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O caminho para o avivamento
O caminho para o avivamento

                                             O Caminho Para o Avivamento

 

O versículo mais lembrado em relação ao avivamento provavelmente seja 2 Crônicas 7.14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.

Meu Povo

Observe, em primeiro lugar, a quem estas palavras foram dirigidas: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome…” Nós, cristãos, somos as pessoas que temos o nome de Cristo sobre nós. Essa não é uma palavra dirigida para o mundo. É para o povo de Deus, para aqueles que se identificam com o seu nome. Precisa haver uma consonância entre o nome que trazemos e o que somos. Se não houver essa consonância, o mundo não terá como descobrir o caminho para fora de suas próprias trevas.

Humilhar-se

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar…” A palavra no hebraico usada aqui para humilhar-se significa contrair-se, pegar algo que é grande e abaixá-lo, reduzir o seu tamanho. Não é uma palavra comum. É usada para descrever a águia que, planando lá no alto, resolve dobrar suas asas e voltar à realidade da terra, aqui embaixo.

Eu gostaria de tirar uma lição dessa figura. Humilhar-se é desinflar a si mesmo. Precisamos chegar a um ponto de realismo sobre o que é necessário para que Deus mostre a sua mão. Posso estar inchado com vaidade, achando que sou responsável pela obra de Deus ou que sou capaz de produzir alguma coisa. As Escrituras mostram claramente que nunca somos causa; somos meras ocasiões para que a obra de Deus aconteça.

É muito fácil começarmos a pensar que somos causa e assumir uma parte do crédito. Quando fazemos isso, Deus começa a se afastar, pois ao deixarmos a impressão que somos capazes sozinhos, estamos enganando os outros. Só existe uma esperança para o coração humano, e essa vem do próprio Deus em Cristo Jesus.

Portanto, a idéia de humilhar-se é desinflar a si mesmo ao ponto de saber muito bem que nossa única esperança está em Deus: se ele não agir, tudo será em vão, tudo será inútil.

 

Orar 

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar…”  Verifiquei a palavra no hebraico usada aqui para orar. Não é a palavra que significa adorar, que implica inclinar-se diante do Senhor. Significa basicamente “interpor-se”. Pode ser traduzida como “interceder”, mas nem sempre tem este sentido. É interessante que tanto o verbo “humilhar-se” como “orar” são verbos reflexivos no hebraico. São ações que voltam ao próprio sujeito: as pessoas vão humilhar a si mesmas e vão orar, ou seja, vão se interpor entre o Deus que pode responder e o povo que precisa de Deus.

Mas o que significa interpor-se dessa forma? Significa que o problema da outra pessoa torna-se o seu. Você se compromete com o problema dela. Você o assume. Tenho ficado cada vez mais cativado com o modo com que o Velho Testamento usa a palavra “carregar”. O que aconteceu na cruz foi que Jesus carregou os nossos pecados. Ele carregou a nossa maldade e as nossas transgressões. Ele se interpôs e tomou os nossos problemas como se fossem os seus.

Da mesma forma, devemos nos interpor também: tomando a perdição, a enfermidade – ou qualquer outra carga que esteja sobre os outros – e carregando-a diante de Deus até que ele comece a agir para solucioná-la.

Orar, neste sentido, é mais do que seguir uma lista de pedidos. É assumir o problema de alguém como se fosse o meu, de tal forma que me preocupo com ele mais do que comigo mesmo. Estou pronto para tomar o seu lugar, por assim dizer, a fim de que ele seja redimido.

 

E me buscar e se converter dos seus maus caminhos 

“Se o meu povo … se humilhar, e orar, e me buscar…” O que devemos buscar? Não a bênção de Deus. Nem mesmo devemos buscar avivamento. Devemos buscar a Deus e a sua face, porque é dele que precisamos.

“…e se converter dos seus maus caminhos”. Fiquei um tanto surpreso quando pesquisei o significado dessas palavras no hebraico. Embora haja uma outra palavra bem forte para o pecado, que faz contraste com a justiça, essa não foi a palavra empregada aqui. Foi usada uma palavra que significa algo ofensivo, desagradável, algo que incomoda o relacionamento. Ele está se referindo aqui aos caminhos que entristecem o Senhor e que são ofensivos a ele.

Para uma pessoa ser usada por Deus e ter a unção que vem da intimidade, ela precisa ser mais do que uma pessoa meramente moral. É claro que não pode ser imoral, mas terá de ir além da moralidade. É necessário ter aquele relacionamento pessoal com Deus que lhe permite dizer: “Não gosto disso, portanto quero que você o abandone e que acerte a sua vida nessa área”. Talvez você diga: “Mas todo o mundo está fazendo. Os outros cristãos não se incomodam nem um pouco com isso”. E o Senhor lhe responderá: “Eu sei. Isso é problema deles. No seu caso, é um problema meu. Não o quero na sua vida!”

Tive o privilégio de ser casado durante 59 anos com uma mulher extraordinária. Ela me ensinou muito mais do que eu ensinei para ela. Era uma mulher de oração. Por causa do meu ministério, eu viajava muito. Às vezes, ficava semanas ou até meses fora de casa. Quando eu chegava em casa, ela estava me esperando. Sabe qual era a primeira coisa que eu fazia? Antes de perguntar como ela estava, eu olhava para o seu rosto, porque ali eu via em que pé estava o nosso relacionamento.

Num relacionamento de intimidade, as expressões na face podem ser muito reveladoras. Quando havia uma expressão perturbada no rosto dela, não era porque eu havia quebrado um dos dez mandamentos. Não era por falta de fidelidade da minha parte. Havia algo no nosso relacionamento que não lhe agradava e com o qual eu precisava tratar se quisesse restaurar aquilo que me era precioso.

 

Não Entristeçais o Espírito 

Tenho conhecido pessoas consagradas durante os anos, pessoas que tinham a unção que vem de um relacionamento pessoal e íntimo com Jesus. O texto de Efésios 4.30 (Não entristeçais o Espírito) era uma realidade em suas vidas. As pessoas que mais me marcaram foram aquelas que encontrei, muitas vezes, nos lugares mais inesperados, e que não queriam nada em suas vidas que pudesse desagradar ao Senhor. E viviam suficientemente próximos a ele para saberem quando havia algo que o entristecia.

Às vezes, depois de ministrar, Deus nos diz algo mais ou menos assim: “Havia um pouco demais de você mesmo ali, não havia?” E você diz: “Senhor, perdoa-me”.

Quando olho para o passado, dou graças a Deus por certas pessoas que tiveram a coragem de me dizer a verdade. Havia uma senhora viúva que me disse certa vez, de forma bem direta: “Dennis, quando você é muito habilidoso é mais difícil ver Jesus!”

Quando eu era um jovem evangelista, recém-formado do seminário, cheio de zelo, eu achava que minha reputação dependia da minha eficácia nas pregações. Certa noite, depois da mensagem, o pastor me disse: “Dennis, havia mais de você do que do Espírito Santo naquele apelo, você não acha?” Eu sabia que tinha razão. Dou graças a Deus por ele ter dito isso para mim, porque quando injetamos a carne nas coisas de Deus, nós as contaminamos e dificultamos a operação do Espírito.

Não estou me referindo a grandes pecados. Estou falando das coisas que afetam um relacionamento aberto com o Espírito Santo, que permite que ele nos dê a sua unção e que nos use como canais limpos.

Com efeito, Deus está dizendo nesta passagem de 2 Crônicas 7.14: “Busque a minha face e livre-se das coisas que me ofendem e desagradam”. Se assim fizermos, ele promete que vai ouvir e perdoar e que vai curar a nossa terra. Não há nada que nossa nação mais precise hoje do que a cura – a cura de Deus. Não há sentido algum em criticar ou reclamar das pessoas que aparecem nas notícias. O lugar em que devemos começar é exatamente aqui, aqui onde nós estamos como seu povo. Quando ele começa a agir conosco, o fato maravilhoso é que isso afeta muitas outras pessoas, pessoas que estão interligadas conosco nas nossas redes de influência.

Havia um certo bispo idoso na Igreja Metodista no início do século XX. Era um ex-ferroviário, sem formação acadêmica. Enquanto pastoreava no estado do Texas (EUA), durante muito tempo não se passava um domingo sequer sem que alguém se convertesse. Alguém lhe perguntou qual era o seu segredo. Ele respondeu: “Tenho sessenta homens que se reúnem antes do culto de domingo. Oram até aquecerem os seus corações. Depois se espalham no auditório. Eles têm um princípio de ninguém se sentar perto de outro integrante do grupo no culto. Assim todos estarão sentados perto de outras pessoas. Qualquer pecador ou cristão frio que ficar perto de um deles acaba se descongelando e derretendo, de tal forma que antes do final do culto já foi alcançado.”

Será que não é essa a esperança para nossas sociedades atuais? Deus nos visitará quando nessas pequenas redes de relacionamento tivermos uma chama ardendo de tal forma que as pessoas ao nosso redor serão afetadas. Precisamos começar.

 

Algo lhe Aconteceu! 

Um dia eu estava com um amigo de outra parte do país e ele me contou a sua história, que ilustra perfeitamente o que estou querendo mostrar.

Depois de sua conversão ainda como adolescente, recebeu um chamado de Deus e entrou no ministério. Logo experimentou sucesso na igreja onde estava atuando. Com vinte e nove anos de idade, tinha cinco pessoas na sua equipe e sentia muito bem com o que estava fazendo. Aos poucos, porém, foi percebendo um grande vazio em sua vida. Chegou ao ponto de pensar: “Se não tem mais nada além disso, não vale a pena”.

Certa noite, entrou no seu escritório, trancou a porta e apagou as luzes. Prostrou-se no chão e começou a orar.

“Dennis”, ele me contou, “tive uma experiência muito incomum. É difícil descrever. Era como se eu fosse uma maleta e Deus me pegasse e me virasse para baixo e começasse a me sacudir. Enquanto me sacudia, fiquei horrorizado com o que saía do interior. Ele sacudiu e sacudiu e continuou sacudindo até que pensei que nunca mais iria parar. Finalmente, parou e virou a maleta para cima outra vez. Então, em toda sua glória, ele veio e encheu a ‘maleta’ com sua presença. Pode não ter acontecido fisicamente, mas eu poderia jurar que a sala ficou toda iluminada. E senti-me totalmente transformado. ‘Purificai-vos, os que levais os utensílios do Senhor’ (Is 52.11). Senti que fui purificado e estava limpo.”

Ele resolveu não contar sua experiência para ninguém. Poucos dias depois, numa reunião de equipe, terminaram de tratar dos assuntos do dia, porém ninguém quis se mexer. Todo o mundo ficou quieto, olhando para ele. “Aí vem coisa”, pensou meu amigo. Um deles se levantou e disse: “Pastor, estivemos comentando um com o outro e temos uma pergunta a lhe fazer, mas é uma pergunta pessoal. Achamos que algo lhe aconteceu e estamos gostando. Não sabemos se gostaria de falar a respeito ou não, mas se puder, para nós seria de grande valor”. Assim, ele compartilhou com o grupo como o Espírito Santo viera, purificando seu coração e enchendo-o com sua presença.

A mesma coisa se repetiu pouco depois numa reunião de diáconos. Estes também queriam saber o que acontecera para mudar a sua vida. Sem falar nada, viram uma grande diferença e isso os despertou.Um relacionamento totalmente novo foi estabelecido com Deus e, conseqüentemente, com o povo.

Vamos dar ao Espírito Santo uma chance para falar. Vamos olhar para ele, para o seu rosto, e perguntar: “Existe alguma coisa em mim que te entristece? Será que podemos falar sobre isso, só eu e o Senhor? Há alguma coisa em mim que impede, que entristece a ti? Se houver, é melhor que tratemos com isso agora.” Vamos dar a ele uma chance de nos purificar.

Dennis Kinlaw é o fundador da “Francis Asbury Society”, sediada em Kentucky, nos EUA. Participou de um avivamento na Faculdade Teológica de Asbury em 1970, da qual era presidente na época. Mais informações sobre o seu ministério no site: www.francisasburysociety.com/kinlaw.htm. Este artigo foi adaptado de uma mensagem dada na Conferência “Heart Cry for Revival” (Clamor de Coração por Avivamento), em abril de 2004, na Carolina do Norte, EUA.              

 

                                                 Oração e Avivamento                                                 

 

O artigo a seguir foi adaptado de uma mensagem dada na conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento), em abril de 2004, em Asheville, Carolina do Norte, EUA.

Em 1980, fui para a Romênia pela primeira vez. Lá pude ver coisas a respeito das quais, até então, só havia lido em livros de histórias dos grandes avivamentos do passado: igrejas lotadas e pessoas tão famintas pela Palavra de Deus que decoravam não somente versículos mas capítulos e livros inteiros da Bíblia. Não houve um único culto nessa ocasião em que havia lugar suficiente para todas as pessoas que vieram. E isso não era por minha causa, pois naqueles dias não se podia anunciar a vinda de um pregador. Uma igreja lotada era a freqüência normal desses lugares em que Deus estava trabalhando de uma maneira maravilhosa.

No sudeste da Romênia, porém, as igrejas eram pequenas e não haviam experimentado o avivamento. Era muito perigoso entrar nessa região. Numa visita a Romênia, encontrei um homem que me desafiou dizendo: “Há algumas áreas no nosso país que nunca foram alcançadas e as igrejas de lá são muito pequenas e fracas. Você iria até lá para pregar o Evangelho?”

“Sim”, eu disse, “irei lá. O anseio do meu coração é ir até as pessoas não alcançadas em todo o mundo.”

A partir daí começamos a ir para esses lugares. Logo Deus falou ao meu coração que antes que pudéssemos realizar a obra de evangelização, tínhamos de cuidar da obra de intercessão. Deus estabeleceu isso como padrão no meu ministério. O meu primeiro chamado não era para pregar o Evangelho, mas levar o povo a orar. Assim, quando vamos a regiões difíceis e escuras, a primeira coisa que fazemos é convocar o povo à oração.

A característica mais maravilhosa dos cristãos romenos, pelo menos naqueles dias, é que quando se comunicava uma chamada da Palavra, eles a obedeciam prontamente. Nós enchemos as nossas mentes com o conhecimento da Palavra de Deus, mas eles enchiam os corações. Eles obedeciam à Palavra de Deus e a aplicavam. Aceitavam o desafio à oração, e nós voltávamos um ano depois para realizar reuniões evangelísticas. Vimos Deus operar de maneira tremenda.

De acordo com o que leio nas Escrituras e nas histórias dos grandes avivamentos, normalmente o Espírito de Deus toca o coração de alguém ou os corações de um pequeno grupo de pessoas, chamando-as à oração e à busca da sua face. Segue-se um mover do Espírito de Deus no meio do seu povo, trazendo quebrantamento, confissão, arrependimento, perdão e purificação. Depois vem uma forte proclamação da Palavra de Deus que resulta em abundante colheita evangelística. As maiores colheitas evangelísticas sempre ocorreram durante os períodos de avivamento. É por isso que, como evangelista, o meu coração queima para ver um avivamento entre o povo de Deus. O avivamento sempre vem logo após um mover de oração.

 

Oração Bíblica 

Há muitos movimentos de oração que estão acontecendo hoje. O movimento de oração mais eficaz e poderoso é aquele que pratica o que chamo de oração bíblica. Quando oramos de acordo com a Palavra de Deus, podemos ter certeza que Deus vai fazer alguma coisa, porque a Escritura diz: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” (1 Jo 5.14-15).

A chave para ver Deus agir é orar de acordo com a sua vontade. Como podemos conhecer a sua vontade? A sua Palavra nos mostra o que é. Se orarmos de acordo com a Palavra de Deus, Deus fará coisas extraordinárias. Quando nos alinhamos com a sua Palavra, quando nossos corações entram em acordo com o seu coração – e a Escritura é simplesmente uma revelação do seu coração – ele faz coisas extraordinárias.

Em Mateus 6, a partir do versículo 5, temos o ensinamento de Jesus sobre a oração. Na passagem paralela de Lucas 11, está escrito que os discípulos vieram pedir: “Senhor, ensina-nos a orar”. No que concerne à oração, não há nada melhor a fazer do que orar como Jesus nos ensinou. Quando fizermos assim, podemos ficar certos de que ele nos responderá.

 

O Lugar da Oração 

Quero que você observe três coisas no ensinamento de Jesus neste texto. A primeira é o lugar da oração. “Não sejas como os hipócritas”, Jesus disse, como os escribas e fariseus que gostavam de ser vistos dos homens. Eles iam para as esquinas para fazer uma exibição de sua espiritualidade. Não compreendiam o que era a oração. Jesus instruiu os discípulos a irem orar nos seus quartos, com a porta fechada, a fim de achar um lugar secreto com Deus Pai e encontrar-se com ele. O Pai que vê em secreto os recompensaria publicamente.

Nos dois últimos anos, Deus fez muito além do que eu poderia imaginar ou sonhar no meu ministério. Nessas horas, é uma grande tentação ocupar-me tanto do trabalho de avivamento e evangelismo, ao qual o Senhor me chamou, que eu acabo negligenciando o lugar secreto com Deus.

Em qualquer relacionamento humano, quer seja um relacionamento marido/mulher, quer seja um relacionamento pais/filhos, quer seja o nosso relacionamento com Deus –, a chave para a eficácia e a intimidade é basicamente a comunicação de dois corações. Na oração, é o coração de Deus com o nosso coração. Ele quer muito mais passar tempo conosco do que realizar algo através de nós. Ele quer que tenhamos um lugar no qual deixemos do lado de fora tudo que está ao nosso redor – até mesmo o ministério – a fim de nos encontrarmos com ele.

Ron, meu cooperador, e eu fizemos uma caminhada de oração no Afeganistão no ano passado. Passamos uma semana mais ou menos caminhando pelos campos e cidades do país e orando. Durante aquele tempo, ficamos na casa de hóspedes do ministério Shelter Now (Abrigo Já). Pouco antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, o grupo radical Taliban, que governava o país na época, aprisionou várias pessoas desse ministério por terem feito um trabalho de evangelização. Oito pessoas, incluindo duas moças americanas, que trabalhavam no Shelter Now, foram mantidas em cativeiro por algum tempo.

Creio que a maior bênção que recebi nesse tempo no Afeganistão foi o privilégio de ser hospedado no Shelter Now. Todas as manhãs, antes de começarem o seu dia de trabalho, por cerca de duas horas, eles se reúnem e se encontram com Deus, orando e buscando a sua face. Todas as sextas-feiras, fazem uma vigília de oração de noite inteira. Isso vem acontecendo há anos, muito antes do Taliban os ter aprisionado. Quando foram jogados na prisão, simplesmente continuaram o que vinham fazendo há tempos, buscando a Deus, louvando e adorando-o.

Foi ali que compreendi o que Jesus disse em Mateus 6: se estivermos com ele no lugar secreto, Deus nos recompensará publicamente. O Taliban é um dos mais terríveis e sinistros grupos em todo o mundo, que procura manter uma fortaleza de domínio sobre a vida das pessoas, matando cristãos, destruindo a dignidade das mulheres e muitas outras coisas. Quando Deus quis acabar com esse domínio maligno, quem foi que ele escolheu para usar? Um grupo de pessoas que, todos os dias, antes de começarem o seu trabalho de servir e prover abrigo para as pessoas, gastam duas horas sozinhas com Deus como grupo.

A obra que estamos fazendo é obra de Deus. Nós não podemos fazê-la, quer seja uma função de secretariado, quer seja uma função de pregação, quer seja outra qualquer. Não podemos fazer o trabalho de Deus sem o próprio Deus.

Se quisermos ver avivamento entre nós, teremos de estar comprometidos em manter um lugar de oração. Precisamos ter um lugar e um tempo para nos encontrarmos secretamente com Deus, onde não estejamos tentando impressionar alguém nem fazer qualquer outra coisa a não ser simplesmente estar com ele.

 

O Poder da Oração 

A segunda coisa que quero que veja é o poder da oração. Quero mencionar cinco princípios que Jesus ensinou a esse respeito.

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Este é o princípio da adoração. O primeiro foco da oração, de acordo com este ensinamento de Jesus, não é na necessidade pessoal. O foco está em quem Deus é. “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” O foco é para cima, não para dentro. À medida que mantemos o nosso foco nele, à medida que chegamos à sua presença, contemplando-o, adorando-o, dando-lhe louvor e gratidão –, todo o resto flui a partir disso. Quando vemos o seu coração e quem ele é, logo começamos a orar de acordo com o que está no seu coração e não com o que está no nosso coração. Orar com poder é orar de acordo com o que está no coração de Deus.

Temos muitas reuniões de oração por toda parte, mas a maioria gira em torno do que está no nosso coração. Tem muito mais a ver com as nossas preocupações pessoais do que com aquilo que está no coração de Deus. Quando começamos a orar sobre o que está no coração de Deus, ele faz coisas extraordinárias.

Jesus nos dá quatro princípios para seguir depois que fixamos o nosso foco em quem ele é, no que tem feito, na sua magnificência, grandeza, bondade, paternidade e santidade.

“Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade…” Este é o princípio da intercessão. Se virmos o que está no coração de Deus, passaremos a orar sobre isso. E o que é que está no seu coração? O mundo. Se você orar para que venha o Reino de Deus e seja feita a sua vontade; se orar para que o governo e reinado de Cristo alcancem os corações e as vidas de homens e mulheres; se suplicar para que as pessoas venham a se arrepender e a ter fé em Jesus Cristo –, Deus vai ouvir e responder a essas orações porque é o que está no seu coração.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3.16). Ore por pessoas e grupos de pessoas. Percebo que uma das coisas mais difíceis é fazer com que os cristãos orem por pessoas que nunca conhecerão ou por coisas que não os afetem diretamente. Nós oramos pelo pequeno círculo das nossas vidas, mas deixamos de orar por coisas que estejam além de nós, por pessoas e regiões que nunca veremos. Ore para que o reino de Deus venha e que a vontade de Deus seja feita no mundo.

O princípio seguinte é a respeito da provisão de Deus, o princípio da súplica: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Significa chegar diante de Deus e dizer: “Ó Deus, sem ti eu não posso existir. Preciso de ti! Preciso do sustento que vem de ti. Preciso da tua provisão!” Veja-o como seu provedor.

Depois vem o princípio do perdão: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” Quando chegamos diante de Deus e vemos a sua santidade e grandeza, somos quebrados diante dele. A visão de Deus expõe as pequenas coisas: como eu falo com a minha esposa, como trato a minha equipe de trabalho, como interajo com os outros… As pequenas agendas escondidas no meu coração se tornam manifestas. Preciso chegar diante dele e dizer: “Ó Deus, não se trata do meu irmão ou da minha irmã, o problema sou eu mesmo. Como preciso de ti para me purificar e me perdoar…” Aí vem quebrantamento e purificação. O perdão começa a fluir, não somente em nós, mas através de nós aos outros, à medida que perdoamos aqueles que pecaram contra nós.

Finalmente, o princípio da libertação: “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal…” Deus se torna o nosso libertador. Ele se torna aquele que nos dirige e nos conduz até chegar à vitória. Ele nos dá a vitória sobre as coisas que Satanás lança contra nós. Estamos numa batalha espiritual. Deus será o nosso campeão. Ele é quem nos defenderá.

Estes princípios podem ser resumidos numa só coisa – o poder de Deus. É o poder de Deus mudando as vidas de homens e mulheres, o poder de Deus nos capacitando a fazer a sua vontade, o poder de Deus purificando-nos de qualquer coisa que o desagrade, o poder de Deus nos libertando do poder do maligno. Por isso, precisamos entender que o avivamento desce nas asas daqueles que oram porque, ao orarmos de acordo com a Palavra de Deus, o poder de Deus é liberado para completar a sua vontade.

 

O Poder da Oração Abrindo Portas no Irã 

Conheci Ron, meu cooperador atual, por volta do final de 1997. Eu estava pregando numa conferência de pastores na Califórnia. Ron fora o Diretor de Marketing do Projeto Jesus durante muitos anos e estava nessa conferência para falar a respeito do filme Jesus. Embora não o conhecesse até então, eu estava ansioso por ouvi-lo porque sabia um pouco sobre como Deus vinha usando o filme Jesus em todo o mundo. Pessoas que nunca tinham ouvido falar de Jesus, pessoas analfabetas que não conseguiam ler a Bíblia eram capazes de ver e ouvir a história da vida de Jesus. Os filmes são exibidos em lugares que não se pode nem imaginar. É uma coisa fantástica.

Naquela manhã, enquanto Ron estava fazendo a sua apresentação – contando inúmeras histórias sobre as coisas que estavam acontecendo com o projeto do filme Jesus –, ele disse: “Eu quero desafiar Sammy Tippit a ir para o Irã”. Eu olhei para ele admirado, porque nem conhecia Ron. Ele disse: “Eu ouvi dizer que Sammy vai para países difíceis e quero desafiá-lo a ir para o Irã e a orar para Deus abrir as portas lá”.

Naquela época, pastores e líderes cristãos estavam sendo martirizados no Irã. Ron e a sua família haviam feito um propósito para orar por uma obra soberana de Deus nesse país. O problema é que norte-americanos não podiam entrar no Irã. Assim, antes de ir lá para orar, tivemos de orar para poder entrar lá. Oramos durante vários meses. Finalmente, um dia, Ron me chamou e me disse: “Sammy, Deus abriu as portas. Podemos conseguir vistos”.

Fomos num grupo de mais ou menos dez pessoas. Andamos pelas ruas de Teerã e pelas ruas de outras cidades do Irã, e oramos por oito ou nove dias: “Deus, faze a tua vontade neste país”. À medida que eu andava, observei algumas coisas. A primeira era a boa recepção que os iranianos nos davam. Eles diziam: “Estamos tão contentes que vocês estão aqui”. Era o contrário do que eu esperava. A segunda é que havia antenas parabólicas de televisão por satélite por toda parte. Era ilegal ter uma antena parabólica, mas quase todo o mundo tinha.

O Senhor começou a falar ao meu coração a respeito de transmitir o Evangelho por televisão para este país. À medida que andávamos e orávamos, começamos a clamar: “Ó Deus, abre uma porta para podermos introduzir o Evangelho aqui. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto no Irã como no céu”. Era um pedido próximo ao coração de Deus. Deus amou de tal maneira cada muçulmano fundamentalista radical que enviou o seu filho Jesus para morrer na cruz por ele.

Foi em novembro de 1998 que começamos a orar para que Deus abrisse aquelas portas. Depois de voltarmos para casa, nós nos reunimos com um grupo de pastores iranianos do sul da Califórnia e os consultamos a respeito do que deveríamos fazer. Começamos a nos reunir regularmente com um grupo de líderes e a ensiná-lo sobre oração, avivamento e princípios de liderança espiritual. Depois começamos a filmar as reuniões.

Em fevereiro de 2004, fizemos uma transmissão teste para ver que tipo de resposta nós obteríamos, porque nunca antes um americano compartilhou o Evangelho na televisão dentro do Irã. Eu fiquei maravilhado com o que aconteceu. Fui para o estúdio em San José, na Califórnia, de onde o programa seria transmitido por satélite para o Irã. Quando a transmissão começou, eu fui apresentado e compartilhei o meu testemunho e uma exposição do Evangelho das Escrituras. Antes de terminar a apresentação, todos os telefones estavam tocando! Pessoas estavam ligando de dentro do Irã e de toda a Europa Ocidental, querendo oração. Passamos o resto do programa orando com pessoas “ao vivo”, pedindo a Deus para fazer uma obra nos seus corações, para que o seu reino viesse e a sua vontade fosse feita nas suas vidas, para que viessem a Cristo, para que Deus agisse e trabalhasse poderosamente nas suas vidas.

Quando terminamos o programa depois de uma hora, os telefones continuaram a tocar naquele estúdio secular. Ficamos ainda mais uma hora lá respondendo as chamadas de longa distância que vinham do Irã, de Londres, da Alemanha e de todo o Oriente Médio. Quando voltamos para a igreja iraniana em San Jose, descobrimos que eles tinham recebido dezessete chamadas.

Há três semanas [março de 2004], começamos a transmitir regularmente um programa de televisão de uma hora por semana com o Evangelho de Jesus Cristo à nação iraniana.

Ron esteve no Irã, na semana passada, nos lares de pessoas iranianas que estavam assistindo ao programa.

Deus fará coisas extraordinárias que nenhum governo nem grupo religioso poderá impedir quando começarmos a orar a Palavra de Deus – “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade na terra” (neste lugar… nesta situação…).” O poder de Deus é liberado porque isso é o que está no coração de Deus.

 

O Propósito da Oração 

A terceira coisa a ser notada é o propósito da oração. O propósito de tudo que Jesus ensinou estava no final da oração: “Porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre.” Este é o propósito da oração. É por isso que a oração e o avivamento andam de mãos dadas. O propósito final da oração não inclui nada além da glória de Deus. Toda oração por avivamento aponta para esta finalidade – a glória de Deus. O que é avivamento? Avivamento é simplesmente a manifestação da glória de Deus no meio do seu povo. É quando Deus vem e visita o seu povo com a sua presença. Isso é avivamento.

Quando você ora de acordo com a Palavra de Deus, você está orando a oração do avivamento. Você está orando em favor da glória e da honra de Jesus Cristo. Quando você orar assim, Deus fará coisas extraordinárias. Ele moverá céus e terra para poder manifestar a sua glória. Nossos corações precisam ter um só pulsar, um propósito, um desejo, – pela glória de Deus –, e não pelo tamanho da nossa igreja, pela grandeza do nosso ministério, pelo número de pessoas que vêm à minha campanha. Quando a nossa paixão, o nosso desejo e o nosso coração forem: “Ó, que Deus seja glorificado!”, então Deus fará coisas extraordinárias!

 

A Glória de Deus numa Nação 

Na Romênia, as pessoas oraram durante anos, mais de vinte anos, pela glória de Deus. Quanto mais oravam, mais escuro ficava naquele país, mais difícil ainda se tornava. Ao invés de ficar mais fácil, ficou pior. Mas quanto mais escuro o céu, mais brilhante é a luz da estrela.

Em 1988 eu fui preso e expulso da Romênia e me foi dito que nunca mais me seria permitido voltar ao país. A última coisa que me disseram foi: “Você nunca mais porá os seus pés no solo romeno. Enquanto você viver, nunca terá permissão de voltar a este país”. Havia uma coisa que eles não compreendiam: que Deus está no seu trono e ele responde as orações do seu povo!

Em 1989, ficamos sabendo que o pastor romeno no noroeste da Romênia, na região em que o avivamento estava acontecendo, ia ser preso. Os cristãos foram até o prédio de apartamentos no qual morava e fizeram um círculo ao redor do edifício, juntando os braços, tentando protegê-lo. A polícia secreta veio e começou a atirar na multidão, matando homens, mulheres e crianças inocentes. Quando o sangue dos mártires cristãos começou a correr nas ruas de Timisoara, houve dos céus uma liberação da glória de Deus.

Duzentos mil ateus – pessoas que tinham sofrido lavagem cerebral desde o jardim da infância até ao nível de pós-graduação na Universidade, que tinham sido ensinadas durante toda a sua vida que Deus não existia – se reuniram na praça principal para protestar contra o que estava acontecendo. O pastor da Igreja Batista se levantou e começou a pregar, e à medida que pregava, veio uma liberação da glória de Deus. Duzentas mil pessoas se derreteram e caíram de joelhos e começaram a orar em voz alta. “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu…” Levantaram-se e começaram a gritar – 200 mil ateus – “Existe Dumnezue! Existe Dumnezue! Existe Dumnezue!”, que traduzido significa: “Existe um Deus! Existe um Deus! Existe um Deus!” Essa cena espalhou-se para cada um dos maiores centros metropolitanos do país. A canção tema da revolução era uma canção a respeito da segunda vinda de Jesus Cristo!

Um amigo me telefonou no Texas e disse: “Sammy, você precisa vir para a Romênia agora! Aquilo pelo qual oramos por tantos anos aconteceu finalmente. A glória de Deus está no meio do nosso povo! Você precisa vir e ver!”

Deixei tudo que estava fazendo e voei para Viena, Áustria. Atravessamos a Hungria de carro até a fronteira da Romênia. Oramos pelo caminho inteiro porque eu sabia que o meu nome estava no computador como persona non grata no país. Chegamos na fronteira romena, e os guardas da fronteira se aproximaram do carro. Antes da revolução, a primeira pergunta que sempre faziam era: “Você tem Bíblias?” Se você tivesse Bíblias, estava em apuros. Mas agora, no mesmo lugar em que haviam dito para mim: “Você nunca mais terá permissão de entrar neste país”, disseram: “Saia do carro”. A primeira pergunta desta vez foi: “Vocês são cristãos?”

Meu coração começou a bater mais forte; engoli em seco e disse: “Sim, somos cristãos”. Nunca esquecerei o que aconteceu a seguir. Aqueles soldados abriram os seus braços e disseram: “Bem-vindo a uma nova Romênia!” E exatamente no mesmo lugar em que me haviam dito: “Você nunca mais terá permissão de entrar neste país”, nós nos ajoelhamos e demos glória, e honra, e louvor a Jesus Cristo!

Quando oramos pelo nosso país, pode ficar mais escuro antes de ficar bem mais claro. Precisamos orar, não por uma libertação dos nossos problemas, nossas dificuldades e nossa economia; precisamos orar, isso sim, pela glória de Deus nesta nação: por um só anseio, um só propósito, um só desejo na oração – a glória de Deus!

Sammy Tippit é evangelista e dirige um ministério chamado “Sammy Tippit Ministries”. (jornal o arauto da sua vinda)

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Postado por mauricio berwald