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LIÇÃO ADULTOS BETEL APOLOGETICA CRISTÃ 4 TRIM-2019
LIÇÃO ADULTOS BETEL APOLOGETICA CRISTÃ 4 TRIM-2019

   

                                                      

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 1 ADULTOS 

Preparados para responder sobre a fé cristã

6 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós",1 Pe 3.15

 

Verdade Aplicada

O discípulo de Cristo precisa buscar continuamente estar preparado para responder aos questionamentos acerca da fé e da esperança professadas.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

At 17.16-19

16 - E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.

17 - De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.

18 - E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.

19 - E tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

 

Introdução

Apologética, do grego "apologia", designa, segundo o Dicionário VINE, "defesa verbal, discurso em defesa. Assim, trata da defesa acerca das verdades afirmadas pela fé cristã, buscando esclarecer e responder aos que questionam.

 

  1. A importância da Apologética Cristã

A Apologética tem como principal objetivo defender o cristianismo contra os ataques de adversários à essência e natureza de suas doutrinas, de suas fontes e de sua história. Alguns críticos da apologética cristã argumentam que ninguém vem a Cristo por meio da apologética, porém, é de suma importância levar em consideração alguns aspectos que envolvem esta questão.

 

 

1.1. Coração e mente comprometidos com a fé

 

O texto áureo menciona “corações” e “preparados para responder”, num contexto no qual os discípulos de Cristo estão sendo exortados quanto a lidar com o padecimento, mas não serem dominados pelo medo ou turbação (1Pe 3.14). Ou seja, continuemos a reconhecer jesus Cristo como Senhor em nosso coração e procuremos estar preparados para responder àqueles que nos questionam sobre porque mantemos uma atitude de esperança, mesmo perante tantos sofrimentos e desafios. Assim, todo o nosso ser deve estar comprometido com o Senhor: coração e mente.

 

1.2. O fortalecimento da fé cristã

Nas escolas seculares, nas universidades e no trabalho, os cristãos são acaroados todos os dias com argumentos seculares (a filosofia, a ciência, a história, a sociologia e as outras mais), na intenção clara de minar a fé cristã. Daí a importância da apologética, pois ela não visa apenas responder e esclarecer outras pessoas, mas contribui para que cultivemos o salutar e necessário exercícios da reflexão acerca da fé e da relevância da Palavra de Deus diante das muitas questões que surgem no presente século (Sl 1.2; 27.4) – notemos nestes textos, as expressões; medita, contemplar e aprender. A Bíblia menciona a renovação da mente (Rm 12.2).

 

 

1.3. Apologética e evangelização

Há pessoas que utilizam conhecimentos seculares para confrontar a fé cristã, outras fazem questionamentos sobre a veracidade dos fatos históricos relatados na Bíblia ou acerca do aspecto da pluralidade das religiões no mundo, considerando o cristianismo apenas mais uma vertente religiosa como tantas outras. Nestes casos será de grande utilidade a apologética cristã, com suas informações seguras e consistentes, visando preparar a pessoa para apresentar-lhe o plano divino de salvação. Note que Paulo iniciou o famoso sermão em Atenas, não utilizando um texto bíblico, como seria de se esperar se estivesse em uma sinagoga, mas fazendo menção a um altar feito pelos atenienses e citando um dos seus poetas (At 14.23-28).

 

 

  1. O uso da Apologética na refutação

Encontramos na Palavra de Deus exemplos de verdades que são reveladas e ensinadas, mas, também, refutação de crenças e práticas contrárias à revelação divina. O uso da Apologética cristã na refutação também é encontrado no testemunho da história da Igreja.

 

2.1. Refutar os falsos mestres

O apóstolo Paulo escrevendo a Tito destaca o aspecto de por “em boa ordem” a igreja local em Creta (Tt 1.5-11). Para tanto, uma das ações seria nomear presbíteros, relacionando as qualidades necessárias deles, entre as quais; “...que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes". Ou seja, deveria manter-se na sã doutrina, mas também, mostrar o erro daqueles que se opunham ao ensino bíblico. A expressão “convencer”, no grego, significa: “rebater, refutar”. A mesma expressão é encontrada em Atos 18.28, se referindo a Apolo, que refutava os judeus coríntios, provando pelo Antigo Testamento que Jesus era Cristo.

 

 

2.2. A refutação e os últimos dias

A Palavra de Deus revela que os Últimos dias da Igreja na terra seriam caracterizados, também, pelo surgimento de falsos profetas (Mt 24.11), espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1Tm 4.1), falsos doutores e heresias (2Pe 2.1). Evidentemente, muitos destes erros não são facilmente identificados. É preciso, pois, como Igreja, estarmos firmados e convictos quanto ao conteúdo da fé bíblica e buscarmos a indispensável ação do Espirito Santo no discernimento e na capacitação necessária para refutarmos os enganos que vão surgindo, além da proclamação do Evangelho.

 

 

2.3. Mansidão e temor

A Palavra de Deus também esclarece que a ação apologética do discípulo de Cristo deve ser com “mansidão e temor” (1Pe 3.15). Em outras versões encontramos: "educação e respeito” (NTLH); “humildade e respeito” (BKJ). Portanto, não se trata apenas de defender o Evangelho ou refutar um erro, mas faze-lo, sem arrogância ou altivez, em oração e buscando ser conduzido pelo Espirito, com o propósito de contribuir para que a pessoa seja levada à verdade do Evangelho, abandone o erro e se volte para o Senhor (2Tm 2.24-26; Jd 22-23).

 

  1. O uso da Apologética na defesa

A apologética defensiva é aquela que apresenta respostas aos críticos das verdades afirmadas pela fé cristã, bem como àqueles que demonstram dúvidas sinceras a respeito das verdades fundamentais reveladas nas Escrituras Sagradas, procurando ajuda-los esclarecendo o posicionamento bíblico e cristão. Não devemos confundir com atitude defensiva, que caracteriza a reação de medo e insegurança de alguém que não está interessado em ajudar o outro, pois acha que está correndo perigo e ameaçado. O discípulo de Cristo está seguro em Cristo e na firme Palavra de Deus.

 

 

3.1. A defesa do cristianismo ante os ataques do judaísmo

As primeiras defesas da fé cristã ocorreram logo no início por intermédio dos apóstolos, que procuravam mostrar aos judeus que a vinda do Senhor Jesus Cristo, Sua morte e ressurreição, a descida do Espirito Santo e a Igreja, reunindo judeus e gentios para formar um só povo, eram cumprimento do plano divino revelado nas Escrituras Sagradas (At 2.14-36; 3.12-26; 9.19-22; 15.13-17).

 

 

3.2. Defesa do cristianismo ante o paganismo

Outro grande desafio enfrentado pelos cristãos vinha dos pagãos, que, opostamente aos judeus, não faziam objeções ao cristianismo, desde que ele reconhecesse as demais religiões como verdadeiras. Não havia nenhum problema em aceitar o Deus do cristianismo, pois era apenas mais um no panteão dos deuses greco-romanos. Por esta razão, o apóstolo Paulo se propõe a anunciar não mais um deus, mas o “Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (At 17.24).

 

3.3. A defesa do cristianismo perante a filosofia grega

As boas novas do Evangelho chegaram também, nos primeiros anos do cristianismo, em Alexandria, um dos principais centros acadêmicos da Antiguidade. Em virtude da influência filosófica e cultural presente nessa cidade, iniciou-se um debate sobre o que seria superior; a fé cristã ou a filosofia grega? Os chamados pais da Igreja, diante de tal discussão, recorreram ao pensamento racional, nos moldes da filosofia grega, e procuraram dar consistência lógica à doutrina cristã.

 

CONCLUSÃO

O ser humano deve estar envolvido por completo na conversão: mente, emoções e vontade. É de Jesus a ordem: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). Paulo diz que ele é incumbido da defesa do Evangelho (Fp 1.16). Tudo isso implica em uma mensagem de boas novas claramente assimilada, a qual pode ser racionalmente compreendida e defendida.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O que a Bíblia menciona em Romanos 12.2?
  2. Quem, em seu sermão, fez menção a um altar feito pelos atenienses e citou um dos seus poetas?
  3. O que Apolo fazia?
  4. Como deve ser a ação apologética do discípulo de Cristo?
  5. O que é apologética defensiva?

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 2

 

 

Revelação divina e a razão são dádivas de Deus

13 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.", Rm 1.20

 

Verdade Aplicada

A natureza é uma testemunha da existência de Deus e Seu poder, porém não é o próprio Deus, porém não é próprio Deus, pois Ele é o Criador.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Sl 19.1-6

1 - Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

2 - Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3 - Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

4 - A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5 - O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.

6 - A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.

 

 

Introdução

É muito importante que cada discípulo de Cristo se lembre que tanto a fé como a razão são dádivas de Deus para o ser humano. Ou seja, tanto a capacidade de crer como pensar. A fé bíblica não é cega.

 

 

  1. Bases fundamentais da fé cristã

A religião cristã é baseada na fé, e essa por sua vez baseia-se no conhecimento, e não em superstições, especulações ou algo irreal ou ainda invenções humanas. Não é possível dispor-se a crer em algo que não convença a ser a verdade. Assim a razão nos leva a atestar a revelação divina.

 

 

1.1. Razão

Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. As evidências do cristianismo apelam para a razão, e o cristianismo submete suas credenciais ao escrutínio da mesma, insistindo em que o exame de seus títulos seja feito com cuidado e até com severidade. De modo algum exige o cristianismo que o homem renuncie ao uso desta faculdade, dom de Deus, para tratar do mais elevado e solene interesse de sua vida – a religião. Ao contrário, exige Deus que o homem faça uso da razão, a fim de rejeitar as revelações espúrias, estabelecer a fé verdadeira e interpretar corretamente a revelação (Pv 22.20-21).

 

1.2. Revelação Divina

Revelação, conforme consta no dicionário da língua Portuguesa, é o ato de revelar, fazer conhecer, descobrir. Na língua grega é “apokalupsis” – descobrimento, divulgação. Assim, o que era desconhecido torna-se conhecido. A partir deste conhecimento revelado, é que se segue o estudo ou a explicação. Portanto, Revelação Divina é o ato de Deus se tornar conhecido ao ser humano. John R. Higgins escreveu; “Esta revelação é o fundamento de todas as afirmações e pronunciamentos teológicos (...) As questões da fé centralizam-se no fato de que Deus fez-se conhecido aos seres humanos. O cristianismo é a religião baseada na revelação que Deus fez de si mesmo”.

 

1.3. Razão versus revelação

Rejeitar uma revelação, no todo ou em parte, apenas porque o seu conteúdo não corresponde a alguma noção preconcebida a respeito daquilo que ele devia conter ou não, é usar a razão de maneira irracional. Se a inteligência humana tivesse competência para realizar, satisfatoriamente, obra de tão extensa magnitude, deixaria de existir a necessidade da revelação (Rm 11.33-35). Se a razão tivesse tal poder, há muito tempo já teriam os homens encontrado a Deus mediante a investigação, e, sem qualquer revelação, chegado a conhecê-lo. O uso só da razão é tão absurdo, como seria o fato de um homem afirmar que a sua visão do horizonte é o limite do espaço.

 

  1. A necessidade do uso da razão

É normal seres racionais se recusarem a crer na Bíblia sem evidências. Como Deus criou os humanos com esta capacidade, Ele, o próprio Deus, espera que vivam racionalmente. Não significa com isso que inexiste espaço para a fé. Mas Deus quer que demos um passo de fé à luz das evidências, não no escuro, assim constitui nosso dever a utilização da Apologética Cristã.

 

2.1. O homem é um ser racional

Os seres humanos foram criados com a capacidade de raciocinar. Neste aspecto somos parte da Sua imagem (Gn 1.27). Há um apelo de Deus para o Seu povo usar a razão (Is 1.18), para discernir o que é verdadeiro ou falso (1Jo 4.6), certo ou errado (Hb 5.14), certo ou errado (Hb 5.14). Um princípio fundamental da razão é que ela deve ter evidencias suficientes para a fé.

 

2.2. A fé construída em nós por meio do conhecimento

Ouvir traz conhecimento, conhecimento produz convicção, convicção gera fé (Rm 10.17). Quanto mais conhecemos a Deus, ao ouvir Sua Palavra, mais confiamos nEle sem reservas. O “tamanho” da nossa fé é proporcional ao conhecimento que temos de Deus e Sua Palavra. A fé repousa, portanto, no conhecimento. Abraão é um grande exemplo: à medida que conhecia a Deus, mais depositava nEle sua fé, ao ponto de aceitar oferecer seu filho Isaque em sacrifício a Deus (Gn 22.1-2). Este conhecimento acerca de Deus não está limitado ao intelecto, mas se trata de um conhecimento que se expressa em relacionamento.

 

2.3. A Natureza da Fé

A fé está desvinculada da razão. A Bíblia dá provas racionais mais que suficientes para que o homem tenha fé absoluta em Deus. Há registros na história secular, nas descobertas arqueológicas e cientificas, que ratificam os feitos de Deus, conforme os registros das Sagradas Escrituras, dando sustento a nossa fé ao crer em Suas Palavras. Temos uma fé explicita, ou seja, aquela que convida ao estudo e à investigação das Sagradas Escrituras. Não se deve aceitar qualquer ensino ou afirmação sobre a Bíblia que não possa ser provado pelo estudo cuidadoso das Escrituras. Cada pessoa necessita ler a Bíblia por si mesmo, e obedecer aos princípios hermenêuticos para chegar a uma correta interpretação. Evidentemente, com a imprescindível ação do Espirito Santo (1Co 2.9-16).

 

 

  1. O valor da revelação para fé cristã

Deus tem cercado o homem com diversas revelações que provam a Sua existência e Suas ações no mundo. Há manifestações divinas irrefutáveis para qualquer pessoa reconhecer a existência de Deus, crer e se relacionar com Ele.

 

3.1. Revelação na natureza

Chamada por alguns apologistas de Revelação Geral, com base em alguns textos das Escrituras (Rm 1.19-20; 2.12-15 etc), declara que a revelação de Deus na natureza é tão clara que todos os seres humanos, por mais pecadores que sejam, são indesculpáveis diante dEle. Outras passagens bíblicas demonstram que Deus pode ser conhecido pela revelação Geral, entre elas Salmo 19 e Atos 14.15-17; 17.24-29.

 

3.2. Revelação escrita

A revelação Geral, conforme citada no tópico anterior, por si só revela ao homem a existência de Deus, porém, a necessidade de orientações especificas se fez necessário, pois traz respostas para perguntas tais como: O que fazer para ser salvo? Como posso me aproximar deste Deus? Como devo proceder para conviver em comunhão com este Deus? A revelação escrita, a Bíblia Sagrada, é conhecida também como revelação especial. Especial porque foi dada oralmente, e, posteriormente, foi escrita por ordem divina (Ex 17.14; 34.27). Deus de forma milagrosa inspirou a guiou também, além de Moisés, outros autores das Escrituras a registrarem a Sua vontade ao mundo (2Pe 1.20-21). Cada um dos escritores em seu tempo, estilo e formação cultural, Deus capacitou-os para que a verdade sobre Si mesmo fosse registrada na forma escrita, porque sabia da imperfeição e falta de confiabilidade da tradição oral. Ele também sabia que as opiniões dos homens poderiam torcer a Revelação Geral e interpreta-la mal. Através da Bíblia, Deus decidiu revelar tudo o que a humanidade precisava saber sobre Ele, o que Ele quer e o que tem feito por nós. Sem sombra de dúvidas, a maior revelação do texto sagrado é a salvação do homem através de Jesus Cristo.

 

3.3. Experiência pessoal

A convicção de cada pessoa, adquirida por experiência própria, no que diz respeito à sua fé em Deus, deve ser levada em consideração. No entanto, as experiências pessoais não devem ser o balizador de nenhuma doutrina bíblica. Porém, vale ressaltar que não há argumentos por mais lógicos que pareçam ser, que consigam arrancar a convicção da nossa alma, convicção esta que recebemos através do conhecimento de Deus e Sua Palavra.

 

CONCLUSÃO

Jesus Cristo sempre estimulava os Seus ouvintes a usar a razão. Não queria que seu público tivesse uma fé cega, mas uma “fé inteligente”, que tem fundamento e conteúdo. Usava fatos do cotidiano e a vida diária das pessoas para ilustrar uma verdade espiritual; um exemplo disto são as parábolas.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. O que nos leva a atestar a revelação divina?
  2. O que é razão?
  3. O que é Revelação Geral?
  4. Quais são as outras passagens bíblicas que demonstram que Deus pode ser conhecido pela Revelação Geral?
  5. Como é conhecida a revelação escrita, a Bíblia Sagrada?

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 3 

Único Deus transcendente e eterno

20 de Outubro de 2019

 

 

Texto Áureo

"Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.", At 17.28

 

Verdade Aplicada

Cremos no Único Deus Verdadeiro, que existe independente de Sua criação e que é a Causa primeira"

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

At 17.23-25

23 - Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.

24 - O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;

25 - Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

 

Introdução

Na apologética são considerados vários argumentos em relação à existência de Deus. A presente lição abordará o argumento conhecido como: cosmológico ou de criação ou, ainda, da causalidade.

 

  1. A matéria e a mente são eternas?

O conceito do eterno é uma necessidade da razão. Assim, os homens podem escolher entre várias teorias a respeito do eterno, porém, não lhes é possível despojar-se do conceito de eternidade.

A sucessão de acontecimentos provoca a elaboração da noção de tempo, e a noção de tempo infinito faz pressupor a eternidade.

 

1.1. No Universo, todo objeto que é conhecido, teve princípio em algum tempo

O progresso cientifico estabeleceu, de modo convincente, que tudo aquilo que os sentidos humanos percebem teve um princípio, e é de natureza composta, derivada ou dependente. A ciência afirma que houve um período em que a terra, o mar e a atmosfera, misturados entre si, formavam uma massa nebulosa; afirma também que houve um tempo em que o planeta Terra não tinha existência própria, e o sol e as estrelas ainda não estavam divididos em sistemas.

 

 

1.2. Toda matéria encontrada na terra mantém suas propriedades moleculares

Os cientistas concluíram, há muito tempo, que a natureza em todo seu comportamento, desde quando teve seu começo, nunca produziu a mais leve diferença nas propriedades das moléculas. Portanto, não se pode admitir a existência de uma evolução, visto que não há um ser sequer com suas moléculas modificadas. Por outro lado, a afinidade que há entre cada molécula e todas as outras de sua espécie lhe imprime um caráter de um artigo manufaturado, e exclui a ideia de que ela é eterna e de que tem existência própria.

 

1.3. Se todas as coisas tiveram um princípio, houve um criador chamado Deus

Tudo que é conhecido pela ciência não é eterno, ou seja, teve um começo ou uma evolução, conforme ela admite. Portanto, há um Deus, que existe por Si mesmo e Eterno, que criou todas as coisas. Pode-se crer em um Deus que existe por Si mesmo ou num mundo capaz de existir por si só, e, necessariamente, tem que crer em um ou no outro. É mais racional e lógico, segundo os argumentos nos itens anteriores, crer em um Deus que não teve princípio e não terá fim. Deus, sim, é Eterno.

 

  1. Existe Infinita Regressão de Causa?

“Todo efeito tem uma causa. Não pode haver uma regressão infinita de causas finitas. Portanto, deve existir uma causa não causada ou um ser necessário”. Este é o argumento cosmológico (argumento pela causa de Tomás de Aquino). Este argumento diz, de uma forma mais fácil de entender, que tudo o que veio a existir possui uma causa. Ora, se o Universo veio a existir, nem sempre existiu, logo ele possui uma causa. De fato, cada ente possui uma causa, que também possui uma causa e assim por diante. Entretanto, não é possível recuar infinitamente numa série de causas, pois assim o Universo nem poderia começar a existir. Sendo impossível a regressão infinita, deve haver uma causa primeira, que é necessariamente não causada.

 

2.1. Se existe uma causa, tem que haver obrigatoriamente, um causador

Uma causa não pode causar a si mesmo. O inexistente não pode passar a existir por si só. Tudo que é causado, portanto, é causado por alguma outra coisa. Só um Deus Poderoso seria capaz de ser a causa primária da existência de tudo.

 

 

2.2. Um efeito nunca pode conter um elemento superior à sua causa

Uma coisa não pode mover-se a si própria; é preciso uma força ou um agente externo. No caso dos veículos, o petróleo (elemento externo) faz a combustão no motor, e esse, por sua vez, movimenta o carro. Ou seja, a força do motor é superior ao estado estático do veículo, sendo assim, o motor é capaz de movimentá-lo. Uma regressão infinita de forças é sem sentido. Como em uma engrenagem, onde a peça dentada, que move a peça seguinte, tem que ter mais força do que a peça movida; ou seja, a força deve ser maior à medida que se faz a regressão nas peças de engrenagem. Portanto, deve haver um ser que é mais forte, que existia no começo de tudo, e é fonte primária de todo movimento: Deus.

 

2.3. Quem é o causador de todas as causas?

Nada do que existe hoje existiria, visto que do nada, nada surge. No entanto, um mundo surgiu, apareceu, existe, Surgiu por quê? Surgiu por quem? Com qual propósito? Ao invés de evoluir, está deteriorando, acabando? Só há uma resposta: Há um Deus Todo-Poderoso, Criador e Causador de todas as coisas.

 

  1. Existe uma grande primeira causa

A convicção de uma grande e primeira causa, digna de ser chamada de Deus e adorada como tal, é a explicação mais racional.

 

3.1. A primeira causa deve ser viva e inteligente

A existência da vida e da mente, e o sentido moral, apontam, de maneira inequívoca, para um Autor Vivo, Inteligente e Moral. Os fatos que se comprovam é que a espécie humana é a expressão visível de um Ser Inteligente, dotado de Razão, Moral e Sentimentos, que não pode ter vindo de matéria inferiores, pois elas (as matérias inferiores) não possuem estas qualificações

 

3.2. A primeira causa deve ser livre

A primeira causa deve ser livre, pois não pode ela mesma ter sido causada; seria absurdo buscá-la entre os efeitos. A primeira causa, na verdade, deve estar em todo Universo; porém ao mesmo tempo, deve encontrar-se fora do Universo, deve ser anterior a ele, e estar sobre ele.

 

3.3. A primeira causa deve ser perfeita

Observa-se no Universo a existência de uma pirâmide de seres, desde o menor dos seres vivos até o ser humano, em grau sempre crescente de perfeição. Deve existir um ser final que é absolutamente perfeito, a fonte de toda perfeição. Esse ser é Deus.

 

CONCLUSÃO

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (Sl 14.1). A expressão “néscio” não limita a aplicação do verso apenas ao ateu, literalmente, mas, também, àqueles que vivem como se Deus não existisse, que resolveram desconsiderar a realidade de Deus e Seu governo. Que a presente lição nos capacite a responder aos que nos pedem “a razão da esperança que há” (1Pe 3.15) em nós, como, também, despertar-nos para um relacionamento com Deus contínuo e progressivo.

 

QUESTIONÁRIO

 

  1. Conforme afirmam os cientista, o que, desde seu começo, nunca produziu a mais leve diferença nas suas propriedades?
  2. O que é mais racional e lógico acreditar em relação a existência de Deus?
  3. Segundo Tomás de Aquino, todo efeito tem uma?
  4. Qual a fonte primária de todo movimento?
  5. Para o que a existência da vida e da mente, e o sentido moral, apontam?