujamos das bebidas alcoólicas e de outros vícios igualmente graves, a fim de que possamos ministrar ao Senhor com todo zelo e cuidado. Deus não mudou. Lembremo-nos de Nadabe e Abiú.

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PARA REFLETIR

A respeito de “A Sobriedade na Obra de Deus”, responda:

 

1) Segundo a lição, de acordo com o contexto da narrativa, o que podemos concluir sobre o comportamento de Nadabe e Abiú quando entraram no Tabernáculo para queimar o incenso?

Pelo contexto da narrativa sagrada, podemos concluir que ambos estavam embriagados (cf. Lv 10.8,9). Por isso, profanaram insolentemente a glória divina.

2) Que recomendação faz o Senhor aos sacerdotes quanto às bebidas alcoólicas?

“Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações” (Lv 10.9).

3) Que exigência a Bíblia faz aos candidatos ao ministério cristão?

O candidato ao Santo Ministério, na Igreja Primitiva, não podia ser um homem escravizado pelo vinho (1 Tm 3.3,8; Tt 1.7).

4) Por que não podemos considerar a embriaguez um mero adorno cultural?

Porque a embriaguez é algo sério que tem ocasionado sérios transtornos à Igreja de Cristo.

5) Discorra sobre o exemplo dos recabitas.

Os recabitas voluntariamente, abstinham-se de qualquer bebida forte, para que a aliança de seus ancestrais permanecesse firme (Jr 35.6-10). E, por causa de sua fidelidade, foram honrados pelo Senhor.

 

 

 

 

Lição 9 – Jesus, o Holocausto Perfeito

 

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

“Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” (Hb 10.10)

VERDADE PRÁTICA

 

Os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno, porque Ele morreu e ressuscitou eficazmente por toda a humanidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 1.9: O cheiro suave do holocausto

Terça – 1 Sm 6.14: O holocausto como ação de graças

Quarta – Sl 40.6: O holocausto, figura da morte de Cristo

Quinta – Gn 8.20: O holocausto de Noé

Sexta – Gn 22.13: O holocausto de Abraão

Sábado – Fp 4.18: A oferenda dos filipenses

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 1.1-9

1 - E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

2 - Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

3 - Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; ŕ porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

4 - E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação.

5 - Depois, degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue e espargirão o sangue ŕ roda sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.

6 - Então, esfolará o holocausto e o partirá nos seus pedaços.

7 - E os filhos de Arão, os sacerdotes, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo.

8 - Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo em cima do altar.

9 - Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isto queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR.

 

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno.

 

HINOS SUGERIDOS: 29, 192, 236 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar que o holocausto é o sacrifício mais antigo;
  2. Discutir a respeito do holocausto na história de Israel;

III.    Compreender que Jesus Cristo é o holocausto perfeito.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição de hoje estudaremos a respeito do holocausto. É importante que você conheça e compreenda o significado desse termo. A palavra holocausto vem do grego holokauston, de hólos, completo + kaio, eu queimo. O holocausto é um tema frequente e relevante no Antigo Testamento, por isso o livro de Levítico inicia com as instruções divina conferidas a Moisés a respeito dos sacrifícios que seriam oferecidos no Tabernáculo. Levítico mostra o tipo de sacrifício e a forma como deveria ser apresentado ao Senhor.

 

O Deus que tudo criou precisava do sangue de animais? Não! Tudo é dEle, contudo  os holocaustos apontavam para o plano perfeito da salvação que o Pai já havia preparado antes da fundação do mundo. Eles expunham a verdade de que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, morreria em nosso lugar. Seu sacrifício foi perfeito, único e superior a todos os holocaustos já oferecidos. Que você aproveite cada tópico da lição para juntamente com seus alunos refletir a respeito do sacrifico perfeito de Cristo que foi realizado em nosso favor.

 

INTRODUÇÃO

Apesar da glória e da simbologia do holocausto, os profetas não demoraram a revelar a transitoriedade desse ritual levítico. Eles sabiam que, embora a oferenda fosse eficiente como tipo de um sacrifício melhor e definitivo, não era eficaz, em si mesma, para redimir o pecador. Por isso, o holocausto tinha de ser oferecido, pela fé, com os olhos postos no Calvário.

Conforme veremos nesta lição, o Senhor Jesus Cristo, ao encarnar-se, tornou-se o holocausto perfeito, para resgatar-nos de nossos pecados, tornando-nos propícios ao Pai. Ele é o Holocausto dos holocaustos.

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PONTO CENTRAL

Os sacrifícios do AT apontavam para o sacrifício perfeito de Jesus.

 

I – O HOLOCAUSTO, O SACRIFÍCIO MAIS ANTIGO

O holocausto não foi estabelecido por Moisés, nem surgiu durante a peregrinação de Israel, no Sinai. Praticado desde a queda de Adão, foi observado até a destruição do segundo Templo em 70 d.C.

 

  1. Definição de holocausto.

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

 

O holocausto era o primeiro e mais importante sacrifício do culto divino no Antigo Testamento (Lv 1.1-3). Consistindo no oferecimento de aves e de animais, a oferenda implicava a queima total da vítima, como sacrifício incondicional ao Senhor (Lv 1.9). Era a oferta que abria as solenidades diárias, sabáticas, mensais e anuais do calendário levítico. A cerimônia era conhecida também como oferta queimada.

 

Simbolicamente, Paulo considerou a atitude dos irmãos filipenses, em favor da obra missionária, como holocausto de aroma suave (Fp 4.18).

 

  1. Objetivos do holocausto.

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

 

O holocausto não era oferecido apenas pela culpa do pecado; era ofertado também como ação de graças a Deus por uma vitória alcançada (Lv 1.4; cf. 1 Sm 6.14). O sacrifício representava, ainda, uma oração dramática que o adorador, através do sacerdote, endereçava ao Senhor (Sl 116.17). Todavia, o ritual, para ter validade, tinha de ser oferecido com fé e confiança na intervenção divina.

 

  1. A tipologia do holocausto.

Os profetas sabiam que os sacrifícios do Antigo Testamento eram transitórios, e que uma aliança superior e definitiva já havia sido providenciada por Deus (Jr.31.31-33). Davi, por exemplo, estava ciente de que o holocausto apontava para um sacrifício melhor (Sl 40.6; Hb 10.8). Mais adiante, voltaremos ao assunto.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O holocausto é a oferta principal e mais antiga do Antigo Testamento.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Origem dos Sacrifícios

Em relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões:

(1) que eles têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os costumes de outras religiões, quando inaugurou seu sistema sacrificial; e

(2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes em resposta a uma revelação de Deus. É possível que o primeiro ato sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando Deus vestiu Adão e Eva com peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado foi o de Caim, que veio com uma oferta do ‘fruto da terra’, isto é, daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irmão Abel ‘trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura’ como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4). Também é possível que a razão do sacrifício de Abel ter sido agradável a Deus, em contraste com sua rejeição ao sacrifício de Caim, tenha sido o fato de Abel ter trazido o que tinha de melhor enquanto Caim simplesmente obedeceu aos procedimentos estabelecidos. Em Romanos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecimento inicial que os patriarcas tinham a respeito de Deus, e explica a apostasia e o pecado dos homens do seguinte modo: ‘Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças’. [...]Depois do Dilúvio, ‘edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar’ (Gn 8.20). Muito tempo antes de Moisés, os patriarcas Abrão, Isaque e Jacó também ofereceram verdadeiros sacrifícios. Um grande avanço na organização e na diferenciação dos sacrifícios ocorreu com a entrega da lei no Monte Sinai. Um estudo dos diferentes sacrifícios indicados revela seu desenvolvimento final, visando atender às necessidades do indivíduo e da comunidade (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1723).

 

II – O HOLOCAUSTO NA HISTÓRIA DE ISRAEL

A oferenda de holocaustos pode ser encontrada nos três principais períodos da história de Israel no Antigo Testamento: patriarcal, mosaico e nacional.

 

  1. No período patriarcal.

O sacrifício dos patriarcas Noé e Abraão (Gn 8.20; 22.13) foi apresentado de acordo com a oferenda, ou seja, um holocausto, que Abel ofereceu ao Senhor. Por isso a oferenda pode ser considerada a mais antiga da história sagrada (Gn 4.4).

 

  1. No período mosaico.

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs. Quanto ao holocausto, por exemplo, apesar de já ser uma tradição na comunidade hebreia, teria de ser oferecido, a seguir, segundo critérios e normas bem definidos. Seria exigido, por exemplo, um altar apropriado para as ofertas queimadas (Êx 31.9). Como pode ser visto nas especificações da cerimônia nos capítulos de 1 a 6 de Levítico.

 

Portanto, tudo seria executado de conformidade com as regras estabelecidas por Deus. Caso contrário, os israelitas corriam o risco de se enveredar pelas idolatrias egípcias e cananeias.

 

  1. No período nacional.

Após a conquista de Israel, os holocaustos continuaram a ser oferecidos ao Senhor por vários motivos. Josué celebrou uma importante vitória sobre os cananeus com ofertas queimadas e pacíficas (Js 8.31). Gideão, ao ser comissionado pelo Senhor para libertar Israel, adorou-o com igual oferenda (Jz 6.26). Quanto a Samuel, ofereceu ao Senhor o mesmo sacrifício, antecipando uma grande vitória sobre os filisteus (1 Sm 13.9,10). A reforma de Ezequias também foi marcada por holocaustos (2 Cr 29.7-35).

 

Após o retorno do exílio, os judeus, agradecidos a Deus pela restauração de seu culto, também apresentaram-lhe ofertas queimadas (Ed 8.35).

 

Ao aproximar-se do Senhor com uma oferta queimada, o crente hebreu mostrava, através desse rito, a sua disposição de entregar, não somente a vítima ao Senhor, como também a si mesmo. O Salmo 51 revela tal voluntariedade no Rei Davi.

 

Todos esses holocaustos prefiguravam a vinda de Jesus Cristo, o sacrifício vicário perfeito.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O holocausto faz parte da história de Israel.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Sacrifícios para todo Israel

Sacrifícios regulares deveriam ser realizados pelos sacerdotes do Tabernáculo, enquanto estavam no deserto e em Siló e, mais tarde, no Templo. Eram oferecidos de manhã e à tarde, e cada um deles consistia de um cordeiro de um ano como oferta queimada, um décimo de um efa de farinha como oferta de manjares, e um quarto de um him de vinho como libação (Nm 28.3-8).

 

No sábado, todas as ofertas diárias deveriam ser dobradas (Nm 28.9; Lv 24.8). Devemos nos lembrar de que todos os outros sacrifícios, para toda a nação de Israel, também faziam parte dos sacrifícios diários e não os suplementavam. Na lua nova as ofertas deveriam ser de dois bezerros, um carneiro, sete cordeiros, três décimos de um efa de farinha para cada bezerro, duas para o carneiro e uma para cada cordeiro, mais uma oferta líquida (libação), e um cabrito das cabras como oferta pelos pecados (Nm 28.11-15)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1724).

 

III – JESUS CRISTO, O HOLOCAUSTO PERFEITO

A fim de que o Filho de Deus se tornasse o nosso holocausto perfeito, três coisas foram-lhe necessárias: a encarnação, o sofrimento e, finalmente, a morte e ressurreição.

 

  1. A encarnação de Cristo.

A encarnação de Cristo foi o cumprimento cabal e perfeito da profecia de Davi: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste” (Sl 40.6).

O Messias reconhece, através do Salmista, que os holocaustos são ineficazes, em si mesmos, para redimir o pecador. Eis por que Ele, o Filho de Deus, apresentou-se como a oferta e o ofertante, para resgatar eficazmente a humanidade (Hb 10.1-10). Nessa condição, Jesus Cristo foi provado em todas as coisas, exceto no pecado, a fim de mostrar a eficácia de seu maravilhoso, eterno e definitivo sacrifício (Hb 9.26).

 

  1. O sofrimento de Cristo.

Assim como a vítima do holocausto era, antes de ser queimada, repartida em pedaços, o Senhor Jesus foi submetido a todos os sofrimentos, angústias e dores (Is 53). Diz o profeta que o Ungido de Deus sabia o que era padecer. O autor da Epístola aos Hebreus afirma, por sua vez, que o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, apresentou ao Pai, constantes clamores e lágrimas (Hb 5.7).

 

Jesus Cristo foi duramente provado em todas as coisas. Mas, vencendo-as, apresentou um testemunho fiel e poderoso na Terra, nos Céus e no próprio Inferno (Fp 2.9-11).

 

Na condição de Cordeiro de Deus, o Holocausto dos holocaustos, Ele reunia, em si, o cumprimento de todas as ofertas, oferendas e sacrifícios do livro de Levítico (Jo 1.29). No Apocalipse, o Leão da tribo de Judá ainda é glorificado como o Cordeiro que foi morto em nosso lugar (Ap 5.6).

 

  1. A morte e ressurreição de Cristo.

O auge do sofrimento de Jesus Cristo, como o nosso perfeitíssimo holocausto, foi a sua morte no Calvário. Ele foi morto e sepultado (Mt 27.59-66). Mas, no terceiro dia, eis que ressurge dos mortos como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Mt 28.1-10). Com a sua ressurreição, Jesus plenifica o sacrifício perfeito, como ofertante e oferta (Hb 9.27,28). Ele é o Holocausto dos holocaustos. Aleluia!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, é o sacrifício perfeito.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Cristo a perfeita oferta

“Foi ele, o consagrado, que disse: ‘Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração’ (Sl 40.8); ‘A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra’ (Jo 4.34); e ‘[...] porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou’ (Jo 5.30). Também em João 17.4, na grande oração sacerdotal, Ele disse: ‘Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer’. Na cruz, uma de suas últimas elocuções foi: ‘Está consumado’. Certamente, a Salvação estava completa para nós. Jesus foi a primeira oferta de holocausto perfeita trazida perante Deus.

 

Cristo foi a oferta de holocausto. Ele nasceu para que pudéssemos renascer, Ele morreu para que pudéssemos morrer para o pecado e viver nEle, Ele ressuscitou para que pudéssemos conhecer o poder de sua ressurreição em nossas vidas. ‘E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita’ (Rm 8.11) (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1752).

 

CONCLUSÃO

Esta lição faz-nos refletir sobre o sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Ele morreu eficazmente por mim e por você. Por essa razão, temos de viver uma vida de santidade e pureza. Somente assim, seremos vistos pelo Pai Celeste como fiéis testemunhas do Evangelho. Não podemos ignorar o sacrifício de Cristo. Se o fizermos, sobre nós recairá o justo e esperado juízo de Deus (Hb 10.26,27).

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Jesus, o Holocausto Perfeito”, responda:

 

1) O que é o holocausto?

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

2) Quando o holocausto começou a ser oferecido?

Praticado desde a queda de Adão.

3) Quais os objetivos do holocausto?

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

4) Quando o holocausto foi regulamentado em Israel?

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs.

5) Quem é o nosso perfeito holocausto?

Jesus Cristo.

 

 

Lição 9 – Jesus, o Holocausto Perfeito

 

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

“Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” (Hb 10.10)

VERDADE PRÁTICA

 

Os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno, porque Ele morreu e ressuscitou eficazmente por toda a humanidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lv 1.9: O cheiro suave do holocausto

Terça – 1 Sm 6.14: O holocausto como ação de graças

Quarta – Sl 40.6: O holocausto, figura da morte de Cristo

Quinta – Gn 8.20: O holocausto de Noé

Sexta – Gn 22.13: O holocausto de Abraão

Sábado – Fp 4.18: A oferenda dos filipenses

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 1.1-9

1 - E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:

2 - Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

3 - Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; ŕ porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

4 - E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação.

5 - Depois, degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue e espargirão o sangue ŕ roda sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação.

6 - Então, esfolará o holocausto e o partirá nos seus pedaços.

7 - E os filhos de Arão, os sacerdotes, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo.

8 - Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho, sobre a lenha que está no fogo em cima do altar.

9 - Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isto queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR.

 

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que os holocaustos da Antiga Aliança eram transitórios e imperfeitos, mas o sacrifício de Jesus Cristo é perfeito e eterno.

 

HINOS SUGERIDOS: 29, 192, 236 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar que o holocausto é o sacrifício mais antigo;
  2. Discutir a respeito do holocausto na história de Israel;

III.    Compreender que Jesus Cristo é o holocausto perfeito.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição de hoje estudaremos a respeito do holocausto. É importante que você conheça e compreenda o significado desse termo. A palavra holocausto vem do grego holokauston, de hólos, completo + kaio, eu queimo. O holocausto é um tema frequente e relevante no Antigo Testamento, por isso o livro de Levítico inicia com as instruções divina conferidas a Moisés a respeito dos sacrifícios que seriam oferecidos no Tabernáculo. Levítico mostra o tipo de sacrifício e a forma como deveria ser apresentado ao Senhor.

 

O Deus que tudo criou precisava do sangue de animais? Não! Tudo é dEle, contudo  os holocaustos apontavam para o plano perfeito da salvação que o Pai já havia preparado antes da fundação do mundo. Eles expunham a verdade de que Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, morreria em nosso lugar. Seu sacrifício foi perfeito, único e superior a todos os holocaustos já oferecidos. Que você aproveite cada tópico da lição para juntamente com seus alunos refletir a respeito do sacrifico perfeito de Cristo que foi realizado em nosso favor.

 

INTRODUÇÃO

Apesar da glória e da simbologia do holocausto, os profetas não demoraram a revelar a transitoriedade desse ritual levítico. Eles sabiam que, embora a oferenda fosse eficiente como tipo de um sacrifício melhor e definitivo, não era eficaz, em si mesma, para redimir o pecador. Por isso, o holocausto tinha de ser oferecido, pela fé, com os olhos postos no Calvário.

Conforme veremos nesta lição, o Senhor Jesus Cristo, ao encarnar-se, tornou-se o holocausto perfeito, para resgatar-nos de nossos pecados, tornando-nos propícios ao Pai. Ele é o Holocausto dos holocaustos.

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PONTO CENTRAL

Os sacrifícios do AT apontavam para o sacrifício perfeito de Jesus.

 

I – O HOLOCAUSTO, O SACRIFÍCIO MAIS ANTIGO

O holocausto não foi estabelecido por Moisés, nem surgiu durante a peregrinação de Israel, no Sinai. Praticado desde a queda de Adão, foi observado até a destruição do segundo Templo em 70 d.C.

 

  1. Definição de holocausto.

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

 

O holocausto era o primeiro e mais importante sacrifício do culto divino no Antigo Testamento (Lv 1.1-3). Consistindo no oferecimento de aves e de animais, a oferenda implicava a queima total da vítima, como sacrifício incondicional ao Senhor (Lv 1.9). Era a oferta que abria as solenidades diárias, sabáticas, mensais e anuais do calendário levítico. A cerimônia era conhecida também como oferta queimada.

 

Simbolicamente, Paulo considerou a atitude dos irmãos filipenses, em favor da obra missionária, como holocausto de aroma suave (Fp 4.18).

 

  1. Objetivos do holocausto.

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

 

O holocausto não era oferecido apenas pela culpa do pecado; era ofertado também como ação de graças a Deus por uma vitória alcançada (Lv 1.4; cf. 1 Sm 6.14). O sacrifício representava, ainda, uma oração dramática que o adorador, através do sacerdote, endereçava ao Senhor (Sl 116.17). Todavia, o ritual, para ter validade, tinha de ser oferecido com fé e confiança na intervenção divina.

 

  1. A tipologia do holocausto.

Os profetas sabiam que os sacrifícios do Antigo Testamento eram transitórios, e que uma aliança superior e definitiva já havia sido providenciada por Deus (Jr.31.31-33). Davi, por exemplo, estava ciente de que o holocausto apontava para um sacrifício melhor (Sl 40.6; Hb 10.8). Mais adiante, voltaremos ao assunto.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O holocausto é a oferta principal e mais antiga do Antigo Testamento.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A Origem dos Sacrifícios

Em relação à origem dos sacrifícios, existem duas opiniões:

(1) que eles têm sua origem nos homens, e que Israel apenas reorganizou e adaptou os costumes de outras religiões, quando inaugurou seu sistema sacrificial; e

(2) que os sacrifícios foram instituídos por Adão e seus descendentes em resposta a uma revelação de Deus. É possível que o primeiro ato sacrificial em Gênesis tenha ocorrido quando Deus vestiu Adão e Eva com peles para cobrir sua nudez (Gn 3.21). O segundo sacrifício mencionado foi o de Caim, que veio com uma oferta do ‘fruto da terra’, isto é, daquilo que havia produzido, expressando sua satisfação e orgulho. Entretanto, seu irmão Abel ‘trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura’ como forma de expressar a contrição de seu coração, o arrependimento e a necessidade da expiação de seus pecados (Gn 4.3,4). Também é possível que a razão do sacrifício de Abel ter sido agradável a Deus, em contraste com sua rejeição ao sacrifício de Caim, tenha sido o fato de Abel ter trazido o que tinha de melhor enquanto Caim simplesmente obedeceu aos procedimentos estabelecidos. Em Romanos 1.21, Paulo refere-se à revelação e ao conhecimento inicial que os patriarcas tinham a respeito de Deus, e explica a apostasia e o pecado dos homens do seguinte modo: ‘Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças’. [...]Depois do Dilúvio, ‘edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar’ (Gn 8.20). Muito tempo antes de Moisés, os patriarcas Abrão, Isaque e Jacó também ofereceram verdadeiros sacrifícios. Um grande avanço na organização e na diferenciação dos sacrifícios ocorreu com a entrega da lei no Monte Sinai. Um estudo dos diferentes sacrifícios indicados revela seu desenvolvimento final, visando atender às necessidades do indivíduo e da comunidade (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1723).

 

II – O HOLOCAUSTO NA HISTÓRIA DE ISRAEL

A oferenda de holocaustos pode ser encontrada nos três principais períodos da história de Israel no Antigo Testamento: patriarcal, mosaico e nacional.

 

  1. No período patriarcal.

O sacrifício dos patriarcas Noé e Abraão (Gn 8.20; 22.13) foi apresentado de acordo com a oferenda, ou seja, um holocausto, que Abel ofereceu ao Senhor. Por isso a oferenda pode ser considerada a mais antiga da história sagrada (Gn 4.4).

 

  1. No período mosaico.

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs. Quanto ao holocausto, por exemplo, apesar de já ser uma tradição na comunidade hebreia, teria de ser oferecido, a seguir, segundo critérios e normas bem definidos. Seria exigido, por exemplo, um altar apropriado para as ofertas queimadas (Êx 31.9). Como pode ser visto nas especificações da cerimônia nos capítulos de 1 a 6 de Levítico.

 

Portanto, tudo seria executado de conformidade com as regras estabelecidas por Deus. Caso contrário, os israelitas corriam o risco de se enveredar pelas idolatrias egípcias e cananeias.

 

  1. No período nacional.

Após a conquista de Israel, os holocaustos continuaram a ser oferecidos ao Senhor por vários motivos. Josué celebrou uma importante vitória sobre os cananeus com ofertas queimadas e pacíficas (Js 8.31). Gideão, ao ser comissionado pelo Senhor para libertar Israel, adorou-o com igual oferenda (Jz 6.26). Quanto a Samuel, ofereceu ao Senhor o mesmo sacrifício, antecipando uma grande vitória sobre os filisteus (1 Sm 13.9,10). A reforma de Ezequias também foi marcada por holocaustos (2 Cr 29.7-35).

 

Após o retorno do exílio, os judeus, agradecidos a Deus pela restauração de seu culto, também apresentaram-lhe ofertas queimadas (Ed 8.35).

 

Ao aproximar-se do Senhor com uma oferta queimada, o crente hebreu mostrava, através desse rito, a sua disposição de entregar, não somente a vítima ao Senhor, como também a si mesmo. O Salmo 51 revela tal voluntariedade no Rei Davi.

 

Todos esses holocaustos prefiguravam a vinda de Jesus Cristo, o sacrifício vicário perfeito.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O holocausto faz parte da história de Israel.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Sacrifícios para todo Israel

Sacrifícios regulares deveriam ser realizados pelos sacerdotes do Tabernáculo, enquanto estavam no deserto e em Siló e, mais tarde, no Templo. Eram oferecidos de manhã e à tarde, e cada um deles consistia de um cordeiro de um ano como oferta queimada, um décimo de um efa de farinha como oferta de manjares, e um quarto de um him de vinho como libação (Nm 28.3-8).

 

No sábado, todas as ofertas diárias deveriam ser dobradas (Nm 28.9; Lv 24.8). Devemos nos lembrar de que todos os outros sacrifícios, para toda a nação de Israel, também faziam parte dos sacrifícios diários e não os suplementavam. Na lua nova as ofertas deveriam ser de dois bezerros, um carneiro, sete cordeiros, três décimos de um efa de farinha para cada bezerro, duas para o carneiro e uma para cada cordeiro, mais uma oferta líquida (libação), e um cabrito das cabras como oferta pelos pecados (Nm 28.11-15)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 1724).

 

III – JESUS CRISTO, O HOLOCAUSTO PERFEITO

A fim de que o Filho de Deus se tornasse o nosso holocausto perfeito, três coisas foram-lhe necessárias: a encarnação, o sofrimento e, finalmente, a morte e ressurreição.

 

  1. A encarnação de Cristo.

A encarnação de Cristo foi o cumprimento cabal e perfeito da profecia de Davi: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste” (Sl 40.6).

O Messias reconhece, através do Salmista, que os holocaustos são ineficazes, em si mesmos, para redimir o pecador. Eis por que Ele, o Filho de Deus, apresentou-se como a oferta e o ofertante, para resgatar eficazmente a humanidade (Hb 10.1-10). Nessa condição, Jesus Cristo foi provado em todas as coisas, exceto no pecado, a fim de mostrar a eficácia de seu maravilhoso, eterno e definitivo sacrifício (Hb 9.26).

 

  1. O sofrimento de Cristo.

Assim como a vítima do holocausto era, antes de ser queimada, repartida em pedaços, o Senhor Jesus foi submetido a todos os sofrimentos, angústias e dores (Is 53). Diz o profeta que o Ungido de Deus sabia o que era padecer. O autor da Epístola aos Hebreus afirma, por sua vez, que o Senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, apresentou ao Pai, constantes clamores e lágrimas (Hb 5.7).

 

Jesus Cristo foi duramente provado em todas as coisas. Mas, vencendo-as, apresentou um testemunho fiel e poderoso na Terra, nos Céus e no próprio Inferno (Fp 2.9-11).

 

Na condição de Cordeiro de Deus, o Holocausto dos holocaustos, Ele reunia, em si, o cumprimento de todas as ofertas, oferendas e sacrifícios do livro de Levítico (Jo 1.29). No Apocalipse, o Leão da tribo de Judá ainda é glorificado como o Cordeiro que foi morto em nosso lugar (Ap 5.6).

 

  1. A morte e ressurreição de Cristo.

O auge do sofrimento de Jesus Cristo, como o nosso perfeitíssimo holocausto, foi a sua morte no Calvário. Ele foi morto e sepultado (Mt 27.59-66). Mas, no terceiro dia, eis que ressurge dos mortos como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Mt 28.1-10). Com a sua ressurreição, Jesus plenifica o sacrifício perfeito, como ofertante e oferta (Hb 9.27,28). Ele é o Holocausto dos holocaustos. Aleluia!

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, é o sacrifício perfeito.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Cristo a perfeita oferta

“Foi ele, o consagrado, que disse: ‘Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração’ (Sl 40.8); ‘A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra’ (Jo 4.34); e ‘[...] porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou’ (Jo 5.30). Também em João 17.4, na grande oração sacerdotal, Ele disse: ‘Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer’. Na cruz, uma de suas últimas elocuções foi: ‘Está consumado’. Certamente, a Salvação estava completa para nós. Jesus foi a primeira oferta de holocausto perfeita trazida perante Deus.

 

Cristo foi a oferta de holocausto. Ele nasceu para que pudéssemos renascer, Ele morreu para que pudéssemos morrer para o pecado e viver nEle, Ele ressuscitou para que pudéssemos conhecer o poder de sua ressurreição em nossas vidas. ‘E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita’ (Rm 8.11) (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1752).

 

CONCLUSÃO

Esta lição faz-nos refletir sobre o sacrifício perfeito de Jesus Cristo. Ele morreu eficazmente por mim e por você. Por essa razão, temos de viver uma vida de santidade e pureza. Somente assim, seremos vistos pelo Pai Celeste como fiéis testemunhas do Evangelho. Não podemos ignorar o sacrifício de Cristo. Se o fizermos, sobre nós recairá o justo e esperado juízo de Deus (Hb 10.26,27).

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Jesus, o Holocausto Perfeito”, responda:

 

1) O que é o holocausto?

O termo holocausto provém do vocábulo hebraico olah, que, entre outras coisas, significa: ascender ou ir para cima. É uma referência tanto à fumaça da oferta queimada que subia, como a essência dessa mesma oferta que se elevava às narinas do Senhor como cheiro agradável (Lv 1.9).

2) Quando o holocausto começou a ser oferecido?

Praticado desde a queda de Adão.

3) Quais os objetivos do holocausto?

Dois eram os principais objetivos do holocausto: tornar o homem propício a Deus, e aprofundar a comunhão de Israel com o Senhor (Lv. 1.9).

4) Quando o holocausto foi regulamentado em Israel?

Após a saída dos filhos de Israel do Egito, o Senhor instruiu Moisés a sistematizar o culto divino, a fim de evitar impurezas e práticas pagãs.

5) Quem é o nosso perfeito holocausto?

Jesus Cristo.

 

Lição 10 - Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz

 

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

“Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.”(Hb 13.15)

VERDADE PRÁTICA

 

O crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Sl 103.1,2: Uma alma devotada em bendizer ao Senhor

Terça – 1 Sm 1.24-28: O sacrifício de Ana

Quarta – Gn 28.20,21: O voto de Jacó

Quinta – Sl 22.25: O voto de Davi

Sexta – 1 Ts 5.18: Nossos contínuos sacrifícios pacíficos

Sábado – Rm 12.1: Nossa verdadeira oferta pacífica

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 7.11-21

11 - E esta é a lei do sacrifício pacífico que se oferecerá ao SENHOR.

12 - Se o oferecer por oferta de louvores, com o sacrifício de louvores, oferecerá bolos asmos amassados com azeite e coscorőes asmos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serăo fritos, de flor de farinha.

13 - Com os bolos oferecerá păo levedado como sua oferta, com o sacrifício de louvores da sua oferta pacífica.

14 - E de toda oferta oferecerá um deles por oferta alçada ao SENHOR, que será do sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica.

15 - Mas a carne do sacrifício de louvores da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até ŕ manhă.

16 - E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.

17 - E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao terceiro dia será queimado no fogo.

18 - Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu năo será aceito, nem lhe será imputado; coisa abominável será, e a pessoa que comer dela levará a sua iniquidade.

19 - E a carne que tocar alguma coisa imunda năo se comerá; com fogo será queimada; mas da outra carne qualquer que estiver limpo comerá dela.

20 - Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada dos seus povos.

21 - E, se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, e comer da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, aquela pessoa será extirpada dos seus povos.

OBJETIVO GERAL

Compreender que o crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

 

HINOS SUGERIDOS: 17, 262, 400 da Harpa Cristã

 

 

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Mostrar a excelência da oferta pacífica;
  2. Discutir a respeito da oferta pacífica na história sagrada;

III.    Compreender a oferta pacífica na vida diária.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição de hoje estudaremos as ofertas pacíficas. Veremos a beleza desse sacrifício no culto levítico, os tipos e o objetivo de tais ofertas. Em geral tais sacrifícios eram realizados como forma de gratidão por algum favor recebido, como por exemplo, a cura de alguma enfermidade. Mediante a gratidão a comunhão com Deus era fortalecida e renovada. Sejamos gratos a Deus pelo que Ele é e por tudo que tem feito por nós, oferecendo nossas vidas como sacrifício vivo, santo e agradável.

 

INTRODUÇÃO

Adoramos a Deus com ofertas pacíficas quando nos apresentamos diante dEle com o propósito de render-lhe graças por todas as bênçãos recebidas. Com tal atitude, honramos o Senhor com um culto racional, agradável e vivo.

Nesta lição, veremos que, das cinco ofertas prescritas no livro de Levítico, a mais excelente em voluntariedade era a pacífica, pois tinha como objetivo aprofundar a comunhão entre Israel e Deus. Ao aproximar-se do Senhor, com tal oferta, o crente do Antigo Testamento manifestava-lhe, em palavras e gestos, que o seu único almejo era agradecê-lo por todos os benefícios recebidos (Sl 103.1,2).

 

PONTO CENTRAL

Ofereçamos a Deus continuamente sacrifícios de louvor e adoração.

 

I – A EXCELÊNCIA DA OFERTA PACÍFICA

Os dois sacrifícios mais antigos da História Sagrada são o holocausto e a oferta pacífica. Ambas as oferendas eram tidas, às vezes, como um único ofertório.

 

  1. Oferta pacífica.

A voluntariedade da oferta pacífica fica bem evidente no livro de Levítico (Lv 7.12). A oferenda, para ser caracterizada como tal, deveria ser acompanhada de ações de graças; nenhuma petição era admitida. Naquele momento, o crente hebreu tinha como único desejo adorar e agradecer ao Senhor por todas as bênçãos, galardões e livramentos. Nos Salmos, as ofertas pacíficas manifestam-se em louvores ao Senhor por todas as suas benignidades (Sl 106.1). Como nos mostram os salmos 118 e 136.

O apóstolo Paulo ensina-nos a oferecer, de forma contínua, ação de graças a Deus (1 Ts 5.18). Se agirmos assim, jamais perderemos a comunhão quer com Deus, quer com a Igreja de Cristo (Cl 3.15).

 

  1. Tipos de ofertas pacíficas.

As ofertas pacíficas compreendiam três modalidades ou fases: ação de graças, voto e oferenda movida diante do altar.

 

  1. a) Ação de graças.

A fim de agradecer ao Senhor por um favor recebido, o crente hebreu oferecia-lhe bolos e coscorões ázimos amassados com azeite. Os bolos, feitos da flor de farinha, tinham de ser fritos (Lv 7.12-15). A carne, que acompanhava o sacrifício pacífico, devia ser consumida no mesmo dia (Lv 7.15). Os produtos trazidos a Deus vinham acompanhados de sacrifícios de louvores (Hb 13.15). Tanto ontem quanto hoje, somos exortados a louvar e a enaltecer continuamente o Senhor.

 

  1. b) Voto.

Nos momentos de angústia, os filhos de Israel faziam votos ao Senhor, prometendo-lhe ofertas pacíficas (Gn 28.20; 1 Sm 1.11). Nesse caso específico, o sacrifício poderia ser comido tanto no mesmo dia quanto no dia seguinte (Lv 7.15,16). No terceiro dia, porém, nada podia ser ingerido. O voto, por ser uma ação voluntária, requeria uma atitude igualmente voluntária e amorosa. O ofertante, pois, deveria participar das ofertas com alegria, regozijo e ação de graça.

 

  1. c) Oferta movida.

Na última etapa, o adorador entregava a oferta pacífica ao sacerdote, que, seguindo o manual levítico, aspergia o sangue do sacrifício sobre o altar. Em seguida, queimava a gordura do animal (Lv 7.30). O peito era entregue a Arão e a seus filhos. Num último ato do sacrifício, o sacerdote movia a parte mais excelente da oferenda perante o altar: o peito e a coxa (Lv 7.31-35). 

 

  1. Objetivos das ofertas pacíficas.

Como já dissemos, eram dois os objetivos da oferta pacífica: aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto recebemos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

As ofertas pacíficas eram excelentes pelo fato de serem voluntárias.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor (a), reproduza a tabela  abaixo no quadro e utilize-a para mostrar aos alunos os vários tipos de sacrifícios apresentados individualmente pelos israelitas.

NOME

CONTEÚDO

SIGNIFICADO

Ofertas queimadas

Lv 1; 6.8-13

Um boi, cordeiro, bode, ou um pombo macho ou um pombinho sem defeito.

Essa oferta voluntária simboliza completa entrega a Deus.

Ofertas de cereais

Lv 2; 6.14-23

Grãos, flor de farinha, com óleo de oliva e sal, mas nunca com qualquer fermento.

Essa oferta voluntária acompanha a maioria das ofertas queimadas e simboliza devoção a Deus.

Ofertas de comunhão (pacíficas)

Lv 3; 7.11-36

Qualquer animal sem mancha do rebanho de gado ou de ovelhas

A refeição, seguindo essa oferta voluntária, simboliza comunhão com Deus e ação de graças por bênção.

Ofertas pelo pecado

Lv 4. 1-5, 13; 6.24-30;12.6-8; 14.12-14

Animal específico é requerido dependendo do status e posição. Ao muito pobre é permitido trazer uma oferta de fina flor de trigo.

Pelo pecado ou impureza.

Ofertas pela culpa

Lv 5.14-6.7; 7.16;14.12-18

Valioso cordeiro ou ovelha sem defeito.

Essa oferta era requerida se uma pessoa violasse os direitos de alguém, como por furto. Era também requerida quando houvesse cura da lepra, pois Deus era privado de um adorador enquanto a pessoa estivesse doente.

 

 

II – A OFERTA PACÍFICA NA HISTÓRIA SAGRADA

 

Nesta lição, veremos três exemplos de pessoas que fizeram votos ao Senhor, e foram plenamente atendidas: Jacó, Ana e Davi.

 

  1. Jacó, filho de Isaque.

Quando fugia de Esaú, seu irmão, Jacó fez um comovente voto ao Senhor. E, depois de ter visto o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre uma escada que ligava a Terra ao Céu, prometeu ao Deus de seus pais: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,21). A partir daí, o patriarca tornou-se um fiel e zeloso adorador (Gn 35.1-3).

 

  1. Ana, mãe de Samuel.

Afligida por sua rival porque não dava filhos a Elcana, seu marido, a desolada Ana fez este voto ao Senhor: “Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (1 Sm 1.11). Após haver desmamado a Samuel, entregou-o ao Senhor, cumprindo a ordenança quanto ao sacrifício pacífico (1 Sm 1.24-28).

 

  1. Davi, rei de Israel.

Pelo que observamos nos Salmos, Davi foi o homem que, em todo o Israel, mais sacrifícios pacíficos apresentou ao Senhor (Sl 22.25; 56.12; 61.5,8). Aliás, os seus cânticos já são, em si mesmos, um sacrifício pacífico ao Senhor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

As ofertas pacíficas fazem parte da história de Israel.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-DIDÁTICO

 

Professor (a), para apresentar de forma mais didática os três exemplos de pessoas que fizeram votos ao Senhor, e foram plenamente atendidas: Jacó, Ana e Davi. Reproduza o quadro abaixo. Depois faça a seguinte indagação: “O que é um voto?” Ouça os alunos e em seguida, se desejar leia a explicação para que compreendam o significado do termo.

 

RSONAGEM   

VOTO

Jacó

“Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus” (Gn 28.20,21).

Ana

“Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha” (1 Sm 1.11).

Davi

“O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem” (Sl 22.25).

Voto

“Empenho voluntário de uma palavra a Deus ou a outra pessoa. Nas Sagradas Escrituras, o voto, via de regra, tem um caráter sagrado e não pode ser revogado a menos que seja feito com base na ignorância e presunção (1 Sm 14.24-35). Por este motivo, para que o voto seja legítimo é mister que se observe os seguintes requisitos: 1) Voluntariedade; 2) Consciência e responsabilidade; 3) Conformidade com a Palavra de Deus; 4) Que não envolva terceiras pessoas sem o consentimento destas” (Dicionário Teológico, CPAD, p. 361).

 

III – A OFERTA PACÍFICA NA VIDA DIÁRIA

De que modo apresentaremos, hoje, nossos sacrifícios pacíficos ao Senhor? Há três maneiras: consagrando-nos a nós mesmos; perseverando nos sacrifícios de louvores e adorando a Deus em todo o tempo.

 

  1. Consagração incondicional.

O melhor sacrifício que um crente pode oferecer ao Senhor é apresentar a si mesmo a Deus (Rm 12.1). Neste momento, nossa oferenda é, além de pacífica, amorosa e plena de serviços. A partir desse momento, começamos a experimentar as excelências da vontade de Deus. Paulo considerava-se uma libação oferecida ao Senhor Jesus (2 Tm 4.6).

 

  1. Sacrifícios de louvores.

Fazemos um sacrifício de louvor quando cumprimos plenamente a vontade de Deus (Hb 13.15). Mas, para que a cumpramos, é imprescindível apresentarmo-nos diante de Deus com um espírito quebrantado e ansioso por Ele (Sl 51.17). Portanto, quando cumprimos a vontade divina, apesar das circunstâncias adversas que nos cercam, oferecemos-lhe o mais excelente sacrifício de louvor.

 

  1. Adoração contínua.

Paulo e Silas, quando presos, cantavam e adoravam a Deus, ofertando-lhe um sacrifício que, além de pacífico, era profundamente redentor (At 16.25-31). Por isso, o apóstolo recomenda-nos a louvar continuamente a Deus (Ef 5.19; Cl 2.16).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

As ofertas pacíficas devem fazer parte da nossa vida diária.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A natureza e o propósito dos sacrifícios pacíficos estão aqui mais distintamente abertos. Eles eram oferecidos:

 

  1. Em gratidão por alguma misericórdia especial recebida, como a recuperação de uma enfermidade, a proteção em viagem, o livramento no mar, a redenção do cativeiro, tudo que é especificado no Salmo 107, e por estas coisas os homens são convocados a oferecer sacrifícios de gratidão.

 

  1. No cumprimento de algum voto que um homem fez quando estava em aflição, e isto menos honorável do que no caso anterior, embora a omissão de ofertar este sacrifício tivesse sido mais culpável.

 

  1. Em súplica por alguma misericórdia especial que um homem estava buscando com elevada expectativa. Este sacrifício é, aqui, chamado de oferta voluntária. Este sacrifício acompanhava as orações de um homem, assim como o anterior acompanhava os seus louvores. Não encontramos que os homens fossem obrigados pela lei, a menos que tivessem se obrigado — através de um voto — a oferecerem estas ofertas pacíficas em tais ocasiões, da mesma forma que deveriam fazer os seus sacrifícios de expiação no caso de terem cometido pecados. Não que a oração e o louvor sejam tanto nossa obrigação como o arrependimento o é. Mas aqui, nas expressões de seu senso de misericórdia, Deus os deixou mais para a liberdade deles do que nas expressões de seu senso de pecado — para provar a generosidade de sua devoção, e que os seus sacrifícios, sendo ofertas voluntárias, pudessem ser as mais louváveis e aceitáveis. Além disto, obrigando-os a trazer os sacrifícios de expiação, Deus mostraria a necessidade de grande propiciação” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 373,374).

 

CONCLUSÃO

Nestes dias trabalhosos e difíceis, somos instados pelo Espírito Santo a apresentar a Deus sacrifícios pacíficos: gratidão, louvor e amor provado. E, como já vimos, a oferta de maior relevância é o nosso próprio ser. Apresentemo-nos, pois, continuamente diante do Senhor com ofertas voluntárias, para que a nossa vida seja um sacrifício pacífico ao Deus Único e Verdadeiro (Rm 12.1).

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz”, responda:

 

1) Qual é a característica mais importante da oferta pacífica?

A voluntariedade.

2) Quais são os tipos de ofertas pacíficas?

Ação de graças, voto e oferta movida.

3) Quais são os objetivos das ofertas pacíficas?

Os objetivos da oferta pacífica: aprofundar a comunhão entre Deus e o crente, e levar o ofertante a reconhecer que tudo quanto recebemos vem do Senhor, porque dEle é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1).

4) Diga o nome de três pessoas que fizeram votos ao Senhor.

Jacó, Ana e Davi.

5)  Em que consiste, hoje, o nosso sacrifício pacífico?

Consiste em entregar a Deus o nosso ser; perseverando nos sacrifícios de louvores e adorando a Deus em todo o tempo.

 

Lição 11 - A Lâmpada Arderá Continuamente

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue năo andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

(Jo 8.12)

VERDADE PRÁTICA

Tal como as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, assim devemos nós resplandecer neste mundo de apostasias, iniquidades e trevas.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 25.37-40: A fabricação das lâmpadas

Terça – Êx 30.7,8: O acendimento das lâmpadas

Quarta – Êx 39.37: As lâmpadas eram de puro ouro

Quinta – Lv 24.4: A ordem das lâmpadas

Sexta – Jo 8.12: Jesus é a luz do mundo

Sábado – Mt 5.14: Nós somos a luz do mundo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 24.1-4

1 - E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 - Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para acender as lâmpadas continuamente.

3 - Arão as porá em ordem perante o SENHOR continuamente, desde a tarde até é manhã, fora do véu do Testemunho, na tenda da congregação; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações.

4 - Sobre o castiçal puro porá em ordem as lâmpadas perante o SENHOR continuamente.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que assim como as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, devemos nós resplandecer neste mundo de trevas.

 

HINOS SUGERIDOS: 266, 390, 595 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar a tipologia do candelabro de ouro;
  2. Saber que Jesus é a luz eterna e perfeita;

III. Compreender que precisamos manter a luz brilhando continuamente.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), estamos caminhando para a conclusão do trimestre e também do livro de Levítico. Na lição de hoje avançaremos um pouco mais e estudaremos parte do capítulo 24. Contudo é importante que você leia e anote as divisões principais de todo o capítulo. Veremos que aqui Moisés fez um breve resumo a respeito da lei acerca das lâmpadas e do pão da proposição (vv. 1-9), e um resumo a respeito da violação da lei contra a blasfêmia (vv. 10-14, v. 23). As lâmpadas do Tabernáculo precisavam ser mantidas acessas constantemente e para isso o povo precisava fornecer o azeite, o combustível que alimentava as chamas. Israel era um povo sacerdotal, escolhido pelo Senhor para mostrar a todas as nações que a luz do mundo, Jesus, viria para iluminar os corações de todos os homens, gentios e judeus. Hoje, pela fé em Jesus Cristo, fomos feitos reis e sacerdotes e temos a responsabilidade de ser “sal” da terra e “luz” do mundo (Mt 6.13,14).

 

INTRODUÇÃO

O candelabro era o objeto de maior destaque no interior do Tabernáculo, por ser todo de ouro e pela luz que emitia. Se levarmos em conta a sua simbologia, concluiremos que ele representava o testemunho e o serviço do ministério levítico. O seu brilho singular e constante indicava que todas as obrigações sacerdotais e congregacionais estavam sendo rigorosamente cumpridas de acordo com a orientação divina.

 

A Igreja de Cristo, como a luz do mundo, tem a obrigação de luzir sempre nas trevas. Mas, se ela vier a perder o seu fulgor, que diferença haverá entre nós e o mundo? É chegada a hora, pois, de mantermos nossos candelabros acesos, pois o Cordeiro de Deus anda por entre eles, exigindo, de cada um de nós, perfeito brilho.

 

PONTO CENTRAL

A lâmpada no Tabernáculo não poderia se apagar.

 

I – O CANDELABRO DE OURO

Didaticamente, o Senhor ordenou o fabrico do candeladro, a fim de que os filhos de Israel se conscientizassem de sua missão profética, sacerdotal e real no mundo. Era plano de Deus que, por intermédio dos israelitas, todos os povos viessem a ser abençoados com a vinda do Messias: Jesus Cristo.

 

  1. O fabrico do candelabro.

Segundo a determinação divina, os artífices fizeram um candelabro de ouro puro e batido (Êx 25.31). A mobília foi de tal forma trabalhada, que formava uma só peça com o seu pedestal, hastes, cálices, maçanetas e flores. Em seu feitio Bezaleel e Aoliabe precisaram de um talento de ouro, de 35 a 40 quilos aproximadamente (Êx 25.39).

 

Toda a peça era rigorosamente simétrica e harmônica (Êx 25.31-36). Doutra forma, a sua luz jamais viria a brilhar com a intensidade e a perfeição que Deus requer de cada um de seus filhos (Mt 5.16).

 

  1. A luz do candelabro.

O azeite para as lâmpadas foi trazido, voluntária e generosamente, pela congregação de Israel (Êx 25.6). Tendo em vista o significado do candelabro para o culto sagrado, o azeite teria de ser puro e batido; o moído era de qualidade inferior. Sem essas qualidades, o Tabernáculo do Senhor ficaria na penumbra ou até mesmo em trevas. Que simbologia extraímos daqui? Jesus requer de cada um de nós uma luz de comprovada excelência (Mt 6.23). Nós somos a luz do mundo.

 

  1. O seu lugar no tabernáculo.

Para quem entrava no lugar santo, o candelabro de ouro ficava no lado esquerdo, ou na parte sul do Tabernáculo (Êx 26.35). Nessa posição, o candelabro, plenamente aceso, proporcionava uma visão única e emblemática da glória de Deus. Se por um lado, lembrava o próprio Cristo, por outro, fazia uma clara referência à Jerusalém Celeste (Ap 1.12,13; 21.18,21).

 

Mas para que este brilho perdurasse, era imperioso que Arão e seus filhos cuidassem diariamente do candelabro (Êx 30.7,8). À luz do dia, limpavam-no, provendo-o de azeite. E, quando a noite chegava, ele já estava pronto a reluzir novamente. Assim devemos nós agir em relação ao mundo. Só viremos a reluzir se nos dermos à leitura da Bíblia Sagrada, à oração e ao jejum.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O candelabro de ouro deveria permanecer aceso.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-DIDÁTICO

Leis a respeito das lâmpadas

O povo devia fornecer o azeite (v. 2), e ele, como todas as outras coisas seriam usadas a serviço de Deus, devia ser o melhor — puro azeite de oliva, batido, provavelmente seria duplamente filtrado — para acender as lâmpadas continuamente. Todas as nossas cópias em inglês apresentam a leitura ‘lâmpadas’, no plural. Porém, no texto original, o termo está no singular no versículo 2 —  para acender a lâmpada continuamente; mas no plural no versículo 4 — porá em ordem as lâmpadas. As sete lâmpadas formavam uma única lâmpada, e em alusão a isto o bendito Espírito da graça é representado por sete lâmpadas de fogo diante do trono (Ap 4.5), pois há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo, 1 Coríntios 12.4.

 

Os sacerdotes deviam administrar as lâmpadas. Eles deviam cortar os pavios queimados, limpar os castiçais e colocar neles o azeite, desde a tarde até a manhã, vv. 3,4. Tal é o trabalho dos ministros do Evangelho — eles devem apresentar esta palavra de vida, não ascender novas lâmpadas, mas, expor e pregar a palavra, tornando a sua luz mais clara e abrangente. Esta era a maneira usual de manter as lâmpadas acessas” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 427).

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II – JESUS, A LUZ ETERNA E PERFEITA

O candelabro simbolizava Jesus Cristo, a sua Igreja e cada um de nós.

 

  1. Jesus, a luz do mundo.

No Apocalipse, o Senhor Jesus anda livremente entre os candelabros (Ap 1.12,13). Na descrição do Evangelista, observamos que somente a luz do Cordeiro é capaz de levar os castiçais a refulgirem. Ele é a luz do mundo (Jo 8.12). Portanto, só podemos brilhar se estivermos em perfeita comunhão com o Filho de Deus. Ele veio a este mundo exatamente para iluminar as regiões da sombra e morte (Is 9.2).

 

  1. A Igreja é a luz do mundo.

Aos seus discípulos, o Senhor Jesus foi claro e decisivo: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14). Enquanto Ele estava no mundo, Ele era de fato a luz do mundo (Jo 9.5). Mas após a sua ascensão ao Céu, a missão de iluminar este século passou a ser nossa. E, agora, somos exortados a brilhar não somente como um candelabro, mas como verdadeiros astros (Fp 2.15). Portanto, quanto mais anunciarmos o Evangelho e ensinarmos a justiça divina, mais glorificaremos a Deus com a luz de nosso testemunho e confissão (Dn 12.3).

 

  1. O crente como luz do mundo.

Individualmente, o Senhor Jesus exorta cada crente a agir como luz do mundo (Lc 11.35). A luz da confissão de Estêvão brilhou de tal forma, que os seus algozes viram-lhe o rosto como se fosse a face de um anjo (At 6.15). Apesar de apedrejado, o seu testemunho ainda hoje reluz, legando-nos um exemplo de pureza, fé e coragem. Ele foi de fato, em todas as coisas, como um candelabro reluzente e glorioso nas mãos do Senhor.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

O candelabro de ouro apontava para Jesus Cristo, a luz eterna e perfeita.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O crente como o sal da terra e a luz (Mt 5.13-16)

“O ‘sal’ é valorizado por dois atributos principais: gosto e conservação. Não perde sua salinidade se é cloreto de sódio puro. Isto nos leva à sugestão do que Jesus quis dizer quando disse [que] os discípulos deixariam de ser discípulos se eles perdessem o caráter de sal. O sal não refinado extraído do mar Morto continha mistura de outros minerais. Deste sal em estado natural o cloreto de sódio poderia sofrer livixiação em consequência da umidade, tornando-o imprestável (Jeremias, 1972, p.169). O ensino rabínico associava a metáfora do sal com sabedoria. Esta era a intenção de Jesus, visto que a palavra grega traduzida por ‘nada mais presta’ tem ‘tolo’ ou ‘louco’ como seu significado radicular. É tolice ou loucura os discípulos perderem o caráter, já que assim eles são imprestáveis para o Reino e a Igreja, e colhem o desprezo de ambos.

 

No Antigo Testamento ‘luz’ está associada com Deus (Sl 18.28; 27.1), e o Servo do Senhor e Jerusalém estão revestidos com a luz de Deus. O Servo será luz para os gentios, e todas as nações virão à luz de Jerusalém (Is 42.6; 49.6; 60.1-3). É neste sentido de ser luz para as nações que Jesus identifica os discípulos como luz. Esta ideia antecipa a conclusão do Evangelho de Mateus: ‘Portanto, ide, ensinai todas as nações [ou fazei discípulos]’ (Mt 28.19). No capítulo anterior, Mateus identificou Jesus como a ‘grande luz’ de Isaías na Galileia gentia (Mt 4.15,16). Agora os discípulos são chamados para serem portadores da luz (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.43,44).

III – MANTENDO A LUZ BRILHANDO CONTINUAMENTE

A fim de que a nossa luz brilhe continuamente, mantenhamos estas três coisas básicas: nossa união com Cristo, nossa comunhão fraternal e nosso testemunho diário.

 

  1. Nossa união com Cristo.

Para reluzirmos como luz do mundo, nossa união com Cristo é imprescindível. O candelabro visto por Zacarias ardia de forma ininterrupta, pois estava ligado a um vaso de azeite, e este, por sua vez, achava-se conectado a duas oliveiras (Zc 4.1-3). Dessa forma, havia um fluxo contínuo de azeite àquele candelabro, que, naquela hora tão difícil para o povo de Deus, brilhava para sempre.

 

Jesus é a “oliveira”, na qual fomos enxertados (Rm 11.17-24). Unidos a Ele, jamais nos faltará o precioso azeite, para vivermos uma vida plena e vitoriosa (1 Jo 2.20).

 

  1. Nossa comunhão fraternal.

O candelabro, embora se destacasse por seus ricos e variados detalhes, formava uma única peça (Êx 25.31). O mesmo podemos dizer da Igreja de Cristo. Embora formada por membros de várias procedências e origens, constitui um único corpo (1 Co 12.13). Agora, todos somos um em Cristo (Rm 12.5). E, por esse motivo, temos de preservar o vínculo do amor fraternal (Ef 4.3; Cl 3.14). Se nos amarmos como Cristo nos recomenda, seremos conhecidos como seus discípulos (Jo 13.34).

 

A Igreja, como o candelabro de Cristo, deve ser reconhecida por sua unidade, por seu amor e por sua comunhão no Espírito Santo (2 Co 13.13). Não há luz tão intensa como a comunhão cristã.

 

  1. Nosso testemunho diário.

Nosso testemunho cotidiano não deixa de ser uma expressão profética, pois, de forma veemente, protesta contra o pecado. Lembremo-nos de que o candelabro era adornado por figuras de amendoeiras, nas quais brotavam a luz gloriosa (Êx 25.33). Esta foi a árvore que marcou o chamamento do profeta Jeremias (Jr 1.11,12). Na tipologia profética, ela é árvore despertador, por ser a primeira a florescer na primavera.

 

Quando o mundo vê o bom testemunho de um cristão, o nome do Pai Celeste é glorificado (Mt 5.16). Nosso testemunho diário está intimamente relacionado à luz. Se for realmente bom, nosso candelabro cumpre fielmente a sua missão. Eis por que cada um de nós deve ser um padrão de boas obras (Tt 2.7).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Precisamos manter a luz de Cristo brilhando continuamente em nós.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Por que a igreja deve se caracterizar pelos pontos distintivos de santidade, de união e de amor?

Para explicar de forma simples, o caráter da igreja deve refletir o caráter de Deus. Devemos ser santos, unidos e amorosos, porque Deus é Santo, é um e é Amoroso. Paulo diz aos coríntios: ‘Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo’ (1 Co 11.1). Deus pretende expor seu próprio reflexo na igreja. Em geral, observamos isso no capítulo 1 e 2. O evangelho da igreja é a sabedoria de Deus, não a sabedoria do mundo (1 Co 1.17—2.16). Paulo escreve: ‘Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus’ (2.12). E escreve alguns versículos adiante: ‘Nós temos a mente de Cristo’ (2.16b). Em suma, a obra transformadora do evangelho na vida da Igreja concede-lhe a mente de Cristo e a torna mais semelhante a Deus que ao mundo. E o reflexo dEle na Igreja — por meio da proclamação e da vida santa, unida e amorosa — é a exata matéria do testemunho da Igreja. Conforme examinamos cada uma dessas características, observamos que seu fim último não é melhorar a saúde moral da sociedade, embora isso possa ser um subproduto, mas refletir a Deus (DEVER, Mark. A Mensagem do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 187).

CONCLUSÃO

Jesus anda por entre os castiçais. Ele vê nossas obras, sonda nossas intenções e mede a intensidade de nossa luz. Supervisionando-nos, o Senhor remove e tira castiçais (Ap 2.5). Como está a nossa lâmpada? Ela tem de estar rigorosamente limpa, a fim de brilhar intensamente neste mundo tenebroso. Que Deus nos ajude.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “A Lâmpada Arderá Continuamente”, responda:

 

1) O que era o candelabro?

O candelabro era o objeto de maior destaque no interior do Tabernáculo, por ser todo de ouro e pela luz que emitia.

2) Qual o seu significado?

Jesus requer de cada um de nós uma luz de comprovada excelência (Mt 6.23). Nós somos a luz do mundo.

3)  Como ele foi trabalhado?

Segundo a determinação divina, os artífices fizeram um candelabro de ouro puro e batido (Êx 25.31). A mobília foi de tal forma trabalhada, que formava uma só peça com o seu pedestal, hastes, cálices, maçanetas e flores.

4) Por que a Igreja é a luz do mundo?

Enquanto Jesus estava no mundo, Ele era de fato a luz do mundo (Jo 9.5). Mas após a sua ascensão ao Céu, a missão de iluminar este século passou a ser nossa.

5) Como está a sua luz neste momento?

Resposta pessoal.

 

 

 

Lição 12 - Os Pães da Proposição

 

 Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

16 de Setembro de 2018

Dia da Escola Dominical

TEXTO ÁUREO

"No verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida." (Jo 6.47,48)

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus é o alimento que nos sustenta a alma, o coração e o próprio corpo; sem ela, a vida é impossível.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Cr 9.32: Os pães eram feitos pelos coatitas

Terça – Lv 24.5: O material do pão

Quarta – Dt 8.3: A suficiência da Palavra de Deus

Quinta – Êx 16.31-35: O pão que desce do céu

Sexta – Mt 6.11: O pão nosso de cada dia

Sábado – Jo 6.35: Jesus, o pão da vida

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 24.5-9

5 - Também tomarás da flor de farinha e dela cozerás doze bolos; cada bolo será de duas dízimas.

6 - E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR.

7 - E sobre cada fileira porás incenso puro, que será, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR.

8 - Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por concerto perpétuo.

9 - E será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto perpétuo.

 

 

 

OBJETIVO GERAL

Compreender que a Palavra de Deus é o alimento que nos sustenta a alma, o coração e o próprio corpo.

 

HINOS SUGERIDOS: 20, 190, 311 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar o significado dos pães da proposição;
  2. Reconhecer a Palavra de Deus como pão da vida;

III.    Conscientizar de que Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição anterior aprendemos a respeito das lâmpadas da Casa de Deus e hoje estudaremos os pães da proposição. Deus havia recomendado que no Tabernáculo houvesse sempre uma mesa posta com doze pães (Ex 25.30). Não haveria manjares, ou alimentos sofisticado, mas sim o alimento principal diário. Onde há pão não há fome. Temos um Deus que sustenta e supre as necessidades do seu povo, seja de ordem física, emocional ou espiritual.

 

INTRODUÇÃO

Os pães da proposição ficavam num dos lugares mais nobres e reservados do Tabernáculo. Ali, em frente ao candelabro de ouro, eram iluminados durante toda a noite. A simbologia é claramente cristológica: a luz do Evangelho mostra ao pecador faminto que somente Cristo pode saciar-nos plenamente. Nesta lição, veremos como Deus foi didático a Israel ao mostrar-lhe a suficiência de sua Palavra nos pães da proposição.

 

PONTO CENTRAL

Os pães da proposição simbolizavam a presença do Deus da provisão.

 

I – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO

A fim de que os pães da proposição fossem introduzidos no tabernáculo, Deus ordenou o fabrico de uma mesa especial. Quanto aos pães, deveriam estes ser preparados de acordo com uma receita bastante específica.

 

  1. A mesa dos pães.

A mesa que receberia os pães da proposição, feita de madeira de acácia, tinha essas medidas: dois côvados de cumprimento (90 centímetros), um côvado de largura (45 centímetros) e sua altura, um côvado e meio (70 centímetros) (Êx 25.23-30). A mesa, toda revestida de ouro fino, recebeu adornos da altura de quatro dedos, bastante apropriados para conter os pães sagrados. Suas argolas serviam para transportá-la. A madeira de acácia, por ser medicinal, evitava fungos e parasitas que poderiam contaminar os pães sagrados.

 

  1. Os pães da proposição.

Os pães da proposição eram preparados todos os sábados pelos coatitas (1 Cr 9.32). Em sua composição, usava-se a flor da farinha de trigo (Lv 24.5). Ou seja, a parte mais fina e nobre deste produto. Depois de cozidos, eram postos em duas fileiras sobre a mesa, sendo entremeados por incenso (Lv 24.6,7). Doze pães, um para cada tribo de Israel.

 

  1. A simbologia dos pães.

Os pães da proposição simbolizavam a presença sempre providencial de Deus no meio de seu povo (Jr 32.38). Desta forma, os israelitas deveriam saber que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4). Quanto ao pão estar acompanhado de incenso, significa isso que a presença do Senhor sempre vem acompanhada pelas orações dos santos (Ap 5.8; 8.3,4).

 

Os pães da proposição, ou da presença, representam ainda a Palavra de Deus, que, através do Evangelho, alimenta o mundo faminto (Jo 1.1).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Os pães da proposição apontavam para Cristo, o único que pode saciar nossa alma.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-DIDÁTICO

Prezado (a) professor (a), antes de falar a respeito da mesa e dos pães da proposição no Tabernáculo, é importante conversar com seus alunos e explicar a importância do pão na alimentação dos hebreus. Para auxiliá-lo no trabalho de pesquisa, leia os textos abaixo.

 

Pão – “A alimentação da maioria dos hebreus era simples. Pão, azeitonas, queijo, frutas e vegetais formavam a dieta fixa. Carne só era comida em raras ocasiões. O pão era um alimento tão básico que se tornou sinônimo da própria vida. ‘Comer pão’ equivalia a ‘fazer uma refeição’. Os egípcios não podiam ‘comer pão’ com os hebreus (Gn 43.31,32). ‘Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano’ (Lc 11.3) era uma oração para a provisão diária do alimento. O pão era algo tão básico que Jesus se referiu a si mesmo como o ‘Pão da vida’ (Jo 6.35).

 

O pão parece ter sido sempre partido, e nunca cortado com uma faca, o que fez surgir a frase ‘partir o pão’, usada em Atos 20.7 para descrever o serviço de comunhão (GOWER, Ralph. Novo Manual dos Usos & Costumes dos Tempos Bíblicos. 2.ed. Rio de Janeiro, 2012, pp. 47,48,52).

 

II – A PALAVRA DE DEUS, O PÃO DA VIDA

O povo de Israel, desde o início de sua história, sempre teve uma convivência cerimonial e tipológica com o pão (Gn 14.18-20). Quer no tabernáculo quer fora do tabernáculo, o pão sempre simbolizou a presença de Deus entre o seu povo.

  1. A Palavra de Deus é vida.

Durante a peregrinação de Israel no Sinai, os israelitas conscientizaram-se de que nem só de pão vive o homem, mas da Palavra de Deus (Dt 8.3). Durante 40 anos, Deus os sustentou com o maná, o pão que descia dos céus, a cada manhã (Êx 16.31-35). Portanto, a presença divina era perceptível tanto no lugar Santo do Tabernáculo quanto no arraial. Todos sabiam que, apesar das asperezas do deserto, o Senhor jamais os abandonaria naquela árdua caminhada.

 

  1. A Palavra de Deus é o nosso sustento diário.

Além do pão, Deus proporcionava cotidianamente ao seu povo água, direção, proteção e iluminação (Êx 13.21; 15.22-27; 17.1-16). Por conseguinte, os israelitas eram sustentados, orientados e protegidos pelo Senhor a cada dia. À semelhança de Davi, eles podiam declarar que o Senhor era o seu pastor; nada lhes faltava (Sl 23.1).

 

  1. A Palavra de Deus é o nosso sustento específico.

Na mesa do Tabernáculo, havia, como já vimos, doze pães distribuídos em duas fileiras, sendo um pão para cada tribo de Israel (Lv 24.6). Entre as fileiras de pães, o incenso (Lv 24.7). O que isso significa? Antes de tudo, que Deus alimenta o seu povo tanto coletiva quanto individualmente. Ele conhece perfeitamente nossas necessidades (Sl 103.14; Mt 6.8). O que podemos inferir desta lição? Deus tem uma comida personalizada para mim, para você e para cada servo seu em particular.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Em Levítico 24.5-9 somos instruídos com relação à fabricação do pão, tipo de farinha, quantidade, o arranjo do pão sobre a mesa, bem como quem deve comê-lo. Os pães deveriam ser feitos de farinha fina e são símbolo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Jo 6.35). A Palavra de Deus é o Pão da Vida para nós. A cada sábado era colocado pão fresco na Mesa da Proposição, doze pães em duas pilhas organizadas contendo seis cada. Bem-aventurados são aqueles que diariamente se alimentam da Palavra. Quando se ajuntarem no Dia do Senhor, encontrarão um novo suprimento de Pão da Vida esperando por eles. O pão que se retirava da mesa seria comido por Arão e seus filhos em um lugar santo. Tomar tempo para alimentar a alma com a Palavra Viva é essencial à nossa experiência. ‘Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti’ (Sl 119.11). Muitas vezes o salmista usa a palavra ‘Selá’ para lembrar-nos de meditar na Palavra” (SPRECHER, Alvin. Tabernáculo no Deserto: O lugar do seu encontro com Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 115,116).

 

III – JESUS CRISTO, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU

Os pães da proposição são o mais perfeito símbolo do Senhor Jesus Cristo, pois a sua missão, neste mundo, foi (e sempre será) alimentar-nos com a Palavra de Deus (Jo 1.1).

 

  1. Jesus, o pão da vida.

O Senhor Jesus, através de sua palavra, revela-se como a água e o pão da vida (Jo 4.13,14; 8.32; Ap 7.17). Certa vez, Ele foi tão claro acerca de sua missão redentora, que levou alguns de seus discípulos mais chegados a escandalizarem-se com o seu discurso (Jo 6.48-60). O Senhor Jesus, como o pão vivo, não se limitou a ficar no santuário, mas, encarnando-se, trouxe a presença do Pai Celeste a toda a humanidade (Mt 1.23; Hb 1.3).

 

  1. Jesus, o pão de nossa comunhão com o Pai.

Jesus, como o pão vivo que desceu do céu, não precisa ser trocado todos os sábados, como os pães da proposição (Lv 24.8). Nosso Salvador, além de ser um sumo sacerdote infinitamente superior a Arão, é o pão divino; e, do próprio sábado é Senhor (Mt 12.8; Jo 6.41; Hb 7.17-25). Aliás, Jesus Cristo é o próprio tabernáculo de Deus. Ao encarnar-se, tornou-se semelhante a nós (Jo 1.14; Hb 9.11,12). E, com a sua morte e ressurreição, fez-nos acessível o trono da graça, no qual, hoje, entramos ousadamente (Hb 4.16).

 

  1. Dai-lhes vós de comer.

Hoje, ao proclamarmos o Evangelho, outra coisa não fazemos senão alimentar os famintos com a Palavra de Deus (Mt 28.18-20; Lc 9.13). Portanto, evangelizemos e façamos missões enquanto há tempo. A fome espiritual nunca foi tão acentuada como nos dias de hoje (Am 8.11,12).

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Jesus é a Palavra (Verbo) viva. A Bíblia é a Palavra escrita. Jesus é o ‘pão da vida’ e em Mateus 4.4 Ele disse: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’. Portanto, comemos a sua carne ao receber à Palavra de Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1584).

 

CONCLUSÃO

No Antigo Testamento, apenas o sumo sacerdote e seus filhos tinham direito de comer dos pães da proposição. A única exceção foi Davi e seus homens (Mc 2.25,26). Através de Cristo, porém, temos acesso não somente aos pães da proposição como também ao lugar mais santo do tabernáculo. E, todas as vezes que nos reunimos para celebrar a Ceia do Senhor, lembramo-nos de que Jesus é a presença eterna do Pai entre nós (1 Co 11.23,24). Ele é o pão da vida. Amém.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Os Pães da Proposição”, responda:

 

1) Como os pães da proposição eram preparados?

Os pães da proposição eram preparados todos os sábados (1 Cr 9.32). Em sua composição, usava-se a flor da farinha de trigo (Lv 24.5). Depois de cozidos, eram postos em duas fileiras sobre a mesa, sendo entremeados por incenso (Lv 24.6,7).

2) Quem eram os encarregados de fazê-los?

Os coatitas.

3) Onde ficavam os pães da proposição?

Sobre a mesa.

4) O que eles simbolizam?

Os pães da proposição simbolizavam a presença sempre providencial de Deus no meio de seu povo (Jr 32.38).

5) Por que Jesus é o pão vivo que desceu do céu?

Porque a sua missão, neste mundo, foi (e sempre será) alimentar-nos com a Palavra de Deus (Jo 1.1).

 

Lição 13 - As Orações dos Santos no Altar de Ouro

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, afim de sermos ajudados em tempo oportuno." (Hb 4.16)

VERDADE PRÁTICA

A oração, qual incenso precioso, é a maior oferenda que podemos apresentar ao Pai Celeste, através do Senhor Jesus, com a ajuda do Espírito Santo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 26.36: O lugar santo

Terça – Êx 30.1-10: O altar do incenso

Quarta – Êx 30.8: O incenso contínuo

Quinta – Lv 16.12,13: A cerimônia do incenso

Sexta – Mt 6.9-13: A oração perfeita

Sábado – Ap 5.8: O incenso é a oração dos santos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 16.12,13; Apocalipse 5.6-10

Lv 16.12 - Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do SENHOR, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído e o meterá dentro do véu.

13 - E porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra.

Ap 5.6 - E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a terra.

7 - E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.

8 - E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as oraões dos santos.

9 - E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação;

10 - e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que a nossa oração é a maior oferenda que podemos apresentar ao Pai Celeste.

 

HINOS SUGERIDOS: 71, 88, 108 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar que somente o sumo sacerdote poderia entrar no lugar santíssimo;
  2. Reconhecer que as orações dos santos são qual incenso precioso.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Professor (a), na lição de hoje estudaremos uma peça do mobiliário do Tabernáculo, o alta do incenso. Como toda a tipologia empregada na tenda da adoração, essa peça apontava para o sacrifico mais sublime que como igreja podemos oferecer ao Senhor — nossas orações e ações de graças.

INTRODUÇÃO

No Antigo Testamento, o incenso era a oferenda mais preciosa e excelente que se podia oferecer ao Senhor. Ali, no limiar do lugar Santíssimo, o sacerdote entrava, com temor e tremor, para adorar a Deus com um incenso preparado exclusivamente àquela ocasião.

Hoje, o sacrifício mais sublime que devemos oferecer ao Senhor são as orações, súplicas e ação de graças. Por esse motivo, o Senhor Jesus recomenda-nos a entrar em nosso quarto, fechar a porta, e, no segredo de nossos aposentos, oferecer clamores e ação de graças ao Pai Celeste (Mt 6.6-13).

 

PONTO CENTRAL

A oração, qual incenso precioso, é a maior oferenda que podemos apresentar a Deus.

 

I – O LUGAR SANTÍSSIMO

Para se oferecer o incenso ao Senhor, três coisas eram necessárias: o lugar, o altar e a cerimônia. Apenas o sumo sacerdote estava autorizado a conduzir esse ato de adoração.

 

 

  1. O Lugar Santo.

No Lugar Santo, ficavam três mobílias: o candelabro, à esquerda de quem entrava; a mesa dos pães da proposição, à direita; e, no limiar, entre o Lugar Santo e o Santíssimo, bem em frente ao véu que os separava, estava o altar do incenso (Êx 26.35).

 

Há algo muito importante que devemos considerar. Embora o altar de incenso estivesse no Lugar Santo, era considerado também parte da mobília do Santo dos Santos juntamente com a arca da aliança (Hb 9.1-10).

 

  1. O altar do incenso.

Feito de madeira de acácia, o altar de incenso era revestido de ouro, sendo estas as suas medidas: um côvado de comprimento, um de largura e dois de altura (Êx 30.1-10; 37.25-28). Os seus ornatos compunham-se de quatro chifres, bordas, quatro argolas e dois varais; tudo revestido de fino ouro.

 

  1. A composição do incenso.

O incenso destinado ao altar de ouro não podia ser usado indistintamente; era de uso exclusivo do Senhor (Êx 30.38). Esta era a sua composição: estoraque, ônica e gálbano (Êx 30.34-36). A receita do perfume não constituía nenhum segredo. Todavia, se alguém o reproduzisse para uso profano seria punido severamente.

 

  1. A cerimônia.

O incenso só podia ser queimado com as brasas do altar de bronze (Lv 16.12). E, já de posse destas, o sacerdote aproximava-se do altar de ouro para queimar o incenso no altar de ouro. Dessa forma, a nuvem do incenso cobria o propiciatório, mostrando à Casa de Israel o favor divino (Lv 16.13).

 

Observemos que, antes de achegar-se ao altar de ouro, o sacerdote tinha de passar, necessariamente, pelo altar de bronze. Isso significa que, sem o sangue de Cristo, jamais teremos acesso ao trono da graça (Hb 9.12).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

O incenso era oferecido pelo sumo sacerdote no lugar santíssimo

 

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II – AS ORAÇÕES DOS SANTOS

As orações dos santos, qual incenso precioso, são inimitáveis em seus efeitos. Eis por que não podemos relaxar quanto à nossa comunhão com Deus.

 

  1. A receita para uma oração perfeita: nosso incenso.

O Senhor Jesus, no Sermão da Montanha, entregou a seus discípulos o modelo de uma oração perfeita (Mt 6.9-13). Ele exorta-nos também a não imitarmos os gentios e hipócritas, pois estes imaginam que, pelo seu muito falar, serão ouvidos (Mt 6.7).

 

Portanto, fechemo-nos em nosso quarto, e, ali, no lugar santíssimo, falemos com o Pai Celeste (Mt 6.5,6). E, dessa forma, entraremos com ousadia e confiança no trono da graça (Hb 4.16). Pode haver incenso mais excelente do que a oração dos santos? Além do mais, todas as nossas súplicas chegarão aos céus por intermédio do Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26).

  1. A oração como sacrifício ao Senhor.

O salmista, conhecendo perfeitamente a simbologia do incenso sagrado, assim orou ao Senhor: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde” (Sl 141.2). Quando nos dedicamos integralmente ao Senhor, toda a nossa vida torna-se uma oferenda a Deus (Ef 5.2; Fp 2.17; 2 Tm 4.6).

 

  1. A oração dos santos na Grande Tribulação.

No período da Grande Tribulação, logo após o Arrebatamento da Igreja, haverá um grande número de mártires (Ap 9.9-17). Todos estes, apesar da perseguição do Anticristo, atuarão como fiéis testemunhas de Jesus Cristo. As orações desses santos serão recebidas nos céus como incenso de grande valor (Ap 5.8; 8.3).

Ninguém pode deter o poder de um santo que, no oculto de seu quarto, roga a intervenção do Santo dos Santos (Tg 5.16). Irmãos, “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

As orações dos santos são como incenso precioso diante de Deus.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

A oração modelo do crente

Devemos dar atenção a cada detalhe da oração modelo, que Jesus prefaciou com estas palavras: ‘Portanto, vós orareis assim’ (Mt 6.9). Embora seja sempre recomendável repetir a oração do Pai Nosso, é muito importante que, quando orarmos, nos deixemos guiar pelos princípios providos por nosso Senhor nessa e em outras orações. A palavra ‘assim’ é tradução do vocabulário grego boutos, e deveria ser entendido como ‘desta maneira’. Jesus estava dizendo: ‘Deixem-se guiar por estes princípios gerais quando forem orar’” (BRANDT, Robert L; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração: O Espírito nos ajuda a orar. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp. 196,197).

 

CONCLUSÃO

Zacarias, pai de João Batista, ao ser escolhido para queimar o incenso sagrado na Casa de Deus, teve uma experiência que retrata ricamente por que o incenso, na Bíblia, simboliza a oração dos santos. Foi ali, no lugar Santíssimo, se levarmos em consideração Hebreus 9.2, que teve a sua oração respondida (Lc 1.5-23). Sua experiência com o Senhor foi completa. Ele viu o anjo, ouviu deste o anúncio profético sobre a vinda do Messias, e, finalmente, sua velhice foi consolada com a promessa de um filho, que seria o precursor do Filho de Deus.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “As Orações dos Santos no Altar de Ouro”, responda:

 

1) O que era o altar do incenso?

Feito de madeira de acácia, o altar de incenso era revestido de ouro, sendo estas as suas medidas: um côvado de comprimento, um de largura e dois de altura.

2) Onde, segundo Hebreus 9.3,4, ficava o altar do incenso?

Ficava depois do segundo véu, no Santo dos Santos.

3) Por que a fórmula do incenso não podia ser reproduzida para fins profanos?

Porque era de uso exclusivo do Senhor e se alguém o reproduzisse para uso profano seria punido severamente.

4) O que representa o incenso?

Simboliza a oração dos santos.

5) Descreva a experiência de Zacarias.

Sua experiência com o Senhor foi completa. Ele viu o anjo, ouviu deste o anúncio profético sobre a vinda do Messias, e, finalmente, sua velhice foi consolada com a promessa de um filho, que seria o precursor do Filho de Deus.

Consulte: Subsídios EBD. Vol 13 – Veja AQUI

 

 

Lição 14 - Entre a Páscoa e o Pentecostes

Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO

"Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar [...] E todos foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (At 2.1,4)

VERDADE PRÁTICA

Sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, o Páscoa perde a sua eficácia: somente a redenção em Jesus Cristo, que está junto ao Pai, traz o derramamento do Espírito Santo.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 34.18: A festa dos pães asmos

Terça – Êx 24.7,8: A aliança entre Deus e Israel

Quarta – 1 Co 5.7: Jesus Cristo, o Cordeiro Pascal

Quinta – Êx 12.12: O significado da Páscoa

Sexta – Êx 34.22,26: A festa de Pentecostes

Sábado – At 2.1-4: A descida do Espírito Santo no Pentecostes

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 34.18-29

18 - A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.

19 - Tudo o que abre a madre meu é; até todo o teu gado, que seja macho, abrindo a madre de vacas e de ovelhas;

20 - o burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.

21 - Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás; na aradura e na sega descansarás.

22 - Também guardarás a Festa das Semanas, que é a Festa das Primícias da sega do trigo, e a Festa da Colheita no fim do ano.

23 - Três vezes no ano, todo macho entre ti aparecerá perante o Senhor Jeová, Deus de Israel;

24 - porque eu lançarei as nações de diante de ti e alargarei o teu termo; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer tręs vezes no ano diante do SENHOR, teu Deus.

25 - Năo sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da Festa da Páscoa ficará da noite para a manhã.

26 - As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás é casa do SENHOR, teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

27 - Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras; porque, conforme o teor destas palavras, tenho feito concerto contigo e com Israel.

28 - E esteve Moisés ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos.

29 - E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai (e Moisés trazia as duas tábuas do Testemunho em sua mão, quando desceu do monte), Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que o SENHOR falara com ele.

 

OBJETIVO GERAL

Conscientizar de que sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia.

 

HINOS SUGERIDOS: 350, 439, 539 da Harpa Cristã

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Mostrar que Cristo é a nossa Páscoa;
  2. Reconhecer a importância do Pentecostes, a Festa das Primícias;

III. Explicar o significado do Dia de Pentecostes.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado (a) professor (a), com a graça de Deus chegamos a conclusão das lições do trimestre, uma oportunidade ímpar que tivemos de estudar a teologia do livro de Levítico. O povo estava acampado no deserto, o Tabernáculo, lugar de adoração a Deus estava pronto, então era o momento ideal para o Senhor orientar a Moisés e a todos hebreus quanto és leis a respeito da adoração, do culto, do serviço e dos ministros. Contudo, o livro de Levítico não é somente uma série de normas e regras, mas uma demonstração clara da maneira como o homem pecador pode se aproximar e se relacionar com o Deus que é Santo.  Esse livro nos revela a santidade e majestade do nosso Deus e o caminho, Jesus Cristo, que temos que trilhar para ter um relacionamento pessoal com Ele. Que possamos adorar a Deus todos os dias da nossa vida, com temor e santidade, pois somente Ele é digno de ser adorado.

 

INTRODUÇÃO

Na última lição deste trimestre, veremos que, das festividades do Antigo Testamento, as duas mais emblemáticas para o crente em Jesus Cristo são a Páscoa e o Pentecostes. Tendo em vista esses dois marcos da verdadeira fé, afirmou o evangelista norte-americano Stanley Jones (1884-1973): “A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente no Pentecostes”.

 

Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. E, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia. Isso significa que duas são as experiências indispensáveis ao discípulo de Jesus: a salvação e o batismo com o Espírito Santo.

 

Através do Evangelho completo, podemos reviver a experiência da Igreja Primitiva, que apregoava ousadamente que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades, opera sinais e maravilhas e, em breve, virá nos buscar.

 

PONTO CENTRAL

Somente a redenção em Jesus Cristo traz o derramamento do Espírito Santo.

 

I – CRISTO, NOSSA PÁSCOA

 

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Tanto para os cristãos quanto para os judeus, a Páscoa é considerada a primeira grande festa da Bíblia Sagrada. Se, por um lado, celebra a libertação nacional de Israel; por outro, simboliza a redenção humana através de Jesus Cristo.

 

  1. Definição.

A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade. Essa interpretação cabe tanto à nação hebreia como ao crente em Jesus Cristo.

 

Conhecida também como a festa dos pães ázimos, a Páscoa é a mais importante festividade da Bíblia Sagrada, porque marca a primeira aliança formal entre Deus e o seu povo (Êx 24.7,8).

 

  1. Cerimônia pascoal.

No capítulo 12 de Êxodo, a cerimônia pascoal é detalhada com rígidas recomendações, a fim de que os hebreus jamais se esquecessem de seu real significado (Êx 12.12). No décimo dia do primeiro mês, cada família hebreia tomava um cordeiro, ou cabrito, macho de um ano e sem defeito, para imolá-lo no décimo quarto dia (Êx 12.6). O sacrifício deveria ser comido reverentemente com pães ázimos e ervas amargas (Êx 12.8).

 

  1. Simbologia.

Como já dissemos, a Páscoa simboliza tanto a redenção de Israel como a dos gentios, pois, através de Jesus Cristo, ambos os povos fizeram-se um (1 Co 12.13). Eis por que o Senhor Jesus foi identificado, desde o início de seu ministério, como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29,36; Ap 5.6). Ele é o sacrifício dos sacrifícios.

 

A simbologia redentora da Páscoa ganha vida e expressão na celebração da Santa Ceia (1 Co 11.23-31). Levemos em conta, também, que o Senhor Jesus foi crucificado durante a celebração pascal (Mt 26.2). Ele é o nosso Cordeiro Pascal (1 Co 5.7).

 

SÍNTESE DO TÓPICO I

Cristo, o Cordeiro de Deus, é a nossa Páscoa.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor (a), para iniciar o primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: “O que significa a palavra Páscoa?” Ouça os alunos com atenção e explique que significa “passar por”.

Utilizando o quadro abaixo, explique o significado dessa celebração para os egípcios, judeus e cristãos. Conclua enfatizando que a Páscoa nos fala do sacrifício de Cristo, nosso Cordeiro Pascal.

 

A Páscoa

Seu significado

Para os egípcios.

Significava o juízo divino sobre o Egito.

Para os israelitas.

A saída do Egito, a passagem para a liberdade.

Para os cristãos.

É a passagem da morte dos nossos pecados para a vida de santidade em Cristo.

 

II – O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS

Sem a Páscoa não pode haver Pentecostes. Isto significa que, sem a experiência pascal, as primícias não têm qualquer significado diante de Deus. O sangue do Cordeiro é imprescindível à nossa redenção (Hb 10.18).

 

  1. Definição.

A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa, recebe as seguintes designações: festa das colheitas, das semanas, das primícias (Êx 34.22,26). Enquanto a Páscoa era uma cerimônia doméstica, o Pentecostes era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência; era também o momento de se exercer a misericórdia e o serviço social (Dt 16.10; Rt 2.1-3).

 

  1. O cerimonial.

Em santa convocação, na qual todos deveriam apresentar-se a Deus de forma jubilosa, Israel apresentava a Deus as primícias de suas colheitas (Dt 16.11). A cerimônia tinha início no exato instante em que a foice punha-se a ceifar a seara (Lv 23.21; Dt 16.9). No momento mais solene, o adorador “movia o molho perante o Senhor” (Lv 23.11).

 

  1. A simbologia.

Para nós, pentecostais, as primícias representam as almas que, através do evangelismo e das missões, apresentamos ao Senhor Jesus Cristo. Aliás, Ele mesmo comparou o ganhar almas ao semear e ao ceifar (Mt 13.1-8,37; Jo 4.35).

 

SÍNTESE DO TÓPICO II

Durante o Dia de Pentecostes o Espírito Santo foi derramado sobre judeus e gentios.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

Pentecostes

Pentecostes era a segunda das três grandes festas de Israel (Dt 16.16). A palavra grega Pentecostes (pentkostes) significa ‘quinquagésimo’, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães Asmos.

 

Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a Festa das Semanas, que se refere a sete semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16), referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm 28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os judeus a chamaram solenemente de assembleia, que foi aplicado ao encerramento da festa da estação da colheita.

 

Embora as Escrituras não afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar basicamente uma festa da colheita. A hora avaliada do Pentecostes é o quinquagésimo dia ‘no dia imediato ao sábado’ ou ‘ao seguinte dia do sábado’ (Lv 23.11,15), uma sentença que é cronologicamente problemática.

Na época das primícias, os israelitas trariam ao sacerdote  seus primeiros frutos, e ele os ofereceria ao Senhor agitando os molhos (Lv 23.9-14; Nm 18.12,13; Dt 26). Esta parece ter sido uma oferta de gratidão antecipada pela bênção que o Senhor concederia às colheitas. No Pentecostes, 50 dias depois das primícias, o sacerdote tomaria um molho das primícias da sega, e dois pães levedados, e os moveria perante o Senhor. Isto marcaria o final da colheita. As outras cerimônias ligadas a esta festa estão descritas em Levítico 23.15-22. Em Números 28.26, o Pentecostes é chamado tanto de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães asmos (Dicionário Bíblico Wycliffe. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 1500,1501).

 

 

 

 

III – O DIA DE PENTECOSTES

Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.

 

  1. Cristo, o Cordeiro Pascal.

O Senhor Jesus foi crucificado durante a Páscoa (Mt 26.2). Mas, ao terceiro dia, eis que Ele ressurgiu de entre os mortos, recebendo toda a autoridade nos céus e na terra (Mt 28.1-8). Ele é as primícias dos mortos, por ser Ele mesmo a ressurreição e a vida (Jo 11.25; 1 Co 15.20-23).

 

Já ressurreto e prestes a ascender ao céu, o Senhor Jesus prediz a grande colheita que viria através da descida do Espírito Santo (At 1.8). Portanto, os discípulos deveriam esperar em Jerusalém a chegada do Consolador (Lc 24.49).

 

  1. O Pentecostes do Espírito Santo.

Passados cinquenta dias, desde a morte de Cristo, ocorrida na Páscoa, eis que os discípulos recebem o Espírito Santo em pleno dia de Pentecostes (At 2.1-4). Cheios do Espírito, falaram noutras línguas, enunciando aos peregrinos que visitavam Jerusalém, as grandezas de Deus (At 2.7-11).

 

  1. As primícias da Igreja Cristã.

Nesse momento, levanta-se Pedro com os demais apóstolos e proclama o Evangelho de Cristo. E, como resultado de sua mensagem, quase três mil pessoas convertem-se (At 2.41). Dessa forma, as primícias da Igreja Primitiva são apresentadas a Deus Pai.

 

SÍNTESE DO TÓPICO III

Durante o Dia de Pentecostes o Espírito Santo foi derramado sobre judeus e gentios.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O dia de Pentecostes é comemorado cinquenta dias após a Páscoa. Originalmente era celebrada a festa da colheita (Lv 23.15,16). No Novo Testamento também é comemorada a entrega da Lei a Moisés, no Sinai.

Três fenômenos ocorreram conjuntamente e concorreram para que a descida do Espírito Santo no Pentecostes se constituísse um evento único e inquestionável:

1) o vento veemente e impetuoso;

2) as línguas visíveis de fogo que pousaram sobre cada um dos crentes e

3) falavam em ‘outras línguas’. Não há qualquer registro desses três acontecimentos, em conjunto, em qualquer outro momento” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gęnesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 709).

 

CONCLUSÃO

Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz. Não podemos esquecer nossas raízes pentecostais. Que jamais deixemos de proclamar que Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e com o fogo (Lc 3.16). Somente assim, dentro em breve, apresentaremos uma grande colheita, ao Senhor da Seara, em nosso país, na América Latina, na África, na Europa. Enfim, até aos confins da terra.

 

PARA REFLETIR

A respeito de “Entre a Páscoa e o Pentecostes”, responda:

 

1) Qual a principal festa da Bíblia?

A Páscoa.

2) O que é a Páscoa?

A palavra “páscoa” origina-se do vocábulo hebraico pesah que, etimológica e tipologicamente, pode ser definida como a passagem da escravidão à liberdade.

3) O que é o Pentecostes?

A festa de Pentecostes, celebrada 50 dias após a Páscoa era uma celebração pública, na qual toda a nação louvava a Deus por sua suficiência.

4) Que relação podemos estabelecer entre a Páscoa e o Pentecostes?

Sem a Páscoa, o Pentecostes seria impossível. E, sem o Pentecostes, a Páscoa não seria eficaz.

5) Que lição podemos extrair de ambas as festas?

Se o Senhor Jesus Cristo não tivesse sido imolado como o nosso Cordeiro Pascal, aquele dia de Pentecostes, em Jerusalém, não teria qualquer sentido para nós, gentios. Todavia, a Páscoa de Cristo tornou real o Pentecostes do Espírito.