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LIÕES JOVENS LIVRO DE ATOS 4 TRIM-2019
LIÕES JOVENS LIVRO DE ATOS 4 TRIM-2019

    

 

                                                   

 

 

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019 | lição n.1

 

TEXTO DO DIA

 "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra." (At 1.8)

 

SÍNTESE

A virtude do Espírito Santo é a promessa que Deus fez ao crente fiel, cumprida no dia de Pentecostes.

 

Agenda de leitura

 

SEGUNDA - Jl 2.28,29: A promessa da efusão do Espírito Santo

TERÇA - At 1.4: O local do cumprimento da promessa

QUARTA - At 1.12,14: A condição para o cumprimento da promessa

QUINTA - At 2.4: Todos ficaram cheios do Espírito Santo

SEXTA - At 2.1,2: Um derramamento repentino

SÁBADO - At 2.14: Poder para testemunhar

 

 

 

Objetivos

I - APRESENTAR o livro de Atos e suas características principais;

II - MOSTRAR as promessas acerca da vinda do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento;

III - DESTACAR o propósito da promessa da virtude do Espírito Santo na vida do crente.

 

 

 

Interação

Antes de Jesus ser levado para o céu, instruiu seus discípulos a evangelizarem e ensinarem todas as nações (Mt 28.19,20). O livro de Atos detalha o testemunho dos primeiros cristãos e o crescimento da Igreja. Contudo, Jesus também ordenou que eles ficassem na cidade de Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder (At 1.8). Eles obedeceram e no dia de Pentecostes todos foram cheios do Espírito Santo e equipados para espalhar as Boas Novas pelo mundo. Atos é o único livro bíblico que narra a história da Igreja após a ascensão de Jesus e o derramamento do Espírito Santo.

 

Era um pequeno grupo de crentes temerosos, mas depois do cumprimento de Atos 1.8, os crentes movidos pelo Espírito Santo, espalharam o Evangelho por toda a terra com demonstrações de poder e milagres. Que neste trimestre sejamos todos cheios do Espírito Santo e que venhamos experimentar os milagres do Senhor em nossas vidas.

 

Orientação Pedagógica

 

Caro professor (a), inicie a aula fazendo a seguinte pergunta: "Qual é o papel do Espírito Santo na vida do crente e na Igreja?" Palavras como "poder", "consolo", "santificação", "instrução" poderão ser ditas. Depois os indague novamente perguntando: "Que poder o Espírito Santo nos dá especificamente?" Embora sejam verdades fundamentais de nossa fé e pareçam óbvias, é importante essa discussão inicial para despertar a conscientização dessas questões. Explique, na primeira aula,  que o livro de Atos não é apenas um livro histórico sobre o início da Igreja. Nele encontramos verdades que contribuem para o consolo, a edificação e exortação da Igreja atual.

 

Texto bíblico

Atos 1.1-14

 

1        Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

2        até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;

 3       aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus.

4        E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.

5        Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

6        Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7        E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8        Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.

9        E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10      E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11      os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

12      Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

13      E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago.

14      Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.

 

INTRODUÇÃO

 

Estudaremos neste trimestre o livro de Atos dos Apóstolos, em especial os milagres que aconteceram na Igreja Primitiva. Este livro é singular para o crente e para a Igreja, pois nele recebemos, de Jesus, suas últimas palavras ainda aqui na terra e o que devemos fazer até que Ele volte.Obedecendo as às instruções do Mestre, os discípulos aguardam a promessa da vinda do Espírito Santo (At 1.4) e com o Pentecostes nasce à Igreja de Cristo. Sinais e maravilhas acompanharam o início da Igreja, apesar das dificuldades e perseguição. Cremos que o Espírito que realizou grandes coisas, por meio da Igreja naquele tempo, é o mesmo que está disponível para nós hoje. Estudemos este livro com apreço e fé, crendo que o Senhor deseja derramar seu poder em nosso meio.

 

I - O LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

 

  1. Aspectos gerais.

Atos dos Apóstolos retrata o início da Igreja a partir da descida do Espírito Santo.  O livro registra a promessa de que Jesus voltará, mas essa promessa mostra algo que precisava ser realizado, pelos seus discípulos, antes do seu retorno:  a expansão do Evangelho em Jerusalém e até os confins da terra (At 1.8). Para contribuir de modo efetivo com a expansão do Evangelho, os discípulos poderiam contar com a capacitação proveniente do Espírito Santo, além da operação de milagres que glorificaria o nome do Senhor Jesus. Alguém já sugeriu que o nome do livro poderia ser "Atos do Espírito Santo" em virtude da sua atuação constante por toda a obra. Os personagens principais do livro são: Pedro, Filipe, Estêvão e Paulo. Esses homens foram poderosamente usados por Deus para a expansão do Reino de Deus aqui na terra.

 

  1. Gênero literário.

O livro de Atos é uma continuidade de um dos quatro Evangelhos, a saber, o de Lucas. Na verdade, o Evangelho de Lucas e Atos são dois volumes de uma mesma obra, demonstrado no início dos dois livros nas dedicatórias e na referência ao "primeiro relato" em Atos 1.1. Os outros Evangelhos não relatam muito sobre o que ocorreu depois da ressurreição de Jesus, mas apenas Lucas nos dá mais detalhes como a ascensão e o que seguiria (Lc 24.52). Isso nos mostra que o autor de Lucas, o mesmo de Atos, está interessado no que acontece depois, e vai abordar isso no livro de Atos.

 

  1. Autoria e data.

O autor do livro de Atos é Lucas, o mesmo que escreveu o terceiro Evangelho. Lucas, o "médico amado", provavelmente de Antioquia, foi companheiro de viagem de Paulo. Homem culto, escreveu o Evangelho com mais detalhes a respeito da vida de Jesus em um grego versátil com finezas gramaticais. Embora não tenha sido um apóstolo nem tenha conhecido a Jesus pessoalmente, seus escritos são fonte de uma "acurada investigação de tudo desde o princípio", como ele mesmo diz em Lucas 1.3.

 

O livro foi escrito, provavelmente, entre os anos 69-79 d.C., no Império Romano na liderança de Vespasiano.

 

Pense

Por que o livro de Atos não se encaixa nas outras categorias de livros do Novo Testamento?

 

Ponto Importante

O livro de Atos é fundamental para conhecermos como se deu o início da Igreja Primitiva e a expansão do Reino de Deus no primeiro século.

 

II - A PROMESSA DA VINDA DO ESPÍRITO SANTO

  1. Promessa feita no Antigo Testamento.

Deus já havia falado séculos antes, por meio do profeta Joel, que derramaria seu Espírito sobre toda carne. Os filhos e filhas profetizariam, os velhos sonhariam e os jovens teriam visões. Sobre servos e servas, Deus derramaria do seu Espírito (Jl 2.28,29). Isso aconteceria "depois", ou seja, nos últimos dias. Esses últimos dias iniciaram-se justamente com a vinda, morte e ressurreição de Jesus. Então vivemos esses "últimos dias" independentemente de quão longe de fato eles estejam. O fato é que o profeta do Antigo Testamento alerta de que nos últimos dias haveria um derramamento do Espírito de Deus. Logo após o Pentecostes, Pedro confirma essa promessa quando, em seu discurso, explica ao povo que tudo que tinham visto  e ouvido era apena o cumprimento da promessa (At 2.14-26).

       

  1. Promessa feita no Novo Testamento.

Quando João Batista apareceu em cena falando de seu propósito, deixou claro ao povo que ele batizaria com água para arrependimento, mas aquele que viria depois dele batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Lc 3.16). Quando Jesus foi até João para ser batizado no rio Jordão, o Espírito Santo desceu  sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba (Lc 3.21,22).

 

Jesus também fez menção da descida do Espírito Santo quando estava no último dia da Festa dos Tabernáculos. Nesta ocasião, Ele fez um convite a todos que tinham sede, pois quem nEle crê, como diz a Escritura, rios de água viva correram do seu ventre (Jo 7.37). Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, pois Ele ainda não havia sido glorificado (Jo 7.37-39. Deus cumpre suas promessas e sua Palavra não falha.

 

  1. Orientações sobre o cumprimento da promessa.

No início do livro de Atos, o autor narra que Jesus, depois de ter ressuscitado, apresentou-se aos apóstolos com muitas provas incontestáveis e falou a respeito do Reino de Deus, determinando que não se ausentassem de Jerusalém até que a promessa do Pai se cumprisse (At 1.3,4). Jesus deu uma ordem e a obediência é sempre necessária para que suas promessas se cumpram em nossas vidas, como aconteceu com aqueles discípulos de Jesus.

 

Mediante a orientação de Jesus aos seus discípulos para que ficassem na cidade de Jerusalém até que fossem do alto revestidos de poder, os discípulos perguntam se era naquele tempo que Jesus restauraria Israel. Não entenderam a amplitude da promessa. Não era sobre quando nem apenas sobre Israel. Então Jesus explica que a promessa não era sobre ficar especulando tempos e datas, mas se tratava de poder para testemunhar as Boas Novas até os confins da terra.

 

 

Pense

Deus não retarda as suas promessas. Ele faz tudo no tempo certo.

 

Ponto Importante

Deus é senhor do tempo. Ele cumpre com as suas promessas, ainda que alguns não creiam.

 

III - O PROPÓSITO DA PROMESSA

 

  1. Poder para testemunhar.

Jesus deixa claro aos seus discípulos que a virtude, ou poder do Espírito Santo que receberiam, era para conceder poder para testemunhar. Sem poder não há testemunho eficaz. Não podemos confundir poder divino com barulho ou movimentação. Nem sempre cultos e pessoas "barulhentas" estão realmente cheias do Espírito Santo. Ser cheio do Espírito Santo é viver uma vida de santidade, cujas ações glorificam o nome de Jesus.

 

Em um julgamento, a testemunha só fala quando solicitada. Embora compreendamos que devemos, sim, falar de Jesus Cristo sempre que tivermos a oportunidade, uma vida de poder começa pelo testemunho mediante o comportamento, as ações. Tomemos como exemplo a mulher sunamita em relação a Eliseu. A mulher disse ao seu marido que aquele que sempre passava por eles era um santo homem de Deus (2 Rs 4.9).

 

  1. Alcançar todos os povos.

Quando Jesus ordenou aos discípulos pregarem na Judeia, Samaria e até aos confins da terra, Ele estava mostrando como alcançar o mundo de forma simultânea e constante. Os crentes que foram dispersos pela perseguição que se dera no primeiro século, espalharam, mediante a pregação da Palavra, o Evangelho até os confins da terra (At 8.4-6). Hoje não é diferente. Deus deseja que sejamos cheios do Espírito Santo para transpormos as barreiras culturais e, independentemente de onde estivermos, alcancemos pessoas para Cristo. Isso não é uma tarefa apenas dos missionários, mas de todos que fazem parte da Igreja de Cristo (Mt 28.19,20).

 

  1. Perseverar em oração.

Depois que receberam de Jesus a promessa do Espírito Santo os discípulos voltaram para Jerusalém e foram diretamente para o cenáculo. Ali, juntamente com as mulheres, se reuniam para orar e buscar ao Senhor (At 1.14). É interessante notar que eles não ficaram ociosos enquanto esperavam a promessa. Eles se entregaram à oração. Algumas pessoas erroneamente pensam:  Se Deus prometeu Ele vai cumprir, não importa o que eu faça. Não! A promessa os impulsionou a buscar mais ao Senhor e perseverar em oração. Essa deve ser a atitude de cada crente que já recebeu as muitas promessas registradas na Bíblia. Uma vida de busca ao Senhor, em oração, deve ser o desejo do jovem que almeja que os planos de Deus se cumpram em sua vida (1 Ts 5.17).

 

Pense

Por que Jesus fez a promessa do recebimento da virtude do Espírito?

 

Ponto Importante

Jesus já tinha avisado aos seus discípulos que eles receberiam o Espírito Santo e poder para testemunhar por todo o mundo (At 1.8).

 

SUBSÍDIO

"Paulo acreditava que 'tudo que dantes [isto é, no Antigo Testamento] foi escrito para nosso ensino foi escrito' (Rm 15.4), também os pentecostais acreditam que tudo que está registrado em Atos, nos Evangelhos ou nas Epístolas, tem o propósito de instruir. Há motivo suficiente, portanto, para concluir que Lucas pretendia ensinar a Teófilo um modelo que este podia considerar normativo para a formulação de doutrina, prática e experiência.

 

Os pentecostais não estão sozinhos na posição teológica quanto às narrativas históricas. I. Howard Marshall, evangélico não pentecostal de destaque, propõe que Lucas era tanto historiador quanto teólogo. Sendo correta a opinião de Marshall, o material de Lucas, da mesma forma que o dos demais teólogos do Novo Testamento, é fonte válida para as normas de doutrina e prática cristãs. Menzies observa que há 'um corpo crescente de erudição substancial que aponta na direção de uma nítida teologia lucana do Espírito em Lucas/Atos, apoiando o conceito da 'normatividade'. Gary B. McGee cita mais estudiosos com opiniões semelhantes a respeito da natureza teológica dos escritos de Lucas. Conclui: 'Hermeneuticamente, portanto, os pentecostais fazem parte de uma linhagem respeitada e histórica de cristãos evangélicos que têm reconhecido legitimamente que Atos dos Apóstolos é um repositório vital de verdades teológicas'" (HORTON, Stanley M.  Teologia Sistemática. Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996).

 

CONCLUSÃO

 

A promessa do recebimento da virtude do Espírito foi afirmada no Antigo Testamento e ratificada no Novo. Tal revestimento de poder não foi somente para as pessoas nos dias de Jesus, mas para todos que creem até os dias de hoje. Deus deseja que recebamos essa virtude para sermos suas testemunhas até os confins da terra.

HORA DA REVISÃO

 

  1. Por que o livro de Atos é diferente dos demais?

Porque ele é o único livro que trata especificamente do que aconteceu depois da ascensão de Jesus. Ele não é um Evangelho e também não é uma Carta, mas é um livro histórico e ao mesmo tempo doutrinário.

 

  1. Cite um exemplo da promessa do derramamento do Espírito Santo feita no Antigo Testamento.

O profeta Joel fala da promessa de Deus sobre a vinda da virtude do Espírito (Jl 2.28,29).

 

  1. Quais as instruções de Jesus para se cumprir a promessa?

Que eles, os discípulos, ficassem em Jerusalém.

 

  1. O que os discípulos fizeram enquanto aguardavam a promessa?

Eles ficaram em Jerusalém conforme Jesus havia pedido e perseveraram em oração (At 1.12-14).

 

  1. Por que é importante o crente buscar a virtude do Espírito?

É importante, pois o revestimento de poder do alto nos ajuda a sermos testemunhas de Cristo e a realizarmos sua obra.

 

 

Lição 2 - E todos foram cheios do Espírito Santo

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019 | Revista: Professor | Fonte: Lições Bíblicas de Jovens, CPAD

 

TEXTO DO DIA

 

 "E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem."

(At 2.4)

 

SÍNTESE

Conforme havia prometido Jesus, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio, todos foram cheios e falaram em novas línguas.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - At 2.1

A união de propósitos

TERÇA - Mc 16.17

A promessa de falar novas línguas

QUARTA - At 2.4

Falando em outras línguas

QUINTA - Lc 24.49

O Espírito Santo como revestimento de poder

SEXTA - Rm 15.19

Pregando no poder do Espírito Santo

SÁBADO - Gl 5.16

Andando no Espírito

DOMINGO - 1 Jo 3.24

O Espírito Santo como um presente divino

 

OBJETIVOS

 

I - MOSTRAR  a expectativa da promessa no Pentecostes;

II - DESTACAR os sinais que ocorreram no Pentecostes e que evidenciaram que todos foram cheios do Espírito Santo;

III - MOSTRAR o propósito do Espírito Santo na vida do crente. Interação

Veja também:

1) O Espírito Santo e o Dia de Pentecostes – Clique Aqui

2) A Vida Segundo o Espírito – Clique Aqui

3) O Espírito Santo e seus símbolos – Clique Aqui

INTERAÇÃO

No dia de Pentecostes, marcado pela descida do Espírito Santo, um  novo tempo foi estabelecido para os cristãos. Naquele dia algo sobrenatural aconteceu e transformou todos aqueles que estavam orando no cenáculo. Muitos na atualidade, infelizmente, não acreditam que o que aconteceu no Pentecostes é para os nossos dias. No entanto, o Senhor Jesus continua curando, salvando e batizando com o Espírito Santo. Na aula desse domingo, estudaremos a respeito da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Inicie a aula fazendo as seguintes perguntas:  "O que o Espírito Santo realiza na vida do crente?" Como era sua vida antes do batismo com o Espírito Santo e como ficou depois?" Deixe-os falar e pergunte se lembram de textos bíblicos que apóiem suas respostas. Estimule-os a refletirem a respeito das características que uma pessoa cheia do Espírito Santo deve ter. Peça que destaquem pessoas que eles consideram serem cheias do Espírito Santo.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Atos 2.1-13

1        Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

 2       e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3        E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

4        E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5        E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6        E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7        E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?

8        Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?

9        Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,

10      e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),

11      e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

12      E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

13      E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Conforme Jesus havia prometido, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre aqueles que aguardavam a promessa. Esse evento foi a confirmação de que os discípulos seriam cheios de poder para poderem testemunhar com ousadia e impactar seus ouvintes acerca do que conheciam. Alguns sinais foram experimentados apenas naquele dia, como o som semelhante a um vento impetuoso e as línguas partidas como que de fogo sobre a cabeça deles, mas a promessa da vinda do Espírito Santo como revestimento de poder, com o falar em línguas estranhas, continua real em nossos dias. A descida do Espírito Santo marcou o início de um novo tempo em que aqueles primeiros cristãos seriam capacitados e impelidos a levaram o Evangelho. A divulgação das Boas Novas não ficaria restrita a Jerusalém ou somente a Israel, mas para toda a terra (At 1.8). A vinda do Espírito tem essa finalidade na vida do crente, de fazê-lo testemunhar do amor de Cristo a todos, sem distinção.

 

I - A EXPECTATIVA PARA A PROMESSA

 

  1. Unidos no mesmo propósito.

A partir do momento que Jesus ordenou que os apóstolos não se ausentassem de Jerusalém, eles permaneceram unidos ali. Voltaram para a cidade juntos, foram ao cenáculo juntos, decidiram o substituto de Judas juntos (At 1.24,25) e continuaram juntos no dia de Pentecostes quando desceu o Espírito Santo.

 

Há poder na unidade. O salmista declara que "quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" (Sl 133.1). Deus se agrada quando seus filhos estão unidos, e Ele se manifesta quando estão imbuídos no mesmo propósito. Certa vez, Jesus afirmou: "Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus" (Mt 18.19). No cenáculo, todos estavam no mesmo propósito, em concordância aguardando a promessa do Espírito Santo.

 

  1. Oração, indispensável para o cumprimento da promessa.

Alguém já sugeriu que a oração é a forma que temos de tocar os céus. Sim, a oração do crente é ouvida por Deus,  mesmo naqueles momentos que nos sentimos fracos espiritualmente, o Senhor está com seus ouvidos atentos à nossa voz. O profeta Isaías nos lembra: "Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir" (Is 59.1).

 

A Bíblia relata que aqueles homens e mulheres "perseveraram unanimemente em oração e súplicas" depois de ter recebido do próprio Jesus a certeza da vinda do Espírito Santo. Nunca devemos pensar que somente pelo fato de termos recebido uma promessa divina não precisamos mais orar. Ao contrário, a oração deve ser a "mola propulsora" do crente que deseja que Deus realize todos os seus planos em sua vida. Mesmo aquela oração breve, mas com fervor, é válida. Como disse o pregador e escritor John Bunyan: "Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração".

 

  1. A imprevisibilidade da sua chegada.

O texto nos mostra que aqueles homens e mulheres estavam numa grande expectativa pelo cumprimento da promessa. Todos juntos no mesmo lugar, em oração, e restava apenas a vinda daquEle que é o Consolador e que os encheria de poder. E, de repente, sem aviso prévio, veio um som do céu "como de um vento impetuoso" (At 2.2). Embora aquelas pessoas aguardassem a promessa, elas não tinham ideia de quando ia acontecer de fato. Deus age assim em nossas vidas; de repente, Ele cumpre e envia sua bênção sobre nós. E muitas vezes isso acontece quando apenas descansamos nos seus braços e aguardamos o seu tempo.

 

Pense

Qual deve ser nossa atitude enquanto aguardamos uma promessa de Deus em nossas vidas?

 

Ponto Importante

A busca contínua por Deus deve caracterizar nosso viver enquanto aguardamos algo da parte do Senhor. Uma vida piedosa de oração nos dará mais paz no período de espera.

 

II - CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO

 

  1. Sinais da presença do Espírito Santo.

Quando da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, alguns sinais sobrenaturais aconteceram. Primeiro um "som" do céu como de um vento. Depois do som, diz o texto diz que foram vistas "língua repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles" (At 2.3). João Batista já havia falado do batismo "com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11). Na Bíblia, o fogo simboliza "purificação" e é um sinal da atuação divina.

 

  1. Falando em outras línguas.

A Bíblia relata que "todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". Esse sinal, as línguas estranhas, demonstrou claramente que era algo divino acontecendo naquele local, pois aqueles homens, de repente, começaram a emitir palavras de uma língua desconhecida. Falavam aquilo que o Espírito Santo concedia que proferissem. O termo usado no grego refere-se a um falar inflamado ou entusiasmado. Eles não estão pregando, mas exaltando a Deus no poder do Espírito naquele momento especial. Não foi a jubilosa oração em línguas do grupo de discípulos que levou aquelas pessoas ao arrependimento, mas a pregação poderosa de Pedro. Porém as línguas foram sim um sinal de que aquele acontecimento era divino. Por isso, afirmamos que o batismo no Espírito Santo tem, como evidência inicial, o falar em novas línguas.

 

  1. Alcançando outras nações.

Interessante perceber que havia naquele dia pessoas de muitas nações, em torno de 15 regiões do vasto Império Romano. E eles entenderam o que fora dito em suas línguas maternas. Aquele episódio marcou o começo da Igreja cristã e o início de uma obra multilíngue de âmbito internacional que continua até os nossos dias. Mais tarde Pedro, cheio do Espírito Santo, profere um sermão poderoso que atinge o coração daqueles homens e ao final quase 3 mil pessoa creem e foram batizadas (At 2.41)

 

Pense

Por que ocorreram aqueles sinais no dia de Pentecostes?

 

Ponto Importante

Os sinais, no dia de Pentecostes,  demonstraram que aquele evento se tratava de algo divino. Quando buscamos ser continuamente cheios do Espírito Santo as pessoas veem Deus em nossas vidas.

 

III - O PROPÓSITO DO ESPÍRITO SANTO

 

  1. Toda pessoa nascida de novo tem o Espírito Santo.

Toda pessoa que aceita a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador passa a ser templo, morada do Espírito Santo (1 Co 6.19). É o Espírito Santo que nos dá a certeza de que somos filhos de Deus pelo amor que nos foi derramado (Rm 5.5). Não existe a possibilidade de ser um crente sem ser a morada do Espírito Santo. Segundo Tiago, o Espírito Santo tem ciúmes daqueles em quem habita (Tg 4.5).

 

  1. O batismo com o Espírito Santo como revestimento de poder.

No Evangelho de Lucas, Jesus afirma aos seus discípulos que eles receberiam a promessa do Pai e seriam revestidos de poder (Lc 24.49). Esse poder os ajudaria a cumprir a missão de pregar a Palavra de Deus a todas as nações sem a presença visível de Cristo, mas com a presença invisível do Espírito Santo (Mt 28.18-20). Myer Pearlman declara que "a característica principal dessa promessa é o poder para o serviço, e não a regeneração para a vida eterna". Cremos no batismo com o Espírito Santo como uma experiência distinta da salvação e que tem o objetivo de capacitar o crente com poder para que ele testemunhe de Cristo e sirva à Igreja para a edificação do Corpo de Cristo.

 

 

 

  1. O Espírito Santo como guia e santificador.

Jesus disse aos seus discípulos que o Espírito da Verdade os ensinaria todas as coisas e os faria lembrar-se de tudo que Ele havia dito (Jo 14.26). Ele também disse que o Espírito Santo os guiaria em toda verdade (Jo 16.13). Em um mundo com tantas atrações, ventos de doutrina e filosofias, como é bom saber que o Espírito Santo, que habita em nós, nos guia àquilo que é verdadeiro e que agrada a Deus. Esse mesmo Espírito também nos santifica, nos alertando toda vez que corremos perigo de pecar contra Deus. E toda vez que queremos e realizamos algo que agrada ao Senhor sabemos que não é por vontade nossa, mas procede do próprio Espírito Santo que efetua em nós tanto o querer como o realizar (Fl 2.13). Que maravilha sabermos que temos esse tesouro habitando em nós, nos santificando, guiando e nos ajudando em momentos de fraqueza. E até mesmo quando não sabemos orar Ele nos ajuda levando ao Pai nossas orações e súplicas (Rm 8.26,27).

 

Pense

O que o batismo com o Espírito Santo faz na vida crente?

 

Ponto Importante

O batismo com o Espírito Santo é um revestimento de poder na vida do crente para testemunhar o Evangelho, e as línguas estranhas são a evidência inicial desse batismo.

 

 

SUBSÍDIO

 

"Este dom inaugural do Espírito Santo no dia de Pentecostes é um evento fundamental na teologia da história da salvação apresentada por Lucas. Não admira observar que Lucas oferece uma descrição de muitas partes para a transferência do Espírito. Devido à dimensão carismático-profética do Pentecostes, a expressão favorita de Lucas, 'cheio do Espírito Santo', aproxima-se melhor do pleno significado do dom do Espírito. Contudo, nenhuma expressão isolada é suficientemente abrangente para transmitir de maneira adequada o significado completo do evento. Portanto, na narrativa, de Lucas, temos ao mesmo tempo um revestimento, um batismo, uma capacitação, um enchimento e um derramamento do Espírito. Conforme Lucas usa as expressões, vemos que são essencialmente sinônimas. Cada expressão fornece nuances distintivas e importantes para o significado do fenômeno complexo"  (STRONGSTAD, R. A Teologia Carismática de Lucas. Trajetórias do Antigo Testamento de Lucas-Atos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995).

 

CONCLUSÃO

 

O Espírito Santo desceu para cumprir a promessa de que seriam cheios de poder para testemunhar por toda a terra. Essa promessa ainda é válida para a Igreja hoje, pois Deus deseja encher e capacitar seus filhos para que cumpram a Grande Comissão.

 

HORA DA REVISÃO

 

 

 

  1. Quando ocorreu a descida do Espírito Santo?

A descida do Espírito Santo ocorreu no Dia de Pentecostes, festa judaica importante, 50 dias após a Páscoa (At 2.1).

 

  1. O que significou aqueles sinais da vinda do Espírito no Dia de Pentecostes?

Significou que aquele acontecimento era, de fato, de origem divina. Aqueles sinais deixaram claro às pessoas que Deus havia realizado algo (At 2.2).

 

  1. Por que é importante para o crente ser cheio do Espírito Santo?

É importante para que viva de forma plena e santa, a fim de que possa ser uma testemunha eficaz de Cristo.

 

  1. Quais são algumas das atribuições do Espírito Santo na vida do crente?

O Espírito Santo tem o propósito de nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar-se de tudo que Ele havia dito (Jo 14.26). Ele também nos guiaria em toda verdade (Jo 16.13). Também nos santifica levando-nos a parecer cada vez mais com Cristo (1 Co 11.1).

 

  1. Como podemos identificar que uma pessoa está deixando o Espírito Santo guiar sua vida?

Por manifestar no seu dia a dia o fruto do Espírito.

 

 

 

 

Lição 3 - A Cura do Coxo e Seus Efeitos

 

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019 TEXTO DO DIA

 

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo."(1 Pe 1.15,16)

 

SÍNTESE

A santidade de Deus, o atributo da sua perfeição moral, é a razão que nos inspira ao vivermos de maneira santa e íntegra neste mundo.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA - Mc 16.17

Estes sinais seguirão aos que crerem

TERÇA - 2 Co 4.7

Temos um tesouro em vasos de barro

QUARTA - Fl 2.9

O nome de Jesus é sobre todo o nome

QUINTA - Sl 9.11

Louvai ao Senhor e anunciai os seus feitos

SEXTA - Rm 11.36

Toda a glória a Jesus

SÁBADO - 1 Co 1.23

Devemos pregar a Cristo crucificado

 

OBJETIVOS

 

I- MOSTRAR a condição do coxo que era colocado todos os dias à porta do  Templo chamada Formosa;

II - DESTACAR a ousadia dos apóstolos e a cura do coxo;

III- RESSALTAR o discurso de Pedro no Templo após ter ocorrido o milagre.

 

Veja também:

  • A Maravilhosa Cura Divina
  • A Cura da Mulher que Tinha um Fluxo de Sangue
  • A Cura do paralítico de Betesda

 

  • A cura divina nos dois testamentos bíblicos

 

INTERAÇÃO

Querido (a) professor(a), depois da descida do Espírito Santo, estudaremos os milagres ocorridos no livro de Atos. Qual foi a reação dos seus alunos nas primeiras duas aulas? Cremos que o livro de Atos tem um poder singular de fazer uma "ponte" com a Igreja dos dias atuais. Vivemos circunstâncias parecidas em que a promessa do batismo com o Espírito Santo ainda é válida para nós. Deus deseja nos revestir de poder do alto para dar cumprimento à missão que Jesus nos incumbiu. No decorrer da aula, reforce a ideia de que precisamos estar em comunidade, ajudando um ao outro em amor para que o mundo veja que somos discípulos de Cristo. Diga que mesmo enfrentando perseguições, tenhamos fé naquEle que nos chamou, pois Jesus continua realizando milagres. Converse com seus alunos e destaque que o livro de Atos não é apenas uma obra histórica sobre a Igreja Primitiva. Cremos nele como algo normativo para a nossa vivência de fé. Em um mundo cada vez mais racionalista, humanista e materialista, ressalte que podemos mergulhar nesses relatos de fé, poder e agir do Espírito Santo e buscarmos sua atuação nos dias de hoje.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Mostre aos seus alunos um exemplar do jornal Mensageiro da Paz. Diga que ele é um órgão de comunicação oficial da Assembleias de Deus no Brasil. O Mensageiro da Paz tem uma página exclusiva para testemunhos. Embora pareça que não vemos muitos milagres acontecendo, Deus nunca parou de realizar curas e maravilhas e demonstrar seu poder. Abra um espaço para um momento de testemunhos em que os alunos possam compartilhar algum milagre que Deus realizou em suas vidas. No entanto enfatize que Deus não deseja que venhamos buscá-lo apenas pelos milagres, como acontecia com muitos na época de Jesus, mas que busquemos a Ele como Senhor de nossas vidas.

 

 

 

TEXTO BÍBLICO

Atos 3.1-16

 

1        Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.

2        E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.

3        Ele, vendo a Pedro e a João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.

 4       E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.

5        E olhou para eles, esperando receber alguma coisa.

6        E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.

7        E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e tornozelos se firmaram.

8        E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.

9        E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

10      e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à Porta

 

         Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro pelo que lhe acontecera.

11      E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão.

12      E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?

13      O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.

14      Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida.

15 E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas.

16 E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Depois da efusão do Espírito Santo e as primeiras conversões, o livro de Atos vai discorrer a respeito dos vários milagres realizados pelos apóstolos e discípulos de Cristo. Maravilhas aconteciam pelas mãos dos discípulos. No relato bíblico que estudaremos na lição deste domingo, Pedro e João sobem ao Templo e se deparam com uma cena até comum naqueles tempos - pedintes na porta do Templo. Pedro e João, crendo no que possuíam, ofereceram ao homem aquilo que lhe era mais valioso. Que essa lição  contribua para nos conscientizar de que temos um tesouro de valor inestimável que deve ser partilhado com todos que não o possuem.  Embora devamos também ajudar as pessoas em suas necessidades físicas precisamos apresentar Jesus aos necessitados, pois Ele pode tanto curar os sofrimentos físicos como salvar um pecador.

 

I - UM COXO À PORTA DO TEMPLO

 

  1. Uma porta chamada Formosa.

Quando Pedro e João subiram ao templo na hora nona, ou seja, três da tarde, eles se depararam com um homem coxo que ficava na Porta Formosa. Essa porta era provavelmente a porta Nicanor, feita de bronze e que ficava entre o pátio dos gentios e o das mulheres. Flavio Josefo indica que a principal e maior porta do Templo era feita do mais caro bronze, mais belo que o ouro. Essa porta podia ser acessada pelo pórtico de Salomão.

  1. Uma vida de exclusão.

Junto a esta linda e pomposa porta, vemos uma cena triste e desanimadora. Um coxo de nascença que era colocado ali todos os dias para pedir esmolas aos que entravam. Segundo o professor de Novo Testamento, Craig S. Keener, a organização do Templo, concentrada na questão da pureza, teria excluído os fisicamente incapacitados dos pátios internos. Essa é, infelizmente, uma cena um tanto comum no Brasil, onde vemos muitos excluídos da sociedade em razão de suas limitações físicas e mentais. Mas, como cristãos, devemos sempre lembrar de que Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34). Jesus mesmo deu atenção àqueles considerados indignos e desprezados pela sociedade (Jo 5.1-9).

 

  1. Um pedido e um olhar.

O coxo, vendo que Pedro e João iam entrar no templo, pediu-lhes uma esmola (v.3). Pedro e João não apenas olharam para o coxo com compaixão, mas fitaram os olhos nele. Fitar que dizer "mirar", "firmar" os olhos em alguém. É o olhar de misericórdia que os crentes devem ter para com os necessitados. Cheios da autoridade do Espírito Santo, Pedro e João compeliram o coxo a olhar para eles (v.4). Jesus declarou que somos a luz do mundo (Mt 5.14). As pessoas vão até à luz para poderem enxergar. Que sejamos como os dois apóstolos e que venhamos oferecer aos necessitados o que há de melhor nesta vida: Jesus Cristo.

 

Pense

O que podemos fazer em prol dos necessitados?

 

Ponto Importante

Deus não faz acepção de pessoas.

II - A CURA DO COXO

 

 

 

  1. O dinheiro não resolve tudo.

O coxo olhou para Pedro e João esperando receber deles alguma coisa (v.5). Quando estamos na presença de Deus, como os dois apóstolos que iam orar no Templo, as pessoas olham para nós esperando receber algo diferente. O dinheiro pode e muito ajuda os carentes e necessitados, contudo há muitas situações em que o dinheiro não pode resolver problema algum. O dinheiro não pode comprar a salvação da alma (Mc 8.36-38). Ele também não pode curar determinadas doenças, como no caso de Naamã.  Ele era rico, chefe do exército da Síria, porém leproso (2 Rs 5).

 

  1. Compartilhando Jesus.

Após deixar claro ao coxo de que não possuíam ouro nem prata, Pedro e João compartilharam aquilo que possuíam. Eles não foram indiferentes à necessidade do coxo, nem egoístas. Eles disseram: O que tenho, isso te dou (v.6). Só podemos dar aquilo que temos e a Bíblia diz que é melhor dar do que receber (At 20.35). Sempre haverá oportunidades para compartilharmos Jesus. As pessoas estão carentes de algo que lhes dê sentido e propósito de vida. Sem Jesus as pessoas ficam sem rumo e sem esperança, mas Jesus veio para dar vida e vida com abundância (Jo 10.10).

 

  1. O milagre da cura.

Pedro e João estavam tão convictos do poder de Deus e tão cheios do Espírito Santo que não fizeram uma extensa pregação, nem fizeram uma longa oração. Eles apenas disseram: "Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda" (v.6). Crendo no milagre tomaram-no pela mão e o levantaram. O texto então relata que os pés e tornozelos do homem se firmaram, e ele começou a saltar. Que maravilha, aquele homem que nunca havia entrado no templo agora entra andando, saltando e louvando ao Senhor. O nome de Jesus é poderoso para salvar, libertar e curar. E Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8). Deus deseja operar milagres no meio do seu povo e você têm um papel fundamental nisso, pois sua coragem e fé serão canais para que as maravilhas continuem acontecendo. Que venhamos crer e tomar posse da autoridade que o Senhor Jesus nos outorgou.

 

Pense

Você crê que Deus continua operando milagres e maravilhas na atualidade?

 

Ponto Importante

A Bíblia afirma claramente que Jesus não mudou (Hb 13.8), portanto Ele continua a realizar maravilhas. Precisamos crer.

 

III - O DISCURSO DE PEDRO NO TEMPLO

 

  1. Glória somente a Deus.

Logo após ter recebido o milagre da cura, o homem entrou no templo louvando a Deus (v.9). Ele sabia que quem havia feito aquilo era Deus - o único digno de louvor. Em momento algum o texto nos relata que ele exaltou a Pedro e João, os instrumentos de Deus para que o milagre acontecesse. Quem é de Deus jamais toma a glória para si. Porém, o povo começou a olhar para Pedro e João como se eles tivessem realizado aquilo. Mais uma vez os discípulos transferem a glória somente a Deus, dizendo que não foi a virtude nem santidade deles que havia realizado o milagre, mas apenas a fé no nome de Jesus fez aquele homem ter perfeita saúde (v.16). Em tempos em que se exalta tanto o homem por seus dons, é bom relembrar que mesmo sendo usados por Deus, não somos nada, e que a glória é somente do Senhor.

 

 

 

  1. Pregando a Cristo.

Pedro não se aproveitou da situação para se promover, mas aproveitou aquela oportunidade para pregar a Cristo. Ele começou discorrendo acerca do Deus de Abraão, de Isaque e Jacó, que glorificou o seu filho Jesus, a quem eles rejeitaram (v.13). Mas esse Jesus, que eles haviam crucificado, ressuscitou e realizou aquele milagre. O apóstolo continua seu sermão falando que tudo era plano de Deus, mas que deveriam se arrepender e se converter ao Senhor para que seus pecados fossem perdoados. Todo milagre deve ser uma oportunidade para irmos além e pregarmos o caminho da salvação.

 

  1. Salvação, o maior milagre.

A pregação de Pedro enfatizou que o maior milagre é a conversão das pessoas ao Cristo ressurreto. Porém,  vemos que os sacerdotes e saduceus ficaram ressentidos pelo ensinamento deles e os prenderam. Isso nos mostra que nem sempre, aqui na terra, teremos boas recompensas por pregar o Evangelho, mas devemos pregá-lo "a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.2). No entanto, podemos ver que muitos dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses a quase cinco mil (At 4.4).

 

Pense

Você crê que Deus continua operando milagres e maravilhas na atualidade?

 

 

Ponto Importante

A Bíblia afirma claramente que Jesus não mudou (Hb 13.8), portanto Ele continua a realizar maravilhas. Precisamos crer.

 

SUBSÍDIO

 

A Porta Chamada Formosa

"Não há referência a essa porta em textos judaicos. Josefo, no entanto, se refere a uma porta feita de bronze sólido que era muito superior às outras nove portas, que eram apenas cobertas de prata e ouro, sem bronze. A porta poderia ser a Porta de Nicanor, tendo recebido o nome do homem que a financiou, e levava do átrio dos gentios ao átrio das mulheres.

 

Josefo também nos diz que, enquanto as outras portas tinham duas folhas de 30 côvados, 13 metros de altura e 15 de largura, esta porta tinha 15 metros de altura. O ouro e a prata dessa porta, doados por Alexandre, pai de Tibério, eram muito mais espessos do que os das outras portas. A tradição cristã, no entanto, a identifica como a Porta Susa ou a Porta Dourada" (BEERS, Gilbert V. Viaje Através da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 346).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A cura do coxo causou grandes efeitos não apenas naquele homem que sofria há tanto tempo, mas também proporcionou uma rica oportunidade para Pedro pregar para muitas pessoas. Os milagres são prova do poder de Deus, mas precisamos sempre colocar Cristo e seu plano de salvação além das maravilhas que Ele faz.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. A Porta Formosa dava acesso para qual local?

Dava passagem entre o pátio dos gentios e o das mulheres.

 

  1. Por que o coxo não adentrava no Templo?

Segundo o professor de Novo Testamento Craig S. Keener a organização do Templo, concentrada na questão da pureza, teria excluído os fisicamente incapacitados dos pátios internos.

 

  1. Segundo a lição, o que o dinheiro não pode comprar?

Ele não pode comprar a salvação.

 

  1. O que temos de mais precioso para oferecer às pessoas?

Jesus Cristo.

 

  1. O que aconteceu com Pedro e João depois do milagre e da pregação na porta do Templo?

Pedro e João aproveitaram aquela oportunidade para pregar a Cristo.

 

Lição 4 - Ananias e Safira e a mentira ao Espírito Santo

 

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019

 TEXTO DO DIA

"Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?"  (At 5.3)

 

SÍNTESE

A mentira é algo abominável para o Senhor.

 

Agenda de leitura

SEGUNDA - Êx 20.15

Não furtarás

TERÇA - Pv 9.10

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria"

QUARTA - Ef 4.25

Abandonemos a mentira

QUINTA - Sl 101.7

O que usa de engano não ficará na casa do Senhor

SEXTA - Cl 3.9

Não mintais uns aos outros

SÁBADO - 1 Cr 29.17

Deus se agrada de um coração sincero

 

 

 

Objetivos

ANALISAR a fraude de Ananias e Safira;

DESTACAR as consequências da mentira;

RESSALTAR que o cristão deve viver de maneira reta e íntegra em todas as áreas de sua vida.

 

Interação

 

Parece-nos, às vezes, que existem "pecadinhos" e "pecadões". Na verdade não existe! O que diferencia os erros são as consequências. Você já contou uma mentirinha? Quais foram as consequências? Na lição desse domingo veremos que uma mentira custou a vida de um casal. Isso pode parecer cruel, mas ao longo da lição veremos que a falta de temor a Deus e a mentira podem trazer sérios danos e graves consequências para o crente. Que a lição de hoje possa conscientizar seus alunos de que o temor a Deus evita que o crente peque.

 

Orientação Pedagógica

 

Pergunte aos seus alunos quais as mentiras mais comuns que eles constumam ouvir. Depois de ouví-los, sugira que falem a respeito de alguma técnica que podemos utilizar para saber se alguém está mentindo.  Em seguida faça a seguinte pergunta:  "Como podemos vencer a tentação de mentir ou de não falar toda a verdade?" Faça-os refletirem a respeito do fato de que podemos cair no mesmo pecado que tanto condenamos em outras pessoas. Oriente-os a discutirem a respeito de como a mentira pode causar sérias consequências às pessoas, sejam crentes ou não. Finalize explicando que o jovem crente deve ser padrão dos fiéis em tudo, por isso deve sempre falar a verdade (1 Tm 4.12).

 

Texto bíblico

Atos 5.1-13

 

1        Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade

2        e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.

3        Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?

4        Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

5        E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.

6        E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.

7        E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.

8        E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto.

9        Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

10      E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a sepultaram junto de seu marido.

11      E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas.

12      E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão.

13      Quanto aos outros, ninguém ousava ajuntar-se com eles; mas o povo tinha-os em grande estima.

 

INTRODUÇÃO

 

Os relatos a respeito dos acontecimentos sobrenaturais no livro de Atos continuam no capítulo cinco. A comunidade dos crentes do primeiro século crescia e todos estavam em comunhão. Havia um compartilhamento dos bens materiais naquele momento a fim de que ninguém passasse necessidade. Os apóstolos testemunhavam com poder a respeito do Cristo ressurreto. O ambiente era tão fraterno que muitos vendiam suas propriedades e davam à Igreja para abençoar os mais carentes. Contudo, nesse ambiente, ainda havia os falsos irmãos em Cristo. Por falta de temor e verdade, um casal quis enganar os apóstolos e entregar apenas parte do dinheiro de uma venda como se fosse o valor total. Isso trouxe terríveis consequências para o casal e em um temor muito grande sobre o Corpo de Cristo.

I - O ENGANO NA OBRA DE DEUS

 

  1. A comunidade cristã.

O capítulo quatro do livro de Atos diz que era um o coração e alma da multidão dos que criam (v.32). Tudo era em comum, pois as pessoas que possuíam propriedades vendiam e traziam o valor aos apóstolos que o distribuíam entre os necessitados (At 4.32-35). A igreja de Jerusalém era realmente uma família, de forma que as necessidades de qualquer irmão, principalmente das viúvas sem sustento, foram supridas por essa arrecadação central. A generosidade era o traço principal daqueles irmãos que não colocavam os bens materiais, o dinheiro, como prioridade em suas vidas (1 Tm 6.10).

 

  1. Dando lugar ao Diabo.

Mesmo em meio a um ambiente fraterno no qual temos o belo exemplo de Barnabé, que vendeu sua propriedade e colocou o dinheiro aos pés dos apóstolos (At 4.36,37), houve um casal que deu lugar ao Diabo. Os nomes deles eram Ananias e Safira. O texto nos diz que eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor (At 5.1,2) e levaram, então, uma parte aos apóstolos. O apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, logo o repreendeu dizendo que ele (Ananias) tinha dado lugar ao Diabo. A Bíblia diz: "Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pd 5.8). Temos de estar em constante vigilância para não darmos lugar ao Diabo em nossas intenções ou atitudes. Cuidar do coração, pois é enganoso (Jr 17.9) e fugir da aparência do mal (1 Ts 5.22) são atitudes que todos devem praticar.

 

  1. A mentira.

Ananias e Safira mentiram em relação à quantia da venda da propriedade. O que se destaca no texto é que Pedro afirma que o casal não mentiu aos homens, mas mentiram e tentaram enganar a Deus (At 5.4). O ato deles foi uma fraude. Um ditado popular diz que "a mentira tem pernas curtas". Porém, mais do que isso, sabemos que a mentira é uma afronta ao Espírito Santo de Deus e que o pai da mentira é o Diabo (Jo 8.44). Apocalipse 22.15 afirma que "ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira". Dizer que é crente e burlar contas, fraudar governo, empresas ou igreja, é um ato abominável diante de Deus. Nossa palavra deve ser sim, sim, ou, não, não. O que for fora isso é de procedência maligna (Mt 5.37)

 

Pense

Por que em uma comunidade de pessoas cristãs havia um casal que se deixou corromper?

 

Ponto Importante

Mesmo nos ambientes cristãos haverá pessoas que não foram transformadas pelo Espírito Santo.

 

II - AS CONSEQUÊNCIAS DA FRAUDE

 

  1. Morte do casal.

A consequência da fraude foi a pior possível para o casal. Assim que Pedro repreendeu Ananias, a respeito da mentira a Deus, ele caiu e morreu. Três horas depois, sua esposa Safira aparece e Pedro a questionou. Porém, ela também  mentiu (v.8). Assim sendo, a sentença de morte é pronunciada, e ela, da mesma forma, caiu e morreu. A mentira sempre trará consequências terríveis. Paulo diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e embora Deus perdoe aqueles que se arrependem de seus pecados (1 Jo 1.9), eles terão sempre que encarar as consequências. O rei Davi, mesmo reconhecendo e recebendo o perdão do Senhor pelo seu adultério e homicídio, enfrentou duras consequências no meio de sua família.

 

  1. Temor entre o povo.

Podemos questionar o fato de que esse casal mereceu a morte por causa de uma mentira. Atualmente, não seria muita gente morta em virtude do mesmo pecado? Talvez tal punição tenha se dado por se tratar de uma situação singular. A Igreja estava no seu nascedouro e a hipocrisia e o engano, sem punição, poderiam causar grande estrago àquela primeira comunidade. A Palavra de Deus diz que assim que Ananias caiu e expirou, veio um grande temor sobre todos os que ouviram; da mesma forma aconteceu quando Safira morreu (vv.5,11). Esse juízo rápido e severo da parte do Senhor ajudou os crentes a manter o respeito pelas coisas de Deus. Infelizmente vivemos dias em que o temor a Deus e às suas coisas está longe de muitas pessoas. Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7); e não há nada escondido que não venha ser revelado (Lc 12.2). Por isso andemos com temor e tremor diante do Senhor, com zelo pela sua obra (Jr 48.10).

 

  1. Continuação dos milagres.

É Interessante notar que aquele trágico episódio não causou uma evasão na igreja, ou uma repreensão aos apóstolos de que estavam sendo duro demais com as pessoas da comunidade. Pelo contrário, logo após o triste episódio, podemos ver que muitos sinais e prodígios eram feitos pelas mãos dos apóstolos (v. 12). Aquela severa punição causou um grande temor entre todos (v.11) e muitos sinais e prodígios eram feitos fazendo aumentar o número de crentes (v.14). Quando há temor a Deus a glória do Senhor desce. Portanto, precisamos nos despir do velho homem e estar na presença do Senhor com integridade para vermos a sua glória (Cl 3.9,10).

 

Pense

Você já pensou nas consequências que a mentira pode trazer para a sua vida?

 

Ponto Importante

Através de uma mentira, pessoas, relacionamentos e instituições podem sofrer duramente. O cristão deve evitar a mentira sob quaisquer circunstâncias.

 

III - SINCERIDADE, INTEGRIDADE E VERDADE COMO TRAÇOS DO CARÁTER CRISTÃO

 

  1. O cristão precisa ser sincero.

O vocábulo sincero vem de duas palavras latinas, "sine" sem e "cera". Alguns trabalhadores cobririam imperfeições nas esculturas com cera. O senado romano teria decretado que toda escultura deveria ser entregue "sine cera", ou seja "sem cera". A partir daí, o termo teria assumido o significado de "sem trapaça", e posteriormente, sincero. O crente em Cristo também precisa viver uma vida "sem cera", ou seja, deve ser autêntico. Muitos hoje em dia são como aquelas esculturas da Roma antiga, querem maquiar suas ações reprováveis. Jesus disse que somos a luz do mundo (Mt 5.14), e que nossas obras devem resplandecer para glorificarem a Deus Pai (Mt 5.16). O oposto de sincero é falso, fingido, hipócrita. Jesus chamou de hipócritas os mestres da Lei e fariseus que exigiam das pessoas coisas que eles não conseguiam fazer, além da vaidade exterior que se esforçavam em possuir, mas cujo interior era como um sepulcro (Mt 23.1-31).

 

  1. Integridade em todo o tempo.

Em tempos difíceis como esses, em que há falta de integridade e caráter, precisamos prezar por uma vida íntegra em todo o tempo. Sejamos como Daniel, cuja integridade e lealdade eram tão pungentes que os seus inimigos não encontravam nada de que pudessem acusá-lo.

 

  1. A verdade acima de tudo.

Jesus disse que conheceríamos a verdade e ela nos libertaria (Jo 8.32). Ele é a própria verdade (Jo 14.6). O mesmo apóstolo João, em suas cartas, escreve: "Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade" (1 Jo 3.18). A vida do cristão deve ser um exemplo de alguém que anda na verdade. Mesmo que ela custe caro, como Daniel que, por andar na verdade de Deus, foi parar na cova dos leões. Contudo, o Senhor esteve ali com ele. Mesmo que custe o desprezo desse mundo que jaz no maligno (1 Jo 5.19). Mesmo que custe o abandono de amigos e a incompreensão da família. No entanto, a verdade deve sempre ser seguida em amor.

 

Pense

Você está disposto(a) a não negociar a verdade, custe o que custar?

 

Ponto Importante

Deus revela a sua vontade para aqueles que andam em sinceridade.

 

SUBSÍDIO 1

Ananias...caiu e expirou

"Deus feriu com severidade a Ananias e Safira (vv. 5,10), para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de Deus.

 

Um dos pecados mais abomináveis na igreja é enganar o povo de Deus no tocante ao nosso relacionamento com Cristo, trabalho para Ele, e a dimensão de nosso ministério.

 

Entregar-se a esse tipo de hipocrisia significa usar o sangue derramado de Cristo para exaltar e glorificar o próprio eu diante dos outros.

 

Esse pecado desconsidera o propósito do sofrimento e da morte de Cristo (Ef 1.4; Hb 13.12), e revela ausência de temor do Senhor (vv. 5,11) e de respeito e honra ao Espírito Santo (v. 3), e merece o justo juízo de Deus" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1638).

 

SUBSÍDIO 2

 

"E não se achava nele nenhum vício ou culpa" (6.4)

Quando abrimos os jornais ou constatamos na mídia televisiva a realidade das confabulações mentirosas, caluniosas envolvendo nossos políticos podemos entender como é difícil a vida política. [...] Daniel foi alvo dessa maldade dos seus pares dentro do palácio da Babilônia. Aqueles se tornaram inimigos de Daniel, sem que ele tivesse ofendido a qualquer um deles. Confabularam contra Daniel buscando alguma falha moral, material e mesmo religiosa, mas foram frustrados pela integridade dele (Dn 6.4,5). Osvaldo Litz escreveu em um livro: A Estátua e a Pedra, que o 'sucesso sempre exige um tributo'. Também o sucesso conseguido através da fidelidade e do esmero. A intenção do rei de promover a Daniel para o posto de maior poder no governo suscitou a inveja dos outros presidentes. Eles seriam passados para trás e um estrangeiro teria poder sobre eles. A integridade moral e política de Daniel para com o rei eram incontestáveis. Porém, destacava-se, também, a fidelidade de Daniel para com o seu Deus" (CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 92).

 

 

CONCLUSÃO

 

O triste episódio de Ananias e Safira nos traz importantes lições a respeito do temor e do andar em verdade. Em um mundo mergulhado na corrupção e no engano, Deus ainda nos chama para ser pessoas sinceras e íntegras, um exemplo de boas obras e a fim de que ninguém tenha nenhum mal para dizer de nós (Tt 2.7,8).

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Cite algumas características dos irmãos da Igreja Primitiva.

O coração e alma deles era um só. Tudo era em comum. Não havia necessitado entre eles. Vendiam suas propriedades e colocavam aos pés dos apóstolos.

 

  1. Qual foi a mentira que o casal Ananias e Safira contaram?

Eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor quando foram entregar aos apóstolos (v.2).

 

  1. Cite as consequências da fraude de Ananias e Safira.

A morte do casal e um temor muito grande que caiu sobre todos (vv. 5,10,11).

 

  1. Segundo a lição, cite um exemplo bíblico de integridade.

A sinceridade e integridade devem ser valores inegociáveis na vida de todo crente. João e Paulo nos exortam a viver uma vida regida pela verdade em todos os momentos.

 

  1. Como permanecer sincero em um mundo corrompido?

 

 

Lição 5 - Os discípulos são livres da prisão

 

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019

 

TEXTO DO DIA

"Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse: Ide, apresentai-vos no templo e dizei ao povo todas as palavras desta vida."

(At 5.19,20)

 

SÍNTESE

Por anunciarem o nome de Jesus, os apóstolos foram presos, mas o anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e os libertou.

 

Agenda de leitura

SEGUNDA - Lc 21.12

Jesus avisa que sofreríamos pelo seu nome

TERÇA - Tg 3.16

A inveja traz todo tipo de confusão e obra perversa

QUARTA - Ap 3.8

É Deus que abre portas

QUINTA - Mt 16.18

Nada pode deter o avanço da Igreja

SEXTA - Ne 4.7,8

Sempre haverá oposição na obra de Deus

SÁBADO - 2 Tm 4.2

Pregar a Palavra em tempo e fora de tempo

 

Objetivos

ANALISAR a oposição enfrentada pela igreja do primeiro século;

DESTACAR o agir de Deus na libertação dos discípulos da prisão;

ENFATIZAR que a obediência a Deus traz alegria e vitória.

 

Interação

 

Infelizmente ainda vemos notícias a respeito da perseguição religiosa contra cristãos. Já no início da igreja cristã, a perseguição começou com os judeus, depois com o Império Romano e tantos outros grupos ao longo da história. O Diabo sempre buscou uma forma de impedir o avanço da Igreja e seu propósito aqui na terra. E muitas vezes ele usa pessoas, até mesmo religiosas para esse fim. No entanto, podemos estar certos de que Deus é poderoso e estará sempre com aqueles que o servem. A obediência aos mandamentos do Senhor deve ser incondicional, mesmo que isso traga alguma consequência ruim. É gratificante saber que Jesus ressaltou, antes de subir aos céus, que Ele tem toda a autoridade e, em razão disso, poderíamos sair e pregar a todos o Evangelho (Mt 28.18-20). Jesus Cristo continua cuidando da sua igreja em todos os momentos, mesmo quando ela passa por provações diversas.

 

 

 

Orientação Pedagógica

 

Pesquise e faça um resumo das principais perseguições que a Igreja teve ao longo da história. Destaque desde o judaísmo, passando por impérios e regimes que tentaram impedir que o Evangelho fosse propagado. Também enfatize o fato de que Deus comanda a história e que exemplos como a queda do comunismo têm levado muitos a Cristo. A Igreja no ocidente é livre, mas enfrenta a perseguição ideológica. Discuta com seus alunos a respeito da Igreja Perseguida. Se desejar utilize o material da SENAMI (Secretaria Nacional de Missões/www.senami.org.br).

 

Texto bíblico

Atos 5.17-24

 

17      E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,

 18     e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública.

19      Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora, disse:

20      Ide, apresentai-vos no templo e dizei ao povo todas as palavras desta vida.

21      E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo e ensinavam.

         Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho e a todos os anciãos dos filhos de Israel e enviaram servidores ao cárcere, para que de lá os trouxessem.

22      Mas, tendo lá ido os servidores, não os acharam na prisão e, voltando, lho anunciaram,

23      dizendo: Achamos realmente o cárcere fechado, com toda a segurança, e os guardas, que estavam fora, diante das portas; mas, quando abrimos, ninguém achamos dentro.

24      Então, o capitão do templo e os principais dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo.

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

O livro de Atos revela que muitos prodígios e sinais eram feitos pelas mãos dos apóstolos. O povo os tinha em grande estima e a multidão dos que criam aumentava cada dia mais (At 5.12-14). O mover de Deus chamou a atenção dos habitantes que viviam nas cidades ao redor de Jerusalém, e as pessoas passaram a levar até lá os enfermos, atormentados e todos eram curados. No entanto, os líderes religiosos saduceus encheram-se de inveja e decidiram lançar os apóstolos na prisão.

 

A inveja é um sentimento diabólico e que traz efeitos terríveis. Porém, Deus, que vê todas as coisas, não permitiu que os apóstolos ficassem na prisão e realizou um grande milagre libertando-os. É sobre esse episódio extraordinário que vamos estudar na lição de hoje.

 

I - A OPOSIÇÃO À OBRA DE DEUS

 

  1. A oposição dos religiosos.

Sempre que a obra de Deus avança surgem oposições. O Diabo tentará usar de suas artimanhas para deter o progresso da Igreja, levantando tiranos, criando leis maléficas e trazendo perseguições. Contudo, neste caso a oposição veio justamente daqueles que deveriam se render e apoiar os discípulos de Jesus. Os religiosos opositores eram os saduceus, partido dos sacerdotes que controlavam o Templo e seu ser viço. Não foi à toa que Jesus criticou duramente os falsos religiosos que aparentavam piedade, mas não conheciam o poder de Deus (Mt 23). De fato, o próprio Senhor já havia predito aos seus discípulos de que seriam expulsos das sinagogas por eles (Jo 16.1-3).

 

  1. A inveja que corrói.

Os líderes religiosos se levantaram contra Pedro e João, pois encheram-se de inveja. A Palavra de Deus retrata a inveja como um sentimento terrível, um ácido que corrói e que causa todo tipo de comportamentos ruins: "Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda a obra perversa" (Tg 3.16).  Como cristãos, temos de nos livrar de toda inveja e nos encher do amor de Deus, que é paciente e bondoso. O invejoso se sente mal diante do sucesso dos outros, e isso Deus desaprova. Foi justamente esse sentimento maquiavélico que aqueles homens tiveram para com o trabalho que Deus estava fazendo por meio dos apóstolos. Que Deus nos guarde.

 

  1. A injustiça dos homens.

Aqueles homens invejosos não se limitaram ao seu sentimento abominável diante da obra do Senhor, mas lançaram os apóstolos na prisão (At 5.18). Quanta injustiça. Vivemos dias em que a injustiça impera em nosso mundo. Pessoas sendo injustiçadas em todos os âmbitos da sociedade, porém  Deus não tem prazer na iniquidade (Sl 5.4). Mesmo vivendo em um mundo marcado  pelas injustiças, podemos e devemos viver como santos, pois fomos alcançadas pela graça de Deus e mediante a fé crermos na justiça do Senhor revelada no Evangelho (Rm 1.17). Como discípulos de Jesus temos a certeza de que um dia Deus trará justiça plena a este mundo.

 

Pense

Por que o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele possuíam um sentimento tão destrutivo a ponto de lançar homens inocentes na prisão?

 

Ponto Importante

Os saduceus eram religiosos cegos e de corações endurecidos. Eles não conheciam o Deus verdadeiro.

 

II - A LIBERTAÇÃO DA PRISÃO

 

  1. Um anjo do Senhor liberta os apóstolos.

Depois de serem presos injustamente, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e tirou os apóstolos para fora. A Carta aos Hebreus diz que os anjos são "espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14). Podemos nos alegrar no Senhor pelo fato de que nada e  nem ninguém pode reter o propósito dEle para sua Igreja. Mesmo que venhamos a ser perseguidos, presos, as portas do inferno não prevalecerão jamais contra a Igreja (Mt 16.18). Jesus disse que Ele mesmo edificaria sua Igreja. O Evangelho tem chegado a muitos lugares hostis e verdadeiros milagres têm acontecido para a propagação da mensagem de salvação. Governos totalitários têm caído e a Palavra de Deus tem entrado transformando pessoas e comunidades.

 

  1. A perplexidade dos incrédulos.

Pela manhã, o sumo sacerdote convocou o Sinédrio e mandou buscar os apóstolos que estavam presos. Porém, os guardas não os acharam no cárcere. Relataram aos seus superiores que as portas estavam fechadas com toda segurança, as sentinelas em seus postos, mas quando abriram a cela, estava vazia. Isso deixou a todos perplexos, pois não conseguiam entender o que havia acontecido (At 5.24).  Sabemos que muitas pessoas, mesmo presenciando os milagres de Jesus, não creram nEle (Jo 12.37). Os líderes religiosos estavam diante de mais um milagre, mas mesmo assim ficaram somente na perplexidade e não creram na interferência divina. O comentarista bíblico Matthew Henry diz que "infelizes são aqueles que se sentem angustiados pelo êxito do Evangelho. Não podem deixar de ver que a Palavra e o poder do Senhor estão contra eles, e tremendo pelas consequências, mesmo assim seguem adiante."

 

  1. Da prisão ao Templo.

O anjo ordenou aos apóstolos que, quando livres, deveriam se apresentar no Templo e anunciar ao povo as palavras desta vida (At 5.20). E assim fizeram quando chegaram cedo pela manhã no Templo para ensinar. Com tal milagre aprendemos que não há cárcere tão escuro e nem tão seguro em que Deus não possa entrar, fazer um milagre, salvar e transformar. Mesmo que passemos por momentos tenebrosos, podemos ter a certeza de que Deus nos alcançará com sua mão poderosa para proclamarmos as maravilhas de seu amor, misericórdia e bondade. Assim como disse o salmista: "Tirou-me dum lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos; e pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR" (Sl 40.2,3).

 

Pense

Por que Deus não evitou que os apóstolos fossem presos?

 

 

 

Ponto Importante

Deus permitiu que os apóstolos fossem presos para revelar o seu poder e a sua soberania.

 

III - O QUE MAIS IMPORTA É OBEDECER A DEUS

 

  1. A Lei de Deus está acima das leis humanas.

Depois de terem encontrados pelas autoridades no Templo os apóstolos foram levados ao conselho. E mais uma vez o sumo sacerdote os interrogou, dizendo que já os tinha admoestado para que parassem de ensinar acerca de Jesus, pois estavam enchendo Jerusalém com a nova doutrina. Aqueles homens, tão obscurecidos por seu orgulho e pecado, não compreendiam que Jesus havia vindo para salvá-los. Apesar de mais uma advertência para deixarem de ensinar a respeito de Cristo, Pedro categoricamente declara: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29). Pedro não estava desobedecendo à lei, mas também não estava disposto a negociar a verdade para agradar os homens. Sabia que Deus estava acima de qualquer lei humana quando essa entrasse em conflito com os mandamentos divino (At 4.19).

 

  1. Um conselho prudente, com um julgamento equivocado.

Diante da determinação dos apóstolos de que continuariam a falar a respeito de Cristo e os muitos sinais que eram operados por eles, os líderes se enfureceram ainda mais e queriam matá-los. Porém, Gamaliel se levantou e deu um sábio conselho a todos. Gamaliel era um renomado fariseu, mestre de Paulo, representante da escola de Hilel, que favorecia uma interpretação mais liberal e humanizada da lei. Ele disse que outros movimentos já haviam se levantado em Israel, mas logo acabaram. Então, afirmou que se o movimento dos cristãos fosse coisa de homens, também iria se dissolver. Mas se fosse algo de Deus, não poderiam destruir ou fazer parar, pois seria como lutar contra o próprio Deus (At 5.34-38). E todos concordaram com ele. O conselho foi prudente por não incitar mais violência.

 

  1. Perseguidos, mas triunfantes.

As autoridades chamaram os apóstolos, açoitaram-nos, mandaram que não falassem mais no nome de Jesus e os deixaram ir. Mais uma vez a perseguição, a afronta e o sofrimento não impediram que eles propagassem o nome de Jesus. Será que os apóstolos ficaram desanimados, lamentando pelo que havia ocorrido? Não! O versículo 41 diz que eles saíram da presença do conselho se regozijando por terem sofrido por causa do nome de Jesus. Essa é a alegria que o mundo não compreende. Eles estavam certos de que essa passageira tribulação produziria um peso de eterna de glória (2 Co 4.17).

 

Pense

Você consegue se alegrar mesmo sofrendo por amor a Cristo?

 

Ponto Importante

Mesmo perseguidos por amor a Cristo somos mais que vencedores (Rm 8.37).

 

SUBSÍDIO

 

"Não há cárcere tão escuro nem tão seguro em que Deus não possa entrar e visitar os seus, e se lhe agrada, tirá-los dali. A recuperação das enfermidades e a libertação dos problemas nos são concedidos, não para que desfrutemos das consolações da vida, mas para que Deus seja honrado com os serviços de nossa vida. Não é próprio que os pregadores do Evangelho de Cristo se escondam em lugares distantes quando têm a oportunidade de pregar a uma grande congregação. Devem pregar aos mais vis, cujas almas são tão preciosas para Cristo quanto às almas dos mais nobres. Falai a todos porque todos estão incluídos. Falai como aqueles que decidem defender, viver e morrer por algo. Dizei todas as palavras desta divina vida celestial, comparada à qual, esta vida atual terrena não merece o nome de vida. Falai as palavras de vida que o Espírito Santo coloca em vossas bocas. As palavras do Evangelho são palavras de vida; palavras pelas quais podemos ser salvos. Quão infelizes são aqueles que se sentem angustiados pelo êxito do Evangelho! Não podem deixar de ver que a Palavra e o poder do Senhor estão contra eles, e tremendo pelas consequências, mesmo assim seguem adiante!" (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 892).

 

CONCLUSÃO

 

Aprendemos com o milagre da soltura dos apóstolos da prisão que o Senhor cuida de sua obra e daqueles que lhe pertencem. Nada pode impedir o avanço da Igreja do Senhor na terra, pois o próprio Cristo disse que a edificaria (Mt 16.18). Diante de tantas afrontas e sofrimentos os apóstolos não cessaram de falar, no Templo e nas casas, a respeito de Jesus. Que tenhamos a certeza de que Jesus jamais nos deixa sozinhos em meio a uma situação difícil. Que o nome de Jesus seja glorificado em tudo que fizermos.

 

 

Lição 6 – Estêvão, o primeiro Mártir

 

Classe: Jovens | Trimestre: 4° de 2019 |

TEXTO DO DIA

"E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo." (At 6.8)

 

SÍNTESE

O Espírito Santo concedeu a Estêvão poder para realizar prodígios e sinais  entre o povo e sabedoria para pregar o Evangelho.

 

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - Lc 24.49

A promessa do revestimento de poder

TERÇA - Mt 10.20

O Espírito Santo nos capacita a falar

QUARTA - At 7.51

A resistência ao Espírito Santo

QUINTA - Is 6.1

A visão do trono de Deus

SEXTA - Dt 13.10

A morte por apedrejamento

SÁBADO - Sl 31.5

Entregando o Espírito nas mãos do Senhor

OBJETIVOS

DESTACAR as qualidades de Estêvão;

ANALISAR o martírio de Estêvão;

REFLETIR a respeito da forma nobre e honrada que Estêvão se entregou aos seus algozes e como foi recebido no céu.

 

INTERAÇÃO

Algumas vezes, de forma equivocada, não damos a devida importância para o trabalho que é feito fora dos púlpitos, nos "bastidores da igreja", como a cozinha, a limpeza, a assistência social, a portaria, etc. Porém, essas atividades são importantes para o crescimento do Reino de Deus. O livro de Atos nos mostra que Deus ordenou aos apóstolos consagrarem crentes para exercerem diferentes funções na igreja. É maravilhoso saber e ver  como Deus usa quem Ele quer e da maneira que quer. Quando analisamos a vida Estêvão vemos essa verdade. Porém, como nem sempre fazer a coisa certa traz boas consequências, Estevão foi levado ao martírio por falar a verdade e servir a Cristo. O sucesso de um ministério nem sempre vai ser reconhecido e recompensado aqui. No caso de Estêvão, ele viu os céus se abrindo e o Senhor o recebendo. Que glória! Quem sabe você esteja fazendo algo para o Senhor, contudo seu trabalho não é reconhecido como deveria? Saiba que Deus vê tudo o que você faz e um dia o recompensará.

 

Orientação Pedagógica

 

A lição de hoje vai abordar o ministério de um diácono que foi poderosamente usado por Deus. Pergunte aos alunos: "Existem tarefas na igreja que muitas vezes não damos a devida relevância?" "O trabalho dos diáconos tem o devido reconhecimento?" Ouça os alunos e em seguida peça que leiam 1 Samuel 16.7. Diga que Deus não vê como o homem vê, porque o homem olha o exterior, mas Deus vê o coração, as verdadeiras intenções. Mostre que a Bíblia tem exemplos de pessoas como Raabe (escondeu os espias em Jericó), Gideão (um medroso que se tornou um grande juiz de Israel), Pedro (sanguíneo e de forte temperamento), mas que Deus usou para realizar grandes propósitos. Todo trabalho em favor do Reino tem a sua importância. Podemos  e devemos servir a Deus com nossos dons e talentos.

 

Texto bíblico

Atos 6.8-15

8        E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.

9        E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão.

10      E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

11      Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.

12      E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho.

13      Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei;

14      porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.

15      Então, todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.

 

Atos 7.54-58

54      E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seu coração e rangiam os dentes contra ele.

55      Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus,

56      e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus.

57      Mas eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele.

58 E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

 

INTRODUÇÃO

O número dos discípulos de Jesus ia aumentando a cada dia e o trabalho social também aumentava, o que levou à necessidade de instituir diáconos que cuidassem dessa área. Um dos eleitos para a função de diácono foi Estêvão, discípulo cheio de fé e do Espírito Santo. Por meio dele, sinais e prodígios eram feitos o que suscitou a inveja e a ira de alguns judeus que acabaram apedrejando Estêvão.  Este foi o primeiro mártir da Igreja Cristã. Mas mesmo diante da morte, o Espírito Santo encheu o coração do servo de Deus de paz e amor, e a glória de Deus foi vista pelos seus algozes de forma sobrenatural.

 

I - ESTEVÃO, UM HOMEM DE DEUS

 

  1. Prodígios e grandes sinais.

Dentre os homens escolhidos para cuidarem da assistência social da igreja, destaca-se Estêvão, homem cheio da graça, sabedoria e do poder do Espírito Santo. Esse diácono supria as exigências estabelecidas pelos apóstolos: homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria (At 6.3). Como é maravilhoso ver Deus levantar pessoas tementes e que se permitem serem usadas como canais do Senhor para abençoar vidas. No Antigo Testamento, temos exemplos de profetas como Elias e Eliseu, que realizaram grandes sinais entre o povo daquela época. Esses profetas realizaram milagres como a multiplicação de alimento, fogo que caiu do céu, abertura de rios, curas e ressurreições. No Novo Testamento, vemos Deus usando os apóstolos com sinais e prodígios, curando os enfermos (At 5.12-16). Jesus afirmou:  "E estes sinais seguirão aos que crerem: 'em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão" (Mc 16.17,18).

 

  1. Sabedoria e autoridade.

Estêvão não era somente cheio de poder para realizar sinais, mas ele também era dotado de sabedoria divina. Diz o texto que alguns judeus helenistas, grupo a que Estêvão pertencia, se levantaram para debater com ele. Entre eles, havia os da sinagoga chamada dos Libertos (escravos libertos que haviam pertencido a cidadãos romanos, alexandrinos e da Cilícia). Quando levantaram questões sobre as doutrinas da fé cristã, foi Estêvão que respondeu aos opositores da igreja (At 6.9). A Bíblia diz que não "podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava" (At 6.10). Jesus já havia dito que Ele daria aos seus discípulos boca e sabedoria a que ninguém poderia resistir, nem contradizer (Lc 21.15). Com a descida do Espírito Santo receberiam também poder para testemunhar (At 1.8).

 

  1. Estêvão é acusado de palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.

Mesmo com toda a sabedoria e autoridade com que falava acerca de Cristo, os homens de dura cerviz resistiram ao Espírito Santo (At 7.51). Não satisfeitos eles subornam algumas pessoas para que dissesse que ouviram Estêvão proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus (At 6.11). Levam-no ao Sinédrio, juntamente com falsas testemunhas. Podemos observar os mesmos ataques do maligno que foram levantados contra Jesus (Mc 14.56-58) e, mais tarde, contra Paulo (At 21.28). Muitos outros cristãos fieis ao Senhor, ao longo da história, também foram injustamente acusados de atos que não cometeram e de coisas que nunca disseram. Talvez você também tenha sido alvo de uma calúnia. Então, saiba que da mesma forma que Deus foi com esses cristãos, Ele estará com você em todos os momentos.

 

Pense

Será que você tem procurado seguir o exemplo de Estêvão buscando ser cheio do Espírito Santo e de sabedoria diariamente?

 

Ponto Importante

Deus deseja que aqueles que estão desenvolvendo qualquer ministério na Igreja sejam sempre cheios do Espírito Santo.

 

II - A MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS

 

1.Um sermão memorável.

Depois de ser acusado injustamente Estêvão profere um dos sermões mais belos de toda a Bíblia (At 7.2-53). Ele narra desde a chamada de Abraão até a sua saída de Ur, passando pelos patriarcas Isaque e Jacó até chegarem ao Egito e serem salvos por intermédio de José. Estêvão discorreu a respeito do plano de Deus para a humanidade. Em sua defesa ele destacou a universalidade do Evangelho. Na verdade, as primeiras grandes revelações de Deus ocorreram em terras estrangeiras (Ur, Harã, Egito e Sinai). Ele enfatiza também a história gloriosa de Israel em que Deus usa Moisés para libertar o povo, passando por Davi, Salomão, o Templo e os profetas que falaram acerca do Justo que viria. Uma pregação maravilhosa e cheia de sabedoria e unção. Mas esse sermão não visava apenas a informação dos fatos históricos. O objetivo de Estêvão era confrontar os seus ouvintes quanto à prática de fé adotada por eles. O sermão bíblico e ungido pelo Senhor não visa somente fazer com que as pessoas se sintam bem, mas faz com que se sintam incomodadas e queiram melhorar o relacionamento com Deus.

 

  1. Injustiçado, mas cheio do Espírito Santo.

Ao ouvirem o sermão de Estêvão, os homens de dura cerviz enfureceram-se e rangeram os dentes contra ele (At 7.54). Infelizmente, muitos ainda hoje também não aceitam a mensagem do Evangelho, pois ela vai de encontro ao estilo de vida pecaminoso que preferem adotar. Mas Estêvão continuava pregando e era cheio do Espírito Santo.

 

Como é bom ver jovens que mesmo enfrentando provações e rejeição, até mesmo da própria família devido à sua fé em Jesus Cristo, continuam cheios do Espírito Santo.

 

  1. A visão dos céus abertos.

Quando estamos cheios do Espírito Santo, podemos ser testemunhas de acontecimentos sobrenaturais. É o que aconteceu com Estêvão.  Quando ele terminou seu sermão, fixou seus olhos no céu e viu a "glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus" (v. 55). E não só viu, como também afirmou a todos: "Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus" (At 7.56). No momento em que estava sendo acusado e apedrejado, os céus se abrem para ele. A Palavra de Deus fala de Jesus assentado à direita de Deus (Mc 14.62; Lc 22.69; Cl 3.1), mas nesse caso Jesus estava em pé dando as boas-vindas ao primeiro mártir da história da Igreja. Nosso Salvador recebe aqueles  que lhe são  fiéis até à morte. Ele mesmo disse: "Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus" (Mt 10.32).

 

Pense

Como você reage diante das oposições? Você desiste, se cala ou permanece cheio do Espírito Santo e continua anunciando a Palavra do Senhor?

 

 

 

Ponto Importante

Nosso alvo, foco deve estar no céu, em Jesus Cristo.

 

III - O MARTÍRIO DE ESTÊVÃO

 

  1. A fúria dos homens.

Quando Estêvão exclamou que via os céus abertos e que contemplava Deus e Jesus, seus algozes gritaram com grande voz, taparam seus ouvidos e se arremeteram contra ele. O mundo não quer ouvir a Verdade, pois a Verdade denuncia a sua pecaminosidade. Os acusadores de Estêvão não aceitaram a mensagem, expulsaram-no da cidade e o apedrejaram até a morte (At 7.58). Aquele diácono, cheio do Espírito Santo, sofreu o martírio de um profeta. O governo romano não permitia que os povos sujeitos à sua autoridade executassem a pena de morte. Porém, os inimigos de Estêvão estavam tão irados que o mataram, segundo eles, de acordo com a lei judaica. Um fim trágico, humanamente falando, para um obreiro fiel ao Senhor e à jovem igreja. No entanto, um fim glorioso, espiritualmente falando, quando ele é recebido e honrado no lar eterno por Cristo.

 

  1. Um jovem chamado Saulo.

Segundo a lei judaica o criminoso deveria ser despido antes de seu julgamento para aumentar ainda mais a humilhação pública. Então, aqueles que mataram Estêvão lançaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo, que consentira naquele apedrejamento. Sem participar diretamente nessa execução, Lucas apresenta Saulo como conspirador na morte de Estêvão. Alguns pensam que Saulo estivesse naquele momento também como arauto anunciando aos transeuntes o crime do acusado.

 

  1. Perdão nos momentos derradeiros.

Ao ser apedrejado, Estêvão invoca ao Senhor pedindo que receba o seu espírito. Ele se coloca de joelhos e diz: "Senhor, não lhes imputes este pecado" (At 7.60). Ele estava seguindo o exemplo de Jesus para com seus algozes. Quem sabe sua oração teve influência na conversão do próprio Saulo? Diante da injustiça, do escárnio e da violência, Estêvão consegue perdoar. Embora brutalmente sentenciado, morreu de forma digna de um cristão verdadeiro que não guarda amargura, ira ou indignação (Ef 4.31). Perdoar a quem nos tem ofendido não é fácil, mas viver o verdadeiro cristianismo também não o é, e o perdão é uma das características do seguidor de Cristo.

 

Pense

Você consegue perdoar aqueles que o maltratam e ofendem?

 

Ponto Importante

O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Também não é esquecer totalmente, mas de poder lembrar sem ressentimento. É deixar o Espírito Santo fluir em toda a situação.

 

SUBSÍDIO

 

O Martírio de Estêvão

"E ouvindo eles isto enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele'. Estêvão viu chegar o seu fim. O discurso, ao invés de levar seus juízes ao arrependimento,  encheu-os  de  fúria.  Mas,  ainda  que  seu  corpo estivesse  à  disposição  dos  seus  inimigos,  sua  alma  era inviolável  (Mt  10.28).  Observe os dois indícios  do seu fim triunfante: Inspiração  do  Espírito. Estêvão  não  tinha  medo, apesar de os juízes estarem enfurecidos. Seu poder no ministério se deu pelo fato de ser ele 'cheio do Espírito Santo'(At  6.5,8),  e  assim  foi  até  o  fim:  'Mas  ele,  estando cheio  do Espírito  Santo,  fixando  os  olhos  no  céu...'  Aos juízes, declara: 'Vós sempre resistis ao Espírito Santo...' (7.51).  E  seus rostos  demonstravam isto  (v.  54).  Estêvão, cheio do Espírito, tinha no rosto a glória de seu íntimo (6.15). Quem parecia mais com um blasfemador: os juízes ou o acusado? 2. A visão de Cristo (vv. 55,56).  Estêvão recebeu uma 'anestesia' celestial que tirou o aguilhão da morte: os Céus foram abertos e Estêvão viu o Filho do homem, em pé, à destra de Deus. Jesus se levantou como para olhar de perto a situação do seu servo. E, para ajudá-lo, exercendo o ministério de consolação. Ele conhece nossas fraquezas e quer nos consolar" (PEARLMAN, Myer. 1.ed. Atos: E a Igreja se Fez Missões. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 83,83).

 

CONCLUSÃO

Nesta lição, pudemos estudar a respeito do martírio de Estêvão, um homem de Deus, cheio do Espírito Santo, que realizava maravilhas e pregava o Evangelho. Como afirma Matthew Henry "ele se dedicou à tarefa de morrer com tanta compostura, como se houvesse ido dormir; despertará novamente na manhã da ressurreição para ser recebido na presença do Senhor, onde há plenitude de gozo, e para compartilhar as bem-aventuranças que estão à sua destra, para sempre."

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. De onde vinha a autoridade e sabedoria de Estêvão?

Do Espírito Santo de Deus (At 6.5). Tiago vai dizer que a verdadeira sabedoria vem do alto (Tg 3.17). E Paulo diz que Cristo é o poder e a sabedoria de Deus (1 Co 1.23-25).

 

  1. Qual foi o tema do sermão de Estêvão?

Foi sobre a história gloriosa de Israel desde a chamada de Abraão, passando pelos patriarcas, pelo tempo no Egito e libertação por Moisés. Ele também discorre sobre a peregrinação do povo no deserto, a construção do Templo por Salomão e por fim falou da morte e ressurreição do Messias.

 

  1. Quem Estêvão viu em pé à direita de Deus Pai?

Ele viu a Jesus.

 

  1. Aos pés de quem os algozes de Estêvão deixaram suas roupas?

Aos pés de Saulo.

 

  1. Quais foram as últimas palavras de Estêvão antes de ser recebido na glória pelo Senhor?

"E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.  E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu" (At 7.59,60).